10 de março de 2012

Confraria do Pão de Ló entroniza Dona Isabel de Bragança


  Diário do Minho de 9 de Março, pág. 14

D. Isabel de Herédia, esposa de D. Duarte Pio de Bragança, herdeiro do trono real de Portugal, vai ser entronizada confrade da Confraria do Pão de Ló Tradicional. A cerimónia integra o segundo capítulo da instituição e decorrerá em Guimarães, no próximo dia 17 deste mês.
D. Isabel de Herédia destaca-se no conjunto dos cinco novos confrades que serão entronizados no II Capítulo da Confraria do Pão de LóHerédia de Bragança, que nos dará a honra e o prazer da sua companhia», revelou Rosário Ferreira, ontem, no decurso da apresentação à imprensa da iniciativa.
Além da esposa de D. Duarte de Bragança, serão entronizados a historiadora vizelense Maria José Meireles, uma docente da Universidade do Minho, um fabricante e uma simpatizante de Ovar.
O programa daquela reunião magna e de confraternização terá início, pelas 11h00, com uma celebração eucarística, na igreja de S. Pedro do Toural, seguindo-se uma recepção pelo presidente da Câmara de Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança, com discurso de sapiência por Isabel Fernandes, passeio pedonal no centro histórico e um almoço de confraternização. no II Capítulo da Confraria do Pão de Ló Tradicional são esperados cerca de seis dezenas de participantes, oriundos de todo o país, entre os quais se contam os atuais 21 confrades e vários representantes de outras confrarias.
A Confraria Gastronómica do pão de ló Tradicional foi constituída com o objetivo de preservar e promover as receitas tradicionais daquele produto típico português. «Queremos que esta receita tão nossa do pão de ló permaneça tradicional e resista às tentações mais industriais, salvaguardando este património», sustentou Fátima Salgado, presidente da confraria.
A confraria foi criada por iniciativa da conhecida gastrónoma portuguesa Maria de Lurdes Modesto, em conversa com Fátima Salgado, proprietária da pastelaria Kibom, que fabrica o famoso bolinhol, o pão de ló especialidade de Vizela.
Os fundadores justificam a criação daquela associação de produtores de pão de ló com a necessidade de conter o processo de massificação que a produção daquela especialidade tem conhecido, valorizando e promovendo o pão de ló tradicional que ainda é confecionado – com ovos, açucar e farinha – em diferentes casas do país, de acordo com receitas familiares preservadas durante gerações.
 
Fonte: PPM Braga

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