8 de novembro de 2014

Jantar dos 25 anos da Real Associação de Lisboa

Realizou-se no passado Sábado o jantar comemorativo dos 25 anos da Real Associação de Lisboa que decorreu no Palácio de Barbacena, tendo sido presidido por Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, tendo também contado com a presença de S.A.R. o Príncipe da Beira.

21.jpg

O Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa, Nuno Pombo, na sua intervenção, lembrou que, para os monárquicos, muito mais importante do que a Monarquia é Portugal, sublinhando que “não gostamos do nosso país porque somos monárquicos, antes é pelo amor que devotamos a Portugal que defendemos a Instituição Real, que é de uma validade intemporal. Serviu a fundação de um Estado soberano com 900 anos de história. Mobilizou todo um povo na construção de uma comunidade pluricontinental e multicultural e há-de continuar a inspirar muitas e boas realizações.”

Com a presença de numerosos associados e de antigos presidentes desta estrutura regional da Causa Real, este emotivo acontecimento serviu igualmente para dar posse aos recém-criados núcleos de Odivelas e do Sul do Tejo, que serão presididos por Abílio Santos e por António Jorge de Albuquerque, respectivamente, e para distinguir com a medalha de sócia benemérita a Senhora D. Teresa de Castro Simas pelo donativo de um relevante acervo bibliográfico de doutrina monárquica, que integrou a livraria do 4.º conde de Castro, com o qual a Real Associação de Lisboa constituirá uma biblioteca especializada.

Veja aqui o álbum fotográfico

Fonte: Real Associação de Lisboa

7 de novembro de 2014

SAR, O Senhor D.Duarte de Bragança esteve presente na 5ª Convenção Biomarine no Estoril


S.A.R. Dom Duarte de Bragança com S.A.S. Alberto II do Mónaco


"Conhecemos melhor o espaço do que o mar", referiu Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, no Centro de Congressos do Estoril, no início dos trabalhos da 5.ª Biomarine Business Convention. Um encontro internacional de negócios que reúne mais de 300 CEO e executivos de cerca de 30 países para proporcionar o debate em torno do futuro das indústrias de bio recursos marinhos, uma área cada vez mais importante dentro da “economia azul”. Além de painéis sobre a biotecnologia azul, os participantes vão ter a oportunidade de realizar encontros bilaterais fundamentais para desenvolver negócios num sector que vale mais de 133 milhões de euros.

A abertura contou com a presença do Príncipe Alberto do Mónaco que desafiou os presentes a serem lúcidos, reconhecendo a escassez actual de recursos; responsáveis, assumindo que é preciso encontrar soluções a curto e médio prazo; e inovadores, encontrando novas formas de proteger os nossos mares e promovendo um crescimento azul sustentável.

6 de novembro de 2014

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

O Santo Carmelita de nacionalidade Portuguesa, canonizado em 2009, por Bento XVI e cuja Memória hoje celebramos, nasceu recebendo o nome de Nuno Álvares Pereira em 24 de Junho de 1360, filho natural de D. Álvaro Gonçalves Pereira (Prior da Ordem de S. João do Hospital), e de Iria Gonçalves do Carvalhal, sendo legitimado pelo Rei D. Pedro, quando tinha apenas a idade de um ano. Já adolescente, na idade de treze anos, entrou na corte de D. Fernando, sucessor de D. Pedro e armado cavaleiro e escolhido para escudeiro da Rainha, D. Leonor Teles. Nuno gostava de ler as novelas da cavalaria, e tomou para seu modelo o cavaleiro Galaaz, predisposto a uma vida de castidade. No entanto, acabou por ceder á vontade dos pais, contraindo matrimónio com uma senhora, D. Leonor de Alvim, já viúva, do casamento resultando três filhos, sobrevivendo apenas Dona Beatriz, ou Dona Brites.

Dona Leonor veio a falecer em Janeiro de 1388, dando a Nuno Álvares Pereira as condições, por ele fortemente desejadas, para uma vida de perfeita castidade. Entretanto, adestrado nas artes de guerra, salientou-se, pela coragem e argúcia em diversos episódios bélicos, anteriores à crise dinástica de 1383-1385, crise essa determinada pelos problemas da sucessão régia, derivados da morte do rei D. Fernando. Diversos eram os pretendentes mas nenhum agradava ao povo, porque, de uma forma ou de outra, Portugal teria um castelhano por Rei, e, por isso, a preferência era dada a um filho bastardo de D. Pedro I, D. João, Mestre da Ordem de Aviz, que encontrou em Nuno o seu principal colaborador, e estratega, contra a sujeição do Reino a Castela em defesa da íntegra independência portuguesa. No triénio de 1383 a 1385 os seus sucessos de guerreiro foram ímpares, sendo nomeado Condestável do Reino. Em face das suas virtudes heróicas e religiosas, desde muito cedo recebeu do povo o título de Santo Condestável.

Sendo um guerreiro, não foi por vocação bélica, mas por defesa de valores que ele considerava primaciais: por um lado, o amor á Pátria e a lealdade ao monarca escolhido pelo povo, D. João I, por outro lado, o espírito da cruzada, face à posição de Castela, que optara pela obediência ao papa de Avinhão (durante o Grande Cisma do Ocidente), enquanto Portugal se manteve leal a Roma, de onde ter direito ao título de Nação Fidelíssima. Por conseguinte, a gesta heróica do Condestável teve em vista, de forma especial, a unidade da Igreja na obediência romana.

As virtudes militares não o levaram a esquecer as virtudes cardeais, sobretudo a caridade. São muitos os testemunhos coevos sobre a caridade que praticava com os adversários, não os considerando inimigos, mas apenas opositores. No final de várias batalhas, ele mesmo ordenava os seus militares que tratassem dos mortos e sobretudo dos adversários feridos em combate, aos quais protegia da espontânea revolta popular. Isto é: fez a guerra em nome da paz.

Ainda guerreiro, era conhecido por ser um homem de fé e de oração, raro iniciando uma peleja sem antes se recolher em oração, sem pressa de combate.

Em reconhecimento dos serviços prestados ao País e ao Reino, foi largamente premiado pelo Rei D. João I com a oferta de muitos bens, sobretudo terras e povoações, com direito a foros e outras benesses, tornando-se o homem mais rico de Portugal a seguir ao Rei.

À medida que os deveres bélicos o deixavam mais livre, e já coberto de glórias, iniciou uma nova fase de vida, em 1393, partilhando com os seus companheiros de armas algumas das numerosas terras que lhe tinham sido doadas. Preconizando para si mesmo uma vida de oração e de contemplação, iniciou, em 1389, numa das colinas de Lisboa, a construção de um convento, com Igreja de estilo gótico que chegou a ser tida como a mais bela da cidade.

Deu ao Convento o nome de Nossa Senhora do Vencimento, em acção de graças pelas suas vitórias e, poucos anos depois (decerto 1397), escolheu para habitantes do novo Convento os frades Carmelitas que, nessa época, só dispunham de uma comunidade, em Moura, no Sul de Portugal.

Para Governo e sustento da nova comunidade de Lisboa, que veio a ser a mais importante, fez a doação de um valioso património, reservando-se o direito de ser ele a administrar esse património, enquanto vivo fosse. Em 1423, celebrando-se o I Capítulo Provincial dos Carmelitas portugueses, D. Nuno fez a doação definitiva da igreja e convento de Lisboa à Ordem do Carmo, nela professando como donato, recusando mesmo o título de Frei, gostando de ser chamado Nuno, simplesmente Nuno.

Desprendido dos bens materiais, desejou realizar três intenções: mendigar o sustento pelas ruas da cidade, não consentir outro título que não fosse Nuno, e sair de Portugal para viver onde fosse desconhecido. Não foi preciso sair, porquanto D. João e D. Duarte lhe estabeleceram uma pensão para seu sustento, pensão essa que, ao fim e ao cabo, Nuno de Santa Maria distribuía pelos pobres e necessitados que á porta do convento se aglomeravam, ganhando, entre o povo, o título de Pai dos Pobres.

Afastado do estrépito das batalhas, procurando no essencial a justiça e, no resto, o amor, a sua figura faz-nos lembrar Elias e a sua espada de fogo, em defesa do Deus único e verdadeiro. A piedade, a resolução, a confiança, a fé viva, o zelo, a oração poderosa e a contemplação, já se acham na pessoa do cavaleiro, destinado a tornar-se um Galaaz, não da guerra, mas do Carmelo, procurando combater o bom combate (2 Tm., 4,7). O herói revela-se a caminho da santidade, confirmando a regra de que o verdadeiro herói é o Santo. Já antes de professar na Ordem do Carmo, que preferiu em vista do seu altíssimo culto por Maria, Mãe de Jesus, Nuno dera provas de pureza e de castidade, de silêncio e de oração, praticando as virtudes teologais e cardeais, em prova da renúncia à sedução do mundo.

Todavia, os carismas que se tornam mais palpáveis são os do despojamento e da pobreza. Desprende-se de toda a propriedade material, torna-se pobre e vive como pobre para os pobres. Assim o viu o autor da Crónica do Condestável: “apartou-se a servir a Deus em estado de pobre”. Uma opção de radical significado, algo fundamentada na dialéctica pobreza/riqueza, em que assumiu serem, os pobres, o tesouro dos ricos.

Frequentando os sacramentos, o seu cordial amor pela Virgem do Monte Carmelo levou-o a promover o culto mariano, mediante a devoção pelo significado do Escapulário. Com efeito, começou por convidar pessoas do seu conhecimento, tanto nobres como pobres, a reunirem-se para a prática devocional do Escapulário, dando origem à primeira Confraria de Leigos em Lisboa, chamada “Confraria do Bentinho”, origem da futura Ordem Terceira Secular. Foi, portanto, um pró cere militante, ou mesmo fundador, do movimento do laicado carmelita.

Três ideais distintos definem o perfil de São Nuno: a imitação de Galaaz, em defesa das causas nobres, da justiça e da paz; o amor à terra dos seus, a Pátria; e, por fim, a absoluta imersão na vida religiosa, sempre motivada por uma razão transcendente, resumida no ideal do serviço de Deus.Beatificado em 1918, pelo Papa Bento XV, é agora canonizado pelo Santo Padre Bento XVI, deste modo se confirmando tanto a antiguidade do culto como o provado exercício das virtudes heróicas.

Modelo para a Juventude, servo dos pobres, o seu exemplo desafia os tempos modernos para ser imitado, ao menos na essencial prática, a caridade activa, expressa na Obra intitulada “Caldeirão do Beato Nuno”, destinada a auxiliar os mais necessitados. A canonização servirá, não só para dispor a sua imagem nos altares, mas também, e sobretudo, para um novo desafio, porventura a expressar na associação de toda a Família Carmelita, (abrangendo as Ordens, os sodalícios das Ordens Terceiras e as Confrarias Populares), associação essa destinada a bem fazer a favor dos pobres, incluindo os muitos dos povos lusófonos em busca de saúde e do modo de vida. Ou seja: renovar a opção pelos pobres e sedentos de pão, de caridade e de justiça.

Jesué Pinharanda Gomes

Fonte: A Saúde da Alma


Oremos:

Senhor nosso Deus, que destes ao bem-aventurado São Nuno de Santa Maria a graça de combater o bom combate e o tornastes exímio vencedor de si mesmo, concedei aos Vossos servos que, dominando como ele as seduções do mundo, com ele vivam para sempre na Pátria Celeste.

Por Cristo, Nosso Senhor.

5 de novembro de 2014

A "sífilis" de Dom Luís ou de médico e louco, todos temos um pouco


Hoje, ao sair de casa, recebi o Destak. Para além de publicidade, aquele que poderia ser um jornalinho formativo, oferece pouco mais que sumário noticiário requentado; um verdadeiro desperdício de papel, ofendendo a consciência ambientalista de qualquer um.

Ora, entre a frioleira ali estampada, vinha um textinho sobre o último livro de Paulo Drumond Braga - que até tem obra interessante e séria - sobre as doenças dos nossos reis. Diz o Doutor Braga de forma apodítica ter falecido Dom Luís em consequência da sífilis. Não havendo nosografias de D. Luís, interroguei-me sobre a pertinência de tal atrevimento. Sabemos que a sífilis terciária, último estádio da doença, se caracteriza pela exibição de padecimentos insusceptíveis de ocultação, tais como, cegueira, dermafitoses, paralisia, espasmos e até loucura. O diagnóstico feito pelo Doutor Braga - que eu saiba não pode exercer medicina, pois não é médico - contraria todas as evidências. Dom Luís, que sofria de cancro na bexiga, deslocou-se à Europa em busca de tratamento. No decurso dessa longa digressão, sofrendo dores lancinantes, não deixou de oferecer a sua presença a todas as homenagens que lhe foram prestadas, dando provas de enorme coragem e presença de espírito. Outra prova que refuta liminarmente a suspeita de sífilis foi-nos dada por Fialho de Almeida, que era médico e (ainda) republicano. Dias após o falecimento do Rei, Fialho escreveu um texto (republicado pelo meu pai há duas décadas) que não alude a qualquer vestígio de sífilis. Fialho era médico e republicano, pelo que não teria deixado de sugerir a causa do óbito. Intrigado, folheei as causas da morte dos reis de Portugal, de Montalvão Machado, não havendo ali a mais leve alusão. Assim, depreendo tratar-se de inverdade que pretende assentar arraiais de verdade histórica. Não ceder ao sensacionalismo parece ser, pois, ponto de honra deontológico para qualquer historiador. Infelizmente, não foi o caso.

