30 de setembro de 2011

Últimas do alambor






Certamente nauseados com tanta bimbalhada, que só nos envergonha aos olhos dos estrangeiros que nos visitam, cidadãos manifestaram-se, grafitando o horrível paredão. As suas mensagens dispensam comentários, numa altura em que a petição nacional já vai nas 2059 assinaturas em 30 dias. A provar que em Portugal ainda há muitos cidadãos decentes, que não se deixaram contaminar pelos dinheiros de Bruxelas.

Entretanto pararam as obras do paredão. Há duas versões sobre as causas da suspensão dos trabalhos. Uma dá a entender que vieram ordens de algures em Lisboa, no sentido de parar com a edificação de um muro que de qualquer maneira é para demolir, mais cedo ou mais tarde. Em nome do bom senso, do bom gosto, do respeito pelo nosso passado e pelos fundadores de Tomar. É a que se me afigura mais plausível.
A outra versão reza que o subempreiteiro do paredão discutiu com o adjudicatário da obra, reclamando-lhe a liquidação da factura, uma vez que a Câmara já pagou. Dado que o adjudicatário não quis meter a mão ao bolso...
...o subempreiteiro chamou-lhe nomes, carregou todo o material, levou as máquinas e o pessoal, jurando que nunca mais voltava a vir trabalhar para estas paragens.
Logo adiante, na Cerrada dos Cães, pessoal de outro subempreiteiro continua a edificação da futura cafetaria com casas de banho subterrâneas, como as existentes 15 metros a nascente e agora encerradas. A fartura dá nisto. Em vez de reparar as existentes, fazem-se novas. A Ordem é rica e os frades são poucos. O pior é a troika!

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