sábado, 23 de maio de 2026
Real Associação do Porto celebrou o 30º aniversário de SAR D. Afonso de Bragança no Clube de Leça
sexta-feira, 22 de maio de 2026
O PROBLEMA DA VINCULAÇÃO
Se o abandono dos Vínculos é sem dúvida uma das causas, não podemos esquecer a concentração de poder, as desamortizações e destruição da estrutura municipal, obra do Liberalismo doutrinário, primeiro com a imposição da “Monarquia” constitucional e depois, através da sua consequência lógica, a república.
Longe de intrincadas teorias e de “novas ordens mundiais” , o que estamos a assistir neste maravilhoso, científico e tão progressista sec XXI, mais não é que o resultado de 200 anos de revoluções liberais, que se resumem à destruição da família, dos seus meios naturais de previdência, para a ascenção do individuo, que ao não ser mais do que um elemento centrífugo e desagregador da sociedade, se torna assim a presa fácil e escravo obediente de um Estado centralizador, controlador e de poder ilimitado.
“ Não basta reconhecer que a célula fundamental da sociedade é a família, - e não o individuo.
Para que a família prospere e exerça com prestígio as suas funções salutares, é preciso assegurar-lhe com a indissolubilidade devida a necessária fixidez. Se em Portugal a lei anti-social do divórcio acabou por desorganizar a família, ela já estava há muito tempo condenada ao enfraquecimento e à ruina, desde que o velho sistema vincular cedeu de todo em todo ao regime da partilha forçada na herança, introduzido nas nossas instituições jurídicas pela Influência nefasta do código de Napoleão.
Não se compreende família estável, - família duradoira, sem a correspondente base económica, embora o não pense assim o individualismo excessivo da nossa legislação, que, a partir de 1834, raramente é digna de registo, debaixo de qualquer ponto de vista construtivo.
Acumularam-se destroços sobre destroços num país em que o delírio reformista atingiu o máximo da sua intensidade, dado o entusiasmo romântico daqueles que um dia se meteram a “regenerar-nos” em nome dos “Imortais Princípios”.
Nessa disposição de espírito, os Vínculos viram-se abolidos por uma política de ideias abstractas, mais com razões de sentimento do que com razões de inteligência. Ainda agora é o sentimento que os enegrece e repele, considerando neles uma violação dos sagrados direitos do individuo.
Olham-se como um privilégio odioso e não como um instituto de previdência e proteção. Manifesta-se evidentemente aqui uma ignorância global de quais sejam as vantagens sociais e morais do património vinculado (…).
As famílias antigas resistiam, e resistiam agarradas à terra, num consórcio admirável com a propriedade, que as fortificara e engrandecera. Isso importava consigo a ausência de certos males que a sociedade moderna padece. O absentismo não depauperava então a vida dos campos e as populações rurais, enraizadas no solo, não tomavam, com agora, o caminho dos centros urbanos, engrossando a hoste cada vez mais numerosa dos deserdados e dos descontentes. O êxodo para as cidades é hoje assustador, como assustador é o predomínio abusivo dos grandes tentaculares, - na imagem inolvidável de Verhaeren- , que sorvem tudo às províncias paralíticas: - braços, dinheiro e representação.
Por outro lado a família não consegue ultrapassar, intacta e forte mais que duas ou três gerações. Contribui para essa deficiência orgânica a partilha igual dos bens em matéria de sucessão, que os nossos civilistas copiaram servilmente do modelo francês(…).
(…) O localismo interessa-nos como condição basilar do revigoramento das pequenas autonomias municipais. As pequenas autonomias municipais não se verão , porém robustecidas, sem que as famílias, de que são compostas, se sintam presas à terra por todas as raízes da sua personalidade. O sistema vincular surge-nos, pois, como o único meio de lhes assegurar a estabilidade, já renovando a enfiteuse a favor das classes não possuidoras, já dando às abastanças consolidadas uma outra consistência, que, sem a imobilização de uma sua quota parte , nunca poderão atingir.
(…) Receia-se em Portugal, por amor à igualdade, que os Vínculos tragam uma regressão a tempos de imaginária e novelesca dureza. O Vinculo, para a quase unanimidade das opiniões, é sempre um monopólio detestável.
Puro engano! Quando outra coisa não seja, é seguramente uma “reserva económica”, que garante dos revezes da sorte um dos ramos da família. Inicialmente, não se imobilizava mais que a terça parte dos bens, que era dantes o quinhão livre para quem tivesse herdeiros obrigatórios. Hoje, pelas disposições legislativas da república, vai-se mais longe, - vai-se até metade da fortuna, com a diferença de que essa faculdade legal se volta, na maioria dos casos, contra os interesses familiares, enquanto no Vinculo, como instituição de previdência, só a família tinha que aproveitar.(…)”
(António Sardinha, Ao Ritmo da Ampulheta)
Por Deus, Pátria e Rei
Valentim Rodrigues
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Cerimónia de Investidura e Jantar da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel
S.A. a Duquesa de Coimbra e o Duque de Coimbra presidiram à Cerimónia de Investidura e ao Jantar da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, da Arquidiocese dos Serviços Militares dos EUA, que se realizou em Filadélfia. Os Duques de Coimbra estiveram ainda presentes no Jantar dos Benfeitores da Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa, que se realizou na mesma cidade americana.
Depois do Príncipe Herdeiro, S.A.R. D. Afonso de Bragança, Chanceler-Mor da Ordem, e do Infante D. Dinis, Duque do Porto e Chanceler da Ordem, presidirem as investiduras nos EUA, foi a vez da Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra e Vice-Chanceler da Ordem, presidir a uma cerimónia em representação de seu pai, S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança, Grão-Mestre da Ordem e Juiz Honorário da Real Irmandade.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Vivemos num estado servil
Tudo começou com o desmoronamento da sociedade orgânica tradicional por acção do Estado Liberal que instituiu a sociedade de massas dirigida por plutocratas ao serviço dos seus interesses. Vivemos num «Estado Servil», onde as liberdades política e económica não passam de um sonho.
É hora de rompermos com os paradigmas do neoliberalismo em que nos encontramos, como se estivéssemos num cativeiro.
G. K.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Aniversário da canonização da Rainha Santa Isabel de Portugal - Final da comemoração dos 400 anos da canonização
No próximo dia 25 de Maio, assinala-se mais um aniversário da canonização de Santa Isabel, Infanta de Aragão, Rainha de Portugal e Padroeira da cidade de Coimbra.
Com efeito, foi em 25 de Maio de 1625 que o Papa Urbano VIII decretou a canonização da Rainha Santa Isabel, em cerimónia solene ocorrida em Roma.
A devoção à Rainha Santa Isabel passou a ser universal.
Na sua tradição de comemorar as datas mais significativas da história da devoção a Santa Isabel de Portugal, a Confraria da Rainha Santa Isabel manda celebrar às 18 horas do dia 25 de Maio de 2026, na igreja dedicada à sua excelsa padroeira, a igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra, Missa de acção de graças pela exemplar vida acontecida de Santa Isabel de Portugal.
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Neste ano de 2026 completam-se 401 anos da proclamação urbi et orbe como Santa da excelsa Padroeira da cidade de Coimbra.
Por esse motivo, na véspera, no próximo dia 24 de Maio, um Domingo, a Confraria encerrará as comemorações que organizou para registar este IV centenário, com a apresentação pública da gravação, audio e video, do concerto de comemoração dos 400 anos da canonização, sendo também apresentado um livro editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, com as partituras da obra musical apresentada no concerto do centenário da canonização, executada em 24/05/2025 na Igreja da Rainha Santa Isabel, obra intitulada "Divina Flore Perfusa - Cantica Sanctae Regina” e composta pelo maestro e compositor Paulo Bernardino, a pedido da Confraria, para assinalar a efeméride.
Este concerto do centenário da canonização foi o último de um Ciclo Coral e Instrumental "São Rosas, Senhores!" que, sob a curadoria e coordenação do maestro Paulo Bernardino, mensalmente e durante o ano que antecedeu a data em que se completaram os quatro centenários da canonização, em 11 concertos musicais trouxe aos espaços do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova que pertencem à Confraria a participação graciosa de 21 coros e 4 grupos instrumentais, num total de aproximadamente 614 intérpretes — entre cantores e instrumentistas -, com a apresentação de, entre outras, 5 novas peças musicais dedicadas à padroeira da cidade de Coimbra.
É este concerto do centenário da canonização que vai ser recordado no próximo dia 24 de Maio, às 18h30 na Igreja da Rainha Santa Isabel em Coimbra.
Um momento musical a não perder:
A entrada é gratuita mas, dada a limitação do espaço, sujeita a inscrição prévia para os telefones 239 441 674 e 918 048 310, ou para os e-mails <secretario@
A Confraria da Rainha Santa Isabel conta com a presença de todos!
segunda-feira, 18 de maio de 2026
A SOBERANIA DA FOME
Tais são as virtudes da afamada “livre-concorrência”, que deixa o humilde, desprotegido na sua insignificante resistência ao custo de vida enquanto favorece o desenvolvimento de monopólios omnipotentes, a cuja voracidade nada farta no alastramento crescente das suas bastas tentaculares. Entre outros defeitos graves, porque representam defeitos de constituição, as democracias manifestam-se sempre de natureza plutocrática. (…)
E eu poderia demonstrar que o proletário moderno é filho da Revolução Francesa e que ao longo da história, tanto na antiguidade romana como na própria idade contemporânea, somente as monarquias se nos apresentam aptas a resolver com duração os problemas difíceis da economia do pobre.(…)
Os pelourinhos, símbolos da jurisdição municipal, evocam-nos as penas que os magistrados concelhios aplicavam aos que, contra a ordenação régia ou contra a postura da terra, falseavam o preço do pão e da carne.(…) Era uma instituição destinada ao bem-comum, que subsistiu vantajosamente através dos séculos para morrer com o advento da Liberdade no aportar dos Imortais-Princípios às areias infortunadas de Portugal.
Bastante havia que contar igualmente da acção dos nossos reis nas fomes bíblicas que ameaçaram por vezes devastar-lhes o reino. Do caluniado D. João V sei eu, por exemplo, que na esterilidade de 1745, em que nem a semente se tirou da colheita, mandou distribuir pelos lavradores do Alentejo sete mil moios de trigo. Jà na epidemia de 1723 que assolara Lisboa em 1723 o soberano despendera grossas somas em roupas e em subsistências para a pobreza da capital. O tesouro dos reis foi sempre a caixa económica dos pobres. Hoje o tesouro do estado é o tesouro que conhecemos. Mas enfim, desaparecem as roupetas e as coroas, inimigas do progresso e da ventura da sociedade.
A fraternidade é que reina, embora empoçada em sangue, embora seguida dum cortejo sinistro de mortes e prisões.
A fraternidade! A fraternidade! Já lá dizia há cem anos o príncipe Metternich que, com tal descrédito da palavra, se tivesse um irmão lhe chamaria primo!"
António Sardinha, A Prol do Comum
Por Deus, Pátria e Rei
domingo, 17 de maio de 2026
Os 'Pastores Sinodais' atacam as Ovelhas
sábado, 16 de maio de 2026
Aniversário da Real Associação de Lisboa
A visita será guiada pelo Reitor do Santuário seguindo-se o habitual almoço de confraternização.
Para mais esclarecimentos e inscrições, contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115, ou presencialmente na nossa sede, de segunda a sexta-feira, entre as 14:00 e as 17:00.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
81º ANIVERSÁRIO DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA
O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.
Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.
Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.
Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.
Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.
Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.
Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.
Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.
Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para o despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território. O parlamento de Timor-Leste atribuiu-lhe, em 2011, a nacionalidade timorense, por voto unânime, pelos “altos serviços prestados à Pátria”.
É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.
Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.
Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.
Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.
Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.
Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:
Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,
Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997
Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.
Hoje, S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio de Bragança celebra o seu aniversário.