sábado, 17 de outubro de 2026

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança nas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Outubro 2026

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança estiveram presentes, no Santuário de Fátima, nas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Outubro.

As celebrações, que evocam a última aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, foram presididas por Sua Excelência Reverendíssima D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga.

Neste dia de especial significado para os peregrinos de Fátima, os Duques de Bragança associaram-se à oração e às celebrações em honra de Nossa Senhora de Fátima.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Espanhol - MREC

SAR O Duque de Bragança na entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança

Sua Alteza Real o Duque de Bragança, esteve na Universidade Católica Portuguesa para a entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança, uma distinção destinada a reconhecer a excelência académica e o mérito dos estudantes da Faculdade de Medicina.

A iniciativa traduz o compromisso de valorizar o esforço, a dedicação e a excelência dos jovens que se distinguem no seu percurso académico, incentivando-os a colocar o conhecimento e a sua formação ao serviço da sociedade.

A atribuição deste prémio representa também uma forma de aproximar a tradição e os valores da Casa Real Portuguesa das novas gerações, reconhecendo na educação, no mérito e na responsabilidade pessoal alguns dos pilares fundamentais para a construção do futuro.

Foi com particular satisfação que o Duque de Bragança participou nesta cerimónia, felicitando todos aqueles que, através do seu trabalho e dedicação, contribuem diariamente para uma Universidade de excelência.


sábado, 10 de outubro de 2026

Duque de Bragança na inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real"

No passado dia 6 de Outubro, a Igreja da Misericórdia da Ericeira acolheu a inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real", assinalando a reabertura do renovado Arquivo-Museu da instituição. Organizado com o apoio do Núcleo do Oeste da Real Associação de Lisboa, o evento contou com a presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, acompanhado por D. Francisco e D. Teresa de Bragança Van Uden. 

A sessão incluiu uma conferência proferida pelo Provedor João Pedro da Silva Henriques Gil, Pedro Avillez, António Eduardo Pereira Coutinho Barbosa e pelo curador João Caramês Simões. Focada na biografia do monarca e na importância histórica da Ericeira — de onde a Família Real partiu para o exílio a 5 de Outubro de 1910 —, a mostra exibe peças cedidas por empréstimo, como a maquete do iate Amélia do Museu de Marinha, além de fotografias e vídeos inéditos em Portugal que retratam o seu reinado e o quotidiano em Inglaterra. 

A exposição estará patente ao público durante os próximos meses no renovado espaço museológico.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O povo é soberano...

«O povo é soberano – dizem – a sua vontade é a suprema lei, os seus direitos a mais sagrada de todas as coisas sagradas, a sua realeza a mais legítima e justificada, a sua autoridade o centro de toda a acção política, o seu poder o princípio de onde todos os outros derivam».
O povo é soberano... Mas o certo é que, quando o povo se levanta em Paris, em Barcelona, em Turim, é bombardeado e metralhado impiedosamente.
O povo é soberano; mas esmagam-no com tributos, contribuições, exigências de toda a sorte.
O povo é soberano; mas o egoísmo e ambição das nações arranca-lhe dos braços os filhos estremecidos, privando o lar doméstico dos mais doces de seus sorrisos, e a agricultura dos mais robustos e activos trabalhadores, para imolá-los desapiedada e inutilmente na carnificina feroz de um campo de batalha.
O povo é soberano; mas deixam-no vegetar idiota na inconsciência da estupidez e da ignorância religiosa e moral.
O povo é soberano; mas escasseiam-lhe os géneros de primeira necessidade; os que pode haver à mão, só lhe são fornecidos por preços exorbitantes e irrazoáveis, e esses mesmos são adulterados, falsificados, corrompidos, nocivos à saúde.
O povo é soberano; mas soberano desmoralizado, que pôs a consciência em almoeda, vendendo-se, a troco do mais pequeno favor, ao primeiro aventureiro que se apresente à boca da urna eleitoral.
Dantes o povo não era soberano; mas pagava menos tributos, não era comido com pesadas contribuições, tinha o direito – que hoje lhe contestam, ou de que não o deixam fruir em paz – de viver pobre mas honradamente do fruto de seu trabalho; não era soberano, mas não morria à míngua, pois nas portarias dos conventos achou sempre socorro pronto à miséria, nem lhe escasseava o pão do espírito, porque os frades lhe abriam escolas gratuitas, e lhe patenteavam os tesouros riquíssimos de suas opulentíssimas bibliotecas; não era soberano, mas era assistido cuidadosa e desveladamente de todos os socorros da religião, tinha a consoladora fé numa vida futura, alentava-a a esperança do Céu.
Hoje... fizeram-no soberano, mas tudo isso lhe roubaram!
Um dia, o bom Jesus foi entregue, por um discípulo ingrato, aos mais encarniçados de seus inimigos; estes arrancaram-lhe ignominiosamente os seus vestidos, vergastaram-no desapiedados, retalharam-lhe as carnes a pungentes açoites, deram-lhe bofetadas, cuspiram-lhe no rosto, vendaram-lhe a face divina; e depois puseram-lhe aos ombros – à guisa de manto real – um farrapo de púrpura velha e gasta, por diadema de realeza enterraram-lhe na cabeça uma coroa tecida de espinhos, e deram-lhe por ceptro uma cana. E, passando ante ele, ajoelhavam e diziam: Salve, Rei dos Judeus!
Se fosse lícito o paralelo, eu não duvidaria afirmar que a cena dolorosa do Pretório é reproduzida em nossos dias pelos modernos liberais revolucionários e demagogos, que proclamam a soberania do povo do mesmo modo que os fariseus de então proclamavam a do Filho de Deus. Tiram-lhe o pão, tiram-lhe os haveres, tiram-lhe a paz, tiram-lhe a consciência, tiram-lhe a crença em Deus, tiram-lhe a fé numa vida futura, tiram-lhe a esperança do Céu, e depois bradam-lhe:
– Levanta-te, povo, que és rei!...
Ironia pungente! Supremo escárnio! Impudência e desvergonha inauditas!...

«Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 6º Ano, Nº 15, Março de 1900


Fonte: Veritatis