15 de setembro de 2011

S.A.R. Dom Duarte Pio apresentou cumprimentos ao Bispo do Funchal

Em Abril do próximo ano, para assinalar os 90 anos da sua morte
 Peregrinação ao túmulo do Beato Carlos d’Áustria

Familiares e descendentes do Imperador/Beato Carlos d’ Áustria, falecido no Funchal em 1922, virão em peregrinação à Madeira para celebrar o 90.º aniversário da sua morte, confirma D. Duarte Pio, Duque de Bragança, em declarações ao JM.
O Imperador Carlos d´Áustria viveu apenas cinco meses entre nós, mas grangeou a simpatia e o respeito de todos os madeirenses que, ainda hoje, se orgulham da sua presença para além da morte, a partir igreja do Monte, onde está sepultado, e cujo túmulo é muito visitado por peregrinos de todo o mundo, principalmente desde a sua beatificação em 2004, em Roma.
Para assinalar o 90.º aniversário do seu falecimento, a 1 de Abril de 2012, está prevista uma peregrinação à Madeira com cerca de uma centena de pesoas, entre descendentes e familiares . «Espero que isto seja uma maneira de lembrar a figura do Imperador, da sua vida e valores que defendeu», disse ao Jornal da Madeira o Duque de Bragança, D. Duarte Pio, que ontem apresentou cumprimentos ao Bispo do Funchal.
Carlos d’ Áustria, referiu, «foi um dos últimos governantes cristãos da Europa; inclusivé, sofreu o exílio e a perseguição porque seguiu o pedido do Papa para acabar rapidamente com a Grande Guerra (1914-18), contrariando assim os planos de guerra de vários países».
Entretanto, o túmulo do Beato Carlos d’ Áustria deverá continuar na nossa Diocese, conforme decisão da família. «O arquiduque Otto (recentemente falecido) achava que devia ficar na Madeira, até pelo apoio e acolhimento dispensados pelos madeirenses»; além de que, «segundo a tradição da Igreja Católica, um santo é da terra onde morreu e onde nasceu para o céu», explicou D. Duarte Pio.
Ainda em relação à peregrinação em 2012, a família do Imperador manifestou o desejo de ter a presença do Bispo do Funchal, mas tudo dependerá da agenda pastoral, pois, essa data coincide com as celebrações do Domingo de Ramos. D. António Carrilho destaca desde já a importância de «fazer memória viva de alguém que se distinguiu em termos de santidade e que, pela beatificação, é para todos nós referência, modelo e estímulo».

Fonte: Jornal da Madeira

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