7 de dezembro de 2014

Investidura de SS AA RR o Princípe da Beira e da Infanta Dona Maria Francisca na Real Irmandade da Santa Cruz e dos Passos da Graça





































































Imagens dos termos do livro dos Irmãos de Honra da Real Irmandade com as páginas assinadas por SSAA os Príncipes Senhor D. Afonso e Senhora D. Maria Francisca no passado dia 9 de Novembro no final da Festa de Nossa Senhora e Investidura de novos Irmãos da Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça.

Fonte:
Real Irmandade dos Passos da Graça

6 de dezembro de 2014

Celebrações da Solenidade da Imaculada Conceição


A 8 de Dezembro a Igreja Católica celebra o dia da Imaculada Conceição de Maria Santíssima. É uma festa que se situa no início do ano litúrgico, Tempo do Advento, iluminando o caminho da Igreja rumo ao Natal do Senhor.
Imaculada Conceição é um dos importantes títulos com que é venerada a Virgem Maria.
O culto à Imaculada Conceição foi oficializado por D. João IV, primeiro rei da dinastia de Bragança, filho dedicado e obediente da Santa Igreja e devotíssimo da Virgem da Conceição, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição ofereceu Portugal à Mãe Imaculada de Jesus, depondo a coroa real aos pés da Rainha do Céu que, doravante, seria também a Rainha de Portugal. A que era somente Padroeira de Vila Viçosa passou a ser Padroeira de Portugal.
Depois desse grande momento, os reis seus sucessores, mais nenhum usou coroa sobre a cabeça, privilégio que estaria disponível apenas para a Imaculada Conceição.
As solenidades da Padroeira de Portugal, trazem sempre peregrinos de vários locais ao santuário de Vila Viçosa, no dia 8 de Dezembro e os antecedentes preparam os fiéis para venerar a Imaculada e também o Natal.
As Solenidades da Imaculada Conceição que irão ser transmitidas pela Rádio Campanário e que terão o seguinte programa:
- De 29 de Novembro a 7 de Dezembro – 21h: Terço e Pregação
- Dia 5 de Dezembro – 14h30: Encontro das crianças de Vila Viçosa com Nª Senhora
- Dia 6 de Dezembro – 16h: Conferência 160 anos definição do dogma da Imaculada Conceição e a Bula “Ineffabilis Deus” de Pio IX D. Manuel Madureira Dias  na Sede da Régia Confraria.
22h: Concerto de órgão – João Vaz
- Dia 7 de Dezembro – 18h: Terço e Eucaristia / Acolhimento aos peregrinos
21h: Encerramento da novena / Procissão de velas à volta das Muralhas / Vigília
Dia 8 de Dezembro – 09h30: Acolhimento de peregrinos e recitação do terço a cargo das confrarias de nossa senhora
11H: Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição
14h30: Terço solenizado a cargo da Ordem do Carmo
15h: Procissão em Honra de Nossa Senhora da Conceição pelas ruas de Vila Viçosa
17h: Eucaristia da tarde / Acto de consagração e encerramento

Fonte: Rádio Campanário

Feriado: D. Duarte Pio defende Dia de Portugal a 1 de Dezembro (vídeos da TVI24)

 (Clicar na imagem para ver vídeo)

D. Duarte Pio sobre o estado da Justiça em Portugal, na TVI24 

(Clicar na imagem para ver vídeo)

5 de dezembro de 2014

Era uma vez, numa qualquer RÉ PÚBLICA

Foto: Era uma vez, numa qualquer RÉ PÚBLICA

«Que sendo uma República governo de muitos e já tão difícil encontrar Homem Bom para Rei, mais difícil seria conseguir-se juntar os tantos honrados para uma República…», tinha razão Correia dos Remolares.
Os republicanos cedo abandonaram a defesa das razões activas com que justificaram a implementação dos novos regimes. Não existem verdadeiramente ideologias, mas caça às benesses, não passando a política de uma simples conciliação de sinais contrários, onde emerge, como consequência nefasta e motor, a corrupção.
Os partidos republicanos com o seu clubismo e caciquismo mergulharam as instituições dos Estados numa agonia profunda e a todo custo, enclausurados numa redoma de privilégios, tentam manter o status quo e mascarar a má qualidade do produto que “vendem” em tempos de eleições. Manifestamente responsáveis pela situação de crise dos Países, nunca estiveram à altura das enormes responsabilidades que assumiram sem qualquer preparação.
Na realidade os políticos vendem quando dão, pois é mero fingimento o seu acto de distribuir. E assim compram o voto por uns meros cêntimos de promessa, negociando a sua gloriola com a habitual desgraça de quem lhes oblata o papel dobrado na urna de pau. E porque, normalmente, ao comum lhes basta o que baste, assim se vai construindo aquela coisa tão grega quanto distante que depois se tarda em ter e que se caucionou chamar de ‘democracia’. Servos do oculto impulso do engano, lá vão, carneirissimamente, escolher aquele que em outros tempos seria o servo, mas que agora se enfatua caudilho. O político republicano que falha sem esforço, de atributos mal-contornados, formado em ciência do logro, parece sem ser – suprema conquista do ilusionista! Gastam o dinheiro dos outros e deixam-nos a passar fome, mas a responsabilidade sempre some.

Escreveu Fernando Pessoa em 1935:

«A República pragmática
Que hoje temos já não é
A meretriz democrática.
Como deixou de ser pública
Agora é somente RÉ.»

Qual a solução: a MONARQUIA! O Rei é o compasso moral e ético e a consciência da Nação, como uma bússola orienta o caminho e como um cinzel grava a virtude!
A Monarquia não pode ser apenas uma memória querida conservada em formol, não podemos continuar prisioneiros de um mundo acabado, atolados na miséria, sem poder realizar outro fim. 
A Monarquia será uma terapia de choque democrático, pois um Rei tem um imperativo ético claro: a defesa da Nação, sem olhar a interesses e caciquismos. É preciso o sentido de Missão que só um Rei possui! No Rei, a sociedade civil terá um farol e um Defensorobtendo o Povo dessa forma um Paladino para poder afirmar os seus direitos. Um Rei que será “um Homem de Princípios” sereno mas temerário, inclinado para o respeito da Lei, probo e intelectualmente sincero, que cultive a afeição livre pelo Seu Povo, que por ser Rei lhe advém pela ordem e direito naturais e que têm como resultado imediato a admiração e a confiança do último para com o primeiro! Esse instrumento de conhecimento do Seu Povo não é de somenos importância, pois provoca a confiança recíproca!
Um Rei plantará a Árvore da Ética, pois teremos políticos mais sinceros, subsequentemente, um País mais justo! A Sua obra final será uma verdadeira méritocracia em Monarquia.
Mas essa é uma Alta Missão, não se pense que não será trabalho árduo! 
Viv’ó Rei! Viv’á Monarquia! Aguardámos o seu Regresso depois do imoral intervalo republicano!

Autor: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica


«Que sendo uma República governo de muitos e já tão difícil encontrar Homem Bom para Rei, mais difícil seria conseguir-se juntar os tantos honrados para uma República…», tinha razão Correia dos Remolares.
Os republicanos cedo abandonaram a defesa das razões activas com que justificaram a implementação dos novos regimes. Não existem verdadeiramente ideologias, mas caça às benesses, não passando a política de uma simples conciliação de sinais contrários, onde emerge, como consequência nefasta e motor, a corrupção.
Os partidos republicanos com o seu clubismo e caciquismo mergulharam as instituições dos Estados numa agonia profunda e a todo custo, enclausurados numa redoma de privilégios, tentam manter o status quo e mascarar a má qualidade do produto que “vendem” em tempos de eleições. Manifestamente responsáveis pela situação de crise dos Países, nunca estiveram à altura das enormes responsabilidades que assumiram sem qualquer preparação.
Na realidade os políticos vendem quando dão, pois é mero fingimento o seu acto de distribuir. E assim compram o voto por uns meros cêntimos de promessa, negociando a sua gloriola com a habitual desgraça de quem lhes oblata o papel dobrado na urna de pau. E porque, normalmente, ao comum lhes basta o que baste, assim se vai construindo aquela coisa tão grega quanto distante que depois se tarda em ter e que se caucionou chamar de ‘democracia’. Servos do oculto impulso do engano, lá vão, carneirissimamente, escolher aquele que em outros tempos seria o servo, mas que agora se enfatua caudilho. O político republicano que falha sem esforço, de atributos mal-contornados, formado em ciência do logro, parece sem ser – suprema conquista do ilusionista! Gastam o dinheiro dos outros e deixam-nos a passar fome, mas a responsabilidade sempre some.

Escreveu Fernando Pessoa em 1935:

«A República pragmática
Que hoje temos já não é
A meretriz democrática.
Como deixou de ser pública
Agora é somente RÉ.»

Qual a solução: a MONARQUIA! O Rei é o compasso moral e ético e a consciência da Nação, como uma bússola orienta o caminho e como um cinzel grava a virtude!
A Monarquia não pode ser apenas uma memória querida conservada em formol, não podemos continuar prisioneiros de um mundo acabado, atolados na miséria, sem poder realizar outro fim.
A Monarquia será uma terapia de choque democrático, pois um Rei tem um imperativo ético claro: a defesa da Nação, sem olhar a interesses e caciquismos. É preciso o sentido de Missão que só um Rei possui! No Rei, a sociedade civil terá um farol e um Defensorobtendo o Povo dessa forma um Paladino para poder afirmar os seus direitos. Um Rei que será “um Homem de Princípios” sereno mas temerário, inclinado para o respeito da Lei, probo e intelectualmente sincero, que cultive a afeição livre pelo Seu Povo, que por ser Rei lhe advém pela ordem e direito naturais e que têm como resultado imediato a admiração e a confiança do último para com o primeiro! Esse instrumento de conhecimento do Seu Povo não é de somenos importância, pois provoca a confiança recíproca!
Um Rei plantará a Árvore da Ética, pois teremos políticos mais sinceros, subsequentemente, um País mais justo! A Sua obra final será uma verdadeira méritocracia em Monarquia.
Mas essa é uma Alta Missão, não se pense que não será trabalho árduo!
Viv’ó Rei! Viv’á Monarquia! Aguardámos o seu Regresso depois do imoral intervalo republicano!

Miguel Villas-Boas

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança no funeral do Marquês de Fronteira

SS. AA. RR., Os Senhores D. Duarte de Bragança e D. Isabel de Bragança


O Palácio de Fronteira, em Lisboa, vestiu-se de luto para o último adeus a Fernando Mascarenhas, marquês de Fronteira, que morreu a 12 de novembro, aos 69 anos.

«Sempre o admirei. Sempre gostei muito de conversar com ele. Tinha uma grande liberdade de opiniões, aceitava opiniões contrárias. Foi sempre um bom exemplo do que é um espírito inteligente a viver em democracia», disse à Lux D. Duarte de Bragança.


Fonte: Lux

4 de dezembro de 2014

SAR, D. Duarte de Bragança: Portugueses sofrem com políticas 'irresponsáveis' e 'desajustadas'

D. Duarte: Portugueses sofrem com políticas 'irresponsáveis' e 'desajustadas'

O duque de Bragança, D. Duarte Pio, defendeu hoje a necessidade de uma "revolução cultural", quando os portugueses sofrem as consequências "gravíssimas" de políticas "economicamente irresponsáveis e moralmente desajustadas".
Na mensagem a assinalar o 1.º de Dezembro, dia que se celebra a Restauração da Independência de Portugal após o domínio filipino, o chefe da Casa Real Portuguesa também se referiu aos "sinais muito recentes de que a Justiça finalmente está a funcionar, com plena independência entre os poderes".
A Justiça portuguesa "tem dado extraordinárias provas de independência, apesar das péssimas condições com que os juízes contam para realizarem o seu trabalho", disse.
Nas últimas semanas, duas investigações levaram à detenção de responsáveis ou ex-responsáveis em cargos públicos, como o ex-primeiro ministro José Sócrates, indiciado de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção e, no âmbito da operação relacionada com corrupção nos vistos gold, do ex-presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, e do ex-director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos.  
"Num momento em que os portugueses sofrem as consequências gravíssimas de muitos anos de políticas economicamente irresponsáveis e moralmente desajustadas, precisamos de uma 'revolução cultural'", declara o duque de Bragança. 
"A ignorância e o relativismo moral estão na base da nossa crise actual", acrescenta.
Para D. Duarte Pio, "Portugal e os portugueses vivem dias amargurados" porque a pátria "não se comporta como país livre e independente" e enumera um conjunto de problemas, como o desemprego, que obriga as famílias a desempenharem um papel supletivo que "o Estado já não alcança", a necessidade de emigrar, sobretudo entre os mais jovens e qualificados, ou a "pouca confiança" em instituições como a Justiça e a Assembleia da República. 
Nas eleições autárquicas, os portugueses manifestaram o desejo de ver independentes nos cargos municipais, escolhidos pessoalmente pelos eleitores, recorda o chefe da Casa Real Portuguesa, apontando ainda sinais de que os cidadãos se movimentam para procurar alternativas políticas para as eleições legislativas.
"Para todo este desejo de renovação que perpassa pelo nosso país, estou convicto que a Instituição Real seria muito importante, ao aproximar a população das suas instituições políticas", salienta D. Duarte Pio. Por isso, insiste que a sua família "está preparada para assumir os compromissos que o nobre povo português" lhe quiser confiar. 
"O pensamento republicano é de curto prazo, interessa-lhe resolver os assuntos a quatro anos, até às próximas eleições, é um pensamento muito provisório", afirma.
O duque de Bragança apela ainda aos governantes portugueses para que Portugal tenha uma intervenção "em defesa das vítimas do fanatismo no Próximo Oriente". 
Fonte: Sol

3 de dezembro de 2014

ALMOÇO DE CONJURA DO "PRINCIPADO DA BEIRA" ESTE ANO É EM AVEIRO


Para celebrar a Restauração da Independência de Portugal de 1640, como habitualmente, as Reais Associações da Beira Litoral e Coimbra irão organizar um almoço no dia 6 de Dezembro, sábado, pelas 13 horas no Restaurante "Ceboleiros", em Aveiro. 

Como nesse dia 6 de Dezembro se comemora o 829.º Aniversário do falecimento do Rei Fundador, a respectiva Missa de Sufrágio será celebrada às 17 horas na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.
 

  Muito gostaríamos de poder contar com a presença de todos Vós!

Inscrições
tel. 932 467 387
email: realbeiralitoral@gmail.com 
Almoço: 15 €  

Almoço comemorativo do 374º Aniversário da Restauração da Independência em Montalegre

2 de dezembro de 2014

Mensagem 2014 de SAR o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança



Mensagem de 1 de Dezembro de 2014


Portugueses:


O 1º de Dezembro é a mais nacional de todas as nossas datas.

Sem ela, todos os outros feriados civis deixam de fazer sentido.
E por isso, começo por saudar a Iniciativa Popular para a reposição do feriado comemorativo do dia 1º de Dezembro!
Nós, monárquicos, nunca a deixaremos de celebrar como aquele dia em que renasceu Portugal!

Hoje, Portugal e os Portugueses vivem dias amargurados.

Vive a nossa Pátria dias difíceis porque não se comporta como País livre e independente, grande pelos seus avós, e grande pelos nossos filhos.
Não podemos hoje, a soldo de interesses económicos duvidosos, vender essa independência que tanto custou a tantas gerações de portugueses.

Vivem os Portugueses dias difíceis porque o desemprego assola as famílias e destrói capacidades e laços de vida, obrigando as mesmas famílias a terem o papel supletivo que o Estado social já não alcança.

Vivem os Portugueses dias difíceis porque são forçados a emigrar, sobretudo os mais jovens e sobretudo os mais qualificados; e por muita experiência que possam trazer de volta, fazem-nos agora falta.

Vivem os Portugueses dias difíceis, porque manifestam pouca confiança naquelas instituições que deveriam garantir a nossa democracia, como sejam a Justiça e a Assembleia da República.

É nestes momentos mais difíceis, que o povo português deve revelar as suas extraordinárias capacidades.

Assistimos a sinais muito recentes de que a Justiça finalmente está a funcionar, com plena independência entre os poderes.

A nossa justiça tem dado extraordinárias provas de independência apesar das péssimas condições com que os juízes contam para realizarem o seu trabalho.
Sem uma justiça rápida e eficiente não pode haver democracia.

Assistimos a que, nas eleições autárquicas, os portugueses manifestaram o desejo de ver independentes nos cargos municipais a serem escolhidos pessoalmente pelos eleitores.

Assistimos a sinais de que os cidadãos se movimentam para procurar alternativas políticas para as eleições legislativas, mais consonantes com tudo aquilo que a sociedade civil sabe fazer, e fazer bem.

Para todo este desejo de renovação que perpassa pelo nosso país, estou convicto que a Instituição Real seria muito importante, ao aproximar a população das suas instituições políticas.

Todas as democracias cujo Chefe de Estado é um Rei ou uma Rainha têm essa ligação muito mais forte do que os Países onde a chefia de Estado é assumida por um político, independentemente das notáveis qualidades pessoais que ele possa ter.

Num momento em que os portugueses sofrem as consequências gravíssimas de muitos anos de políticas economicamente irresponsáveis e moralmente desajustadas, precisamos de uma “revolução cultural”.
A ignorância e o relativismo moral estão na base da nossa crise actual.

Queremos que os produtos nacionais, na indústria, na agricultura e nos serviços, sejam cada vez mais conhecidos.

Queremos que os jovens encontrem alternativas adequadas às suas vocações.

Queremos que as famílias continuem a promover a educação dos filhos, apesar de entraves que o próprio Estado por vezes coloca.
Temos provas dadas na ciência, na tecnologia, na qualidade dos produtos nacionais, na ousadia dos nossos empresários, na dedicação dos nossos trabalhadores, nas competências dos nossos pescadores e agricultores, na eficácia das nossas Forças Armadas, nos feitos conseguidos pelos nossos desportistas.
Acreditamos que saberemos estar presentes num Mundo em evolução.

Aproveito para apelar aos nossos governantes, para que tenhamos uma intervenção em defesa das vítimas do fanatismo no Próximo Oriente.

Algumas organizações têm tido um papel muito importante na denúncia dos crimes cometidos contra as comunidades cristãs que há mais de mil anos vivem nessa região.

A Fundação de Ajuda à Igreja que Sofre é uma das mais eficazes no apoio efectivo às vítimas dessas perseguições.

A minha Família e eu temo-nos esforçado por contribuir para o progresso da nossa Pátria.
Neste ano que termina, visitámos em Família a Nação irmã de Timor-Leste, cujo Parlamento generosamente me concedeu a sua nacionalidade.

Visitámos S.E. o Presidente da República, General Taur Matan Ruak, e o anterior Presidente da República, Prémio Nobel Dr. José Ramos Horta e contactámos várias personalidades civis e religiosas.

O nosso filho Afonso foi nomeado pela Associação do Senado dos Liurais, presidido pelo Deputado Dr. Manuel Tilman, com o grau de Liurai Timorense.

Visitámos em caminho, a Tailândia, onde fomos recebidos pela Família Real e pela comunidade de origem portuguesa, descendentes dos militares que foram enviados para ajudar o Reino do Sião.
Visitámos também o Rei e a Família Real do Reino do Cambodja.

Visitei Angola, por ocasião do Congresso das Fundações da CPLP, iniciativa do maior interesse, tendo-me ainda reunido com Bispos da Conferência Episcopal Angolana.

Em Portugal visitámos oficialmente vários Concelhos a convite das suas Câmaras Municipais.
Em alguns casos, o motivo foi a celebração dos 500 anos do foral manuelino, noutros o apoio a boas iniciativas culturais, económicas e cívicas.

