15 de abril de 2012

A república sem árbitro

O problema da república é o árbitro, sempre foi. Daí que o pensamento político tenha evoluído para a monarquia, sistema onde o chefe de estado, neste caso o Rei, não sendo escolhido por nenhuma das partes, pode assim decidir com razoável imparcialidade. Por essa razão, os países monárquicos têm uma melhor justiça, e também por essa razão as pessoas desses países desconfiam menos (umas das outras) e do poder político. Nas repúblicas acontece precisamente o contrário.
Neste particular, o futebol português é um verdadeiro espelho da nação. Por ele, através dele, das suas inumeráveis batotas, imaginamos tudo o resto. Os conluios, os partidos, os compadres, as lojas, as jogadas por debaixo da mesa, a lei que as protege, a corrupção permanente, tão vulgar que parece coisa normal. Um bem colectivo! Que talvez sacie, quem sabe, outras injustiças! Da vida, do amor, e do ódio.

Literatura aparte, este ‘caso Cardinal’, define a república: - nas primeiras notícias, a vítima era o Sporting. Os grandes são, por natureza, as grandes vítimas. O Marítimo era o suspeito. O árbitro assistente era o corrupto. Depois, afinal, terá sido uma armadilha que um dirigente do Sporting (e antigo inspector da policia judiciária!) armou contra o bandeirinha, que afinal estava inocente. Perante o escândalo, os jornais (e as televisões) apressaram-se a sossegar a opinião pública: - o Sporting não pode ser castigado! Os especialistas de serviço repetiram o mesmo. O povo leonino apoia.
Quem sou eu para os contrariar?!

Saudações monárquicas

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