segunda-feira, 8 de junho de 2026

O distributismo e a liberdade


“O capitalismo e o socialismo não são realidades opostas, um é a continuação do outro, o oposto a ambos é o distributismo.

O capitalismo faz concentrar a propriedade nuns poucos através da monopolização do mercado e o socialismo faz o mesmo concentrando a propriedade no Estado. Na prática os dois sistemas acabam por controlar os recursos mais importantes do país, pelas mãos de meia dúzia de burocratas em representação dos interesses dos verdadeiros proprietários, sejam accionistas ou o público em geral, mas que naquele momento controlam os recursos em seu próprio benefício.

Além disso, ao concentrarem o poder económico, acabam por concentrar também o poder político e obter inúmeros benefícios e subsídios como temos visto nesta crise que nos assola. Metido entre o estado gigantesco e a corporação imponente, o indivíduo fica reduzido a uma situação de escravatura.

Embora se neguem a admitir que o poder vem da propriedade acumulada, estes sistemas pretendem criar liberdade concentrando capital, mas como este também concentra o poder, o que fica para as massas é o empobrecimento. Pelo contrário, o distributismo procura construir uma sociedade de homens e mulheres, proprietários livres e conscientes dos seus direitos, com os seus meios de defesa contra a centralização tanto do estado como das corporações.”

Retirado e adaptado de "Club Chesterton"

sábado, 6 de junho de 2026

Sacerdote, quem és?


Sacerdote, tu não és tu porque és Deus. Tu não és para ti porque és servo e ministro de Cristo. Tu não és teu porque és para a Igreja.

Tu não és para ti porque és o mediador entre Deus e os homens. Tu não te bastas porque és pecador. Tu não és para ti mesmo porque não és nada.

Oh sacerdote! Quem és, então? Tudo e nada!

Tem cuidado contigo, para que não se diga de ti o que disseram de Cristo na Cruz: «salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo».

São Norberto

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Correio Real nº33


Seguiu para produção gráfica o número 33 da revista Correio Real. A edição inclui uma entrevista ao Duque de Coimbra, Duarte de Sousa Araújo Martins, e um ensaio sobre o conturbado período da nossa História entre 1823 e 1828, intitulado “Do fim do vintismo às cortes tradicionais de Lisboa”, por Daniel Estudante Protásio. Conta ainda com um artigo de António Pinheiro Marques sobre a Rainha D. Amélia, um destacável sobre o lançamento da Fotobiografia do Senhor Dom Duarte (com a apresentação de José Miguel Sardica), além de diversos textos de opinião, notícias das actividades do Movimento Monárquico e da Família Real Portuguesa.


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Corpus Christi

Desde que foi instituído, há pouco menos de 800 anos, o dia de 'Corpus Christi' ficou marcado pelas procissões realizadas pelas ruas das aldeias, vilas ou cidades.

O objectivo destas procissões é mostrar a toda a gente que o Santíssimo Sacramento (a Hóstia consagrada na Missa) é mesmo o Corpo de Cristo. Que, apesar de vermos pão, Quem está ali presente é Jesus Cristo, o mesmo que andou pelos caminhos da Galileia há 2000 anos. É "Jesus escondido", como diziam os três Pastorinhos.

É importante que o mundo saiba que Deus "desceu à Terra" há 2000 anos.
É importante que o mundo saiba que Deus volta a "descer à Terra" em cada Missa.
É importante que o mundo saiba que Deus está presente na Hóstia consagrada.
É importante que o mundo saiba que Deus, presente nessa Hóstia, fica prisioneiro no Sacrário por amor a nós.
É importante que nós saibamos, dentro do possível, corresponder a esse amor.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

A Monarquia Tradicional

Uma Monarquia que há-de levar ao Mundo os interesses espirituais da Cristandade; que por ser cristã será respeitada e admirada por todas as pessoas, mesmo as de outras crenças e convicções porque assegurará a todos os portugueses a igualdade perante a lei.

Uma Monarquia que promova a união do Povo sem confusão; uma Monarquia que proporcione que caminhemos em conjunto e que haja harmonia tendo em consideração a individualidade de cada um.

Uma Monarquia Social que respeite e promova a interligação dos grupos intermédios em que a pessoa humana se realiza, a partir da Família e nas diferentes formas da sua funcionalidade; uma Monarquia em que a vitalidade do tecido social que vincula as pessoas sirva de limite ao poder político; uma Monarquia livre de um tirano ou de um monarca decorativo, incapaz de ter iniciativas; uma Monarquia em que também o Rei deve submeter-se à lei como todos os outros cidadãos e não ter privilégios de inviolabilidade ou imunidade.

Uma Monarquia hereditária que dê corpo à continuidade e ao progresso. Uma Monarquia em que o Rei terá de ter a dupla legitimidade, a de origem e a de exercício, ele confirmará com palavras e com obras o chamamento que recebeu pelo sangue.

Um dia far-se-á luz sobre os Portugueses!

Deus, Pátria e Rei

terça-feira, 2 de junho de 2026

Bosque Real do Marão - Assinatura do Protocolo

S.A.R. o Senhor Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira visitou o Município de Amarante, onde foi recebido pelos Senhores Presidentes da Câmara Municipal, Dr. Jorge Ricardo e da Assembleia Municipal, Dr. Pedro Cunha, que apadrinhou o Protocolo Bosque Real do Marão.

O acto da assinatura do protocolo decorreu no Salão Nobre, da Câmara Municipal de Amarante, entidade parceira deste ambicioso projecto.

Enquanto ambientalista que é, e defensor do mundo rural, apadrinhou a celebração de um protocolo de apoio da Real Associação do Porto à Associação dos Baldios de Ansiães, tendo em vista a reflorestação de 9 ha (hectares) de terreno na Serra do Marão, e a criação de produtos endógenos a comercializar com a marca Bosque Real do Marão. Simbolicamente, com acção de S.A.R. o Senhor  Dom Afonso de Bragança e dos presentes, foram plantadas 3 árvores autóctones distintas, nomeadamente, Carvalho, Castanheiro e Bétula, que simbolizam cada um dos Príncipes de Portugal, tendo sido descerrada uma placa evocativa do momento e deste projecto ambiental da Real Associação do Porto.

O Carvalho, que simboliza, S.A.R. o Senhor Dom Afonso de Bragança, é um símbolo universal de força, estabilidade, longevidade e sabedoria, além disso, é um importante habitat para diversas espécies de animais e plantas, pois a sua copa densa e seus galhos fornecem abrigo e alimento para várias criaturas, tornando-se um símbolo de generosidade e sustentabilidade.

A Bétula, dedicada a S.A. a Infanta D. Maria Francisca de Bragança, Duquesa de Coimbra, é considerada a "árvore da luz" e a "Dama da Floresta", pois significa renovação, novos começos e protecção.

O Castanheiro, que foi plantado, simboliza S.A. o Senhor D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, apresenta-se como resiliente e protector. O castanheiro na floresta é usado para favorecer a estabilidade, por este facto está associado para atrair prosperidade e fortalecer fertilidade.

Fonte: Monarquia Portuguesa

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Procissão do Corpo de Deus 2026


 A tradicional Procissão do Corpo de Deus na cidade de Lisboa, dia 4 de Junho, às 17h00, vai este ano mudar de percurso – iniciando e terminando na Sé Patriarcal – o novo trajecto inclui agora a Praça do Município, a Rua do Arsenal e a Praça do Comércio (Terreiro do Paço).

Esta procissão – presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério – é “uma das mais antigas e importantes tradições religiosas da cidade, ocorrendo na quinta-feira da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

Em relação aos últimos anos, as principais mudanças da tradicional Procissão do Corpo de Deus na cidade de Lisboa concentram-se “na zona de passagem pela Baixa, com um percurso alargado que introduz este ano uma passagem mais abrangente pela zona ribeirinha, incluindo a Praça do Município, a Rua do Arsenal e a Praça do Comércio (Terreiro do Paço)”.

Segundo o responsável das celebrações do Corpo de Deus na Cidade de Lisboa, cónego Bruno Machado, numa carta, “a Procissão, por algumas ruas da Baixa da Cidade, é sempre um dos momentos altos, de importante oração e expressão da fé católica”.

A tradicional Procissão do Corpo de Deus, pelas ruas da Baixa da Cidade vai ter lugar na tarde do dia 4 de Junho, quinta-feira, a partir das 17h00, no Largo da Sé, terminando pelas 18h30, no mesmo local, com a bênção com o Santíssimo.

PERCURSO 2026

Sé Patriarcal de Lisboa, Rua das Pedras Negras, Rua da Madalena, Rua dos Condes de Monsanto, Praça da Figueira, Rua da Betesga, Praça D. Pedro IV, Rua do Ouro, Rua do Comércio, Praça do Município, Rua do Arsenal, Praça do Comércio, Rua dos Fanqueiros, Rua da Conceição, Largo da Madalena, Rua de Santo António da Sé, Largo da Sé

sábado, 30 de maio de 2026

ANSIEDADE METEOROLÓGICA

Num estudo revelado por um meio de contaminação social, que aliás é detentor de um polígrafo, que qual falsa virgem, só vislumbra as pequenas verdades que lhe interessam, indica que 56% dos afectados pela última grande tempestade, sofre de “ansiedade meteorológica elevada ou extrema”.
O termo é lisonjeiro para os novos arúspices climatéricos e ganha outro peso, quando proferido por um investigador de… Economia e gestão. A tragédia do homem é reduzida a mais ou menos dinheiro, seguros, ou à falta deles.
Que o dinheiro é o actual ídolo, não restam dúvidas: até o senhor Seguro garante que o problema, não é Portugal ser um país de idosos carente de uma urgente solução, mas a pressão que tal causa no SNS!! São pequenas tiradas a que nos devemos habituar neste seu mandato…
A indução em mentes perdidas e cretinizadas, que o Estado tudo previne, tudo resolve, que as alterações climatéricas são uma inevitabilidade, embora sem qualquer prova científica, provocadas pela D Maria, que em nome do progresso trocou sacos de pano, por plástico, ou pelo Sr António que, há 20 anos, cumpriu o seu sonho de ter um carro a combustão em nome da modernidade, leva ao estatal prazer, da “ansiedade meteorológica”, à desculpabilização de um Estado Liberal e democrático propositadamente medíocre e incompetente, escudado em burocracia e que nada mais oferece que uma mão cheia de nada.
Há pouco tempo, foi mencionada nesta página, a pronta intervenção do tão caluniado D João V, no catastrófico ano de 1745, com oferta de trigo aos agricultores afectados e na epidemia de 1723, onde providenciou roupas e subsistência à sofrida população de Lisboa, sem inquéritos, sem estudos prévios, sem necessárias candidaturas. E nem se fala, nas corporações, confrarias, municípios, que na plenitude do tão Católico princípio da subsidiariedade, socorriam os mais frágeis e os mais tocados pelos materiais fados.
O oceano que separa o actual pesadelo dos Estados de direito liberais, da clareza, justiça e caridade da Tradição Católica, é por demais gritante e evidente.
Aos meteorologicamente ansiosos, que se libertem desse fardo fictício. Entrem numa Igreja e rezem convicta e devotadamente. Surgirá então o auxílio.
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues