10 de março de 2015

PATRIARCA DI LISBONA CREATO CARDINALE, PRESENTE IL DUCA DI BRAGANÇA

Sua Altezza Reale il Duca di Bragança Dom Duarte, Capo della Real Casa, Re titolare di Portogallo, ha assistito sabato 14 febbraio 2015, nel Palazzo Apostolico in Vaticano e in Basilica di San Pietro, al Concistoro che ha visto il Patriarca di Lisbona Manuel José Macário do Nascimento Clemente creato daSua Santità Papa FrancescoCardinale di S.R.C., del titolo dellaBasilica di Sant’Antonio in Campo Marzio de’ Portoghesi. 


Manuel José Macário do Nascimento Clemente1

Manuel Macario do Nascimento Clemente è patriarca di Lisbona. Nel crearlo cardinale, Papa Francesco segue una tradizione della Chiesa cattolica, che prevede gli unici due patriarchi rimasti in Occidente (quello di Lisbona e quello di Venezia) dotati di porpora cardinalizia, anche perché da cardinali possono già vestire i paramenti rossi. Colpisce che ancora non sia in lista Francesco Moraglia, patriarca di Venezia, ma la scelta seguirebbe la volontà del Papa di rendere il collegio cardinalizio sempre meno italiano – l’Italia è la nazione con più berrette rosse per tradizione. Clemente ha lavorato nel patriarcato di Lisbona, è stato vicerettore e rettore del seminario maggiore del Portogallo e ha insegnato nella Facoltà di Teologia dell’Università Cattolica Portoghese. Ausiliare di Lisbona dal 2000, vescovo di Porto dal 2007, arcivescovo di Lisbona dal 2013. È presidente della Conferenza Episcopale Portoghese.

S.A.R. il Duca di Bragança con il suo seguito, domenica 15, assisteva alla Messa solenne nella Chiesa palatina di San Giovanni Battista del Sovrano Militare Ordine di Malta (al Grillo), accolto dal Gran Priore di Roma,  dignitari, ambasciatori e Cerimoniale dell’Ordine.

Chiesa palatina di San Giovanni Battista del Sovrano Militare Ordine di Malta

Presenti S.E. Frà Giacomo dalla Torre del Tempio di Sanguinetto, appena rieletto, il 12 febbraio, Gran Priore di Roma del Sovrano OrdineS.E. Frà Gherardo Hercolani Fava Simonetti, ed altri dignitari professi provenienti da vari Paesi del mondo, a Roma per la medesima solenne occasione concistoriale di Santa Romana Chiesa.

Dom Duarte Duca di Bragança, Re titolare di Portogallo, Conte Fernando Crociani Baglioni. Roma - Chiesa Palatina di S. Giovanni Battista, 15 febbraio 2015
Dom Duarte Duca di Bragança, Re titolare di Portogallo, Conte Fernando Crociani Baglioni. Roma – Chiesa Palatina di S. Giovanni Battista, 15 febbraio 2015.

 Frà Giacomo dalla Torre del Tempio di Sanguinetto_Duca di Bragança
S.E. Frà Giacomo dalla Torre del Tempio di Sanguinetto Gran Priore di Roma, mostra a S.A.R. Dom Duarte Duca di Bragança,  gli affreschi con mappe storiche dell’Ordine nel Palazzo romano dei Cavalieri di Rodi.

S.E. Frà Giacomo dalla Torre del Tempio di Sanguinetto mostra a S.A.R. il Duca di Bragança gli affreschi con mappe storiche dell'Ordine nel Palazzo romano  dei Cavalieri di Rodi.
S.A.R. il Duca di Bragança Dom Duarte, ammira gli affreschi con mappe storiche dell’Ordine di Malta nel Palazzo romano dei Cavalieri di Rodi. Roma, 15 febbraio 2015.

S.E. Frà Giacomo dalla Torre del Tempio di Sanguinetto, S.A.R. il Duca di Bragança  nel Palazzo romano  dei Cavalieri di Rodi.
S.E. Frà Giacomo dalla Torre del Tempio di Sanguinetto Gran Priore di Roma, accoglie S.A.R. il Duca di Bragança Dom Duarte, nel Palazzo romano dei Cavalieri di Rodi. Ammirando gli affreschi con  l’evoluzione dell’Ordine di Malta nelle sue lingue europee. Roma, 15 febbraio 2015.

 Dom Duarte Duca di Bragança, Re titolare di Portogallo, Conte Fernando Crociani Baglioni, il Cappellano celebrante Don Andrea. Roma - Chiesa Palatina di S. Giovanni Battista, 15 febbraio 2015
Dom Duarte Duca di Bragança, Re titolare di Portogallo, Conte Fernando Crociani Baglioni, il Cappellano celebrante Don Andrea. Roma – Chiesa Palatina di S. Giovanni Battista, 15 febbraio 2015

Fonte: Conti Crociani Baglioni ~ IN HOC SIGNO VINCES

9 de março de 2015

D. MANUEL II E A ORDEM DA JARRETEIRA



No dia 16 de Fevereiro de 1909, pelas 07h30m, no Castelo de Windsor, Inglaterra, El-Rei Dom Manuel II de Portugal torna-se o 838.º Cavaleiro da Ordem da Jarreteira a ser agraciado por um Soberano inglês. Numa cerimónia de impressionante pompa e ritual, a el-Rei foi imposta pelo primo, o Rei britânico Eduardo VII, a Ordem e as suas insígnias. Dom Manuel II, foi simultaneamente o último português – de um selecto e estrito clube - a receber esta honraria e, também, até hoje, o mais jovem cavaleiro de sempre da mais distinta das Ordens Honoríficas britânica e mundiais.

A Mais Nobre Ordem da Jarreteira, também conhecida como Ordem da Jarreteira, é uma ordem de cavalaria britânica, a mais antiga de Inglaterra e do sistema de honras britânico, agraciada, exclusivamente, ‘por desejo do Soberano’. Fundada, em 1348, para destacar os esforços do reino e aliados, é uma ordem militar, criada pelo Rei Eduardo III de Inglaterra e baseada nos nobres ideais das demandas ao gosto do espírito medieval: "uma sociedade, uma companhia e uma escola de cavaleiros", e o conceito foi seguido durante séculos por outros monarcas europeus, que constituíram as suas próprias e prestigiadas ordens de cavalaria. ‘Order of the Garter’ - a tradução correcta seria antes Ordem da Garrotea ou Ordem da Liga até porque os agraciados são contemplados com uma liga para colocar no joelho esquerdo -, a Ordem da Jarreteira é mais antiga e mais prestigiosa ordem de cavalaria e é a mais importante comenda do sistema honorífico do Reino Unido e não só, desde essa altura até aos dias de hoje. Os membros da ordem são limitados ao Soberano, ao Príncipe de Gales e a não mais que vinte e quatro membros ou companheiros, embora também incluam cavaleiros e damas extranumerários como membros da família real e monarcas estrangeiros. ‘Conceder a honra’ é uma prerrogativa executiva remanescente do monarca inglês de carácter verdadeiramente pessoal.

O emblema da ordem, retratado na insígnia, é uma jarreteira com a divisa em francês antigo – que era naquela altura o idioma oficial da corte inglesa - ‘Honni soit qui mal y pense, "Envergonhe-se quem nisto vê malícia", em letras douradas. A lenda conta que Eduardo III estaria a dançar com a Condessa de Salisbury num baile da corte, quando esta deixou cair a sua liga/jarreteira. Ao apanhá-la do chão e amarrá-la de volta à sua perna, o rei reparou que os presentes os fitavam com sorrisos e murmúrios. Irado, exclamou: ‘Honni soit qui mal y pense’ ("envergonhe-se quem nisto vê malícia"), frase que se tornou o lema da ordem. Disse, ainda, o Rei inglês que tornaria aquela pequena jarreteira azul tão gloriosa que todos a haveriam de desejar. Sendo esta história verdadeira ou não, a Ordem da Jarreteira foi, de facto, criada por Eduardo III, o seu símbolo é uma jarreteira azul-escura, de rebordo dourado, em que aparecem inscritas, em francês as palavras, supostamente, proferidas pelo rei inglês. Assim, os membros da ordem recebem essa liga nas ocasiões cerimoniais de agraciamento da Ordem. Mas o uso da liga como um emblema pode ter derivado de tiras utilizadas para fixar armaduras pelos cavaleiros medievais.

Além do grão-mestre da Ordem que é sempre o Soberano inglês existem os cavaleiros reais (nos quais se inclui sempre o Príncipe de Gales podendo o monarca ainda nomear vários membros da família real), os cavaleiros estrangeiros (vários monarcas reinantes de países estrangeiros nomeados pelo monarca britânico), tidos como cavaleiros extranumerários e os cavaleiros ou damas-companheiras (24 personalidades nomeadas pelo monarca britânico). Somente o monarca pode conceder a adesão: ele/ela é conhecido/a como “Soberano/a da Jarreteira”, e o príncipe de Gales é conhecido como um ‘Cavaleiro companheiro da Jarreteira’.

Os membros masculinos da Ordem são intitulados "Cavaleiros Companheiros", e os membros do género feminino são chamadas de "Damas Companheiras". As nomeações são vitalícias e intransmissíveis (não são hereditárias). Os cavaleiros são nomeados em 23 de Abril, dia de São Jorge e como a cor de São Jorge é o azul é tradição vestir algo azul para a cerimónia. Nessa ocasião, deverá usar-se a jarreteira na perna esquerda, logo abaixo da cintura. A Ordem da Jarreteira realiza os seus serviços na Capela de são Jorge, no Castelo de Windsor, onde, desde o primeiro cavaleiro no alto, estão colocados os elmos com crista, a espada e estandartes de armas dos cavaleiros.

Para ocasiões cerimoniais da Ordem, como o dia anual da Jarreteira, os membros usam as elaboradas vestes, a insígnia da Ordem que inclui um colar e uma insígnia pendurada, conhecida como Great George, de ouro e esmalte, em que aparece São Jorge a cavalo, matando o dragão, para além dos apetrechos. Assim um cavaleiro usa ‘o manto’ que é o robe feito de veludo azul-escuro com uma linha em tafetá branco. O brasão heráldico com a Cruz de São Jorge circulado pela liga é costurado sobre o ombro esquerdo do manto, mas o manto do Soberano é o único que tem a estrela da Ordem. Anexado ao manto sobre o ombro direito há um capuz de veludo vermelho escuro e uma túnica; o ‘chapéu’ que é um gorro Tudor de veludo preto com uma pluma de avestruzes brancas e penas de garça preta; o colar que é um acessório usado ao redor do pescoço, sobre o manto e fixado com fitas brancas amarradas com fitas nos ombros. Como o manto, foi introduzido nos séculos XV e XVI. É de ouro puro, e pesa 30 onças (0,933 kg). O colar é composto de nós alternando com medalhões de ouro esmaltado mostrando uma rosa vermelha rodeada pela Jarreteira. O Great George, que está pendurado no colar, é uma figura colorida esmaltada (às vezes de jóias) tridimensional de São Jorge, o Mártir, montado num cavalo, matando um dragão. A Jarreteira é usada em ocasiões cerimoniais em torno da panturrilha esquerda por cavaleiros e todo o braço esquerdo por senhoras, e está representado em várias insígnias. A Liga é uma cinta de veludo azul-escuro dobrada, e tem o lema em letras de ouro. Em outras ocasiões, quando decorações são usadas, os membros usam insígnias simples. Cavaleiros e Damas companheiros usam as letras "KG" e "LG" após o nome, respectivamente. Um membro da Ordem tem na hierarquia do sistema nobiliárquico britânico um grau inferior ao filho mais velho de barões e superior às restantes ordens e titularia.

