quinta-feira, 5 de março de 2026

Municipalismo - o caminho para a Monarquia Representativa

A Monarquia em que o Rei reina e governa, com o seu poder limitado pelas assembleias onde estão os representantes dos grupos sociais naturais – a Monarquia da Realeza e das Cortes Gerais – é a única Monarquia Representativa.
É estritamente necessário exigir poder económico e político para os municípios livres, pois são estes que configuram a Monarquia Tradicional, onde existe o pleno e livre exercício da soberania social em toda a hierarquia das pessoas colectivas e classes e é o garante das verdadeiras liberdades, contra todos os totalitarismos e centralismos.
O municipalismo é o único caminho para a verdadeira democracia, a democracia foral e municipal é a primeira ligação da ordem social e política, pois a harmonia das sociedades vem da forma como a sociedade total, comandada pelo poder supremo do Estado, é composta por diversas sociedades políticas menores, pois a sociedade geral não é uma congregação de indivíduos, mas um conjunto de Famílias.
A vocação natural e social do homem deu origem à Família, ao município, à região e à Nação. A vida do Estado não aparece de forma meteórica, nasce de um processo gradual, o Estado é só uma das inúmeras espécies possíveis de sociedade, poderemos chamar-lhe a maior das sociedades.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Democratizar e Democrático

Democratizar – Largo tempo se tem passado sem se poder compreender que coisa significasse positivamente esta palavra republicana no idioma novo. Julgou-se, ao princípio, que teria alguma relação com o que antigamente se chamava formar um governo popular. Porém, que loucura! A experiência mostrou imediatamente quão errada era esta ideia, e o engano nascia principalmente da mudança de significado na palavra Povo. Quando vimos democratizar aos Estados mais democráticos da Europa, compreendemos que democratizar um Estado, no moderno idioma, não quer dizer outra coisa que denegrir e abater o Governo que existia, seja ele qual for; esbulhar dele os homens de bem, que mandavam; pôr em seu lugar, ou tolos, ou ímpios e bandidos; formar destes o Povo, e ao verdadeiro Povo escravizá-lo; roubar quanto haja de precioso; e aniquilar a Religião, especialmente a Católica; sem se esquecer um só instante de despojar e oprimir seus Ministros, etc. etc. É por este modo, que hão sido constante e invariavelmente democratizadas a Flandres, a Holanda, Milão, Bolonha, Modena, Ferrara, etc. etc. Desta explicação se deduz naturalmente a inteligência de muitos Vocábulos derivativos, como
Democrático – Que pela activa significa ateu, ladrão, assassino, colocado no mando e governo; e pela passiva, a parte honrada e religiosa de uma Nação ultrajada e oprimida, tiranizada e roubada por bandidos, ateus e assassinos.

D. Frei Fortunato de São Boaventura in «Novo Vocabulário Filosófico-Democrático, indispensável para todos os que desejem entender a nova língua revolucionária», Nº 2, 1831


Fonte: Veritatis

terça-feira, 3 de março de 2026

29º Aniversário de S.A. A Infanta Dona Maria Francisca, Duquesa de Coimbra

S.A. a Senhora Infanta D. Maria Francisca de Bragança, nasceu em Lisboa no dia 3 de Março de 1997. Terceira na linha de sucessão recebeu o seu baptismo no dia 31 de Maio de 1997, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Vila Viçosa. A cerimónia religiosa foi celebrada pelo Arcebispo de Évora, D. Maurílio Quintal de Gouveia, tendo sido Consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Teve como padrinhos, a Princesa Marie Lieshtenstein, prima por via materna de S.A.R. o Duque de Bragança, e S.A. D. Henrique de Bragança, Duque de Coimbra.

No dia 4 de Julho de 2018, dia da festa de Santa Isabel de Portugal, a Infanta Maria Francisca recebeu o título de Duquesa de Coimbra, de seu pai, o duque de Bragança, numa cerimónia realizada no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, sucedendo ao seu tio, o Infante D. Henrique. Ao mesmo tempo, foi investida como Dama Grã-Cruz da Ordem de Santa Isabel, por sua mãe, a Duquesa de Bragança.

S.A. concluiu o ensino secundário no Colégio de São João de Brito, em Lisboa, e obteve uma licenciatura em Comunicação Social e Cultura na Universidade Católica Portuguesa em Maio de 2020. Posteriormente exerceu a sua actividade profissional em empresas de consultoria de comunicação.

É patrona do “Prémio Infanta Dona Maria Francisca” que se destina a premiar os os melhores trabalhos apresentados, anualmente na FBAUP pelos estudantes do Mestrado em Artes Plásticas. O valor do prémio será suportado integralmente pela Associação Real Social Cultura Desporto.

Resultante de uma parceria entre o Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis, Associação Real Social Cultura Desporto, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto [FBAUP] e Museu de Serralves, é atribuído aos estudantes do mestrado em Artes Plásticas da FBAUP, considerando a qualidade dos seus trabalhos de fim de curso, um prémio no valor de 1.000 euros, para a área de Pintura e outro de igual valor para a de Escultura.

No dia 7 de Outubro de 2023 casou com Duarte de Sousa Araújo Martins na Basílica do Convento de Mafra.

Desejamos à nossa Querida Infanta de Portugal um dia repleto de sonhos e realizações para um Futuro recheado de Saúde, Paz, Amor e Sucesso.

Alteza, muitos parabéns e que na companhia de SS.AA.RR. Nossos Reis e Infantes e de Seu Augusto Marido, os Anjos cantem em Sua honra e a Imaculada Conceição, Nossa Rainha e Mãe, A proteja ao longo da Sua Vida.

VIVA A INFANTA DE PORTUGAL!

VIVA A FAMÍLIA REAL!

segunda-feira, 2 de março de 2026

Doutor da Igreja alertou para as horríveis consequências da Sodomia

São Pedro Damião (1007 e 1072) foi um monge reformador, que escreveu um livro a explicar o grande mal das relações entre pessoas do mesmo sexo, especialmente membros do Clero; e a grande corrupção que vinha daí para a Igreja. Este aviso é mais actual do que nunca:

Este vício não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Este vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o diabo que é o instigador da luxúria. 

Conduz ao erro, subtrai totalmente a verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem. Abre-lhes o inferno, fecha-lhes a porta do Céu; torna herdeiro da infernal Babilónia aquele que era cidadão da celeste Jerusalém, transformando-o de estrela do céu em palha para o fogo eterno. Arranca o membro da Igreja e lança-o no voraz incêndio da geena ardente.

Tal vício busca destruir as muralhas da pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit. I, 15).

Esse vício expulsa do coro da assembleia eclesiástica e obriga a unir-se com os energúmenos e com os que trabalham com o diabo, separa a alma de Deus para ligá-la aos demónios. Essa pestilentíssima rainha dos sodomitas torna os que obedecem às leis de sua tirania torpes aos homens e odiáveis a Deus. 

Impõe nefanda guerra contra Deus e obriga a alistar-se na milícia do espírito perverso, separa do consórcio dos Anjos e, privando-a da sua nobreza, impinge à alma infeliz o jugo do seu próprio domínio. Despoja os seus sequazes das armas das virtudes e expõe-os, para que sejam transpassados, aos dardos de todos os vícios. Humilha na Igreja, condena no fórum, conspurca secretamente, desonra em público, rói a consciência como um verme, queima a carne como o fogo.

Arde a mísera carne com o furor da luxúria, treme a fria inteligência com o rancor da suspeita, e no peito do homem infeliz agita-se um caos como que infernal, sendo ele atormentado por tantos aguilhões da consciência quanto é torturado pelos suplícios das penas. Sim, tão logo a venenosíssima serpente tiver cravado os dentes na alma infeliz, imediatamente fica ela privada de sentidos, desprovida de memória, embota-se o gume da sua inteligência, esquece-se de Deus e até mesmo de si. 

Com efeito, essa peste destrói os fundamentos da fé, desfibra as forças da esperança, dissipa os vínculos da caridade, aniquila a justiça, solapa a fortaleza, elimina a esperança, embota o gume da prudência. E que mais direi, uma vez que ela expulsa do templo do coração humano toda a força das virtudes e aí introduz, como que arrancando as trancas das portas, toda a barbárie dos vícios?

Com efeito, aquele a quem essa atrocíssima besta tenha engolido, entre as suas fauces cruentas, impede-lhe, com o peso das suas correntes, a prática de todas as boas obras, precipitando-a em todos os despenhadeiros da sua péssima maldade. Assim, tão logo alguém tenha caído nesse abismo de extrema perdição, torna-se um desterrado da pátria celeste, separa-se do Corpo de Cristo. É confundido pela autoridade de toda a Igreja, condenado pelo juízo de todos os Santos Padres, desprezado entre os homens na terra, reprovado pela sociedade dos cidadãos do Céu, cria para si uma terra de ferro e um céu de bronze. 

Por um lado, não consegue levantar-se, agravado que está pelo peso do seu crime, por outro, não consegue mais ocultar o seu mal no esconderijo da ignorância, não pode ser feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque, agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna. 

São Pedro Damião in 'Liber Gomorrhianus' (c. XVI, in Migne, Patristica Latina 175-177)


domingo, 1 de março de 2026

Sessão Evocativa nos 200 anos da morte de Dom João VI


No dia 10 de Março, irá realizar-se a Sessão Evocativa dos 200 anos da morte do Rei D. João VI. Irá contar com a presença de Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, de Dom Rafael de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e de Dona Gabriela de Orleans e Bragança.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

INTERVENÇÃO DE S.A.R. O SENHOR D. DUARTE PIO DE BRAGANÇA, DUQUE DE BRAGANÇA NO ALMOÇO DE REIS


No dia 31 de Janeiro de 2026, a Real Associação do Porto, mantendo uma tradição que iniciou há já alguns anos, tendo como Patrono SAR o Senhor Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, realizou o Almoço de Reis. Esteve também presente SAR o Senhor Duque de Bragança. Este ano, também cumprindo o hábito de realizar este Almoço com outra Real Associação e no seu território de actuação, fizemo-lo com a Real Associação da Beira Litoral, no Castelo de Santa Maria da Feira, espaço patrimonial de referência e valor, construído, inicialmente, ao tempo da Reconquista e da Fundação de Portugal, e bem conservado e adequado ao evento. Neste Almoço de convívio e festa, tivemos a actuação do harpista João Carlos Soares do Conservatório de Aveiro e as janeiras foram dançadas (e não cantadas) pelo Grupo Folclórico da Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto. À chegada SSAARR foram recebidos pela Direcção da Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira.

Seguir a História...


A sociedade é uma criação, não é uma construção, não é um mecanismo... por «Tradição» nós temos que entender necessariamente o conjunto de hábitos e tendências que procuram manter a sociedade no equilíbrio das forças que lhe deram origem e pelo respeito das quais continua durando…

Se, por exemplo, se fala no municipalismo português, ninguém pensa em voltar aos forais, tal como a Idade Média os concebeu, nem aos procuradores das vilas, recebidos em Cortes por procuração passada em termos imperativos. O que se pretende é conservar esse apreciável instinto localista que assegura de per si a realização de mais saudáveis medidas descentralizadoras no interesse do Estado e no aproveitamento das diversas representações regionais e provinciais. Deste modo, a política é para nós uma realidade, como que uma experiência, garantida e comprovada pela História.

A História – e não as nossas predilecções doutrinárias – é que nos deve guiar na determinação do regime que mais convém aos destinos de uma nacionalidade…

Ser-se tradicionalista – que é o oposto de ser-se conservador – é aceitar do Passado o impulso dinâmico, a sua força vivificadora... tudo o que é repousa naquilo que foi.

António Sardinha em “Na Feira dos Mitos”

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Via-Sacra nas Sextas-Feiras da Quaresma

A Igreja recomenda que se reze a Via-Sacra em todas as Sextas-Feiras da Quaresma.

O CAMINHO DA CRUZ

Ajoelhai-vos ante o altar, fazei um Acto de Contrição, e fazei a intenção de ganhar as indulgências para vosso bem, ou para as almas no purgatório. Depois dizei: 

Senhor meu Jesus Cristo, Vós percorrestes com tão grande amor este caminho para morrer por mim, e eu Vos tenho ofendido tantas vezes apartando-me de Vós pelo pecado. Mas agora amo-vos com todo meu o coração, e, porque vos amo, arrependo-me sinceramente de todas as ofensas que vos tenho feito. 

Perdoai-me, Senhor, e permitais-me que vos acompanhe nesta viagem. Vais morrer por meu amor, pois eu também quero viver e morrer pelo vosso, amado Redentor meu. Sim, Jesus meu, quero viver sempre e morrer unido a Vós. 

1ª ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de haver sido açoitado e coroado de espinhos, foi injustamente sentenciado por Pilatos a morrer crucificado.

(Aqui faz-se uma pequena pausa para considerar brevemente o mistério, e o mesmo nas demais estações)

Adorado Jesus meu: os meus pecados foram maiores dos que de Pilatos, dos que vos sentenciaram a morte. Pelos méritos deste doloroso passo, suplico-vos que me assistais no caminho que vai recorrendo a minha alma para a eternidade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

2ª ESTAÇÃO: JESUS LEVANDO A CRUZ ÀS COSTAS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, andando neste caminho com a cruz às costas, ia pensando em vós e oferecendo ao seu Pai pela vossa salvação a morte que ia padecer.

PAUSA

Amabilíssimo Jesus meu: abraço todas as tribulações que me tens destinadas até a morte, e vos rogo, pelos méritos da pena que sofrestes levando a vossa Cruz, me deis força para levar a minha com perfeita paciência e resignação.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

3ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera esta primeira queda de Jesus debaixo da Cruz.

PAUSA

As suas carnes estavam despedaçadas pelos açoites; a sua cabeça coroada de espinhos, e havia já derramado muito sangue, pelo qual estava tão frágil, que apenas podia caminhar; Levava ao mesmo tempo aquele enorme peso sobre os seus ombros e os soldados empurravam-n'O; de modo que muitas vezes desfaleceu e caiu neste caminho.

Amado Jesus meu: mais do que o peso da Cruz, são os meus pecados que Vos fazem sofrer tantas penas. Pelos méritos desta primeira queda, livrai-me de cair em pecado mortal.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

4ª ESTAÇÃO: ENCONTRO DE JESUS COM SUA MÃE SANTÍSSIMA.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera o encontro do Filho com a sua Mãe neste caminho.

PAUSA

Olharam-se mutuamente Jesus e Maria, e os seus olhares foram outras tantas flechas que trespassaram os seus amantes corações.

Amantíssimo Jesus meu: pela pena que experimentasteis neste encontro, concedei-me a graça de ser verdadeiro devoto de vossa Santíssima Mãe.

E Vós, minha aflita Rainha, que fostes abrumada de dor, alcançai-me com a vossa intercessão uma contínua e amorosa memoria da Paixão de vosso Filho.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

5ª ESTAÇÃO: JESUS AJUDADO POR SIMÃO CIRINEU A LEVAR A CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os judeus, ao ver que Jesus ia desfalecendo cada vez mais, temeram que Ele morresse no caminho e, como desejavam vê-Lo morrer da morte infame de Cruz, obrigaram Simão, o Cirineu, a que O ajudasse a levar aquele pesado madero.

PAUSA

Dulcíssimo Jesus meu: não quero recusar a Cruz, como o fez o Cirineu, antes bem a aceito e a abraço; aceito em particular a morte que tenhais destinada para mim, com todas as penas que a irão acompanhar. Vós haveis querido morrer pelo meu amor, eu quero morrer pelo vosso; ajudai-me com a vossa graça.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

6ª ESTAÇÃO: A PIEDOSA VERÓNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como a devota mulher Verónica, ao ver a Jesus tão fatigado e com o rosto banhado em suor e sangue, lhe ofereceu um lenço.

PAUSA

E limpando-se com ele nosso Senhor, deixou impresso nele a sua santa imagem.

Amado Jesus meu: em outro tempo vosso rosto era lindíssimo; mas nesta dolorosa viagem, as feridas e o sangue mudaram a sua beleza. Ah! Senhor meu, também a minha alma ficou bela aos vossos olhos quando recebi a graça do baptismo, mas tenho-a desfigurado desde aí, com os meus pecados. Vós apenas, Oh! Redentor meu!, podeis restituir-lhe a beleza passada: fazendo-o pelos méritos da vossa Paixão.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

7ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a segunda queda de Jesus debaixo da Cruz, na qual se lhe renova a dor das feridas da sua cabeça e de todo o seu corpo ao aflito Senhor.

PAUSA

Oh! pacientíssimo Jesus meu: tantas vezes me haveis perdoado e eu tenho voltado a cair e a ofender-vos. Ajudai-me, pelos méritos desta nova queda, a perseverar na vossa graça até a morte. Fazei que em todas as tentações que me assaltem, sempre e prontamente me encomende a Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

8ª ESTAÇÃO: JESUS CONSOLANDO AS FILHAS DE JERUSALÉM.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como algumas piedosas mulheres, vendo a Jesus em tão lastimoso estado, que ia derramando sangue pelo caminho, choravam de compaixão; mas Jesus disse-lhes: não choreis por mim, mas sim por vós mesmas e pelos vossos filhos.

PAUSA

Aflito Jesus meu: choro as ofensas que Vos tenho feito, pelos castigos que tenho merecido, mas muito mais pelo desgosto que tenho dado a Vós, que tão ardentemente me haveis amado. Não é tanto o Inferno que me faz chorar os meus pecados, mas ter ofendido o vosso amor imenso.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

9ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ DEBAIXO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a terceira queda de Jesus Cristo.

PAUSA

Extremada era a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos soldados, que queriam fazer-lhe apressar o passo, quando apenas lhe restava forças para mover-se lentamente.

Atormentado Jesus meu: pelos méritos da debilidade que quisesteis padecer no vosso caminho até ao Calvario, dai-me a fortaleza necessária para vencer os respeitos humanos e todos os meus desordenados e perversos apetites, que me tem feito desprezar a vossa amizade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

10ª ESTAÇÃO: JESUS NO ATO DE O DESPIREM E DE LHE DAREM O FEL A BEBER.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como ao ser despojado, Jesus, das suas vestes pelos soldados, estando a túnica interior pregada as carnes descoladas pelos açoites, lhe arrancaram também com ela a pele do seu sagrado corpo.

PAUSA

Inocente Jesus meu: Pelos méritos da dor que sofrestes, ajudai-me a desnudar-me de todos os afectos às coisas terrenas, para que possa eu pôr todo o meu amor em Vós, que tão digno sois de ser amado.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

11ª ESTAÇÃO: JESUS PREGADO NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, extendido sobre a Cruz, abre os seus pés e mãos e oferece ao Eterno Pai o sacrificio da sua vida por nossa salvação; cravado por aqueles bárbaros soldados, que depois levantam a Cruz ao alto, deixando-O morrer de dor, sobre aquele patíbulo infame.

PAUSA

Oh! desprezado Jesus meu: Cravai o meu coração a vossos pés para que permaneça sempre ali amando-vos e não vos deixe mais.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

12ª ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de três horas de agonia, consumido de dores e exausto, inclina a cabeça e expira na Cruz.

PAUSA

Oh! morto Jesus meu: Beijo enternecido essa Cruz em que por mim haveis morrido. Eu, por causa dos meus pecados, teria merecido uma má morte, mas a vossa é a minha esperança. Eis, pois Senhor, pelos méritos da vossa Santíssima morte, concedei-me a graça de morrer abraçado aos vossos pés e consumido pelo vosso amor. Em vossas mãos encomendo minha alma.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

13ª ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como, havendo expirado o Senhor, foi baixado da Cruz por dois dos seus discípulos.

PAUSA

José e Nicodemos depositaram-nO nos braços da sua dolorosíssima Mãe, Maria, que O recebeu com ternura e O apertou contra o seu peito trespassado de dor.

Oh! Mãe dolorosíssima: Pelo amor desse Filho, admiti-me como vosso servo e rogai-Lhe por mim.

E Vós, Redentor meu, já que haveis querido morrer por mim, recebei-me no número dos que vos amam mais, pois eu não quero amar nada fora de Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

14ª ESTAÇÃO: JESUS É COLOCADO NO SEPULCRO.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os discípulos levaram a enterrar Jesus, acompanhando-O também a sua Santíssima Mãe, que O depositou no sepulcro com as suas próprias mãos.

PAUSA

Depois cerraram a porta do sepulcro e se retiraram.

Oh! Jesus meu sepultado : Beijo essa pedra que vos encerra. Vos ressuscitasteis depois de três dias; por vossa ressurreição vos peço e vos suplico me façais ressuscitar glorioso no dia do juízo final para estar eternamente convosco na glória, amando-vos e bendizendo-vos.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

ACTO DE CONTRIÇÃO

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós Quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o Inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Santo Afonso Maria de Ligório