sábado, 12 de setembro de 2026
Festa do Santíssimo Nome de Maria
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
O MUNICIPALISMO - Declínio e Morte (parte IV e última)
É a trágica crueza do fogo que, no seu crepitar, para além de destruir vidas e de reduzir sonhos a cinzas, também faz rebentar a máscara deste modernismo revolucionário, que transformou homens em escravos nómadas, destruiu o património familiar pela quebra dos vínculos e que no seu frio combate a Deus, transformou uma Sociedade viva, forte e dirigida para o Absoluto, num somatório de indivíduos, assimilados em massas cretinizadas, indiferentes a tudo e todos, perdidos em florestas de betão.
Contudo, essa estrutura fundiária que antecedeu e serviu de braseiro ao nascimento de Portugal, ainda existe.
A rede composta pelas pequenas propriedades de exploração familiar, apesar de suja e coberta por um matagal, fruto do seu abandono, recusa-se a desaparecer. E é do próprio modernismo revolucionário na admissão do seu eterno erro original, que vão surgindo as vozes que apontam o abandono das terras, como mais um dos seus inúmeros pecados originais.
Tomemos, por isso, como missão, o rasgar das fontes que saciarão essa “sede insensata pelo Absoluto” que a todos sempre nos dominou. Sejamos aquele pequeno grupo de homens, que indiferentes à marcha dos tempos, levam a Sociedade ao caminho que nunca deveria ter abandonado.
Retomemos a alegria e a pujança do Municipalismo. Retomemos Portugal!
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Natividade de Nossa Senhora
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
SAR D. Afonso de Bragança na cerimónia que assinalou os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa, iniciada pelo Rei D. Carlos I
O Príncipe da Beira esteve presente na cerimónia que assinalou os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa, iniciada pelo Rei D. Carlos I, em 1896.
A cerimónia, promovida pelo IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, realizou-se no dia 1 de Setembro, a bordo do Navio de Investigação Mário Ruivo, em Lisboa, e marcou também o início de uma nova campanha oceanográfica no âmbito da Directiva-Quadro Estratégia Marinha.
Durante o evento foi realizada, ao largo de Oeiras, a primeira estação de amostragem da nova campanha. O navio Mário Ruivo foi recentemente alvo de um investimento de cerca de sete milhões de euros, destinado ao reforço das suas capacidades científicas e operacionais.
A celebração contou ainda com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, entre outras entidades ligadas ao mar e à investigação científica.
130 anos depois, o legado de D. Carlos I continua vivo, através da ciência, da monitorização e da conservação do oceano português.
Fotografias: IPMA
domingo, 6 de setembro de 2026
O MUNICIPALISMO - Declínio e Morte (parte III)
Sem surpresa, mantem-se na peugada centralizadora da revolução liberal de 1834, sem qualquer evolução de nota, vítima que é do caos político, da guerra que assolou a Europa e porque no fundo, ela mais não é que o corolário lógico da “República Coroada” derrubada pela força, em 1910.
A nota a salientar, é a forte “governamentalização” da administração local. Os governadores civis estavam na base de pactos clientelares que asseguravam a vitória do partido democrático – que venceu, nas zonas rurais, quase todas as eleições de 1910 a 1926. (Manuel Baiôa – Elites e Poder a crise do sistema liberal em Portugal e Espanha 1918-1931).
Este “ocupar de cadeiras” tinha como primeira marca, não a qualidade, nem o serviço prestado às comunidades, mas a cor política de republicanos hierarquizados, em função da subserviência ao cacique local, ou à sua actividade revolucionária.
ESTADO NOVO
Apesar de querer recuperar as corporações e recusar o sufrágio universal como forma predilecta da electividade municipal, o certo é que não se afasta do modelo liberal.
As corporações não se assumem como corpos de base da sociedade, com o objectivo de subsidiariedade Cristã, de enriquecimento das comunidades promovendo o seu caminho para o Bem Comum, mas como meras organizações mercantis marcadas pela plutocracia que as dominava.
Assim todos os lugares de relevo nas freguesias, câmaras e distritos eram nomeados pelo governo, vincando a organização herdada da revolução liberal.
É mantida assim, em toda a estrutura municipal, o controlo e a absoluta centralização do poder, nascidos da revolução liberal e da I República.
III REPÚBLICA
Com a Revolução de 74 retoma-se a elegibilidade dos cargos municipais e de freguesias, muito embora a nomeação dos candidatos sujeitos a eleição dependa, não da vontade das populações, mas em exclusivo das cúpulas partidárias, reforçando o Absolutismo, como imagem de marca destes “Estados de Direito Democrático”.
Permanece uma organização política, não muito diferente da República coroada e da I República: baseia-se numa forte plutocracia partidária, onde os cargos de topo de institutos do estado e de empresas satélite, são distribuídos em função da voracidade das suas hostes. Um novo facto assume particular importância, o poder económico passa a ser determinante e influente na vida e decisões do próprio governo.
Nos municípios, o papel do governador civil vai sendo reduzido até ao seu completo desaparecimento e as freguesias prosseguem o seu calvário de desvirtuamento e de retirada de poder, numa total dependência e subordinação às câmaras municipais e estas em relação ao poder central.
Confirma-se a total destruição dos governos e liberdades comunitárias, que no seu labor concorriam para um Bem comum. Agora é o governo central, quem se sobrepõe e controla até à exaustão todas as comunidades, num esmagador centralismo e com governos de poder ilimitado.
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
sábado, 5 de setembro de 2026
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
O MUNICIPALISMO - Declínio e Morte (parte II)
É em 1834, que pela última vez se fez uso da delegação concelhia, para a nomeação dos representantes municipais em Cortes. Contudo, todo este processo, que desde a constituição do Reino, sempre decorreu de uma forma natural, onde a voz das comunidades se elevava para conselho do Rei, é propositadamente manchado pelo Absolutismo liberal.
É nas palavras do insuspeito José Valdez, que encontramos os indícios da habitual mentira liberal, que se arrasta até aos dias de hoje:“… imprensa sob censura, os prefeitos e subprefeitos,(nomeados pelo governo), usaram de suborno e violência para a vitória das listas governamentais… “.
18 de Julho de 1835 é a data que marca a destruição do Municipalismo.
O seu Carrasco, Mouzinho da Silveira, impõe um modelo importado da França revolucionária, profundamente centralista e burocrático, com um único objectivo: - a centralização do poder para um controlo total e efectivo das comunidades, baseado em três linhas essenciais:
- Destruição das liberdades municipais
- Desmembramento da organização municipal, através da criação de uma nova administração com poucas províncias, cujos responsáveis pelos distritos e municípios são nomeados directamente pelo governo: - os Governadores Civis.
- Criação de uma estrutura legislativa pesada, ininteligível, alimentada por uma torrente incessante de novas leis, decretos e normas, garante de uma centralização total do poder.
Mouzinho da Silveira, mais não faz do que recuperar as lições nefastas de Marquês de Pombal: o capitalismo e industrialismo; o absolutismo do “o quero, posso e mando”, agora justificado pelo engano do sufrágio universal e a proibição como norma, sempre em nome da liberdade, empurrando Portugal para o malfadado “individualismo económico”.
Como Almeida Garret dirá, já no final da sua vida, “Assim se reformou esta desgraçada terra a machado!”
DESAMORTIZAÇÃO LIBERAL
A desamortização liberal consistiu na nacionalização dos bens da Igreja e sua revenda a uma burguesia endinheirada e cosmopolita; o fim das liberdades forais e dos terrenos de cultivo comunitário teve um efeito desastroso que ainda hoje ecoa:
- Ao transformar em assalariados, as famílias de agricultores que trabalhavam essas terras em seu proveito, privou-os de um rendimento gerado pela sua actividade, lançando-os numa espiral de fome e miséria ao serem vítimas de exíguos salários.
- Inicio de outro conhecido “problema estrutural”, o dos baixos salários
Perante as dificuldades, reforça-se o êxodo para as cidades, com alguma expressão no sec. XIX e bem mais acentuada no sec. XX, ao qual se junta o flagelo da emigração, que na segunda metade desse século era, primeiro, dirigida para o Brasil e EUA e depois para a Europa, só sofrendo uma interrupção no período correspondente à 1ª grande guerra.
Este abandono da terra e êxodo exponencial para as grandes cidades estão na origem de outro, modernamente chamado, “problema estrutural”…
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Duques de Coimbra visitaram a Região do Douro
29 e 30 de Agosto de 2026:
Os Duques de Coimbra estiveram este fim de semana na Região do Douro, a convite da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, numa visita que incluiu momentos de cultura, tradição e património da região.
No sábado de manhã, os Duques de Coimbra participaram num passeio de barco pelo Douro, organizado pela Real Associação, seguindo-se uma prova de vinhos na Quinta do Vallado. Foram recebidos por Francisco Ferreira, trineto da célebre D. Antónia Ferreira e responsável pela quinta, que lhes deu a conhecer a história e a tradição desta emblemática casa duriense.
Os Duques de Coimbra estiveram também presentes na festa e no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, onde assistiram à Santa Missa e foram recebidos pelo Reitor do Santuário.
A visita incluiu ainda as Caves Raposeira, onde foram recebidos pelo administrador e sócio, Prof. Orlando Lourenço, e uma recepção nos Paços do Concelho de Lamego pelo Presidente da Câmara Municipal, Eng. Francisco Lopes.
Fotografias: Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro