31 de janeiro de 2016

Missa em intenção do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe - Aveiro



Em Aveiro será celebrada no próximo dia 1 de Fevereiro - Segunda-Feira, Missa em intenção do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, pelas 19 horas, na Catedral, presidida pelo Reverendo Padre José António Carneiro, convidando-se todos os associados, simpatizantes e os portugueses em geral para participarem nesse acto piedoso.


MISSA DE SUFRÁGIO POR EL-REI D.CARLOS I E PELO PRÍNCIPE REAL D.LUIZ FILIPE - Coimbra



A Real Associação de Coimbra informa que no próximo dia 1 de Fevereiro (2.ª feira), pelas 17,30 horas, será celebrada na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, Missa de Sufrágio por Sua Majestade, El-Rei Dom Carlos I, e Sua Alteza Real, o Príncipe Real Dom Luiz Filipe.

Na mesma Cerimónia serão igualmente sufragadas as almas de todos os Portugueses monárquicos recentemente falecidos.
A Missa será celebrada pelo Vigário Geral da Diocese, Rev.º Pe. Pedro Miranda.
Convidam-se todos os Portugueses a estarem presentes neste piedoso acto em memória do Soberano e do Herdeiro da Coroa de Portugal.
Que Deus Guarde Portugal e a Família Real!

Missa por Alma de S. M. El-Rei Dom Carlos e de S. A. R. o Príncipe Dom Luís Filipe - Viana do Castelo



A Real Associação de Viana do Castelo manda celebrar uma Missa no próximo dia 1 de Fevereiro (Segunda-Feira), pelas 18h00, na Sé Catedral de Viana do Castelo, sufragando as Almas de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe.

A Eucaristia será presidida pelo Rev. Padre Dr. Armando Rodrigues Dias, Vigário Judicial Adjunto do Tribunal Eclesiástico de Viana do Castelo e Pároco da Freguesia de Santa Maria Maior. 


 Assim, pedimos a todos os associados e simpatizantes da Real Associação de Viana do Castelo, que estejam presentes nesta celebração em memória de Sua Majestade El-Rei D. Carlos e do Herdeiro do Reino de Portugal, que morreram há 108 anos pela Pátria, assassinados pela Carbonária, organização terrorista e braço armado da Maçonaria.  

MISSA POR ALMA DO REI D. CARLOS NO DIA 1 DE FEVEREIRO DE 2016 - Porto



A Real Associação do Porto informa que será celebrada, no próximo dia 1 de Fevereiro, uma Missa, na Igreja de São José das Taipas, na Cordoaria, pelas 19h00 horas, em memória do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, sendo presidida pelo Reverendo Pe. Feliciano Garcês, convidando todos os associados e simpatizantes a nela participar.

30 de janeiro de 2016

Regicídio – Missa de Sufrágio



Passados 108 anos sobre o trágico assassinato que vitimou Sua Majestade o Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro de 2016, segunda-feira pelas 19:00 a Real Associação de Lisboa mandará celebrar em homenagem a estes augustos mártires da nossa Pátria uma missa na Igreja de São Vicente de Fora, ao que se seguirá uma romagem ao Panteão Real onde será depositada uma coroa de flores junto aos túmulos de El-Rei e do Príncipe Real por Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel.

Presidirá a esta piedosa cerimónia Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa.

29 de janeiro de 2016

Por Que Mataram El-Rei?

Rei Dom Carlos Malhoa Sala


‘É El-Rei a única força que no País ainda vive e opera.’, registou o insuspeito Eça de Queiroz, nesses fins de século XIX, sobre Sua Majestade o Rei Dom Carlos I de Portugal.
De facto, Dom Carlos, senhor de uma enorme e reconhecida inteligência via a situação política nacional com uma enorme clareza: o rotativismo partidário do parlamentarismo liberal era um rotundo fracasso e jamais resolveria os problemas do País. Isto posto, urgia pôr fim a essa permanente alternância no poder, cobiça de lugares, e ao ‘ora governas tu, ora governo eu’, embocada numa permanente luta entre partidos que eram uma mesma coisa e que visavam unicamente a satisfação das ambições pessoais, sem resultados práticos que melhorassem a sociedade e muito menos a política.
“Considerando que as coisas aqui não iam bem, e vendo os exemplos de toda a Europa, onde não vão melhor, decidi fazer uma revolução completa em todos os procedimentos do governo daqui, uma revolução a partir de cima, fazendo um governo de liberdade e de honestidade, com ideias bem modernas, para que um dia não me façam uma revolução vinda de baixo, que seria certamente a ruína do meu país. (…) Até ao momento, tenho tido sucesso, e tudo vai bem, até melhor do que eu julgava possível. Mas para isso, preciso de estar constantemente na passerelle e não posso abandonar o comando um minuto que seja, porque conheço o meu mundo e se o espírito de sequência se perdesse por falta de direcção, tudo viria imediatamente para trás, e então seria pior do que ao princípio.”escreveu, em Carta datada de Fevereiro de 1907, El-Rei D. Carlos I ao seu amigo e companheiro das lides oceanográficas, o Príncipe Alberto I do Mónaco.
Dom Carlos sabia que a solução era um Poder Real forte, um Rei a governar segundo os princípios da Carta Constitucional, que sem abandonar o parlamentarismo, fosse o monarca o chefe-executivo nominal, embora obrigado pela Constituição a actuar no conselho do Gabinete. O monarca exerceria o poder executivo de forma significativa, embora não absoluta. A Monarquia sob esse sistema de governo seria uma poderosa instituição política e social. Por outro lado, nas Monarquias cerimoniais, o monarca tinha pouco poder real ou influência política directa o que dava grande margem de manobra aos políticos para tornarem a política a fonte de todos os males.
Aproveitando essa desorganização política do rotativismo, com consequências sociais evidentes, começaram a medrar as organizações secretas republicanas – como a Carbonária – e o Partido Republicano Português que aproveitava a liberdade de imprensa para acções de propaganda cada vez mais arrojadas – dizia Brito Camacho: ‘quanto mais liberdades nos derem, mais delas usaremos contra eles’.
João Franco anunciara no início de mandato o intento de governar à inglesa, ou seja, energicamente, mas com equidade, dentro do espírito das leis, com harmonia mas também com firmeza. Em 25 de Maio 1906, João Franco anuncia o seu programa de governo:  ‘tolerância e liberdade para o país compreender a monarquia’, tendo o Conselho de Estado amnistiado os crimes de imprensa. Aproveitando a onda de liberdade, a oposição desencadeia uma vaga de ataques a João Franco e ao Rei Dom Carlos – novamente, a falsa questão dos Adiantamentos. A questão dos adiantamentos, isto é, das supostas dívidas da Casa Real ao Estado, foi reavivada pelo próprio presidente do Ministério, que contrariando a intenção que antes manifestara de resolver o assunto no Parlamento, decide porDecreto de 30 de Agosto de 1907, tratar a questão sem ele.
Ora esta Questão era problema de longa data, porque nesta nossa boa Terra, dá-se grande atenção ao que não merece cuidado, ficando sempre o principal para segundo plano. Claro que não houve prodigalidade do Rei Dom Carlos I, que era Monarca bem frugal nos gastos, ou da Família Real que vivia modestamente, mas antes era um erro que vinha de longe, do tempo das Constituintes de 1821, que ao colocarem um terminus no Absolutismo, decretam a separação do Tesouro Público do Erário Régio, que até aí se confundiam.
Assim, para manutenção e subsistência da Família Real e despesas com a Chefia do Estado por parte do Rei criaram uma Dotaçãochamada de Lista Civil que haveria de se manter inalterada durante quase 90 anos, tornando definitiva uma situação que deveria ser temporária  – conforma haviam acautelado as próprias Cortes Constituintes -, pois o parco montante fora fixado de acordo com as especiais circunstâncias que o País vivia: depauperado pelas Invasões Francesas e pela Guerra Civil.
Depois, a Carta Constitucional de 1826 estabeleceu que as Cortes deviam fixar no início de cada reinado a Dotação do novo Monarca, atendendo aos factores que poderiam contribuir para o aumento do custo de vida, mas, a disposição, mais uma vez, foi ignorada!
O Estado nos reinados de Dom Pedro V e Dom Luís I empreendeu as obras públicas estruturantes que modernizaram o País e, necessariamente, tudo isso degeneraria em inflação e em desvalorização da moeda tornando, porque quase irrisória, insuficiente a Dotação Real.
O pretexto de João Franco em trazer a Questão a jogo era válida para resolver a insuficiência da dotação real, e justa, em nome da transparência que anunciara no início do mandato de Presidente do Ministério, o problema é que escolheu mal o momento, pois os republicanos do PRP lançaram-se na propaganda demagógica contra o Rei e Brito Camacho profere a famosa frase que expõe, claramente, a agenda  republicana:  ’havemos de obrigá-los às transigências que rebaixam ou às violências que comprometem’.
Na sessão de 12 de Novembro de 1906, João Franco divulga no Parlamento os Adiantamentos feitos à Coroa. A oposição republicana que há muito aguardava o casus que lhe daria o motivo para atacar a Casa Real, clamou violentamente; Afonso Costa, surdo às admoestações do Presidente da Câmara Baixa, e já a merecer sabre da Polícia, como prenúncio do que estava a ser urdido, proferiu o ignóbil vitupério: ‘E mais ordena o Povo, solenemente, que logo que esteja tudo pago, diga o senhor Presidente do Conselho ao Rei: Retire-se Senhor, saia do País, para não ter de entrar num prisão, em nome da lei. Por menos do que fez o Senhor D. Carlos I, rolou no cadafalso, em França, a cabeça de Luís XIV.’
Era o princípio do calvário que levaria ao trágico episódio do Regicídio no qual o Rei e o Príncipe Real tombariam, em serviço da Pátria e do Reino, às balas do terrorismo.
Miguel Villas-Boas

28 de janeiro de 2016

Jantar de Reis apoia candidatura do Bom Jesus a Património Mundial



A candidatura do Santuário do Bom Jesus a Património Mundial serve de mote à VII Gala - Jantar de Reis de Braga, que se realiza no próximo dia 30, na Colunata Eventos, no Bom Jesus. Como já é tradição, o evento conta com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa.

O Jantar de Reis, organizado este ano pela Associação Portuguesa dos Autarcas Monárquicos tem, ao longo das seis edições já realizadas na cidade de Braga, reunido muito dos actores locais, movimentos e associações monárquicas, bem como individualidades com relevância política e social na região, desde presidentes de câmara de vários municípios a várias figuras nacional, e irá acrescentar este ano, e no apoio à Candidatura do Santuário do Bom Jesus a Património Mundial, vários chefes de casas reais estrangeiras convidadas, artistas, diplomatas e celebridades, como é o caso do Príncipe David, Duque de Lasos, Chefe da Casa Real da Geórgia, e o Príncipe Rifad da Casa Real Egípcia.

Entre as várias representações de Casas Reais conta-se uma delegação da Casa Real das Duas Sicílias, uma delegação da Casa Imperial da Etiópia, Oficiais da base Americana da NATO vindos da Alemanha, uma delegação de Reais Corporações de Valencia e de Santiago de Compostela, Espanha, vários diplomatas, o autor e cineasta norte-americano, Paul Perry, 7 vezes vencedor do New York Times Best Seller Award, e o cineasta e realizador, Marlin Darah, 75 vezes premiado pelos seus documentários.

A animação ficará a cargo do consagrado cantor Clemente que celebra 45 anos de carreira e será homenageado juntamente com Carlos Morais do ‘Mundo Português’. Todo o espectáculo será apresentado pelo mestre de cerimónias Carlos Evaristo, produtor e conhecido comentador televisivo. A melhor gastronomia serve-se à mesa e inclui-se a ‘V Mostra de Vinhos e de Produtos Regionais e Nacionais’.

