15 de setembro de 2013

Entre a Síria e o Pingo Doce!

Começo pela aliança natural entre o merceeiro-mor do reino e o socialismo romântico (ou arrependido!) que desembocou (naturalmente) numa fundação! Discute-se a Pátria reduzida a patacos, discute-se a pátria europeia, a pátria do euro, a pátria exportadora, a pátria do estado social. Ninguém quer discutir política. Logo, ninguém quer discutir o regime laico, republicano e socialista, muito menos a constituição que o consagra. Para colmatar a terrível falha embrulham-se no chamado 'projecto europeu', espécie de banha da cobra que serve para tudo e para o seu contrário! A plateia (leia-se: - a nomenclatura que esta terceira república pariu), anda murcha, está menos entusiasmada com o tal projecto. Ainda assim, quando o orador se torna mais obscuro, ouvem-se palmas!
Mas vamos lá então tentar descobrir o que será esse tão almejado (e original) projecto europeu?! Escarafuncho na memória, e só me aparecem napoleões, depois os ingleses, antes os espanhóis, nós os portugueses, no século XV, também tentámos encabeçar um projecto europeu, e assim sucessivamente. Ou seja, o projecto europeu é sempre um projecto de um país europeu dominante, com tendência para ser hegemónico. No limite, zangam-se todos, refazem-se as antigas alianças, e eu só espero que Portugal não se engane quanto aos seus interesses estratégicos. Nesta matéria, vale a pena citar o Rei Dom Carlos: - 'podemos estar de mal com todo o mundo, menos com a Inglaterra e com o Brasil'. Actualizando a citação: - e com os restantes povos (hoje países) que connosco conviveram durante quinhentos anos.


A Síria fica para a próxima.


Saudações monárquicas


JSM


Fonte: Interregno

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