quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Duques de Coimbra visitaram a Região do Douro

29 e 30 de Agosto de 2026:

Os Duques de Coimbra estiveram este fim de semana na Região do Douro, a convite da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, numa visita que incluiu momentos de cultura, tradição e património da região.

No sábado de manhã, os Duques de Coimbra participaram num passeio de barco pelo Douro, organizado pela Real Associação, seguindo-se uma prova de vinhos na Quinta do Vallado. Foram recebidos por Francisco Ferreira, trineto da célebre D. Antónia Ferreira e responsável pela quinta, que lhes deu a conhecer a história e a tradição desta emblemática casa duriense.

Os Duques de Coimbra estiveram também presentes na festa e no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, onde assistiram à Santa Missa e foram recebidos pelo Reitor do Santuário.

A visita incluiu ainda as Caves Raposeira, onde foram recebidos pelo administrador e sócio, Prof. Orlando Lourenço, e uma recepção nos Paços do Concelho de Lamego pelo Presidente da Câmara Municipal, Eng. Francisco Lopes.

Fotografias: Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Da relativização do Mal

Existe uma conspiração contra o Mal, não para o destruir, ah! não! – mas simplesmente para o disfarçar. Se temos tanta repugnância em acreditar no diabo – enfim, no espírito do Mal – é porque não ousamos acreditar que o Mal tenha um espírito, uma vontade, um desígnio. Não! Não queremos imaginar que esse animal perverso e encantador, que a disciplina social transformou quase num animal familiar, tão fácil de sustentar com pouca despesa, para nosso agrado, medite em devorar tudo, seja realmente não menos insaciável do que a dor e, em matéria de avidez, apenas ceda perante a morte.

Georges Bernanos in «Une vision catholique du réel», 1927


Fonte: Veritatis

terça-feira, 1 de setembro de 2026

O MUNICIPALISMO - Declínio e morte (parte I)


Não é possível determinar, com exactidão, qual o momento em que se torna evidente a entropia do municipalismo.
Contudo, é Adriano Xavier Cordeiro quem nos indicia o provável início do declínio do Municipalismo em Portugal, na sua conferência sobre “o Direito e as Instituições”, no âmbito da Questão Ibérica e que teve lugar na Liga Naval a 11 de Maio de 1915.
Xavier Cordeiro, que tratou sobretudo temas jurídicos sobressaindo, a defesa do poder do rei limitado pelos costumes e tradições, pelas liberdades e regalias dos foros dos concelhos rurais e o repúdio da influência dos direitos estrangeiros no direito português, atribui esse início ao inequívoco retomar do romanismo na letra da Lei, quando os ventos da modernidade renascentista chegaram às cristalinas areias, deste oceano onde o astro-rei adormece.
“ (…) Os homens-bons dos concelhos cedem a palavra a Acúrsio e a Bartolo. A antiguidade clássica ressurge como uma obsessão colectiva, viciando as virtudes ancestrais da Grei.
Sob o fluxo romanista, reforma-se a Ordenação do Reino e reformam-se os forais. (…)”.
D Manuel I, expoente máximo dos Forais em Portugal, poderá assim ser e talvez inadvertidamente, o responsável pela sua longa agonia, ao impor a normalização das cartas de foral, contrariando assim, a construção natural da Lei.

DESPOTISMO ESCLARECIDO

Se até ao séc. XVIII esta era a organização territorial, é a partir de Sebastião José de Carvalho e Melo que a Comarca ganha força, em detrimento dos pequenos governos comunitários, sendo reforçado o papel do corregedor e dos magistrados régios, nomeados directamente pelo Rei, o que gerou um terramoto na estrutura agrícola e comunitária.
A inspiração é clara e resulta da concepção protestante, maçónica e germânica. Pombal quis impor, de uma forma desastrada, o molde capitalista e industrial. “O quero, posso e mando”, contra “a decisão (na sucessão e questões externas-alienação territórios; guerra e paz), a deliberação (em todas as demais questões) e administração pela moderação por leis sábias”, da Monarquia Portuguesa.
Se por um lado o papel do corregedor passa a ser a uniformidade legal e administrativa do município, o certo é que se lança deste modo o embrião da centralização do poder, ao ser ele quem conduz os problemas e petições concelhias até ao Rei e tribunais superiores, cortando o vínculo, até então existente, entre o Rei e as comunidades.
As justiças, concelhos e corporações, são subjugados à acção discricionária do nefasto Marquês.
É promovida a integração dos concelhos com juízes ordinários nos de juízes de fora, como forma de acentuar a tutela dos concelhos régios sobre os restantes, em especial os eclesiásticos, e atribuídos largos privilégios aos grandes concelhos dos centros urbanos. Foi dado, então, o sinal de partida para um dos mais conhecidos “problemas estruturais” da actualidade liberal democrática: - a concentração demográfica nas grandes urbes.
Contudo, nota-se a incapacidade do déspota pombalino, em dominar esta ancestral rede agrária, cimentada nas freguesias/paróquias e seus pequenos concelhos, forais, confrarias, irmandades e corporações, que cientes da sua liberdade e do valor dos seus pequenos governos, opunham uma forte resistência às tentações centralizadoras do poder.

Por Deus, Pátria e Rei!

Valentim Rodrigues

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Um retrato cheio de história


O quadro que reproduzo neste artigo é um retrato a carvão de Dom Duarte Nuno de Bragança, desenhado pela minha bisavó, Valentina da Silva Leitão. Suponho que date do início dos anos 40, período marcado pelos intensos esforços dos monárquicos para superar a crise dinástica aberta com a imprevista morte de Dom Manuel II, em 1932. Tendo-me sido oferecido recentemente pela afilhada da autora, este desenho veio enriquecer o património familiar que nos liga, ao longo de várias gerações, à causa monárquica. É sobre o denso contexto histórico que rodeia esta peça que me pareceu pertinente partilhar algumas linhas.


Valentina da Silva Leitão (1888–1973), a “Avó Tina”, viveu na Avenida da Liberdade, no número 232, num andar inaugurado em 1892. Aquelas paredes testemunharam a angústia do regicídio, a revolução republicana e os combates na Rotunda. A sua memória era rica em relatos desse Portugal em transição. Curiosa é também a segunda fotografia que aqui partilho, de 1911, que retracta os meus bisavós, Valentina e José Joaquim (Condes de Castro), passeando na Granja com o meu avô e padrinho homónimo pela mão (e o seu pequeno basset), onde se haviam refugiado das impertinências que então fustigavam a capital.


É na sequência destes acontecimentos que é agendada a histórica viagem de D. Duarte Nuno ao Brasil, em 1942, meticulosamente planeada nos bastidores diplomáticos com o aval de Salazar. O objectivo central era o matrimónio que uniria os dois ramos dinásticos outrora desavindos. Realizada em plena Segunda Guerra Mundial, esta travessia civil de alto perfil envolveu um risco extremo devido à constante e real ameaça de submarinos alemães que patrulhavam as rotas navais do Atlântico. Para garantir a segurança e a discrição da jornada no teatro de guerra, organizou-se uma comitiva restrita que viajou no hidroavião Clipper. O grupo era composto pelo pretendente ao trono, pela sua irmã, a Infanta D. Filipa de Bragança, pelo já referido Conde de Castro (João António, de quem herdei o nome), pelo 4.º Conde de Almada, Lourenço de Almada, e pelo intelectual João do Amaral. A partida exigiu uma complexa articulação diplomática e uma paragem estratégica em Madrid, sob a protecção do embaixador Pedro Teotónio Pereira, para a obtenção dos vistos necessários.

Desta viagem resultou o anúncio oficial do noivado entre D. Duarte Nuno de Bragança e a princesa D. Maria Francisca de Orléans e Bragança, oficializado a 14 de Setembro de 1942, em Petrópolis. Este compromisso, seguido pelo casamento em Outubro do mesmo ano, selou a reconciliação definitiva entre o ramo miguelista de Portugal e o ramo imperial brasileiro de D. Pedro I. Politicamente, a união garantiu a continuidade dinástica da Casa Real e consolidou a liderança incontestada de D. Duarte Nuno. Além disso, o enlace reforçou os laços diplomáticos e culturais entre Portugal e o Brasil no complexo cenário da Guerra, abrindo caminho para a posterior revogação da Lei do Banimento e o regresso definitivo da família real a solo português, que veio a concretizar-se em 1952. 

O Senhor Dom Duarte Nuno, após uma sacrificada vida de serviço ao seu país e à sua Casa, faleceu a 24 de Dezembro de 1976, aos 69 anos. A sua morte encerrou um longo capítulo de transição dinástica, transferindo imediatamente a chefia e os direitos de representação da Casa Real para o seu filho primogénito, D. Duarte Pio de Bragança. Uma representação da qual se celebrarão cinquenta anos no próximo mês de Dezembro, e que por certo merecerá um sentido reconhecimento de todos os portugueses. 

In memoriam Valentina Leitão e João António Gomes de Castro.

João Távora

domingo, 30 de agosto de 2026

A IMPORTÂNCIA DO BEM COMUM


“(…) Desde que um agregado encontra uma linhagem que incarne no seu interesse privado, como interesse do conjunto, os interesses das partes componentes, só nessa altura pode considerar-se protegido contra as surpresas do futuro, sem receio que o enfraqueçam, ou os desvios da fortuna, ou as reticências da hesitação. Existe um fim, - não falta a certeza dos meios com que procurá-lo. É só correr-se em harmonia com as inclinações fundamentais e coordená-las em vista ao alvo desejado. A prosperidade e a saúde do novo ser social despontam sem tardança, com as promessas brilhantes da glória e o exercício superior dos dotes da vontade. É a ocasião em que se manifesta uma regra espiritual, simultaneamente coercitiva e arrebatadora, que conformando a mentalidade própria das circunstâncias, lhe concede aquela vocação mística que torna os povos senhores dos seus destinos e como que donos dos terrenos que pisam.

Eis porque a Cruz e a Espada são os admiráveis sustentáculos da nossa independência, alcançada a poder de tantíssimo sangue. Nós morreríamos nos torcicolos da longada, se o concurso dessas duas forças tradicionais não nos ajudasse a estabelecer o nosso lugarzinho ao sol, - se entregues apenas à espontaneidade do génio da Raça, nos não resguardassem de emboscadas e de inadvertências, dum lado, a ambição pessoal dos nossos Príncipes, do outro, os ditamos vindos de Trás-os-Montes, da claridade augustíssima de Roma.

A virtude primacial do Luso reside, pois, na sua predileção localista. O Concelho é assim a célula-mãe da Pátria. Mas a liberdade só se efectiva quando ponderada pela autoridade. Sem um valor de acentuado conteúdo concentrador, jamais se viabilizaria a perequação dos nossos diversos egoísmos institucionais, de cujo entrelaçamento os tecidos nervosos da nacionalidade se haviam fiado. (…)

Os municípios exprimiam as tendências ingénitas da Raça. Não caímos em erro se os classificarmos entre nós como formações absolutamente naturais. Por um processo associativo, frequentíssimo no mundo biológico, umas células pegaram a juntar-se às outras. E por força das circunstâncias do Meio e da Etnia. Portugal se constituiu como soma normal de tantas parcelas pequenas, em tudo idênticas e concordes.

Até o nome lhe adveio dum castro a cavaleiro do Douro, para que em nada padecesse dúvida a sua genealogia de terra livre.”

(António Sardinha, O Valor da Raça)


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Santo Agostinho de Hipona, Doutor da Igreja

Origens

O seu nome era Aurélio Agostinho. Nasceu em Tagaste, uma cidade do Norte da África dominada pelos romanos (na região onde hoje fica a Argélia) no dia 13 de Novembro do ano 354. Filho primogénito, o seu pai, Patrício, era pagão e pequeno proprietário de terras. A sua mãe, pelo contrário, era cristã fervorosa, tanto que se tornou santa. Santa Mónica sempre tentou educar o filho na fé cristã. Agostinho, porém, por causa do exemplo do pai, não se importava com a fé.

Infância

Santa Mónica queria que seu filho se tornasse cristão, mas percebia que a hora de Deus ainda não tinha chegado. Tanto que adiou o seu baptismo, com receio de que ele profanasse o Sacramento. Aos 11 anos, Agostinho foi enviado para estudar em Madauro, perto de Tagaste. Lá, estudou literatura latina e algo que o distanciaria da fé cristã: as práticas e crenças do paganismo local e romano.

Juventude conturbada

Com 17 anos foi para Cartago estudar retórica. Embora tenha recebido formação cristã passou a seguir a doutrina maniqueísta, negada veementemente pelos cristãos. Além disso, tornou-se hedonista, ou seja, seguidor da filosofia que tem o prazer como fim absoluto da vida. Dois anos depois, passou a viver com uma mulher cartaginense, com a qual teve um filho chamado Adeodato. O relacionamento dos dois durou 13 anos. Durante todo esse tempo, Santa Mónica rezava pela conversão do filho.

Passagem por várias doutrinas

Agostinho tornou-se um professor de retórica reconhecido. Chegou a abrir uma escola em Roma e conseguiu o posto de professor na corte imperial situada em Milão. Decepcionado com as incoerências do maniqueísmo, aproximou-se do cepticismo. A sua mãe mudou-se para Milão e exerceu certa influência sobre o seu comportamento. Nesse tempo, também decepcionado com o cepticismo, Agostinho aproximou-se do Bispo de Milão (Santo Ambrósio). A princípio, queria apenas ouvir a retórica excelente do Bispo. Antes de se converter, Agostinho separou-se da sua companheira e ainda se envolveu com outras mulheres. Depois, foi-se convencendo da verdade sobre Jesus Cristo pelas pregações de Santo Ambrósio. A sua mãe, ao mesmo tempo, não cessava de orar por ele.

Conversão

Depois das buscas incessantes pela verdade e de vários casos amorosos, Agostinho finalmente rendeu-se à coerência da mensagem de Jesus Cristo. Encontrou em Jesus o que não encontrara em nenhuma outra filosofia, em nenhum outro mestre. Assim, ele e seu filho Adeodato, então com 15 anos, foram baptizados em Milão por Santo Ambrósio, durante uma vigília Pascal. A partir de então, passou a escrever contra o maniqueísmo, que ele conhecia muito bem. Escreveu obras tão importantes que fizeram com que fosse declarado Doutor da Igreja.

Sofrimentos

Agostinho dedicava grande atenção a Adeodato formando-o na fé e nas ciências humanas. De repente, porém, o seu filho veio a falecer. Foi um grande choque. Por causa disso, decidiu voltar para Tagaste. No caminho de volta a sua mãe também faleceu. Agostinho menciona nas suas “Confissões” a maravilha e o alimento espiritual que eram os diálogos que ele tinha com sua a mãe sobre a pessoa de Jesus Cristo e a beleza da fé cristã. Esses diálogos foram decisivos para a sua formação. 

De volta à terra natal

Depois de sepultar a sua mãe continuou decidido a voltar para a terra natal. Ele chegou a Tagaste no ano 288. Lá, optou pela vida religiosa. Junto com alguns amigos na fé, deu início a uma comunidade monástica cujas regras foram escritas por ele mesmo. Deste embrião nasceram várias ordens e congregações religiosas masculinas e femininas, todas seguindo as regras e a inspiração “Agostiniana”.

Não se coloca uma lâmpada debaixo da mesa

O Bispo de Hipona, ao perceber a forte inspiração que Deus colocara na alma de Agostinho, convidou-o para ir juntamente com ele nas missões e pregações. O Bispo, já idoso e enfraquecido, vendo confirmada a sabedoria de Agostinho, ordenou-o como sacerdote, o que foi aceite com grande alegria pelos fiéis. E, depois, em 397, logo após a morte do bispo, o povo, em uma só voz, aclamou Santo Agostinho como Bispo de Hipona. Ele ocupou o cargo durante 34 anos, derramando toda a sua sabedoria nas pregações, nos livros, na caridade para com os pobres, na espiritualidade profunda. Combateu heresias, tornou-se um dos mais importantes teólogos e filósofos da Igreja, influenciando pensadores até o presente. Foi aclamado Doutor da Igreja e um dos “Padres da Igreja” por causa do seu ministério iluminador. Entre os livros de maior destaque nas suas obras, estão “Confissões” e “Cidade de Deus”.

Morte

Santo Agostinho faleceu feliz pela força da Igreja de Hipona, mas, ao mesmo tempo, triste, por causa da invasão bárbara em Hipona, motivo de grandes perseguições contra os fiéis. A sua morte ocorreu a 28 de Agosto do ano 430. Mais tarde, no ano 725, os seus restos mortais foram exumados e trasladados para a cidade de Pavia, em Itália, onde são venerados na igreja de São Pedro do Céu de Ouro. A igreja fica perto do local onde ocorreu a sua conversão.

Oração a Santo Agostinho

Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade e dos caminhos do erro e da culpa a admirável luz do Evangelho e aos rectíssimos caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predilecção divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça da eterna vida, onde juntamente convosco cantemos as misericórdias do Senhor e gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.

in cruzterrasanta.com.br


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Santa Mónica


"Deixai este corpo em qualquer lado e não vos preocupeis com ele. Apenas vos peço uma coisa: que vos lembrais de mim no altar do Senhor, onde estejais."


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

SAR Dom Duarte de Bragança: ‘Uso relógio, até para não perder os transportes’

Visitar familiares no estrangeiro e reencontrar amigos são duas tradições que procura não falhar nas suas férias grandes. Já quanto a amores de verão, se os teve, não confessa. ‘Não me convém responder’, diz com humor. E não gosta de bolas de Berlim.

Qual é o seu maior vício em férias?

Ler livros ou documentários interessantes.

Qual a tradição em férias de que nunca prescinde?

Visitar a Família no estrangeiro e encontrar amigos que já não vejo há um ano.

Qual foi a viagem da sua vida? Com quem?

De comboio transsiberiano até Irkutsk, parando em várias povoações muitos interessantes. Fiquei em casa do antigo ministro das religiões e do ambiente, Elias Rasputin, ao lado do lago Baical.

Se tivesse possibilidades financeiras, para onde levaria a família e os amigos mais próximos para passarem umas férias juntos?

Para a lua.

Qual foi a pior experiência que teve?

Houve várias. Em particular, ser roubado ou a mala da viagem não chegar ao destino.

O que acha dos amores de verão? Viveu algum?

Não me convém responder…

Férias ‘casam’ bem com alguns excessos alcoólicos?
Não

Usa relógio durante as férias? Preocupa-se com os horários?
Sim, até para não perder os transportes!

Tem mau acordar?
Acho que não, mas a resposta correta não serei eu que posso dar.

Qual a maior loucura que cometeu em férias?
Ter feito uma volta ao Brasil de carro, começando na fronteira com a Venezuela e acabando no Rio de Janeiro, depois de ter passado pela maior parte dos estados no Brasil.

Que local do mundo escolheria para viver?
O problema é que há vários locais onde gostaria de viver para além do melhor de todos, onde vivo agora – em Sintra. Mas também gostaria de viver em Timor.

Já se sentiu envergonhado por ser português?
Às vezes, quando há outros portugueses que se portam mal.

Qual a praia da sua vida?
Gosto muito da Praia de Baucau, em Timor, mas também da praia de Ferragudo no outono.

De quem fugiria se colocasse o chapéu de sol ao seu lado?
De alguém que estivesse a assar sardinhas.

Vai seguir as suas séries da Netflix e da HBO?
Não conheço esses canais.

Que livro vai levar para ler nas férias?
Normalmente levo vários que eu não conheço e começo por ver se são interessantes, lendo a sinopse, o índice e a informação sobre o autor. Depois, então, inicio a leitura. Recomendo para pessoas interessadas em História e em regiões geograficamente interessantes a leitura dos livros da Isabel Alçada, Uma Aventura em…

Que jogos leva para férias para jogar com a família e amigos?
Os meus filhos costumam levar vários, de modo que não me preocupo com isso.

Qual o marisco que mais lhe agrada nesta época?
Ameijoas.

Qual é a melhor bola de Berlim?
Não gosto de nenhuma.

Se estiver numa cidade, em férias, como ocupa o seu tempo?
A visitar os locais interessantes da cidade.

Qual foi o melhor jogador do mundo da história do futebol?
Eusébio.

Fonte: Sol

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Festas Religiosas

Festas Religiosas. A palavra festa quer dizer dia feliz, dia agradável, ou dia de assembleia solene. O fim das festas religiosas é recordar todos os anos os acontecimentos memoráveis da Religião. Reúnem-se os fiéis junto do Senhor de todos; cimentam entre eles a paz e a fraternidade; despertam a lembrança dos mistérios da Religião, da vida de Nosso Senhor ou dos Santos, e dos benefícios de Deus; levam os homens à gratidão para com Deus; tornam o homem melhor, mais moral, mais espiritual.
Nas festas religiosas são reprovados os arraiais, as danças e espectáculos no adro ou junto da igreja, assim como os leilões, quermesses ou rifas (C. P.) – Não podem admitir-se nas funções sagradas músicas formadas de homens e de mulheres (C. P.). Ao Bispo pertence a aplicação dos saldos das Festas (C. P.).

Pe. José Lourenço in «Dicionário da Doutrina Católica», 1945


Fonte: Veritatis