sábado, 21 de março de 2026

SAR O Duque de Bragança reuniu-se com membros do Secretariado Geral da Federação da Ordem do Arcanjo São Miguel

S.A.R. o Duque de Bragança reuniu-se com membros do Secretariado Geral da Federação da Ordem do Arcanjo São Miguel para aprovar o programa da Peregrinação do Capítulo Geral Internacional, que decorrerá de 23 a 24 de Maio de 2026 em Alcobaça, Fátima, Ourém e Vila Viçosa. 

S.A.R. o Senhor D. Duarte entregou ainda ao Rev. Padre Jeffrey Walter Couture as Cartas Patentes que o nomeiam Delegado Extraordinário da Capelania da Federação.

O Duque de Bragança é o Grão-Mestre da Real Ordem do Arcanjo São Miguel. Esta ordem de cavalaria é uma das três ordens dinásticas da Casa Real Portuguesa, sendo as outras duas a Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Real Ordem de Santa Isabel.

Fonte: Casa Real Portuguesa

sexta-feira, 20 de março de 2026

O engano da regionalização


A República circense em que vivemos, está imersa no despotismo, na corrupção e no absolutismo do poder; por isso, a partidocracia, a forma de governo que o regime impõe, só consegue governar do cimo da pirâmide para a sua base, cega à visão periférica, ou transcendente, que o posto lhe permite; limita-se a exigir a total obediência da sociedade, aos seus caprichos e às ávidas necessidades dessas máfias que seguem o governo.

Os Municípios e freguesias funcionam assim, como meros tentáculos partidários, obedientes à vontade do presidente do partido e, por isso os seus representantes nunca poderão ser fruto da escolha comunitária, como resultado da sua liberdade intrínseca, mas sempre por imposição superior, baseada no relativismo dominante e na cretinização constante, promovida pela chamada comunicação social, permitindo que as massas a identifiquem como “democracia”.

Contudo, as exigências das máfias partidárias, por mais dinheiro e acréscimo de um poder, por definição ilimitado, conduzirão à inevitabilidade de uma regionalização, não referendada e coberta de confortáveis epítetos, de "autonomia", "liberdade" e progresso.

É contra este silencioso movimento, a promover pelo regime num futuro proximo, que deve incidir todo o nosso esforço e a nossa atenção. A regionalização, mas não é que o garante da centralização do poder nos partidos e o alimentar das suas insaciáveis máquinas.

Como vivemos na inevitável miséria da modernidade e do progressismo, as soluções que a História nos dá, fruto do labor de inúmeras gerações esquecidas na bruma dos tempos, são prontamente tidas como algo inoperante e retrógrado, como se ao caminhar na praia só interessassem os passos em frente. Quando tal acontece, invariavelmente, perdemo-nos; pois, se não sabemos de onde vimos e qual o Fim Último desta caminhada, nunca saberemos para onde vamos.

Mas esta é a essência desta República: um caminho ziguezagueante, a que chamam progresso, sem qualquer outro propósito, ou fim, que não seja o enriquecimento das manadas partidárias.

A sociedade que sofra e que lhes pague, pague muito.

Por Deus, Pátria e Rei

José Joaquim Reis

quinta-feira, 19 de março de 2026

São Bernardo sobre o Patriarca São José - Feliz Dia do Pai!

Irmãos lembrai-vos do Patriarca José, de quem José, o esposo de Maria, herdou não apenas o nome mas também a castidade, a inocência e as graças. O primeiro recebeu do céu a interpretação dos sonhos (Gn 40;41); o segundo não só teve conhecimento dos segredos do céu, como teve a honra de neles participar. 

O primeiro providenciou o sustento a todo um povo, fornecendo-lhe trigo em abundância (Gn 41,55); o segundo foi estabelecido como guardião do pão vivo que veio para dar pessoalmente a vida ao mundo inteiro (Jo 6,51). Não há dúvida de que José, que foi noivo da mãe do Salvador, foi um homem bom e fiel, ou antes, o «servo bom e fiel» (Mt 25,21) que o Senhor colocou à frente da Sua família para ser a consolação de Sua mãe, o pai nutrício da Sua humanidade, o colaborador fiel no Seu desígnio para o mundo.

E era da casa de David, descendente da estirpe real, nobre por nascimento, mas ainda mais nobre de coração. Sim, era verdadeiramente filho de David, não apenas pelo sangue, mas pela sua fé, pela sua santidade, pelo seu fervor no serviço de Deus. Em José o Senhor encontrou verdadeiramente, como em David, «um homem segundo o Seu coração» (1Sm 13,14) a quem pôde confiar, com toda a segurança, o maior segredo do Seu coração. 

Ele revelou-lhe «a sabedoria que instrui no segredo» (Sl 50, 8), deu-lhe a conhecer uma maravilha que nenhum dos príncipes desta terra conheceu; concedeu-lhe, enfim, ver o que «muitos profetas e reis quiseram ver [...] e não viram», escutar o que muitos queriam «ouvir e não ouviram!» (Lc 10,24). E não apenas vê-Lo e ouvi-Lo, mas também levá-Lo nos braços, conduzi-Lo pela mão, apertá-Lo ao coração, abraçá-Lo, alimentá-Lo e cuidar d'Ele.

quarta-feira, 18 de março de 2026

SAR O Duque de Bragança na sessão de lançamento do livro «No Terramoto de 1975»

S.A.R. o Duque de Bragança esteve presente na sessão de lançamento do livro «No Terramoto de 1975», de Tomás A. Moreira, que decorreu no dia 10 de Março, na Livraria Buchholz, e que contou com a apresentação do historiador Rui Ramos.

Em pleno PREC, mais de mil trabalhadores da Molaflex manifestam-se pacificamente em frente ao quartel-general. Não querem causar tumultos nem estão contra o 25 de Abril; apenas pedem que os militares lhes expliquem a situação do patrão. São atacados e agredidos por militantes revolucionários, que os acusam de serem fascistas; vários trabalhadores são detidos pelos militares. Esta foi, no Portugal democrático, a primeira manifestação de rua em prol de um patrão e abalou a opinião pública.



terça-feira, 17 de março de 2026

O monopólio estatal do ensino


“Se a educação dos filhos é um direito natural e intangível da família, as pessoas associadas a esta obra educativa, mestres e dirigentes dos institutos escolares, são mandatários e representantes dos pais.

E como a escola tem essencialmente uma função educativa, escolher uma determinada escola significa preferir uma certa forma de educação escolar informada de especiais princípios pedagógicos, morais e religiosos.
Decorre daí um primeiro e fundamental aspecto da liberdade escolar: a livre escolha da escola por parte dos pais. Os direitos da família são anteriores e superiores aos do Estado e da comunidade política que se constitui pela união de famílias existentes antes dele.

Não reivindicamos o direito de educar somente para os pais católicos, aos adeptos de qualquer crença e mesmo às famílias pagãs assiste-lhes igualmente com fundamento nas razões apontadas.

O monopólio estatal do ensino é um violento atentado às prerrogativas insuprimíveis da família. “

Vicente Scherer no Discurso do Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre no 11º aniversário de Sagração Episcopal “Sobre a orientação do Ensino Nacional e a Escola Privada”. Fev. de 1958

segunda-feira, 16 de março de 2026

Israel: distinções necessárias

Para se poder compreender bem o que foi feito, convém antes de mais estabelecer uma distinção relativamente ao povo Judeu. «Israel» pode entender-se em dois sentidos:

1. O «Israel espiritual», povo de Deus do Antigo Testamento até ao tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo. A sua missão era preparar a vinda do Messias, em quem encontraria o seu aperfeiçoamento.
Deste «Israel» é continuação a Igreja de Jesus Cristo, única herdeira legítima e exclusiva do seu património e missão sagrados.

2. O «Israel carnal», que materializou, carnalizou, a promessa de Deus e a própria noção do Messias, e que, por conseguinte, prevaricou, rejeitando-O na Sua primeira Vinda.
Neste «Israel carnal» podemos distinguir, por sua vez, duas outras realidades:

a) O povo Judeu depois de Cristo, povo chamado à conversão e ao baptismo, como todos os demais povos, mas com maior urgência e com uma dilecção particular por causa do seu património único, e com maior cuidado por causa da sua rebelião e do seu património actual.

b) O Judaísmo talmúdico: a religião actual dos Judeus, aquela que não só rejeitou o Messias e cometeu o Deicídio, mas que também persegue o Seu Corpo Místico, a Igreja, como usurpadora do seu património sagrado.

Os Judeus talmúdicos seguem o Talmude: interpretação rabínica da Lei Mosaica e código civil judaico.

A Igreja honra o «Israel espiritual», pois dá-lhe continuidade e é a sua herdeira.

A Igreja ama o «Israel carnal» chamado à conversão; procura os filhos desse povo como aos seus filhos mais velhos, rebeldes mas ainda amados.

A Igreja defende a sua própria razão de ser e os seus direitos contra as pretensões do Judaísmo talmúdico, contra o seu ódio e as suas perseguições.

Pe. Juan Carlos Ceriani in «El Deicidio», 5 de Março de 2011


Fonte: Veritatis

quinta-feira, 12 de março de 2026

Sessão Evocativa dos 200 anos da morte do Rei D. João VI


S.A.R. o Príncipe da Beira, S.A.R. a Duquesa de Bragança e S.A. o Duque do Porto estiveram presentes na Sessão Evocativa dos 200 anos da morte do Rei D. João VI, que se realizou no Grémio Literário, em Lisboa.  Na sessão estiveram também S.A.I.R. D. Rafael de Orleans e Bragança, Principe Imperial do Brasil, e sua irmã, a Princesa D. Maria Gabriela de Orleans e Bragança. A Sessão teve como oradores o Chefe de Estado Maior do Exército, o General Eduardo Mendes Ferrão, o General Alexandre de Sousa Pinto, o Embaixador do Brasil, Dr. Raimundo Carreiro, os Prof. Doutores Ibsen Noronha e Lourenço Pereira Coutinho, para além do Príncipe da Beira e do Príncipe Imperial do Brasil. Foi ainda apresentado o livro “D. João VI e o Direito no Brasil. Os bens da alma na legislação joanina (1808-1822)”, da autoria de Ibsen Noronha e publicada pela editora Caminhos Romanos.