Fonte: Senza Pagare
sábado, 11 de julho de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
FSSPX responde ao Decreto de Excomunhão
“Entre vós, se um filho pedir pão ao pai, dar-lhe-á uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem?” (Lc XI, 11-13)
Santíssimo Padre,
Chegou até nós a notificação da decisão tomada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, assinada por Sua Eminência o Cardeal Fernández, que é já do conhecimento público.
Parece-nos que esta decisão traz novamente à luz o contexto profundamente trágico em que a Igreja universal se encontra. O que a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X fez e continuará a fazer não é senão uma iniciativa extraordinária para a salvação das almas, no meio da confusão doutrinal e moral em que a Igreja se vê mergulhada. De modo nenhum pretendemos substituir-nos à Igreja, e não temos outra ambição senão a de permanecermos fiéis a Ela.
Em consciência, não julgámos poder esquivar-nos ao dever moral que devemos às almas, como já explicámos, tanto em privado como em público, a Vossa Santidade.
Pedimos pão, isto é, uma medida de compreensão para um caso sincero de consciência — um acto de paternidade dirigido não tanto à Sociedade São Pio X como às almas, prometendo-Vos formá-las em verdadeiros filhos da Igreja romana; infelizmente, recebemos uma pedra.
Pedimos um peixe, isto é, a possibilidade de obter temporariamente os meios necessários para continuar a formar bons sacerdotes, a fim de que possam prosseguir na sua missão de dar a conhecer Nosso Senhor às almas; infelizmente, recebemos uma serpente.
Pedimos um ovo, prometendo devolvê-lo assim que possível. Com efeito, a santa Tradição que preservamos nas almas pertence à Igreja, nossa Mãe — e não à Fraternidade São Pio X —, e estamos certos de que um dia um Papa desejará empregá-la para o bem da Igreja universal; infelizmente, recebemos um escorpião.
Pedimos que nos instruíssem e confirmassem na fé de todos os tempos; em vez disso, fomos declarados cismáticos pela segunda vez.
Apesar das sanções que contra nós foram decretadas, a Fraternidade de São Pio X renova sinceramente a promessa já expressa a Vossa Santidade. Permiti-me, a este respeito, reiterar livremente o que anteriormente afirmei:
«A Sociedade promete-Vos […] consagrar todas as suas energias à preservação da Tradição e a colocá-la ao serviço da Igreja. Ao fazê-lo, a Sociedade São Pio X não se limita a manter costumes antigos; fomenta e preserva vocações sacerdotais, vocações religiosas e famílias numerosas e profundamente cristãs — numa palavra, tudo o que manifesta a vitalidade da Igreja, da graça e da fé católica. A nossa intenção não é oferecer à Igreja um museu de antiguidades, mas sim o conjunto da Tradição: fecunda, fonte de vida espiritual, encarnada e vivida nas almas.
[…] Estou certo de que um dia Vós mesmo, ou um dos Vossos sucessores, poderá e quererá utilizar este serviço, cuja oferta, no seio da Igreja e para a Igreja, constitui a única razão de ser da Sociedade.» (Carta pessoal dirigida a Sua Santidade em 21 de Novembro de 2025)
Mas, sobretudo, a Sociedade São Pio X promete-Vos hoje que não acolherá estas novas sanções — objectivamente injustas e inválidas — com amargura ou revolta.
Estas recentes condenações, como as do passado, ferem o que mais caro nos é: o nosso apego à nossa Mãe, a Igreja romana. No entanto, mesmo nesta provação, todas as coisas devem concorrer para o bem das almas e da própria Igreja. Por isso, estas condenações obrigam-nos a amar ainda mais a Santa Igreja e a prover às suas necessidades com todas as nossas forças, agora mais do que nunca. É precisamente por esta razão que a Fraternidade de São Pio X oferece de bom grado o sofrimento causado por estas novas sanções pelo bem da Igreja universal e de Vossa Santidade.
Estamos certos de que um dia Vós mesmo, ou um dos Vossos sucessores, desejará adoptar o programa de São Pio X: «Restaurar todas as coisas em Cristo», Instaurare omnia in Christo. Nesse dia, o Santo Padre descobrirá na Sociedade São Pio X não um ninho de serpentes e escorpiões, mas um pequeno exército de filhos leais, prontos a tudo para O sustentar na restauração de todas as coisas em Nosso Senhor e para reivindicar perante toda a humanidade os direitos imprescriptíveis de Cristo Rei sobre todas as almas e sobre todas as nações.
Nesse dia, o Santo Padre descobrirá, com grande alegria e profundo consolo, almas autenticamente católicas cujo vínculo com a Igreja nunca se fundou sobre as areias movediças de um diálogo ambíguo, mas sobre a rocha da fé de Pedro.
Pedimos à Santíssima Virgem Maria que apresse o despontar desse dia e rezamos, sobretudo, para que Vossa Santidade possa experimentar esta alegria e este consolo o mais brevemente possível.
Entretanto, se puderdes, apesar da Vossa recente decisão, abençoai-nos como Vossos filhos. Para nós, nada mudou e nada mudará jamais.
Confiante na Divina Providência, de quem nada se esconde e que lê no mais profundo do coração de cada homem,
Permaneço, Santíssimo Padre, o vosso devotadíssimo filho no Senhor.
Padre Davide Pagliarani
Fonte: Senza Pagare
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Vivemos numa sociedade plutocrata
Os desaforos do cambismo, envolvendo e universalizando a sociedade por meio da judiaria argentária, empurram-nos fatalmente para a dissolução do conceito supremo da Pátria. Impossibilitam por outro lado o operário de se hierarquizar como uma energia positiva e autónoma.
As democracias resultam daqui, agora e sempre, como as formas de governo mais aptas à supremacia da alta finança. São «Le pays de cocâgne rêvê par des financiers sans scrupules» como Georges Sorel as define.
A instabilidade do poder nos governos electivos e a sua conquista pela corrupção eleitoral torna-os por natureza regimes abertos, como nenhuns outros, às imposições do Plutocratismo."
António Sardinha em "Durante a Fogueira"
quarta-feira, 8 de julho de 2026
A Soberania do Povo
terça-feira, 7 de julho de 2026
Família Real Portuguesa na Missa da Real Ordem de Santa Isabel
Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Sua Alteza o Duque do Porto, Sua Alteza a Duquesa de Coimbra e o Senhor Duque de Coimbra assinalaram no dia 4 de Julho, a festa da Rainha Santa Isabel, Padroeira da Cidade de Coimbra.
Durante a tarde, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, foi celebrada a Missa da Real Ordem de Santa Isabel, ordem dinástica feminina da Casa Real Portuguesa, da qual Sua Alteza a Senhora Dona Isabel de Bragança é a Grã-Mestra.
Na fotografia, Suas Altezas encontram-se acompanhadas pelo Doutor Francisco Relvas Pereira, membro da Direcção da Confraria da Rainha Santa Isabel.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
O Circo
Já tinhamos assistido estupefactos as exibições do que, como alguns lhe chamam, o único e queira Deus o último, “presidente monárquico” desta república.
Na altura cantou vivamente, de perna traçada, “A nossa alegre casinha”, num lugar mítico para a república, a Bela Vista, eterno símbolo do Portugal republicano e da sua curta História.
O populismo quase primário destes presidentes, leva-os a saltitar de estádios de futebol, a algumas Casas Brancas e destas a concertos, num agoniante miserabilismo.
Outro enorme presidente desta sedenta republica, o principal promotor do alcatrão, declara agora que Portugal não precisa de mais auto-estradas, ou estádios de futebol mas de crianças…
Estas são as novas com que nos brindam na intensa e diária orgia jornalística.
Mas é isto que queremos para Portugal?
Claro que não.
O que nos separa deste miserável regime liberal em que vivemos é o dar a possibilidade de atribuir a dignidade que o trabalho deve merecer.
É o dizer que as famílias, através da sua intervenção orgânica, decidam o que é melhor para si em cada Município.
É que um Rei, aquele que verdadeiramente detém a Soberania terrena, governe.
As verdadeiras soluções sempre foram simples, alegres e derrubam facilmente os pretensos e intencionalmente eternos problemas, a que eles gostam de chamar estruturais.
A solução tem três palavras.
Deus, Pátria e Rei.
Valentim Rodrigues
domingo, 5 de julho de 2026
SAR O Senhor Duque de Bragança reuniu-se com o Primeiro-Ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão
S.A.R. o Duque de Bragança reuniu com o Primeiro-Ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, por ocasião da sua visita a Portugal. A relação entre D. Duarte e Xanana Gusmão é longa, vem desde o tempo da luta pela independência de Timor-Leste. O Duque de Bragança apoiou o povo timorense desde o primeiro momento, criando muitas relações de amizade entre os principais líderes político daquele país.
Esta visita surge num momento em que os dois países estão a reforçar a sua cooperação em vários sectores, como é o caso do fortalecimento do ensino da língua portuguesa, da consolidação do Estado de Direito e da reabilitação do seu património.
O Primeiro-Ministro de Timor-Leste realizou também uma visita ao Presidente da República, no Palácio de Belém, e à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cuja presidência rotativa está atribuída a Timor-Leste.
Xanana Gusmão foi ainda distinguido com o Prémio Professor Doutor Jorge Miranda - Constituição e Direitos Humanos, numa cerimónia que decorreu na Aula Magna da Universidade de Lisboa. Promovida pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a iniciativa reconhece personalidades que se destacam na defesa do Estado de Direito e dos valores constitucionais.
sábado, 4 de julho de 2026
Santa Isabel, a Rainha Santa
in museumachadocastro.pt
Fonte: Senza Pagare