Estive presente em Braga, Sintra, Aveiro, Ovar, Porto, Guimarães, Massarelos, Estremoz, Viana do Castelo, Caminha, Aljustrel, Funchal, Torres Vedras, Lamego, Felgueiras, e Vieira do Minho. E daqui saúdo as suas populações, autarcas e outras pessoas que sempre tão generosamente me receberam.

O futuro de Portugal depende de mantermos vivas estas nossas raízes e de alcançarmos uma inteligente renovação das nossas instituições.
Só todos juntos, num esforço bem organizado, o poderemos conseguir.

Tenho afirmado que o pensamento republicano é de curto prazo; interessa-lhe resolver os assuntos a quatro anos, até às próximas eleições; é um pensamento muito provisório.

Hoje estamos aqui neste 1º de Dezembro porque respiramos o ar da História e esse ar mede-se por séculos e gerações e não por ciclos eleitorais.

E por isso, hoje e aqui, solenemente repito - na presença de minha Mulher Isabel, que tanto tem promovido as causas da família e da educação, e de meu Filho Afonso que este ano celebrou a sua
maioridade - que a minha Família está preparada para assumir os compromissos que o nobre povo português nos quiser confiar.

Assim sucedeu noutras épocas da nossa gloriosa História como povo.
Assim possa vir a suceder, após estes tempos conturbados em que vivemos.


Viva Portugal!

1 de dezembro de 2014

1 DE DEZEMBRO DE 1640 - ‘O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA’


RESTAURAÇÃO 1640 – 1.º PASSO
‘DESCONTENTAMENTO GERAL’

Foto: RESTAURAÇÃO 1640 – 1.º PASSO
‘DESCONTENTAMENTO GERAL’
Durante o Domínio Filipino da nossa Pátria, sobretudo no de Filipe III (IV de Espanha), Portugal, na prática, tratava-se de província espanhola, governada à distância, por quem não demonstrava qualquer cuidado com os interesses e anseios dos portugueses.
No início do reinado de Filipe III, então com 16 anos, em 1621, instalou-se em Madrid a política centralista de Gaspar Filipe de Gusmán, Conde-Duque de Olivares, plasmada no seu projecto Instrucción sobre el gobierno de España, de 1625, apontada à obliteração da autonomia portuguesa, abduzindo por completo o Reino de Portugal. Este documento de intenções apontava três sentidos: 1º - Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha; 2º - Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa; 3º - Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.
A Governação dos Filipes transformara-se em tirania. Como de simples nativos se tratassem, os habitantes serviam unicamente para serem visitados pelo cobrador de impostos. Este confisco em nada beneficiava o País, pois o tributo não era repartido para fruir as necessidades e premências de Portugal e o bem comum dos naturais, mas ajudavam tão só a custear as despesas do Império espanhol.
Foi sobretudo esta política fiscal que abriu o caminho para a Restauração. Ainda, em 1628, aconteceu o “Motim das Maçarocas", no Porto, revolta contra o imposto do linho fiado; depois, em Agosto de 1637, foram os protestos e a violência, que ficaram conhecidas por "Alterações de Évora", e que tiveram origem no aumento do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, assim como o aumento do imposto da Sisa elevado para 25%. Apesar da revolta ter sido instigada pelo Procurador e pelo Escrivão do povo - acicatados ainda pelo imposto da meia-anata -, numa manobra para manter o anonimato dos impulsionadores, as ordens para a marcha da insurreição surgiram assinadas pelo "Manuelinho", um pobre demente da cidade alentejana. As "Alterações de Évora", contagiariam todo o País e alastraram a Sousel, Crato, Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, Bragança, Beira e Algarve.
Vulgarizam-se os panfletos populares contra Filipe III (IV): “Que teve em ti Portugal? Grande mal. E de seres seu Senhor? Gram rigor. Que teve dos castelhanos? Grandes danos.”
Desta forma, o descontentamento era transversal a toda a Sociedade portuguesa: a Nobreza via os poucos cargos de administração que, ainda, sobejavam no Reino de Portugal – uma vez que a Corte estava em Madrid -, e, que outrora haviam sido dos seus antepassados, ocupados pelos ocupantes estrangeiros. Além disso, eram obrigados a alistar-se no exército espanhol suportando todas as despesas, e os que a sua idade já desobrigava da prestação obrigatória do serviço militar retiraram-se para a província, onde viviam nos seus palacetes e solares subsistindo com o mínimo de dignidade que imponham os pergaminhos de família.
Também, a Burguesia estava desiludida e em rota de colisão coma pobreza, pois em consequência da belicosidade castelhana com as demais nações europeias, os territórios e navios portugueses eram atacados e saqueados, ficando os corsários Ingleses, Franceses e Holandeses, com os produtos originários dessas terras e que outrora comerciavam proveitosamente. Assim, comércio e respectivo lucro haviam caído a pique.
A insurreição que começara em Évora, em 1637, não conseguiu destituir o Governo em Lisboa, cedendo perante ao reforço de tropas castelhanas que vieram em seu auxílio para reprimir a revolução, no entanto, o rastilho foi aceso e começou, então, a engrandecer a ideia da Restauração da Independência.
(continua)

por: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica


Durante o Domínio Filipino da nossa Pátria, sobretudo no de Filipe III (IV de Espanha), Portugal, na prática, tratava-se de província espanhola, governada à distância, por quem não demonstrava qualquer cuidado com os interesses e anseios dos portugueses.
No início do reinado de Filipe III, então com 16 anos, em 1621, instalou-se em Madrid a política centralista de Gaspar Filipe de Gusmán, Conde-Duque de Olivares, plasmada no seu projecto Instrucción sobre el gobierno de España, de 1625, apontada à obliteração da autonomia portuguesa, abduzindo por completo o Reino de Portugal. Este documento de intenções apontava três sentidos: 1º - Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha; 2º - Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa; 3º - Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.
A Governação dos Filipes transformara-se em tirania. Como de simples nativos se tratassem, os habitantes serviam unicamente para serem visitados pelo cobrador de impostos. Este confisco em nada beneficiava o País, pois o tributo não era repartido para fruir as necessidades e premências de Portugal e o bem comum dos naturais, mas ajudavam tão só a custear as despesas do Império espanhol.
Foi sobretudo esta política fiscal que abriu o caminho para a Restauração. Ainda, em 1628, aconteceu o “Motim das Maçarocas", no Porto, revolta contra o imposto do linho fiado; depois, em Agosto de 1637, foram os protestos e a violência, que ficaram conhecidas por "Alterações de Évora", e que tiveram origem no aumento do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, assim como o aumento do imposto da Sisa elevado para 25%. Apesar da revolta ter sido instigada pelo Procurador e pelo Escrivão do povo - acicatados ainda pelo imposto da meia-anata -, numa manobra para manter o anonimato dos impulsionadores, as ordens para a marcha da insurreição surgiram assinadas pelo "Manuelinho", um pobre demente da cidade alentejana. As "Alterações de Évora", contagiariam todo o País e alastraram a Sousel, Crato, Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, Bragança, Beira e Algarve.
Vulgarizam-se os panfletos populares contra Filipe III (IV): “Que teve em ti Portugal? Grande mal. E de seres seu Senhor? Gram rigor. Que teve dos castelhanos? Grandes danos.”
Desta forma, o descontentamento era transversal a toda a Sociedade portuguesa: a Nobreza via os poucos cargos de administração que, ainda, sobejavam no Reino de Portugal – uma vez que a Corte estava em Madrid -, e, que outrora haviam sido dos seus antepassados, ocupados pelos ocupantes estrangeiros. Além disso, eram obrigados a alistar-se no exército espanhol suportando todas as despesas, e os que a sua idade já desobrigava da prestação obrigatória do serviço militar retiraram-se para a província, onde viviam nos seus palacetes e solares subsistindo com o mínimo de dignidade que imponham os pergaminhos de família.
Também, a Burguesia estava desiludida e em rota de colisão coma pobreza, pois em consequência da belicosidade castelhana com as demais nações europeias, os territórios e navios portugueses eram atacados e saqueados, ficando os corsários Ingleses, Franceses e Holandeses, com os produtos originários dessas terras e que outrora comerciavam proveitosamente. Assim, comércio e respectivo lucro haviam caído a pique.
A insurreição que começara em Évora, em 1637, não conseguiu destituir o Governo em Lisboa, cedendo perante ao reforço de tropas castelhanas que vieram em seu auxílio para reprimir a revolução, no entanto, o rastilho foi aceso e começou, então, a engrandecer a ideia da Restauração da Independência.

por: Miguel Villas-Boas


RESTAURAÇÃO 1640 – 2.º PASSO

‘COMO REPOR A LEGALIDADE?’

Foto: RESTAURAÇÃO 1640 – 2.º PASSO
‘COMO REPOR A LEGALIDADE?’
Desaparecido El-Rei Dom Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir e com o falecimento do Cardeal-Rei Dom Henrique, que lhe sucedera, extinguia-se a Dinastia de Avis. Também a debandada de Dom António, Prior do Crato, provocada pelos castelhanos deixou o País à mercê do ávido estrangeiro e o trono de Portugal passou para Filipe II de Espanha, I de Portugal, e que originou a 3.ª Dinastia, a Filipina ou dos Habsburgos. Filipe I de Portugal era filho de Dona Isabel de Portugal, irmã do Cardeal-Rei e de Dom João III, e portanto neto do Rei Dom Manuel I de Portugal.
Entende-se que de acordo com a Lei e o Direito Consuetudinário portugueses, Filipe, sendo um Príncipe estrangeiro, não tinha direito ao trono português, tanto mais que havia, segundo estas leis do País um candidato natural e legítimo: Dona Catarina, Duquesa de Bragança, e tal como Filipe I, neta d’ El-Rei Dom Manuel I e Infanta de Portugal. Dona Catarina contraiu matrimónio com D. João I de Bragança e o seu primogénito D. Teodósio II, foi o 7.º Duque de Bragança e foi pai de Dom João II de Bragança que viria a ser o Rei Restaurador.
Recorde-se que a Sereníssima Casa de Bragança teve a sua fundação em Dom Afonso I, filho ilegítimo de Dom João I e de Inês Pires, uma mulher solteira. Tendo sido legitimado pelo Rei que lhe concedeu o título de conde de Barcelos, Dom Afonso contraiu matrimónio com a filha de Dom Nuno Álvares Pereira, Dona Beatriz Pereira Alvim. Mais tarde, já na regência do seu meio-irmão Dom Pedro, foi por este concedido a Dom Afonso, o título de Duque de Bragança - por ser uma Casa cujo 1.º duque era filho de Rei, os Duques têm numeração como os Reis. Assim a Revolta de 1640 não veio mais do que, pondo os pontos nos is, repor a legalidade.
Por isso, já em 1635, por altura do casamento de Dom Francisco de Mello, 3.º Marquês de Ferreira, D. João II de Bragança foi recebido como um Rei a ser, em Évora.
Quanto a Dom João quando ainda não era o IV e o Restaurador, «de seu aio D. Diogo de Melo recebeu aprimorada educação e o gosto pela montaria; e do doutor Jerónimo Soares uma boa preparação nas letras clássicas e em teologia. Também se deu a estudos de música, ouvindo as lições do inglês Robert Tornar, que o duque D. Teodósio contratara para mestre da capela de Vila Viçosa.», In «História de Portugal», volume V, Joaquim Veríssimo Serrão. Que continuou adiante: «E, para além do monarca e do restaurador, impõe-se considerar nele o artista e o letrado, o amador de música que, no seu tempo, esteve à altura dos maiores de Portugal.» De facto, deve-se a El-Rei Dom João IV, a autoria do Hino Natalício, “Adeste Fidelis”. 
VIV’Ó REI RESTAURADOR!

por: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica


Desaparecido El-Rei Dom Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir e com o falecimento do Cardeal-Rei Dom Henrique, que lhe sucedera, extinguia-se a Dinastia de Avis. Também a debandada de Dom António, Prior do Crato, provocada pelos castelhanos deixou o País à mercê do ávido estrangeiro e o trono de Portugal passou para Filipe II de Espanha, I de Portugal, e que originou a 3.ª Dinastia, a Filipina ou dos Habsburgos. Filipe I de Portugal era filho de Dona Isabel de Portugal, irmã do Cardeal-Rei e de Dom João III, e portanto neto do Rei Dom Manuel I de Portugal.
Entende-se que de acordo com a Lei e o Direito Consuetudinário portugueses, Filipe, sendo um Príncipe estrangeiro, não tinha direito ao trono português, tanto mais que havia, segundo estas leis do País um candidato natural e legítimo: Dona Catarina, Duquesa de Bragança, e tal como Filipe I, neta d’ El-Rei Dom Manuel I e Infanta de Portugal. Dona Catarina contraiu matrimónio com D. João I de Bragança e o seu primogénito D. Teodósio II, foi o 7.º Duque de Bragança e foi pai de Dom João II de Bragança que viria a ser o Rei Restaurador.
Recorde-se que a Sereníssima Casa de Bragança teve a sua fundação em Dom Afonso I, filho ilegítimo de Dom João I e de Inês Pires, uma mulher solteira. Tendo sido legitimado pelo Rei que lhe concedeu o título de conde de Barcelos, Dom Afonso contraiu matrimónio com a filha de Dom Nuno Álvares Pereira, Dona Beatriz Pereira Alvim. Mais tarde, já na regência do seu meio-irmão Dom Pedro, foi por este concedido a Dom Afonso, o título de Duque de Bragança - por ser uma Casa cujo 1.º duque era filho de Rei, os Duques têm numeração como os Reis. Assim a Revolta de 1640 não veio mais do que, pondo os pontos nos is, repor a legalidade.
Por isso, já em 1635, por altura do casamento de Dom Francisco de Mello, 3.º Marquês de Ferreira, D. João II de Bragança foi recebido como um Rei a ser, em Évora.
Quanto a Dom João quando ainda não era o IV e o Restaurador, «de seu aio D. Diogo de Melo recebeu aprimorada educação e o gosto pela montaria; e do doutor Jerónimo Soares uma boa preparação nas letras clássicas e em teologia. Também se deu a estudos de música, ouvindo as lições do inglês Robert Tornar, que o duque D. Teodósio contratara para mestre da capela de Vila Viçosa.», In «História de Portugal», volume V, Joaquim Veríssimo Serrão. Que continuou adiante: «E, para além do monarca e do restaurador, impõe-se considerar nele o artista e o letrado, o amador de música que, no seu tempo, esteve à altura dos maiores de Portugal.» De facto, deve-se a El-Rei Dom João IV, a autoria do Hino Natalício, “Adeste Fidelis”.
VIV’Ó REI RESTAURADOR!

por: Miguel Villas-Boas

RESTAURAÇÃO 1640 – 3.º PASSO
‘A CONJURA’

Foto: RESTAURAÇÃO 1640 – 3.º PASSO
‘A CONJURA’
Apesar da insurreição de Évora, em 1637, não ter derrubado o Governo pró-Castela, em Lisboa, consequência da repressão das tropas castelhanas que vieram em seu auxílio e que evitaram logo ali revolução, já ninguém podia mudar o curso das vontades.
Em 1639, o Duque de Bragança, recém-nomeado governador de armas do reino, instalou-se em Almada onde começou a receber a visita da nobreza e fidalguia, entre os quais D. Francisco de Mello que lhe começa a incutir as ideias da restauração da independência.
Eclode uma revolta na Catalunha, também, contra o centralismo do Conde-Duque de Olivares. A 7 de Junho de 1640, O rei Filipe IV convoca Dom João II de Bragança para o assistir na viagem à Catalunha e colaborar na campanha de repressão que ia empreender. O Duque de Bragança enjeitou a convocação de Filipe IV, no que foi seguido por muitos nobres portugueses que receberam idêntica intimação, recusando-se também a obedecer a Castela.
Foi, então, que, secretamente, se congregou um grupo de 40 Nobres – que viriam a ser denominados de Conjurados. Nas suas reuniões, no Palácio dos Almadas, propriedade do então titular, Dom Antão de Almada, 7º Conde de Abranches, o grupo patriótico português nascido clandestinamente, começou a analisar e engendrar a melhor forma de revolta contra o domínio castelhano. Principiaram então a tecer uma revolta com garantia de êxito.
A 12 de Outubro de 1640, no Palácio do Conde de Abranches, ocorre uma reunião que, além do Conde, incluiu D. Miguel de Almeida – o de maior idade -, o Monteiro-mor Francisco de Mello e seu irmão Jorge de Mello, António Saldanha, Pedro de Mendoça Furtado e o agente do Duque de Bragança em Lisboa, João Pinto Ribeiro, na qual é decidido que um deles se deve encontrar com o Duque no Paço Ducal de Vila Viçosa. Esse encontro acontece na segunda quinzena de Outubro, entre Pedro de Mendoça Furtado e Dom João II de Bragança, e o segundo é instigado a assumir o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal. O Duque mostra-se favorável, mas reserva uma resposta definitiva para depois de umas consultas com o Marquês de Ferreira, o Conde de Vimioso, o secretário António Paes Viegas e a própria Duquesa de Bragança, D. Luísa de Gusmão; ao que todos se mostram favoráveis. Assim, Dom João II de Bragança decide apoiar incondicionalmente o “coup”!
A 10 de Novembro, o Duque entrega a João Pinto Ribeiro duas cartas com instruções: uma para D. Miguel de Almeida e outra para Pedro de Mendoça Furtado, que as recebem em 21 desse mês.
Era necessário apoio do povo e também do clero, ora os novos impostos lançados sem a autorização das Cortes empobrecia a população, e isso, também, se repercutia nos donativos à Igreja. Assim, a restauração seria do interesse dos Três-Estados. Faltava escolher o dia certo.

por: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica


Apesar da insurreição de Évora, em 1637, não ter derrubado o Governo pró-Castela, em Lisboa, consequência da repressão das tropas castelhanas que vieram em seu auxílio e que evitaram logo ali revolução, já ninguém podia mudar o curso das vontades.
Em 1639, o Duque de Bragança, recém-nomeado governador de armas do reino, instalou-se em Almada onde começou a receber a visita da nobreza e fidalguia, entre os quais D. Francisco de Mello que lhe começa a incutir as ideias da restauração da independência.
Eclode uma revolta na Catalunha, também, contra o centralismo do Conde-Duque de Olivares. A 7 de Junho de 1640, O rei Filipe IV convoca Dom João II de Bragança para o assistir na viagem à Catalunha e colaborar na campanha de repressão que ia empreender. O Duque de Bragança enjeitou a convocação de Filipe IV, no que foi seguido por muitos nobres portugueses que receberam idêntica intimação, recusando-se também a obedecer a Castela.
Foi, então, que, secretamente, se congregou um grupo de 40 Nobres – que viriam a ser denominados de Conjurados. Nas suas reuniões, no Palácio dos Almadas, propriedade do então titular, Dom Antão de Almada, 7º Conde de Abranches, o grupo patriótico português nascido clandestinamente, começou a analisar e engendrar a melhor forma de revolta contra o domínio castelhano. Principiaram então a tecer uma revolta com garantia de êxito.
A 12 de Outubro de 1640, no Palácio do Conde de Abranches, ocorre uma reunião que, além do Conde, incluiu D. Miguel de Almeida – o de maior idade -, o Monteiro-mor Francisco de Mello e seu irmão Jorge de Mello, António Saldanha, Pedro de Mendoça Furtado e o agente do Duque de Bragança em Lisboa, João Pinto Ribeiro, na qual é decidido que um deles se deve encontrar com o Duque no Paço Ducal de Vila Viçosa. Esse encontro acontece na segunda quinzena de Outubro, entre Pedro de Mendoça Furtado e Dom João II de Bragança, e o segundo é instigado a assumir o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal. O Duque mostra-se favorável, mas reserva uma resposta definitiva para depois de umas consultas com o Marquês de Ferreira, o Conde de Vimioso, o secretário António Paes Viegas e a própria Duquesa de Bragança, D. Luísa de Gusmão; ao que todos se mostram favoráveis. Assim, Dom João II de Bragança decide apoiar incondicionalmente o “coup”!
A 10 de Novembro, o Duque entrega a João Pinto Ribeiro duas cartas com instruções: uma para D. Miguel de Almeida e outra para Pedro de Mendoça Furtado, que as recebem em 21 desse mês.
Era necessário apoio do povo e também do clero, ora os novos impostos lançados sem a autorização das Cortes empobrecia a população, e isso, também, se repercutia nos donativos à Igreja. Assim, a restauração seria do interesse dos Três-Estados. Faltava escolher o dia certo.

por: Miguel Villas-Boas 

1 DE DEZEMBRO DE 1640 – Fim da Opressão
‘O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA’

Foto: 1 DE DEZEMBRO DE 1640 – Fim da Opressão
‘O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA’
Somavam-se hesitações quanto ao dia certo para o golpe da Restauração, mas a 30 de Novembro, Dom João II de Bragança confirma a data do dia seguinte para a revolta: ‘A sua vida, sendo necessária, havia de ser a primeira que se desse pela liberdade da Pátria’, disse. Foi, então, agendada a revolução para o 1.º de Dezembro.
Aproximava-se o Natal do ano de 1640 e a maioria dos castelhanos partira para Espanha. Na capital portuguesa, ficaram a Duquesa de Mântua, a espanhola que, desde 1634, ocupava o cargo de Vice-rei de Portugal, e o seu Secretário de Estado, o português Miguel de Vasconcellos e Brito. Margarida de Sabóia, Duquesa consorte de Mântua, era filha de Carlos Emanuel I, Duque de Sabóia e da Infanta Catarina Micaela de Espanha o que fazia dela neta materna de Felipe II – Felipe III de Espanha, o Rei-planeta - e prima direita de Felipe III – IV de Espanha. Esse parentesco fazia da Duquesa de Mântua um importante membro da família imperial dos Áustria ou Habsburgos, e por meio de uma aliança matrimonial casou com o futuro duque Francisco IV de Mântua e de Montferrat.
Para esta nomeação na qual exerceu as funções de vice-rei de Portugal, em dependência do Rei de Espanha, valeram-lhe as relações de parentesco real, mas, pela sua importância, devem ser reconhecidos os esforços de Diogo Soares, do Conselho de Portugal na capital espanhola, valido do Conde-Duque de Olivares e parente de Miguel de Vasconcellos que, em 1635, foi nomeado Secretário de Estado de Portugal, encarregando-se do governo do Reino. 
O dia 1 de Dezembro desse ano de 1640, não fora o facto da ânsia de liberdade ir fazer eclodir, por fim, a revolta na capital, em tudo se assemelhava a um normal dia de Outono, pois a cidade de Lisboa acordara para o rame-rame habitual: os coches a rolarem com as senhoras da nobreza que se dirigiam para a missa, os operários das diversas guildas a desempenharem os seus mesteres, as tabernas com os habitués. Mas sentia-se o odor a mistério e a conspiração no ar! E os avisados, de quando em vez, desligavam-se da rotina dos seus afazeres e olhavam em volta procurando desenvolvimentos.
Assomam então no Paço da Ribeira, como que surgidos de uma bruma que nem existia, os 40 Conjurados, entre eles, D. Antão de Almada - Conde de Abranches -, D. Miguel de Almeida – o de maior idade -, Francisco de Mello e seu irmão Jorge de Mello. Também, além de outros, António Saldanha, Pedro de Mendoça Furtado, Fernão Telles de Menezes, D. Manrique da Silva, Bernardim de Távora, João Pinto Ribeiro. Às 9h15m certas, invadiram o palácio da Duquesa e dominaram-lhe, facilmente a Guarda Alemã; o Povo, que entretanto se juntara por passa a palavra e que desemborcara em serpente de todos os lados seguindo o Crucifixo do Padre Nicolau da Mais, ficou a aguardar no Terreiro do Paço o sinal de que a revolução tinha sido bem sucedida e que era defenestrar Miguel Vasconcellos.
Tornando-se odiado pelo povo por, sendo português, trair a sua Pátria e colaborar com a Duquesa representante real servindo assim por interposta pessoa um Príncipe estrangeiro, Miguel Vasconcellos seria a primeira e justa vítima. Após, penetrarem no palácio, os patrióticos conspiradores procuraram pelo insidioso, mas do secretário de estado nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcellos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nenhum sinal da criatura.
Ora acontece que Miguel de Vasconcellos, espantadiço, quando se apercebeu que não podia fugir, encolhera-se num armário fechado por dentro, com uma arma em riste. Mas o tamanho do armário era diminuto e o fugitivo, ao tentar posição mais confortável, remexeu-se lá dentro, o que respigou a papelada lá guardada e, finalmente, denunciou-se. Foi quanto bastou para os Conjurados patriotas rebentarem a porta e o crivarem de balas. Era hora de dar o sinal ao Povo atirando o traidor pela janela fora! 
Então, proclamaram “Rei” Dom João II de Bragança, aos gritos de "Liberdade! Liberdade! Viva El-Rei Dom João IV!” Depois de D. Miguel de Almeida gritar à janela do Paço Real, “o Duque de Bragança é o nosso legítimo Rei!”, ocorreu, então, a célebre defenestração sendo arremessado pela janela, o corpo de Miguel de Vasconcellos de Brito que caiu, ressupino, no meio de uma multidão enfurecida que acicatou sobre o cadáver todo o ódio acumulado por 60 anos de ocupação, cometendo verdadeiras atrocidades. Depois de ofendido pela turba justiceira, o destroço - que outrora constituiu um corpo - foi deixado in loco na marca da queda para ser desgastado e corroído pelos cães - sinal da mais genuína profanação e destino merecido dos traidores da Pátria.
A Duquesa de Mântua, abandonada pela guarnição castelhana, tentou, em vão, aplacar os ânimos do povo amotinado na Praça. Terá sido neste transe que, diante dos Conjurados, tentando assomar à janela do Paço para pedir a lealdade do povo, D. Carlos de Noronha, um dos líderes da sublevação, lhe terá remetido a frase: "Se Vossa Alteza não quiser sair por aquela porta, terá que sair pela janela...". Temendo o mesmo destino, o de ser defenestrada como Miguel de Vasconcellos e Brito, isolada e sem apoios locais, a Duquesa, foi aprisionada nos seus aposentos.
Eram 9h30m do 1.º de Dezembro de 1640 e a Revolução, que pôs fim ao domínio castelhano de seis décadas, durou um curtíssimo quarto de hora e foi imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais em todo o país.
A 6 de Dezembro, D. João II, Duque de Bragança, desembarcaria na Casa da Índia e, como um César vitorioso, entraria triunfante, em Lisboa, para o seu desfile perante a ovação, os “Vivas!” de todos e o esvoaçar da nova bandeira nacional: branca com uma orla azul e as Armas Reais ao centro.
Viv’á Restauração! Viva El-Rei de Portugal!

por: Miguel Villas-Boas - Plataforma de Cidadania Monárquica


Somavam-se hesitações quanto ao dia certo para o golpe da Restauração, mas a 30 de Novembro, Dom João II de Bragança confirma a data do dia seguinte para a revolta: ‘A sua vida, sendo necessária, havia de ser a primeira que se desse pela liberdade da Pátria’, disse. Foi, então, agendada a revolução para o 1.º de Dezembro.
Aproximava-se o Natal do ano de 1640 e a maioria dos castelhanos partira para Espanha. Na capital portuguesa, ficaram a Duquesa de Mântua, a espanhola que, desde 1634, ocupava o cargo de Vice-rei de Portugal, e o seu Secretário de Estado, o português Miguel de Vasconcellos e Brito. Margarida de Sabóia, Duquesa consorte de Mântua, era filha de Carlos Emanuel I, Duque de Sabóia e da Infanta Catarina Micaela de Espanha o que fazia dela neta materna de Felipe II – Felipe III de Espanha, o Rei-planeta - e prima direita de Felipe III – IV de Espanha. Esse parentesco fazia da Duquesa de Mântua um importante membro da família imperial dos Áustria ou Habsburgos, e por meio de uma aliança matrimonial casou com o futuro duque Francisco IV de Mântua e de Montferrat.
Para esta nomeação na qual exerceu as funções de vice-rei de Portugal, em dependência do Rei de Espanha, valeram-lhe as relações de parentesco real, mas, pela sua importância, devem ser reconhecidos os esforços de Diogo Soares, do Conselho de Portugal na capital espanhola, valido do Conde-Duque de Olivares e parente de Miguel de Vasconcellos que, em 1635, foi nomeado Secretário de Estado de Portugal, encarregando-se do governo do Reino.
O dia 1 de Dezembro desse ano de 1640, não fora o facto da ânsia de liberdade ir fazer eclodir, por fim, a revolta na capital, em tudo se assemelhava a um normal dia de Outono, pois a cidade de Lisboa acordara para o rame-rame habitual: os coches a rolarem com as senhoras da nobreza que se dirigiam para a missa, os operários das diversas guildas a desempenharem os seus mesteres, as tabernas com os habitués. Mas sentia-se o odor a mistério e a conspiração no ar! E os avisados, de quando em vez, desligavam-se da rotina dos seus afazeres e olhavam em volta procurando desenvolvimentos.
Assomam então no Paço da Ribeira, como que surgidos de uma bruma que nem existia, os 40 Conjurados, entre eles, D. Antão de Almada - Conde de Abranches -, D. Miguel de Almeida – o de maior idade -, Francisco de Mello e seu irmão Jorge de Mello. Também, além de outros, António Saldanha, Pedro de Mendoça Furtado, Fernão Telles de Menezes, D. Manrique da Silva, Bernardim de Távora, João Pinto Ribeiro. Às 9h15m certas, invadiram o palácio da Duquesa e dominaram-lhe, facilmente a Guarda Alemã; o Povo, que entretanto se juntara por passa a palavra e que desemborcara em serpente de todos os lados seguindo o Crucifixo do Padre Nicolau da Mais, ficou a aguardar no Terreiro do Paço o sinal de que a revolução tinha sido bem sucedida e que era defenestrar Miguel Vasconcellos.
Tornando-se odiado pelo povo por, sendo português, trair a sua Pátria e colaborar com a Duquesa representante real servindo assim por interposta pessoa um Príncipe estrangeiro, Miguel Vasconcellos seria a primeira e justa vítima. Após, penetrarem no palácio, os patrióticos conspiradores procuraram pelo insidioso, mas do secretário de estado nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcellos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nenhum sinal da criatura.
Ora acontece que Miguel de Vasconcellos, espantadiço, quando se apercebeu que não podia fugir, encolhera-se num armário fechado por dentro, com uma arma em riste. Mas o tamanho do armário era diminuto e o fugitivo, ao tentar posição mais confortável, remexeu-se lá dentro, o que respigou a papelada lá guardada e, finalmente, denunciou-se. Foi quanto bastou para os Conjurados patriotas rebentarem a porta e o crivarem de balas. Era hora de dar o sinal ao Povo atirando o traidor pela janela fora!
Então, proclamaram “Rei” Dom João II de Bragança, aos gritos de "Liberdade! Liberdade! Viva El-Rei Dom João IV!” Depois de D. Miguel de Almeida gritar à janela do Paço Real, “o Duque de Bragança é o nosso legítimo Rei!”, ocorreu, então, a célebre defenestração sendo arremessado pela janela, o corpo de Miguel de Vasconcellos de Brito que caiu, ressupino, no meio de uma multidão enfurecida que acicatou sobre o cadáver todo o ódio acumulado por 60 anos de ocupação, cometendo verdadeiras atrocidades. Depois de ofendido pela turba justiceira, o destroço - que outrora constituiu um corpo - foi deixado in loco na marca da queda para ser desgastado e corroído pelos cães - sinal da mais genuína profanação e destino merecido dos traidores da Pátria.
A Duquesa de Mântua, abandonada pela guarnição castelhana, tentou, em vão, aplacar os ânimos do povo amotinado na Praça. Terá sido neste transe que, diante dos Conjurados, tentando assomar à janela do Paço para pedir a lealdade do povo, D. Carlos de Noronha, um dos líderes da sublevação, lhe terá remetido a frase: "Se Vossa Alteza não quiser sair por aquela porta, terá que sair pela janela...". Temendo o mesmo destino, o de ser defenestrada como Miguel de Vasconcellos e Brito, isolada e sem apoios locais, a Duquesa, foi aprisionada nos seus aposentos.
Eram 9h30m do 1.º de Dezembro de 1640 e a Revolução, que pôs fim ao domínio castelhano de seis décadas, durou um curtíssimo quarto de hora e foi imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais em todo o país.
A 6 de Dezembro, D. João II, Duque de Bragança, desembarcaria na Casa da Índia e, como um César vitorioso, entraria triunfante, em Lisboa, para o seu desfile perante a ovação, os “Vivas!” de todos e o esvoaçar da nova bandeira nacional: branca com uma orla azul e as Armas Reais ao centro.
Viv’á Restauração! Viva El-Rei de Portugal!

por: Miguel Villas-Boas