quarta-feira, 8 de julho de 2026
A Soberania do Povo
terça-feira, 7 de julho de 2026
Família Real Portuguesa na Missa da Real Ordem de Santa Isabel
Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Sua Alteza o Duque do Porto, Sua Alteza a Duquesa de Coimbra e o Senhor Duque de Coimbra assinalaram no dia 4 de Julho, a festa da Rainha Santa Isabel, Padroeira da Cidade de Coimbra.
Durante a tarde, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, foi celebrada a Missa da Real Ordem de Santa Isabel, ordem dinástica feminina da Casa Real Portuguesa, da qual Sua Alteza a Senhora Dona Isabel de Bragança é a Grã-Mestra.
Na fotografia, Suas Altezas encontram-se acompanhadas pelo Doutor Francisco Relvas Pereira, membro da Direcção da Confraria da Rainha Santa Isabel.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
O Circo
Já tinhamos assistido estupefactos as exibições do que, como alguns lhe chamam, o único e queira Deus o último, “presidente monárquico” desta república.
Na altura cantou vivamente, de perna traçada, “A nossa alegre casinha”, num lugar mítico para a república, a Bela Vista, eterno símbolo do Portugal republicano e da sua curta História.
O populismo quase primário destes presidentes, leva-os a saltitar de estádios de futebol, a algumas Casas Brancas e destas a concertos, num agoniante miserabilismo.
Outro enorme presidente desta sedenta republica, o principal promotor do alcatrão, declara agora que Portugal não precisa de mais auto-estradas, ou estádios de futebol mas de crianças…
Estas são as novas com que nos brindam na intensa e diária orgia jornalística.
Mas é isto que queremos para Portugal?
Claro que não.
O que nos separa deste miserável regime liberal em que vivemos é o dar a possibilidade de atribuir a dignidade que o trabalho deve merecer.
É o dizer que as famílias, através da sua intervenção orgânica, decidam o que é melhor para si em cada Município.
É que um Rei, aquele que verdadeiramente detém a Soberania terrena, governe.
As verdadeiras soluções sempre foram simples, alegres e derrubam facilmente os pretensos e intencionalmente eternos problemas, a que eles gostam de chamar estruturais.
A solução tem três palavras.
Deus, Pátria e Rei.
Valentim Rodrigues
domingo, 5 de julho de 2026
SAR O Senhor Duque de Bragança reuniu-se com o Primeiro-Ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão
S.A.R. o Duque de Bragança reuniu com o Primeiro-Ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, por ocasião da sua visita a Portugal. A relação entre D. Duarte e Xanana Gusmão é longa, vem desde o tempo da luta pela independência de Timor-Leste. O Duque de Bragança apoiou o povo timorense desde o primeiro momento, criando muitas relações de amizade entre os principais líderes político daquele país.
Esta visita surge num momento em que os dois países estão a reforçar a sua cooperação em vários sectores, como é o caso do fortalecimento do ensino da língua portuguesa, da consolidação do Estado de Direito e da reabilitação do seu património.
O Primeiro-Ministro de Timor-Leste realizou também uma visita ao Presidente da República, no Palácio de Belém, e à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cuja presidência rotativa está atribuída a Timor-Leste.
Xanana Gusmão foi ainda distinguido com o Prémio Professor Doutor Jorge Miranda - Constituição e Direitos Humanos, numa cerimónia que decorreu na Aula Magna da Universidade de Lisboa. Promovida pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a iniciativa reconhece personalidades que se destacam na defesa do Estado de Direito e dos valores constitucionais.
sábado, 4 de julho de 2026
Santa Isabel, a Rainha Santa
in museumachadocastro.pt
Fonte: Senza Pagare
sexta-feira, 3 de julho de 2026
quinta-feira, 2 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Anúncio de noivado de SA O Infante D. Dinis, Duque do Porto
A Casa Real Portuguesa divulgou hoje através de um comunicado o noivado do Infante D. Dinis de Bragança com a Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg
Comunicado
Suas Altezas Reais os Duques de Bragança tem o prazer de anunciar o noivado do seu filho, Sua Alteza o Infante D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, e da Senhora Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg.
Sua Alteza e a Senhora Condessa Anna Schaffgotsch ficaram noivos em Lisboa, este mês. O Infante D. Dinis informou Suas Altezas Reais os Duques de Bragança e outros membros próximos da sua família.
Mais detalhes sobre o dia do casamento serão anunciados oportunamente.
Sintra, 29 de Junho de 2026
Nota Biográfica
Condessa Anna Schaffgotsch
A Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg, nasceu em Viena, na Àustria, a 17 de Fevereiro de 2002, e é filha de Marie e Maximilian, condes Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Barões de Trachenberg. Tem três irmãos.
Anna Schaffgotsch é licenciada em Economia e Ciências Sociais pela Universidade de Economia e Gestão de Viena (WU), complementando a sua formação com certificações em Gestão Imobiliária e Gestão em Saúde. Actualmente, está a especializar-se na área da educação e vai prosseguir os seus estudos em Educação Comparativa na University College London..
Ao longo do seu percurso profissional, desempenhou funções administrativas como Office Assistant e Personal Assistant no Viennese Children’s Theatre, adquirindo experiência em comunicação, organização, contabilidade, investigação, gestão de eventos, redes sociais e apoio administrativo. Também colaborou em projetos europeus de educação e sustentabilidade.
Paralelamente, possui vasta experiência no acompanhamento de crianças e jovens, através de campos de férias, cuidados privados e trabalho voluntário com pessoas com deficiência na Roménia. Estas experiências reforçaram as suas competências interpessoais, capacidade de liderança e adaptação a diferentes contextos.
Anna destaca-se pela sua dedicação, resiliência e forte capacidade de organização, comunicação e resolução de problemas. É fluente em inglês, tem o alemão como língua materna, fala italiano e continua a desenvolver as suas competências linguísticas.
Actualmente está a realizar um estágio num programa de educação da ONG Lisbon Project Association, em Lisboa.
Nota Biográfica
Duque do Porto
S.A. o Infante D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, nasceu em Lisboa, a 25 de Novembro de 1999. É estudante de Ciência Política e Relações Internacionais, com um percurso académico orientado para os Estudos Europeus e os Negócios Estrangeiros. A sua formação combina um percurso na licenciatura em Ciências Sociais pela Vrije Universiteit Brussel com posteriores estudos na Universidade Católica Portuguesa, refletindo um forte interesse pelas relações internacionais e pela política europeia.
Profissionalmente, foi cofundador e sócio da Caravela Consulting, onde prestou consultoria estratégica a entidades públicas e privadas, com especial enfoque em comércio internacional, investimento, relações institucionais e formulação de políticas. Desenvolveu também experiência na gestão de clientes e na promoção de parcerias internacionais.
Realizou ainda estágios em organizações internacionais e no Parlamento Europeu, participando em projetos de cooperação internacional, desenvolvimento sustentável, preparação de candidaturas a financiamentos e apoio à atividade legislativa. Estas experiências permitiram-lhe trabalhar com entidades governamentais e organizações multilaterais em diversos contextos internacionais.
Destaca-se pelas competências em análise de políticas públicas, comunicação intercultural e coordenação institucional, complementadas pela fluência em português e inglês, bem como conhecimentos de francês, espanhol e italiano.
Sintra, 29 de Junho de 2026
Fonte: Monarquia Portuguesa
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Dia de São Pedro e São Paulo
domingo, 28 de junho de 2026
O rei que deu praias a todos
D. Luís assinou o decreto que declarou públicos os areais portugueses, popularizou as idas ao mar dentro da alta sociedade e transformou Cascais num retiro real de veraneio.
Se hoje há quem questione a legitimidade de colocar um chapéu de sol à frente de uma área concessionada, ponha dificuldades no acesso às praias de Grândola ou recorra aos tribunais para reclamar que cinco praias da Arrábida são privadas, para a monarquia a questão de saber a quem pertenciam as praias resolveu-se de forma bem mais simples.” Em 1864, D. Luís I decretou que “são do domínio público, imprescritível, os portos de mar e praias, os rios navegáveis e flutuáveis com as suas margens, os canais e valas, portos artificiais e docas existentes ou que de futuro se construam”. Arrumou-se assim a discussão: as praias tornaram-se públicas.
É certo que na altura ir à praia não era uma actividade massificada como hoje. Tomar banhos de mar era uma actividade maioritariamente reservada às camadas mais endinheiradas da sociedade. Ia-se à praia vestido da cabeça aos pés, para mitigar a exposição solar, numa actividade exclusivamente matutina e vespertina, de forma a evitar os períodos de maior calor. Mas não havia dúvidas sobre a quem pertenciam as praias. Eram de todos.
O destino predilecto da casa de Bragança para ir a banhos era a vila de Cascais, que se começou a desenvolver para satisfazer as necessidades dos banhistas que ali chegavam vindos da capital. O período de maior desenvolvimento da vila deu-se a partir de 1867, com a primeira visita da Rainha D. Maria Pia a Cascais, mas foi apenas a partir de 1870 que a localidade passou a ser o destino predilecto de veraneio da família real, que se acomodava no Paço Real de Cascais, substituindo as habituais idas a Sintra.
D. Luís, apelidado o Popular, foi o responsável por cultivar os hábitos balneares da família. Era um homem de vários interesses: tocava violoncelo, fazia traduções de Shakespeare e tinha um imenso fascínio pelo mar, daí ter dedicado tanta atenção à oceanografia, o estudo dos oceanos, paixão que o seu filho mais velho, o futuro rei D. Carlos, partilhava.
A exposição Memórias da Praia da Corte, com curadoria do historiador João Miguel Henriques, conta que D. Luís e D. Maria se banhavam na praia da Ribeira, enquanto os filhos preferiam a antiga Boca do Asno (atual praia da Rainha), por ser mais resguardada do vento. Os dias de praia passavam, além das óbvias idas ao mar pela manhã, por passeios até ao Guincho e ao Estoril, onde a realeza e a corte faziam piqueniques, praticavam vela, remo e pesca.
Quando os hábitos balneares da família real se popularizaram, a restante elite da sociedade, como os duques de Loulé e os duques de Palmela, passou a acompanhar os reis nas idas ao mar. O escritor Ramalho Ortigão descreveu no seu guia para banhistas As Praias de Portugal, de 1876, que a ida ideal de Lisboa para Cascais, “o mais belo dos passeios permitido ao habitante de Lisboa”, devia ser feita de madrugada: acordar “às cinco horas da manhã” de um domingo em Setembro e entrar no “vapor” que fazia a ligação da capital à vila, que custava “dez tostões”, partir no comboio das 7h e admirar as paisagens do comboio com o “binóculo” que se levava de casa. A ligação ferroviária entre Cascais e o Cais do Sodré, ainda hoje em exploração, só foi completada em 1895.
A morte do Rei
Depois da morte de D. Luís, aos 50 anos, em 1889, precisamente em Cascais, a Rainha acabou por abandonar a residência cascalense e passou a ir para um pequeno palácio no Monte Estoril. Já para D. Carlos, as tradicionais visitas a Cascais continuaram. Fez obras no Paço da Cidadela e mandou construir o primeiro laboratório português de biologia marinha, inaugurado em 1896. Uma das vistas habituais na enseada de Cascais era o seu iate – Amélia, nomeado em homenagem à rainha. Foi também D. Carlos que impulsionou o desenvolvimento das atividades desportivas na vila, como a vela, o ténis e o remo.
Para a família real, a partir do reinado de D. Carlos, a temporada balnear abria a 28 de Setembro, no dia do seu aniversário e estendia-se pelo mês de Outubro, até à abertura da temporada no Teatro S. Carlos. O jornal Sol descreve as idas do rei a Cascais: “A bandeira nacional era hasteada no mastro da praia, anunciando a presença do monarca. O fato de banho às riscas que lhe cobria os ombros e chegava aos joelhos era vestido e despido na barraca real aí instalada.”
A partir dos anos 30 do século XX, Cascais começou a perder importância para o Estoril, devido aos projetos do empresário Fausto de Figueiredo, como a construção do Palace Hotel e do Casino Estoril. Mas o País nunca mais deixou de ir à praia.
Com Ana Taborda
Fonte: Monarquia Portuguesa