quarta-feira, 15 de abril de 2026

Apresentação do livro “Coimbra Isabelina: Memórias da Rainha Santa Isabel"

No próximo dia 19 de Abril de 2026, pelas 17 horas, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, será apresentada a obra “Compêndio Histórico –_Coimbra Isabelina: Memórias da Rainha Santa Isabel_", da autoria do Confrade Doutor Francisco Manuel Relva Pereira.

     A obra está prefaciada pela Confreira Doutora Carlota Miranda Urbano, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que fará a respectiva apresentação.

     A Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel associam-se ao lançamento desta obra sobre a Padroeira da cidade de Coimbra, obra que é da autoria de um Confrade desta Irmandade, convidando todos os Irmãos e Irmãs da Confraria, bem como todos os devotos da Rainha Santa Isabel a participarem nesta apresentação.

     A entrada é livre!

domingo, 12 de abril de 2026

A Páscoa das três Encíclicas


O título «A Páscoa das três encíclicas» pretende recordar três importantes documentos emanados pelo Papa Pio XI a poucos dias de distância uns dos outros, em Março de 1937. Três Encíclicas que se dirigiam a todos os católicos do mundo e que conservam ainda hoje a sua actualidade.
Pio XI, octogenário e convalescente depois de uma longa doença que o tinha imobilizado durante meses, enfrentava três graves desafios postos à Igreja pelas ideologias anticristãs do seu tempo: o neopaganismo da Alemanha hitleriana, com a Mit brennender Sorge; o comunismo da Rússia soviética, com a Divini Redemptoris; o anticristianismo do México laicista e maçónico, com a Firmissimam constantiam. A saída destas três encíclicas no espaço de duas semanas foi um facto único na história da Igreja.
A primeira encíclica, a Mit brennender Sorge, estava datada do Domingo da Paixão, 14 de Março de 1937. Pio XI afirmava: «Se é verdade que a raça ou o povo, se o Estado ou uma sua determinada forma, se os representantes do poder estatal ou outros elementos fundamentais da sociedade humana têm na ordem natural um lugar essencial e digno de respeito; todavia quem os destaca desta escala de valores terrenos, elevando-os a suprema norma de tudo, mesmo dos valores religiosos, e os diviniza com culto idolátrico, perverte e falsifica a ordem criada e imposta por Deus, está longe da verdadeira fé em Deus e de uma concepção da vida conforme a ela. (…)
Sobre a fé em Deus genuína e pura se funda a moralidade do género humano. Todas as tentativas de destacar a doutrina da ordem moral da base granítica da fé, para a reconstruir sobre a areia movediça de normas humanas, levam, cedo ou tarde, indivíduos e nações ao decaimento moral. O insensato que diz no seu coração: “não há Deus”, encaminhar-se-á para a corrupção moral. E estes insensatos, que presumem separar a moral da religião, tornaram-se hoje legião».
A segunda encíclica, a Divini Redemptoris, foi publicada a 19 de Março de 1937, festa de S. José, padroeiro da Igreja e dos trabalhadores cristãos. Denunciando o comunismo mundial e ateu que da Rússia se difundia pelo mundo, Pio XI dizia: «Pela primeira vez na história estamos a assistir a uma luta friamente querida e cuidadosamente preparada do homem contra “tudo aquilo que é divino” (…)
Procurai, Veneráveis Irmãos, que os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em nenhum campo a colaboração com ele da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E se alguns iludidos cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, cairão os primeiros como vítimas do seu erro, e quanto mais as regiões onde o comunismo consegue penetrar se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã, tanto mais devastador aí se manifestará o ódio dos “sem Deus”».
Pio XI lançava um «apelo a quantos creem em Deus»: «Mas a esta luta travada pelo “poder das trevas” contra a própria ideia da Divindade, é-nos grato esperar que, além de todos quantos se gloriam do nome de Cristo, se oponham também validamente quantos (e são a grande maioria da humanidade) creem ainda em Deus e O adoram. Renovamos portanto o apelo que já lançámos há cinco anos na Nossa Encíclica Caritate Christi a fim de que eles também lealmente e cordialmente concorram da sua parte “para afastar da humanidade o grande perigo que ameaça todos”.
Pois – como então dizíamos – visto que “o crer em Deus é o fundamento inabalável de toda a ordem social e de toda a responsabilidade sobre a terra, por isso todos quantos não querem a anarquia e o terror devem energicamente esforçar-se para que os inimigos da religião não alcancem o fim por eles tão abertamente proclamado”».
O Papa acrescentava: «Onde o comunismo pôde afirmar-se e dominar – e aqui pensamos com singular afecto paternal nos povos da Rússia e do México –, aí se esforçou por todos os meios de destruir (e proclama-o abertamente) desde as suas bases a civilização e a religião cristã, extinguindo no coração dos homens, especialmente da juventude, toda a recordação. Bispos e sacerdotes foram banidos, condenados aos trabalhos forçados, fuzilados e mortos de maneira desumana; simples leigos, por terem defendido a religião, foram suspeitados, vexados, perseguidos e arrastados para as prisões e perante os tribunais».
Precisamente ao México era dedicada a terceira encíclica, Firmissimam constantiam, emanada no dia de Páscoa, 28 de Março de 1937. Nela o Papa afirmava que «quando as mais elementares liberdades religiosas e civis são atacadas, os cidadãos católicos não se resignem logo a renunciar a elas». Caso os poderes constituídos «se insurgissem contra a justiça e a verdade ao ponto de destruir os próprios fundamentos da autoridade, não se veria como dever condenar aqueles cidadãos que se unissem para defender com meios lícitos e adequados a si mesmos e a Nação, contra quem se serve do poder público para a arruinar».
Pio XI não convidava à rendição, mas recordava aos católicos mexicanos que tivessem «aquela visão sobrenatural da vida, aquela educação religiosa e moral e aquele zelo ardente pela dilatação do Reino de Cristo que a Acção Católica se propõe dar. Perante uma feliz coligação de consciências que não entendem renunciar à liberdade reivindicada por Cristo (Gal. 4, 31) qual poder ou força humana poderia subjugá-las ao pecado? Quais perigos, quais perseguições, quais provas poderiam separar almas assim temperadas da caridade de Cristo? (cf. Rm 8, 35)».
Os cristeros mexicanos tinham empunhado as armas em nome de Cristo Rei. Pio XI, dirigindo-se aos católicos mexicanos, recordava a sua encíclica Quas primas de 11 de Dezembro de 1925 na qual proclamava Cristo Rei do universo. Uma verdade que se opunha às ideologias anticristãs que, à vigília da Segunda Guerra Mundial, ameaçavam o mundo. Mas também nas horas mais sombrias a virtude da esperança alimenta a fé dos cristãos.
Assim, na Divini Redemptoris, Pio XI afirmava: «Com os olhos voltados para o alto, a nossa fé vê os “novos céus” e a “nova terra”, de que fala o nosso primeiro Antecessor, São Pedro (II Petr. III, 13). Enquanto as promessas dos falsos profetas nesta terra se extinguem no sangue e nas lágrimas, resplandece de beleza celestial a grande profecia apocalíptica do Redentor do mundo: Eis que Eu faço novas todas as coisas (Apoc. 21, 5)».
Roberto de Mattei in 'Corrispondenza Romana'