Miguel Castelo-Branco

Fonte: Combustões

3 de novembro de 2014

HOMENAGEM AOS SOLDADOS PORTUGUESES QUE COMBATERAM NA Iª GRANDE GUERRA HÁ 100 ANOS

Foto: HOMENAGEM AOS SOLDADOS PORTUGUESES QUE COMBATERAM NA Iª GRANDE GUERRA HÁ 100 ANOS
Corpo Expedicionário Português (CEP) é o nome do contingente militar enviado pela República Portuguesa para combater ao lado dos aliados durante a Iª Grande Guerra como forças expedicionárias para África, Europa e ilhas atlânticas, num total de cerca de 105.542 homens.
Ao contrário da Divisão do Exército que em África defendia as colónias contra os avanços alemães, a expedição para a Frente Ocidental europeia foi uma opção política isolada do governo republicano do Partido Democrático de Afonso Costa - consecutivamente à implantação da república, Afonso Costa nomeado Ministro da justiça do governo provisório (sem eleições) de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911, anuncia novo programa político do partido republicano em 29 de Agosto de 1911, considerado como o partido único da República -, contra quase todo o resto da sociedade portuguesa dividida entre ‘guerristas’ e ‘antiguerristas’ – a maioria -, com propósitos de afirmação e legitimação do novel regímen republicano. Também, em território nacional, a guerra, provocara um agravamento das condições de vida, com aumento galopante dos preços dos bens essenciais, gerando uma escalada de violência que se traduziu em ataques bombistas, greves e motins quase diários, e como tal para evitar um derrube do regime houve a necessidade de meter o País na Grande Guerra para desta forma afastar os possíveis ‘golpistas’.
Para o Teatro de Operações da Europa seguiram 55.165 militares portugueses para combater um inimigo técnica e tacticamente superior.
Desde 1814 que Portugal não actuava operacionalmente naquele território europeu nem num ambiente de guerra intensa. Mas em Março de 1916 a República portuguesa, deliberadamente, requisitou os navios alemães detidos no Tejo, criando o ‘casus belli’ com o qual o Império Alemão declarou guerra a Portugal entrando assim o País na Guerra de duvidosas causas, mas como veremos de perniciosos efeitos.
Assim começou a preparação das forças do Exército Português que combateram em França. Foram instruídas, equipadas e armadas pelos britânicos, porém, o comando do CEP foi português, embora submetido ao caixilho britânico durante a instrução militar, o transporte em navios britânicos e o seu gradual ingresso em sector e, uma vez, instalado na frente, subordinado hierarquicamente ao comando do I Exército Britânico.
A guerra das trincheiras era uma novidade para os militares portugueses. Assim, em La Lys, no dia 9 de Abril, os alemães elegeram propositadamente o sector português sabendo que este seria o ponto mais frágil. Os alemães atacaram justamente no dia em que o contingente português se preparava para a rendição.  Na Batalha, embora, existissem extraordinários actos de bravura – como o de Milhões – o saldo de mortandade foi enorme com cerca de seis centenas de mortos e bem mais de seis mil prisioneiros. Ao meio dia, os últimos esforços de resistência terminavam e com eles a Divisão Portuguesa deixava de contar como unidade militar. Os que não tinham sido mortos ou feitos prisioneiros retiravam desorganizadamente para a retaguarda.
Depois disso, o Comando Britânico dispensou da operacionalidade o contingente português remanescente, remetendo-o para trabalhos de organização do terreno, transformando os militares portugueses em ‘batalhões de trabalhadores’.
A 11 de Novembro de 1918 foi assinado o Armistício entre os Aliados e a Alemanha pondo um terminus  àquela que fora até à altura a mais mortífera guerra da humanidade. Depois do Desfile da Vitória, entre Abril e Junho de 1919, o contingente português regressou à Pátria.
Tirem-se as respectivas conclusões, mas não se esqueça a HEROICIDADE DOS JOVENS PORTUGUESES ATIRADOS PELA REPÚBLICA PORTUGUESA PARA UMA GUERRA QUE NÃO ERA A SUA.
Autor: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica


Corpo Expedicionário Português (CEP) é o nome do contingente militar enviado pela República Portuguesa para combater ao lado dos aliados durante a Iª Grande Guerra como forças expedicionárias para África, Europa e ilhas atlânticas, num total de cerca de 105.542 homens.

