24 de maio de 2017

XXIII Congresso da Causa Real

Já e conhecido o Programa do XVIII Congresso da Causa Real, na Colunata Eventos do Bom Jesus – Braga, a realizar no próximo dia 3 de Junho.

A manhã será reservada para assuntos internos da Causa Real, nomeadamente alterações estatutárias e aprovação do relatório de actividades, e de tarde terá lugar a conferência “Utilidade para Portugal da institucionalização do papel representativo da Casa Real Portuguesa”.
Oradores:

Ascenso Simões, Deputado do PS
Nuno Melo, Eurodeputado do CDS-PP
Paulo Teixeira Pinto, antigo Presidente da Causa Real

Apresentação de Tomás Moreira, Vice-Presidente da Causa Real, e moderação de António de Souza-Cardoso.

Pelas 17h30m, Missa e Cerimónia de Investidura de S.A.R. o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, na Real Confraria de Santa Maria de Braga.

O Encerramento do Congresso decorrerá no Jantar Real, pelas 20h30m, e logo de seguida mais um momento comemorativo na Festa Azul e Branca.

No dia seguinte, dia 4, o encontro está marcado no Torneio de Tiro aos Pratos no Clube de Tiro de Braga.

Como participar:
Congressistas – 25 EUR (almoço incluído)
Congressistas da JMP – 15 EUR (almoço incluído)
Observadores – 5 EUR (sem almoço, este tem um custo de 25 EUR)
Os pagamentos devem ser feitos através do IBAN: PT 50 0036 0038 9910 0538 7355 0

Deve enviar um e-mail com a indicação da qualidade em que participa no Congresso e com o comprovativo de pagamento, para realassociacaobraga@gmail.com. Utilizar o mesmo e-mail para obter mais informações.

Nota: os Observadores podem acompanhar os trabalhos do Congresso desde o início e não é condição obrigatória ser associado da Causa Real.

22 de maio de 2017

Sobre Espanha e a Restauração de 1640



Pela morte formosíssima de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, em 1578, o trono de Portugal ficou virtualmente vago, pois o Cardeal D. Henrique, pelo seu estado e pela sua idade, não podia assegurar a continuidade da dinastia. E pelo seu falecimento em 1580, a Corôa portuguesa, ocupada desde o seu início, em 1128, pelo Rei de Portugal, estava à mercê do mais forte: o mais forte era, nesse tempo, D. Filipe II de Castela. E o Estado português teve que suportar a afronta de passar a ser dirigido e governado pelo Rei castelhano.

Durou a afronta, que ainda hoje nos vexa e revolta, sessenta anos...

Em 1640, Portugueses leais, na Nobreza, no Clero e no Povo, agrupado à volta do Duque de Bragança, D. João, português de melhor têmpera, e diplomata da melhor escola, repetiram a façanha dos seus Antepassados de 1128.

Se estes repeliram e expulsaram da terra portuguesa, os galegos e leoneses seus inimigos, os portugueses de 1640 repeliram e expulsaram os castelhanos, tão seus inimigos, ou mais do que os outros.

«Que es esto, portugueses, onde está vuestra fidelidad?» – perguntava, pasmada, a Duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em 1 de Dezembro de 1640, aos Nobres que lhe tinham invadido o Palácio.

E os Nobres, muito serenos, pela boca de D. Carlos de Noronha, responderam-lhe que estivesse quietinha, para não terem de lhe faltar ao respeito.

«A mi? Como?!» – retorquiu, irada, a Duquesa. E, sereno, D. Carlos de Noronha, a tranquilizá-la, e em linguagem de hoje: «Como? Baldeando V. A. por uma dessas janelas fora...»

É das páginas mais bonitas da nossa história, essa que se escreveu em 1 de Dezembro de 1640, – com valentia, com elegância, com habilidade, com um desprezo soberano pela morte.

À frente de todos, e a destacar-se pela acção prudente e firme, a figura varonil, bem desenhada, bem personalizada, do Duque de Bragança que uma História ignóbil, apostada a desvirilizar Portugal, a envergonhar Portugal de si mesmo, a desacreditar Portugal, nos ensinou a ter como figurino de poltrões.

Que fez o Duque de Bragança?

Responda, por mim, um homem insuspeito – insuspeito porque despido de toda a espécie de ambições; insuspeito, porque superiormente culto; insuspeito, porque de feitio avesso a lisonjas, antes acusado de excessivamente azedo nos seus juízos – Joaquim de Vasconcelos, erudito notável:

«Restaurar o reino em todo o sentido, reorganizar a administração, restabelecer as finanças, criar os complicados elementos de defesa, reconquistar quase todas as possessões de África e todo o Brasil, criar a Junta Geral do Comércio, negociar alianças valiosas, tudo isto em dezasseis anos... parece-nos uma obra digna de admiração e do nosso respeito, ainda que não fossem conhecidas as circunstâncias dificílimas em que estes trabalhos foram executados».

É este o D. João IV que os factos, as realidades, autorizam e levam a criar, e não o que formam as calúnias e misérias que aquela História anti-portuguesa tem forjado a seu respeito.

Foi D. João IV vítima dessa História infame. E com ele, a nobre Dinastia de Bragança, que, a despeito do desventurado D. Afonso VI, personagem ainda insuficientemente definida e, portanto, deformadamente julgada, se mostrou digna continuadora da acção admirável das dinastias suas predecessoras.

A Restauração começou em 1 de Dezembro de 1640. Mas foi uma rude e longa campanha que durou vinte e sete anos – desde aquela data até 13 de Fevereiro de 1668, e ocupou três reinados, os de D. João IV, D. Afonso VI e os três primeiros tempos de D. Pedro II.

Portugal aureolou-se de glória militar, – pelas notáveis vitórias alcançadas nos campos de batalha; de glória cívica, – pela tenacidade que revelou, pelo espírito de sacrifício de que deu exemplo constante; e de glória diplomática – pela posição que conquistou nas chancelarias europeias.

Como em 1128, como em 1383, como em 1580 – o inimigo está na fronteira de leste. Use ele as máscaras que usar; seja ele o arauto de que ideologias quiser; revista ele a forma política que revestir, o vizinho de leste é sempre o inimigo.

D. Afonso I sujeitou-o à sua espada, obrigando-o a reconhecer o nosso direito e a respeitar-nos; D. João I e o Condestável obrigaram-no a beijar o pó de Aljubarrota e a fugir desvairado para além das fronteiras; os generais da Restauração – naqueles campos famosos das linhas de Elvas, do Canal, de Montes Claros, derrotaram-no em sucessivos combates. Inimigo vencido – mas não convencido.

Pode, às vezes, dar-nos a impressão de adormecido ou desinteressado, com as unhas encolhidas, quase inofensivo. Não nos iludamos! O inimigo está vencido, mas não está convencido. E a toda a hora, seja qual fôr a sua posição no quadro dos acontecimentos do mundo, – ele vive da saudade indominada de 1580 a 1640, e da esperança de recomeçar 1580.

Desgraçadamente, cá dentro, há quem lhe alimente essa saudade, e lhe fortaleça essa esperança, sob o disfarce traiçoeiro da Aliança Peninsular ou da Hispanidade.

Devemos aos Humanistas – espíritos internacionalizados, isto é, desnacionalizados, cidadãos do mundo e não das suas pátrias, devemos, aos Humanistas do século XVI, esse conceito perigoso e falso do Hispanismo. Até o nosso Camões se deixou seduzir pelo canto da sereia maldita.

Perdão! Portugal nunca foi Espanha; foi sempre Portugal!

Quando D. Afonso VII se proclamou Imperador, em Toledo, em Junho de 1135, passou a designar-se nos diplomas da sua Chancelaria, «totius Hispanie Imperator», ou «Imperator hispaniorum», ou «hispaniarum Imperator»; e este título que Afonso VIII transformou em «Ispanorum rex», mostra claramente que Portugal não fazia parte das Espanhas, nem da Espanha, e os portugueses não pertenciam à grei dos espanhóis.

De resto, o termo Hispania, tão simples, à primeira vista, é muito mais complicado do que se supõe. Em muitos documentos dessa época, denomina-se Hispania tudo o que na Península está ainda em poder dos mouros. São vulgares as expressões de Hispania ou venire de Hispania ou ire de Hispania, como referindo-se a terras da Península ainda não conquistadas por cristãos. E Petter Rassow que isto nos revela, acrescenta que «Valencia, Murcia, Cordoba, y Malaga son las partes o terras de Hispania».

Seja como fôr, o que é indiscutível é que Portugal era Portugal, e nunca, ninguém, na Idade Média, concebeu a Espanha como abrangendo também Portugal, nem os Reis desse tempo, dizendo-se «de Hespanha», se supunham de Portugal.

Foi preciso que viessem os Humanistas do século XVI, com as suas invencionices, para que se criasse um conceito colectivo de Hispanidade, que prendesse no mesmo elo, ou fundisse no mesmo sangue, a Espanha e Portugal, como se entre uma e outro não houvesse um abismo que ninguém pode transpôr.

Esse conceito colectivo despertou ultimamente, na pena de António Sardinha, e na acção proselítica do desventurado Ramiro de Maeztu, assassinado canibalescamente pelas hordas vermelhas de Madrid, mas é preciso fazer-lhe frente, e negar-lhe passaporte de trânsito em terras de Portugal.

Compreendo que ele seduza o inimigo tradicional de Portugal; espíritos portugueses não pode seduzi-los, uma vez que não estejam doentes.

Não! A leste o inimigo – contra quem devemos ter sempre preparadas as nossas forças, as nossas energias, as nossas vontades, e as nossas vidas. Isto não significa que lhe queremos mal: quer dizer, sim, que nos queremos bem a nós próprios...

E o que acabo de dizer não se opõe a que possamos observar certos momentos de entendimento ou colaboração, como durante a última guerra de Espanha, ou como na hora que passa. Esses momentos são filhos de tendências pessoais deste ou daquele governante: não reflectem sentimentos colectivos. Tivemos desses momentos, depois de 1128 – o que não impediu 1385; voltamos a tê-los posteriormente, e nem por isso escapamos a 1580. É que acima das atitudes pessoais deste ou daquele homem de Estado – estão as condições psicológicas e as tradições históricas dos Povos, que nos impõem a verificação permanente das realidades, e nos defendem dos perigos das ilusões ocasionais.


Alfredo Pimenta in «A Fundação e a Restauração de Portugal», 1940.


Fonte: Veritatis

21 de maio de 2017

«Temos Mãe!»

É natural que os pais se alegrem com os êxitos dos seus filhos, mas não é comum que assumam as suas culpas quando sofrem a tristeza de um filho os ferir com a indignidade de um comportamento criminoso

Não foi sem emoção que ouvi, no dia 13 de Maio, no recinto do santuário de Fátima, como muitos outros milhares de fiéis, as palavras do Papa Francisco: “queridos peregrinos, temos Mãe, temos Mãe! Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus (…). Seja esta esperança a alavanca da vida de todos nós! Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último suspiro!”
Do que é ser mãe fala um desconhecido episódio que, depois de reveladas as três partes do segredo de Fátima – a visão do inferno, a conversão da Rússia depois da sua consagração ao Imaculado Coração de Maria e o atentado mortal contra ‘o bispo vestido de branco’ – bem poderia ser considerado como um novo segredo de Fátima. Não é que eu tenha sido vidente de qualquer aparição ou visão sobrenatural, mas fui confidente de um facto que está relacionado com a primeira vinda de São João Paulo II à Cova da Iria e que não me consta que já tenha sido revelado.
Corria o ano de 1982 e, em acção de graças por ter sobrevivido ao atentado que sofrera no dia 13 de Maio de 1981, em plena praça de São Pedro, em Roma, São João Paulo II veio a Fátima, em igual data do ano seguinte, para agradecer a protecção que, nesse dia, aniversário da primeira aparição mariana na Cova da Iria, Nossa Senhora lhe dispensara, salvando-lhe a vida. Mas, já em Fátima, viria a acontecer um lamentável incidente: um cidadão espanhol, Juan Fernández Krohn, envergando a batina sacerdotal, aproximou-se do Santo Padre com uma arma branca. Graças à pronta intervenção das forças de segurança, o atentado não resultou e o seu autor foi rapidamente imobilizado e retirado do local.
Juan Fernández Krohn nasceu em 1948 e frequentou o Seminário de Ecône, na Suíça, onde foi ordenado presbítero pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, mas rapidamente se desvinculou dessa organização tradicionalista. Pelo facto de ter atentado contra o romano pontífice, ficou automaticamente excomungado, ou seja fora da Igreja Católica, da qual eventualmente já se excluíra ao aderir ao movimento integrista do cismático bispo francês. Depois do seu atentado contra o Papa foi condenado, por um tribunal português, a seis anos de prisão mas, cumprida apenas metade da pena, foi libertado e expulso do território nacional. Estabeleceu-se então na Bélgica e, tendo já abandonado o ministério sacerdotal, que praticamente nunca exerceu, trabalhou como jornalista.
Pouco mais haveria a dizer sobre este triste episódio desta tão triste personagem, se não fosse um desenvolvimento ocorrido num dos dias seguintes ao da sua falhada tentativa de assassinar São João Paulo II. O facto foi-me então relatado por uma testemunha ocular, entretanto já falecida, mas como não corro o perigo de trair a confiança em mim depositada, nem de cometer nenhuma inconfidência, nada obsta a que, trinta e cinco anos depois, aqui o revele.
Num dos dias seguintes ao do frustrado atentado contra São João Paulo II, um muito discreto casal espanhol bateu à porta da Nunciatura Apostólica, em Lisboa, onde se alojou o Santo Padre durante a sua estada no nosso país. O semblante de ambos era grave, pesaroso até e a sua atitude era tão reservada, que deles não se apercebeu a comunicação social. Eram os desolados pais do frustrado assassino que, logo que souberam pela imprensa do acto tresloucado do seu filho, quiseram vir, pessoalmente, pedir perdão ao Papa. Nada os obrigava a fazê-lo, porque o autor do atentado era maior e, por isso, os seus progenitores não tinham qualquer responsabilidade naquele seu acto criminoso. A natureza infamante da acção até tornava compreensível que, pelo contrário, se tivessem remetido a um compreensível silêncio ou mesmo ocultassem um parentesco que, naquelas tão penosas circunstâncias, era particularmente vergonhoso. Mais pôde, contudo, o seu enorme sentido de justiça e de dignidade que, quanto mais os honra, tanto mais acusa o seu filho, cuja actuação desmerecia aqueles pais.
É compreensível que os pais se alegrem com os êxitos dos seus filhos, porque são seus também. Mas não é tão comum que assumam as suas culpas, que deem a cara quando sofrem a tristeza de um filho os ferir com a indignidade de algum comportamento criminoso. Estes pais, não obstante a sua imensa dor por saber que um seu filho atentara contra o Santo Padre, não se esconderam num cómodo anonimato, antes fizeram sua a culpa dele e tiveram a valentia de pedir perdão pelo seu hediondo crime.
Assim faz também a Igreja com os seus filhos pecadores: não os enjeita nem abandona na hora da desonra porque, como boa mãe que é, os acolhe e perdoa, se verdadeiramente arrependidos. Mais pode o seu amor à verdade e a sua caridade, do que a sua autoestima ou imagem pública.
Como dizia o Papa Francisco, na conclusão da sua homilia na celebração eucarística da canonização de Francisco e Jacinta Marto, a Igreja “brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”. Numa palavra, quando “o rosto jovem e belo da Igreja”, se manifesta não como poderosa organização, mas como mãe.
Fonte: Observador

20 de maio de 2017

A Esperança é monárquica

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A Realeza, como parte integrante da Nação, é fiadora da continuidade histórica. A situação presente do Mundo e, em especial, da Europa, exige, muito mais do que noutras épocas de tranquilidade e de isolamento, a presença do Rei.
Não pensemos, no entanto que, em face das tendências novas, o papel do Rei seja um papel negativo de polícia de costumes políticos. É, antes, uma função nobremente positiva, a que lhe compete: a função integradora, tanto num sentido estático como num sentido dinâmico, de tudo quanto pode servir ao bem comum nacional.
Os mesmos valores que, lançados no corpo da Nação sem a presença do Rei, poriam em risco a saúde colectiva, podem contribuir para o progresso da comunidade, sempre que a Realeza os receba, coordene e oriente.