Voltando à ligação da Ordem com a Casa Real Portuguesa, sendo a Aliança entre Portugal e Inglaterra a mais antiga do Mundo, datada de 1386, altura em que foi assinado o Tratado de Windsor, e que resultou também no casamento entre El-Rei Dom João I de Portugal e a Princesa Inglesa Dona Filipa de Lencastre (Lady Phillippa Gant of Lancaster), filha de John Gant, Duque de Lancaster, e neta do então monarca inglês, é natural que Dom João I tenha sido o primeiro português – de uma lista muito selecta – a ser agraciado com a Ordem da Jarreteira, o que aconteceu em 1400, tornando-se o 102º Cavaleiro da Ordem. A Rainha Dona Filipa de Lencastre já era Dama da Ordem desde 1378, sendo até hoje a única portuguesa com essa distinção. A lista de portugueses não incluiria mais do que 15 personalidades, sobretudo reis e infantes e um único membro da nobreza portuguesa. Assim, da lista de membros portugueses da Ordem da Jarreteira, além do inicial D. João I, fazem ainda parte, entre outros, o Rei D. Duarte I, D. Pedro, Duque de Coimbra, o Infante D. Henrique, o Rei D. Afonso V, o Rei D. João II, o Rei D. Manuel I, o Rei D. João IV, o Rei D. João VI, o Rei D. Luís I, o Rei D. Carlos I, o Príncipe Real D. Luís Filipe e o Rei D. Manuel II - o derradeiro.

Na foto, para além de ostentar as vestes e as insígnias da Ordem da Jarreteira como o colar com o pendente do Greater George e a liga no joelho, El-Rei Dom Manuel II ostenta a Placa e a Insígnia das Três Ordens Militares (Cristo, Avis e Santiago), a Placa da Ordem da Torre e Espada, segura uma espada de cerimónia e está à frente do Trono e ao lado da Coroa e Ceptro Reais de Portugal, colocados sob a almofada vermelho-escuro, pois nunca eram usados pelos reis portugueses desde que Dom João IV usou pela derradeira vez a Coroa dos Reis de Portugal e que haveria de oferecer a Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, pela protecção concedida durante a Restauração, coroando-a Rainha de Portugal, por isso os monarcas que haveriam de se seguir a usavam a Seu lado, como símbolo real, e não a colocando.

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

8 de março de 2015

SAR, A SENHORA DONA ISABEL NO LANÇAMENTO DA PRIMEIRA PEDRA DA ALA PEDIÁTRICA DO HOSPITAL DE SÃO JOÃO "UM LUGAR PARA O JOÃOZINHO"


Isabel Herédia 2

No lançamento da primeira pedra da ala pediátrica “Um Lugar para o Joãozinho”, no Hospital de São João, no Porto, D. Isabel de Bragança, apresentou-se como uma mulher de causas e atenta aos mais novos.

Na ocasião, a madrinha da iniciativa recebeu das mãos do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho a chave da futura “obra de cinco andares, equipada com condições para acolher crianças e adolescentes”, como explicou Pedro Arroja, director da Associação Humanitária.

Mãe de Afonso, de 18 anos, Maria Francisca, de 17, e Dinis, de 15, a esposa de D. Duarte Pio integra a comissão de honra do projecto, reconhecendo que “é uma responsabilidade”: “É um projecto em que acreditamos e que tem que ir para a frente e nós, como madrinhas, temos que saber divulgá-lo com orgulho”.

Para a Duquesa de Bragança, “isto é mais um exemplo do que é ser português, de acreditar numa causa e ir para a frente com as coisas estudadas e não de qualquer maneira, com a convicção de que se está a fazer um grande serviço e dar um exemplo para o mundo inteiro”. Prevista a concretização em dois anos, a nova valência “vai ser um lugar especialíssimo para as nossas crianças e para crianças que venham de outras partes do mundo”.

Com os descendentes já crescidos, D. Isabel confessou sentir saudades de quando eles eram mais dependentes de si. “Hoje vemos as novas mães desesperadas e nós cheias de saudades daquele choro, daquela situação…”, disse, como se desejasse voltar a ter um bebé nos braços.

Duquesa de Bragança foi recebida pelo presidente do Consellho de Administração do São João, António Ferreira
A Duquesa de Bragança foi recebida pelo presidente do Conselho de administração do Hospital de São João, António Ferreira

Tuna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto cantou para Dona Isabel 
Tuna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto cantou para Dona Isabel
António Ferreira, Isabel Herédia e Rui Moreira
António Ferreira, D. Isabel de Bragança e Rui Moreira

Pedro Passos Coelho, Maria Amélia Ferreira, António Ferreira, Isabel Herédia e Rui Moreira 
 Pedro Passos Coelho, Maria Amélia Ferreira, António Ferreira, D. Isabel de Bragança e Rui Moreira

Dona Isabel Herédia


Duquesa de Bragança com a caixa que recebeu do primeiro ministro com a chave das futuras instalações pediátricas 
 Duquesa de Bragança com a caixa que recebeu do Primeiro-ministro com a chave das futuras instalações pediátricas

A caixa que guarda a chave da  futura obra
A caixa que guarda a chave da futura obra

Dona Isabel com Ana Príncipe, Assessora do Presidente do Conselho de Administração do Hospital São João 
 Dona Isabel com Ana Príncipe, assessora do Presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João

7 de março de 2015

TAÇA DUQUE DO PORTO 2015


Calendário da Taça Duque do Porto

1ª Prova – 7 de Março – Estela


2ª Prova – 28 de Março – Ponte de Lima


3ª Prova – 18 de Abril – Vale Pisão

4ª Prova – 23 de Maio – Amarante

5ª Prova – 10 de Junho – Miramar

6ª Prova – 29 de Junho – Vidago

7ª Prova – 5 de Julho – Quinta da Barca

8ª Prova – 25 de Julho – Montebelo

Final – 19 de Setembro – Estela


Mais informações em: http://www.realporto.pt/

6 de março de 2015

O REI E A FORÇA DE UM EXEMPLO



Eis-nos chegados a esta desgraçada fórmula do ‘não se aproveita um!’ Enquanto, o republicanismo de orçamento lunático exige do vulgo cidadão os mais inusitados tributos sejam impostos e/ou taxas, os que têm a responsabilidade de cumprir para que os outros o façam mostram-se como os primeiros nas falhas o que vai ao encontro da Sátira II de Juvenal que lembrava aqueles cuja política ‘perdoa os corvos e mortifica pela censura as pombas’. A decadência do Estado das Coisas republicano - que foi perdendo dignidade tanto em moralização como em ideias - mostra que não há brilho que não desapareça passando a unha na superfície. Houve, como resultado, um esvaziamento moral mastigado pelo aparelho da rotina do poder. Seja qual for a ‘família’ política o líder bate com pé igual!

“Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.”
- António Aleixo

Um dos principais obstáculos à subsistência de uma verdadeira ética é a inexistência de um exemplo! Não há numa república uma instituição que possa servir de modelo, não existe actualmente um compasso moral e ético que sirva como consciência da Nação.

Ora é necessário que se opere uma mudança de regime, também, por isso. Com a figura do Rei que exprime a virtude da dedicação ao bem comum e, como tal, incapaz de iludir os cidadãos da Nação e de prejudicar os interesses do País, isso vai repercutir-se na comunidade e a sociedade vai fazer reflectir nas instituições essa ordem.

Um Rei como uma bússola orienta o caminho e como um cinzel grava a virtude! O Rei dedicar-se-á exclusivamente à Sua Nação, não procurará sofregamente aumentar a dose de pão diário sem olhar a meios. O Rei especializa-se na defesa do bem da coisa comum e dos interesses da Nação. Lembremos o ‘Princípio’ de Tomás de Kempis segundo o qual os maus hábitos podem ser eficazmente combatidos por outros que lhes sejam contrários. Um costume mau é vencido por um costume bom.