Ao contrário da Divisão do Exército que em África defendia as colónias contra os avanços alemães, a expedição para a Frente Ocidental europeia foi uma opção política isolada do governo republicano do Partido Democrático de Afonso Costa - consecutivamente à implantação da república, Afonso Costa nomeado Ministro da justiça do governo provisório (sem eleições) de 5 de Outubro de 1910 a 4 de Setembro de 1911, anuncia novo programa político do partido republicano em 29 de Agosto de 1911, considerado como o partido único da República -, contra quase todo o resto da sociedade portuguesa dividida entre ‘guerristas’ e ‘antiguerristas’ – a maioria -, com propósitos de afirmação e legitimação do novel regímen republicano. Também, em território nacional, a guerra, provocara um agravamento das condições de vida, com aumento galopante dos preços dos bens essenciais, gerando uma escalada de violência que se traduziu em ataques bombistas, greves e motins quase diários, e como tal para evitar um derrube do regime houve a necessidade de meter o País na Grande Guerra para desta forma afastar os possíveis ‘golpistas’.

Para o Teatro de Operações da Europa seguiram 55.165 militares portugueses para combater um inimigo técnica e tacticamente superior.

Desde 1814 que Portugal não actuava operacionalmente naquele território europeu nem num ambiente de guerra intensa. Mas em Março de 1916 a República portuguesa, deliberadamente, requisitou os navios alemães detidos no Tejo, criando o ‘casus belli’ com o qual o Império Alemão declarou guerra a Portugal entrando assim o País na Guerra de duvidosas causas, mas como veremos de perniciosos efeitos.

Assim começou a preparação das forças do Exército Português que combateram em França. Foram instruídas, equipadas e armadas pelos britânicos, porém, o comando do CEP foi português, embora submetido ao caixilho britânico durante a instrução militar, o transporte em navios britânicos e o seu gradual ingresso em sector e, uma vez, instalado na frente, subordinado hierarquicamente ao comando do I Exército Britânico.

A guerra das trincheiras era uma novidade para os militares portugueses. Assim, em La Lys, no dia 9 de Abril, os alemães elegeram propositadamente o sector português sabendo que este seria o ponto mais frágil. Os alemães atacaram justamente no dia em que o contingente português se preparava para a rendição. Na Batalha, embora, existissem extraordinários actos de bravura – como o de Milhões – o saldo de mortandade foi enorme com cerca de seis centenas de mortos e bem mais de seis mil prisioneiros. Ao meio dia, os últimos esforços de resistência terminavam e com eles a Divisão Portuguesa deixava de contar como unidade militar. Os que não tinham sido mortos ou feitos prisioneiros retiravam desorganizadamente para a retaguarda.

Depois disso, o Comando Britânico dispensou da operacionalidade o contingente português remanescente, remetendo-o para trabalhos de organização do terreno, transformando os militares portugueses em ‘batalhões de trabalhadores’.

A 11 de Novembro de 1918 foi assinado o Armistício entre os Aliados e a Alemanha pondo um terminus àquela que fora até à altura a mais mortífera guerra da humanidade. Depois do Desfile da Vitória, entre Abril e Junho de 1919, o contingente português regressou à Pátria.

Tirem-se as respectivas conclusões, mas não se esqueça a HEROICIDADE DOS JOVENS PORTUGUESES ATIRADOS PELA REPÚBLICA PORTUGUESA PARA UMA GUERRA QUE NÃO ERA A SUA.

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

2 de novembro de 2014

Escândalo no Céu: João Baptista descanonizado!

A principal queixa contra o dito Baptista prende-se com a sua ausência de sentido pastoral e a sua falta de misericórdia para com o rei Herodes Antipas, a quem acusou de viver em adultério

Graças à grande trapalhada informática com o Citius, veio ter ao meu computador, procedente do Supremo Tribunal de Justiça do Céu, uma cópia da acção de descanonização de São João Baptista, intentada por alguns católicos, que se fizeram representar pelo seu advogado. Alega o causídico que o dito João, filho de Zacarias e de Isabel, foi precipitadamente elevado às honras dos altares e que, à luz da misericórdia pastoral, recentemente descoberta pelos referidos fiéis, é muito duvidosa a sua santidade.
A verdade é que a dita mãe do referido João, Isabel, era prima de Maria e, portanto, o filho desta, Jesus, era parente próximo do Baptista, o que indicia favorecimento na sua canonização, cujo processo, por sinal, não consta nos arquivos da congregação para as causas dos santos. Também se teme que o alegado santo tenha sido ilicitamente beneficiado pelo facto de dois dos seus discípulos, André e João, terem depois seguido Cristo (tráfico de influências?). Por outro lado, não se conhece nenhum milagre, comprovado científica e canonicamente, que seja devido à sua intercessão. Acresce o facto de viver nas dunas, de se cobrir com peles de animais (quiçá de espécies protegidas), comer gafanhotos (que, desde as pragas do Egipto, estão em vias extinção) e de se alimentar de mel silvestre (produto não autorizado pela ASAE), o que indicia comportamentos anti-ecológicos e, em consequência, dignos de grave censura social e eclesial.
Contudo, a principal queixa contra o dito Baptista prende-se com a sua ausência de sentido pastoral e a sua falta de misericórdia para com o rei Herodes Antipas, a quem, publicamente, acusou de viver em adultério com a sua sobrinha, Herodíade, mulher de seu irmão Filipe e mãe de Salomé. Ainda que os autos provem ser verdadeira essa convivência marital, é absolutamente lamentável que, em vez de acolher misericordiosamente o simpático governante, João o tenha condenado eticamente, incorrendo assim na santa ira de Herodíade. Ora, numa perspectiva mais inclusiva e gradual, não só se deveria ter abstido de tais pronunciamentos moralistas, como deveria ter participado misericordiosamente no banquete natalício de Herodes Antipas, segundo a famosa tese que afirma que nenhum convidado para uma ceia pode ser legitimamente impedido de nela comer.
Embora os exegetas discutam se este princípio teológico-gastronómico, muito em voga em certos jornais, já constava nas tábuas da Lei, dadas por Deus a Moisés, ou se decorre de algum sermão de Santo Agostinho, ou ainda se se encontra na Suma Teológica, ninguém duvida de que é de fé divina e católica.
Por outro lado, a união de Herodes com a cunhada era, indiscutivelmente, uma relação amorosa e, sendo a caridade a principal virtude cristã, deve prevalecer a atitude pastoral de valorizar esse amor, tendo também em conta o bem da jovem e bela Salomé, que de tão amorosa mãe e do seu extremoso consorte recebia, como bailarina, uma esmerada educação artística, que deve ser também estimulada.
Por último, a forma rude como o dito João tinha por costume dirigir-se às autoridades eclesiásticas, como os fariseus e os doutores da lei, não condiz com o estilo pastoral pós-conciliar, o qual, em vez de apelar à conversão, ou julgar, proibir ou condenar actos objectivamente contrários à doutrina cristã, acolhe, abençoa e louva todas as atitudes de quaisquer seres humanos.
Por tudo isto e o mais que fica por dizer, entendem os queixosos que a sentença não pode ser outra senão a da descanonização de João Baptista, correndo a cargo do demandado as custas processuais, sem hipótese de recurso nem apelo, excepto em sede de juízo final.
À margem, lê-se ainda nos autos: aconselha-se vivamente que seja também revisto o processo de um tal Tomás More, que se opôs ao divórcio de Henrique VIII e foi, por esse motivo, executado, sendo portanto igualmente suspeito de atitudes contrárias à misericórdia cristã. Recomenda-se ainda a abertura dos processos de canonização de Herodes Antipas, de Salomé e de Herodíade, padroeiros do amor livre, bem como de Henrique VIII, vítima do fundamentalismo católico. Assinado: o advogado do diabo, bastante procurador e representante dos referidos católicos*.

*Aviso à navegação: com este texto irónico não se pretende negar a prática da misericórdia em relação a todos os homens e, por maioria de razão, a todos os fiéis cristãos, quaisquer que sejam as suas circunstâncias pessoais e familiares, mas apenas recordar que a caridade pressupõe a justiça e que não há pior injustiça do que a de tratar todos por igual. O acolhimento misericordioso que a todos os cristãos, sem excepção, deve ser dispensado, não pode ser feito à custa da verdade moral objectiva, nem do propósito de conversão, que a Igreja a todos convida, como requisito necessário para a salvação.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
OBSERVADOR | 2014.10.18

