29 de fevereiro de 2016

SAR, O Senhor Dom Duarte de Bragança visitou Falcoaria Real de Salvaterra de Magos

Helder Esménio e Dom Duarte de Bragança

A exposição 'Salvaterra de Magos: Memórias de uma Vila Real', foi inaugurada na tarde deste sábado, 27 de Fevereiro de 2016, pelas 15 horas, na Falcoaria Real de Salvaterra de Magos.

Este evento contou com a presença, como Convidado de Honra, de S.A.R., o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, e do Senhor José Carlos Ramalho, Presidente da Real Associação do Ribatejo, que foram recebidos pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Helder Manuel Esménio.









28 de fevereiro de 2016

Obrigadinho, ó Bloco!

Jesus Cristo, como aliás todos nós, tem um só pai e uma única mãe, não dois pais sem nenhuma mãe, nem duas mães sem nenhum pai. Isto não é religião, nem ideologia; é genética e biologia.

Como é sabido, o Bloco de Esquerda está a promover, sobretudo nas redes sociais, uma campanha com a imagem de Cristo e a afirmação de que “Jesus também tinha dois pais”. Ao que consta, esta iniciativa pretende assinalar uma data: 10 de Fevereiro de 2016, o dia em que, como também aí se diz, por certo em mau português, o “Parlamento termina discriminação na lei da adopção”.
Em fundo cor-de-rosa, a imagem de Cristo, provocadoramente kitsch, parece inspirar-se na tradicional iconografia do Sagrado Coração: Jesus aparece com olhar terno, com a mão esquerda sobre o seu coração, visivelmente flamejante e encimado pela cruz, e a direita em jeito de bênção. Sobre a sua cabeça, a frase: “Jesus também tinha dois pais”.
Esta afirmação tem dois erros assinaláveis: o primeiro é a afirmação de uma dupla paternidade de Cristo, quando ele próprio, logo no primeiro discurso que a Sagrada Escritura lhe atribui, confessa claramente ter um único pai, Deus, e fá-lo precisamente quando responde a Maria, sua mãe, que se tinha referido ao seu marido, José, como sendo pai do seu filho. Mais ainda, em todos os restantes textos bíblicos, Jesus nunca se refere a Deus como seu outro pai, nem sequer como um dos seus pais, mas sempre como o seu único e verdadeiro pai. Portanto, Jesus Cristo, como aliás todos nós, tem um só pai e uma única mãe, não dois pais sem nenhuma mãe, nem duas mães sem nenhum pai.
O outro erro é a insinuação de que haja alguém que “também” tenha dois pais. Ninguém há que os tenha, porque todos os seres humanos, sem excepção, são filhos dos seus progenitores, que são sempre uma mulher e um homem. Da mesma forma como é uma falsidade dizer que Cristo tinha dois pais, é igualmente mentirosa a afirmação de que alguém tenha dois progenitores do mesmo sexo. Por mais que a lei civil permita uma tal aberração, só é viável a geração havida de um homem e de uma mulher. Isto não é religião, nem ideologia; é genética e biologia.
A Conferência Episcopal Portuguesa já manifestou, pelo seu porta-voz, o seu desagrado pelo que entende ser uma ofensa de muito mau gosto. Segundo uma deputada do Bloco, esta iniciativa não pretende ofender a Igreja nem a religião, tratando-se apenas de mostrar às pessoas que sempre existiram famílias diferentes e que essa não é uma realidade nova, nem recente. Claro que a deputada tem tanta razão como teria quem, afixando cartazes com a imagem dela, neles escrevesse a frase ‘Em Portugal há políticos corruptos’ e depois, em jeito de desculpa, dissesse que não pretendia ofender a deputada, nem o Bloco de Esquerda, mas apenas mostrar às pessoas que sempre existiu corrupção entre os políticos e que, portanto essa não é uma realidade nova, nem recente…
Sem contradizer o órgão representativo do episcopado português, nem o seu porta-voz, entendo contudo muito esclarecedora esta iniciativa do Bloco de Esquerda. Não porque a considere razoável no contexto da liberdade religiosa, de pensamento e expressão, que não é, mas porque evidencia o que, não sendo novidade para muitos, talvez ainda não tivesse sido, até agora, manifestado tão clara e inequivocamente. Ou seja, a natureza essencialmente anticristã do Bloco de Esquerda e da sua política. Sem diabolizar este partido político, nem muito menos os seus militantes – alguns, honra lhes seja feita, até se demarcaram desta campanha – é óbvio que, depois deste incidente, nenhum cristão coerente poderá ser seu membro, ou nele votar, sem prejuízo da sua integridade, ou da sua inteligência.
De facto, esta campanha contra a Igreja católica, as demais confissões cristãs e, em geral, a liberdade religiosa, pôs a nu a ideologia anticristã do Bloco, senão mesmo a sua natureza antidemocrática e tendencialmente totalitária.
Por outro lado, não será exagerado afirmar, graças a esta campanha e não só, que os católicos portugueses fazem, de algum modo, parte da Igreja que sofre perseguição. Que grande honra, para nós, fazer parte do grupo dos milhões de católicos que são perseguidos pelos regimes totalitários comunistas, como os da China e da Coreia do Norte, e pelo fundamentalismo islâmico ou laicista! Obrigadinho, ó Bloco!
Esta ofensiva do Bloco de Esquerda contra os católicos e contra a liberdade religiosa, de pensamento e de expressão, não é sequer original. Por ora, é mais imbecil do que violenta, mais trocista do que mortífera, mais laroca do que sangrenta, mas promete ressuscitar, em futuros episódios, o pior legado do anticlericalismo português.
Não obstante os nossos brandos costumes, é bom recordar que os jesuítas foram expulsos de Portugal no século XVIII, pelo Marquês de Pombal; que, no século XIX, não só eles mas também todas as outras ordens religiosas foram extintas pelo liberalismo jacobino; e que, no século XX, voltaram a ser perseguidos todos os religiosos, bem como todos os bispos e padres do clero secular, pela primeira república. No século XXI, será que o Bloco de Esquerda dará continuidade a esta ignominiosa tradição?!
Avé, Bloco, morituri te salutant!

Fonte: Observador

27 de fevereiro de 2016

¿Valores da Monarquia encarnada por S.A.R., o Senhor Dom Duarte de Bragança?

"O Duque de Bragança é um excelente modelo dos valores monárquicos. Tem sido um grande representante de Portugal no exterior, mesmo a nível político", comenta Aline Gallasch Hall de Beuvink para MUNDIARIO.

Aline Gallasch Hall de Beuvink.


Aline Gallasch Hall de Beuvink apresenta os valores da Monarquia encarnada por S.A.R., o Senhor Dom Duarte de Bragança.  "O Duque de Bragança é um excelente modelo dos valores monárquicos. Tem sido um grande representante de Portugal no exterior, mesmo a nível político", comenta para MUNDIARIO.
- Em relação ao movimento monárquico português, como caracteriza a relação dos portugueses em geral com os monárquicos portugueses?
- Os portugueses em geral têm uma educação de 100 anos de propaganda republicana e anti-monárquica. Ainda hoje os manuais escolares distorcem alguns factos. Quando foram as comemorações dos 100 anos da República (2010), muito se publicou e disse que denegrisse a Monarquia e que “branqueasse” alguns dos vis actos cometidos pela República. Por isso, os portugueses não-monárquicos, na maioria das vezes, têm preconceitos e imagens manipuladas da Monarquia, com falta de verdade histórica, o que lhes impede de ter um distanciamento e ver a História com realismo. Só para ter uma ideia, pensam muitas vezes que, se a Monarquia voltasse, viveríamos no Antigo Regime, olvidando por completo o que foram as conquistas liberais e democráticas do século XIX! Julgam que a Monarquia é sinónimo de Absolutismo, e que República é sinónimo de Democracia, como se as ditaduras não tivessem existido e não houvesse Monarquia Constitucional! Daí, muitas vezes, olharem para os monárquicos como se fossem “aves raras” que pararam no tempo. A comunicação social não ajuda: raramente publica o que os monárquicos fazem a nível político ou social, ou o seu contributo para o bem de Portugal, o que molda, obviamente, a opinião pública, fazendo-os esquecer, até, que estamos presentes e somos activos. Basta olharmos para os países mais desenvolvidos da Europa que são, na sua maioria, monarquias, para percebermos que a Monarquia é o Futuro, e não foi só o passado…
- Em que medida é paradigmática, ou exemplar, o caso da família monárquica portuguesa?
- A nossa família real é, de facto, exemplar. SS.AA.RR., os Duques de Bragança, têm passado os valores familiares, de tradição e da História Portuguesa aos príncipes, seus filhos. É uma nova geração que já consciencializou o seu papel na sociedade e como podem e devem, como herdeiros do trono português que são, contribuir para que o país progrida. As várias acções que os Senhores Duques de Bragança desenvolvem, tanto a nível social, de voluntariado, como cultural e até diplomático, são de excelência. Presidem a várias instituições, que destaco aqui apenas algumas: a Fundação D. Manuel II, o Prémio Infante D. Henrique, o Instituto de Democracia Portuguesa, nos Estados Unidos o Portuguese Heritage Foundation (não esquecendo os emigrantes portugueses, maioritariamente negligenciados pela República) ou o Banco do Bebé. O prestígio e a consideração que, no exterior, os Senhores Duques de Bragança detêm, só mostra bem o excelente papel que têm desempenhado na projecção positiva da imagem de Portugal e quão benéfico seria para o país se deixasse de ser uma República.
- Quais os valores da Monarquia encarnada por S.A.R., o Senhor Dom Duarte de Bragança?
- S.A.R., o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, é um excelente modelo dos valores monárquicos. Tem sido um grande representante de Portugal no exterior, mesmo a nível político. Veja-se o seu papel conciliador na independência de Timor-Leste ou no trabalho diplomático que tem desenvolvido com vários países africanos. Para além disso, o trabalho que tem feito a nível social, cultural e humanitário mostra bem o seu compromisso com esses valores. Não será demais referir o grande amor, respeito e empenho que tem por Portugal. As suas ideias sobre a agricultura, pescas, questões de economia e política demonstram uma estratégia pensada no futuro a longo prazo, e não no ganho imediato. Muitas das suas ideias, que tem vindo a defender já há 20 ou 30 anos, só agora estão a ser pensadas por alguns economistas e até políticos como alternativas para Portugal sair da crise. Como vê, pelo que disse anteriormente e pelo que digo agora, o Senhor Dom Duarte reúne, em si, as principais qualidades que se podem esperar de um bom, justo e consciente rei.

Fonte: Mundiario

26 de fevereiro de 2016

Duque de Bragança inaugura exposição em Salvaterra de Magos



S.A.R., D. Duarte Pio, o Duque de Bragança, vai marcar presença na inauguração da exposição "Memórias de uma Vila Real", que se realiza no próximo sábado, 27 de Fevereiro, pelas 15 horas, na Falcoaria Real de Salvaterra de Magos.
A cerimónia de inauguração desta mostra, que faz parte do programa oficial da 20ª edição do certame gastronómico "Mês da Enguia", inclui a actuação da violinista Natalia Juskiewicks.

25 de fevereiro de 2016

Sempre Rei de Todos!

Dom Manuel II Sempre Rei


Um Rei cuida do Seu Povo como um Pai. Uma das diferenças entre um Rei e um Presidente é que o Povo há-de ser sempre o Povo do Rei, e não uma massa de população que serviu o propósito de eleger um político.
Rei sem Povo não é Rei, Povo sem Rei não é Povo’, proferiu Dom Luís Álvares de Castro, 2.º Marquês de Cascais, tendo como interlocutor El-Rei Dom João V que bem compreendeu o axioma e o pôs em prática com toda a Sua Magnanimidade.
O Reinado de um Monarca é uma missão ao serviço da Nação e, os príncipes eram educados pelos seus doutos preceptores precisamente para isso. Isto posto, um Rei nunca protesta estorvo e/ou embaraço no contacto com o Seu Povo, pois tem arreigado esse trato como sendo algo de natural.
Ora a Nação é uma comunidade estável constituída, historicamente, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns e o Povo é usualmente concebido como um conjunto de indivíduos, que num dado momento histórico constitui a Nação. Assim, a função do Rei é encarnar esse espírito comum da Nação o que o torna num Monarca ao serviço do Povo!
No nosso País, em Monarquia, sempre foi assim!
Só o Rei lê o Povo, indaga cada camada da população, apreende a sua realidade, e através de uma atitude racional chega ao que acredita será o reflexo da vontade do Povo. Essa é uma tarefa quase infinita e a preparação começa com a educação do herdeiro presuntivo da Coroa – o País, a sua idiossincrasia, não é uma realidade que se pode apreender de um momento para o outro.
Para conhecer o Povo é necessária presença, dirigir-se à própria matéria, face a face, auscultar, permitir a espontaneidade, sair da confortável área da preguiça espiritual para conhecer a «substância», e ouvindo as pretensões mais exageradas e os anelos mais essenciais, filtrar, misturar esses anseios e formar em consciência o que será o corpo do bem da coisa comum para depois melhor o defender junto dos políticos.
Veja-se o caso d’El-Rei Dom Manuel II que, em verdade, de tudo se inteira, tudo tinha de saber, sobre tudo tinha opinião, que percorria as ruas sondando e interagindo com o Seu Povo, que visitava os doentes nos hospitais, não por piedade, mas levando-lhes o tão importante agasalho espiritual. Ele que tinha por avoengos os Imperadores romanos da Dinastia Comnenus e Paleólogo, os Reis Capetos de França, a estirpe real dos Orleães, os Saxe-Coburgo e Gotha, os Imperadores da Hispânia, o Rei Fundador Afonso Henriques; Ele que privava com os maiores Reis da Terra, mostrava-se português em tudo e não se fazia rogado em estender a mão e a Sua palavra fácil e amistosa a qualquer súbdito.
El-Rei Dom Manuel II de Portugal num interesse atento entregava constantemente um sorriso, mostrava-se sempre genuíno, tal como na sua «Doutrina ao Infante D. Luís», o douto humanista Lourenço de Cáceres recomendava ao Rei “que se não aparte da afalibilidade nem dê pouca parte de si ao povo, pois que não há erro mais nocivo para quem seja de senhorear ânimos portugueses!” Ah, berço abençoado!!!
‘Os homens de hoje, como eu, crêem com ardente fé na redenção da nossa Pátria pelo Povo, o qual intervindo, a exemplo de outros países, de um modo directo, consciente dos próprios interesses e, ouso, dizer, preponderante no andamento dos negócios públicos, há-de regenerar fundamentalmente a sociedade…, põem todas as esperanças, como uma espécie de fetichismo, na vontade indomável, na largueza de vistas, na energia que em Vossa Majestade são preciosas qualidades individuais, mas também qualidades inalteradamente herdadas’, escreveu o socialista Alfredo Achiles Monteverde a El-Rei Dom Manuel II, em 07 de Outubro de 1909.
Não era um Monarca de trato enfatuado, e em Portugal também nunca os houve; El-Rei Dom Manuel II mantinha uma relação directa com o povo, e sentiam gosto em estar entre gente comum e quando abordado por qualquer pessoa fosse de que classe entabulava, quase familiarmente, uma conversa. Já D. Aleixo de Menezes acautelava El-Rei Dom Sebastião: ‘o excesso de afabilidade, senhor, não compromete a autoridade do príncipe…’. É verdade, confirmou-o o insuspeito Eça de Queiroz no encómio “A Rainha”: ‘No tempo dos nossos velhos reis, ao contrário, todos os educadores de príncipes lhes ensinavam o alto dever real de comunicar docemente com o povo.’
E mesmo depois de deposto pelos bacharéis pífios do Partido Republicano Português e pela organização terrorista Carbonária na golpada revolucionária e anti-democrática do 5 de Outubro de 1910, El-Rei Dom Manuel II colocou-se sempre ao serviço dos Portugueses.
Miguel Villas-Boas

24 de fevereiro de 2016

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança presente no 2.º Festival de Camélias de Monchique



O 2.º Festival de Camélias de Monchique realizou-se nos dias 19, 20 e 21 de Fevereiro, no Parque de São Sebastião.
Ao longo dos três dias, o evento contou com uma série de iniciativas que visaram mostrar o esplendor de uma flor que é considerada como um dos elementos diferenciadores do concelho.
À semelhança da edição anterior, o festival contemplou um programa de actividades diversificado como o concurso «Camélias em flor – encanto e beleza natural», o mercado de camélias, a rota das camélias, o concurso de fotografia, a mostra de artesanato e doçaria, e vários workshops. Mas este ano a organização apostou em novos momentos culturais como apresentações de teatro circo, concertos de violino e harpa céltica, bem como nas atuações do grupo coral da Academia Sénior e do grupo de Ginástica Rítmica do Clube Desportivo e Cultural da Nave (CDCN).
O primeiro dia do certame ficou marcado pela acção de plantação de cem camélias em vários espaços públicos e escolas do concelho, assim como pelo concerto do «Trio DellAcqua», que se realizou na Igreja Matriz. De acordo com a Câmara Municipal de Monchique (CMM), entidade organizadora do evento, «o objetivo da plantação das cameleiras foi sensibilizar a comunidade escolar e população em geral para a importância desta flor no área do concelho, uma vez que no sul de Portugal, apenas em Monchique esta planta encontra as melhores condições para se desenvolver, contribuindo e muito para a beleza do Jardim do Algarve».
Um dos pontos altos do evento teve lugar no sábado, com a visita de D. Duarte Pio de Bragança, um entusiasta desta flor, que participou na entrega dos prémios do concurso «Camélias em Flor».
Na sua intervenção, Rui André, presidente da CMM, mencionou que a origem das camélias em Monchique deve-se a Pêro da Silva, fundador do Convento de Nossa Senhora do Desterro e vice-rei da Índia, embora «não existam documentos que comprovem tal facto». O edil explicou que «a origem das camélias vem do oriente e alguém teve que as trazer para cá e foi partir daí que todas as famílias, principalmente as mais abastadas, começaram a ter nos seus quintais um exemplar dessas flores. Os maiores exemplares de camélias que temos em Monchique são esses pé-mãe, espécies que deram origem às que existem nas casas senhoriais, no convento e no hospital, por isso o que fizemos não foi mais que honrar este passado e este património, através deste evento, lançando o desafio a todos os monchiquenses de nos mostrarem os exemplares que guardam em suas casas».
O autarca agradeceu a participação de todas as famílias e expositores que participaram na mostra de camélias, que «não fica atrás de muitas outras que se fazem em Portugal» e aproveitou a oportunidade para apresentar novos planos relacionados com esta flor, nomeadamente, a recolha e referenciação de camélias para a realização de um estudo e a constituição de um «Jardim de Camélias», onde vão estar os «exemplares das melhores camélias que existem em Portugal e que podem ter uma grande atractividade nesta altura do ano».












