terça-feira, 23 de junho de 2026

24 de Junho de 1128: Batalha de São Mamede

O reinado de D. Afonso Henriques é, por assim dizer, uma peça inteiriça: todo ele, de ponta a ponta, é um sistema de esforços conjugados, e superiormente dirigidos, para a independência do Condado de Portugal.
A batalha de S. Mamede é o primeiro acto decisivo, claro, que não admite dúvidas, da série gloriosa de feitos do fundador do Reino de Portugal. É o nosso grito de independência, é a nossa primeira afirmação de personalidade e de vontade. Vitorioso da hoste estrangeira, Afonso Henriques ergue voo, nas suas legítimas aspirações, e sonha o talhar de fronteiras que é o seu longo reinado.
Génio político e militar formidável, Afonso Henriques é o obreiro máximo da nossa existência como Nação. E foi na batalha de S. Mamede que o plano grandioso se fixou, se concretizou e definiu. Sem a batalha de S. Mamede, a história de Portugal não podia existir: ela foi o seu berço.
Tudo quanto veio depois, a obra inolvidável das dinastias que se seguiram, saiu do combate dos campos de S. Mamede, em que D. Afonso Henriques passando sobre os seus sentimentos de filho, defrontou a vontade da Mãe, subjugada à influência do estrangeiro. Perdoa-se a D. Teresa essa fraqueza sentimental de uma paixão serôdia – recordando-se que também ela cooperara, ainda em vida do marido, para que as condições do condado portucalense tornassem possível o gesto audacioso de Afonso Henriques, em 1128.
Volvidos 800 anos sobre essa data fascinante, a Nação persiste. Foi a continuidade da Realeza que garantiu essa persistência. Neste ano em que escrevo, em que me irritam os nervos, cantos de sereia castelhana que mascaram mal disfarçados apetites do Imperialismo Ibérico, é um dever, e um dever sagrado, recordar a batalha de S. Mamede, e a figura prestigiosa do Rei que a venceu. Coincidência curiosa: há oito séculos, nasceu Portugal. Em 1128, ergue-se o Sol magnífico; em 1828, abre-se a noite nefanda. Como vimaranense e como português, não posso, nesta hora, calar o grito sagrado: – Viva Portugal!

Alfredo Pimenta in «A Ilustração Moderna», n.º 25/26, Julho-Agosto de 1928


Fonte: Veritatis

segunda-feira, 22 de junho de 2026

PRIMEIRO PROTESTO DE D MIGUEL I NO EXILIO - 20 de Junho de 1834


Protesto e Declaração de Génova:

«(…) Em consequencia dos acontecimentos que Me obrigaram a sair de Portugal e abandonar temporariamente o exercicio do Meu poder; a honra da Minha Pessoa, o interesse dos meus Vassallos e finalmente todos os motivos de justiça e de decoro exigem que Eu proteste, como por este faço, à face da Europa, a respeito dos sobreditos acontecimentos e contra quaesquer innovações que o governo que ora existe em Lisboa possa ter introduzido, ou para o futuro procurar introduzir contrarias às Leis fundamentaes do Reino.

D’esta exposição pode-se concluir que o Meu assentimento a todas as condições que Me foram impostas pelas forças preponderantes, confiadas nos generaes dos dois governos de presente existentes em Madrid e Lisboa, de accordo com duas grandes Potencias, foi da Minha parte um mero acto provisorio, com as vistas de salvar os Meus Vassallos de Portugal das desgraças que a justa resistencia que poderia ter feito, lhes não teria poupado, havendo sido surprehendido por um inesperado e indesculpavel ataque de uma Potencia amiga e alliada.

Por todos estes motivos tinha Eu firmemente resolvido, apenas tivesse liberdade de o praticar, como cumpria à Minha honra e dever, fazer constar a todas as Potencias da Europa a injustiça da aggressão contra Meus direitos e contra a Minha Pessoa; e protestar e declarar, como por este protesto e declaro, agora que me acho livre de coação, contra a capitulação de 26 de maio passado, que Me foi imposta pelo governo ora existente em Lisboa; auto que fui obrigado a assignar, a fim de evitar maiores desgraças e poupar o sangue de Meus Fieis Vassallos. Em consequencia do que deve considerar se a dita capitulação como nulla e de nenhum valor."

Génova, 20 de Junho de 1834.
D. Miguel I, Rei de Portugal.» 

In A Nação, 20 de junho de 1907

domingo, 21 de junho de 2026

Jantar comemorativo dos 35 anos da Real Associação de Viseu

S.A.R. o Duque de Bragança e S.A.I.R. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, estiveram presentes no jantar comemorativo dos 35 anos da Real Associação de Viseu.

No jantar estiveram presentes o presidente da RAV, Eng. Amadeu Fernandes, e os seus dois últimos presidentes, o Dr. José  de Morais de Sarmento Moniz e o Dr. Álvaro Barba de Meneses. Estiveram presentes mais de 80 associados e amigos.


sábado, 20 de junho de 2026

Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha


D. Teresa, D. Mafalda e D. Sancha, filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, eram portuguesas. Renunciaram ao mundo e aos seus bens para se consagrarem à religiosidade. Souberam usar suas virtudes cristãs para se tornarem exemplo para os povos.


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Mais escândalos demo-republicanos

É pecado de escândalo a normalização do mal como se fosse bem ou menos mal; é pecado de escândalo honrar e louvar os inimigos públicos de Jesus Cristo, da Santa Igreja, da Cristandade, da nossa Pátria Portuguesa, dos nossos legítimos Reis e antepassados Católicos.

Os dirigentes republicanos no poder usurpado multiplicam os escândalos públicos, com elogios e homenagens aos criminosos, seus heróis ou pais ideológicos. Já há muito que vemos espalhadas por todo o lado as estátuas, ruas e avenidas com figuras do Liberalismo (1820), da República (1910) e da Democracia (1974)...

Mas nos últimos anos vemos surgir um fenómeno novo, igualmente escandaloso: as honras e os elogios aos históricos invasores Mouros – inimigos de Portugal, da Fé Cristã e contra os quais lutaram os nossos egrégios Avós, cuja memória é ofendida. A mais recente foi a estátua de um Rei Mouro, inaugurada em Beja, a 13 de Junho, logo no dia do maior Santo português e padroeiro equi-principal de Portugal.

Ai do mundo por causa dos escândalos, diz Nosso Senhor. Ao que acrescentamos: que falta faz a Justiça dos bons Reis e a Santa Inquisição para pôr termo a tantas desordens!


Fonte: Veritatis

terça-feira, 16 de junho de 2026

Igualdade ou Desigualdade?


A igualdade é a mais falada patranhada atribuída à própria existência da sociedade, pois nunca se tornou em realidade, já que não passa de uma linda e infrutífera visão ficcionária da lei.

Vivemos num status em que os povos exigem igualdade que não passa de uma quimera, e se têm de contentar com a igualdade relativa: todos são iguais em face da lei.

A Revolução Francesa convenceu os povos que tinham vivido séculos e séculos em pura escravidão, confundindo propositadamente este termo com "hierarquia" e criando-lhes a esperança de um mundo de felicidade e igualdade.

No entanto nenhum povo que se deixou tomar pelos ideais revolucionários, ficou favorecido e todos continuam a ser vítimas daqueles que, com as suas astúcias, os tornam os alvos de todas as suas ambições e alimento das mais diversas tiranias.

Sempre os povos adoraram os homens com palavras bonitas, mas jamais e em qualquer lugar conseguiram o que lhes foi prometido. Desde tempos remotos que hipocritamente se repete que os homens são todos iguais, mas, cada vez mais, a desigualdade mais vil e repugnante cai de forma agressiva sobre a espécie humana.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

SAR O Senhor Dom Duarte de Bragança distinguido como Membro Honorário da APCA

SAR o Dom Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, foi anunciado como Membro Honorário da Associação das Comunidades Portuguesas na Ásia (APCA). A distinção surge em reconhecimento do seu trabalho de décadas na preservação do património histórico e cultural do mundo lusófono.

O papel activo de Dom Duarte de Bragança na defesa das comunidades luso-asiáticas — marcado por visitas frequentes, incentivos e doações de cariz cultural e religioso — foi um dos principais motivos para a atribuição do título. Na nota recebida, é ainda destacado o seu histórico apoio humanitário, com especial relevo para a luta pela autodeterminação de Timor-Leste, bem como o seu entusiasmo no processo que culminou na fundação da própria APCA.

Fonte: Monarquia Portuguesa

domingo, 14 de junho de 2026

O poderoso Lema de Santo António

A tradição popular diz que Santo António deu uma oração a uma pobre mulher que procurava ajuda contra as tentações do demónio. 

O Papa Sisto V, franciscano, mandou esculpir a oração – também chamada de lema de Santo António – na base do obelisco que mandou erigir na Praça de São Pedro, em Roma.

Este é o original, em latim: 
Ecce Crucem Domini!
Fugite partes adversae!
Vicit Leo de tribu Juda,
Radix David! Alleluia! 
 

A tradução para português:   

Eis a cruz do Senhor!
Fugi forças inimigas!
Venceu o Leão da tribo de Judá,
A raiz de David! Aleluia! 
 

Esta breve oração tem todo o sabor de um pequeno exorcismo. Também nós podemos usá-la – em latim ou português – para nos ajudar a superar as tentações que se nos apresentam.