sexta-feira, 29 de maio de 2026

Sodomia: um pecado que hoje em dia é louvado

A maldita sodomia sempre foi detestada por todos os que vivem de acordo com Deus. Nenhum pecado no mundo prende tanto a alma. Agitada por uma ânsia insaciável de prazer, a pessoa não obedece à razão, e sim ao delírio, pois a paixão desviada é próxima à loucura. 

Esse vício transtorna o intelecto, destrói a elevação e generosidade da alma, rebaixa a mente dos grandes pensamentos para os mais baixos, torna a pessoa preguiçosa, irascível, obstinada e endurecida, servil e relaxada, incapaz de qualquer coisa. 

Os seus adeptos tornam-se cegos, e enquanto os seus pensamentos deveriam elevar-se para coisas altas e grandes, são despedaçados e reduzidos a coisas vis, inúteis e pútridas, que nunca podem torná-los felizes. 

Da mesma forma que as pessoas virtuosas participam na glória de Deus em diversos graus, também no inferno alguns sofrem mais que outros. Quem viveu com esse vício da sodomia sofre mais do que os outros, pois este é o maior pecado.

São Bernardino de Siena (frade franciscano) in 'Le Prediche Volgari'

quinta-feira, 28 de maio de 2026

UM CINICO ARCO-IRIS


O facto em si não é importante, e nem mereceria, pela sua imoralidade, o mínimo reparo.

Contudo, a presença ou não, de um trapo multicolor no edifício de uma câmara municipal, gera como sempre os habituais jogos de alecrim e manjerona, usados e abusados pelas máfias partidárias, no habitual desviar de atenções de outros problemas, bem mais graves. Mas é a natureza plutocrática e absolutista do regime que a tal obriga.

Se uns clamam pela necessária neutralidade da Câmara e assim protestam pela deposição do trapo multicolor, logo se desculpam, envergonhados, ajoelhando perante os ignaros ditames do politicamente correcto, o eficaz censor imposto pelo liberalismo, superior a qualquer policia politica ou de costumes; os outros pela sua obrigatoriedade, em prol dos imortais princípios que conspurcaram as areias da nossa amada Pátria e no respeito por essa imposição antinatural a que chamam constituição, castrando uma liberdade, que na sua definição moderna, deixa de existir.

Por paradoxo, a defesa do pano multicolor é feita por marxistas, mascarados nos putrefactos mantos do progresso e modernismo, seguidores de uma ideologia baseada no dinheiro, no estricto cumprimento do pensamento de um ultrajante e diabólico individuo, cuja predileção estava em violar as empregadas domésticas, que alguns amigos, esses bem endinheirados, sustentavam.

Por isso, os motivos na defesa e imposição de pequenos grupos alienígenas e marginais da sociedade, nada tem a ver com imortais princípios, mas com pura demagogia usada em proveito próprio.

Pouco importa, que a sociedade seja lançada no espinhoso caminho de uma morte anunciada e até as tão louvadas maiorias se descartam sem mais demoras … Ah! Essas maiorias tão úteis e tão clamadas em períodos pré-eleitorais, são agora esconjuradas, perante o lucro fácil obtido no recurso à aberração.

É a lógica da partidocracia, que, de novo, se desnuda perante todos.

Impõe-se, por isso, o retomar da serenidade estival que a todos acolhia, no final de uma tarde; ao amoroso calor de uma fogueira, aconchegante guardadora de risos e conversas, ao desfraldar de bandeiras em campos raiados pelo sol, por amor a Deus, à Pátria e ao Rei!

Impõe-se o retomar do nosso génio!

Impõe-se Portugal!

Valentim Rodrigues

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Capitulo Geral e investidura da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel no Mosteiro de Alcobaça


S.A.R. o Duque de Bragança e o seu filho, S.A. o Duque do Porto, estiveram presentes no sábado passado no Capitulo Geral e investidura da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, que reuniu Damas e Cavaleiros no Mosteiro  de Alcobaça. A Missa foi presidida pelo Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António Mendes dos Santos, Capelão-Geral da Ordem, e contou com a presença de representantes das reais irmandades de 13 países, nomeadamente Estados Unidos da América, Espanha, Canadá e Brasil.

terça-feira, 26 de maio de 2026

República anti-portuguesa

Quanto mais se caminhou para a Democracia, mais se desorganizou Portugal. Por consequência, a lei a formular é esta: – a prosperidade da República está na razão inversa da prosperidade da Nação.
É preciso, portanto, cavar bem fundo o abismo que separa a República da Nacionalidade; porque, quanto mais a Nação se deixar dominar pela acção deletéria da República, mais a República aniquilará e esfacelará a Nação.
A República é um regime anti-nacional.

Caetano Beirão in «A lição da Democracia – Oitenta e oito anos de República em Portugal», 1922

Fonte: Veritatis

segunda-feira, 25 de maio de 2026

SAR O Duque de Bragança na inauguração da obra “Verdade, Voz e Paz”


S.A.R. o Duque de Bragança esteve presente na inauguração da obra “Verdade, Voz e Paz”, do escultor grego Nikos Floros, no passado dia 8 de Maio, na Basílica dos Mártires, em Lisboa. A cerimónia inserida no ciclo de actividades - Encontros com história, arte e património - promovida pela Academia ao Largo e igrejas do Chiado, contou com a presença da Embaixadora da Grécia, Konstantina Kamitsi.

domingo, 24 de maio de 2026

O fogo do Pentecostes deve ser espalhado

Há uma admirável harmonia na obra da salvação do mundo. O povo hebreu teve o seu tempo Pascal, em memória da sua libertação da opressão egípcia, pelo sangue do cordeiro, figura profética da Páscoa cristã que é a libertação da opressão do mundo sob o jugo de Satanás, pelo sangue do verdadeiro Cordeiro, Nosso Senhor Jesus Cristo. Cinquenta dias depois de os hebreus deixarem o Egipto, eles receberam no Monte Sinai a Lei que os governaria e faria deles, no meio dos gentios, o povo de Deus. Foi também a primeira figura profética de Pentecostes do segundo, o pentecostes cristão. 

Mas o Pentecostes Cristão não chama a atenção para o trovão e o relâmpago do Sinai. Ela só lembra que, 50 dias depois da Ressurreição de Nosso Salvador, o Espírito Santo desceu, sob a forma de línguas de fogo, sobre os Apóstolos unidos no Cenáculo. Esta não é mais a promulgação aterradora da Lei que acorrentou o povo hebreu em sua observância pelo medo de castigos; antes, é o dom da luz e da força que deve difundir a caridade de Deus em todo o mundo e, por essa caridade, a prática da lei evangélica.

Com o Espírito Santo, é uma Caridade substancial que toma posse do mundo para trazê-lo de volta a Deus. E uma vez desceu sobre a terra, esta Caridade não a deixará novamente. Ela permeará todos os povos, insinuará a si mesma em todas as almas, conquistador divino e, pouco a pouco, sob seu suave e forte impulso, descobriu-se que o mundo era católico. Obra de Caridade, esta maravilhosa transformação que lançou aos pés de Jesus tantos Povos e os ensinou a dizer a Deus: Pai Nosso! Grito de amor filial, choro do Espírito Santo nas almas.

É esta tomada de posse do mundo pela caridade que celebramos neste dia de Pentecostes. E assim nossos corações se alegram: Profusis gaudiis totus em orbe terrarum mundus exultat, como canta o Prefácio. (Por que o mundo inteiro se alegra com grande alegria?)

Elevemos nossas almas a estas alturas para celebrar com devoção, com gratidão a descida da Caridade sobre a terra.

Aconteceu em Jerusalém, no Cenáculo, onde os discípulos de Jesus estavam reunidos em torno de Sua Santa Mãe. Até a hora é mencionada, porque foi um momento solene, decisivo para a salvação das almas: a hora do terceiro de acordo com a maneira antiga de dividir o dia, o que corresponde às 9 horas da manhã.

Em Sua Liturgia, a Igreja, que vive pelo Espírito Santo, celebra diariamente esta hora de caridade eterna que se tornou seu tesouro, pelo hino que os sacerdotes recitam na Terceira. É a invocação perpétua para a perpétua descida da Caridade Divina.

Surgiu um violento vento ao redor do Cenáculo e em toda a cidade e, ao mesmo tempo, línguas de fogo apareceram sobre os apóstolos.

É a impetuosidade da caridade, que se manifesta por essa rajada de vento. Significa que aqueles que recebem o Espírito Santo, que vivem em Sua presença, que se deixam conduzir por Ele, devem se doar sem reservas. A caridade é sem medida. Se calcula, não é mais Caridade. Ele segue o seu caminho e ninguém pode pará-lo, assim como ninguém pode parar uma tempestade. A Caridade Divina lançaria os Apóstolos num redemoinho irresistível em todo o mundo, como sempre deve lançar em redemoinho todos os que amam a Deus, seja pelo apostolado da pregação, seja pelo da penitência e da oração.

Foi línguas de fogo que desceu sobre os apóstolos. "Eu vim para lançar fogo sobre a terra", disse Nosso Senhor, "e que tenho eu a desejar se ele já está aceso?" (Lucas 12, 49).

Está feito. O fogo é descendente, foi lançado, a rajada irá acender o fogo em todo o mundo. Quem pode escapar de suas faíscas divinas? Hoje também queimamos com esse fogo quando amamos a Deus; quando, para provar a Ele, resistimos ao mal; quando sentimos em nós o imenso e insaciável desejo de amá-lo mais; quando o fazíamos conhecido, torná-lo amado por aqueles que nos rodeiam, por aqueles distantes de nós e de todos os lugares. Então, é o fogo da Caridade Divina que nos abraça. 

Manter isso para si mesmo não é possível. Quem quer que guarde para si mesmo, tem apenas um pouquinho. Este fogo deseja ser comunicado, para ser espalhado. Quem possui em si mesmo sente a necessidade imperiosa de dar aos outros.

Pe. Mortier O.P. in 'La Liturgie dominicaine' (Paris, DDB, 1922, t. 5, p. 240-241)
Traduzido por: Fr. Vicente Ferrer, T.O.P. 


sábado, 23 de maio de 2026

Real Associação do Porto celebrou o 30º aniversário de SAR D. Afonso de Bragança no Clube de Leça


A Real Associação do Porto celebrou, no Clube de Leça, o 30º aniversário de SAR o Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria, com um jantar onde se reuniram Associados e Simpatizantes da Associação.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

O PROBLEMA DA VINCULAÇÃO


Se hoje se ostenta o “direito” à habitação, convém ultrapassar o relativismo imposto pelo sistema e analisar as causas que nos trouxeram à necessidade de berrar por esse direito, aparentemente, o mais importante de todos.

Se o abandono dos Vínculos é sem dúvida uma das causas, não podemos esquecer a concentração de poder, as desamortizações e destruição da estrutura municipal, obra do Liberalismo doutrinário, primeiro com a imposição da “Monarquia” constitucional e depois, através da sua consequência lógica, a república.

Longe de intrincadas teorias e de “novas ordens mundiais” , o que estamos a assistir neste maravilhoso, científico e tão progressista sec XXI, mais não é que o resultado de 200 anos de revoluções liberais, que se resumem à destruição da família, dos seus meios naturais de previdência, para a ascenção do individuo, que ao não ser mais do que um elemento centrífugo e desagregador da sociedade, se torna assim a presa fácil e escravo obediente de um Estado centralizador, controlador e de poder ilimitado.

“ Não basta reconhecer que a célula fundamental da sociedade é a família, - e não o individuo.

Para que a família prospere e exerça com prestígio as suas funções salutares, é preciso assegurar-lhe com a indissolubilidade devida a necessária fixidez. Se em Portugal a lei anti-social do divórcio acabou por desorganizar a família, ela já estava há muito tempo condenada ao enfraquecimento e à ruina, desde que o velho sistema vincular cedeu de todo em todo ao regime da partilha forçada na herança, introduzido nas nossas instituições jurídicas pela Influência nefasta do código de Napoleão.

Não se compreende família estável, - família duradoira, sem a correspondente base económica, embora o não pense assim o individualismo excessivo da nossa legislação, que, a partir de 1834, raramente é digna de registo, debaixo de qualquer ponto de vista construtivo.

Acumularam-se destroços sobre destroços num país em que o delírio reformista atingiu o máximo da sua intensidade, dado o entusiasmo romântico daqueles que um dia se meteram a “regenerar-nos” em nome dos “Imortais Princípios”.

Nessa disposição de espírito, os Vínculos viram-se abolidos por uma política de ideias abstractas, mais com razões de sentimento do que com razões de inteligência. Ainda agora é o sentimento que os enegrece e repele, considerando neles uma violação dos sagrados direitos do individuo.

