13 de março de 2012

O desgaste...

O desgaste de um Governo reside na incontornável dinâmica governativa, com a inevitável aplicação reiterada de políticas que agradam a uns e desagradam a outros.

O desgaste de um Rei Constitucional reside no limite das suas faculdades e possibilidades humanas, cujas funções de exclusiva preparação só terminam, essencialmente, com a morte ou com a Abdicação. Depois dá-se a sua substituição pelo legítimo herdeiro, aclamado nas Cortes (i.e. no Parlamento). O Rei é Rei para sempre. Nasce para ser Rei, ou seja uma vida absolutamente entregue à preparação para servir e representar os seus concidadãos.

O desgaste do PR é quase nenhum. Não tem o das políticas governativas nem o do limite das suas faculdades e possibilidades. Só fica 5 anos a representar, 10 se gostar do lugar, e passado esse tempo sai e recebe uma reforma, guarda-costas e outros “extras” pagos com os meus impostos. Depois vem o seguinte, “escolhido” de acordo com a ocasião e com o melhor “posicionamento” num determinado partido, seja esse igual ou diferente da cor do seu “antecessor”.

 

Sem comentários: