30 de setembro de 2013

100 anos de Integralismo Lusitano


Mais do que um corpo de doutrina, mais do que um breviário de constituição política, mais do que um programa, mais até do que um simples ideário monárquico, o Integralismo Lusitano é uma autêntica forma de viver e de pensar, uma norma moral, uma lição definitiva de síntese sobre o pensamento e a acção, uma alta escola de pensar contra o preconceito, o lugar-comum da época e do meio, uma clara vitória do pensamento contra a ideia-feita, do difícil contra o não-pensar, contra a norma escolar e a cultura oficial ou oficializada. Sem o Integralismo não será possível compreender a história das ideias e dos factos no Portugal do nosso tempo.

Francisco Sousa Tavares in Combate Desigual.

Há precisamente 100 anos, em Setembro de 1913, nascia pela pena de Luís de Almeida Braga o movimento filosófico-cultural de renascimento nacional que viria a ficar conhecido como Integralismo Lusitano. A expressão, que nasceu na revista Alma Portugueza, viria a materializar-se mais tarde em 1914 em torno da revista Nação Portugueza, já com António Sardinha na redacção. Em 1916 o Integralismo Lusitano assume também carácter político, ao realizar o primeiro manifesto da Junta Central. A sua dissolução viria a dar-se oficialmente em 1932, já sem António Sardinha, que morreu precocemente em 1925.

A ler: Integralismo Luzitano - Annunciação, por Luís de Almeida Braga.


Fonte: Acção Integral

CARTEIRA DE SENHORA - Dia 86

Não prometo pois não sou política, mas esta poderá vir a ser uma crónica a dois tempos. O antes e o depois de um evento. Não sei se a carteira vai comigo, mas levo a cesta, que é outra das minhas fiéis companheiras.  

O evento de que falo é uma sessão em memória de José Hipólito Raposo, meu avô, a propósito dos sessenta anos da sua morte e antecedendo também os cem anos do Integralismo Lusitano. 

Embora nenhum dos dezasseis netos o tenha conhecido pessoalmente (a mais velha tinha nascido há pouco tempo quando morreu) a família soube - e de que maneira! -preservar a sua memória. Crescemos todos a ter-lhe respeito e a honrá-lo, sempre com um orgulho imenso. Conhecemos algumas das histórias, o seu percurso difícil, o seu humor especial e mesmo sem os conhecermos, os seus companheiros políticos sempre foram nossos tios. Tal como são família, os seus descendentes. 

Só temos de agradecer aos nossos pais e tios (João, José, Teresa, Isabel, António e Francisco) essa capacidade, esse dom de manter viva a herança. Alguns netos nem sequer leram livros de Hipólito Raposo, nem conhecem bem a sua doutrina, mas a sua memória ficou impressa de forma indelével. Saber honrar essa doação e conseguir passá-la aos nossos filhos, é agora a nossa missão. 

Lembro-me de quando era pequena a mãe dizer que o avô tinha sido escritor. Um avô escritor! Logo aquilo que eu achava mais importante na vida… Quanta honra! Ingénua, todos os anos ia directa ao índice dos livros ou selectas literárias que usávamos para a disciplina de Português e procurava textos do tal avô escritor. E todos os anos sofria a mesma decepção. Não compreendia. Acabei por me resignar e penso que nem cheguei a perguntar porquê. 

Cheguei perto da sua doutrina por instinto, ou estava inscrita nos genes, não sei. Era mesmo esquisito. Então as opiniões que, altaneira, convictamente pensava serem só minhas, eram afinal as do avô ou muito próximas? Passou-me logo o convencimento.  

Espero que a sessão lhe faça justiça e que possa dar a conhecer a mais pessoas o seu pensamento e a sua vida. 

Com a presença de descendentes dos seus melhores amigos, desde Almeida Braga e Monsaraz a Cabral de Moncada e Pinto de Mesquita, com assistência interessada e oradores entusiastas, fez-se justiça. Ao pensador, ao político, ao escritor, ao Homem. 

Um vencido que para nós é eterno vencedor. Nas nossas almas. E guardamos ainda a esperança. 



Leonor Martins de Carvalho


Fonte: Eternas Saudades do Futuro

29 de setembro de 2013

"Enquanto os políticos se esforçam para reescrever a História, a soberana só tem de encarná-la."


Courrier Internacional deste mês publica uma série de artigos sobre regimes monárquicos, o primeiro dos quais da autoria de Patrick van Ijzendoorn, dedicado à monarquia britânica. Aqui ficam alguns excertos (os destaques a negrito são meus):

«A monarquia faz parte do ADN britânico. Mais do que em qualquer outro local da Europa, está profundamente enraizada na história do país. A monarquia holandesa seria bem mais sólida se tivesse reinado no Século de Ouro (época próspera por volta do século XVII). 

O fenómeno monárquico responde, igualmente, a um crescente interesse pela história. Contrariamente aos Países Baixos, onde tudo deve, a qualquer preço, ser novo e moderno, no Reino Unido o termo conservador não tem conotação pejorativa.

Com um papel preponderante na sociedade, os membros da família real estabelecem uma ligação com um passado exótico, com uma organização social antiga, de ideal romântico - nomeadamente o de nação - que é imortal. E isso é um fenómeno de fácil compreensão numa sociedade complexa. 

(...)

Os britânicos, com o seu espírito empírico, colocam uma questão retórica: para quê substituir um sistema que funciona, que produz efeitos teatrais, que é favorável às relações comerciais, atrai turistas e só custa a cada contribuinte 62 pence (0,54 euros) por ano?

(...)

Paradoxalmente, é o republicanismo que enferma de uma natureza elitista, muitas vezes snobe, enquanto o amor da monarquia tem um lado popular. Sua Majestade, a rainha, não o é tanto pela Graça de Deus ("God Save the Queen" [Deus guarde a rainha], como diz o hino nacional), mas pela graça do povo. Quando a monarquia já não contar com o apoio popular, desaparecerá. 

Esta relação de forças foi notória nos dias que se seguiram à morte da princesa Diana (1997). A família real foi obrigada pela voz do povo - sob a pressão do magnata republicano da imprensa Rupert Murdoch - a entrar num avião, deixar a residência de verão de Balmoral e regressar a Londres para publicamente participar nas cerimónias fúnebres. Por um breve momento o povo mostrou quem mandava.

Dezasseis anos depois, os Windsor são alvo de uma popularidade inegável, enquanto jornalistas, banqueiros e políticos perderam a autoridade. A última coisa que os britânicos querem é ver mais políticos com falsas promessas e agendas secretas. 

Enquanto os políticos se esforçam para reescrever a História, a soberana só tem de encarná-la. (...)

Até parece que é preciso um líder não eleito para encarnar a democracia. Um chefe de Estado, escolhido por via biológica, que assegura a unidade no seio de um país dividido pelo individualismo, multiculturalismo, dinheiro, querelas políticas, guerras culturais e classes sociais. A monarca é comparável à figura de proa do Cutty Sark: o barco até podia não ter uma figura de proa, mas não seria tão bonito, não seria facilmente reconhecido e seria, seguramente, menos impressionante.» 


Samuel de Paiva Pires

Sabia que...



Fonte: TV Monarquia Portuguesa

Ss. Arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel

28 de setembro de 2013

Livro "Guerreiros Medievais Portugueses"


Sinopse:

A figura de Geraldo Geraldes é quase mítica. Mais conhecido por O Sem-Pavor, lutou tanto do lado cristão, como do lado muçulmano durante a década de 1160; Gualdim Pais, cujo prestígio adquirido na Palestina o elevou a Mestre da Ordem do Templo em Portugal, sendo responsável pela edificação de uma poderosa rede de castelos crucial para a defesa das regiões a norte do rio Tejo; o Prior hospitalário Álvaro Gonçalves Pereira, presente em alguns dos mais importantes episódios militares das décadas de 1340 a 1380, desde a Batalha do Salado até às Guerras Fernandinas, passando pela Guerra Civil de 1355-1356; Nuno Álvares Pereira, um dos mais brilhantes generais da Idade Média Europeia, cujo percurso como comandante militar é longo, fulgurante e recheado de vitórias; Álvaro Vaz de Almada, o célebre conde de Avranches, figura fascinante da primeira metade do século XV e cujo trajeto o leva a combater nos mais variados teatros de operações, desde o Norte de África até às fronteiras orientais do Império, passando pelo Mediterrâneo, pelos palcos da Guerra dos Cem Anos e, claro, pelo território português, onde encontrou a morte, na Batalha de Alfarrobeira, lutando ao lado do infante D. Pedro. Estes são alguns dos 13 Guerreiros Medievais Portugueses cujo retrato é traçado pelo historiador Miguel Gomes Martins. A guerra é feita de homens. E, por isso, para melhor compreender as estratégias e táticas militares que estiveram por detrás das grandes campanhas, é fundamental conhecer os percursos dos comandantes que lideraram os exércitos, que conduziram homens para os campos de batalha e cujas decisões em momentos-chave os levaram às grandes vitórias ou às grandes derrotas. Pela sua mão revisitaremos algumas das mais emblemáticas guerras, campanhas, batalhas e cercos, entre meados do século XII e meados do século XV. Uma fascinante e original viagem à Idade Média através dos seus protagonistas.


DUQUE DE BRAGANÇA PREMEIA 38 JOVENS

Diário de Notícias da Madeira de 19 de Setembro de 2013


Fonte:
Família Real Portuguesa

27 de setembro de 2013

SER MONÁRQUICO – A DIFERENÇA PELA QUALIDADE

bandeira monarquica - a bandeira d portugal[1]

Certa vez, alguém me disse uma frase que até hoje me tem marcado profundamente:
“Ser Monárquico é ser diferente, para melhor!”
Não vou questionar o que para mim é ser Monárquico, mas sim, procurar definir a postura correcta, na minha opinião, que um Monárquico deve ter, quando se revê na Instituição Real e que a quer defender.
Na minha opinião, repito, acredito que um Monárquico deve se pautar:
1- pelo caracter na postura e no serviço, isto é, ter a humildade de perceber que por ser Monárquico, não é intocável, não é mais do que os outros e sobretudo entender que todos os regimes são imperfeitos.
2- focando-se na postura, ao defender concretamente a Monarquia não pode defender uma ideologia, seja ela qual for. A Monarquia é uma forma de governo global, onde todos – sejam socialistas ou democratas-cristãos entre outros – estão obviamente incluídos, enquanto Cidadãos livres e iguais em direitos e deveres.
3- de acordo com as respectivas predisposições pessoais, o monárquico tem que ter a noção que defender a Monarquia não é apenas dizer que é para substituir o Presidente da República pelo Rei. Mudanças de cosmética não existem em política. Portugal, com Monarquia terá que se dotar de uma nova Constituição e novas regras de funcionamento do Estado e da Sociedade – no fundo, um novo Pacto Social.
4- cada Monárquico é diferente. Não há um único monárquico igual. Somos todos diferentes, daqui sai a riqueza do Movimento Monárquico e todas as diferenças devem se unir no ponto comum; a defesa da Instituição Real e a procura de um consenso fundamental para a apresentação de um modelo de Monarquia Democrática para Portugal.
5- qualidade. Este ponto é muito importante. A imagem que se transmite ou que se quer transmitir da Monarquia é vital para o sucesso das nossas intenções. Defendendo uma alternativa de forma de governo democrático para Portugal, devemos ter todos a consciência de que a imagem que transmitimos para o público em geral tem que ser limpa, tem que ter coerência, e sobretudo, não pode ser nunca confundida com um programa de governo com forte cariz ideológico. A qualidade também se pauta pela postura de quem defende a Monarquia.
Sentido de responsabilidade para quem é Monárquico:
De facto, torna-se imprescindível para o Monárquico não procurar criar clivagens dentro do próprio movimento. Sabemos que a sociedade é diversa a todos os níveis e é da responsabilidade do monárquico respeitar todo e cada Português. Pelo que criticar quem tem opções ou estratégias de vida diversificada, pode ser considerado ofensivo e afastar as pessoas do movimento monárquico. No fundo, é fundamental termos nos quadros monárquicos pessoas com alto sentido de responsabilidade, desde as organizações até às redes sociais!
Posicionamento:
a) Defender a Monarquia defendida pelo Chefe da Casa Real Portuguesa e não andar a inventar formas de governo que não sejam Democráticas pois nunca terão aceitação nacional; é uma questão de Lealdade devida a todo o Monárquico que se preze.
b) Defender a Monarquia não é apenas recordar o passado. Quem olha demasiado para o passado fica imobilizado e não consegue progredir rumo ao futuro.
c) É junto da população, seja nas ruas, seja nas redes sociais, que os Monárquicos devem apelar ao apoio popular. Quem é a favor da Monarquia não pode:
    1- encostar-se ao sofá à espera que a Monarquia caia do céu;
    2- impedir quem quer fazer, de ter espirito de livre iniciativa.
d) Quando se é Monárquico, nenhum é superior ao outro. Quanto muito, quem chega recentemente, quer aprender com quem já defende a Monarquia há mais anos. Foi assim comigo e é assim com a generalidade dos jovens, o que é normal.
Em conclusão:
Com este texto, longe de mim querer dar lições a alguém. Eu também tenho os meus defeitos e olhando para eles, quero sempre melhorar. Talvez seja útil os monárquicos reflectirem sobre o bom e o mau que foi feito ao longo destes anos, e procurar corrigir os erros do passado para melhorarmos hoje e ganharmos o futuro.
David Garcia

