segunda-feira, 9 de março de 2026

SAR, O Senhor Duque de Bragança na entrega da Medalha de Ouro do Real Circolo ao Dr. Vítor Escudero

A Delegação Portuguesa do Real Circolo Francesco II di Borbone celebrou o seu 4º aniversário. São quatro anos de atividade ininterrupta, guiados pelos pilares que a define: a cultura, a caridade e a espiritualidade.

O Arquitecto Segismundo Ramires Pinto assumiu as funções de Delegado em Portugal, abraçando a missão de dar continuidade ao crescimento da Delegação.
O Dr. Vítor Escudero, fundador desta Real Delegação e primeiro Delegado, foi nomeado Delegado-emérito. Num gesto de elevado reconhecimento, foi-lhe atribuída a Medalha de Ouro do Real Circolo pelo Presidente Dr. Paolo Rivelli.
A entrega desta distinção coube ao Presidente de Honra, Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte de Bragança, Duque de Bragança.

sábado, 7 de março de 2026

O Fim da Civilização Ocidental

As “democracias” que temos assentam em princípios que não correspondem à evidência dos axiomas e têm como máximas frases como “o poder nasce da vontade geral e não reconhece outra origem ou título”; “a vontade geral identifica-se com a opinião pública num determinado momento”; “o voto de todos os cidadãos tem o mesmo valor”, “ a opinião expressa-se nos nomes dos candidatos dos partidos e slogans eleitorais; “os partidos e os seus media são os artífices dessa opinião”.
Perante isto não poderemos prever outro fim que não seja o de sermos governados pelas técnicas de publicidade, de influência e de condicionamento.
A democracia liberal, legitimada pelas massas, representa a linha que, ao ser passada, nos atira para fora da verdade e para um reino que, por aclamação popular, conseguiu menosprezar a religião, criar o império da mentira e acabar com a autoridade, mas instituiu um reino de opinião e de povo.
“A sociedade aberta”, a dos “direitos humanos” ignorou a procura da verdade que é o primeiro e principal dos direitos do homem, esqueceu-se que a Civilização Ocidental nasceu de uma fé e foi construída sobre normas e valores morais bem definidos.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Março, mês de São José

Março é tradicionalmente um mês dedicado a São José, cuja festa se celebra no dia 19. Deixamos aqui uma oração escrita pelo Papa Leão XIII, que vale a pena rezar todos os dias durante este mês:

A Vós, São José, recorremos na nossa tribulação, e depois de ter implorado o auxílio de vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com o Seu sangue, e nos socorras, em nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.

Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a linhagem eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício que arruína o mundo. Assisti-nos propício do alto do Céu, ó nosso fortíssimo Protector, na luta contra o poder das trevas; e, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, defendei a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.

Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, afim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amén

quinta-feira, 5 de março de 2026

Municipalismo - o caminho para a Monarquia Representativa

A Monarquia em que o Rei reina e governa, com o seu poder limitado pelas assembleias onde estão os representantes dos grupos sociais naturais – a Monarquia da Realeza e das Cortes Gerais – é a única Monarquia Representativa.
É estritamente necessário exigir poder económico e político para os municípios livres, pois são estes que configuram a Monarquia Tradicional, onde existe o pleno e livre exercício da soberania social em toda a hierarquia das pessoas colectivas e classes e é o garante das verdadeiras liberdades, contra todos os totalitarismos e centralismos.
O municipalismo é o único caminho para a verdadeira democracia, a democracia foral e municipal é a primeira ligação da ordem social e política, pois a harmonia das sociedades vem da forma como a sociedade total, comandada pelo poder supremo do Estado, é composta por diversas sociedades políticas menores, pois a sociedade geral não é uma congregação de indivíduos, mas um conjunto de Famílias.
A vocação natural e social do homem deu origem à Família, ao município, à região e à Nação. A vida do Estado não aparece de forma meteórica, nasce de um processo gradual, o Estado é só uma das inúmeras espécies possíveis de sociedade, poderemos chamar-lhe a maior das sociedades.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Democratizar e Democrático

Democratizar – Largo tempo se tem passado sem se poder compreender que coisa significasse positivamente esta palavra republicana no idioma novo. Julgou-se, ao princípio, que teria alguma relação com o que antigamente se chamava formar um governo popular. Porém, que loucura! A experiência mostrou imediatamente quão errada era esta ideia, e o engano nascia principalmente da mudança de significado na palavra Povo. Quando vimos democratizar aos Estados mais democráticos da Europa, compreendemos que democratizar um Estado, no moderno idioma, não quer dizer outra coisa que denegrir e abater o Governo que existia, seja ele qual for; esbulhar dele os homens de bem, que mandavam; pôr em seu lugar, ou tolos, ou ímpios e bandidos; formar destes o Povo, e ao verdadeiro Povo escravizá-lo; roubar quanto haja de precioso; e aniquilar a Religião, especialmente a Católica; sem se esquecer um só instante de despojar e oprimir seus Ministros, etc. etc. É por este modo, que hão sido constante e invariavelmente democratizadas a Flandres, a Holanda, Milão, Bolonha, Modena, Ferrara, etc. etc. Desta explicação se deduz naturalmente a inteligência de muitos Vocábulos derivativos, como
Democrático – Que pela activa significa ateu, ladrão, assassino, colocado no mando e governo; e pela passiva, a parte honrada e religiosa de uma Nação ultrajada e oprimida, tiranizada e roubada por bandidos, ateus e assassinos.

D. Frei Fortunato de São Boaventura in «Novo Vocabulário Filosófico-Democrático, indispensável para todos os que desejem entender a nova língua revolucionária», Nº 2, 1831


Fonte: Veritatis

terça-feira, 3 de março de 2026

29º Aniversário de S.A. A Infanta Dona Maria Francisca, Duquesa de Coimbra

S.A. a Senhora Infanta D. Maria Francisca de Bragança, nasceu em Lisboa no dia 3 de Março de 1997. Terceira na linha de sucessão recebeu o seu baptismo no dia 31 de Maio de 1997, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Vila Viçosa. A cerimónia religiosa foi celebrada pelo Arcebispo de Évora, D. Maurílio Quintal de Gouveia, tendo sido Consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Teve como padrinhos, a Princesa Marie Lieshtenstein, prima por via materna de S.A.R. o Duque de Bragança, e S.A. D. Henrique de Bragança, Duque de Coimbra.

No dia 4 de Julho de 2018, dia da festa de Santa Isabel de Portugal, a Infanta Maria Francisca recebeu o título de Duquesa de Coimbra, de seu pai, o duque de Bragança, numa cerimónia realizada no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, sucedendo ao seu tio, o Infante D. Henrique. Ao mesmo tempo, foi investida como Dama Grã-Cruz da Ordem de Santa Isabel, por sua mãe, a Duquesa de Bragança.

S.A. concluiu o ensino secundário no Colégio de São João de Brito, em Lisboa, e obteve uma licenciatura em Comunicação Social e Cultura na Universidade Católica Portuguesa em Maio de 2020. Posteriormente exerceu a sua actividade profissional em empresas de consultoria de comunicação.

É patrona do “Prémio Infanta Dona Maria Francisca” que se destina a premiar os os melhores trabalhos apresentados, anualmente na FBAUP pelos estudantes do Mestrado em Artes Plásticas. O valor do prémio será suportado integralmente pela Associação Real Social Cultura Desporto.

Resultante de uma parceria entre o Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis, Associação Real Social Cultura Desporto, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto [FBAUP] e Museu de Serralves, é atribuído aos estudantes do mestrado em Artes Plásticas da FBAUP, considerando a qualidade dos seus trabalhos de fim de curso, um prémio no valor de 1.000 euros, para a área de Pintura e outro de igual valor para a de Escultura.

No dia 7 de Outubro de 2023 casou com Duarte de Sousa Araújo Martins na Basílica do Convento de Mafra.

Desejamos à nossa Querida Infanta de Portugal um dia repleto de sonhos e realizações para um Futuro recheado de Saúde, Paz, Amor e Sucesso.

Alteza, muitos parabéns e que na companhia de SS.AA.RR. Nossos Reis e Infantes e de Seu Augusto Marido, os Anjos cantem em Sua honra e a Imaculada Conceição, Nossa Rainha e Mãe, A proteja ao longo da Sua Vida.

VIVA A INFANTA DE PORTUGAL!

VIVA A FAMÍLIA REAL!

segunda-feira, 2 de março de 2026

Doutor da Igreja alertou para as horríveis consequências da Sodomia

São Pedro Damião (1007 e 1072) foi um monge reformador, que escreveu um livro a explicar o grande mal das relações entre pessoas do mesmo sexo, especialmente membros do Clero; e a grande corrupção que vinha daí para a Igreja. Este aviso é mais actual do que nunca:

Este vício não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Este vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o diabo que é o instigador da luxúria. 

Conduz ao erro, subtrai totalmente a verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem. Abre-lhes o inferno, fecha-lhes a porta do Céu; torna herdeiro da infernal Babilónia aquele que era cidadão da celeste Jerusalém, transformando-o de estrela do céu em palha para o fogo eterno. Arranca o membro da Igreja e lança-o no voraz incêndio da geena ardente.

Tal vício busca destruir as muralhas da pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit. I, 15).

Esse vício expulsa do coro da assembleia eclesiástica e obriga a unir-se com os energúmenos e com os que trabalham com o diabo, separa a alma de Deus para ligá-la aos demónios. Essa pestilentíssima rainha dos sodomitas torna os que obedecem às leis de sua tirania torpes aos homens e odiáveis a Deus. 

Impõe nefanda guerra contra Deus e obriga a alistar-se na milícia do espírito perverso, separa do consórcio dos Anjos e, privando-a da sua nobreza, impinge à alma infeliz o jugo do seu próprio domínio. Despoja os seus sequazes das armas das virtudes e expõe-os, para que sejam transpassados, aos dardos de todos os vícios. Humilha na Igreja, condena no fórum, conspurca secretamente, desonra em público, rói a consciência como um verme, queima a carne como o fogo.

Arde a mísera carne com o furor da luxúria, treme a fria inteligência com o rancor da suspeita, e no peito do homem infeliz agita-se um caos como que infernal, sendo ele atormentado por tantos aguilhões da consciência quanto é torturado pelos suplícios das penas. Sim, tão logo a venenosíssima serpente tiver cravado os dentes na alma infeliz, imediatamente fica ela privada de sentidos, desprovida de memória, embota-se o gume da sua inteligência, esquece-se de Deus e até mesmo de si. 

Com efeito, essa peste destrói os fundamentos da fé, desfibra as forças da esperança, dissipa os vínculos da caridade, aniquila a justiça, solapa a fortaleza, elimina a esperança, embota o gume da prudência. E que mais direi, uma vez que ela expulsa do templo do coração humano toda a força das virtudes e aí introduz, como que arrancando as trancas das portas, toda a barbárie dos vícios?

Com efeito, aquele a quem essa atrocíssima besta tenha engolido, entre as suas fauces cruentas, impede-lhe, com o peso das suas correntes, a prática de todas as boas obras, precipitando-a em todos os despenhadeiros da sua péssima maldade. Assim, tão logo alguém tenha caído nesse abismo de extrema perdição, torna-se um desterrado da pátria celeste, separa-se do Corpo de Cristo. É confundido pela autoridade de toda a Igreja, condenado pelo juízo de todos os Santos Padres, desprezado entre os homens na terra, reprovado pela sociedade dos cidadãos do Céu, cria para si uma terra de ferro e um céu de bronze. 

Por um lado, não consegue levantar-se, agravado que está pelo peso do seu crime, por outro, não consegue mais ocultar o seu mal no esconderijo da ignorância, não pode ser feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque, agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna. 

São Pedro Damião in 'Liber Gomorrhianus' (c. XVI, in Migne, Patristica Latina 175-177)


domingo, 1 de março de 2026

Sessão Evocativa nos 200 anos da morte de Dom João VI


No dia 10 de Março, irá realizar-se a Sessão Evocativa dos 200 anos da morte do Rei D. João VI. Irá contar com a presença de Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, de Dom Rafael de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e de Dona Gabriela de Orleans e Bragança.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

INTERVENÇÃO DE S.A.R. O SENHOR D. DUARTE PIO DE BRAGANÇA, DUQUE DE BRAGANÇA NO ALMOÇO DE REIS


No dia 31 de Janeiro de 2026, a Real Associação do Porto, mantendo uma tradição que iniciou há já alguns anos, tendo como Patrono SAR o Senhor Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, realizou o Almoço de Reis. Esteve também presente SAR o Senhor Duque de Bragança. Este ano, também cumprindo o hábito de realizar este Almoço com outra Real Associação e no seu território de actuação, fizemo-lo com a Real Associação da Beira Litoral, no Castelo de Santa Maria da Feira, espaço patrimonial de referência e valor, construído, inicialmente, ao tempo da Reconquista e da Fundação de Portugal, e bem conservado e adequado ao evento. Neste Almoço de convívio e festa, tivemos a actuação do harpista João Carlos Soares do Conservatório de Aveiro e as janeiras foram dançadas (e não cantadas) pelo Grupo Folclórico da Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto. À chegada SSAARR foram recebidos pela Direcção da Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira.