17 de dezembro de 2011

Luso-thais evocam passado

Foi na passada quarta-feira, na paróquia da Imaculada Conceição de Bangkok. A comunidade luso-descendente de Bangkok prestou tributo aos seus mortos, depondo no cemitério de Sam Sen uma coroa de flores ostentando as bandeiras portuguesa e tailandesa. As cerimónias foram cuidadosamente preparadas e animadas pelo chefe da comunidade, o Comandante Saravut Wongngernyuang Dias, Director-Geral dos estaleiros e doca da Marinha Real Tailandesa, em cujas veias corre o sangue de doze gerações de Protukét luso-thais.
Seguiu-se procissão pelas ruas de um dos últimos bandéis portugueses existentes na Ásia. Uma missa solene de graças encheu por completo o recinto fronteiro à igreja e foi rezada missa presidida pelo Bispo de Bangkok. É tempo de, nas Necessidades, alguém se interessar pela defesa de Portugal no Sião e garantir a esta população fidelíssima o apoio logístico mínimo para se preserve no Sudeste-Asiático a ideia de um Portugal para além dos mares e das fronteiras. Faz falta um professor primário de língua portuguesa que ensine às crianças o nosso idioma; faz falta uma aula semanal de história e cultura portuguesa; faz falta, quiçá, um jovem missionário ou uma religiosa que trabalhe nas duas escolas primárias da paróquia. Faz falta, isso sim, um pingo de respeito por aqueles que, longe, se sentem portugueses.

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