Fonte: Senza Pagare

sábado, 11 de abril de 2026

SAR D. Afonso de Bragança presente num exercício de combate à poluição marítima

S.A.R. o Príncipe da Beira participou, no passado dia 25 de Março, num exercício de combate à poluição marítima, em colaboração com a Autoridade Marítima Nacional.

A iniciativa decorreu no Porto de Peniche e foi organizada pela Direcção de Combate à Poluição do Mar (DCPM), entidade responsável por planear, coordenar e executar a resposta a incidentes de poluição no espaço marítimo sob jurisdição nacional.

Este exercício teve como objectivo testar procedimentos, reforçar a articulação entre entidades e melhorar a capacidade de resposta a situações reais, contribuindo para a protecção do meio marinho e da segurança ambiental.


terça-feira, 7 de abril de 2026

Celebração do 510.º Aniversário da Beatificação da Rainha Santa Isabel

No próximo dia 15 de Abril, assinala-se o 510.º aniversário da Beatificação de Santa Isabel, Infanta de Aragão, Rainha de Portugal e Padroeira da cidade de Coimbra.

Na verdade, foi no dia 15 de Abril de 1516 que o Papa Leão X assinou o “Breve”, documento pontifício, que proclamava a beatificação da Rainha que o povo considerava já santa.

Reinava em Portugal D. Manuel I de Portugal e o culto à Rainha Santa Isabel assume contornos oficiais, passando o povo de Coimbra a poder manifestar livremente a sua devoção à que haveria de ser eleita Santa Padroeira da cidade.

Na sequência deste movimento devocional - que iria culminar na Canonização de Santa Isabel de Portugal, decretada em 25 de Maio de 1625 - é, entretanto, fundada em 1560 a Confraria da Rainha Santa Isabel.

Pretendendo a Confraria da Rainha Santa Isabel comemorar as datas mais significativas da história da devoção a Santa Isabel de Portugal, é muito importante celebrar este aniversário da sua Beatificação, efeméride muito significativa para a cronologia da devoção a Santa Isabel de Portugal, mas também associada à fundação da Confraria da Rainha Santa Isabel.

Para comemorar esta data, mesmo com andaimes na igreja, a Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel mandam celebrar às 18h00 deste dia 15 de Abril, na Igreja da Rainha Santa Isabel, Missa de acção de graças pela exemplar vida acontecida de Santa Isabel de Portugal.


No Domingo anterior à efeméride, dia 12 de Abril, pelas 18h00, a Confraria da Rainha Santa Isabel recebe na sua igreja, dedicada a Santa Isabel de Portugal, o coro "Art'Amoris Ensemble", dirigido pela Prof.ª Carla Sofia Pais, que irá apresentar um programa de música sacra com obras de Jan Dismas Zelenka e Joseph Haydn, concerto integrado nas comemorações da Beatificação da excelsa Padroeira da cidade de Coimbra.

Programa:

Miserere, ZWV 57 - J. D. Zelenka

De Profundis, ZWV 50/97 - J. D. Zelenka

Te Deum n.º 2 em Dó maior - J. Haydn

 


A entrada é livre mas, dada a limitação do espaço para os assistentes, sujeita a inscrição prévia para o Recordatório da Confraria  - telefones 239 441 674 e 918 048 310 - ou para o e-mail do Secretário da Confraria da Rainha Santa Isabel  <secretario@rainhasantaisabel.org>, ou através das reservas pelo link https://bit.ly/concertopascoa


 

A Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel contam com a participação atenta de todos!