16 de abril de 2012

O medo (I)

Algo de estranho se passa nestas Lusas terras. Quase que parece que a República vive em medo o que, a ser verdade, não é surpreendente dada a maneira como foi implantada.

No fundo, e ainda que não o admita, a população sente que em República não são todos iguais como os Republicanos tantas vezes apregoam. A população pode não o dizer mas sente que tanto os interesses nacionais como o bem colectivo são constantemente sacrificados para o bem e interesses de apenas alguns.

A República e os Republicanos sabem isto e, talvez por esse motivo, vão tentando apagar da história algum passado que os possa afrontar. Claro que, sendo Portugal uma Nação com quase 900 anos de história, isso é impossível. Claro que numa situação normal a História Nacional seria lembrada e exaltada mas parece que em Portugal a história não tem qualquer importância.

Parece mesmo que a República é incapaz de perceber (talvez por medo que memória do passado comprove a sua fraqueza e mostre caminhos alternativos para um verdadeiro sucesso nacional) que a história não se pode apagar ou alterar. Mas pior do que isso é ser incapaz de reconhecer que a história é o mais severo e implacável dos juízes e que o medo é um dos piores conselheiros. Por medo fazem-se coisas simplesmente estúpidas à revelia de tudo o que é razão ou mesmo emoção.

E tudo serve para tentar apagar a história por mais ridículo e absurdo que seja. Pode ser um Acordo Ortográfico que cada vez tem mais opositores, a eliminação de feriados fundamentais para a identidade nacional (como o 1º de Dezembro), a tentativa de desligar o Museu dos Coches da memória de S.M a Rainha D. Amélia, a alteração de nomes de pontes e ruas ou os mais diversos tipos de atentados contra o vasto património nacional.

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