Fonte: Povo

Todos Os Fiéis Defuntos

1 de novembro de 2014

MONARQUIA DO POVO vs república das elites

Foto: MONARQUIA DO POVO vs república das elites
Hoje, a última coisa que os Portugueses, e, mesmo outros povos do mundo, desejam é ver mais políticos alçados no cadeirão republicano do poder, eleitos com falsas promessas e ombreados por agendas secretas.
Então, qual a solução para este vazio, para este lapso na representação?
Comparam-se os actuais regimes republicanos com Monarquias Constitucionais parlamentares hodiernas e conclui-se que é o republicanismo que padece de uma natureza elitista, muitas vezes snobe, enquanto nas Monarquias é o Povo que mais enaltece os membros das famílias reais que alimentam um vínculo com um passado singular, com uma natureza e sociedades antigas, e com aquele ideal romântico e arrebatador que é a Nação - que é imortal.
Assim o amor pela Monarquia tem um lado popular, tanto quanto o ódio pelas actuais repúblicas e elites (oligarquia política e financeira) que as repúblicas já demasiado velhas e enfermas criaram, e, que a todo o custo procuram manter o status quo, é da mesma raiz popular.
Gneco Monteverde, dirigente do partido socialista do século XIX, dirigiu-se desta forma a El-Rei Dom Manuel II: «Venho agradecer reconhecidíssimo o bilhete e a carta que V.M. houve por bem enviar-me e o interesse que V.M. continua a tomar pelos seus operários. Mal sabem eles do alto patrocínio que tão eficazmente os está auxiliando neste momento».
Enquanto figura de frente, com um papel preponderante na sociedade, um Rei em Portugal asseguraria a unidade no seio de um país demasiado dividido por querelas políticas, por questiúnculas sociais, pelo individualismo dos políticos eleitos, pelas ‘guerras’ económicas e pela quase falência financeira. A democracia, a economia e a sociedade portuguesas seriam bem mais sólidas se nestes últimos 104 anos um Monarca tivesse reinado. Nem tudo deve, a qualquer custo, ser novo e contemporâneo, pois pode avariar! Pode-se muito bem conciliar capitalismo com bem-estar social. Quem é o supremo garante desse bem-estar? O Rei, naturalmente!
Um chefe de Estado, escolhido pela sufrágio directo e universal não encarna a democracia, pois, por muito que apregoe o contrário, nunca será o presidente de todos, mas presidente apenas daquela parte dos eleitores que votaram em si, deixando de parte todos os que não foram votar – e que pelos números da abstenção que cresce de acto em acto eleitoral são a maioria -, os que votaram em branco, os que optaram por anular o boletim e os que votaram nos outros candidatos. Feitas todas estas subtracções o presidente-eleito é representante e representativo de uma minoria. O presidente de uma república representa apenas uma facção do conjunto da Nação.
Ora, esse sectarismo não acontece com um Monarca, pois o Rei representa a Nação como um todo. Um chefe de Estado escolhido pela via biológica dentro de uma dinastia reinante, pela sucessão que ocorrerá através de primogenitura igualitária, de um príncipe/princesa herdeiro(a) ao Rei ‘de cujus’, asseguraria - como aconteceu durante os 771 anos do Reino de Portugal e dos Algarves - essa representatividade de todos os Portugueses.
Os políticos vivem obcecados com a mudança, e mudar comporta sempre a possibilidade de ‘mudar p’ra pior!’, ora com uma Monarquia não se corre esse risco, é esse o apanágio da continuidade: a segurança do curso da história.
Assim um presidente em qualquer república é coisa imposta a uma maioria recalcitrante por uma minoria que se apropriou dos meios de poder! Só quem faz parte do convívio introspectivo das relações de poder e toma lugar nas redes informais de promoção tem voto na escolha, todos os demais vêem-se perante o facto consumado, e, servos do oculto impulso do engano, lá vão, carneirissimamente, escolher aquele que pouco os representará. É esta a ciência do logro: parecer sem ser é a suprema conquista do ilusionista!
Longe da divisão e da discórdia está o Monarca. Outrossim, o Rei encarna a Nação, está para além da política, do facciosismo, do partidarismo, e imune ao feroz conflito da concorrência. É absolutamente livre e essa original personalidade de reencarnar história da Nação e a própria Nação parecem destiná-lo à popularidade para a grande maioria, representando a única autoridade social e potestade ética. Pelo Rei tocam os sinos e a varandas engalanam-se, só o Rei é adorado em cem cidades e mil aldeias!
Assim, A MONARQUIA É PARA TODOS!

