sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O TEATRO DEMOCRÁTICO

“O que existe no puro decoro teatral das democracias são as minorias dirigentes que conquistam o Estado vago e aí ocupam os postos de comando, seja directamente, seja através de interpostas pessoas.
Ora, estas minorias que detêm as alavancas do Estado democrático, não podem agir senão procedendo como se a democracia existisse. Elas não podem governar os cidadãos senão enganando-os e persuadindo-os de que detêm todos os poderes quando, na verdade, estão privados do poder essencial de decisão e de direcção por eles detidos teoricamente e que determina todos os outros.
Em nenhum período da História o cidadão esteve mais desprovido de poder real do que na democracia moderna. E, entretanto, tudo se passa como se ele fosse real”.
Marcel de Corte em Comunicação ao 2º Congresso do Ofício Internacional das Obras de Formação Cívica e de Acção Cultural segundo o Direito Natural e Cristão - Lausanne, 1965

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Investidura de oito novos Cavaleiros da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

No passado dia 6 de Fevereiro, na Igreja da Conceição Velha, realizou-se a investidura de oito novos Cavaleiros da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, sob a presidência de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, e a presença de S.A.R. o Duque de Bragança, Grão-Mestre da Ordem.

Entre os investidos, destacam-se quatro portugueses e quatro estrangeiros, incluindo S.E. o Vice-Primeiro-Ministro da Hungria, Dr. Zsolt Semjén, líder do Partido do Povo Democrático Cristão.

A Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa foi criada por D. João VI a 6 de Fevereiro de 1818, no Rio de Janeiro (Brasil), para celebrar a vitória portuguesa sobre os franceses. Tinha ainda como objectivo homenagear Nossa Senhora da Conceição, designada Padroeira e Rainha de Portugal por alvará de D. João IV em 1646.

Tem como principal objecto o reconhecimento de serviços prestados à Casa Real Portuguesa, lealdade à monarquia, valores cristãos, devoção mariana e, historicamente, méritos em defesa do reino e da fé.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

As aparições de Nossa Senhora de Lourdes


No dia 8 de Dezembro de 1854 o Papa Pio IX proclamou solenemente no Vaticano o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, concebida sem pecado original. Algo que em 1830 Nossa Senhora já tinha mostrado a Santa Catarina Labourè, quando mandou que ela cunhasse a chamada “Medalha Milagrosa”, na aparição a ela na rue du Bac, em Paris. Em torno da medalha, Santa Catarina viu em letras de ouro a expressão: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

No dia 11 de Fevereiro de 1858, quatro anos depois, Nossa Senhora começou a aparecer a uma menina de 14 anos, Bernadette Soubirous, simples e humilde, que não sabia ler e escrever como deve ser, nem falava francês mas apenas um dialecto da região. Ela estava com uma irmã e uma vizinha a apanhar lenha perto da gruta de Massabielle. Tinham que passar descalças por um córrego, e Bernadette, que sofria de asma, não queria pôr os pés na água fria. Nisso ouviu um barulho nas árvores e viu uma Senhora muito bonita, radiante, vestida de branco, com uma faixa azul, que sorria para ela. De seguida rezou o Terço com Bernadette.

A irmã de Bernadette contou o ocorrido aos pais. Eles proibiram que ela voltasse à gruta. De tanto chorar os pais deixaram-na voltar. Uma nova aparição aconteceu no dia 18 de Fevereiro. Bernadette aspergia a rocha com água benta onde a Senhora apareceu e esta lhe sorria. Depois disse-lhe: “Queres ter a bondade de vir aqui durante quinze dias? Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro.” Durante as aparições a Senhora pediu para que se rezasse pelos pecadores e convidou os fiéis à penitência.

No dia 25 de Fevereiro Nossa Senhora fez brotar uma fonte de água no chão, e convidou Bernadette a beber dessa fonte; surgiu do chão que ela cavou com as mãos. Esta fonte tornou-se a fonte milagrosa onde os peregrinos do mundo todo se banham e muitos já foram curados. Há uma equipa de médicos de várias especialidades que já confirmou muitas curas milagrosas.

Nossa Senhora pediu a Bernadette que queria ali uma igreja para dali distribuir as suas bênçãos. A vidente foi falar com o pároco de Lourdes, mas este não acreditou nela e pediu que Bernadette dissesse o nome desta Senhora que lhe aparecia, que sem isso não faria nada.

Na última aparição, então, Nossa Senhora disse a Bernadette em francês: “Je sui l'Immaculée Concepcion” (Eu sou a Imaculada Conceição). Bernadette não percebeu, pensou que Nossa Senhora tivesse dito: “Eu sou Maria”. Para não se esquecer foi até o pároco, sempre a repetir a frase em francês para não esquecer, até ser atendida pelo pároco. Este apanhou um susto quando Bernadette disse o nome da Senhora, porque ele sabia que Bernadette não tinha condições para inventar aquilo. O pároco acreditou, o bispo acreditou e hoje temos ali um dos mais belos e concorridos Santuários marianos do mundo, com muitos milagres e muitas conversões.

Apenas 4 anos antes, o Papa Pio XI tinha proclamado o dogma da Imaculada Conceição, e Nossa Senhora veio, em pessoa, confirmar o dogma e dar-nos a certeza de que o Papa não erra quando pronuncia uma sentença definitiva de Fé.

No início houve uma proibição da parte das autoridades para que o povo visitasse o lugar, mas depois o imperador Napoleão III consentiu o acesso à gruta. Peregrinos de todas as partes do mundo procuram em Lourdes não só milagres para a cura das doenças do corpo, mas a cura da alma e a paz de espírito.

Nossa Senhora é Mãe de Jesus e nossa Mãe, por isso se preocupa com os seus filhos no mundo todo. Por isso aparece onde Jesus permite, não para nos trazer novas revelações, mas para nos pedir que vivamos conforme a vontade de Deus, afastados dos pecados, e que tenhamos uma vida de oração e de penitência pela nossa conversão e pela conversão dos pecadores afastados de Deus.

Felipe Aquino

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A seita socialista em 1881

O socialismo ou niilismo trabalha deveras. Entre nós já se contam os seus periódicos por dezenas. O seu desideratum não é somente acabar com os tronos; é sobretudo acabar com a religião.
«Enforcar o último rei seria pouco; seja enforcado com as tripas do último padre, e a humanidade deixará de ser escrava»: – eis o supremo desideratum dos grandes humanitários!
Embrutecer as multidões; desmoralizar a juventude; criar em cada escola um centro de impiedade e de ateísmo; nivelar todas as classes e prégar às turbas o grande princípio: – a propriedade é um roubo – tal o fim satânico dos inimigos de Deus e da sociedade.
Em Espanha, na Itália, na Rússia, na Bélgica, em Portugal, em França, em toda a extensão do orbe, existe a mesma seita, predomina o mesmo pensamento, e não há fronteiras nem cordões sanitários que livrem os povos desta contagião terrível e assustadora...
Enganamo-nos: há um cordão sanitário que nos pode preservar, é o dos princípios católicos aplicados à política e a tudo, mas os moderados e conservadores do liberalismo sentem calafrios quando nisso se lhes fala, e não os querem aplicar! Tempo virá... em que já talvez não seja tempo.

Revista «O Progresso Católico», 3º Ano, Nº 14, 15 de Maio de 1881

Fonte: Veritatis

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

UM ESTADO ANTI-SOCIAL

O sistema solidário da República faliu.
Sem qualquer dúvida, será arrumado no deprimente armário dos “problemas estruturais” do regime, forma expedita de obliterar duzentos anos de modernismo, de decisões emotivas, despóticas e demagogas, de dinheiros mal gastos, ou simplesmente roubados, em que nos encontramos submersos.
É com a remoção dos vínculos, indiscutível sustentáculo do porto seguro que é a família e a sua propriedade, que se abriu a brecha para a entrada triunfal do Estado, essa negra nuvem que tudo preveria e tudo sustentaria.
A destruição da família, inequívoca âncora de combate à debilidade humana, surge a seguir, como o meio para o objectivo final da República: o controlo do individuo.
O processo, mais ou menos meticuloso, necrofago dos tecidos naturais da sociedade não causa por isso surpresa.
As obras espirituais das Santas Casas da Misericórdia, amparo material e espiritual dos mais pobres, passam a instituições filantrópicas, novos antros de caciquismo, corrupção e de favores, assumindo o perverso negócio dos jogos de azar e de sorte, como novo e moderno objecto.
As Corporações e Confrarias, auxílio efectivo dos desprovidos da sorte e dignificadores das comunidades onde se encontravam, são entregues à devassidão de um governador civil “democraticamente” nomeado por um governo absolutista, parido das urnas.
Os Municípios e os governos das Freguesias dilacerados pela afrancesada e famigerada Lei de Mouzinho da Silveira, que tornaram nula a caridade praticada junto dos filhos do infortúnio.
Se a República faz por esquecer os seus constantes e sucessivos dislates, pois cá estaremos como reaccionários que somos, para lhos recordar e para a combater sem rodeios, nem receios.
O tempo do medo e do silêncio acabou.
Por Deus, Pátria e Rei
Valentim Rodrigues

sábado, 7 de fevereiro de 2026

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

“Nenhum vento é favorável se não souberes qual o porto para onde deves navegar.” 

Séneca (4 AC-65 AC)

“A tolerância e a falta de interesse são as últimas virtudes de uma sociedade moribunda.” 

Aristóteles, mestre de Alexandre “O Grande” (384 AC – 322 AC)

Impus a mim mesmo, por razões várias, mas sobretudo por “fastio”, a pronunciar-me sobre as eleições (ainda) em curso. Mas, como por um acaso, reuni meia dúzia de “apontamentos”, lá me decidi a juntar-lhes algum nexo descritivo e fazer disso pasto de leitura de algum leitor mais guloso por ouvir dizer coisas que raramente são ouvidas, na descabelada corrente mediática, que nos cerca, assalta e nos tenta revolver e condicionar as entranhas cognitivas e elencar a alma com as mais funestas ferramentas de manipulação de massas.

Gostaram desta tirada?

Pois jamais (penso eu de que) a poderiam ouvir da boca de um qualquer candidato ou de quem anda metido em campanhas deste tipo…

Comecemos pelo que não é (ainda) óbvio:

Esta eleição devia ser escusada pois devíamos viver em Monarquia. O 5 de Outubro de 1910 (não o de 1143), foi uma desgraça (mais uma) que nos calhou em graça, e não devia ter acontecido.

E quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga.

Aliás, há eleições a mais (para PR; para as Legislativas; para as Autárquicas; as específicas das Regiões Autónomas, para o Parlamento Europeu; quando a AR é dissolvida, etc., uff!) a que se tem de juntar os prazos curtos entre as mesmas. Ou seja, ninguém governa, nada se pode fazer em continuidade temporal, anda-se permanentemente em campanha eleitoral e não há sossego; além de que tudo custa uma fortuna e representa um esforço e trabalho não produtivo. E algum negócio.

E não contentes com isto, sobretudo no caso vertente, a campanha, que devia decorrer quando está previsto na lei (4 a 16/1/26), começou muitos meses antes, até do PR ter anunciado a data de 18 de Janeiro para a primeira volta (30/10/25); apenas teve uma paragem porque, entretanto, fomos brindados com umas eleições legislativas extra, dado o governo ter caído…

O que está discriminado na Constituição da República (que, de resto, deve ser objecto de alterações profundas) relativamente a quem pode concorrer a PR parece-me que deve ser revisto. Isto é, não deve haver apenas, três condições para permitir uma candidatura: ser português nascido em Portugal; ter 35 anos ou mais e recolher um mínimo de 7.500 assinaturas consideradas válidas, segundo a lei.

Nem sequer é necessário apresentar um registo criminal ou provar que passou com distinção no exame da antiga 4ª classe ou equivalente (sendo que hoje é difícil encontrar essa equivalência…), a malha tem de ser mais apertada. Mas no polo oposto chega-se ao ponto de fazer assassinatos de carácter na via pública e a fazer chicana com a vida íntima de candidatos.

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As eleições são uma mentira a vários títulos: primeiro essa ideia da “igualdade de oportunidades” é uma história que só “contaram pra você”, dado só poderem concorrer os muito ricos (outros também podem, mas não têm hipóteses de fazer nada…) ou aqueles que são apoiados com fundos de algum “filantropo”, ou amigos que lhe deem mesadas. 

Cuidado, porém, normalmente quem paga quer mandar ou tirar daí dividendos (ou seja, cada um de nós arrisca-se não a votar num candidato, mas sim em quem o apoia…).

Os únicos que têm dinheiro para apoiar candidatos são os Partidos Políticos, logo a maioria dos candidatos saem destas hostes. Ou seja, é mais do mesmo. Quer dizer, estamos cada vez mais afundados numa partidocracia…

O PR ser o “Presidente de todos os portugueses” – como quase todos berram a plenos pulmões – é outra falácia: vai ser sempre dos portugueses de uma ou mais “facção” contra outra ou outras.

Mesmo com toda a campanha efectuada mais o “escrutínio” dos órgãos de comunicação social, o verdadeiro conhecimento das pessoas que se candidatam, por parte da generalidade dos eleitores, estimo que seja muito fraco.

Ou seja, as pessoas votam no que desconhecem.

Chamam a isto “Democracia”.

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Sobre a campanha:

- Não vou apoiar ou deixar de apoiar um determinado candidato (embora estou certo de que no fim de lerem o que escrevo saberem qual será a minha opção) pois todos nós temos de ouvir e entender o que os candidatos defendem e não a fazer ruído sobre o que se passa ou a tentar falar por eles;

- A campanha acaba por ser – para quem a segue minimamente – um “massacre” televisivo. Notícias a mais (e frenéticas), misturadas com propaganda e demagogia, são desinformação. Os órgãos de comunicação social parecem que se atropelam uns aos outros em todo este âmbito;

- O aspecto do candidato, se é alto ou baixo, simpático ou antipático, bonito ou feio, (se tira selfies!) etc., aparenta ter mais importância que os seus reais conhecimentos e virtudes. É da natureza humana. Daí haver candidatos e eleitores que apostam mais na aparência do que na substância;

- Qualquer incidente imprevisto no caminho da campanha eleitoral, pode deitar tudo a perder, daí que, por norma, aparecem sempre umas “bombas” atiradas para a contenda em alturas específicas, ou por desespero de um candidato; da sua “entourage” ou até, de outrem;

- As sondagens podem ter impactos positivos ou negativos no comportamento dos eleitores e dos candidatos, mas têm sempre o condão de influenciar, o que pode levar a distorções na percepção do eleitorado e da “máquina” de apoio aos candidatos. Tudo isto deve ser bem “mastigado” para que o exercício das sondagens seja devidamente regulamentado a fim de não desvirtuar a livre escolha do eleitorado;

- Deverá haver um limite para o número de candidaturas à eleição (nem que se tenha que optar a um escrutínio prévio, qualquer) sob pena do “sistema” se tornar ingerível;

- Os comentadores devem analisar o que se passa, não fazer campanha por este ou aquele;

- Os votantes têm de pensar pela sua cabeça, não pela cabeça de outros;

- Do mesmo modo os jornalistas que apoiem algum dos candidatos e queira fazer campanha eleitoral por algum deles, deve suspender profissionalmente as suas funções e assumir-se como apoiante de um ou outro, a título pessoal;

- Deviam ser evitados, proibidos, até, ataques pessoais e insultos; tem de se discutir ideias, não atacar pessoas.

- Finalmente a campanha devia concentrar-se nos aspectos que dizem respeito às funções presidenciais, não a tornar-se um debate sobre tudo e mais alguma coisa. O tema mais importante para um PR é a questão de como ele pensa e irá actuar para garantir o que é mais importante para o país: a defesa da independência e soberania de Portugal e a preservação da identidade da Nação Portuguesa; sendo que uma não se mantém sem a outra.

Ninguém falou sobre isto (nunca falam…)!

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Aproveito para listar as maiores ameaças (internas e externas) que se vislumbram (algumas são de sempre e vão e vêm):

- A falta de personalidade das elites nacionais (quer isto dizer que é preciso pensar em português e ter vontade em ser português – chama-se a isto “Patriotismo” – grande parte dela vende a alma a “internacionalismos” vários(tal representa um perigo nacional permanente…);

- O Federalismo Europeu e o Iberismo;

- A falta de segurança no país (Forças Armadas à míngua; Forças de Segurança sem autoridade; Serviço de Informações embrionário; exercício da “Justiça” aplicado a outro “mundo”, ineficaz e ineficiente; aumento da criminalidade;

- Instrução Pública (a que chamam educação) medíocre, desnacionalizada, indisciplinada, nivelada por baixo e cheia de valores errados; um desastre completo e extenso;

- Sociedade com grandes falhas éticas e morais (a Moral passou a ser relativa) no seu comportamento; desregramento e corrupção transversal, a atingir níveis do chamado “terceiro mundo”;

- “Invasão” de imigrantes completamente desregrada e desproporcionada com intuitos que se podem considerar “diabólicos”, por parte de quem permitiu, favoreceu e incentivou. A Nação Portuguesa e a sua matriz cultural poderão diluir-se rapidamente. O que se está a passar representa a maior ameaça à nossa existência como Nação no concerto dos povos, e a curto prazo. Não estou a exagerar, aliás, entra pelos olhos dentro, de um cego – que são os que não querem ver; 

- Alienação, por venda ou cedência, do património nacional: não são só as empresas, sobretudo as estratégicas, é o próprio solo, um destes dias não haverá um quilómetro quadrado em mãos portuguesas. 

A lista podia continuar. Manda, pois, o senso comum que se escolham candidatos a eleições, sejam elas quais forem – já que é o sistema que está em vigor – quem melhor possa e queira, emendar o extenso rol de desastres em que estamos metidos, para já não falar na parte financeira que é pedra de toque de tudo onde se mexer.

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Gostava para finalizar que os leitores reparassem numa coisa e que é esta: nos últimos, vá lá, 45 anos, existe um facto “curioso” que é o de, praticamente, todos os cidadãos portugueses, que ocuparam os cargos de PR, PM, Presidente da AR e outros altos cargos (incluindo internacionais), terem ido a uma ou mais reuniões do “Grupo de Bilderberg”. A maior parte destes nossos compatriotas (ou terão passado a apátridas?) foram, aparentemente, escolhidos e indicados por outro compatriota nosso, chamado Pinto Balsemão (recentemente falecido), neste espaço de tempo.

Por isso não é preciso ser bruxo para se saber quem é que, à partida, irá ser (ou poderia ter sido) a próxima personalidade que se sentará em Belém.

Os grandes arautos do sistema democrático continuam a badalar que “o povo é quem mais ordena”.

Coitados, nunca andaram tão longe da verdade. E talvez nem se dêem conta.

João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador (Ref.)

Fonte: O Adamastor

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Comunicado de S.A.R. o Duque de Bragança

Lisboa, 1 de Fevereiro de 2026

É com tristeza que acompanho as notícias dramáticas que chegam da região de Leiria e de outras zonas do nosso país como Ourém, duramente atingidas pela passagem devastadora da tempestade.

As imagens de destruição, as árvores caídas, as casas danificadas, as infraestruturas arrasadas e, sobretudo, a perda irreparável de vidas humanas deixam-nos a todos em estado de choque e de luto. Às famílias que choram os seus entes queridos, em particular as que perderam vidas no distrito de Leiria, manifesto o meu mais profundo pesar e a minha mais sincera solidariedade. Nada pode reparar tamanha dor, mas saibam que não estão sós neste momento de aflição.

Quero também dirigir uma palavra de gratidão e reconhecimento a todos os que, nestas horas difíceis, demonstram o melhor do caráter português: os bombeiros, os elementos da Proteção Civil, os militares, os agentes de segurança, os voluntários, os vizinhos, os desconhecidos que se unem para limpar escombros, distribuir água, alimentos e apoio. A vossa coragem, generosidade e espírito de entreajuda são a luz que ilumina este cenário de escuridão e ruína.

A nossa família está solidária com as populações afetadas e com as autoridades que trabalham incansavelmente na recuperação. Que este momento de adversidade nos recorde a força da união nacional e nos inspire a reconstruir, juntos, o que a natureza destruiu.

A todos os leirienses e a todos os portugueses que sofrem as consequências desta catástrofe, envio uma mensagem de esperança e de confiança no futuro. A resiliência do nosso povo já superou muitas provações ao longo da história; superará também esta.

Que Deus conforte os enlutados, proteja os que trabalham no terreno e nos dê a todos forças para reerguer o que foi abatido.

Dom Duarte de Bragança


Fonte: Casa Real Portuguesa

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Evocação do Aniversário da Rainha Santa Isabel

No próximo dia 11 de Fevereiro, assinala-se mais um aniversário do nascimento terreno de Santa Isabel, Infanta de Aragão, Rainha de Portugal e Padroeira da cidade de Coimbra.

No seu programa de comemoração das datas mais significativas da vida terrena de Santa Isabel de Portugal e da devoção que lhe é prestada, a Confraria da Rainha Santa Isabel vai evocar no dia 11 de Fevereiro o Aniversário natalício de Santa Isabel de Portugal, mandando celebrar às 18h00 desse dia, na Igreja da Rainha Santa Isabel, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em CoimbraMissa de acção de graças pela exemplar vida acontecida da Padroeira da cidade de Coimbra, celebração que será presidida pelo Capelão da Confraria, Pe. Manuel Carvalheiro. 

 

No Sábado anterior, dia 7 de Fevereiro, às 21h15, na Igreja da Rainha Santa Isabel, inicia-se a comemoração do aniversário da Padroeira da cidade de Coimbra:

 Coro Litúrgico da Imaculada Conceição, de Tentúgal, dará voz ao concerto meditado “Amores de Isabel”, no qual o canto se eleva a oração e a oração se faz escuta do Alto, que será uma homenagem da cidade à sua Padroeira.

Serão evocados os três amores que sustentaram a alma da Santa Rainha: 

- a Eucaristia, alimento do seu quotidiano espiritual; 

- o Espírito Santo, luz e conselho nos caminhos da vida; 

- a Imaculada Conceição, Mãe puríssima a quem confiou o santuário da sua vida interior.


A entrada é livre!


Espera-se a presença de todos no Santuário de Santa Isabel de Portugal nesta evocação em louvor da Padroeira da cidade de Coimbra.

Com os melhores cumprimentos,

Pela Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel,

Joaquim Leandro Costa e Nora

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

UM DEBATE CINZENTO

A expectativa não era grande. Do confronto de dois demagogos poder-se-ia esperar um debate mais acalorado, mas o relativismo desta partidocracia, acorrentou-os a lugares-comuns, à defesa do regime, à manutenção ou maquilhagem de uma constituição, sobre a qual pesa a quase total impossibilidade de acção presidencial; ao uníssono de ambos, na definição liberal de nação e no tratamento a dar aos futuros infiéis que entrarão pelas nossas fronteiras, ou relativa aos que ilegalmente já cá estão, pouco mais se constou.
A discussão centrou-se depois, no significado dos apoios que cada um tem, do porquê da “direita caniche”, apoiar um candidato socialista e desdenhar o outro, em nome da falsidade humanista e adivinhação progressista, outro, que seguiu o curto e eficaz caminho dos ciganos e infiéis, na sua escalada ao poder, chocando-se com seu elevado custo para o erário público. Às massas cretinizadas só lhes resta, portanto, o aplauso, ou o insulto.
Um debate cinzento, de dois populistas, desprovidos de ideias, incondicionais adeptos da partidocracia e cujos valores e princípios não ultrapassam o relativismo de fundamento democrático em que vivemos. Sobre a família, a moral da sociedade, sua condução para o Bem, ou no mínimo, para a aristotélica e imanente felicidade, nem uma palavra. Ambos como bons liberais, abraçam a velha máxima liberal de Kant, “discutam quanto quiserem e sobre o que quiserem, mas obedeçam! “.
Recordando as palavras de Alberto Ruiz Galarreta, ambos não passam de hipóteses.
Como tal e porque uma hipótese, só consegue abranger do bem menor ao mal maior, exige da nossa parte o uso da inteligência e da razão para sairmos deste vicioso círculo do mal menor, impele-nos ao retomar do Estado confessional, obriga como solução, a saída urgente desta república partidocrata, para que se possa abraçar a Tese, essa sim, perfeitamente coincidente com o Bem.
E o primeiro passo passa por rejeitar este sufrágio, da mentira da soberania popular, falsidades absolutas do culto partidocrático. O resto do caminho, cabe-nos a nós e ao vigor de gerações vindouras que já se aprumam para o combate.
Por Deus, Pátria e Rei
Valentim Rodrigues

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

São assim os socialistas

Os inimigos mais perigosos da sociedade são, sem dúvida, os socialistas, porque tendem à destruição da mesma sociedade. Rebuçados no manto hipócrita do amor popular, passam a vida prégando igualdadefraternidade e democracia, acirrando os ânimos do povo contra toda a propriedade, que apelidam roubo. E o povo, ao ouvir adular suas paixões, acredita na mentirosa sinceridade de seus oradores, prorrompendo muitas vezes em aplausos e aclamações, sem se lembrar que o que ele aplaude é o egoísmo e a ambição de poucos, que debaixo de belas aparências, ocultam os seus interesses e vergonhosos instintos.
É prova disto o célebre propagador do socialismo científico, Frederico Engels, falecido este ano em Londres. Discípulo de Carlos Marx, e continuador de suas obras, repetia sem cessar as fogosas palavras de seu mestre: «O capital vem ao mundo jorrando sangue e lodo por todos os poros, desde os pés até à cabeça».
Ninguém acreditaria que este campeão da democracia tinha bolsa própria, quando ainda só o nome de próprio o arrebatava em cóleras e iras.
O capital, eis o inimigo, que a todos apontava e contra o qual todo se desfazia em invectivas baptizando-o com os apelidos de roubo da sociedade, suor do pobre, sangue do operário, e mais epítetos que não falecem no vocabulário socialista. Mas a hipocrisia foi desvendada, porque ao abrir-se o testamento do célebre socialista, verificou-se que possuía uma fortuna em bens móveis de 623.875 francos e em bens imóveis 620.975, isto é, 1.244.840 francos (cerca de 224.073$000 reis).
Eis aí um dos chefes mais conspícuos, um dos partidários mais entusiastas, um dos mais incansáveis apóstolos do socialismo, que deixa ao morrer mais de 224 contos de reis! Não era o amor do pobre que o fazia invectivar o capital, mas o baixo e ruim vício do egoísmo, da ambição e mil outros lhe acendiam o ânimo contra a legítima propriedade.
Amigos destes tem muitos também o nosso povo português, os quais não cessam de lhe falar em liberdade, igualdade e fraternidade para melhor o enganar e iludir.

«Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 1º Ano, Nº 12, Dezembro de 1895

Fonte: Veritatis