Fonte: Senza Pagare
quarta-feira, 11 de março de 2026
Novena a São José, Padroeiro da Igreja Universal
terça-feira, 10 de março de 2026
Portugal Nunca teve Uma Mulher Presidente… Mas Já Teve Duas Rainhas Soberanas: D. Maria I e D. Maria II
O primeiro acto de Dona Maria I, a primeira mulher Rainha de Portugal, foi ordenar a libertação massiva dos presos que, despótica e arbitrariamente, o Secretário de Estado do Rei D. José I, Sebastião José de Carvalho e Mello, vulgo Marquês de Pombal, no seu consulado, tinha enviado para o cárcere injustamente. O Povo deu a este acto o nome de Ressurreição”, assim eufemisticamente apelidado, porque foram soltos milhares de indivíduos que haviam sido encarcerados – há tanto tempo que ninguém acreditava que ainda estivessem vivos – no projecto de consolidação do poder pessoal do Marquês, que entretanto se demitiu. A este acto da Rainha seguiram-se inúmeras manifestações de júbilo popular que se prolongou ao longo de dias até à Aclamação (1777) da novel Rainha de Portugal, a primeira Soberana. Com D. Maria I, a Piedosa, a primeira mulher Rainha Soberana de Portugal, restabelece-se a Monarquia de Tradição Portuguesa segundo o qual o poder era entregue ao Rei para governar de acordo com o bem comum, não sendo nunca um poder pessoal, extirpado de qualquer forma de absolutismo, mas uma posição de prerrogativa com a obrigação de servir, governando com Justiça, sendo do ofício do Monarca manter os direitos e interesses de cada um dos súbditos e o bem comum do Reino de Portugal com a promulgação das competentes Leis justas. Com Sua Majestade Fidelíssima A Rainha Dona Maria I de Portugal, verifica-se o regresso da vocação de serviço da Monarquia Portuguesa em que o Monarca aceita que o seu poder é limitado pelas Leis Fundamentais do Reino, expressas nas Actas das Cortes de Lamego, que apesar de serem apócrifas, se tornaram na Lei Fundamental do Reino, uma vez que o seu teor jurídico é aquele que correspondia ao Costume, e por isso se tratam da codificação do direito da Monarquia Portuguesa:
‘Estas são as Leis da herança do nosso Reino: boas são, justas são, queremos que valham por nós, e por nossos descendentes, que depois vierem.’
D. Maria I, apelidada de “a Piedosa”, foi a Rainha de Portugal e Algarves de 1777 até 1815, e também Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a partir do final de 1815 até sua morte, em 20 de março de 1816, Rio de Janeiro, para onde havia partido com as invasões francesas; 1792, D. Maria I havia sido substituída na governação pelo filho D. João (VI), que se tornou Regente quando a mãe começou a mostrar sinais de demência.
Era filha do Regente, em Seu nome, D. Pedro, Duque de Bragança e 1.º Imperador do Brasil e da Arquiduquesa Dona Leopoldina da Áustria.
D. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança (1819-1853) nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, e, enquanto jovem, era loira, de pele muito fina e clara, de olhos azuis como a mãe austríaca e um retrato da elegância.
Aos 7 anos de idade o pai, D. Pedro, abdicou a seu favor e assim Dona Maria da Glória acaba por ascender ao Trono de Portugal com apenas 15 anos. Deveria ter casado com seu tio El-Rei D. Miguel I, com quem chegou a celebrar os esponsais, casando por palavras futuras, em 1827, mas apesar do tio Dom Miguel, de boa vontade jurar a Carta Constitucional outorgada pelo irmão, o Senhor Dom Miguel acaba por ser Aclamado Rei, pelo que uma Guerra Civil passa a opor o chefe do partido Liberal o Regente D. Pedro e o Rei tradicionalista, nunca se vindo a concretizar o matrimónio entre tio e sobrinha.
Como Dona Maria II foi a 31.ª Rainha de Portugal e dos Algarves e teve um reinado difícil marcado não só pela Guerra Civil, assim como pela revolta militar dos Marechais e pelas revoltas populares da Maria da Fonte e da Patuleia.
Casou a 26 de Janeiro de 1835 com o príncipe Augusto Carlos Eugénio Napoleão de Beauharnais, que morreria em 28 de Março de 1835 de difteria, no Paço Real das Necessidades, em Lisboa. Viúva, Dona Maria II de Portugal casou, em segundas núpcias, com o Príncipe Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-Gotha (Rei Consorte como Fernando II), em 9 de Abril de 1836, com quem viveu uma conhecida felicidade conjugal. As gestações sucessivas, somada à subsequente obesidade, levaram os médicos a alertarem a Rainha sobre os graves riscos que corria em continuar a engravidar. Alheia aos avisos, Dona Maria II replicava: “Se morrer, morro no meu posto”. Em 15 de Novembro de 1853, treze horas após o início do trabalho de parto do seu 11.º filho, Dona Maria II morreu, aos 34 anos de idade, de parto distrófico. Jaz sepultada no Panteão dos Bragança no Mosteiro de S. Vicente de Fora.
A Soberana Portuguesa foi mãe de, entre outros, d’El-Rei Dom Pedro V e do Rei Dom Luís I.
segunda-feira, 9 de março de 2026
SAR, O Senhor Duque de Bragança na entrega da Medalha de Ouro do Real Circolo ao Dr. Vítor Escudero
A Delegação Portuguesa do Real Circolo Francesco II di Borbone celebrou o seu 4º aniversário. São quatro anos de atividade ininterrupta, guiados pelos pilares que a define: a cultura, a caridade e a espiritualidade.
domingo, 8 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
O Fim da Civilização Ocidental
sexta-feira, 6 de março de 2026
Março, mês de São José
quinta-feira, 5 de março de 2026
Municipalismo - o caminho para a Monarquia Representativa
quarta-feira, 4 de março de 2026
Democratizar e Democrático
terça-feira, 3 de março de 2026
29º Aniversário de S.A. A Infanta Dona Maria Francisca, Duquesa de Coimbra
S.A. a Senhora Infanta D. Maria Francisca de Bragança, nasceu em Lisboa no dia 3 de Março de 1997. Terceira na linha de sucessão recebeu o seu baptismo no dia 31 de Maio de 1997, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, em Vila Viçosa. A cerimónia religiosa foi celebrada pelo Arcebispo de Évora, D. Maurílio Quintal de Gouveia, tendo sido Consagrada a Nossa Senhora da Conceição. Teve como padrinhos, a Princesa Marie Lieshtenstein, prima por via materna de S.A.R. o Duque de Bragança, e S.A. D. Henrique de Bragança, Duque de Coimbra.
No dia 4 de Julho de 2018, dia da festa de Santa Isabel de Portugal, a Infanta Maria Francisca recebeu o título de Duquesa de Coimbra, de seu pai, o duque de Bragança, numa cerimónia realizada no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, sucedendo ao seu tio, o Infante D. Henrique. Ao mesmo tempo, foi investida como Dama Grã-Cruz da Ordem de Santa Isabel, por sua mãe, a Duquesa de Bragança.
S.A. concluiu o ensino secundário no Colégio de São João de Brito, em Lisboa, e obteve uma licenciatura em Comunicação Social e Cultura na Universidade Católica Portuguesa em Maio de 2020. Posteriormente exerceu a sua actividade profissional em empresas de consultoria de comunicação.
É patrona do “Prémio Infanta Dona Maria Francisca” que se destina a premiar os os melhores trabalhos apresentados, anualmente na FBAUP pelos estudantes do Mestrado em Artes Plásticas. O valor do prémio será suportado integralmente pela Associação Real Social Cultura Desporto.
Resultante de uma parceria entre o Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis, Associação Real Social Cultura Desporto, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto [FBAUP] e Museu de Serralves, é atribuído aos estudantes do mestrado em Artes Plásticas da FBAUP, considerando a qualidade dos seus trabalhos de fim de curso, um prémio no valor de 1.000 euros, para a área de Pintura e outro de igual valor para a de Escultura.
No dia 7 de Outubro de 2023 casou com Duarte de Sousa Araújo Martins na Basílica do Convento de Mafra.