Autor: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica

Hoje, a última coisa que os Portugueses, e, mesmo outros povos do mundo, desejam é ver mais políticos alçados no cadeirão republicano do poder, eleitos com falsas promessas e ombreados por agendas secretas.

Então, qual a solução para este vazio, para este lapso na representação?

Comparam-se os actuais regimes republicanos com Monarquias Constitucionais parlamentares hodiernas e conclui-se que é o republicanismo que padece de uma natureza elitista, muitas vezes snobe, enquanto nas Monarquias é o Povo que mais enaltece os membros das famílias reais que alimentam um vínculo com um passado singular, com uma natureza e sociedades antigas, e com aquele ideal romântico e arrebatador que é a Nação - que é imortal.

Assim o amor pela Monarquia tem um lado popular, tanto quanto o ódio pelas actuais repúblicas e elites (oligarquia política e financeira) que as repúblicas já demasiado velhas e enfermas criaram, e, que a todo o custo procuram manter o status quo, é da mesma raiz popular.

Gneco Monteverde, dirigente do partido socialista do século XIX, dirigiu-se desta forma a El-Rei Dom Manuel II: «Venho agradecer reconhecidíssimo o bilhete e a carta que V.M. houve por bem enviar-me e o interesse que V.M. continua a tomar pelos seus operários. Mal sabem eles do alto patrocínio que tão eficazmente os está auxiliando neste momento».

Enquanto figura de frente, com um papel preponderante na sociedade, um Rei em Portugal asseguraria a unidade no seio de um país demasiado dividido por querelas políticas, por questiúnculas sociais, pelo individualismo dos políticos eleitos, pelas ‘guerras’ económicas e pela quase falência financeira. A democracia, a economia e a sociedade portuguesas seriam bem mais sólidas se nestes últimos 104 anos um Monarca tivesse reinado. Nem tudo deve, a qualquer custo, ser novo e contemporâneo, pois pode avariar! Pode-se muito bem conciliar capitalismo com bem-estar social.

Quem é o supremo garante desse bem-estar? O Rei, naturalmente!

Um chefe de Estado, escolhido pela sufrágio directo e universal não encarna a democracia, pois, por muito que apregoe o contrário, nunca será o presidente de todos, mas presidente apenas daquela parte dos eleitores que votaram em si, deixando de parte todos os que não foram votar – e que pelos números da abstenção que cresce de acto em acto eleitoral são a maioria -, os que votaram em branco, os que optaram por anular o boletim e os que votaram nos outros candidatos. Feitas todas estas subtracções o presidente-eleito é representante e representativo de uma minoria. O presidente de uma república representa apenas uma facção do conjunto da Nação.

Ora, esse sectarismo não acontece com um Monarca, pois o Rei representa a Nação como um todo. Um chefe de Estado escolhido pela via biológica dentro de uma dinastia reinante, pela sucessão que ocorrerá através de primogenitura igualitária, de um príncipe/princesa herdeiro(a) ao Rei ‘de cujus’, asseguraria - como aconteceu durante os 771 anos do Reino de Portugal e dos Algarves - essa representatividade de todos os Portugueses.

Os políticos vivem obcecados com a mudança, e mudar comporta sempre a possibilidade de ‘mudar p’ra pior!’, ora com uma Monarquia não se corre esse risco, é esse o apanágio da continuidade: a segurança do curso da história.

Assim um presidente em qualquer república é coisa imposta a uma maioria recalcitrante por uma minoria que se apropriou dos meios de poder! Só quem faz parte do convívio introspectivo das relações de poder e toma lugar nas redes informais de promoção tem voto na escolha, todos os demais vêem-se perante o facto consumado, e, servos do oculto impulso do engano, lá vão, carneirissimamente, escolher aquele que pouco os representará. É esta a ciência do logro: parecer sem ser é a suprema conquista do ilusionista!

Longe da divisão e da discórdia está o Monarca. Outrossim, o Rei encarna a Nação, está para além da política, do facciosismo, do partidarismo, e imune ao feroz conflito da concorrência. É absolutamente livre e essa original personalidade de reencarnar história da Nação e a própria Nação parecem destiná-lo à popularidade para a grande maioria, representando a única autoridade social e potestade ética. Pelo Rei tocam os sinos e a varandas engalanam-se, só o Rei é adorado em cem cidades e mil aldeias!

Assim, A MONARQUIA É PARA TODOS!

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

Todos Os Santos