3 de agosto de 2013

Hélio Loureiro: monarquico por convicção



Bastou “ter estudado história de Portugal” e estar atento “a países evoluídos da Europa com Monarquia”, para que o conhecido chefe de cozinha se tornasse num monárquico convicto. “Pode-se ser monárquico por duas maneiras: Por tradição familiar, o que acontece frequentemente, ou por convicção, que é o meu caso. Com estudo e convicção é que cheguei à razão. Exatamente da mesma forma como se chega à fé, por tradição ou pela razão. No último caso custa mais, o tempo é mais demorado e exige um estudo maior. Sou monárquico convicto, com a certeza de que a restauração monárquica traria uma nova esperança para Portugal. Um chefe de Estado deve estar acima dos partidos, sem outro pensamento que não o dos portugueses e de Portugal” começou por dizer Hélio Loureiro à Move Notícias, no Ateneu Comercial do Porto, onde ocupa o cargo de presidente.

A forma como está na vida é distinta. Não é apenas na cozinha do Porto Palácio Hotel ou quando elabora o menu dos jogadores da seleção nacional de futebol que se nota a sua paixão pela vida, é em todas as conversas e causas que abraça e acredita. Falar de Monarquia e de Dom Duarte Pio de Bragança, herdeiro do trono de Portugal, e detentor do título de Duque de Bragança, é fácil para o chefe, pela admiração e amizade que os une. “A minha relação com o senhor D. Duarte de Bragança é uma relação de profunda amizade que eu tenho por ele, e ele, faz o favor também de ser meu amigo. Ele ouve muitas coisas que vou dizendo e está muito atento a tudo o que se passa na sociedade. Não é uma pessoa que viva num mundo de fantasia, nem ele, nem a família”.

Em cima da mesa estão peças que lhe são caras, todas ligadas à Casa Real Portuguesa, como é o caso da faca, ainda por lavar, que cortou o bolo de batizado do Infante D. Dinis, (filho dos Duques de Bragança) “que espero vir a oferece-lha no dia do seu casamento”, confidenciou-nos Hélio Loureiro. A bandeira de Portugal (bandeira azul e branca, símbolo da monarquia portuguesa) assinada por Xanana Gusmão, uma medalha de São Miguel da Ala, distinção mais antiga de Portugal, do tempo de D. Afonso Henriques, comenda com que foi distinguido e a comenda da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa criada pelo rei D. João VI, que também lhe foi atribuída, fazem parte das muitas histórias que espelham a sua estima e fidelidade à Casa Real Portuguesa.

“Ser monárquico não é ser saudosista nem conservador. Não é uma coisa arcaica. É pensar com os olhos postos nas monarquias europeias e ver o respeito que Portugal teria se tivesse uma monarquia parlamentar, em que o povo poderia ser livre em toda a essência da palavra”, explicou o chefe, concluindo: “Aprende-se a ser rei, mas não há escolas para presidentes”.










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