11 de outubro de 2014

SAR, a Duquesa de Bragança, Senhora Dona Isabel participou na Caminhada Pela Vida 2014, em Lisboa

Foto: S.A.R. a Duquesa de Bragança, Senhora Dona Isabel participou na Caminhada Pela Vida 2014, em Lisboa.

Mais de mil pessoas fizeram numa caminhada simbólica entre o Chiado e a Assembleia da República. Em defesa da vida, contra o aborto. A marcha pela vida recebeu uma mensagem do Papa Francisco e terminou com a assinatura de uma petição para voltar a levar a lei ao Parlamento.


Fonte: SICNoticias

8 de outubro de 2014

As grandes transformações


Vivemos em sociedades abertas e complexas. Se esta variada confluência cultural contribui para diminuir a pertença comunitária em moldes tradicionais e vai além dos contextos próximos de socialização, a família e a escola, então a democracia requer uma reestruturação necessária para sobrelevar esta nova situação. Se a participação e a interacção das pessoas com os vários grupos sociais já não é tão mediada pela tradição familiar, mas pela necessidade de realização pessoal, de objectivação social, e, se as instituições legitimadoras conflituam, apresenta-se-nos um vazio político onde o descontentamento felizmente ainda se não modelizou, pois não tem sido capaz de formular-se em movimento político coerente e profundo temporalmente. No entanto, existem iniciativas de cidadãos que congregam alguns grupos muito heterogéneos e com objectivos políticos limitados. Assim, a forma democrática requer uma alteração de modo a que a representatividade nacional, e especialmente a do todo nacional, se reconheça numa cultura de fundo e numa instituição suficientemente abrangente que concite a continuada conversação e participação democráticas, bem como seja voz, estandarte e guardiã dos objectivos democráticos, comuns à democracia.
Esta complexa sociedade contemporânea subtraiu-se à hegemonia de um grupo social, seja ele de carácter religioso ou político, de direita ou de esquerda. Assim, a Instituição Real é, para a pluralidade democrática e diversidade cultural, a coesão nacional e o símbolo do Estado. A doença política e democrática a que temos assistido no seu larvar europeu e nacional mostra-se sobretudo pelo massivo alheamento cívico, pela percepção de perda do autogoverno, local e nacional, e exaustão da alternativa democrática. 
Os processos revolucionários não têm maior virtude que o paulatino reformismo. Entendo, pois, que as grandes transformações são aquelas que se fazem por incorporação e não por exclusão. De um povo, que se fez grande além de Macedónia e Roma segundo Camões, podemos justamente esperar uma acção decisiva. Facto é que os conceitos sociais e políticos e as fórmulas que evidenciam-se nas letras e nos laboratório, traduzem já esse paradigma de futuro: uma democracia balanceada tanto para a controvérsia e alternativa como para o consenso e a continuidade estratégica, uma sociedade culturalmente plural e uma política centrada no desenvolvimento humano, equilíbrio financeiro e fiscal, uma economia aberta ao mar, participação cívica generalizada e activa, uma solidariedade condizente com uma mudança de vida, uma intensificação da produção de pensamento estratégico e sustentabilidade ambiental.

 Pedro Correia

7 de outubro de 2014

5 de Outubro 2014 - Celebrar Portugal

No âmbito da celebração dos 871 anos sobre a assinatura do Tratado de Zamora, decorreu no Sábado dia 4 de Outubro à noite junto à nossa sede na Praça Luís de Camões uma concentração à qual compareceram grande número de simpatizantes monárquicos de todas as idades, naquela que constituiu uma festiva manifestação de portugalidade e que teve como ponto alto uma largada de 871 balões azuis e brancos, os mesmos que o número de anos que Portugal celebra em 2014.


























Foi bonita a festa no Sábado... pena que tenha decorrido na clandestinidade, que é o que acontece quando se comete a imprudência de não convidar o Marcelo Rebelo de Sousa, o Mário Nogueira ou o António Costa. Assim ficou assinalado mais um 5 de Outubro: foram largados 871 balões, correspondentes aos 871 anos passados sobre o Tratado de Zamora. Parabéns Portugal.

João Távora

Fonte: Corta-fitas e Causa Real

6 de outubro de 2014

2º CURSO DE FORMAÇÃO PARA JOVENS MONÁRQUICOS



Estão abertas as inscrições, e até ao dia 8 de Outubro, para o 2º CURSO DE FORMAÇÃO PARA JOVENS MONÁRQUICOS. Tal como no ano passado, o curso destina-se, preferencialmente, a jovens monárquicos dos 16 aos 30 anos, sendo dada prioridade na inscrição a jovens associados das Reais Associações.

Não implica qualquer custo, mas está sujeito a inscrição prévia para secretariado@reallisboa.pt devendo ser fornecidos os dados pessoais e informação para contacto.

As sessões do curso terão lugar em manhãs de Sábado, das 10:00 às 13:00, durante o mês de Outubro.

Com os nossos melhores cumprimentos e sempre disponíveis para mais esclarecimentos,


A Direcção da Real Associação de Lisboa
Praça Luís de Camões, 46 2° Dto
1200-243 Lisboa
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Tlf.: (+351) 21 342 81 15
Horário de atendimento: segunda a quinta-feira das 15:00 às 17:30, sexta-feira das 10:00 às 12:45

5 de outubro de 2014

5 de Outubro: a Independência esquecida

Aclamação de D. Afonso Henriques

A maioria dos portugueses continua a ignorar aquilo que mais importância tem nas efemérides de quase todas as outras nações do mundo: a data da independência.
Para quem não sabe, o 5 de Outubro de 1143 foi o dia em que se reconheceu a Independência de Portugal pelo Tratado de Zamora, celebrado entre os Reis D. Afonso Henriques e D. Afonso VII de Leão, na presença do Legado Pontifício, Cardeal Guido de Vico.
No entanto, o golpe republicano de 1910 conseguiu ofuscar consistentemente essa data, podendo até perguntar-se se ela não terá sido propositadamente escolhida para esconder o seu verdadeiro significado.
Com efeito, enquanto de um lado se foi glorificando o 5 de Outubro republicano, de outro lado foi-se encobrindo não só a data da nossa Independência, mas também o acontecimento que possibilitou a subida dos jacobinos ao poder, ou seja, o assassinato de El-Rei D. Carlos e do Príncipe Real D. Luís Filipe.
"A bem dizer, o protocolo dos republicanos devia comemorar, mais sinceramente, mais assumidamente, o Regicídio de 1908, pois foi aí que os seus doutrinadores traçaram o destino da Casa de Bragança e da Monarquia portuguesa.(...)
"O folclore patusco, arrogante e provinciano das celebrações do golpe de sangue de 5 de Outubro de 1910, devia dar lugar a um respeitoso silêncio. Ou, na menos má das hipóteses, a uma cerimónia singela que homenageasse os vencidos e a grandeza democrática da sua retirada, do seu desapego pelo Poder, dos seus trabalhos para dotarem o País de uma cultura política que escapasse à lógica da paulada, do tiro, da bomba." (*)
E que escapasse também -- acrescentamos nós -- à actual política deste regime laico, ateu e de inspiração marxista, demolidor do nosso passado histórico, da nossa cultura e dos nossos valores. Que escapasse à política que tem vindo a cercear não apenas a Independência Histórica de Portugal, mas também agora a independência e a privacidade de cada cidadão...

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(*) Jorge Morais, "Múmias no Sótão" - in "24 Horas", Ano 1, nº156, quarta-feira, 7 de Outubro de 1998.

Bandeira de Portugal - D. Afonso Henriques

Fonte: Arautos d'El-Rei