Henrique Barrilaro Rua
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19 de maio de 2017

A monarquia é o regime mais natural



O mais bem ordenado é o natural; pois, em cada coisa, opera a natureza o melhor. E todo o regime natural é de um só. Assim, na multidão dos membros, há um primeiro que move, isto é, o coração; e nas partes da alma, preside uma faculdade principal, que é a razão. Têm as abelhas um só rei [rainha], e em todo o universo há um só Deus, criador e governador de tudo. E isto é razoável. De facto, toda a multidão deriva de um só. Por onde, se as coisas de arte imitam as da natureza, e tanto melhor é a obra de arte quanto mais busca a semelhança do que é da natureza, importa seja o melhor, na multidão humana, o governar-se por um só.

São Tomás de Aquino in «Do Reino ou Do Governo dos Príncipes ao Rei do Chipre».


Fonte: Veritatis

18 de maio de 2017

TOMAR – D. Duarte Pio irá marcar presença no Dia da Criança dedicado a “Tomar, berço dos Descobrimentos”

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A indicação foi avançada na conferência de imprensa de apresentação do Dia da Criança em Tomar: D. Duarte Pio, Duque de Bragança, herdeiro da Coroa Real, irá estar presente nas celebrações da referida data que, recorde-se, será assinalada com o regresso ao passado, precisamente à época dos Descobrimentos, sendo que o tema do Dia da Criança será, precisamente, “Tomar, berço dos Descobrimentos”, iniciativa que será “composta” com a participação de cerca de duas mil crianças do pré-escolar e 1º ciclo, que irão protagonizar um grande desfile entre o antigo Colégio Nuno Álvares e a Mata dos Sete Montes, alusivo aos Descobrimentos e ao papel que o concelho teve.


Fonte: Rádio Hertz

17 de maio de 2017

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança no jantar de gala da HERO Cup London to Lisbon Classic Reliability Trial

dom duarte pio

Muitas marcas de relógios associam o seu nome a conceituados universos automóveis. Esse é também o caso da Zenith, que foi a ‘timekeeper’ oficial da HERO Cup London to Lisbon Classic Reliability Trial, prova de resistência que recentemente levou mais de 90 veículos clássicos (fabricados até 1987) a percorrerem as estradas do Reino Unido, França, Espanha e Portugal num total de 3.500 quilómetros.
A partida fez-se num local com muita tradição no automobilismo, Brooklands, tendo a chegada decorrido no final de Abril em Cascais, onde Paul Crosby e Martyn Taylor, que seguiam a bordo de um Porsche 911, foram coroados vencedores da competição.
A cerimónia de entrega de prémios teve lugar durante um jantar de gala realizado na Cidadela de Cascais, com Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, a marcar presença e a entregar muitos dos troféus. Crosby e Taylor receberam, ainda, das mãos de Ana Freitas, CEO da J. Borges Freitas, representante em Portugal da Zenith, um relógio de parede daquela marca.
Para homenagear a sua parceria pelo segundo ano consecutivo com a HERO (Historic Endurance Rallying Organization), a Zenith lançou uma edição limitada de 100 peças do modelo ‘El Primero Chronomaster Open 1969 Hero Cup Edition’. Este foi aliás o relógio que seguiu no pulso de muitos dos participantes da Hero Cup London to Lisbon.
Fonte: motor 24

15 de maio de 2017

72º ANIVERSÁRIO DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA

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O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.

Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.

Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.

Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.

Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.

Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.

Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.

Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.

É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.

Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.

Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.

Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.

Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:
Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,
Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997
Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.




Desejamos a Vossa Alteza muitas Felicidades, Saúde, Paz e Longa Vida. Que Deus continue a Guarda-lo, a Protege-lo e Iluminá-lo. Agradecemos toda a dedicação para com Portugal e os Portugueses.

Feliz aniversário para o nosso Rei Bem-Amado junto da nossa Querida Família Real.

Que Deus O ajude a fazer da Pátria o Reino que todos sonhamos.


VIVA O REI!

VIVA A FAMÍLIA REAL!

VIVA PORTUGAL!