24 de abril de 2015

E tu, Portugal?!

Somos gente crescida, eu quase com setenta anos e tu perto dos mil, está na hora de uma conversa em família. O que achas?!

E vamos dizer a verdade. E a verdade é que estes dois últimos séculos não te correram nada bem. Primeiro foi a revolução liberal, burguesa e importada, que trocou o ‘Deus, Pátria, Rei’ da tradição pela trilogia – ‘liberdade, igualdade e fraternidade’. Uma utopia devastadora. Depois, foi a implantação artificial da república (o termo ‘implante’ diz tudo!) e o que tinha que piorar, piorou. Liquidada a monarquia a representação nacional sofreu um enorme revés. A expressão Pátria já não diz nada a ninguém.

Sendo assim, o que é ‘isto’ agora?!
Uma região europeia?! Um aldeamento turístico?! Uma selecção de futebol?!

Eu sei que ‘isto’ não era para ser país. E tu sabes isso tão bem como eu. Ganhaste (e justificaste) a tua independência na cruzada contra a moirama, na reconquista peninsular. A Cruz é a tua bandeira e o teu Brazão de armas. Tudo o mais, incluindo as Tordesilhas, veio por acréscimo. Nunca te esqueças disso. Aliás, mesmo que te esqueças, a fé e o império que dilataste, estão aí para te reavivar a memória. Por ironia do destino, é essa a tua sorte.

Mas tens que fazer alguma coisa por isso. Não podes ficar á espera que um presidente da república, prisioneiro da laicidade, possa empunhar a Cruz e avançar contra os inimigos dessa mesma Cruz! Isso é uma teimosia infantil. Ele não tem, nem quer ter, representação para tal. Pode quando muito balbuciar uma série de frases ideológicas, que não mobilizam ninguém, e farão rir aqueles que acreditam e morrem por algum Deus. Mesmo que esse Deus não seja o verdadeiro.

Conversa acabada.


Saudações monárquicas

 

Fonte: Interregno

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