27 de setembro de 2012

SAR, D. Duarte de Bragança defende mais cortes na despesa do Estado


S.A.R. Dom Duarte de Bragança defende que, nos actuais tempos de austeridade, «só temos duas alternativas: ou cortar nos custos, ou aumentar as receitas».
Num comentário feito à margem da entrega de medalhas do “Prémio Infante D. Henrique”, o Chefe da Casa Real Portuguesa considerou que «as receitas à custa dos impostos acabam por estrangular a economia produtiva, e tem que ser nos custos do Estado, que gasta demais».
Lamentando ainda que «infelizmente, muitas famílias também gastaram demais, passámos a viver acima dos nossos meios», Dom Duarte de Bragança crê que o problema passa por ter havido, durante anos, «um ambiente de grande entusiasmo, em que achávamos que já éramos um país rico, quando a nossa produtividade é de um país pobre».
Dessa forma, neste contexto difícil, apela à estimulação da solidariedade, seguindo o exemplo da Igreja, e da imaginação criativa, «para podermos produzir melhor, dentro das nossas possibilidades».
Quanto ao assunto que o trouxe à Madeira, a entrega de medalhas no âmbito do “Prémio Infante D. Henrique”, o Chefe da Casa Real Portuguesa destacou que esta «é uma competição consigo próprio, não é uma competição entre os jovens, mas cada um dos jovens tem de se superar a si próprio e provar que é capaz de levar a bom termo o desafio que decidiu assumir no campo da solidariedade, mas também do desporto ou dos talentos pessoais».

Por seu turno, na cerimónia da entrega de medalhas a 40 jovens, que decorreu esta tarde no Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal, o presidente da autarquia defendeu a necessidade de uma maior aposta numa «vocação de excelência na Educação».
Lembrando que, «na generalidade dos países da Europa os alunos têm de desenvolver um ano de trabalho (Suécia) e/ou de voluntariado (Inglaterra) antes de entrarem na Universidade», Miguel Albuquerque defendeu ser «fundamental existirem outras variáveis que contam na formação pré-universitária, como a experiência de vida, a experiência concreta de trabalho, a vocação e, sobretudo, a experiência que se ganha na acção do voluntariado. Isso faz parte de uma formação pré-universitária que depois vai ser muito útil na vida, quer durante os estudos universitários, quer após a universidade», concluiu.

Fonte: Jornal da Madeira

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