21 de outubro de 2011

Sem extremismos, orgulhosos! (I e II)

Não é de ânimo leve que se interioriza tudo o que se passou no último 5 de Outubro em Coimbra: as mensagens (tanto da Homilia como do discurso de SAR o Senhor D.Duarte), o simbolismo de cada gesto, de cada local. Foram tocadas muitas das feridas de que Portugal padece, feridas essas que existem há muito mas que os responsáveis por as curar persistem em as ignorar ou, pior ainda, não raras vezes agravar.

Portugal não foi obra do acaso! O nascimento de Portugal (ao qual as autoridades teimam em não dar o devido e merecido destaque) é sinónimo de coragem, força, determinação, tenacidade e de sucessos e vitórias à primeira vista improváveis. Portugal não é apenas um pedaço de terra. Ao longo dos séculos os nossos antepassados sofreram, lutaram e deram a vida por esta Nação para que nós, hoje, pudéssemos dizer que temos uma Pátria, para que hoje pudéssemos dizer que somos livres. Por esta Pátria, por esta Gloriosa Nação (e só pode ser gloriosa porque é a nossa e porque o amor a Portugal e a sua história falam mais alto), pela nossa liberdade e independência grandes senhores foram desafiados. Sem medo do confronto, antes com afinco! Contra todas as probabilidades Portugal venceu e assumiu-se no plano internacional como uma Nação una, coesa e com uma identidade própria e distinta dos demais povos/nações.

Todas as acções dos nossos antepassados, tudo o que Eles conquistaram pelo Seu suor e sangue constituem Património Nacional.

De geração em geração todo esse património foi sendo transmitido continuando a fazer de todos nós, ainda hoje, uma Nação única no Mundo. Isto não foi e não é obra do acaso. Esse património foi-nos dado a nós, Povo de Portugal, somente a nós e é a nós que o cabe defender. Sem qualquer tipo de extremismos (que são a negação da própria Identidade Nacional) pode-se afirmar que Portugal somos nós e nós somos Portugal. Portugal e o seu Povo estão unidos por elos fortíssimos criados na forja do tempo.

Não é preciso muito para perceber que interesses que são tudo menos claros lutam diariamente para tentar destruir Portugal, os Portugueses e o fortíssimo elo que os une. “Dividir para conquistar” é a famosa máxima que vem à memória. Isto não é novidade, não é surpresa! Há séculos que interesses obscuros tentam dominar Portugal. Parece haver em nós qualquer coisa que nos torna irresistíveis objectos de cobiça. Uma diferença (simples porém fundamental) existe entre o passado e a actualidade: se no passado o povo, liderado pelo Rei, lutava ao lado deste pela defesa de Portugal e dos seus interesses, hoje a República parece deixar-se iludir por interesses estranhos ao País e, caindo no seu jogo, vai dando (não mais vendendo, o que já seria de extrema gravidade) Portugal. Antes, predominava uma preocupação pelo bem-estar colectivo, por Portugal como um só, como um projecto a longo prazo. Hoje, contudo, predomina um individualismo atroz, um “salve-se quem puder”, um egoísmo sem precedentes que de fraternidade ou igualdade nada tem e que coloca claramente em causa a liberdade individual e colectiva. Parece não haver qualquer projecto a longo prazo.

Parece igualmente não haver nenhum rumo concreto e definido. As consequências são claras e indiscutíveis: se antes Portugal e os Portugueses, liderados pelo Rei, acabavam por triunfar, hoje mais parece que somos constantemente derrotados nas novas batalhas do sec. XXI.

O Povo Português, outrora guerreiro, está progressivamente a ser esvaziado do seu sentido de patriotismo, do seu amor-próprio, do respeito à sua própria Nação e da sua capacidade de luta. Um grande vazio, eis o que Portugal parece ter neste momento. Um vazio que facilmente se constata quando, no dia da Fundação de Portugal, oficialmente pouco ou nada se diz a respeito e não se presta a devida homenagem (oficial) ao Fundador. Portugal está a ser esvaziado da sua matriz cultural. Valham-nos os monárquicos que, com SSAARR os Duques de Bragança, ano após ano celebram o nascimento de Portugal e, com isso, “teimam” em manter a história, a dignidade e a alma nacionais viva! Haja alguém com sensatez nesta terra que, em 100 anos, se transformou na “terra do vale tudo”.

A situação a que Portugal chegou não é fácil. Será que os republicanos vão assumir a sua responsabilidade? Ou será que vão culpar S.M o Rei D.Carlos I?

Portugal e os Portugueses estão a agonizar. Sem força, sem ânimo, sem dinheiro, sem tempo já começam a deixar de viver para apenas (tentar) sobreviver. Isto é perigoso pois pode levar (como decerto levará) a uma drástica diminuição daqueles que conhecem e vivem Portugal e a Portugalidade! Se isso acontecer, e tendo em conta a quantidade de interesses obscuros que nos tentam constantemente dominar e aqueles que em vez de proteger a Nação (como era sua obrigação) a dão, quem irá proteger e lutar por Portugal? É necessário olhar para o futuro para entender a gravidade da situação. A incapacidade de perspectivar o futuro (tipicamente republicana) só servirá para nos levar à perdição e à ruína.

SAR D.Duarte chamou a atenção para a baixa natalidade em Portugal. Isto dá que pensar! Em primeiro lugar dá para perceber que o Senhor Duque de Bragança ao pensar nisso, pensa em Portugal como um “projecto a longo prazo” e, como tal, pensa como um verdadeiro Chefe de Estado, pensa como um Rei. Em segundo lugar dá para pensar que a República, obcecada em resolver no imediato os graves problemas que ela própria criou, se esquece de pensar verdadeiramente no futuro de Portugal e na sua sustentabilidade.

A natalidade em Portugal está a cair, com as consequências que qualquer pessoa minimamente informada e/ou sensata percebe! O que está a ser feito para combater isso? Quais as medidas que estão a ser tomadas para contrariar essa tendência? Serão a diminuição dos salários, o aumento do número de horas semanais de trabalho ou a eliminação de subsídios algumas dessas medidas? Será correcto ver números, unicamente números, em vez de ser seres humanos? “Portugal somos nós e nós somos Portugal”. A continuar assim quantos seremos nós no futuro? Consequentemente também se pode perguntar “ O que será Portugal no futuro?”.

Somos Portugueses e, sem qualquer tipo de extremismo, devemos estar orgulhosos disso pois fomos e ainda somos grandes, independentemente do que outros possam dizer.

Porque Portugal precisa de nós; porque é nossa obrigação cuidar da nossa terra, das nossas gentes e do nosso património; porque o movimento monárquico, encabeçado pela Família Real, é o único que verdadeiramente se preocupa com Portugal, com a sua protecção, preservação e futuro e porque “Portugal somos nós e nós somos Portugal” é imperativo proteger a nossa Nação daqueles que a querem dominar e destruir.

Pela Pátria,

Viva o Movimento Monárquico Português

Viva a Família Real Portuguesa

VIVA PORTUGAL!!!

Sem comentários: