quinta-feira, 2 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Anúncio de noivado de SA O Infante D. Dinis, Duque do Porto
A Casa Real Portuguesa divulgou hoje através de um comunicado o noivado do Infante D. Dinis de Bragança com a Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg
Comunicado
Suas Altezas Reais os Duques de Bragança tem o prazer de anunciar o noivado do seu filho, Sua Alteza o Infante D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, e da Senhora Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg.
Sua Alteza e a Senhora Condessa Anna Schaffgotsch ficaram noivos em Lisboa, este mês. O Infante D. Dinis informou Suas Altezas Reais os Duques de Bragança e outros membros próximos da sua família.
Mais detalhes sobre o dia do casamento serão anunciados oportunamente.
Sintra, 29 de Junho de 2026
Nota Biográfica
Condessa Anna Schaffgotsch
A Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg, nasceu em Viena, na Àustria, a 17 de Fevereiro de 2002, e é filha de Marie e Maximilian, condes Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Barões de Trachenberg. Tem três irmãos.
Anna Schaffgotsch é licenciada em Economia e Ciências Sociais pela Universidade de Economia e Gestão de Viena (WU), complementando a sua formação com certificações em Gestão Imobiliária e Gestão em Saúde. Actualmente, está a especializar-se na área da educação e vai prosseguir os seus estudos em Educação Comparativa na University College London..
Ao longo do seu percurso profissional, desempenhou funções administrativas como Office Assistant e Personal Assistant no Viennese Children’s Theatre, adquirindo experiência em comunicação, organização, contabilidade, investigação, gestão de eventos, redes sociais e apoio administrativo. Também colaborou em projetos europeus de educação e sustentabilidade.
Paralelamente, possui vasta experiência no acompanhamento de crianças e jovens, através de campos de férias, cuidados privados e trabalho voluntário com pessoas com deficiência na Roménia. Estas experiências reforçaram as suas competências interpessoais, capacidade de liderança e adaptação a diferentes contextos.
Anna destaca-se pela sua dedicação, resiliência e forte capacidade de organização, comunicação e resolução de problemas. É fluente em inglês, tem o alemão como língua materna, fala italiano e continua a desenvolver as suas competências linguísticas.
Actualmente está a realizar um estágio num programa de educação da ONG Lisbon Project Association, em Lisboa.
Nota Biográfica
Duque do Porto
S.A. o Infante D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, nasceu em Lisboa, a 25 de Novembro de 1999. É estudante de Ciência Política e Relações Internacionais, com um percurso académico orientado para os Estudos Europeus e os Negócios Estrangeiros. A sua formação combina um percurso na licenciatura em Ciências Sociais pela Vrije Universiteit Brussel com posteriores estudos na Universidade Católica Portuguesa, refletindo um forte interesse pelas relações internacionais e pela política europeia.
Profissionalmente, foi cofundador e sócio da Caravela Consulting, onde prestou consultoria estratégica a entidades públicas e privadas, com especial enfoque em comércio internacional, investimento, relações institucionais e formulação de políticas. Desenvolveu também experiência na gestão de clientes e na promoção de parcerias internacionais.
Realizou ainda estágios em organizações internacionais e no Parlamento Europeu, participando em projetos de cooperação internacional, desenvolvimento sustentável, preparação de candidaturas a financiamentos e apoio à atividade legislativa. Estas experiências permitiram-lhe trabalhar com entidades governamentais e organizações multilaterais em diversos contextos internacionais.
Destaca-se pelas competências em análise de políticas públicas, comunicação intercultural e coordenação institucional, complementadas pela fluência em português e inglês, bem como conhecimentos de francês, espanhol e italiano.
Sintra, 29 de Junho de 2026
Fonte: Monarquia Portuguesa
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Dia de São Pedro e São Paulo
domingo, 28 de junho de 2026
O rei que deu praias a todos
D. Luís assinou o decreto que declarou públicos os areais portugueses, popularizou as idas ao mar dentro da alta sociedade e transformou Cascais num retiro real de veraneio.
Se hoje há quem questione a legitimidade de colocar um chapéu de sol à frente de uma área concessionada, ponha dificuldades no acesso às praias de Grândola ou recorra aos tribunais para reclamar que cinco praias da Arrábida são privadas, para a monarquia a questão de saber a quem pertenciam as praias resolveu-se de forma bem mais simples.” Em 1864, D. Luís I decretou que “são do domínio público, imprescritível, os portos de mar e praias, os rios navegáveis e flutuáveis com as suas margens, os canais e valas, portos artificiais e docas existentes ou que de futuro se construam”. Arrumou-se assim a discussão: as praias tornaram-se públicas.
É certo que na altura ir à praia não era uma actividade massificada como hoje. Tomar banhos de mar era uma actividade maioritariamente reservada às camadas mais endinheiradas da sociedade. Ia-se à praia vestido da cabeça aos pés, para mitigar a exposição solar, numa actividade exclusivamente matutina e vespertina, de forma a evitar os períodos de maior calor. Mas não havia dúvidas sobre a quem pertenciam as praias. Eram de todos.
O destino predilecto da casa de Bragança para ir a banhos era a vila de Cascais, que se começou a desenvolver para satisfazer as necessidades dos banhistas que ali chegavam vindos da capital. O período de maior desenvolvimento da vila deu-se a partir de 1867, com a primeira visita da Rainha D. Maria Pia a Cascais, mas foi apenas a partir de 1870 que a localidade passou a ser o destino predilecto de veraneio da família real, que se acomodava no Paço Real de Cascais, substituindo as habituais idas a Sintra.
D. Luís, apelidado o Popular, foi o responsável por cultivar os hábitos balneares da família. Era um homem de vários interesses: tocava violoncelo, fazia traduções de Shakespeare e tinha um imenso fascínio pelo mar, daí ter dedicado tanta atenção à oceanografia, o estudo dos oceanos, paixão que o seu filho mais velho, o futuro rei D. Carlos, partilhava.
A exposição Memórias da Praia da Corte, com curadoria do historiador João Miguel Henriques, conta que D. Luís e D. Maria se banhavam na praia da Ribeira, enquanto os filhos preferiam a antiga Boca do Asno (atual praia da Rainha), por ser mais resguardada do vento. Os dias de praia passavam, além das óbvias idas ao mar pela manhã, por passeios até ao Guincho e ao Estoril, onde a realeza e a corte faziam piqueniques, praticavam vela, remo e pesca.
Quando os hábitos balneares da família real se popularizaram, a restante elite da sociedade, como os duques de Loulé e os duques de Palmela, passou a acompanhar os reis nas idas ao mar. O escritor Ramalho Ortigão descreveu no seu guia para banhistas As Praias de Portugal, de 1876, que a ida ideal de Lisboa para Cascais, “o mais belo dos passeios permitido ao habitante de Lisboa”, devia ser feita de madrugada: acordar “às cinco horas da manhã” de um domingo em Setembro e entrar no “vapor” que fazia a ligação da capital à vila, que custava “dez tostões”, partir no comboio das 7h e admirar as paisagens do comboio com o “binóculo” que se levava de casa. A ligação ferroviária entre Cascais e o Cais do Sodré, ainda hoje em exploração, só foi completada em 1895.
A morte do Rei
Depois da morte de D. Luís, aos 50 anos, em 1889, precisamente em Cascais, a Rainha acabou por abandonar a residência cascalense e passou a ir para um pequeno palácio no Monte Estoril. Já para D. Carlos, as tradicionais visitas a Cascais continuaram. Fez obras no Paço da Cidadela e mandou construir o primeiro laboratório português de biologia marinha, inaugurado em 1896. Uma das vistas habituais na enseada de Cascais era o seu iate – Amélia, nomeado em homenagem à rainha. Foi também D. Carlos que impulsionou o desenvolvimento das atividades desportivas na vila, como a vela, o ténis e o remo.
Para a família real, a partir do reinado de D. Carlos, a temporada balnear abria a 28 de Setembro, no dia do seu aniversário e estendia-se pelo mês de Outubro, até à abertura da temporada no Teatro S. Carlos. O jornal Sol descreve as idas do rei a Cascais: “A bandeira nacional era hasteada no mastro da praia, anunciando a presença do monarca. O fato de banho às riscas que lhe cobria os ombros e chegava aos joelhos era vestido e despido na barraca real aí instalada.”
A partir dos anos 30 do século XX, Cascais começou a perder importância para o Estoril, devido aos projetos do empresário Fausto de Figueiredo, como a construção do Palace Hotel e do Casino Estoril. Mas o País nunca mais deixou de ir à praia.
Com Ana Taborda
Fonte: Monarquia Portuguesa
sábado, 27 de junho de 2026
Centralização e representação
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Família Real Portuguesa no concerto de encerramento do Festival de Sintra
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Gala das Rosas da Confraria da Rainha Santa Isabel - 27 de Junho, 21 horas, no auditório do Colégio da Rainha Santa Isabel, Coimbra
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Nascimento João Baptista descrito maravilhosamente por Santo Agostinho
terça-feira, 23 de junho de 2026
24 de Junho de 1128: Batalha de São Mamede
segunda-feira, 22 de junho de 2026
PRIMEIRO PROTESTO DE D MIGUEL I NO EXILIO - 20 de Junho de 1834
«(…) Em consequencia dos acontecimentos que Me obrigaram a sair de Portugal e abandonar temporariamente o exercicio do Meu poder; a honra da Minha Pessoa, o interesse dos meus Vassallos e finalmente todos os motivos de justiça e de decoro exigem que Eu proteste, como por este faço, à face da Europa, a respeito dos sobreditos acontecimentos e contra quaesquer innovações que o governo que ora existe em Lisboa possa ter introduzido, ou para o futuro procurar introduzir contrarias às Leis fundamentaes do Reino.
D’esta exposição pode-se concluir que o Meu assentimento a todas as condições que Me foram impostas pelas forças preponderantes, confiadas nos generaes dos dois governos de presente existentes em Madrid e Lisboa, de accordo com duas grandes Potencias, foi da Minha parte um mero acto provisorio, com as vistas de salvar os Meus Vassallos de Portugal das desgraças que a justa resistencia que poderia ter feito, lhes não teria poupado, havendo sido surprehendido por um inesperado e indesculpavel ataque de uma Potencia amiga e alliada.
Por todos estes motivos tinha Eu firmemente resolvido, apenas tivesse liberdade de o praticar, como cumpria à Minha honra e dever, fazer constar a todas as Potencias da Europa a injustiça da aggressão contra Meus direitos e contra a Minha Pessoa; e protestar e declarar, como por este protesto e declaro, agora que me acho livre de coação, contra a capitulação de 26 de maio passado, que Me foi imposta pelo governo ora existente em Lisboa; auto que fui obrigado a assignar, a fim de evitar maiores desgraças e poupar o sangue de Meus Fieis Vassallos. Em consequencia do que deve considerar se a dita capitulação como nulla e de nenhum valor."
Génova, 20 de Junho de 1834.
D. Miguel I, Rei de Portugal.»