16 de outubro de 2011

António Barreto dixit

Aqueles que como nós sempre afirmaram este quase inevitável desfecho, invariavelmente foram acusados de parvoíce, ignorância, quando não de obscurantismo ou loucura.

Agora, uma das mais conhecidas figuras do regime, aponta o caminho que nos leva a uma espécie de um Alcácer Quibir a prazo. Denuncia a má política, as ilusões propagandeadas como factos e as mentiras como adoptado sistema que faz funcionar a ordem sistémica.

Gostávamos que António Barreto apontasse claramente a alternativa, ultrapassando o mero diagnóstico que por todos é sobejamente conhecido. José António Saraiva já há anos também o fez no seu artigo "O Fim do Regime" e mais recentemente, o Prof. Mattoso sugeriu algo que seria impensável há poucos anos.

Por muito que a muitos custe reconhecê-lo, a razão está mesmo do nosso lado*. Uma razão que se torna dia a dia num inultrapassável obstáculo àquilo que são, isso sim, as grandes loucuras, ilusões e mentiras que apenas servem alguns.

* Não nos iludamos, não se trata de apenas substituir a cabeça do Estado. Esse erro foi há 101 anos cometido pelo defunto PRP. Esta mudança pressupõe algo que para muitos é impensável: novo ordenamento constitucional, reorganização territorial do país e reposicionamento no contexto internacional, encetando novas perspectivas com os países que outrora fizeram parte do todo nacional.

Nuno Castelo-Branco
 

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