27 de fevereiro de 2017

O milagre dos pastorinhos de Fátima



Consta um novo milagre atribuído à intercessão dos beatos Francisco e Jacinta Marto. A notícia ainda não foi oficialmente confirmada mas, se o for, ficará aberto o caminho para a canonização dos dois mais novos pastorinhos de Fátima. Tendo em conta que a sua beatificação ocorreu em Fátima, a 13 de Maio de 2000, quando São João Paulo II peregrinou pela última vez ao santuário da Cova da Iria, não seria impossível, embora muito improvável, que o Papa Francisco ambos canonizasse no próximo dia 13 de Maio, por ocasião da sua peregrinação a Fátima, no centenário da primeira aparição mariana.

O alegado milagre só poderá ser reconhecido como tal depois de analisado por três comissões. À científica cabe provar que o facto extraordinário não é susceptível de explicação natural. A comissão teológica tem que reconhecer que o eventual milagre se deve à intercessão dos bem-aventurados Francisco e Jacinta. Por último, o pleno da Congregação para as Causas dos Santos deverá aprovar a canonização que, em última instância, é decidida pelo Papa. Nestas questões, a Igreja é particularmente cautelosa e, por isso, não é de estranhar que seja longo o processo a realizar desde o rumor de um possível milagre até à beatificação, ou canonização, do servo de Deus em causa.
Mas, mesmo que, por razão da necessária complexidade e demora deste processo, já não seja possível que o Papa Francisco os canonize por ocasião da sua vinda a Fátima, a verdade é que, a confirmar-se o possível milagre atribuído aos dois mais novos pastorinhos, está agora mais próxima a sua tão desejada canonização.

Embora muito se tenha já feito no sentido de dar a conhecer a vida santa de Jacinta e Francisco Marto, é pena que, mesmo entre os cristãos, nem todos conheçam suficientemente estes tão impressionantes exemplos de santidade. De facto, ao ler as Memórias da Irmã Lúcia – cujo processo de beatificação, concluída a fase diocesana, prossegue agora em Roma – fica-se muito impressionado com a heroica virtude a que, em muito pouco tempo, chegaram aqueles dois irmãos.

A sua mudança e conversão é tanto mais significativa quanto é certo que tais crianças eram, antes das aparições, muito normais, também nos seus defeitos infantis. A Jacinta tinha os caprichos próprios das meninas da sua idade e o Francisco fazia as travessuras comuns aos rapazes da sua aldeia: numa ocasião, por exemplo, atirou pedras aos miúdos de uma povoação vizinha, com outros garotos de Aljustrel. Outra vez, ao ver em casa um irmão mais velho que, à lareira, dormitava, só não lhe meteu pela boca um bicharoco porque o pai, in extremis, o impediu de consumar a malandrice … Nem sequer eram crianças particularmente piedosas: apesar de terem todo o dia por sua conta e os pais lhes recomendarem a reza diária do terço, nem isso faziam, para terem mais tempo para as suas brincadeiras pueris, enquanto pastoreavam os rebanhos familiares.

Se é verdade que, de início, de ‘santinhos’ não tinham nada, quando morreram eram já de uma comprovada virtude: impressiona ver a sua rija piedade, a sua mortificação heroica, a sua extraordinária devoção eucarística, sobretudo do Francisco, sempre desejoso de fazer companhia a ‘Jesus escondido’ no sacrário; o seu terno amor pela Senhora mais brilhante do que o sol que se lhes aparecera; as suas ânsias de reparação pelos pecados de todos os homens; a sua filial oração pela Igreja e pelo Santo Padre; o seu empenho em sufragar as almas do purgatório; a sua generosidade na oração e expiação pela conversão dos pecadores, aterrorizados como ficaram com a visão do inferno.

Mesmo que Fátima não estivesse associada a mais nenhum fenómeno extraordinário, a santidade dos pastorinhos seria ‘milagre’ mais do que suficiente para atestar a sua autenticidade sobrenatural. Mas é também um repto e, quase, uma provocação: se eles, em tão pouco tempo, progrediram tanto espiritualmente, porque não aprendemos nós a lição?! Porquê esta nossa demora em segui-los pelos caminhos da santidade, que eles tão heroicamente percorreram em tão pouco tempo?!

Em boa hora a Conferência Episcopal quis assinalar o centenário das aparições marianas da Cova da Iria com uma carta pastoral, “Fátima, sinal de esperança para o nosso tempo”, para ler e meditar. Para os mais novos, que bom seria dar-lhes a conhecer as vidas heroicas dos bem-aventurados Jacinta e Francisco Marto! Se Nossa Senhora confiou tanto naquelas três crianças, que escolheu para suas interlocutoras e mensageiras, porque não fazer outro tanto com os jovens das nossas famílias, catequeses e escolas?

P. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA

26 de fevereiro de 2017

Baile de Máscaras do Carnaval de 1895

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Em Fevereiro de 1895, no Carnaval, celebrou-se o mais famoso Baile de Máscaras de que há memória, em Portugal. Organizado por Sua Majestade a Rainha Dona Maria Pia no Paço da Ajuda que o bom gosto da Rainha tornara em Palácio Real ao melhor estilo das residências reais europeias, o Baile da Ajuda ficaria para a história, embora não tenha tido os custos exorbitantes que uma campanha maldizente imputou à Rainha.
Para este Baile de Máscaras, SS.MM.FF. determinaram que todos os convidados fossem mascarados. Durante a festa a Rainha D. Maria Pia usou três disfarces diferentes, o primeiro costume com que abriu o Baile, foi o de Maria Tudor, acompanhada d’El-Rei Dom Luís I trajado de Hussardo, depois a Rainha trocou por um traje de escocesa. Várias peripécias rodearam este baile, como o insólito ‘escândalo’ de um diplomata sueco que apareceu com um fardamento com uns calções que lhe deixavam totalmente a descoberto as pernas; outra ocorrência para o anedotório do acontecimento foi que, estando as suas damas de companhia da Rainha vestidas como Dona Maria Pia, para confundir os convidados, vários destes últimos se deixaram enganar e por exemplo saudaram Dona Inácia de Souza Botelho, que possuía figura semelhante à de Sua Majestade – com rapapés e salamaleques dignos, normalmente, do penhor da prerrogativa real – mas como era Carnaval, ninguém levou a mal. O terceiro disfarce da Rainha foi o de ovarina. Também, El-Rei Dom Luís I trocou três vezes de costume no Baile.
Foi no período do Renascimento que as festas que aconteciam nos dias de Carnaval passaram a incorporar os bailes de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos.
Bom Carnaval!
Miguel Villas-Boas


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Descrição do Baile publicada na Revista Arquivo Nacional, n.º 59, de 24/02/1933:

‘A Aline, a célebre modista da corte, trabalhara largamente com o seu esquadrão de costureiras francesas e a rainha não achara bastante rico e magnífico vestido de dama do século XVIII, com o qual se apresentaria no baile. Pouco a pouco, diante da arte e do gosto, do esplendor das pedrarias, afizera-se a usá-lo, mas de súbito, a sua imaginação sacudira-se num desejo novo.
Maria Inácia, filha dos Vila Real, mandara fazer um fato de varina; um molho de saias garridas; o corpete, o chapeuzinho, a que daria desenvoltura e graça e o cunho português de uma vendedeira alegre, martelando as suas chinelinhas de verniz.
Logo D. Maria Pia apeteceu disfarce igual, porque no seu espírito tão feminil se despertara a curiosidade de saber o que diriam os fidalgos da sua corte a uma varina buliçosa, na qual não reconhecessem a sua rainha. Atravessaria a sala nas suas vestes, julgando que não a conheceriam, e iria apreciar o espírito dos cortesãos. Passaria junto deles, de máscara no rosto, meter-se-ia no grupo onde as marquesas empoadas, as grandes damas de outros séculos, as caçadoras gentis, os próprios dominós de seda ocultavam as belezas e ouviria ciciar algumas frases. Sob as luzes deslumbrantes contemplaria o rei, vestido de guerreiro antigo, de elmo subido, e fixá-lo-ia uns instantes. Seria um Portugal velho, que fizera a conquista, diante da gente trabalhadora, da orla da água, que realizaria o trabalho. Ela, porém, não pensava mais nessas fórmulas mas apenas na resolução que tomara, na satisfação do seu capricho, na vontade de querer saber como as mulheres, embora da melhor sociedade, se divertiam nos bailes de máscaras, o que sempre seria muito diferente do que sentiam as rainhas. Essa ideia começava a diverti-la muito; mais do que a maravilha do seu fato de grande dama, com o qual entrara no salão.
El-Rei escolhera as galas dum cavaleiro do século XVIII e o Infante D. Augusto, facilmente reconhecível por sua desengraçada estatura de pernalta, era um mosqueteiro. A duquesa de Palmela, casada havia dois anos, por um lindíssimo Abril, vestira-se nas sumptuosidades de Isabel de Inglaterra e guardava o ar imponente, no meio da corte, no qual as formosas damas se disputavam as graças.
Corria no maior esplendor a festa realenga; encheu-se de convivas o salão de mármore, a orquestra da real câmara tocava os belos trechos de música que fazia enlaçar os pares mascarados, a aguardarem as ordens régias para mostrarem seus rostos.
A rainha confiava, cada vez mais, no seu disfarce; apareceria com as tamanquinhas, com as suas vestes de vendedeira, misturar-se-ia no baile, confundi-la-iam com a outra dama, satisfazendo a sua curiosidade. Lentamente o “mágico” Luís da Cunha lia as sinas na palma da mão, não adivinhando a do esplêndido mosqueteiro, que era o conde de Penamacor. Enfim a varina surgiu da banda do salão onde repuxava a água vinda para a bacia de um lagozinho encantador. Ia finalmente saber da galanteria dos fidalgos da sua corte para com as senhoras que não eram rainhas, escutar-lhes os dizeres elogiosos, as frases, os amavios, numa funda curiosidade de mulher e de princesa, ignorante da vida comum. Porém, só respeitosas frases ouviu como as outras damas; nem uma só gentileza se permitiram aqueles junto dos quais passava, já porque nos paços a etiqueta se guarda, através de tudo, já porque, decerto, alguém espalhara, muito rapidamente, a ideia da soberana e a sua caprichosa vontade.
Maria Pia quisera sentir o Carnaval nas suas salas, não compreendendo a atmosfera palaciana na qual não se exalta jamais a alegria até ao máximo e se vive em cuidados eternos dentro dos protocolos.’

25 de fevereiro de 2017

Monarquia, sim...sempre



Embora emane de uma apreciação generalizada, contudo não deixa de consubstanciar uma verdade quando constatamos que temos muito para nos orgulharmos enquanto fomos Monarquia e pouco enquanto somos república.

PPA


24 de fevereiro de 2017

D. Carlos I: O Sonho De Renascimento Pátrio

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‘Quanta vez O ouvi descrever a esperança de edificar um futuro grandioso para a Pátria. (…)
É claro que El-Rei não tinha a ilusão que esse sonho florisse de todo no Seu Reinado. Obras dessas não se realizam na vida de um homem. D. Manuel I foi precedido por D. João II. D. Carlos olhava para diante, a sua aspiração estava para lá da sua vida: era esse o seu melhor mérito.
E conscientemente, tenazmente, ia lançando as bases do engrandecimento pátrio, preparando o apogeu para o reinado do Seu amado Filho. Par que o Príncipe Real fosse o seu consciente e seguro continuador, o glorioso herdeiro da Sua obra, o facetador que havuia de dar o último toque de cinzel no Seu sonho d’oiro, El-Rei, de passo que preparava a força interior que era o exército, e no exterior o ambiente de consideração, com as suas viagens e as suas óptimas relações pessoais com todos os tronos da Europa: de caminho que preparava um Povo, para as nobres alegrias do futuro, educava-lhe um Rei que incarnasse e guiasse esse Povo, nos últimos trechos da marcha para o renascimento. (…)
Mas D. Carlos educava o Príncipe Real não à Sua imagem, e sim à imagem do seu ideal de Rei. Queria-Lhe todas as virtudes que torna legendário um trono, e d’Ele tudo quanto havia de bom e grande havia repassado para o Filho.
Rei e Príncipe Real
O Príncipe sabia que o Pai lhe estava preparando uma grande Pátria. O muito amor por seu Pai era, a par da admiração de filho, a profunda, consciente gratidão de Português, que assistia ao engrandecimento incessante de trabalho de patriota. (…)
Afectuoso e educado como seu Pai, em El-Rei D. Carlos tinha um retrato do que é a cortesia e o respeito, dentro do afecto. (…)
Como nós nos não podemos aperceber do movimento da Terra, por nela estarmos, o Príncipe Real não se apercebia de que Portugal, para vir a ser grande, até o tinha a Ele! Do que o Príncipe se apercebia, d’olhos gratos e enlevados, era do que muitos ainda hoje se não apercebem, – do grande Rei que estava sendo El-Rei D. Carlos, e de que florescente época de Renascimento para que o seu reinado nos estava encaminhando.’

– António Coelho Vasconcellos Porto, Ministro da Guerra D’El-Rei D. Carlos I (1908) in ‘A Marcha Para O Renascimento – El-Rei D. Carlos e o seu Reinado’, Jornal ‘O Correio – Semanário Monarchico’, 1 de Fevereiro de 1913.

Recolha do texto: Miguel Villas-Boas

22 de fevereiro de 2017

Duque de Bragança cria lar de estudantes



SAR, D. Duarte Pio de Bragança, herdeiro da Casa Real Portuguesa, anunciou quarta-feira a compra de um imóvel em São Tomé e Príncipe para transformar em Lar de Estudante, mas gerida pela Diocese são-tomense.

«Neste momento, estamos a adquirir uma casa para a diocese, para ser lar dos estudantes. As negociações estão praticamente concluídas, será uma grande satisfação e vai passar a ter o nome de São Miguel», disse D. Duarte Pio.

D. Duarte de Bragança encontra-se de visita de cinco dias ao arquipélago e foi hoje recebido em audiência pelo Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho.

Disse a saída que esse lar destina-se a albergar os alunos do interior do país e frequentam as aulas na capital.

O duque de Bragança citou ainda a agricultura familiar como outro projecto de carácter social que pretende desenvolver em São Tomé e Príncipe, tendo dito que nesse domino já iniciou alguns expedientes.

«A ideia é pôr varias instituições em cooperação para criar sinergia e trazer novas ideias», disse, sublinhando que está a pensar igualmente «em trazer especiarias orientais particularmente da Indonésia para desenvolver em São Tomé e Príncipe», como forma de combater o desemprego.

Esta é a décima visita do duque de Bragança a São Tomé e Príncipe.


Fonte: A Bola África

20 de fevereiro de 2017

Antestreia de 'Silêncio' reúne personalidades no CCB



“Silêncio”, do realizador Martin Scorsese, teve a sua antestreia no Centro Cultural de Belém e conta a história de dois padres jesuítas portugueses no Japão, numa altura em que o Cristianismo era proibido no país.


Na companhia do filho, Afonso, também D. Duarte de Bragança fez questão de estar presente: “Prefiro um bom filme a um bom livro e vejo filmes de todas as nacionalidades: russos, iranianos, chineses, japoneses… E este filme é extremamente interessante para perceber a participação dos portugueses no intercâmbio cultural e na evangelização do Oriente.”


Fonte: Lux

19 de fevereiro de 2017

Verdades mentirosas

O principal ‘interesse nacional’ é a verdade: nenhum interesse económico, partidário ou pessoal pode legitimar ‘esquemas’ contrários à lei e aos mais elementares princípios éticos da governação.

A propósito da Caixa Geral dos Depósitos, muito se tem falado, nestes últimos tempos, sobre a verdade. Sem entrar na análise do caso concreto, nem em questões de natureza bancária ou partidária, vem a propósito tecer algumas breves considerações sobre a verdade e a mentira na política, sem fazer, como é óbvio, quaisquer julgamentos pessoais.
Em tempos de relativismo, tende-se a crer que a verdade não existe, porque não é mais do que uma mera narrativa. Contudo, segundo a clássica definição de Tomás de Aquino, a verdade existe e é a própria realidade enquanto presente ao entendimento. Assim sendo, é algo objectivo e real, não subjectivo nem virtual. A verdade é consubstancial ao conhecimento e o erro advém da falta de correspondência entre a realidade e o que dela se diz. Afirmar, consciente e voluntariamente, como verdadeiro o que é falso, com o intuito de enganar, é mentir.
A verdade é tão essencial à justiça que o juiz, só depois de proceder ao apuramento dos factos, pode deles deduzir a responsabilidade civil ou criminal. Também na política a verdade é relevante: um poder não fundado na verdade não pode ser legítimo, nem justo, como Cristo fez saber a Pôncio Pilatos (Jo 18, 28-39). Não é pois de estranhar que todos os regimes totalitários, como o nazismo e o comunismo, se fundem na mentira e impeçam o conhecimento da verdade, nomeadamente através da censura.
A mentira, como os chapéus, pode ser de muitos tipos. Pode-se mentir com meias-verdades e, até, com verdades inteiras. Foi o caso do imediato que, zangado com o comandante, escreveu no diário de bordo: hoje, o capitão não se embebedou. Era verdade, mas uma verdade mentirosa, porque levava a crer que todos os dias se embebedava aquele que, não só naquele dia como também nunca antes o fizera, ao contrário do que o imediato mentirosa e maliciosamente insinuara. Portanto, não mente apenas quem, consciente e voluntariamente, afirma algo contrário à verdade, mas também quem, pelas suas palavras ou silêncios, dá a entender alguma coisa falsa.
Não vale a pena cair no ridículo dos eufemismos, como “erro de percepção” ou outros, nem derivar para minudências casuísticas. Centrar a questão na natureza da mensagem – carta, telefonema, e-mail, sms, etc. – ou no tipo de documento – informático, material, etc. – é um preciosismo farisaico, que indicia artes e manhas daquele que é “mentiroso e pai da mentira” (Jo 8, 44). Também a este propósito, o ensinamento evangélico é claro: “a vossa linguagem deve ser: ‘sim, sim; não, não’. O que passa disso vem do maligno” (Mt 5, 37).
Outra questão é a da responsabilidade moral pelos actos próprios e alheios. Quem faz uma afirmação contrária à verdade é responsável por essa mentira, mas também devem ser responsabilizados, em termos éticos e políticos, os que, sabendo, deram cobertura a essa falsidade.
Conta-se que, em tempos que já lá vão, num país europeu que não o nosso, um ministro não sabia se devia permitir que alguns jornalistas estrangeiros tivessem acesso a dados do seu departamento. Para esse efeito consultou o chefe do governo, que lhe disse, laconicamente, que fizesse o que quisesse. Os repórteres foram admitidos, mas a reportagem que publicaram, depois de regressarem ao seu país, foi muito negativa. Na seguinte reunião do governo, como era de esperar, choveram as críticas sobre o ministro em causa, até que o primeiro-ministro pôs termo à discussão, dizendo que fora ele que autorizara a investigação jornalística. Poder-se-ia ter remetido a um cómodo e cobarde silêncio, deixando o ministro a arder, mas teve a dignidade de assumir que era sua a responsabilidade política e moral pelo acto do ministro, uma vez que lhe dera o seu aval.
Se alguém mentiu, deve ter a coragem de o reconhecer e de assumir as consequências óbvias. Se é grave faltar à verdade, grave é também ser cúmplice da mentira: se alguém lhe deu cobertura política, deve também aceitar a inerente responsabilidade, em nome da verdade e da dignidade do Estado. O principal ‘interesse nacional’ é a verdade: nenhum interesse económico, partidário ou pessoal pode legitimar ‘esquemas’ contrários à lei e aos mais elementares princípios éticos da governação.
Na vida, há senhores … e chicos-espertos. Na política, há estadistas … e os outros.
PS. Uma jornalista do DN, em artigo de opinião, insurgiu-se recentemente contra a presença de padres nas comissões de ética dos hospitais e na imprensa, como comentadores de temas da sua especialidade, como é o caso da presente crónica. Mais despropositado é, contudo, que jornalistas, sem especial formação em questões éticas, opinem sobre assuntos que não são do seu conhecimento. De uma jornalista generalista, ou seja não especializada em temas de religião e moral, esperam-se artigos de informação, porque os de opinião devem ser da exclusiva competência de quem recebeu uma formação específica sobre a matéria correspondente.

Fonte: Observador

18 de fevereiro de 2017

EMOÇÃO NO VELÓRIO DE SA D. HENRIQUE DE BRAGANÇA, DUQUE DE COIMBRA

D. Duarte regressou mais cedo de viagem a São Tomé para se despedir do irmão, que morreu aos 67 anos.



Familiares e amigos reuniram-se na igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, para prestar homenagem a D. Henrique, que morreu na passada terça-feira, aos 67 anos. O irmão D. Duarte de Bragança, que estava em São Tomé quando recebeu a notícia, viajou prontamente para Lisboa e mostrou-se comovido na despedida. 

"Tinha dado uma queda, bateu com a cabeça e sofreu um derrame cerebral", conta D. Duarte de Bragança, acrescentando que toda a família está sensibilizada com a perda, nomeadamente os três filhos, Afonso, Dinis e Francisca. "Os meus filhos ficaram muito emocionados. Foi a primeira vez que perderam alguém." 

A missa, presidida pelo cardeal patriarca D. Manuel Clemente, contou com a presença de vários amigos chegados de D. Henrique – como Pedro Santana Lopes, Diana de Cadaval, e Miguel Horta e Costa –, que recordaram a sua personalidade afável e a alegria de viver. Já o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não pôde estar presente mas enviou uma coroa de flores.

O último adeus a D. Henrique aconteceu ontem. Depois de uma missa, pelas 10h00, o corpo seguiu para Santar, Nelas. Os restos mortais do irmão mais novo de D. Duarte serão colocados no jazigo da família.













Fonte: Vidas CM e Flash!

15 de fevereiro de 2017

FALECEU SUA ALTEZA O SENHOR DOM HENRIQUE, DUQUE DE COIMBRA



Comunicado


O Gabinete de S.A.R. o Duque de Bragança cumpre o triste dever de comunicar a morte de Sua Alteza o Senhor Dom Henrique de 
Bragança, Infante de Portugal e Duque de Coimbra no dia 14 de Fevereiro de 2017.

A urna chegará a S. Vicente de Fora, amanhã, quinta-feira, dia 16 de Fevereiro, pelas 16h00, sendo a Missa de Corpo Presente celebrada pelas 19h30.

Na sexta-feira, dia 17 de Fevereiro, será rezada Santa Missa às 10h00, no mesmo local, com saída para Santar, Concelho de Nelas, onde haverá Missa na Igreja da Misericórdia pelas 16H00.


SAR, O Senhor D. Duarte mostrou Sé de Braga a casas reais estrangeiras



O duque de Bragança, D. Duarte Pio, visitou a Sé de Braga, fazendo-se acompanhar de representantes da Casa Real do Ruanda, Casa Real do Havai e Casa Real do Egipto, nomeadamente Sua Majestade o Rei Yuhi VI do Ruanda, a Princesa Owana Salazar, Chefe da Casa Real do Havai, e o Príncipe Osman Rifat Hibrahim da Casa Real Egípcia. 

A visita inseriu-se na programação do Jantar de Reis que decorreu em Guimarães e serviu para dar a conhecer um dos ex-líbris da cidade de Braga. “Uma parte dos nossos convidados nunca esteve cá e estavam com interesse em conhecer a Sé de Braga”, justificou D. Duarte Pio.

O duque de Bragança lembrou ainda que a Sé de Braga tem um significado especial para a família real portuguesa. “O meu filho mais velho, Afonso, foi baptizado aqui e foi uma cerimónia lindíssima, muito participada pela população.É um local que me marca muito pela história e pela beleza do espaço envolvente”, disse D. Duarte de Bragança.

O presidente da Comissão Organizadora, Manuel Benninger, revelou que o Jantar de Reis, que já vai na oitava edição, teve como finalidade ajudar os ‘Meninos de Bissauzinho’, na Guiné-Bissau. “É uma localidade perto da capital, Bissau, que nos merece toda a consideração, e por isso todo este esforço de sermos solidários enquanto portugueses a monárquicos”, referiu Manuel Benninguer.

Todos os donativos extraordinários no valor mínimo de 100 euros recebidos para esta causa humanitária, tiveram um reconhecimento especial com a concessão de um Diploma e uma Medalha de Benfeitor. O Jantar de Reis decorreu no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães contou com a presença de centenas de participantes.


14 de fevereiro de 2017

Os novos ‘sans-cullotes’

Paradoxo pós-moderno: há liberdade total para chocar e escandalizar, mas não se dê a ninguém o direito a sentir-se ofendido pelas atitudes indignas.

A imaginação mais prodigiosa não logra adivinhar os extremos a que são capazes de chegar alguns energúmenos pós-modernos, mas a No Pants Subway Ride pode dar uma ideia. Trata-se de uma iniciativa em que muitos nova-iorquinos participam todos os anos e que consiste, como o seu próprio nome indica, em viajar de metro sem calças! Também este ano, segundo a agência Efe, várias centenas de habitantes de Nova Iorque andaram de metro em trajos menores, no passado dia 9 de Janeiro.
Segundo a plataforma Improv Everywhere, “o objectivo não é ofender, mas sim ‘fazer rir os demais’ e divertir”. Costuma dizer-se que uma desculpa não pedida é uma acusação manifesta. Ou seja, se a própria organização diz que esta iniciativa não tem nenhuma finalidade ofensiva é porque de facto a tem, como é óbvio.
É curioso que, na sociedade pós-moderna, quase não se possa andar de hábito religioso na rua, mas se possa andar no metro com a roupa interior à mostra … O crucifixo ao peito, ou o véu islâmico, ofendem a laicidade do Estado, mas os trajos menores não só não insultam a religiosidade de ninguém, como também não ofendem a decência de quem ainda a tem! Paradoxo pós-moderno: há liberdade total para chocar e escandalizar, mas não se dê a ninguém o direito a sentir-se ofendido pelas atitudes indignas.
Qualquer dia, esta ou outra arrojada instituição reedita esta iniciativa mas sem qualquer roupa e os cidadãos terão que aceitar que o espaço público seja invadido por este tipo de aventesmas, sem ripostar, pois qualquer atitude de reprovação é, a priori, tida por reacionária, intolerante e fundamentalista. A decadência da civilização ocidental no seu melhor, ou seja, no seu pior.
“Os organizadores instaram os participantes a actuarem normalmente, como se não se conhecessem e responderem, caso alguém os interpelasse, que se trata de ‘uma coincidência’ ou que ‘se esqueceram das calças em casa’”. Portanto, para além de fazerem uma triste figura, são também convidados a mentir. A uma pergunta tão estúpida, como seria a de indagar a razão do despropósito, nada melhor do que uma resposta não menos imbecil, como a que generosamente propõe a organização, para o caso dos próprios não saberem o que dizer, como convém à imbecilidade de quem adere a uma tão estupidificante iniciativa.
Mas há mais: “’Queremos dar aos nova-iorquinos uma razão para levantarem os olhos dos papéis e dos ecrãs dos telemóveis e experimentarem algo diferente na sua rotina diária’, referiu uma das organizadoras, Jesse Good, em declarações aos meios de comunicação locais”. De facto, é muito provável que a roupa interior dos outros passageiros seja um importante motivo para deixar para outra ocasião a leitura das notícias ou de um livro.
“No final da viagem, que terminou em Union Square, os participantes foram convidados a celebrar a iniciativa bebendo um copo num bar da zona, onde o único requisito para entrar era ‘não usar calças’”. É provável que a bebida, alcoólica de preferência, ajude a remediar a constipação provocada pela escassez de vestuário e, ao mesmo tempo, apagar da memória a degradante experiência. Como no caso do bêbado, que bebia para esquecer… que era bêbado.
Como a estupidez não é atributo exclusivo de nenhum povo, esta acção, que se realizou pela primeira vez em 2002 em Nova Iorque, “estendeu-se a várias cidades de todo o mundo, como Londres, Praga, Berlim, Varsóvia e Milão, entre outras”. Todas elas, ao que consta, se uniram, no passado dia 9, à 16ª edição da ‘No Pants Subway Ride’”. Segundo a mesma fonte, “a iniciativa chegou a realizar-se em Lisboa e no Porto” mas, como pelos vistos não se repetiu, não deve ter tido êxito, o que muito honra, respectivamente, alfacinhas e tripeiros, e todos os portugueses em geral.
Talvez este caso bizarro não seja mais do que uma excentricidade de mau gosto, sem maior importância. Mas pode ser também um sintoma da decadência a que chegou a sociedade pós-moderna desde que se divorciou da sua matriz cristã. O primeiro ensinamento bíblico é a criação do homem à imagem e semelhança de Deus. Sem consciência da sua identidade, o ser humano mais não é do que mais um animal. Na verdade, tão ridículo é um cãozinho com calças, como um homem sem elas.
São João Maria Vianney, o santo cura de Ars, dizia: “Deixai uma paróquia vinte anos sem padre e lá os homens adorarão os animais”. A No Pants Subway Ride prova isso mesmo: onde se perde a noção cristã da excelência humana, extingue-se também a mais elementar consciência da própria dignidade.
Fonte: Observador

13 de fevereiro de 2017

SAR, O Senhor Duarte de Bragança vai a São Tomé doar casa a estudantes desfavorecidos



O herdeiro da Casa Real Portuguesa, D. Duarte Pio, vai na próxima semana a São Tomé e Príncipe doar uma residência para estudantes que moram longe e inteirar-se da ajuda que pode ser dada ao desenvolvimento da agricultura. 

"A Fundação Dom Manuel II vai comprar uma casa para servir de alojamento para estudantes que vêem do interior e não têm onde ficar, e ficam hospedados nesta casa, que dá para 20 estudantes", disse D. Duarte Pio de Bragança à Lusa.

A ida do herdeiro da Casa Real a São Tomé surge no seguimento de anteriores projectos já desenvolvidos nas áreas da formação profissional e de investigação científica em Timor, Angola e Guiné.


Fonte: Correio da Manhã

12 de fevereiro de 2017

Portugal embraces Hawaii's royal house



FATIMA, PORTUGAL - 02/05/2017 (PRESS RELEASE JET) — HRH Princess Owana Ka‘helelani Salazar has reestablished the Royal Order of the Crown of Hawai‘i in a protocol exchange with HRH Dom Duarte Pio, Duke of Braganza and Head of the Royal Family of Portugal, and other members of royal families and nobility of Europe and Africa. This historic event is the first exchange of royal honors between foreign houses of royalty and the Hawaiian Kingdom since the overthrow 124 years ago.

The Order was first introduced as the Order of the Cross and Crown in an Order-in-Council of H.M. King Kamehameha III in July 1848, through his Minister for Foreign Affairs, Robert
Wyllie. The Order was not conferred until the reign of H.M. King Kamehameha V, Lot Kapuaiwa. The statues of the Order, as the Order of the Crown of Hawai'i, were amended during the reign of H.M. King Kal'kaua and awards of the Order continued. After H.M. Queen Lili'uokalani was illegally deposed, the Order of the Crown was again held in abeyance. 

Princess Owana is committed to recognize great service to the Hawaiian nation, through the resumption of awarding membership in the Royal Order of the Crown, the first order of knighthood conceived for the Hawaiian Kingdom and thus the oldest.

At a gala at Fatima, Princess Owana and her family were awarded several honors. Received by Princess Owana were Dame Grand Cross with Collar of the Order of Merit of the Royal House of Portugal, Dame Grand Cross of the Order of St. Michael of the Wing, Dame Grand Cross of the Royal House of Egypt, Dame Grand Cross of the Crested Crane of Rwanda, these being some of the highest honors bestowed by these royal families. The deep and cordial relations between the Portuguese and Hawaiian royal houses and their peoples were acknowledged by H.M. King Kal'kaua in awarding the grand cross of the Royal Order of Kamehameha I to H. M. King Luis I of Portugal in 1881. The present ceremony is in the spirit of the historic relationship between the two nations. 

Princess Owana intends to restore relationships with royal houses around the world, especially among those nations that recognized the independence of the Hawaiian Kingdom.

Contacts for further information:
Elizabeth Moreno – Press Secretary 808.364.6607
Dr. Paul Klieger – Chancellor for the Royal Order of the Crown of Hawai'i
Photo caption:  HRH Princess Owana (center) with HM King Yuhi VI of Rwanda (Ieft) and HRH Dom Duarte, Duke of Braganza (Portugal).


11 de fevereiro de 2017

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança presente na Ceremónia anual do Real Cuerpo de la Nobleza de Madrid



l Real Monasterio de la Encarnación acogió el sábado 21 de enero, con ocasión de la festividad de San Ildefonso, la ceremonia de ingreso de nuevos Caballeros en el Real Cuerpo de la Nobleza de Madrid, que prestaron juramento ante el presidente de la institución, D. Juan Pelegrí y Girón, Vizconde de las Torres de Luzón. 

Presidió el acto el Caballero Protector de la Real Corporacion SAR D. Pedro de Borbón Dos Sicilias, Duque de Calabria y Conde de Caserta, que además actuó como padrino del nuevo Caballero Protector S.A.R. Dom Duarte Pio de Portugal, Duque de Bragança, quien recibió también el Lazo de Dama y el diploma de Dama Protectora en nombre de S.A.R.la Duquesa de Braganza.




Tomaron el manto de Caballeros D. Borja de Lacalle y Rubio, D. Juan Sunyé y Mendía, D. Emiddio de Francisis di Casanova y Mascitelli, D. Gonzalo Jaime de Salas y Claver, D. Ramón Álvarez de Toledo y Álvarez de Buylla, Conde de Santa Olalla, D. Jose Maria Ramírez-Cárdenas y Gil, D. José María Ramírez-Cárdenas y Cabello de los Cobos, D. Iñigo María Ramírez-Cárdenas y Cabello de los Cobos, D. Armand de Vial y de la Brosse y D. Gabriel de Contreras y Millán.

A la ceremonia, que concluyó con un solemne acto religioso oficiado por Monseñor Joaquín Martín Abad, asistió la Excma. Sra. Duquesa de Arcos en representación de Diputación Permanente y Consejo de la Grandeza de España y estuvieron representadas las siguientes Instituciones y Corporaciones: Subpriorato de San Jorge y Santiago de la S.O.M. de Malta; Real Consejo de las Ordenes Militares; Orden de Caballería del Santo Sepulcro; Orden Constantiniana de San Jorge; Real y Militar Orden de San Hermenegildo; Real Maestranza de Caballería de Ronda; Real Maestranza de Caballería de Granada; Real Maestranza de Valencia; Real Maestranza de Zaragoza, Real Cuerpo de la Nobleza de CataluñaGuardia Real y el Presidente de Patrimonio Nacional.

Después del solemne acto religioso que se celebró tras la investidura, los asistentes se trasladaron a la Real Gran Peña, donde asistieron a un cóctel al que siguió una cena. Al finalizar, el presidente del Real Cuerpo de la Nobleza de Madrid, pronunció un breve discurso en el que recordó el compromiso del Real Cuerpo con la defensa de la Monarquía y de la religión católica y terminó con un brindis por S.M. el Rey y por España.


10 de fevereiro de 2017

300 PESSOAS PARTICIPARAM NO JANTAR DE REIS DA CASA REAL PORTUGUESA EM GUIMARÃES

Uma homenagem ao Rei D. Afonso Henriques, diante da sua estátua na Colina Sagrada, marcou o início do Jantar de Reis da Casa Real Portuguesa que decorreu no Paço dos Duques de Bragança.

Cerca das 20h00, SAR, D. Duarte Pio de Bragança participou na homenagem prestada ao Primeiro Rei de Portugal, numa cerimónia que antecedeu o jantar de Reis em que participaram 300 pessoas.

Com a finalidade solidária de ajudar o projecto «Meninos de Bissauzinho» na Guiné-Bissau, o jantar organizado pela Casa Real Portuguesa conta com representantes da Casa Real do Ruanda, da Casa Real do Havai e da Casa Real do Egipto, nomeadamente Sua Majestade o Rei Yuhi VI do Ruanda, a Princesa Owana Salazar, Chefe da Casa Real do Havai, e o Príncipe Osman Rifat Hibrahim da Casa Real Egípcia.

No âmbito da iniciativa foi inaugurada uma exposição, patente nos Claustros do Paço dos Duques de Bragança, do escultor Dinis Ribeiro.


Fonte: Guimarães Digital

7 de fevereiro de 2017

"Razões Reais" de Mário Saraiva | 4.02.2017 - Porto

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Apresentação da reedição do livro "Razões Reais" de Mário Saraiva, pelo Dr. Nuno Pombo, na Sala da Música do Museu Nacional Soares dos Reis. 

Tratou-se do primeiro evento realizado no âmbito do Protocolo celebrado com o Círculo Dr. José de Figueiredo - Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

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6 de fevereiro de 2017

O Novo Rei Dom MANUEL II

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O Rei morreu! Viv’ó Rei!
Pelos mais sinuosos decretos do destino e execráveis actos dos homens que colocaram, nesse infernal dia 1 de Fevereiro de 1908, extemporaneamente fim às existências d’ El-Rei o Senhor Dom Carlos I de 44 anos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe de 20 anos, Dom Manuel II era o novo Rei de Portugal.
A Sua Majestade El-Rei Dom Manuel II, obrigava-o o dever do trono e destino dos Reis… reinar sobre a morte de quem lhe deu vida!
Com as mortes do Rei e do Príncipe herdeiro, o Infante Dom Manuel sucede ao Rei de cujus através da ascensão ao trono que é automática e que se rege pelas leis de Sucessão ao Trono plasmadas na Constituição e inspiradas nas Actas das Cortes de Lamego, existindo mais tarde a Aclamação em Cortes com uma participação dos Pares do Reino e dos deputados da Nação e uma aclamação popular que ratificaria essa sucessão – sendo que esse passo era o acto jurídico que verdadeiramente faria o Novo Rei!
O Infante Dom Manuel fora até então, Duque de Beja, filho secundogénito do Rei Dom Carlos I e ostentava esse título Ducal dos terceiros filhos, porque o título de Duque do Porto – reservado ao segundo filho varão do Soberano – ainda estava na posse do Infante Dom Afonso Henriques de Bragança, irmão d’El-Rei Dom Carlos I.
Não se pense que a educação de Dom Manuel II, por ser filho segundo, fora descurada, pois, aos seis anos já falava e escrevia em francês, estudou línguas, história e música com o professor Alexande Rey Colaço e teve o tenente-coronel José de Castro como preceptor de balística, táctica e topografia, e, em 1907, iniciou os seus estudos de preparação para ingresso na Escola Naval, preparando-se para seguir carreira na Marinha.
Após uma estadia de alguns dias em Vila Viçosa, com toda a Família Real, havia regressado mais cedo a Lisboa precisamente para se preparar para os exames da Escola Naval, tendo ido esperar os Augustos Pais e irmão ao Terreiro do Paço e eis que o destino do futuro marinheiro se viu alterado pelo terrível atentado terrorista conhecido como o Regicídio em que o Rei e o Príncipe Real foram tragados à vida pelos facínoras da Carbonária, numa conspiração que envolveu ainda muitos outros actores, esses autores morais.
Mudou, também, o destino de Dom Manuel II que ascendeu a Rei, mas um Príncipe é educado para a abnegação pessoal às suas funções e devoção exclusiva ao bem do País, pelo que estará sempre pronto a servir a Nação da maneira que for a mais adequada para o bem da coisa comum.
A Dom Manuel II o Seu nascer impôs-Lhe bem cumprir o Dever herdado de todos os outros Reis, seus antepassados, pois como escreveu Pascal: ‘Toda a sequência dos homens durante o decurso de tantos séculos deve ser considerada como um só homem que subsiste e apreende continuamente’. No último Rei está personificado o primeiro e todos os que se seguiram, pois um Rei não é apenas um homem, mas um ideal e uma celsitude! Como tal está obrigado ao dever da realeza: o Trono é o destino dos Reis… e como tal reinar sobre a morte de quem lhe deu vida! É a Continuidade… apanágio exclusivo da realeza que, como lembrou o 2. Conde de Alvellos, in o ‘Berço Exilado’: ‘… visa de longe a meta, pois se não for o Pai a ultimar a realização, seu Filho, automaticamente alçado Rei, educado das mesmas ideias de seu Pai, tudo seguirá como se a mesma vida fosse!’
Servir… Sempre Servir é Ofício e Destino dos Reis – Para o Bem Maior de Portugal!
O Novo Rei Dom Manuel II de Portugal compreendeu bem esse destino ou plasmado naquele que escolheu para mote pessoal: ‘Depois de Vós, Nós’.

Miguel Villas-Boas

5 de fevereiro de 2017

Missa 1 de Fevereiro em Lisboa

Foto de Real Associação de Lisboa.


A Real Associação de Lisboa promoveu uma vez mais a Missa de Sufrágio pelas almas de S.M.F. D.Carlos I e de S.A.R. O Príncipe Real D.Luís Filipe, que teve lugar na Igreja de São Vicente de Fora, seguindo-se a romagem ao Panteão Real com deposição de coroa de flores .

Estiveram presentes SS.AA.RR. os Senhores Duques de Bragança, S.A.R. o Príncipe da Beira e S.A. o Infante D.Dinis , Duque do Porto , bem como delegações da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, da Ordem Soberana e Militar de Malta, da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, da Real Ordem de Santa Isabel , do Instituto da Nobreza Portuguesa, da Associação da Nobreza Histórica de Portugal e da Real Associação dos Guardas de Honra dos Castelos, Panteões e Monumentos Nacionais.

CAUSA REAL esteve representada por Diogo Tomás Pereira, Tesoureiro Nacional, e por Teresa Côrte-Real, da Comissão Executiva.

A celebração eucarística esteve a cargo dos Reverendos Padres Gonçalo Portocarrero de Almada e Pe Tiago Ribeiro Pinto, a quem agradecemos a reiterada disponibilidade.
O Ensemble Academia Lusitana, com direcção de Calebe Barros, providenciou o acompanhamento musical da cerimónia.

Cumpre agradecer ainda ao Reverendo Reitor de São Vicente de Fora e ao Patriarcado de Lisboa pelas facilidades concedidas.


Foto de Real Associação de Lisboa.


Foto de Real Associação de Lisboa.


Foto de Real Associação de Lisboa.


Foto de Real Associação de Lisboa.


Foto de Real Associação de Lisboa.


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Foto de Real Associação de Lisboa.


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Foto de Real Associação de Lisboa.


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