Olham-se como um privilégio odioso e não como um instituto de previdência e proteção. Manifesta-se evidentemente aqui uma ignorância global de quais sejam as vantagens sociais e morais do património vinculado (…).

As famílias antigas resistiam, e resistiam agarradas à terra, num consórcio admirável com a propriedade, que as fortificara e engrandecera. Isso importava consigo a ausência de certos males que a sociedade moderna padece. O absentismo não depauperava então a vida dos campos e as populações rurais, enraizadas no solo, não tomavam, com agora, o caminho dos centros urbanos, engrossando a hoste cada vez mais numerosa dos deserdados e dos descontentes. O êxodo para as cidades é hoje assustador, como assustador é o predomínio abusivo dos grandes tentaculares, - na imagem inolvidável de Verhaeren- , que sorvem tudo às províncias paralíticas: - braços, dinheiro e representação.

Por outro lado a família não consegue ultrapassar, intacta e forte mais que duas ou três gerações. Contribui para essa deficiência orgânica a partilha igual dos bens em matéria de sucessão, que os nossos civilistas copiaram servilmente do modelo francês(…).

(…) O localismo interessa-nos como condição basilar do revigoramento das pequenas autonomias municipais. As pequenas autonomias municipais não se verão , porém robustecidas, sem que as famílias, de que são compostas, se sintam presas à terra por todas as raízes da sua personalidade. O sistema vincular surge-nos, pois, como o único meio de lhes assegurar a estabilidade, já renovando a enfiteuse a favor das classes não possuidoras, já dando às abastanças consolidadas uma outra consistência, que, sem a imobilização de uma sua quota parte , nunca poderão atingir.

(…) Receia-se em Portugal, por amor à igualdade, que os Vínculos tragam uma regressão a tempos de imaginária e novelesca dureza. O Vinculo, para a quase unanimidade das opiniões, é sempre um monopólio detestável.

Puro engano! Quando outra coisa não seja, é seguramente uma “reserva económica”, que garante dos revezes da sorte um dos ramos da família. Inicialmente, não se imobilizava mais que a terça parte dos bens, que era dantes o quinhão livre para quem tivesse herdeiros obrigatórios. Hoje, pelas disposições legislativas da república, vai-se mais longe, - vai-se até metade da fortuna, com a diferença de que essa faculdade legal se volta, na maioria dos casos, contra os interesses familiares, enquanto no Vinculo, como instituição de previdência, só a família tinha que aproveitar.(…)”
(António Sardinha, Ao Ritmo da Ampulheta)

Por Deus, Pátria e Rei

Valentim Rodrigues

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Cerimónia de Investidura e Jantar da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel

S.A. a Duquesa de Coimbra e o Duque de Coimbra presidiram à Cerimónia de Investidura e ao Jantar da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, da Arquidiocese dos Serviços Militares dos EUA, que se realizou em Filadélfia. Os Duques de Coimbra estiveram ainda presentes no Jantar dos Benfeitores da Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa, que se realizou na mesma cidade americana.

Depois do Príncipe Herdeiro, S.A.R. D. Afonso de Bragança, Chanceler-Mor da Ordem, e do Infante D. Dinis, Duque do Porto e Chanceler da Ordem, presidirem as investiduras nos EUA, foi a vez da Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra e Vice-Chanceler da Ordem, presidir a uma cerimónia em representação de seu pai, S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança, Grão-Mestre da Ordem e Juiz Honorário da Real Irmandade.


quarta-feira, 20 de maio de 2026

Vivemos num estado servil


O Estado totalitário moderno, com os seus tentáculos, domina todas as realidades da sociedade através de um sistema educativo obrigatório e de massas, dos seus meios de comunicação massivos que formatam a opinião pública em geral, das suas leis impositivas, do seu sistema financeiro capitalista que nos reduziu a simples assalariados e nos vai acabar por fazer perder todas as liberdades. Todo este processo tem como objectivo a destruição da verdadeira comunidade humana e da ordem natural.

Tudo começou com o desmoronamento da sociedade orgânica tradicional por acção do Estado Liberal que instituiu a sociedade de massas dirigida por plutocratas ao serviço dos seus interesses. Vivemos num «Estado Servil», onde as liberdades política e económica não passam de um sonho.

É hora de rompermos com os paradigmas do neoliberalismo em que nos encontramos, como se estivéssemos num cativeiro.

G. K.