terça-feira, 7 de abril de 2026

Celebração do 510.º Aniversário da Beatificação da Rainha Santa Isabel

No próximo dia 15 de Abril, assinala-se o 510.º aniversário da Beatificação de Santa Isabel, Infanta de Aragão, Rainha de Portugal e Padroeira da cidade de Coimbra.

Na verdade, foi no dia 15 de Abril de 1516 que o Papa Leão X assinou o “Breve”, documento pontifício, que proclamava a beatificação da Rainha que o povo considerava já santa.

Reinava em Portugal D. Manuel I de Portugal e o culto à Rainha Santa Isabel assume contornos oficiais, passando o povo de Coimbra a poder manifestar livremente a sua devoção à que haveria de ser eleita Santa Padroeira da cidade.

Na sequência deste movimento devocional - que iria culminar na Canonização de Santa Isabel de Portugal, decretada em 25 de Maio de 1625 - é, entretanto, fundada em 1560 a Confraria da Rainha Santa Isabel.

Pretendendo a Confraria da Rainha Santa Isabel comemorar as datas mais significativas da história da devoção a Santa Isabel de Portugal, é muito importante celebrar este aniversário da sua Beatificação, efeméride muito significativa para a cronologia da devoção a Santa Isabel de Portugal, mas também associada à fundação da Confraria da Rainha Santa Isabel.

Para comemorar esta data, mesmo com andaimes na igreja, a Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel mandam celebrar às 18h00 deste dia 15 de Abril, na Igreja da Rainha Santa Isabel, Missa de acção de graças pela exemplar vida acontecida de Santa Isabel de Portugal.


No Domingo anterior à efeméride, dia 12 de Abril, pelas 18h00, a Confraria da Rainha Santa Isabel recebe na sua igreja, dedicada a Santa Isabel de Portugal, o coro "Art'Amoris Ensemble", dirigido pela Prof.ª Carla Sofia Pais, que irá apresentar um programa de música sacra com obras de Jan Dismas Zelenka e Joseph Haydn, concerto integrado nas comemorações da Beatificação da excelsa Padroeira da cidade de Coimbra.

Programa:

Miserere, ZWV 57 - J. D. Zelenka

De Profundis, ZWV 50/97 - J. D. Zelenka

Te Deum n.º 2 em Dó maior - J. Haydn

 


A entrada é livre mas, dada a limitação do espaço para os assistentes, sujeita a inscrição prévia para o Recordatório da Confraria  - telefones 239 441 674 e 918 048 310 - ou para o e-mail do Secretário da Confraria da Rainha Santa Isabel  <secretario@rainhasantaisabel.org>, ou através das reservas pelo link https://bit.ly/concertopascoa


 

A Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel contam com a participação atenta de todos!

domingo, 5 de abril de 2026

Onde está o teu aguilhão, ó morte? Cristo ressuscitou e foste arrasada!

Quem tiver piedade e amor a Deus, regale-se nesta gloriosa e brilhante festa; quem for servo bom, entre alegre no gozo de seu Senhor; quem suportou a fadiga do jejum, receba agora a sua remuneração; quem trabalhou desde a primeira hora, receba hoje o seu justo salário; quem veio após a terceira hora, festeje com gratidão; quem chegou após a sexta hora, entre sem hesitar, porque não será castigado; quem se atrasou até à nona hora, venha sem receio; quem chegou somente na décima primeira hora, não tenha medo por causa da sua demora, porque o Senhor é generoso, acolhe o último como o primeiro; remunera o operário da décima primeira hora como o da primeira; cobre um com sua misericórdia e outro com sua graça; a um dá, a outro perdoa; aceita as obras e abençoa a intenção; recompensa o trabalho e louva a boa vontade.

Entrai, pois, todos no gozo de nosso Senhor; primeiros e últimos recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; vós que jejuastes e vós que não jejuastes, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta, saciai-vos à vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; Tomai todos parte no banquete da fé; participai todos da abundância da graça; que ninguém se queixe de fome, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do túmulo; que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos.

Ele destruiu a morte, quando a ela se submeteu; despojou o inferno, quando a ele desceu; o inferno tocou o seu corpo e foi aniquilado. Foi isto que profetizou Isaías, exclamando: "o inferno ficou aflito ao encontrar-te; o inferno foi aniquilado e arruinado; aniquilado e menosprezado, aniquilado e executado, aniquilado e espoliado, aniquilado e subjugado. Agarrou um corpo e encontrou um Deus; apossou-se da terra e achou-se defronte ao céu; pegou no que viu e caiu donde não viu”. 

Onde está tua vitória, ó inferno? Onde está o teu aguilhão, ó morte? Cristo ressuscitou e foste arrasada! Cristo ressuscitou e os demónios foram vencidos! Cristo ressuscitou e os anjos rejubilaram-se! Cristo ressuscitou e a vida foi restituída! Cristo ressuscitou e não ficou morto nenhum no túmulo! Porque Cristo, pela sua ressurreição dos mortos, tornou-se primícias de todos os mortos. A Ele honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.

São João Crisóstomo

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Missa dos Pré-Santificados ou 'Feria Sexta in Parasceve'

 Sexta-Feira Santa é o único dia do ano no qual não se pode celebrar Missa, porque relembramos Nosso Senhor morto na Cruz pelos nossos pecados. A cerimónia litúrgica desse dia, até à reforma litúrgica da Semana Santa (1955), era conhecida por 'Missa dos pré-santificados'. Isto porque a consagração das espécies eucarísticas tinha acontecido no dia antes, Quinta-Feira Santa, e não no próprio dia, por não haver Missa.


Outro nome comum para esse dia era 'Feria Sexta in Parasceve'. vem do grego 'παρασκευή', que quer dizer 'preparação'. Era o nome dados pelos judeus ao dia anterior ao sábado, dia de preparação para observância do repouso absoluto no Sábado (Sabbath), Era necessário preparar desde a véspera de alimentos e outras necessidades. A palavra foi adoptada pelo judaísmo helenístico, e encontra-se no Novo Testamento: Mateus XXVII, 62; Marcos XV, 42; Lucas, XXIII, 54; João, XIX, 14; XXXI, 42.

Na liturgia, Parasceve refere-se à Sexta-feira Santa (Feria VI no dia da preparação), o dia da crucificação de Jesus. Neste dia a liturgia é caracterizada pela chamada 'Missa dos Pré-Santificados', ritual de consumação das coisas pré-santificadas, isto é da Hóstia consagrada no dia antes, depois da solene adoração da Cruz e da grande ladainha.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta-Feira Santa: Instituição da Eucaristia


Quinta-Feira Santa. Jesus Cristo institui a Eucaristia, antecipando o Sacrifício da Cruz que teria lugar no dia seguinte. Depois da Ceia, tomando o pão e disse: ISTO É O MEU CORPO.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Quarta-Feira Santa: Judas Iscariotes trai Nosso Senhor

Vem cá, demónio, outra vez. Tu sábio? Tu astuto? Tu tentador? Vai-te daí, que não sabes tentar. Se tu querias que Cristo se ajoelhasse diante de ti, e souberas negociar, tu o renderas.

Vais-lhe oferecer a Cristo mundos? Oh! que ignorância! Se quando lhe davas um mundo, lhe tiraras uma alma, logo o tinhas de joelhos a teus pés. Assim aconteceu. Quando Judas estava na Ceia, já o diabo estava em Judas: Cum jam diabolus misisset in cor ut traderet eum Judas. – Vendo Cristo que o demónio lhe levava aquela alma, põe-se de joelhos aos pés de Judas, para lhos lavar, e para o converter. Senhor meu, reparai no que fazeis: não vedes que o demónio está assentado no coração de Judas? 

Não vedes que em Judas está revestido o demónio, e vós mesmo o dissestes: Unus ex vobis diabolus est? – Pois, será bem que Cristo esteja ajoelhado aos pés do demónio? Cristo ajoelhado aos pés de Judas, assombro é, pasmo é; mas Cristo ajoelhado, Cristo de joelhos diante do diabo? Sim. Quando lhe oferecia o mundo, não o pôde conseguir; tanto que lhe quis levar uma alma, logo o teve a seus pés. Para que acabemos de entender os homens cegos, que vale mais a alma de cada um de nós que todo um mundo.

As coisas estimam-se e avaliam-se pelo que custam. Que lhe custou a Cristo uma alma, e que lhe custou o mundo? O mundo custou-lhe uma palavra: Ipse dixit, et facta sunt - uma alma custou-lhe a vida, e o sangue todo. Pois, se o mundo custa uma só palavra de Deus, e a alma custa todo o sangue de Deus, julgai se vale mais uma alma que todo o mundo. Assim o julga Cristo, e assim o não pode deixar de confessar o mesmo demónio. E só nós somos tão baixos estimadores das nossas almas, que lhas vendemos pelo preço que vós sabeis. 

Pe. António Vieira in Sermão do Primeiro Domingo da Quaresma (1653)

terça-feira, 31 de março de 2026

A Eternidade da Pátria

“As Nações só valem pela firmeza moral que as leva à consciência da dignidade colectiva e de uma finalidade comum. Fortalecer e moralizar a família, é fortalecer e moralizar a Nação.
Só as famílias fortes e duradoiras fazem fortes as nações. A Terra de Portugal é o sagrado património de avoenga da Família Portuguesa: conservemo-lo inalienável, intangível e eterno se quisermos que eterna seja também a nossa Pátria.”

Adriano Xavier Cordeiro

segunda-feira, 30 de março de 2026

28 de Março: São João de Capistrano

S. João, nascido em Capistrano (Abruzos) a 24 de Junho de 1385, entrou na Ordem de S. Francisco, na idade de 39 anos. Foi escolhido por Deus para libertar a Europa do Islão que ameaçava invadi-la, no século XV. Maomé II apoderava-se de Constantinopla, capital do Império do Oriente e marchava contra Belgrado. O Papa Calisto III decretou a Cruzada. S. João pregou-a na Panónia e noutras províncias. Ajudado pelo nobre húngaro João Hunyadi, alistou setenta mil cristãos. Esses soldados improvisados, só tinham, para combater, forquilhas e flagelos. João, de quem «o Senhor era a força», «obteve com eles a vitória depois de rude combate», assegurando assim o triunfo da Cruz sobre o Crescente. Nessa mesma tarde, 120.000 turcos jaziam sobre o solo, ou haviam fugido, ao passo que Maomé II, ferido, renunciava aos seus projectos contra a Europa cristã. Morreu em 1456. Recorramos à sua protecção e à penitência para repelir os ataques do espírito maligno.

«Missal Quotidiano e Vesperal», 1940


Fonte: Veritatis

domingo, 29 de março de 2026

Semana Santa, a semana mais importante do ano


Num dia como o Domingo de Ramos, Jesus Cristo entrou em Jerusalém, onde foi recebido com honras de Rei e aclamado como O enviado por Deus. Mas o clima de festa não durou muito; 5 dias depois, essa multidão que tanto o louvara foi a mesma que gritou em uníssono: "Crucifica-O!" e que não descansou enquanto isso não aconteceu. Sobre este pequeno episódio diria o seguinte:

1. Não nos devemos preocupar com o que as pessoas pensam ou dizem de nós: num dia somos óptimos, no dia seguinte somos péssimos; para uns somos os melhores, para outros somos os piores. Apenas interessa o que Deus pensa de nós. Viver com essa consciência dá-nos uma grande liberdade. Foi assim que viveu Jesus.

2. As multidões podem ser manipuladas. Jesus foi recebido em festa e com pompa porque tinha feito bastantes milagres - alguns testemunhados por muitos dos presentes - e tinha ensinado como alguém com autoridade para o fazer, e não como os que ensinam uma coisa e fazem outra. Ainda assim, um pequeno grupo conseguiu influenciar essa multidão de maneira a que esquecesse o que sabia ser verdade e exigisse a maior injustiça do mundo: a morte de cruz a um homem que passou fazendo o bem.

3. Nosso Senhor aceita ser aclamado sabendo que uns dias mais tarde seria desprezado, insultado, agredido, açoitado, flagelado, crucificado e assassinado. Tudo aceitou sem se revoltar, com uma mansidão que faz corar a nossa revolta ao mínimo insulto ou correcção que nos fazem. Fez isso para nos salvar; e também para nos ensinar.

Santa Semana Santa a todos.