segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Espanhol - MREC

SAR O Duque de Bragança na entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança

Sua Alteza Real o Duque de Bragança, esteve na Universidade Católica Portuguesa para a entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança, uma distinção destinada a reconhecer a excelência académica e o mérito dos estudantes da Faculdade de Medicina.

A iniciativa traduz o compromisso de valorizar o esforço, a dedicação e a excelência dos jovens que se distinguem no seu percurso académico, incentivando-os a colocar o conhecimento e a sua formação ao serviço da sociedade.

A atribuição deste prémio representa também uma forma de aproximar a tradição e os valores da Casa Real Portuguesa das novas gerações, reconhecendo na educação, no mérito e na responsabilidade pessoal alguns dos pilares fundamentais para a construção do futuro.

Foi com particular satisfação que o Duque de Bragança participou nesta cerimónia, felicitando todos aqueles que, através do seu trabalho e dedicação, contribuem diariamente para uma Universidade de excelência.


sábado, 10 de outubro de 2026

Duque de Bragança na inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real"

No passado dia 6 de Outubro, a Igreja da Misericórdia da Ericeira acolheu a inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real", assinalando a reabertura do renovado Arquivo-Museu da instituição. Organizado com o apoio do Núcleo do Oeste da Real Associação de Lisboa, o evento contou com a presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, acompanhado por D. Francisco e D. Teresa de Bragança Van Uden. 

A sessão incluiu uma conferência proferida pelo Provedor João Pedro da Silva Henriques Gil, Pedro Avillez, António Eduardo Pereira Coutinho Barbosa e pelo curador João Caramês Simões. Focada na biografia do monarca e na importância histórica da Ericeira — de onde a Família Real partiu para o exílio a 5 de Outubro de 1910 —, a mostra exibe peças cedidas por empréstimo, como a maquete do iate Amélia do Museu de Marinha, além de fotografias e vídeos inéditos em Portugal que retratam o seu reinado e o quotidiano em Inglaterra. 

A exposição estará patente ao público durante os próximos meses no renovado espaço museológico.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O povo é soberano...

«O povo é soberano – dizem – a sua vontade é a suprema lei, os seus direitos a mais sagrada de todas as coisas sagradas, a sua realeza a mais legítima e justificada, a sua autoridade o centro de toda a acção política, o seu poder o princípio de onde todos os outros derivam».
O povo é soberano... Mas o certo é que, quando o povo se levanta em Paris, em Barcelona, em Turim, é bombardeado e metralhado impiedosamente.
O povo é soberano; mas esmagam-no com tributos, contribuições, exigências de toda a sorte.
O povo é soberano; mas o egoísmo e ambição das nações arranca-lhe dos braços os filhos estremecidos, privando o lar doméstico dos mais doces de seus sorrisos, e a agricultura dos mais robustos e activos trabalhadores, para imolá-los desapiedada e inutilmente na carnificina feroz de um campo de batalha.
O povo é soberano; mas deixam-no vegetar idiota na inconsciência da estupidez e da ignorância religiosa e moral.
O povo é soberano; mas escasseiam-lhe os géneros de primeira necessidade; os que pode haver à mão, só lhe são fornecidos por preços exorbitantes e irrazoáveis, e esses mesmos são adulterados, falsificados, corrompidos, nocivos à saúde.
O povo é soberano; mas soberano desmoralizado, que pôs a consciência em almoeda, vendendo-se, a troco do mais pequeno favor, ao primeiro aventureiro que se apresente à boca da urna eleitoral.
Dantes o povo não era soberano; mas pagava menos tributos, não era comido com pesadas contribuições, tinha o direito – que hoje lhe contestam, ou de que não o deixam fruir em paz – de viver pobre mas honradamente do fruto de seu trabalho; não era soberano, mas não morria à míngua, pois nas portarias dos conventos achou sempre socorro pronto à miséria, nem lhe escasseava o pão do espírito, porque os frades lhe abriam escolas gratuitas, e lhe patenteavam os tesouros riquíssimos de suas opulentíssimas bibliotecas; não era soberano, mas era assistido cuidadosa e desveladamente de todos os socorros da religião, tinha a consoladora fé numa vida futura, alentava-a a esperança do Céu.
Hoje... fizeram-no soberano, mas tudo isso lhe roubaram!
Um dia, o bom Jesus foi entregue, por um discípulo ingrato, aos mais encarniçados de seus inimigos; estes arrancaram-lhe ignominiosamente os seus vestidos, vergastaram-no desapiedados, retalharam-lhe as carnes a pungentes açoites, deram-lhe bofetadas, cuspiram-lhe no rosto, vendaram-lhe a face divina; e depois puseram-lhe aos ombros – à guisa de manto real – um farrapo de púrpura velha e gasta, por diadema de realeza enterraram-lhe na cabeça uma coroa tecida de espinhos, e deram-lhe por ceptro uma cana. E, passando ante ele, ajoelhavam e diziam: Salve, Rei dos Judeus!
Se fosse lícito o paralelo, eu não duvidaria afirmar que a cena dolorosa do Pretório é reproduzida em nossos dias pelos modernos liberais revolucionários e demagogos, que proclamam a soberania do povo do mesmo modo que os fariseus de então proclamavam a do Filho de Deus. Tiram-lhe o pão, tiram-lhe os haveres, tiram-lhe a paz, tiram-lhe a consciência, tiram-lhe a crença em Deus, tiram-lhe a fé numa vida futura, tiram-lhe a esperança do Céu, e depois bradam-lhe:
– Levanta-te, povo, que és rei!...
Ironia pungente! Supremo escárnio! Impudência e desvergonha inauditas!...

«Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 6º Ano, Nº 15, Março de 1900


Fonte: Veritatis

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A necessidade de resistir

“Resistir firmemente na luta contra o mal. Não admitir jamais compromissos. Preferir perder tudo, vida, salário, condição de existência, antes que sacrificar a própria consciência”.

Alexander Soljenitsin


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Lepanto: quando Nossa Senhora derrotou o Império Otomano

A 7 de Outubro de 1571, a Armada Católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto, onde D. João d’Áustria mandou hastear o estandarte enviado pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos” e deu a ordem de batalha contra os muçulmanos, seguidores de Maomé, os quais, liderados pelo Pachá Ali, pareciam, a princípio, levar a melhor, por serem em maior número e pela estratégia adoptada. 

Após 10 horas de batalha, houve o prodigioso evento: de repente e de maneira inexplicável, tendo em vista a situação de quase vitória dos inimigos de Cristo, da Igreja e do Ocidente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada... Mais tarde, alguns muçulmanos, prisioneiros de guerra, confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir. Ao verem os muçulmanos em fuga, os Cristão renovaram as forças e reverteram o resultado da batalha.

Enquanto isto, a Cristandade em peso rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. O Papa São Pio V, em Roma, pedia aos Católicos que redobrassem as preces e foi atendido. Formaram-se Confrarias do Rosário que promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da Armada Católica. O Pontífice, grande devoto do Rosário, teve, no momento em que a batalha chegava ao seu desfecho milagroso, uma visão sobrenatural, em que viu a vitória da Armada Católica e, imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para quem estava com ele e exclamou: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”. 

A confirmação da visão chegou apenas na noite do dia 21 de Outubro, quando o aviso escrito chegou a Roma. Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum e introduziu a invocação 'Auxílio dos Cristãos' na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário. 

Com o objectivo que se recordasse para sempre que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o Senado Veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).

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