27 de janeiro de 2016

A Monarquia Explicada Aos Republicanos

Monarquia D. Manuel II no Porto em 1908


‘A Monarquia é o mais maleável dos regimes, o mais pronto a se renovar, aquele que tem menos medo das ideias e o que menos se encerra na rotina’, sustentou o historiador francês Jacques Bainville.
De facto, a Coroa é sempre mais progressiva que qualquer chefia de Estado, pois tem margem de mobilidade, uma vez que não fica confinada à restrita área dos interesses político-partidários ou da carreira política que, longe de promoverem o devir, estagnam a mais alta magistratura no Estado republicano. O Rei não tem partido e como tal não toma partido, pois a própria palavra partido, significa uma fracção, uma divisão – ‘partido é uma parte, sê inteiro’, escreveu Agostinho da Silva. A Monarquia não é ideológica, os partidos sim: só o Rei é Chefe de Estado por completo, inteiro, para todos! Só a Monarquia é agregadora, pois o Rei é supra-partidário! Melhor, o partido do Rei é o interesse nacional! Como tal acautelará, naturalmente, o interesse de todos, de todo o Povo, de toda a Nação, promoverá com toda a Sua dedicação o bem da coisa comum.
Sendo assim, só o Rei representa o interesse nacional e como tal ao salvaguardar os direitos de todos, será Rei de todos pois não olha para este ou aquele de maneira diferente, pois não toma parte, não é faccioso!
No caso português, existem 9.700.645 de eleitores inscritos, ora no último sufrágio presidencial só votaram 4.737.514 eleitores, o que representa uma abstenção de 51,16% (4.963.131 não votantes), ao que se soma a percentagem de 1,2% de votos brancos e 0,9% de votos nulos, com um resultado total de 53,6% de portugueses que não escolheram qualquer candidato presidencial. Como tal, subtraindo essas percentagens e mais as votações nos outros candidatos o Presidente-eleito por maioria absoluta, por mais respeitável e ilustre, na verdade, foi eleito por apenas 25% dos portugueses.
Não adianta mastigar a verdade!
Porque haverá tal distanciamento dos cidadãos face ao actual modelo de regímen?! A resposta parece óbvia: porque a república, dita, velha mais do que ser implantada foi transplantada do modelo homónimo francês, embora com menos derramamento de sangue inocente – mérito do bom temperamento português -, e como tal revelou-se inadequada, fruto dos diferentes modos de viver e de sentir, consequência dos modelos sociais e idiossincrasias culturais, sociais, políticas e, mesmo, religiosas dos portugueses!
Desta forma e volvidos 105 anos, o regime político afastou-se tanto da vontade e dos interesses dos cidadãos portugueses que se lhes apresenta completamente alheio. Ora a sociedade não pode ficar apoucada e dessa forma impedida de se afirmar. O regímen republicano não pode, em regime de liberdade, ser um oratório indiscutível, sob pena de cercear a própria Liberdade de que se diz paladino. Um regime e um sistema que não funcionam podem e têm de ser referendados e se for caso da vontade da maioria pensado e reformado, e só a Monarquia lhe conferirá precisamente o mérito perdido. Uma reforma filtrará o sistema, retirando o acessório e o funesto, e o transformará num verdadeiro instrumento democrático que continua a ser negado ao mais comum dos cidadãos.
Até na iconografia popular não há lugar à terminologia republicana, é algo natural atribuir a alguém que se destaca desmedidamente numa determinada área artística uma titularia real: um Rei do Rock, um/a Rei/Rainha da Pop, etc. Porque no âmago todos são monárquicos. Não haveria nexo em outorgar a uma figura desta envergadura outro rótulo que não fosse de tal grandeza, só que, por vezes, o entrave a alguém ser Monárquico é o facto de que o Rei não seria ele.
Existe uma relação imediata e próxima, uma ligação directa entre o Rei e o Indivíduo, pois o Rei, mais do que uma pessoa, é uma Entidade, é uma instituição que encarna uma carga emblemática que faz todos sentirem-se parte de um todo, só que uma entidade Real, porque o Monarca é o primeiro depositário da tradição dos antepassados dos homens e dos costumes da Nação. O Rei não é uma personagem distante enclausurada numa redoma de luxo e privilégios, antes caminha, sem medo, no meio da multidão, ouvindo os problemas do seu Povo e sentindo com ele, para depois dar voz aos seus anseios junto das instâncias governativas, enredadas em interesses partidários que não raras vezes roçam o clubismo e ignoram as questões maiores como o supremo interesse do seu Povo e que por isso perante os que governam não possuem qualquer autoridade natural. É um facto a que não deve ser estranho, que, na sua génese, quase todas as sociedades começaram por se organizar em estruturas políticas monárquicas, claro que até às monarquias contemporâneas, que caminham de braço dado com a democracia, houve uma grande e demorada evolução, mas também outros regimes que existiram na antiguidade não atribuíam mais direitos aos seus cidadãos que as antigas formas de governo monárquico, e hoje não há Monarquia absolutas, já Repúblicas totalitárias existem várias.
Uma Democracia organizada sob o molde de um governo parlamentar sob a forma de uma Monarquia Constitucional é o modelo de regime que fica mais próximo do hábito e costumes portugueses. No Reino de Portugal o poder do Rei sempre adveio de um pacto com as Cortes – que no fundo era um Congresso de Chefes. O Rei seria assim o primus inter pares entre os barões do reino. Hoje, numa Monarquia Constitucional, esse pacto será firmado com o Parlamento que Aclamará o Rei, passando a ser assim o primeiro magistrado da Nação e o primeiro entre iguais – os portugueses.
George W. F. Hegel na sua obra, de 1820, “Elementos da Filosofia do Direito” deu uma fundamentação lógica à Monarquia concertante com a evolução da teoria política contemporânea e da lei natural: um Monarca constitucional, com poderes limitados, cuja função é personificar o carácter nacional e dar continuidade constitucional.
A sucessão hereditária não é um óbice à Democracia: o princípio monárquico não prevalece sobre o democrático, mas, ao invés, ainda evidencia mais o segundo uma vez que a sucessão hereditária garante uma legitimidade que é a independência face ao poder político que nenhum outro chefe de Estado possui. Um Rei, ao contrário de um presidente, não pode renunciar aos objectivos pelos que reina, mas tem que trabalhar para uma obra global: o bem da Nação. Este homem alçado Rei não é apenas mais um indivíduo, contem em si próprio um princípio, uma finalidade, e aglutina todos os seus compatriotas, representa a História e a cultura da Nação, não é independente dos projectos dos indivíduos e do Estado, mas o suporte do edifício que é a Nação, pois representa uma linha contínua e natural que tem obrigação de acautelar.
O Rei tem de reinar rectamente. O Rei é um servidor e representante do Povo e, por isso, o Povo tanto o Aclama como pode livremente destroná-lo, se ele não cumprir qualquer das obrigações inerentes ao seu cargo.
No caso particular de Portugal, e sempre tal aconteceu desde o próprio Rei Fundador Dom Afonso Henriques, o Rei é Aclamado e nunca imposto! Ou seja, apesar do Príncipe herdeiro suceder ao Rei falecido existe uma participação popular através da Aclamação que ratifica essa sucessão sendo que esse passo é o acto jurídico que verdadeiramente faz o Novo Rei! Nos 771 anos da Monarquia Portuguesa o Rei sempre reinou por delegação da comunidade portuguesa que reunida em Cortes o Aclamou e fez Rei.
Concluindo, o melhor modelo de regime para Portugal será um modelo único de Monarquia como sempre o foi. Hoje, será uma Monarquia Constitucional sobre a forma de governo de uma Monarquia Parlamentar, que assenta na legitimidade democrática, pois os órgãos que efectivamente exercem o poder político conquistam a sua legalidade e legitimidade das eleições por sufrágio directo e universal, mas com listas abertas. Assim sendo, originariamente, o poder reside no Povo, contudo exerce-se sob a forma de governo monárquico e o Parlamento será eleito por um sistema verdadeiramente democrático para que o cidadão-eleitor possa fazer a sua opção em função de figuras que reconhece e que poderá demandar, em caso disso, distinto do presente sistema eleitoral que não permite aos eleitores objectivamente eleger os seus deputados, pois estes são seleccionados pelos partidos. O actual sistema proporcional, de círculos plurinominais e do domínio de listas partidárias, é um sistema representativo em que não existe uma conexão entre o deputado e o eleitor. O presente sistema eleitoral para as eleições legislativas, em que os círculos eleitorais correspondem à organização administrativa, não permite aos cidadãos-eleitores elegerem os seus representantes, pois os deputados são escolhidos pelos partidos. Assim, actualmente os deputados são eleitos pelos actuais 22 Círculos Eleitorais – no continente correspondem actualmente aos distritos; e mais dois círculos nas Regiões Autónomas; e ainda um para os cidadãos portugueses residentes na Europa e outro para os que residentes fora da Europa.
Ora as forças vivas da sociedade têm que estar representadas no Parlamento e é preciso haver lugar para candidaturas independentes locais, o que é muito relevante para despertar a participação activa de todos os cidadãos na política livre da partidocracia, e, do salinado dos partidos políticos useiros. Reforçaria, tal-qualmente, a fiscalização dos que seriam, verdadeiramente, legítimos representantes do Povo. Se assim não for, teremos um Parlamento desvirtuado, pois não representa ninguém – com excepção de interesses que não são do Povo!
É imprescindível um sistema eleitoral que permita a eleição dos deputados pelos eleitores, e não exclusivamente pelos partidos, como sucede com o actual modelo. A eleição dos deputados para o Parlamento deve assentar num sistema de eleição individual, por método maioritário. Só este sistema ampliará o papel democrático do deputado eleito tornando-o em autêntico representante de toda a comunidade do seu círculo eleitoral, imputando-lhe uma responsabilidade individual perante os seus eleitores. A criação de vagas para candidaturas autónomas é imprescindível para voltar a despertar o interesse e associar os cidadãos à política, longe das conveniências dos partidos políticos do arco do poder. Reforçaria, tal-qualmente, a fiscalização dos que seriam, verdadeiramente, legítimos representantes do Povo que teriam de receber e ouvir os seus eleitores e de corresponder às suas legítimas expectativas.
Terminamos com um escrito de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II de Portugal:
‘Muito há a fazer e que trabalhar na política portuguesa, e nela se nos depara um problema importantíssimo: a remodelação dos partidos. (…) Isto feito, ter-se-ia então grandes partidos com uma grande força, o que seria de grande utilidade para o País! Com um patriótico entendimento, não com um acordo de pequeno alcance, mas entendidos em princípios fundamentais de governo monárquico e até de combate político, poder-se-ia pôr termo ao doloroso e desconsolador, espectáculo a que vimos assistindo, e que todos tanto prejudica!’
Miguel Villas-Boas

26 de janeiro de 2016

Os coitadinhos e os outros

O exemplo de optimismo e esperança de uma mulher de armas, numa cadeira de rodas. Um gigante, apesar dos seus 97 cms de altura. Uma mulher inteira que já partiu mais de 90 vezes os seus frágeis ossos

Há os coitadinhos e os outros. Uns e outros têm aleijões no corpo, por vezes profundos, incuráveis, mortais. Mas uns, os coitadinhos, vivem da comiseração dos familiares e dos amigos, da compaixão pública. Entregaram-se à desgraça e fizeram dela a sua filosofia de vida. Os outros, não.
Esta história não é sobre os coitadinhos, mas sobre os outros, ou seja, aqueles para quem as maleitas não são pretexto para uma existência lamurienta, nem para uma compadecida ociosidade. Os outros entendem que, apesar das suas limitações, há um combate a travar todos os dias. Não vivem das esmolas que poderiam mendigar, porque ganham a vida com o seu trabalho. E é de crer que, um dia, também ganharão o céu.
A Mafalda Ribeiro não é uma coitadinha. É dos outros. É uma mulher de armas, embora sentada numa cadeira de rodas. Uma gigante, apesar dos seus muito escassos 97 cms de altura. Uma mulher inteira, de uma só peça, mas que, à conta da osteogénese que padece desde que nasceu, já partiu mais de noventa vezes os seus frágeis ossos. Sofre dores permanentes, mas irradia optimismo e esperança. Decididamente, não é uma coitadinha, mas uma lutadora que chegou, por mérito próprio, ao pódio dos vencedores da vida.
Como conseguiu esta proeza? Graças à sua fé – “sou cristã convicta e essa crença fez com que, por exemplo, nunca me considerasse um acidente do cosmos” – mas também à sua família e educação: “Fui muito amada e muito desejada, o que me ajudou a aceitar-me como sou. Transformei as minhas fragilidades em forças”, disse numa entrevista à Visão, no último dia do ano de 2015.
A sua palavra preferida é “obrigada”: “Eu acordo de manhã, abro os olhos e a primeira coisa que eu vejo é esta cadeira (de rodas) eléctrica. E depois penso: obrigada por mais este dia”. Nem sequer a incomoda saber-se dependente dos familiares e amigos: “A minha atitude perante isto é de enorme gratidão. O facto de ter tão boas pessoas, genuínas, que me ajudam (…) é uma bênção na minha vida”. Por isso também, confessa: “Eu nunca tive pudor em pedir ajuda, nunca vi isso como uma humilhação. Não estou à espera que os outros percebam que eu preciso de ajuda e se ofereçam”.
Não obstante a sua condição física, a Mafalda não tem uma atitude passiva: entende as limitações como um desafio a superar. Na sua vida não há tempo, nem vagar, para as lamentações: “Eu fui para a faculdade, vou para a discoteca, para a piscina, para a praia, viajo, ando de mota, de mota de água, balão de ar quente… nunca deixei de fazer absolutamente nada. Estar dependente de alguém não me aprisiona. As minhas limitações não determinam os meus limites”.
E as suas dores constantes? Surpreendentemente, para Mafalda são apenas um detalhe, “porque a dor é algo que tu não controlas, mas o sofrimento é opcional” … Porquê? Porque Deus lhe deu, como reconhece, uma “capacidade fantástica” de se conseguir “esquecer de todas as coisas más”. Explica-se melhor: “Ou seja, eu tenho sempre dores e tenho de tomar anti-inflamatórios todos os dias”, mas “não me deixo ficar na dor. Continuo a agradecer, até as dores. Não posso mudá-las, posso decidir o que vou fazer com elas. Não pergunto porquê à dor, pergunto para quê”.
Mas há algo que Mafalda sofre com dificuldade: a falsa compaixão dos que, para aliviar a sua situação, quereriam eliminá-la. Doeu-lhe que alguém, que um dia encontrou no elevador, dela dissesse:  “mais valia que Deus a levasse”. Confessa até, em jeito de desabafo, que “foi uma das coisas mais difíceis” que ouviu em toda a sua vida. Detesta a crueldade, mesmo quando oculta sob uma aparência de comiseração. Não será o caso de muitos ‘piedosos’ adeptos da interrupção voluntária da gravidez, por má-formação genética, ou dos que, por ‘compaixão’, defendem a eutanásia, para pôr termo a uma existência dolorosa?!
Mafalda Ribeiro é “completamente contra a ideia de que os deficientes ou são coitadinhos ou são uns heróis”. Não ignora os perigos de um excesso de autoconfiança, nem quer passar por ser uma “Def maravilhosa”. Mas tem fé em Deus, nos outros e em si mesma. Há quem pense em tragédia e horror quando se fala de deficiência, mas Mafalda desmistifica essa sua circunstância: “antes de ser deficiente, ou portadora de deficiência, sou pessoa. Isso é só uma condição – minha e de muita gente em Portugal e no mundo – mas não é o que me define”. Uma fé confiante e alegre, que a leva a aceitar a sua situação e, mais ainda, a dar-se aos outros, esquecendo-se de si própria: “Quando vives para os outros e percebes que tens de servir um propósito que é maior do que tu, não há palavras para descrever essa alegria”.


P. Gonçalo Portocarrero de Almada


Fonte: Povo

25 de janeiro de 2016

SAR, O Senhor D.Duarte de Bragança esteve presente na Festa das Fogaceiras



Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, esteve na Festa das Fogaceiras, a convite do Município, tendo integrado o Cortejo Cívico e assistido à Missa Solene com Bênção das Fogaças. Foi a primeira vez que Sua Alteza Real assistiu e participou nesta festividade secular.










Fonte: Festa das Fogaceiras

24 de janeiro de 2016

Virtude Moral Dos Reis

DPV


El-Rei Dom Pedro V de Portugal, personificação da virtude de dedicação ao bem da coisa comum, escreveu sobre o papel dos Reis:
‘devemos também lembrar-nos que existe para eles uma lei moral muito mais severa do que para os outros, porque quanto mais elevada é a posição tanto maior é a influência do exemplo.’
Nada mais verdadeiro, o Rei é o compasso moral e ético e a consciência da Nação: como uma bússola orienta o caminho e como um cinzel grava a virtude! São os próprios Reis, que conduziram a Monarquia aos princípios da transparência e os tempos difíceis que se vivem um pouco por todo o lado têm feito com que as Casas Reais da Europa, sempre escrutinadas no exercício da função pelo olhar da opinião pública, adoptem uma postura de contenção económica. Como sustentou André Rebouças, o célebre abolicionista Brasileiro:
‘É mais fácil democratizar um rei ou uma rainha do que um parlamento aristocrático, oligárquico e plutocrático.’
Comparada com as repúblicas e os seus chefes de Estado, a Realeza é relativamente modesta. O cerimonial é limitado ao básico e não há demonstrações extravagantes. A pompa tradicional é evidente apenas em ocasiões muito especiais, como visitas de chefes de Estado estrangeiro, casamentos reais e datas importantes para a Nação.
São necessários actos concretos como essa transparência, renúncia ao luxo e ao despesismo que os Monarcas têm adoptado, não basta como os políticos republicanos encher o peito de sobranceria e falar em ética republicana à boca cheia e na hora de comer fazê-lo como Reis, com faqueiros rococó e serviços de jantar comprados por preços astronómicos. Não podem exigir que o Povo suporte a canga fiscal e o esbulho das suas pensões e salários e depois abarbatarem-se com subvenções vitalícias injustificáveis!
‘Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.’
– António Aleixo
É facto consumado que o actual regime caducou, pois, para além de quem dele beneficia e retira modo de vida, já ninguém se revê nele. ‘Pirliteiro dá pilritos, a mais não é obrigado!’ Não se esperem pois, do actual regímen, revelações. Além do mais ‘O Isto é da mesma Família do Aquilo’, lembrou num dos seus célebres Pensamentos o Imperador Marco Aurélio.
É necessário, Alguém com a força miraculosa de um princípio para chefiar a Nação, Esse só pode ser por propriedade do direito natural um Rei!
Não existem princípios absolutos, nem ontem nem hoje, nenhum presente pode prender a liberdade de escolha, porque a liberdade é, essa sim, absoluta e ilimitada.
Porque haveremos de ficar presos a uma realidade menor se podemos alcançar um bem maior?!
Um Rei não representa uma facção, uma porção da sociedade como um candidato eleito presidente pelos votos de uma minoria, porque a maioria abstêm-se, e depois há os que votam noutros candidatos e ainda os que votam em branco e nulo!
O Rei é a mais agregadora das Figuras, pois a função do Monarca é personificar o carácter nacional e aí cabem todos: o agregado de indivíduos constituído por vontade própria e não reunido de uma forma acidental, que num dado momento histórico constitui a Nação, a comunidade estável constituída, historicamente, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns.
E depois, nenhum Rei esquece que a sua função Real é um Ofício que deve desempenhar com sentido de Missão. Só o Rei terá uma superior consciência dos problemas nacionais, pois a educação de um Príncipe herdeiro é orientada da forma que se entende ser a mais adequada ao melhor desempenho do seu futuro ofício de Rei, de forma a reinar da forma mais útil e favorável para o País. Reinar é uma especialização na defesa dos interesses da Nação que nunca podem ser alvo de desdém e indiferença. Reinar não é um ganha-pão!
Os Reis são outra loiça, o resto são… faqueiros!!!
Miguel Villas-Boas

22 de janeiro de 2016

O Desejado Rei D. Sebastião

O Desejado


A 20 de Janeiro de 1554 nascia Dom Sebastião de Portugal. Pelo facto, de ser o herdeiro tão esperado para dar continuidade à Dinastia de Avis foi cognominado O Desejado; mas é também recordado como O Encoberto, devido à lenda que prevê o seu regresso numa manhã de nevoeiro, para salvar a Nação Portuguesa.
Neto do Rei D. João III, torna-se herdeiro do trono depois da morte de D. João de Portugal, seu pai, apenas duas semanas antes do seu nascimento. Em 1557, com a morte do avô, ascende ao trono – Rei com apenas três anos. Na menoridade de Dom Sebastião a regência é assegurada pela avó D. Catarina da Áustria e depois pelo tio-avô Cardeal D. Henrique.
Aos 14 anos, Dom Sebastião I de Portugal é Coroado, Aclamado e Alevantado e assume os destinos e governação do Reino!
O Rei de Portugal ia combater em Pessoa, não mandava os soldados sozinhos, era o Comandante-em-Chefe e o primeiro a avançar. Adiantava-se mesmo, não ficava no conforto dos gabinetes, assarapantado em hesitações. De resto com quase todos os Reis foi assim, para sempre servir os interesses supremos da Nação. Por isso não se pense que guerrear era um impulso básico, mas uma forma de manter a paz: si vis pacem, para bellum (lat) – se queres a paz, prepara a guerra. Gnoma ainda, hoje, seguido pelas nações, que procuram fortalecer-se a fim de evitar uma eventual agressão.
Mens sana in corpore sano (lat) – mente sã em corpo são. Frase de Juvenal, utilizada para demonstrar a necessidade de corpo sadio para serviços de ideais elevados. Os nossos Reis conciliavam a capacidade e a capacitação inerentes a um soldado apto para comandar um teatro de guerra, sem descurar as faculdades intelectuais – a educação de Dom Sebastião fora entregue aos Jesuítas -, até porque o melhor dos generais é o mais inteligente dos homens. Nisso seguiam os exemplos clássicos de Alexandre e de César, os mais brilhantes generais e os mais ilustrados das respectivas épocas.
Muitas vezes, e não poucos, atribuem ao corajoso Rei Dom Sebastião I de Portugal a imaturidade na sua resolução na empresa de Alcácer-Quibir, ora que injustiça chamar irreflectido ao Rei-menino que com tão exemplar acto de bravura procurou manter o Império que herdara e que sofria as investidas das hordas mouriscas. A Coroa sempre serviu o Império português fosse em que parte fosse da sua dilatada extensão e que estivesse disso necessitada.
No Reinado de D. Sebastião os ataques dos piratas e corsários eram constantes na rota para o Brasil e a Índia, e os Almorávidas ameaçavam as possessões em Marrocos, pelo que investiu muito na protecção militar dos territórios construindo ou restaurando fortes e fortalezas ao longo do litoral, para proteger a marinha mercante.
Porventura, ficou o Desejado, na penumbra de uma tenda de comando jogando xadrez com as suas peças de cavalaria ou com os seus peões?! Não, não ficou, avançou temerário! Não se conte o que sucedeu em seguida lançando o nome Sebastião no auto dos arrebatados, mas sim como o resultado de uma maquinação estrangeira para anexar o Portugal que havia perdido e cobiçava desde os tempos em que Aquele Dom Afonso I Henriques Rei de Portugal, ilustre descendente dos Reais Capetos de França e dos Imperadores da Hispâbia, formou a mais Augusta e Antiga Dinastia Peninsular, pois caso único no Mundo é um facto que a Monarquia Portuguesa conheceu quatro Dinastias, mas todas elas pertencentes à mesma Família.
E não foi no Reinado de Dom Sebastião que se avançou pela África e foi fundada a cidade de Luanda, e não foi, também, no Seu Reinado que se consolidou o domínio da costa brasileira?! E se adquiriu Macau?! Pergunta retórica, pois, necessária resposta não é!
A História diz qu’El-Rei Dom Sebastião I morreu em combate juntamente com o escol da Nobreza portuguesa, na Batalha de Alcácer Quibir, em 1578, a Lenda diz que voltará numa manhã de nevoeiro para nos libertar do jugo verde-rubro!
Miguel Villas-Boas

21 de janeiro de 2016

JANTAR DE REIS 2016 - Braga


A VII GALA - JANTAR DE REIS BRAGA realiza-se no dia 30 de Janeiro de 2016, na Colunata Eventos, no Bom Jesus, e este ano tem como tema a Candidatura do Santuário do Bom Jesus a Património Mundial.
Como já é tradição neste evento seremos honrados com o Alto
Patrocínio da Casa Real Portuguesa na pessoa de S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa.
Esta iniciativa, que tem lugar na cidade de Braga, assenta numa vontade transversal a muitos actores locais, movimentos e associações monárquicas, bem como a individualidades com relevância política, cultural e social na região e junta vários Chefes de Casas Reais estrangeiros convidados, artistas, diplomatas e celebridades.
Este ano estará presente e será homenageado o consagrado cantor "Clemente" que cumpre 45 anos de carreira internacional.
Tal como nas edições anteriores, teremos no JANTAR DE REIS BRAGA 2016 a promoção do Património Cultural, nomeadamente a gastronomia, o vinho e o artesanato que este ano terá o Apoio do MUNDO PORTUGUES.
Serão convidadas confrarias portuguesas, associações de artesãos e empresas de produtos regionais e nacionais para a "V Mostra de Vinhos e de Produtos Regionais e Nacionais".
Despeço-me na expectativa de poder contar com a sua presença.
Atenciosamente
Manuel Beninger
Presidente da Comissão Organizadora
Reservas: manuel.beninger@gmail.com
Contributo por pessoa: 30,- €
Coordenadas GPS:
Latitude: +41° 33.247
Longitude: -8° 22.666'

20 de janeiro de 2016

O Exemplo dos Antigos Reis

Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança


Um Rei a Ser tem sempre o exemplo dos Antepassados, desses Avoengos que construíram Portugal a golpes de heroicidade e o dilataram, mais além, impelindo as caravelas!
‘Estude Vossa Alteza a História desses seus Avós. Leia-a, releia-a, medite-a, estude-a, meta-a bem na cabeça e no coração. Na convivência deles aprenderá Vossa Alteza a ser como eles, forte, justo, simples e verdadeiro. E bem compenetrado do que eles fizeram, conhecendo-lhes a vida dia a dia, sentirá Vossa Alteza que deles vem, que é um deles. Assim sonhará com futuros de glória que se assemelhem a esse passado de grandeza, e sonhar assim é uma felicidade e uma força. Triste do homem que só cuida do presente, que só preza a intimidade dos vivos. Pobre daquele que precisa adormecer para sonhar com o futuro.’ – extracto do texto de Joaquim Mouzinho de Albuquerque in Carta ao Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança.
Já diferentes, são estes dias republicanos, em que candidatos sem atributos e sem referências se tentam ultrapassar, tropeçando, na corrida à mais alta magistratura do Estado onde quem ganhar se alçará vaidoso no seu isolamento e gastará mais do que qualquer Rei! Assim, acontece quando não se reporta ao Povo, que é mantido à margem, e não se tem a força de um exemplo, até porque as pessoas válidas, há muito, recusam o estigma de se envolver na sordidez da política republicana.
Só um Rei permite uma evolução na chefia do Estado, fruto da substituição geracional, e o novo Rei, é desfecho de um longo trabalho de preparação técnica e cultural para assimilar e interiorizar a Sua Nação que encarnará e representará como ninguém. O novo Rei não enterra o passado, mas antes exuma os bons exemplos e aplica-os à nova realidade. Inventa-se a si próprio, para acompanhar sempre os tempos, mas procurando manter um percurso lógico sem desprezar a experiência e o exemplo dos antepassados. A Monarquia é o melhor modelo adaptado a cada época.
Como assinalou o historiador francês Jacques Bainville:
‘a Monarquia é o mais maleável dos regimes, o mais pronto a se renovar, aquele que tem menos medo das ideias e o que menos se encerra na rotina’.
Só em Monarquia existe uma remodelação autêntica na chefia do Estado, um novo sentimento que impulsiona a Nação: o novo Rei não corta com o passado, mas também, não se distancia da vanguarda. Só em Monarquia acontece, de facto, uma verdadeira renovação, sem deslocamento de perspectiva, e de qualidade.
E sim, porque assassinado na flor da juventude, o Príncipe Real Dom Luís Filipe de Bragança não chegou a ser Rei!
Miguel Villas-Boas

19 de janeiro de 2016

O professor Marcelo e o Tino de Rans

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Como a maioria dos portugueses e porque, com muita surpresa minha, as televisões prescindiram das audiências para se multiplicarem em debates televisivos, vou lançando um olho bocejante à campanha presidencial.
Ainda em tempo de pré-campanha assisti a um debate patético, mas curioso. O professor Marcelo aparentemente era chamado a esgrimir opiniões com alguns "descamisados" da política. Um sociólogo que para receber "secalhário" tem de se apresentar a eleições, um dirigente socialista que achou, e bem, que ganhava mais notoriedade em ler um papelucho de protesto e sair dali para fora, e o famoso representante do povo, uma espécie de Tiririca à portuguesa, também ele filiado no Partido Socialista que já tinha feito divertidas diatribes num congresso do partido, enquanto presidente de junta, eleito pela vetusta freguesia de Rans.
Pois o Tino, que, diga-se, não é parvo nenhum, foi o único que pôs o nosso professor em desatino. E fê-lo com aquele ar mavioso e inocente que só um homem do povo sabe pôr nas coisas.
Mas voltemos atrás. Quando se esperava que o professor esgrimisse, disputasse, debatesse, arguísse - vimos, ao contrário, um professor sorridente, camarada e amigo de todos e de tudo o que lhe pusessem à frente, trocando o florete pela flor branca da paz, dispondo-se a... debater não, que tem um verbo violento, mas talvez... "deabraçar" com todos os que estivessem naquela ou noutras alturas, naquela ou noutras televisões, em qualquer qualidade ou circunstância, dispostos a... "deabraçar" com ele!
Mas o Tino é um moço instintivo e percebeu que tinha de elevar a parada para ver até onde ia toda aquela besuntada lamechice que nem sequer está na natureza do professor.
E obrigou-o a dizer duas coisas reveladoras: A primeira, que um presidente que é designado por um partido podia, no exercício do seu mandato, ser tentado a favorecê-lo. Como se designado fosse muito diferente de apoiado. Como se, de um dia para o outro, se pudesse apagar da vida do professor o facto de ele ter sido fundador e presidente do maior partido português, aquele mesmo, claro, que hoje o apoia.
Pus-me a imaginar o professor ainda travestido de arguto comentarista televisivo a analisar o outro professor candidato a presidente: com um dedo a girar rodopiante para o lado direito diria - "Se foi presidente do PSD e é apoiado por ele vai favorecer o seu partido" - e com o dedo da outra mão, igualmente rodopiante para o lado esquerdo - "Se foi dirigente do PS e quer ser apoiado por ele, vai favorecer o seu partido!" -, terminando tudo com as mãos reconciliadas e o seu proverbial "Bom!".
Um a zero para o Tino, que levou o professor a concordar com a promiscuidade existente entre os partidos políticos e os dirigentes que fazem eleger, em especial para a Presidência da República. Ele, apesar de dirigente socialista, foi só presidente de junta. E de Rans!
Mas o professor não conseguiu ainda fugir a uma nova investida do menino do povo.
Falava ele na importância do papel que a sua (a do Tino) mulher teria enquanto primeira-dama; e sorria pelo canto do olho perscrutando a tossiqueira que já tomara conta do professor. E ali veio este, respondendo com o amor sincero que tinha a todas as mulheres do mundo, mesmo as do estado islâmico, mas reconhecendo que a ideia de uma mulher e de uma família era uma ideia própria da monarquia e não da república. Acabando secamente, de uma penada só, com o ilustríssimo trabalho desenvolvido pelas sucessivas primeiras-damas da democracia portuguesa desde há 40 anos. E com isso, claro, pondo a nu uma questão central: nem a república deve ir sorrateiramente surripiar à monarquia as características que dela não emanam - a independência e o suprapartidarismo e a afirmação de uma família como elemento agregador da nação e garante da sua identidade, coesão e notoriedade; nem as primeiras-damas que sucessivamente nos representaram o fizeram de uma forma legítima, muito menos quando tiveram, como tiveram, gabinetes com dezenas de assessores, consultores e outros advisers a gastar, prolongadamente, dinheiro gordo ao erário público.
Estão a ver o mesmo dedo rodopiante a dizer - "é eleito, tem legitimidade, pode gastar"; e o outro com a mesma inversa velocidade a significar "não é eleito, não tem legitimidade, não pode gastar - Bom!"
O Tino, homem ladino do povo, ganhou por dois a zero, principalmente porque não teve a hipocrisia de dar à República os méritos que ela não tem!

António de Souza Cardoso
Presidente da Causa Real

Fonte: Causa Real

18 de janeiro de 2016

A Realeza É Outra Loiça!

Outra Louça


Esta Campanha Eleitoral é o espelho da improficiência de um regímen que chegou ao ponto de não-retorno, pelo que não haver hoje qualquer candidato com mensagem válida é impossibilidade prática por erro de casting e teórica por inópia regimentar!
Apesar disso todos se exibem, exaltam-se, ufanam-se soberbos, sem conseguir disfarçar o ‘desculpem o pouco!’ com que se apresentam a sufrágio, mas mesmo assim, muitos, até se apresentam vaidosos, sobretudo, da sua pretensa superioridade intelectual! Todos falam alto para se ouvirem melhor… embevecidos pela própria voz pigarreada, porém nada dizem de válido, não há qualquer mensagem, ideia – apenas destilam veneno nas investidas pessoais, ou expõem-se, sem embaraço, ao ridículo!
Nem sequer é mesmo uma Campanha Alegre, – pois estes ‘cómicos’ não possuem grande talento -, mas mesmo assim reitera-se o que Eça de Queiroz sentia sobre a Política:
‘A única crítica é a gargalhada! (…) Política querida, sê o que quiseres, toma todas as atitudes, pensa, ensina, discute, oprime – NÓS RIREMOS. A tua atmosfera é de CHALAÇA’.
Um Rei não faria estas figuras – REALmente, a Realeza É Outra Loiça!
Miguel Villas-Boas

17 de janeiro de 2016

FAMÍLIA REAL ESTARÁ PRESENTE NA FESTA DAS FOGACEIRAS 2016


A Festa das Fogaceiras é a mais antiga e simbólica festividade religiosa do concelho de Santa Maria da Feira, sendo também celebrada além-fronteiras – no Brasil, na Venezuela e na África do Sul – pelas comunidades portuguesas.



 A Festa das Fogaceiras teve origem num voto ao Mártir S. Sebastião, feito pelo povo da Terra de Santa Maria, numa altura em que a região teria sido assolada por um surto de peste que dizimou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu, em cada dia 20 de Janeiro, uma procissão e a oferta de um pão doce e delgado, habituado a ser confeccionado para ocasiões especiais: a fogaça.

Esta devoção popular do culto a S. Sebastião recrudesceu na época medieval, devido às catástrofes da altura, como aconteceu em 1505, levando a que manifestações religiosas anteriores, como a festa do Espírito Santo, promovida na época da rainha Santa Isabel, donatária do Castelo da Feira, fossem convertidas no cerimonial da devoção ao Mártir, sempre acompanhado pela fogaça, o pão doce distribuído pelos pobres, dando continuidade à partilha comunitária e assistencial já vivida.

No início do cumprimento do voto, é referida a existência de três fogaças confeccionadas especificamente para o ritual da devoção, que eram levadas em procissão por três jovens donzelas, desde o Castelo até à Igreja Matriz, onde eram benzidas, cortadas e repartidas pelo povo aí presente, servindo de paliativo contra os males do mundo: a fome, a peste e a guerra.

Em 1758, continuam a ir em procissão cinco jovens: três delas levam à cabeça as fogaças de um alqueire cada uma; uma leva o tabuleiro com cinco velas; e outra leva à cabeça a miniatura do Castelo da Feira “ornado de muitas bandeiras”. Nesta altura, a fogaça poderia já ter o formato que tem hoje, com a representação das quatro torres do Castelo de Santa Maria, também visto como símbolo de união deste vasto território que outrora se designou por Terra de Santa Maria.


Com o cerimonial um pouco diferente após a implantação da República, acrescenta-se o Cortejo Cívico, realizado antes da Missa Solene, e que sai dos Paços do Concelho até à Igreja Matriz do Espírito Santo, incorporando dezenas, e por vezes, centenas de meninas calçadas e vestidas de branco com uma faixa de cor à cintura – as fogaceiras –, levando à cabeça a doce Fogaça da Feira, mantendo-se a tradição dos três mandados – as três fogaças maiores –, o tabuleiro com as velas de cera e o castelo em miniatura, ornamentados com bandeiras feitas de papel colorido, recortadas de maneira a que lembrem as muralhas do castelo, acompanhadas, no couce do cortejo, pelas autoridades políticas, administrativas, judiciais e militares e outras personalidades de relevo na vida municipal.




A Procissão solene realiza-se a meio da tarde, congregando o Cortejo Cívico com os símbolos religiosos, destacando-se o Mártir S. Sebastião e a Nossa Senhora do Castelo. Durante o Estado Novo, os três mandados – três grandes fogaças – deixaram de ser repartidos pelo povo presente na cerimónia, passando a ser distribuídos pelos reclusos da prisão da Feira e pessoas consideradas mais carenciadas. Actualmente, os mandados são enviados às entidades religiosas, militares e administrativas do concelho de Santa Maria da Feira.


Símbolo de união

Tal como outrora, hoje as gentes do concelho de Santa Maria da Feira têm a oportunidade de manifestar o culto a S. Sebastião numa festa e num voto, que é a fogaça, representando a figura do Castelo da Feira, símbolo de união e de identidade colectiva deste vasto território repartido por vários concelhos e que outrora pertenciam à Terra de Santa Maria e mais tarde ao condado da Feira, governado na sua plenitude pelos condes Pereira desde o final da centúria de quatrocentos até 1700.

A fogaça, pão doce referido em diversos documentos medievais, principalmente no Norte do país, fazia parte dos foros e tributos que o camponês devia pagar ao senhor da terra por alturas de festas religiosas. Na Terra de Santa Maria, a fogaça, de formato peculiar, simbolizando as quatro torres do castelo da Feira, foi transformada em voto sagrado dedicado ao Mártir S. Sebastião, dando origem ao nome da maior festa religiosa centenária realizada neste Município – a Festa das Fogaceiras.

A fogaça, comercializada durante todo o ano, é cozida diariamente em várias casas de fabrico do concelho e distingue-se pelos tradicionais preparos assim como na forma como vai a cozer ao forno.

Manda a tradição que, por ocasião da Festa das Fogaceiras, os santamarianos enviem fogaças aos familiares e amigos que se encontram longe.


A Fogaça da Feira


A Fogaça é um pão doce tradicional de Santa Maria da Feira, cujo formato estiliza a torre de menagem do Castelo com os seus quatro coruchéus.


É cozida diariamente em várias casas de fabrico do Concelho e distingue-se por tradicionais aprestos, quer no preparo, quer na forma como vai ao forno. Comercializada durante todo o ano, a Fogaça da Feira é utilizada como voto na Festa das Fogaceiras, celebrada a 20 de Janeiro.



Ingredientes

Farinha de trigo, ovos, açúcar, manteiga, fermento de padeiro, água, canela, sal grosso e sumo e raspa de casca de limão.

Confecção

Dissolve-se o fermento na água tépida e junta-se farinha de trigo até se obter uma massa mole. Se o ambiente for ameno, deixa-se levedar 15 minutos. Depois adicionam-se os ovos, o açúcar previamente peneirado com a canela, a manteiga, o sal, a raspa e o sumo dos limões e a farinha necessária para se obter uma massa um pouco mais consistente do que a do pão. Deixa-se fermentar 30 minutos, o tempo necessário para a massa dobrar de volume.

Nesta altura, formam-se bocados de massa do tamanho que se pretende fazer a fogaça, e moldam-se num rolo comprido, semelhante a uma serpente. Depois, começa-se a enrolar pelo lado mais largo, resultando uma pirâmide.

À medida que vão sendo enroladas, as pirâmides vão sendo colocadas no tendal (tabuleiro forrado com um pano polvilhado com farinha), onde voltam a crescer (entre 30 minutos a 1 hora).
Colocam-se as fogaças em fila na pá do forno e pincelam-se com ovo batido. Com uma tesoura, dão-se quatro golpes no topo da pirâmide, dos quais resultarão os quatro coruchéus da torre de menagem do Castelo.

Introduzem-se as fogaças em forno bem quente e, 15 minutos depois, puxam-se para fora com a ajuda da pá e, à mão, separam-se as “torres do Castelo”, permitindo, assim, que o calor penetre no interior das fogaças, cozendo-as uniformemente.

Para mais informações, contactar o Agrupamento de Produtores de Fogaça da Feira (e-mail fogacadafeira@gmail.com)
ou a Confraria da Fogaça da Feira (e-mail confrariadafogaca@gmail.com).