Fotos: Ana Mateus

23 de fevereiro de 2016

O cidadão monárquico

Será a relevância que atribuirmos à defesa da democracia, de uma  melhor democracia, para uma melhor sociedade e de para uma atividade política mais credível, que permitirá aos portugueses ultrapassar algumas convenções do republicanismo que enchem como trompas os ares. Também o absolutismo ou o imperialismo napoleónico incorporaram ideais igualitários visando uma cidadania consciente, mas os tempos desta nossa democracia republicana, herdeiros, é certo, daquelas ideias do século XVIII e XIX, estão a produzir muito aceleradamente a falência do sonho de justiça social, do projeto de vida e da credibilidade política.
   O nosso empenho é, para contrariar este plano inclinado, a monarquia constitucional, onde não tem lugar nem a ambição pessoal nem aspetos partidários na representação do Estado, mas a afirmação de uma independência de fato além de interesses particulares, a promoção de uma estratégica de longo prazo para os objetivos comuns à democracia, a voz dos mais pobres - que não estão representados em sindicatos e não têm voz. 
   Sendo que, na experiência de nossos dias, a monarquia constitucional é a mais avançada forma social e política presente na política europeia, quer na área social, cultural e económica.


22 de fevereiro de 2016

Corrupção, desporto nacional!

Anda a par com o futebol, o equipamento é conhecido, limousine preta e colarinho branco, joga-se nos camarotes, o treino é à porta fechada. Tem observatórios, candidatos à presidência da república, artigos de fundo nos jornais, mas nada disso a incomoda. Como é omnipresente, é muito difícil dar por ela! Por estar em toda a parte é muito difícil condená-la. Às vezes é apanhada na rede de algum pescador desprevenido. Como é peixe graúdo dá cabo da rede e não se aproveita nada. O rasto é fácil de seguir. Oscila entre a política e o comentário na televisão. Como o futebol é a coisa mais importante deste país, ganha eleições à conta disso. A partir daí tem caminho aberto e pode fixar-se onde quiser. Normalmente escolhe uma autarquia, ou então, deriva directamente para os negócios. Enriquece. A lei, em que normalmente participa, não lhe toca. E se lhe toca, nada a impede de continuar a receber honras e medalhas. As coisas parecem estar a mudar um bocadinho mas até há pouco tempo o futebol era um dos terrenos mais seguros para a prática da modalidade. Tem é que ganhar campeonatos e manter-se no activo. A não ser assim torna-se vulnerável. Não me perguntem porquê.


Saudações monárquicas
 

Fonte: Interregno

21 de fevereiro de 2016

Um divórcio de mil anos

Se no encontro do Papa Francisco com o Patriarca de Moscovo não se ultrapassaram todas as diferenças, criou-se um clima de diálogo e confiança, via para a reunificação das 2 principais igrejas cristãs


“Por vontade de Deus […], nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história”. Não podia ser mais solene o início da declaração conjunta do Papa Francisco e do Patriarca de Moscovo, Kirill, no termo da reunião que ambos travaram, no passado dia 12 de Fevereiro, no aeroporto internacional de Havana, em Cuba.

Que se tratou de um encontro histórico, não há qualquer dúvida. Depois de mil anos de separação, o bispo de Roma, que preside à Igreja católica universal, encontra-se com o patriarca de Moscovo e de toda a Rússia. Sendo este um dos principais dignitários da Igreja chamada ortodoxa, não é contudo a sua cabeça suprema porque, entre os ortodoxos, ao contrário do que acontece com os católicos, nenhum bispo goza do poder de jurisdição universal. A bem dizer, Kirill nem sequer é o mais importante bispo ortodoxo, porque essa primazia, embora meramente honorífica, cabe ao patriarca de Constantinopla que, contudo, tem uma importância eclesial diminuta, dado o residual número de fiéis da sua diocese, na qual, como no restante ex-império otomano, prevalece, com esmagadora maioria, a religião islâmica.

Desde tempos que remontam ao histórico encontro entre o Beato Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, as relações entre a Santa Sé e o patriarcado de Constantinopla têm-se pautado por uma grande cordialidade, atendendo que ambas as sedes episcopais se consideram instituídas por dois apóstolos irmãos: S. Pedro, primeiro bispo de Roma, e S. André, a quem o patriarcado de Constantinopla atribui a sua fundação.

O mesmo não se pode dizer das relações entre a Santa Sé e o patriarcado de Moscovo, que superintende às demais dioceses em território russo, bem como às dioceses sufragâneas que, um pouco por todo o mundo, se encarregam da assistência espiritual dos ortodoxos da diáspora. Com efeito, já vários pontífices romanos tinham querido ir a Moscovo ou, pelo menos, encontrar-se com o patriarca moscovita, mas sem êxito. Uma das razões para essa atitude dos ortodoxos russos prende-se com a questão dos uniatas – católicos orientais unidos a Roma, como os ucranianos greco-católicos que Estaline integrou, à força, na Igreja ortodoxa – e à criação de dioceses católicas nos territórios do patriarcado de Moscovo, que os ortodoxos entendem ser um acto hostil de desleal concorrência. Por outro lado, subsistem as razões teológicas que motivaram, no termo do primeiro milénio da era cristã, o cisma que dividiu a cristandade em dois grandes universos: o católico, sob a suprema autoridade do papa; e o ortodoxo, composto por todas as sedes episcopais que não aceitam a jurisdição universal do bispo de Roma.

Como expressamente se diz no nº 5 da declaração conjunta, o Papa Francisco e o Patriarca Kirill reconhecem que, não obstante a “tradição comum dos primeiros dez séculos”, “estamos divididos por feridas causadas por conflitos do passado distante ou recente” e por não poucas “divergências […] na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus”. De facto, este primeiro encontro não teve por objectivo ultrapassar essas discrepâncias teológicas mas, sobretudo, estabelecer um clima de confiança entre as duas principais tradições cristãs, sobretudo pela afirmação do que lhes é comum e, mais ainda, pela urgência e “necessidade de um trabalho comum entre católicos e ortodoxos” (nº 3; cfr nº 28, etc.).

Passando revista à situação mundial, o Papa Francisco e o Patriarca Kirill concordaram em deplorar as perseguições aos cristãos (nº 8), ao mesmo tempo que enalteceram o testemunho heroico dos novos mártires (nº 12). Ambos pediram que se restabeleça a paz no Médio Oriente (nº 9); chamaram a atenção da comunidade internacional para a situação dramática na Síria e no Iraque (nº 10); e exigiram uma resposta global para o flagelo do terrorismo e para o perigo de uma terceira guerra mundial (nº 11). Os dois bispos cristãos também declararam que o diálogo inter-religioso deve recordar que “são absolutamente inaceitáveis as tentativas de justificar acções criminosas com invocações religiosas”, porque “nenhum crime pode ser cometido em nome de Deus” (nº 13).

É verdade que este encontro histórico, o primeiro entre um papa e um patriarca ortodoxo de Moscovo, não pôs termo a dez séculos de cisma mas, como se costuma dizer, Roma e Pavia não se fizeram num dia … Mesmo que ainda não se tenham ultrapassado todas as divergências, estabeleceu-se um clima de diálogo e de confiança recíproca, que é já caminho para a tão desejada reunificação das duas principais igrejas cristãs. É preciso agora que os católicos, sem renunciarem à integridade da fé que professam, tenham uma atitude acolhedora para com estes irmãos separados, e caminhem ao seu encontro. Outro tanto se pede aos ortodoxos. Se ambos assim fizerem, será possível chegar à unidade, até porque, como ensina a sábia sabedoria popular, todos os caminhos vão dar a Roma!


Fonte: Observador

20 de fevereiro de 2016

Festival das Camélias traz a Monchique flores da Casa Real Portuguesa e dos Parques de Sintra

A chuva e o vento não estão, este ano, de feição para as camélias, apesar de estas até florirem no Inverno, mas nem por isso o Festival dedicado a esta flor, em Monchique, vai ter menos brilho. Para mais porque, além dos expositores do concelho, o Festival das Camélias vai contar este ano com a participação especial da Casa Real Portuguesa e dos Parques de Sintra.

camélia


O Festival, que começa no dia 19, e se prolonga até domingo, 21 de Fevereiro, integra a exposição e concurso, bem como um mercado de camélias, uma plantação dessas plantas, mostra e venda de artesanato e doçaria, teatro-circo, concertos musicais, declamação de poesia, a apresentação de um livro, workshops para aprender a fazer camélias em pasta de açúcar ou em doce branco, outra oficina sobre «Chá de Camélia Sinensis», seguida de degustação de chá, uma exposição de chapéus com camélias criados pelos alunos do 4º ano da Escola EB1 de São Pedro, o concurso de fotografia e ainda uma rota à descoberta das camélias existentes nos jardins monchiquenses.
Estes três dias intensos, dedicados à delicada flor que veio da China e tão bem se adaptou à fresca Serra de Monchique, abrem, na sexta-feira, às 10h00, com uma acção de plantação de Cameleiras no concelho, que contará com a participação dos alunos do Agrupamento de Escolas de Monchique, Academia Sénior e população em geral.
Rui André, presidente da Câmara local e ele próprio entusiasta coleccionador de camélias, revelou ao Sul Informação que será plantada cerca de uma centena de cameleiras «de bom porte, já com uns dois metros de meio, nos jardins da vila». «Queremos dar o exemplo, plantando estas árvores que dão uma flor tão bela, em pleno Inverno. Tudo para mostrar que, em Monchique, há flores mesmo no Inverno».
Mas regressemos ao programa destes três dias intensos. Na sexta-feira à noite, às 21h30, a Igreja Matriz recebe o concerto «Natureza Cantada», pelo Trio Dell´Acqua.
No sábado, enquanto os expositores, este ano em maior número, montam as suas bancas entre as 9h00 e as 11h00, começa o 2º Concurso de Fotografia “Camélias de Monchique”, que tem como ponto de encontro, às 09h30, o Parque de S. Sebastião. As inscrições estão abertas até amanhã, dia 16 de fevereiro, com o regulamento disponível em www.cm-monchique.pt. Ao que o Sul Informação apurou, este ano já há mais fotógrafos inscritos no concurso.
Às 11h00, abre a exposição e concurso “Camélias em flor – encanto e beleza natural”, bem como a exposição dos chapéus com camélias, as mostras de artesanato, doçaria e das fotografias do 1º concurso de fotografia.
Os espetáculos de teatro-circo que se vão sucedendo, às 11h00, às 12h30, às 15h00 e às 16h30, pelo grupo Molière Produções, têm, como nem poderia deixar de ser, as camélias como tema e mote.
A abertura oficial do Festival, com as entidades convidadas, está marcada para as 16h00, integrando ainda a entrega de prémios do concurso “Camélias em Flor – encanto e beleza natural”. Uma hora depois, terá lugar a apresentação do livro «Camélias de Portugal» de Jorge Garrido.
O programa termina às 18h00 com um concerto de violino, encerrando o segundo dia do festival às 19h00.
No domingo, 21 de Fevereiro, o programa começa com a Rota das Camélias, um passeio a pé e de autocarro, à descoberta das flores mais belas dos jardins públicos e privados do concelho de Monchique. Se quiser participar, tem que se inscrever até dia 17 (porque a logística da rota obriga a usar um autocarro), através do email infos@cm-monchique.pt, enviando nome, localidade e contacto telefónico.
Ao longo do dia, além da continuação da exposição e do mercado de camélias e ainda das mostras variadas, haverá workshops com pastelarias locais para aprender a fazer camélias em pasta de açúcar ou doce branco, uma oficina sobre «Chá de Camélia Sinensis», seguida de degustação, pela Casa de Chá Ochalá, espetáculos de teatro-circo, de dança e de poesia.
Depois de um momento musical com harpa céltica, a segunda edição do Festival das Camélias de Monchique encerra às 19h30, após três dias intensos dedicados a mais uma maravilha natural desta serra algarvia.

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança visita este sábado o Festival das Camélias de Monchique

D. Duarte de Bragança e o ministro da Cultura João Soares visitam este sábado à tarde o Festival das Camélias de Monchique.

camélia

SAR, D. Duarte, ele próprio um entusiasta desta flor, vai estar presente, às 16h00, na entrega dos prémios do concurso “Camélias em Flor – encanto e beleza natural”.
Esta manhã (sexta-feira 19 de Fevereiro), na abertura do 2º Festival das Camélias, a Câmara Municipal de Monchique, em parceria com as Escolas EB 1 de Monchique (S.Roque e S.Pedro) e a Academia Sénior de Monchique, plantaram cem camélias, de variedades diversas, em espaços públicos e escolas da vila.
O objectivo da plantação das cameleiras é «sensibilizar a comunidade escolar e população em geral para a importância desta flor no área do concelho, uma vez que no Sul de Portugal, apenas em Monchique esta planta encontra as melhores condições para se desenvolver, contribuindo e muito para a beleza do Jardim do Algarve».

19 de fevereiro de 2016

O Rei À Disposição Do Povo

Rei Dom João I e o Juíz


O papel democrático dos municípios tornava-o em real representante de toda a comunidade local diante do Rei, que valorizava o apoio popular.
Esses conselhos municipais compostos por ‘vizinhos’ tinham capacidade política e um enorme conjunto de liberdades fundamentais, regalias e seguranças, normalmente consignadas em carta de Foral – que elencava as matérias relativas à liberdade das pessoas, ao direito de asilo, à defesa dos direitos em juízo, à tributação, à inviolabilidade do domicílio – tudo isto em plena Idade Média.
A importância destes concelhos era tal que eram enviados representantes às cúrias extraordinárias, as Cortes, tendo assim participação na governação.
Recorde-se a Monarquia democrática da Dinastia de Aviz, esse tempo Real, mas igualmente popular no qual, a qualquer hora do dia ou da noite o Juiz do Povo se poderia apresentar no Paço à Presença do Rei e reclamar de injustiças ou peticionar graças – que diria, hoje, Sua Excelência O Senhor Protocolo de Estado sobre isto?!
Miguel Villas-Boas

18 de fevereiro de 2016

DOM DUARTE NUNO DE BRAGANÇA PARA O PANTEÃO DOS BRAGANÇAS EM SÃO VICENTE DE FORA


S.A.R., Dom Duarte Nuno de Bragança, Rei aclamado pelas Instituições Monárquicas em 1933 (ano em que a Constituição do Estado Novo de Salazar foi imposta) deveria repousar no Panteão dos Braganças em Lisboa no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa. É mais que justo que assim seja porque serviu Portugal assim como toda a sua família, nunca deixaram de amar a Pátria da qual o seu avô teve que se exilar, é mais que justo porque defendia uma Monarquia Constitucional Democrática porque conhecia a realidade da Aústria Nazi de Hitler, é mais que justo porque Salazar decretou luto nacional de três dias na morte de Hitler e Dom Duarte Nuno protestou contra tal facto. É mais que justo que um homem com o nome Bragança como o outro ramo Bragança (o Saxe-Coburgo-Gotha) esteja ao lado dos seus famíliares que lutaram pela Independência de Portugal, pela Pátria e por todos os portugueses em terra e além mar. O Estado Português devia fazer-lhe Honras de Estado porque serviu Portugal quando a raposa Salazarenta nem sequer a África ia, o Estado Português devia também dar um pedido de desculpas à Família da Casa de Bragança da quaS.A.R., Dom Duarte Pio de Bragançaseu filho, é o Chefe actual.

Fonte: O Ouriço
Publicado por: Família Real Portuguesa

17 de fevereiro de 2016

Liberdade Foi… Em Monarquia – Parte II

Greve Geral 1911 1912


Acossado pela censura, escreveria Fernando Pessoa in Da República:
‘Na Monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa.’
Aos que reclamavam a república pelo panfletário, por exemplo de umas Cartas Políticas de Chagas, a Monarquia respondia com bonomia afabilíssima, com a suprema elegância, com uma quixotesca transigência, esquecendo que a prudência, também, é audácia!
Eis a diferença entre duas épocas, eis a diferença entre dois regimes!
‘Eu bem sei que seria mais fácil, e menos penoso para nós, o tratar de agradar a todos; mas espero que um dia a opinião pública, que felizmente não é sempre a opinião que se publica, saberá fazer-nos justiça’, notava El-Rei Dom Carlos I de Portugal, acossado por uma campanha de detracção, má-língua, falta de respeito que só poderia existir num clima de total liberdade de opinião e de imprensa.
O republicano Brito Camacho enunciou a agenda propagandística republicana: ‘quanto mais liberdades nos derem, mais delas usaremos contra eles’. De facto, um dos maiores auxílios ao ideal republicano foi o uso da imprensa como veículo de propaganda e efervescência junto da minoria alfabetizada e sobretudo ilustrada, pelo que sempre se concluiu que a revolução foi imposta por uma elite minoritária que aproveitou o clima de liberdade e se apropriou dos meios de reclame do ideal que exaltou mentirosamente como receita de salvação nacional.
A liberdade de associação e de organização permitiu que a Maçonaria nas lojas dos Grandes Orientes, mesmo já transformada em organização conjurante, livremente exercesse a sua actividade conspiratória sem qualquer incómodo por parte da Polícia Preventiva.
O maior alvo desta campanha foi sem dúvida El-Rei Dom Carlos I e, também, um pouco a Rainha Dona Amélia.
El-Rei via a Sua caricatura espalhada por jornais e panfletos, colocados em quiosques e cordéis e sempre associada à crítica satírica e não raras vezes violenta da legenda. Bem mais agradável é criticar do que louvar: o republicanismo era um ideal só de garganta! Um dos expoentes máximos desta perseguição foi Rafael Bordallo Pinheiro, o esteta, o Makavenko, que tinha tanto de talentoso como de impertinente, e que fazia do Rei e da Monarquia alvos predilectos. Sem qualquer limite, sem qualquer censura, não raras vezes ultrapassou os limites da decência que hoje fariam corar as leis que protegem certos responsáveis políticos e o regímen. A merecer calabouço, Bordallo Pinheiro antes recebia do bom Rei e da Polícia, indulgência.
Tal qual modo havia sindicatos, partidos de todas as áreas políticas, partidos Monárquicos de todas as facções e tendências (Regenerador, Liberal, Progressista, Miguelista, Nacionalista) até partido republicano que pretendia o derrube da Monarquia, mas que desde 1878 se apresentava a eleições e cujos melhores resultados foram por ordem ascendente: 3 deputados republicanos nas eleições gerais de 26 de Novembro 1899, 7 nas de 5 de Abril 1908 e 14 deputados a 28 de Agosto 1910, sendo o normal oscilarem entre o rotundo 0 e o somítico 2.
Em 1852 surgiu o Centro Promotor dos Melhoramentos Laboriosos, aquele que se pode apelidar do primeiro sindicato português, que reunia socialistas como Azedo Gneco, Batalha Reis, etc. Também em 1871 é fundada a Fraternidade Operária, e em 1875 o Partido Socialista denominado a partir de 78 de Partido dos Operários Socialistas de Portugal e cujo dirigente, o supra-citado Azedo Gneco, dirigiu-se desta forma a El-Rei Dom Manuel II:
‘Venho agradecer reconhecidíssimo o bilhete e a carta que V. M. houve por bem enviar-me e o interesse que V. M. continua a tomar pelos seus operários. Mal sabem eles do alto patrocínio que tão eficazmente os está auxiliando neste momento’.
No desfile do 1.º de Maio de 1897 marcaram presença 50.000 trabalhadores, sem qualquer perturbação, e sem intromissão das autoridades. O socialista Luís Figueiredo afirma: ‘A Monarquia tem a virtude de actuar como instituição moderadora’A esse entendimento não era alheio a possibilidade de fazerem comícios livremente e de estar consagrado o direito à greve.
Depois, a Monarquia é deposta pela golpada republicana e tudo muda: Afonso Costa, Ministro da Justiça do governo provisório de 5 de Outubro de 1910 – sem eleições – anuncia novo programa político do Partido Republicano Português em 29 de Agosto de 1911 e anula os resultados das eleições de 28 de Agosto 1910 na qual o Partido Republicano Português obterá uns meros 9% e anuncia o PRP como o partido único da República. Alia-se no governo à família Rodrigues, com Rodrigo a ministro e Daniel como governador civil de Lisboa, a dupla que fomenta a formiga branca. Segundo João Chagas,  ’a sua obra política é sempre dirigida contra alguma coisa ou contra alguém.’ Para Machado Santos,  o líder militar da revolução, Afonso Costa era ‘o mais audaz, o mais inepto e o mais imoral de todos os tiranos.’
Dois meses, imediatamente, à proclamação da república, o jornal O Sindicalista num artigo de sugestivo título, ‘Quem Tem Ganho?´ faz eco das queixas dos operários e dos sindicatos relativamente às limitações impostas pelo governo do PRP ao direito à greve.
A 14 de Janeiro de 1911 uma greve geral dos ferroviários é fortemente reprimida e em 1912 rebentam as greves dos operários lisboetas e dos trabalhadores rurais alentejanos e que sofrem grave repressão policial, sendo tomada de assalto a Casa Sindical e feridos e detidos centenas de sindicalistas e operários. Cereja no topo do bolo, em 1913, o governo de Afonso Costa proíbe o desfile do 1.º de Maio.
O jornal a Batalha Socialista, que haveria de ser arrasado, escreveu:
‘Estamos a dois anos e meio da proclamação da república, e somos forçados a confessar que nenhuma das promessas sedutoras, que tanto falaram ao espírito das multidões, se cumpriu ainda. A situação do operariado, longe de melhorar, agravou-se.’
Estava tirado o retrato à I.ª República! Liberdade… foi em Monarquia!
Miguel Villas-Boas

16 de fevereiro de 2016

O Presidente de Tão Poucochinhos Portugueses!

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De há muitos anos que os candidatos mais relevantes à Presidência da República, interpretando o que entendem dever ser um Chefe de Estado numa democracia constitucional se propõe a votos com slogans do género “O Presidente de todos os Portugueses”.
E uma vez mais os Portugueses vieram demonstrar qual a sua posição em relação à relevância que entendem ter a Chefia de Estado no regime republicano.
De facto, o que temos vindo a assistir é um acréscimo do número de portugueses que não acham que devem sufragar ou legitimar a eleição do Chefe de Estado. O que é estranho, num regime semi-presidencialista onde estão reservados ao Chefe de Estado poderes determinantes na condução da vida pública.
Nesta eleição os que não entenderam sufragar o Presidente da República são quase o dobro daqueles que o elegeram. Ou para ainda ser mais claro - três em cada quatro portugueses não votaram no Presidente da República que agora dirá ser “de todos os portugueses”.
Claro que isto só quer dizer o que quer dizer. Mas que é muito se quisermos tirar todas as ilações do tão pouco que hoje um Presidente agrega ou representa no interesse e na adesão dos Portugueses.
Este Chefe de Estado não consegue nunca ser o Chefe da Nação.
E com isso fica tremendamente diminuída a natureza e a força da sua intervenção. Se a existência de um Presidente da República tivesse por exemplo que ir a Referendo – afinal nunca os Portugueses escolheram livremente a forma republicana de regime, está comprovado que nunca iríamos ter Presidente da República!
 O que também diminui a força da instituição republicana que afinal se tem ancorado no facto decisivo de o Chefe de Estado ser escolhido pelos Portugueses.
Ao contrário os Portugueses, ou pelo menos a sua esmagadora maioria, recusa a relevância do sufrágio para a Chefia de Estado o que não deixa de poder ser lido como uma recusa sonora ao principal argumento dos defensores da nossa República.
Em suma, a República não consegue cativar os portugueses para, por um lado, valorizarem o sufrágio neste tipo de eleição e, por outro lado, proclamarem o Presidente da República como o garante da independência, da coesão e da identidade nacional, o que legitimaria o tão ambicionado epíteto de “Presidente de todos os Portugueses”.
Agora sim podemos falar de uma vitoria conseguida por muito, muito poucochinho!

António de Souza Cardoso
Presidente da Causa Real

Fonte: Causa Real

15 de fevereiro de 2016

Eutanázis?

A legitimação do homicídio dos anciãos e dos doentes crónicos ou terminais significa a falência do modelo social humanista e um abissal retrocesso civilizacional.

Um amigo dizia-me há já algum tempo que, na Alemanha, nenhum partido se atreve a propor a despenalização da morte assistida porque a eutanásia nazi está ainda muito presente na memória do povo alemão. Se assim for, é de saudar que os malfadados fantasmas de Hitler, Himmler e Mengele sirvam para manter erguido esse bastião do mais fundamental de todos os direitos.
Um país, que cede no princípio da inviolabilidade da vida humana inocente, cruza a fronteira que o separa da barbárie. Permitir a eliminação dos doentes, dos velhos e dos não-nascidos é relativizar o valor dos seres humanos, sobretudo dos mais frágeis. A eutanásia e o aborto provocado, por mais que eufemisticamente pretendam ser, respectivamente, o exercício de um pretenso direito a uma morte digna, ou uma mera interrupção voluntária da gravidez, na realidade são, quer se queira ou não, homicídios voluntários.
Hitler foi um dos precursores da eutanásia: à chegada aos campos de concentração, os deportados eram submetidos a um processo de selecção, a que se seguia a eliminação dos que fossem tidos por inaptos. Um tal procedimento não é comparável com as actuais propostas relativas à morte assistida, porque esta há-de ser sempre, por ora, voluntária. Mas, que fazer em relação às crianças gravemente doentes e aos dementes? Se se admitir a possibilidade da sua eliminação, por uma decisão de terceiros, como já acontece em relação aos nascituros, a sua morte já não seria voluntária. A eutanásia, como o aborto provocado, são contrários ao humanismo cristão, que se define pela defesa da vida humana desde o seu começo, no momento da fecundação, até ao seu termo, ou seja a morte natural.
A aceitação do princípio da precariedade da vida humana inocente pressupõe um novo paradigma jurídico-político. A doutrina social da Igreja e as declarações universais dos direitos dos homens e dos cidadãos estabeleceram as bases do ordenamento jurídico humanista. A eventual legitimação jurídico-positiva do homicídio dos anciãos e doentes crónicos ou terminais e dos não-nascidos, mesmo saudáveis e concebidos por livre vontade dos seus progenitores, significa a falência do modelo humanista e um abissal retrocesso civilizacional. Na realidade, implica um regresso à lei da selva porque, como então, serão os mais fortes a prevalecer sobre os mais fracos, sendo estes os doentes crónicos e terminais, os mais velhos e os nascituros. Ora o direito tem precisamente por missão defender os mais débeis frente à prepotência dos poderosos: a tal está obrigado por um imperativo de justiça social. Caso contrário, como lembrava Bento XVI no parlamento alemão, pouco ou nada distinguiria o Estado de um grupo de malfeitores.
É verdade que algumas vidas humanas são penosas, sobretudo no seu termo, e por isso, não devem ser artificialmente prolongadas. Mas o encarniçamento terapêutico, que é eticamente condenável e que São João Paulo II terá recusado no final da sua vida, não pode servir de pretexto para que se introduza no ordenamento jurídico o princípio de que a vida humana é descartável. Admitir que o direito à vida, por razão da idade ou das capacidades do sujeito, pode ser relativizado, é criar um precedente para o extermínio de seres humanos politicamente indesejáveis por razão da raça, como aconteceu na Alemanha nazi, ou por motivos ideológicos, como ocorreu na Rússia soviética e na ditadura militar argentina.
Portugal pode-se orgulhar de ter sido um dos primeiros países a abolir a pena de morte, mas pode contradizer a sua tradição humanista se ceder à pressão dos grupos que promovem abertamente a eutanásia e que têm expressão na vida política, na comunicação social e na opinião pública.
Não será, por isso, despropositado recordar que menos de um século nos separa da barbárie nazi, responsável pelo extermínio de milhões de inocentes. Certamente, nem todos os alemães eram nacionais-socialistas, nem muito menos assassinos, mas a sua indiferença e a sua complacência com a política racista e eugenista de Hitler, e do seu pequeno grupo, permitiu um dos piores genocídios de que há memória na história da humanidade.

Fonte: Observador

14 de fevereiro de 2016

Assim Falou O Rei!

Dito Rei D. Pedro V


’As nossas desagradáveis questões políticas têm feito esquecer a natureza verdadeira das cousas, e para os seus fins tem confundido tudo.’
– El-Rei Dom Pedro V de Portugal in ‘Escritos d’El-Rei D. Pedro V’
Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

13 de fevereiro de 2016

Prémio MIL Personalidade Lusófona 2015: D. Duarte de Bragança

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“Tal como ocorreu nos três primeiros Congressos, também neste se entregará o Prémio Personalidade Lusófona, promovido pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono, com o patrocínio do Instituto Internacional de Macau. Depois de já termos premiado Lauro Moreira, Ximenes Belo, Adriano Moreira, Domingos Simões Pereira, Ângelo Cristóvão e Gilvan Müller de Oliveira, o premiado deste ano será D. Duarte de Bragança, em reconhecimento de todo o seu incansável trabalho em prol da difusão do ideal da Lusofonia, algo que, como podemos testemunhar, transcende por inteiro as posições pró-monárquicas ou pró-republicanas.”
Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono
Prémio a ser entregue no primeiro dia do IV Congresso da Cidadania Lusófona: 22 de Março, às 17h, na Sociedade de Geografia de Lisboa.
Fonte: MIL: Movimento Internacional Lusófono

12 de fevereiro de 2016

A grande bizarria

Felizes são os ingleses, os espanhóis, os belgas, os suecos, os holandeses, os dinamarqueses, os luxemburgueses ou os noruegueses, que têm a sorte de não aturar periodicamente esta coisa sinistra das “presidenciais”.


Decididamente, esta berraria em que se envolveram nas últimas semanas umas quantas obscuras figuras do regime e um bem-sucedido comentador televisivo, foi incapaz de unir ou de mobilizar os portugueses.


O cargo, uma bizarria assente num enorme equívoco, no final de contas pode constituir uma bomba-relógio para a total ingovernabilidade do país. Ao contrário das modernas monarquias europeias, o modelo de chefia de Estado em Portugal não é um poder moderador, arbitral e suprapartidário. Sempre oriundo duma facção ideológica que disputa o poder, a legitimidade de uma maioria absoluta de votos expressos, alguns deles contrariados, concede ao Presidente a competição com a Assembleia da República pela autoridade de interferir ou até de formar um Governo, e, em última análise, a sua demissão através da dissolução do Parlamento. Perante este panorama, resta-nos rezar para que o vencedor, não sendo “apartidário”, por mais pressionado que vier a ser pelas piores circunstâncias possíveis e imagináveis, se consiga afirmar como um elemento estabilizador e construtivo. Algo que seria muito mais fácil em monarquia.


João Távora


Fonte: Económico