O Rei como um livro aberto - em qualquer parte aberta do livro –, sem nunca ser toldado pela sombra da dúvida, orientará todos pela virtude e pela força do Seu exemplo. Não pensará unicamente em si e no presente pois o Seu trabalho aproveitará às gerações futuras. A Coroa visará a consecução do interesse público e não do interesse individual. Assim, o Rei será o dínamo da sociedade.

Também, não precisamos de um regime que corta no justo para depois palpar o bolso, e perante a mão suplicante, de forma corredia dar a esmola. A esmola acalma a necessidade, mas prolonga a injustiça e nunca imporá a igualdade social.

Defender o regresso da Monarquia é pois repudiar os vícios da classe política, pois novas ideias afastarão o bafio das actuais elites que negam a ordem política, social e económica.

Possuir um Monarca como Chefe de Estado é o garante maior para uma sociedade realmente ética, evoluída, porque verdadeiramente democrática, justa e harmónica.

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

4 de março de 2015

DOM LUÍS I - REI DO PROGRESSO



Depois das Invasões francesas que delapidaram o País e ‘fecharam’ o tecido produtivo nacional, depois de uma luta fratricida que desembocou numa guerra civil, depois do abandono das utopias doutrinárias, e emergindo da anarquia que o desmantelava desde 1820, com El-Rei Dom Luís I, Portugal ganha a estabilidade necessária para o progresso material e iniciou-se um período interessante da nossa história. Ele foi a estrada de macadame, o serviço postal, o caminho-de-ferro e o fontanário, numa expressão: ‘política prática’.

Durante o reinado de S.M. o Rei D. Luís I, Portugal completa o seu divórcio com o passado, deixa as ideologias vãs, e desemboca, energicamente, na senda do utilitarismo, do fomento e do desenvolvimento material. Lembremos o retrato do monarca - a quem o escritor chamou ‘O Bom’ - traçado pela caneta de Eça de Queiroz: ‘para presidir a esta revolução, que cobriu a terra de instrumentos de riqueza e radicou na gente a importância dos interesses, el-rei D. Luís era, pelas favoráveis feições do seu espírito liberal, transigente, modernizado, acessível às inovações, o chefe mais congénere e perfeito. Daí proveio, entre o rei, beneficamente inclinado às reformas, e o reino, que ardentemente se reformava, uma harmonia sólida e séria que, em vinte e oito anos, não sofreu uma interposição nem foi toldada pela sombra.’ Assim foi Dom Luís I, o Popular.

De facto, Dom Luís I de Portugal era senhor de um temperamento calmo e conciliador, pelo que foi um modelo de monarca constitucional, respeitador zeloso da separação de poderes e das liberdades políticas e públicas.

Dos vinte e oito anos de reinado do vigésimo oitavo Rei de Portugal, o Senhor D. Luís I, no foro legal e dos direitos humanos, importantes progressos se verificaram, de que merecem especial destaque: Portugal foi o primeiro País do Mundo a abolir da pena de morte para os crimes civis, em Julho de 1867. “Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio!”, enalteceu Victor Hugo; aconteceu, também, a abolição da escravatura, em todo o Império Português, a 25 de Fevereiro de 1869. Foi publicado o primeiro Código Civil, e, não havia censura à imprensa.
No domínio dos melhoramentos públicos deu-se o início das obras dos portos de Lisboa e Leixões.

Em 1871, foi nomeada uma Comissão incumbida de apresentar o plano geral das obras de melhoramento da Capital, obras de defesa do porto de Lisboa e as baterias do Bom Sucesso, do Forte de São Julião da Barra e dos redutos de Sacavém e Alto do Duque. Foi ainda no reinado do popular Monarca português que se deu o alargamento da rede de estradas e a construção do Palácio de Cristal para a ‘Exposição Internacional do Porto’, em 1865.

D. Luís era principalmente um homem das ciências, com uma paixão pela oceanografia. Investiu enorme parte da sua riqueza no financiamento de projectos científicos e de navios de investigação oceanográfica, que percorreram os diversos oceanos pesquisando novos espécimes.

D. Luís abraçou a passada de Sua Majestosa Mãe e ordenou a construção e fundação de associações de índole cultural como a ‘Sociedade de Geografia’ em 1875, mas também de carácter social como a criação de albergues nocturnos para os indigentes, em Lisboa e no Porto.

Na senda de seu augusto Pai – o Rei Consorte D. Fernando II - Dom Luís era um homem culto e de educação esmerada, como todos os seus irmãos. Dotado de profunda sensibilidade e talento artísticos, pintava, compunha e tocava violoncelo e piano – eram de antologia os serões na corte animados por Dom Luís ao piano ou violoncelo, enquanto Dom Fernando II entoava a sua voz de tenor. Para além das línguas clássicas, falava na perfeição algumas línguas europeias: inglês, francês, alemão e italiano e fez traduções de obras de Shakespeare. Dom Luís I de Portugal foi um Monarca ilustrado e o seu reinado lançou Portugal na senda do progresso e desenvolvimento material e social!

Miguel Villas-Boas 

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

3 de março de 2015

18º Aniversário de S.A. A Infanta Dona Maria Francisca


SUA ALTEZA SERENÍSSIMA A INFANTA Dona Maria Francisca Isabel Micaela Gabriela Rafaela Paula, nasceu a 3 de Março de 1997 e foi baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997.


Desejamos à nossa Querida Infanta de Portugal um dia repleto de sonhos e realizações para um longo Futuro recheado de Saúde, Paz, Amor e Sucesso.

Alteza, muitos parabéns e que na companhia de SS.AA.RR. Nossos Reis e Infantes, os Anjos cantem em Sua honra e a Imaculada Conceição, Nossa Rainha e Mãe, A proteja ao longo da Sua Vida.

VIVA A INFANTA DE PORTUGAL!

1 de março de 2015

Azul Sobre Ouro - Uma inédita exposição

expo_azulsobreouro.jpg

Na quinta-feira passada tive o privilégio de estar presente na inauguração da exposição temporária patente no Museu Nacional de Arte Antiga “Azul Sobre Ouro” que se recomenda vivamente. Trata-se de uma ocasião única (quatro meses) de apreciar com pormenor a extraordinária colecção de porcelanas da dinastia Ming, com exemplares únicos no mundo datados maioritariamente entre os séculos XVI e XVII legada por D. José Luís de Lancastre. Com esta iniciativa as peças poderão ser minuciosamente apreciadas sem o perigo do visitante apanhar um torcicolo, já que o seu local de original, onde resistiram incólumes desde 1680 até hoje (e presenciaram por exemplo o terremoto de 1755) é o insólito tecto da Sala das Porcelanas no Palácio do Marquês de Abrantes, sito na Calçada com o mesmo nome em Santos-o-Velho. Foi certamente uma delicada e emocionante operação aquela em que, aproveitando-se as obras de restauro promovidas pela Embaixada de França, actual proprietária do edifício, se retiraram um a um os 263 pratos com a supervisão dos técnicos do Museu de Arte Antiga. Desses foram seleccionados os 58 exemplares mais significativos que se exibem agora na Rua das Janelas Verdes até 24 de Maio próximo. 
Uma curiosidade que se destaca da informação patente é a de que não será descabido pensar que as porcelanas do palácio dos Marqueses de Abrantes tenham servido de inspiração aos oleiros de Lisboa no fabrico da faiança azul e branca que por essa altura se popularizava no País, tanto mais que há nota de uma olaria nos registos da freguesia de Santos-o-Velho em 1672 propriedade de D. José Luís de Lancastre na Rua da Madragoa a poucos metros do palácio. 
Pela original iniciativa estão de parabéns a Embaixada de França, na pessoa do seu Embaixador Jean-François Blarel, o Museu Nacional de Arte Antiga e seus mecenas na pessoa do seu dinâmico director António Filipe Pimentel, juntos nesta inédita parceria. 

João Távora

Fonte: Corta-fitas