26 de setembro de 2013

Renegociar o Regime?

A Aristocracia sem Rei nem roque
Quando se dá o colapso da Aristocracia as Monarquias tremeram nas fundações; tornando-se ao longo de 2 séculos em instituições de 2º plano sujeitas à “vontade da nação,” sendo até extintas pelos diferentes regimes que se apossaram do Estado. Mas terão as Aristocracias efectivamente definhado ou terão sido apenas substituídas por uma outra “aristocracia” mais forte e discreta que se substitui ao Estado como sociedade comercial?
Nenhum símbolo representa melhor o séc XX do que a urna, o pequeno caixote onde começa e acaba a legítima vontade do Povo.Antes e após as eleições cabe aos eleitos o compromisso da promessa e a Honra do seu juramento. Mas que dizer quando um Estado se vê ameaçado na sua soberania, na sua sustentabilidade social e económica por falta de Honra e compromisso daqueles que ,eleitos abraçaram a acumulação de riqueza em nome e em prejuízo do mesmo povo que os elegeu?
Mesmo em Democracia representativa e num regime de igualdade de oportunidades continua a ser quase impossível impedir as ambições pessoais de ferirem o Estado na sua raiz e a solução parece ser a velha, odiada , mas muito eficaz medida medieval de instalar uma Coroa entre o Estado e a demagogia.
Henri Mendras observaria, “O que foi uma reivindicação no século XVI, tornou-se na França uma doutrina absoluta, um princípio intangível para a monarquia durante dois séculos, e então para as constituições desde 1791. Esse princípio foi uma ficção jurídica, uma abstracção que estava encarnada no rei como príncipe absoluto. Sem o rei, a República pegou no bastão”
Com o repúdio de princípios metafísicos (honra,compromisso) que regiam a relação entre o Povo e a Coroa e a sua substituição por um acordo de interesses estritamente materiais, o assalto ao Estado tornou-se uma profissão de fé para quem soube colocar as suas ambições pessoais acima do colectivo e a criação de Câmaras Altas na estrutura representativa do Parlamento apenas demonstrava a fútil incapacidade de impedir a conversão das Leis da comunidade em factores de proveito alheios à mesma.
Um Estado ou uma Sociedade comercial?
A concepção da soberania a partir de Bodin foi a permissa da monarquia absoluta, posteriormente preservada na sua totalidade pela Revolução Francesa, que limitou-se a atribuir tal poder à Nação. Daí vem a dificuldade com a qual a República deparou-se quando tentou reconciliar os dois primeiros artigos da Declaração dos Direitos do Homem, que declara a primazia dos direitos universais individuais, com o terceiro artigo, que torna a Nação a única autoridade para julgar sua própria competência. A vontade da Nação estaria (e seria emanação desta) sujeita à vontade da Assembleia que no seu todo representava a Nação homogenizada “una e indivisível”  mas ninguém conseguia garantir qual seria a vontade das partes individuais da Assembleia. Sem a regulação da Coroa, ou seja de um Poder externo ao “corpo económico social e político” da Nação, a união dos vários corpos politico social e económico dos Estados tornar-se-ia um processo gradual e perfeitamente natural, consagrado em todas a Leis fundamentais que se seguiram à Doutrina de Compte, mas o resultado seria muito diferente do esperado
O princípio caracterizando este estado de coisas era: “O Rei reina más  não governa.”Nas republicas parlamentares a formação de oligarquias capitalistas revelou uma transição de poder entre o Direito de conquistar e o Direito de comercializar.Depressa os monarcas mais pragmáticos trocavam a vestimenta militar cerimonial (o que assegurava alguma fidelidade por parte da estrutura militar) por uma aparência mais burguesa que mais não revelava do que a lenta decadência do Corpo Ideológico da Coroa e por sua vez da identidade das várias partes que compunham Nação
Os “reis” das Finanças ,das indústrias do carvão, óleo e ferro pareciam substituir os Reis prévios, o Direito do Estado dava lugar à lei do mais esperto e hábil na acumulação de Capital. Se os Monarcas souberam condicionar (muitas vezes à custa de conflitos penosos) a Nobreza que detinha a terra em função do Poder Central, no caso da burguesia tratou-se de um conflito perdido cujos efeitos se estenderiam à comunidade.
A antiguidade, também, conheceu este fenómeno esporádicamente; em Roma e Grécia a “aristocracia da riqueza” repetidamente forçou a mão da estrutura hierárquica por perseguir posições aristocráticas, minando leis sagradas e instituições tradicionais, e infiltrando a milícia, sacerdócio, ou consulado. Em tempos tardios o que ocorreu foi a rebelião das comunas e o levante de várias formações medievais de poder mercantil.
A proclamação solene dos “direitos do Terceiro Estado” após a condenação e execução do Rei Luís XVI ,em França, representou o estágio decisivo perseguido pelas franjas económicas que vinham acumulando riqueza e poder à margem do Estado :é “revolução burguesa”
A aplicação de ideologias liberais e democráticas para seus próprios propósitos, como um fim em si mesmo, é apenas mera consequência da perda de Poder da Nobreza que sobrevivia fundamentalmente da terra que por sua vez advinha do enfraquecimento das Monarquias europeias, para o qual pesou uma extensa guerra com motivações religiosas.
O Estado apolítico alcançava assim o estado cimeiro
A sua mais forte componente, caracterizada pela teoria do contrato social. tomou um carácter utilitário e económico (em substituição dos laços de honra e compromisso que constituíam o “contrato social” anterior formando o cimento que unia os Estados anteriores à Revolução Francesa); ele guiava-se por um acordo de conveniência pessoal e interesse material das partes envolvidas ,a Nação seria uma “Sociedade” coisa que somente um mercador poderia ter concebido.
O Ouro depressa impôs-se como meio de acesso ao Poder e Título de vínculo a este; aqueles que sabiam como adquiri-lo e multiplicá-lo (capitalismo, alta finança, cartéis industriais), atrás das aparência da democracia, virtualmente controlavam o poder político e os instrumentos empregues na arte da formação de opinião. Aristocracia deu lugar à plutocracia, ao militar, ao industrial .O ministro foi substituído pelo tecnocrata e o Rei pelo burocrata.
A Finança triunfou em todas as frentes e facilmente se adivinhava que a parte mais fraca do acordo iria mais tarde ou mais cedo reivindicar uma renegociação.

25 de setembro de 2013

Nova direcção da Real Associação do Ribatejo organiza festa no 5 de Outubro

A Real Associação do Ribatejo, com sede em Santarém, tem nova direcção, agora liderada pelo advogado Jorge Costa Rosa, que já tinha desempenhado esse cargo. O presidente cessante, José Carlos Ramalho, vai agora assumir as funções de vice-presidente da agremiação monárquica. O tesoureiro é Mário Mendes Dias, para secretário foi eleito José Ricardo Vinagre e como vogais estão José Abílio Martins, Fernanda Maria Ângelo e Norberto Cordeiro Figueiredo.

A nova direcção tem já marcados três eventos para Santarém no dia 5 de Outubro. No feriado nacional em que se assinala a implantação da República, a Real Associação do Ribatejo celebra os 870 anos da fundação de Portugal (assinatura do Tratado de Zamora) com a realização do 1º Congresso da Juventude Monárquica Nacional, na Casa do Brasil; o XIX Congresso da Causa Real, no Teatro Sá da Bandeira; e o "aReal" uma festa popular no Jardim da Liberdade com música, stands de produtos regionais e degustação de porco no espeto, pão e sopa da pedra, oferecidos à população.



Fonte: O Mirante


EÇA DE QUEIROZ E FERNANDO PESSOA – CONVICTAMENTE MONÁRQUICOS

1239660_295966843875096_1870921876_n


Os nossos mais internacionalmente conhecidos Príncipes das Letras, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, eram monárquicos convictos, e não pouparam, o primeiro o incipiente Partido republicano, e, o segundo a implantada I.ª República assim como os políticos cleptocratas que passaram a saciar-se nos cargos de relevo do nosso País. Desta forma como para eles rir era uma filosofia, ficaram para a posteridade as suas “boutades” sobre política à republicana que mais contemporâneas não podiam ser, pois atravessaram os quase 103 anos de desatino republicano com uma actualidade compressora.

1.- EÇA É QUE É EÇA:

“(…) O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa.
Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como Partido Republicano, lhe cumpriria reclamar já foram realizadas pelo liberalismo monárquico”.
“ (…) E sem desejar ser descortês para com personalidades somos forçados a constatar que os actuais chefes republicanos, como tais, como chefes, fazem sorrir toda a parte séria da nação.
Mas ainda, mesmo sem direcção, ou com uma direcção impotente por incompetente, o Partido Republicano existe, exibe-se, fala, escreve, vota […]
[…] a República não pode deixar de inquietar o espírito de todos os patriotas. Ela seria a confusão, a anarquia, a bancarrota.”
Eça de Queiroz, Novos Factores da Política Portuguesa, in Revista de Portugal, Abril 1890

“[...] o Partido Republicano tem-se alastrado, não porque aos espíritos democratizados aparecesse a necessidade de implantar entre nos as instituições republicanas, como as únicas capazes de realizar certos progressos sociais – mas porque esses espíritos sentem todos os dias uma aversão maior pela política parlamentar, tal como ela se tem manifestado, com o seu cortejo de males, nestes derradeiros tempos.”
Eça de Queiroz, “Novos Factores da Política portuguesa”, in Revista de Portugal, 1891

“[...] sobre esse furúnculo revolucionário que rebentou no Porto, como sintoma de doença geral [...], a opinião geral é que esse é o começo da débâcle. O Governo ainda poderia afastar a hora má por algum tempo, se aproveitasse a ocasião para desorganizar inteiramente, à maneira sumária do excelente Constans, o partido republicano.
Eça de Queiroz, Carta a Oliveira Martins, 5 Fev. 1891

“O Que Verdadeiramente Mata Portugal. O que Verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo simples e bom, não confia nos homens que hoje espectaculosamente, estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça. Esta desconfiança perpétua leva à confusão e à indiferença. O estado de expectativa e de demora cansa os espíritos. Não se pressentem soluções nem resultados definitivos: grandes torneios de palavras, discussões aparatosas e sonoras; o país, vendo os mesmos homens pisarem o solo político, os mesmos ameaços de fisco, a mesma gradativa decadência. A política, sem actos, sem factos, sem resultados, é estéril e adormecedora.”
Eça de Queiroz, in Distrito de Évora

“O país não tem dinheiro; os espíritos não têm instrução; as estradas derretem; a frequência das escolas diminui; o movimento da roda dos expostos aumenta; a agricultura paralisa-se; as nossas possessões revoltam-se; … Em Lisboa fazem-se leilões…”
Eça de Queiroz in Farpas, pág. 63, Janeiro de 1872

“… Nós temos por el-rei a mais sincera simpatia, e consagramos a sua majestade a rainha o respeito mais profundo. Se a nossa palavra não basta, e se a esta homenagem dos nossos sentimentos é preciso acrescentar o sacrifício das nossas vidas – tenham a bondade de as mandar buscar.”
Eça de Queiroz in As Farpas, pág. 65, Janeiro de 1872

2.- FERNANDO PESSOA “DA I.ª REPÚBLICA”

“(…) A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos (…)”
“(…) É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. (…)”

“(…) Os partidos políticos, em determinado país e determinada época, têm todos a mesma mentalidade, têm todos virtualmente o mesmo grau, pouco ou muito, de corrupção. Há uma ressalva, que propriamente o não é, a fazer. Os partidos do governo – isto é, os partidos que frequentemente governam, e por isso, em geral, os maiores – agregam mais videirinhos e mais interesseiros, pela simples razão de que os videirinhos e os interesseiros buscam naturalmente os partidos que os podem empregar e recompensar (…). Por outro lado, os partidos da oposição – isto é, os que não vão ao poder, ou não podem ir, ou dificilmente podem ir – agregam, mais que os outros, os elementos perturbadores e anti-sociais, e fazem-no na proporção em que são extremistas (da direita ou da esquerda). (…) Os independentes podem propor-se, e algumas vezes se propõem à eleição. Mas as eleições, nas condições modernas, são a tal ponto matéria de organização e mecanismo que é com grande desigualdade que um independente se pode bater contra os candidatos nomeados pelos partidos. O triunfo de uma candidatura independente é a coisa mais rara deste mundo. (…)”
“(…) Os partidos, ainda, como têm que ter a aparência de se basear na opinião pública, buscam «orientá-la» no sentido que desejam, e assim a pervertem; e, para sua própria segurança, buscam servir-se dela, em vez de a servir a ela, e assim a sofismam. (…)”
“(…) A mais antiga tradição de qualquer país é ele não existir. (…)”
“(…) Um país unânime numa opinião de hábito não seria país – seria gado. Um país concorde numa opinião de intuição não seria país – seria sombras. O progresso consiste na média entre o que a opinião de hábito deseja e o que a opinião de intuição sonha. Figurou Camões, nos Lusíadas, em o Velho do Restelo a opinião de hábito, em o Gama a opinião de intuição. Mas o Império Português nem foi a ausência de império que o primeiro desejara, nem a plenitude de império que o segundo sonharia. Por isso, por mal ou por bem, o Império Português pôde ser. (…)”
“(…) Já acima esboçámos, em simples exemplo ocasional, qual seja a situação presente de Portugal quanto à sua opinião pública. Concentrados dos Filipes ao liberalismo, numa estreita tradição familial, provincial e religiosa; animalizados, nas classes médias, pela educação fradesca, e, nas classes baixas, bestializados pelo analfabetismo que distingue as nações católicas, onde não é mister conhecer a Bíblia para se ser cristão; desenvolvemos, nas classes superiores, a onde principalmente se forma a opinião de intuição, a violenta reacção correspondente a essa acção violenta. Desnacionalizámos a nossa política, desnacionalizámos a nossa administração, desnacionalizámos a nossa cultura. A desnacionalização explodiu no constitucionalismo, dádiva que, em reacção, recebemos da Igreja Católica. Com o constitucionalismo deu-se a desnacionalização quase total das esferas superiores da Nação. Produziu-se a reacção contrária, e, do mesmo modo que na Rússia de hoje, se bem que em menor grau, a opinião de hábito recuou muito além da província, para além da religião, em muitos casos para além da família. Surgiu a contra-reacção: veio a República e, com ela, o estrangeiramento completo. Tornou a haver o movimento contrário; estamos hoje sem vida provincial definida, com a religião convertida em superstição e moda, com a família em plena dissolução. Se dermos mais um passo neste jogo de acções e reacções estaremos no comunismo e em comer raízes – aliás o término natural desse sistema humanitário. (…)”
«(…) As qualidades mentais e morais necessárias para a conquista do poder político, ou tendentes a essa conquista, são inteiramente diferentes daquelas necessárias para governar o Estado. Pode dizer-se, até, que mais se podem ter por opostas que por sequer análogas. Pode haver, é certo, um ou outro homem que ambas reúna, como pode haver quem seja, ao mesmo tempo, filósofo e atleta; mas em ambos os casos se trata de uma excepção, e os dois tipos ou grupos de qualidades permanecem diferentes e até opostos. São três as maneiras de conquistar o poder: a astúcia e a intriga, nos regimes autoritários, como a monarquia absoluta; a eloquência e a capacidade de persuasão, com a concomitante capacidade de mentir, até a si mesmo, para melhor mentir aos outros, como nos sistemas democráticos; e a violência, nos regimes impostos revolucionariamente, sejam eles de que tipo forem. (…)”.
“(…) Se a revolução é só da superfície, feita por uma minoria organizada num país desorganizado, e, por desorganizado, apático e servil, então os organizadores da revolução algumas qualidades têm que há que ter o homem de governo: são, pelo menos, chefes e organizadores. Tal foi, em ponto pequeno, a nossa Revolução de 5 de Outubro; tal foi, em ponto grande, a Revolução Bolchevista. Em ambos os casos, a maioria do país era monárquica, sendo apenas, republicana num caso, comunista no outro, a minoria mais bem organizada. (…)”
“(…) A hipnose do estrangeiro é um dos característicos distintivos das nações que não são senão províncias. A hipnose das cidades é outro sintoma de provincianismo. Tudo o que se faz em Paris, por estúpido que seja, é motivo de gesto igual para os macacos da Europa. (…)”

Pessoa chega, então, a conclusão:

“(…) O que é preciso, pois, é estabelecer uma fórmula de transição que sirva de declive natural para a MONARQUIA FUTURA, mas esteja em certa continuidade com o regímen actual. Essa fórmula de transição, já tentada instintivamente por Sidónio Pais, é a república presidencialista, que, por ser república, não perde continuidade com o actual regímen (…). A tradição não se reata: reconstrói-se. (…)”

Bibliografia:
1.- Eça de Queiroz – Novos Factores da Política Portuguesa, in Revista de Portugal, Abril 1890 e 1891; Carta a Oliveira Martins, 5 Fev. 1891; in Distrito de Évora; As Farpas, págs. 63 e 65, Janeiro de 1872
2.- Fernando Pessoa – Textos dispersos e publicados, escritos entre 1910 e 1935.


24 de setembro de 2013

Jantar-conferência em Bruxelas




É já no próximo Sábado, dia 28, que a Real Associação Portuguesa para a Europa organiza um jantar-conferência para assinalar o 150.º aniversário do nascimento de Sua Magestade, o Rei D. Carlos. É sem dúvida uma boa oportunidade para que os monárquicos portugueses moradores na Bélgica se reúnam. Imperdível é também o orador: S. Exa. o Embaixador José Cutileiro! 


Será às 20h, no restaurante português "O Profeta", Rue Général Leman, 5, Bruxelas (Etterbeek).

Preço: 25 euros.

Inscrições ou perguntas: real.associacao.europa@gmail.com.


Fonte: Real Associação de Lisboa

GRANDE EVENTO CULTURAL DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU





23 de setembro de 2013

A monarquia, escola de moderação



Anteontem, no avião, li um texto da autoria de um desses auto-proclamados "intelectuais" que tanta confusão têm semeado ao longo destas tristes décadas de desnorte. Afirmava que a raiz da actual crise se deve à "manutenção do espírito monárquico", Engana-se redondamente o confuso escriba. Sou um realista e aquilo que destaco na monarquia é a continuidade: a monarquia é continuidade.

Sou um funcionalista e aquilo que destaco na democracia é o facto de ser um dado de civilização e a melhor resposta à conflitualidade inerente à vida política. Quem da democracia tem um entendimento diferente são os intolerantes da tolerância e parece haver mais rabos-de-palha nos totalitários que o negam que entre os velhos e empedernidos liberticidas. Contudo, a democracia manifesta perigosas tendências que importa controlar: a tendência oligárquica, a confiscação da vida política por grupos de interesses, a demagogia, o populismo e a incapacidade de consenso.

Logo, concebo a monarquia como um sistema não-democrático que permite caucionar a mudança. A prová-lo, o facto da totalidade das monarquias existentes constituírem no seu respectivo quadro geográfico exemplos de adesão às cartas internacionais, modelos de tolerância e abertura à mudança; contrastando com as repúblicas que são, têm sido desde a revolução francesa, escolas de tirania e imposição.
A monarquia, ao contrário das ditaduras, melhor serve a mudança, pois limita o apetite pelo poder nu daqueles que encaram a acção política como arte (os revolucionários ou engenheiros sociais). Ora, em política, os homens não devem submeter-se a teses; devem viver em sociedade.

Nas monarquias, ao contrário do que dizem os seus detratores, não se colocam as estafadas superstições dicotómicas de razão/ sentimento, progresso/reacção, ciência/fé, luzes/ supesrtição; em suma, a monarquia é espelho da cultura, de progresso e estabilização. É uma escola de moderação e uma força conjuntiva.

Miguel Castelo-Branco

Fonte: Combustões

22 de setembro de 2013

S.A.R. Dom Duarte de Bragança na entrega do Prémio Infante D. Henrique

 

PRÉMIO INFANTE D. HENRIQUE DEVE ESTAR EM TODAS AS ESCOLAS

A ideia foi defendida hoje por Dom Duarte de Bragança na entrega dos galardões.
Dom Duarte Pio de Bragança participou na cerimónia de entrega das medalhas do Prémio Infante Dom Henrique evento que decorreu no salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal.
38 jovens da Madeira terminaram com êxito o Prémio Infante Dom Henrique na categoria de Bronze 22, Prata 14 e ouro 2, alunos da Escola da APEL e Escola Básica de 2º e 3º Ciclo dos Louros.


 


Na ocasião, Dom Duarte de Bragança, lembrou que tem alertado para que o prémio seja cada vez mais parte integrante da formação actual de todos os jovens e que esteja acessível a todas as escolas e lamentou que o prémio ainda não tenha arrancado nas escolas do Porto Santo.




A atribuição das medalhas significa que os jovens durante um ano, voluntariamente, prestaram serviço à comunidade em várias instituições particulares de solidariedade social, desenvolveram uma actividade desportiva com evolução positiva, desenvolveram talentos e por último executaram uma actividade de aventura onde foram avaliados as suas capacidades de sobrevivência.




O Prémio Infante Dom Henrique é um Programa Internacional de Desenvolvimento Pessoal e Social, dirigido a todos os jovens dos 14 aos 25 anos de idade, que os encoraja a desenvolverem-se como cidadãos activos, participativos e solidários.




O Prémio é um desafio pessoal individual, não competitivo e que promove nos jovens a autoconfiança, auto-estima, perseverança, sentido de responsabilidade, cidadania activa, trabalho em equipa e o desenvolvimento de talentos.




O programa teve início no Funchal em finais de 2010 com a formação de 30 professores das várias escolas secundárias do Funchal , com o objectivo de dinamizarem , acompanharem e avaliarem os jovens no decurso do programa. Já participaram neste programa desde 2010, 124 jovens.


Publicado por: PPM Braga
Fonte: Diário Cidade

Duque de Bragança entrega medalhas “Prémio Infante D. Henrique” no Funchal


D. Duarte, Duque de Bragança presidiu, nesta tarde de quarta (18 de Setembro), à cerimónia de entrega de medalhas “Prémio Infante D. Henrique”, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal onde sublinhou que este galardão «é um passaporte para o emprego» porque «acrescenta valor ao currículo» e deixou um desafio para que seja alargado a outros concelhos da Madeira.

Foram distinguidos 38 alunos da Escola da APEL e da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclo dos Louros, no Funchal, que durante um ano prestaram serviço voluntário em várias Instituições Particulares de Solidariedade Social, desenvolveram uma actividade desportiva com evolução positiva, desenvolveram talentos e executaram uma actividade de aventura onde foram avaliadas as suas capacidades de sobrevivência.

O Prémio Infante D. Henrique é a versão portuguesa do Prémio Duque de Edimburgo. Este programa internacional de desenvolvimento pessoal e social é dirigido a todos os jovens entre os 14 e os 25 anos. Teve início no Funchal em 2010 tendo participado 124 jovens no programa.

21 de setembro de 2013

Hospitalidade Real

Visita de Sua Alteza Real, Dom Duarte de Bragança

S.A.R. , O Senhor D. Duarte de Bragança visitou a Escola da APEL na manhã de quarta-feira, 18 de Setembro.
Fez-se acompanhar pela Dra. Rubina Leal, Vereadora da Câmara Municipal do Funchal, pelas responsáveis nacionais e regionais do Prémio Infante D. Henrique e pelo Presidente da Real Associação da Madeira, Arq. João Paredes e outros convidados.
Falou a uma plateia de alunos e deixou uma mensagem escrita no livro de honra da Escola:
"A vossa Obra é um exemplo a seguir por todos os portugueses!
Grato pela hospitalidade."
Dom Duarte de Bragança
18/9/2013



















20 de setembro de 2013

OS MONARCOFÓBICOS


Aparentemente será um termo que não existe no léxico da Língua Portuguesa, mas será que não pode existir? É o que vamos ver nesta reflexão.
Que definição pode ter um MONARCOFÓBICO?
Monarcofóbico pode ser alguém que tenha aversão à Monarquia, aos Monárquicos, à Instituição Real, etc. É alguém que recusa ter na sua presença e no seu meio alguém que defenda a Monarquia. Trata-se também de alguém que está disposto a defender a República, encarando-a como a única forma democrática de governo, querendo por isso discriminar os monárquicos, incluíndo todos aqueles que defendam também a forma democrática de governo.
Teremos indícios de MONARCOFOBIA na Sociedade Portuguesa?
Se pensarmos que só pelo facto de na Lei Fundamental do país, temos um artigo 288-b que consagra a forma republicana de governo como inalterável, certamente será a base para discutir se tal situação, não seja a primeirissíma razão para não só os portugueses não poderem escolher a Monarquia Democrática como forma de governo, como também acabe de algum modo por “legalizar” possíveis atitudes monarcofóbicas contra os Monárquicos.
Além da Constituição da República Portuguesa, onde poderemos, eventualmente, encontrar outros indícios de monarcofobia?
Por exemplo, na Comunicação Social. Não deixará de ser curioso sublinhar que esta não acompanha, nem as actividades das organizações monárquicas ou intimamente ligadas à Casa Real Portuguesa, nem a própria Família Real Portuguesa, salvo situações muito pontuais. Já para não falar em situações no mínimo estranhas, como por exemplo, ainda recentemente, aquando da entronização do Rei Willem-Alexander dos Países Baixos uma reportagem de um canal de televisão português dizer que a Monarquia nesse país é pouco popular, quando precisamente noutro canal estrangeiro, se dizia exactamente o contrário.
Já para não falar, obviamente, no quanto a Monarquia deve incomodar relativamente a certos assuntos a Comunicação Social. É óbvio que não convém pôr em causa o status quo, consagrado ainda por cima na Constituição!
É importante aqui sublinhar que muitos republicanos não fazem ideia que muitos monárquicos lutaram contra a Ditadura, que se aprontaram logo nas primeiras horas a defender os princípios vindos com o 25 de Abril de 1974, como aliás o próprio Senhor Dom Duarte de Bragança deu seu total apoio ao Movimento das Forças Armadas – tal situação está devidamente documentada!
Pelo que, em nome de uma sociedade verdadeiramente igualitária, entre todos os Portugueses, não faz sentido esta monarcofobia, que discrimina politicamente os cidadãos portugueses monárquicos. Mesmo que as organizações monárquicos existam legalmente, como o PPM ou a Causa Real, é importante referir que mesmo assim, o tratamento que é dado aos monárquicos não é justo nem respeitador. Nós também somos Portugueses!
Como combater a Monarcofobia?
Dizendo claramente que somos Portugueses, que somos Democratas, que defendemos a Liberdade e a Igualdade de todos perante a Lei e que mesmo com a Monarquia Democrática podemos viver sem discriminação nenhuma, até porque aquando da Monarquia Constitucional os republicanos faziam os seus comícios, concorriam a eleições e nunca ninguém os discriminou!
Os nossos argumentos são válidos. A vitória será dos Portugueses, quando acabarmos com a Monarcofobia!
David Garcia

19 de setembro de 2013

Alvalade Medieval - 20, 21 e 22 de Setembro



Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013 - Data da atribuição do Foral a Alvalade


18h00 Abertura da Feira
Chegada do Foral à Praça do Burgo pelas mãos de um representante do Rei e seus Cavaleiros…

19h00 O Arauto lê a postura que decreta 3 dias de festa e de feira com isenção de portagens; o rabi lê a Carta de Privilégios que El-Rei concedeu aos moradores da comunidade judaica reconhecendo-lhes o direito de manterem os seus costumes e tradições.

19h00 Comeres e Beberes nas Tabernas

19h30 Jogos renascentistas entre os gaiatos com apuramento dos mais afoitos e destros.

20h00 A comunidade judaica: Durante os festejos, há orações e observam-se os rituais alimentares koshers. O rabi menor julga um diferendo entre dois judeus que lhe trazem um contencioso de terras e duas testemunhas. Todos juram sobre os cinco livros de Moisés a que chamam Tora. Aplicada a justiça, segundo a lei mosaica, pelo rabi, os judeus cantam e dançam, segundo as tradições sefarditas da península hispânica.

21h00 Assalto ao burgo por uma mesnada de malfeitores e seu rechaçamento pela milícia da Vila

22h00 Arraial, danças à desgarrada e espectáculo de malabares de fogo: o sarau do sultão

02h00 Encerramento da Feira



Sábado, 21 de Setembro de 2013


12h00 Abertura da Feira
Mercadores e artesãos iniciam as suas actividades

15h00 Cortejo Régio pelas ruas do burgo e Bênção da Feira, pela entidade religiosa; Convocatória dos homens bons do concelho; Animação no terreiro – danças renascentistas.

16h00 Anúncio do Esposamento Sefardita e assinatura do Contrato entre os familiares da Rebeca da casa de Isaque Cohen e Leví da casa de Jacob Zaboca em Alvalade.

17h00 Torneio de Armas a Cavalo: Zaragata entre Fidalgos por danos de amor e como da rixa se invoca um Juízo de Deus traçando-se armas no ajuste da honra ferida.

18h00 Visita do Almotacem e do Meirinho à Feira e aferição dos pesos e medidas nos tendeiros, almocreves e carroças de bufarinheiros.

19h00 Comeres e Beberes nas Tabernas

20h00 Um grupo de judeus sefarditas recém-chegados de Espanha, apresentam-se a El-Rei e rogam-lhe protecção. Dois mouriscos suplicam ao Rei pelas suas vidas.

22h00 Cerimónia do casamento no seio da comunidade judaica. Parentes e amigos dão as bênçãos aos noivos. Irrompem no terreiro saltimbancos e histriões.
Ao som das gaitas de foles e dos pandeiros baila o povo folgazão.

23h00 Espectáculo de malabares de fogo: A lenda do milagre das rosas

24h00 Autos de encerramento da feira e lavagem dos Cestos e Almotolias.

02h00 Encerramento da Feira



Domingo, 22 de Setembro de 2013


12h00 Abertura do arraial e arruada pelas ruas do burgo e visita do Meirinho e Mesteirais; Comeres e beberes nas tabernas e casas de pasto.

15h00 Cortejo Régio pelas ruas do burgo; Os judeus de Alvalade assinam o contrato de casamento entre Rebeca da casa de Isaque Cohen e Leví da casa de Jacob Zaboca em Alvalade. O Gabay Sedahah, tesoureiro encarregado das obras de assistência e educação, o Hazan, leitor da sinagoga, encarregado da liturgia durante a oração da Minh'ah, o Shamash que cuida da iluminação da sinagoga e cobra donativos serão as testemunhas do matrimónio realizado pelo H'erem.

17h00 Torneio de Armas a Cavalo na Liça para adubamento de cavaleiros

18h00 Danças e folias com saltimbancos e menestréis.

19h00 Jogos tradicionais e comeres e beberes nas locandas do mercado

20h00 Em 5 de Dezembro de 1496, Dom Manuel assinou o decreto de expulsão dos hereges, concedendo-lhes prazo até 31 de Outubro de 1497 para que deixassem o país.

21h00 Toque a rebate no terreiro; O arauto da corte lê o edital que obriga os judeus a converter-se ao cristianismo ou a abandonar o reino; e do que então se fez e como se baptizaram os cristãos-novos e se obrou assentamento dos bens daqueles que partiram.

22h00 Encerramento da Feira.


Fonte: Alvalade Medieval

18 de setembro de 2013

O anti-monarquismo psicológico



Grande parte dos chamados “problemas filosóficos” e dos “problemas teóricos” têm como origem o temperamento, como notava William James. No que à intriga polítiqueira respeita, não funciona o amor à verdade nem preocupações éticas. Sendo a menos interessante, ocupa lugar cativo no sentimento anti-monárquico e recruta sobretudo argumentos de traumatismo social, despeito e ressentimento. O velho Gregorio Marañon (neurologista) escreveu nos anos 30 um belíssimo ensaio sobre a pecha do ressentimento na política (O Ressentimento em Tibério) que se aplica como uma luva ao arsenal de móbiles de que se serviram os agitadores para destruir a reputação da Casa Real, das Instituições e até da Liberdade – a mais ampla que se viveu em Portugal nos seus oito séculos de História – que foi a chamada Monarquia Constitucional. O ressentimento dos traumatizados sociais foi particularmente importante na agitação do movimento republicano e há casos gritantes de republicanismo (isto é, anti-monarquismo) para com ele perdermos muito tempo, como são os casos de Guerra Junqueiro, do Sr. Grandela e tantos outros chefes de fila republicanos que assim se fizeram por não verem cumpridas expectativas de reconhecimento e negócios.

As tertúlias maledicentes do velho Café Gelo do Rossio, “O Marquês da Bacalhoa”, de António de Albuquerque, que Raul Brandão calcinou: “Agora é jornalista, escritor, poeta, e publica este livro de escândalos, em que a rainha, senhora na mais alta acepção da palavra, é posta de rasto. Assim, parte apreciável dos escritos republicanos estão manchados pelo humor raivoso.

Serviu-se o ressentimento de meios de grande violência psicológica, pela palavra e pela palavra escrita, que abriram portas ao revolverismo ao bombismo, à apologia da violência e até do regicídio, quiçá o mais vergonhoso acontecimento da vida política portuguesa. Vulgarizada a violência, tornou-se justificável toda a violência que foi a história da chamada 1ª República; em suma, aquilo a que um arrependido, Homem Cristo Pai chamou de banditismo político.

De notar que, para os não-traumatizados sociais, o problema da destruição da monarquia nunca se colocou. Eça aceitou a monarquia como um dado da identidade política portuguesa, assim como António Sérgio – um homem da esquerda e monárquico – filho e neto dos viscondes Sérgio de Sousa, que até quebrou a espada de oficial da marinha quando veio a tal república.

Houve, também, os arrependidos da república: Braancamp Freire, Fialho de Almeida (que foi perseguido e deixou de poder publicar em Portugal e teve de editar no Brasil), António Sardinha, Alfredo Pimenta.
Actualmente, posto que o número de traumatizados sociais tendeu a decair com o fim da tal classe operária, que se tornou proprietária, consumista e viajada para as repúblicas dominicanas e brasis, a base de recrutamento passou a ser feito entre os alpinistas e trepadoristas sociais: a nova classe de parvenus, os novos colarinhos brancos dos aparelhos dos partidos, dos Calistos Elói e do alto funcionalismo improdutivo e, sobretudo, da alta finança, que já não é a alta finança de outrora (do Visconde de Balsemão, de Teixeira de Barros, até dos Espírito Santo e dos Melos), mas essa plutocracia semi-letrada, carregada de baias e deslumbramentos de socialite. Esses são, verdadeiramente, a nova classe que não tolera a possibilidade de uma restauração monárquica. Seguem a velha lógica do incendiário: “se não posso ter, deito-lhe fogo”.


Miguel Castelo-Branco


Fonte: Combustões

17 de setembro de 2013

SAR, O Senhor Duque de Bragança embaixador da marca 100% Alto Minho



A marca 100% Alto Minho, criada pela CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho, tem, a partir de hoje o seu primeiro embaixador – S.A.R. D. Duarte Pio.

O seu prestígio e notoriedade constituem um forte contributo para a promoção dos produtos do nosso território.

Entre outras são atribuições do embaixador:

  • Ser guardião da marca e valores que esta representa;
  • Referir a marca sempre que oportuno, nomeadamente quando se refere ao Alto Minho e quando se desloca à região;
  • Fazer o apelo ao consumo local e nacional, enaltecendo a riqueza dos recursos endógenos da região: natureza, cultura, história, gastronomia, etnografia, os valores assentes nas raízes, na família, nas pessoas.

A CEVAL enquanto representante do tecido empresarial da região reconhece e agradece publicamente o envolvimento de tão distinta pessoa nos valores e missão que incorpora, na promoção dos valores do território. Recorde-se que em Junho o evento Portugal Real 100% Alto Minho, promoveu durante um fim de semana com a presença do Sr. D. Duarte, um conjunto de iniciativas promocionais dos nossos produtos nos Concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.


A marca 100% Alto Minho conta já com um número significativo de aderentes, espalhados por toda a região do Alto Minho, que sob a logomarca criada comercializam os seus produtos e serviços.


Fonte: CEVAL