segunda-feira, 25 de maio de 2026
SAR O Duque de Bragança na inauguração da obra “Verdade, Voz e Paz”
domingo, 24 de maio de 2026
O fogo do Pentecostes deve ser espalhado
Mas o Pentecostes Cristão não chama a atenção para o trovão e o relâmpago do Sinai. Ela só lembra que, 50 dias depois da Ressurreição de Nosso Salvador, o Espírito Santo desceu, sob a forma de línguas de fogo, sobre os Apóstolos unidos no Cenáculo. Esta não é mais a promulgação aterradora da Lei que acorrentou o povo hebreu em sua observância pelo medo de castigos; antes, é o dom da luz e da força que deve difundir a caridade de Deus em todo o mundo e, por essa caridade, a prática da lei evangélica.
Manter isso para si mesmo não é possível. Quem quer que guarde para si mesmo, tem apenas um pouquinho. Este fogo deseja ser comunicado, para ser espalhado. Quem possui em si mesmo sente a necessidade imperiosa de dar aos outros.
Traduzido por: Fr. Vicente Ferrer, T.O.P.
sábado, 23 de maio de 2026
Real Associação do Porto celebrou o 30º aniversário de SAR D. Afonso de Bragança no Clube de Leça
sexta-feira, 22 de maio de 2026
O PROBLEMA DA VINCULAÇÃO
Se o abandono dos Vínculos é sem dúvida uma das causas, não podemos esquecer a concentração de poder, as desamortizações e destruição da estrutura municipal, obra do Liberalismo doutrinário, primeiro com a imposição da “Monarquia” constitucional e depois, através da sua consequência lógica, a república.
Longe de intrincadas teorias e de “novas ordens mundiais” , o que estamos a assistir neste maravilhoso, científico e tão progressista sec XXI, mais não é que o resultado de 200 anos de revoluções liberais, que se resumem à destruição da família, dos seus meios naturais de previdência, para a ascenção do individuo, que ao não ser mais do que um elemento centrífugo e desagregador da sociedade, se torna assim a presa fácil e escravo obediente de um Estado centralizador, controlador e de poder ilimitado.
“ Não basta reconhecer que a célula fundamental da sociedade é a família, - e não o individuo.
Para que a família prospere e exerça com prestígio as suas funções salutares, é preciso assegurar-lhe com a indissolubilidade devida a necessária fixidez. Se em Portugal a lei anti-social do divórcio acabou por desorganizar a família, ela já estava há muito tempo condenada ao enfraquecimento e à ruina, desde que o velho sistema vincular cedeu de todo em todo ao regime da partilha forçada na herança, introduzido nas nossas instituições jurídicas pela Influência nefasta do código de Napoleão.
Não se compreende família estável, - família duradoira, sem a correspondente base económica, embora o não pense assim o individualismo excessivo da nossa legislação, que, a partir de 1834, raramente é digna de registo, debaixo de qualquer ponto de vista construtivo.
Acumularam-se destroços sobre destroços num país em que o delírio reformista atingiu o máximo da sua intensidade, dado o entusiasmo romântico daqueles que um dia se meteram a “regenerar-nos” em nome dos “Imortais Princípios”.
Nessa disposição de espírito, os Vínculos viram-se abolidos por uma política de ideias abstractas, mais com razões de sentimento do que com razões de inteligência. Ainda agora é o sentimento que os enegrece e repele, considerando neles uma violação dos sagrados direitos do individuo.
Olham-se como um privilégio odioso e não como um instituto de previdência e proteção. Manifesta-se evidentemente aqui uma ignorância global de quais sejam as vantagens sociais e morais do património vinculado (…).
As famílias antigas resistiam, e resistiam agarradas à terra, num consórcio admirável com a propriedade, que as fortificara e engrandecera. Isso importava consigo a ausência de certos males que a sociedade moderna padece. O absentismo não depauperava então a vida dos campos e as populações rurais, enraizadas no solo, não tomavam, com agora, o caminho dos centros urbanos, engrossando a hoste cada vez mais numerosa dos deserdados e dos descontentes. O êxodo para as cidades é hoje assustador, como assustador é o predomínio abusivo dos grandes tentaculares, - na imagem inolvidável de Verhaeren- , que sorvem tudo às províncias paralíticas: - braços, dinheiro e representação.
Por outro lado a família não consegue ultrapassar, intacta e forte mais que duas ou três gerações. Contribui para essa deficiência orgânica a partilha igual dos bens em matéria de sucessão, que os nossos civilistas copiaram servilmente do modelo francês(…).
(…) O localismo interessa-nos como condição basilar do revigoramento das pequenas autonomias municipais. As pequenas autonomias municipais não se verão , porém robustecidas, sem que as famílias, de que são compostas, se sintam presas à terra por todas as raízes da sua personalidade. O sistema vincular surge-nos, pois, como o único meio de lhes assegurar a estabilidade, já renovando a enfiteuse a favor das classes não possuidoras, já dando às abastanças consolidadas uma outra consistência, que, sem a imobilização de uma sua quota parte , nunca poderão atingir.
(…) Receia-se em Portugal, por amor à igualdade, que os Vínculos tragam uma regressão a tempos de imaginária e novelesca dureza. O Vinculo, para a quase unanimidade das opiniões, é sempre um monopólio detestável.
Puro engano! Quando outra coisa não seja, é seguramente uma “reserva económica”, que garante dos revezes da sorte um dos ramos da família. Inicialmente, não se imobilizava mais que a terça parte dos bens, que era dantes o quinhão livre para quem tivesse herdeiros obrigatórios. Hoje, pelas disposições legislativas da república, vai-se mais longe, - vai-se até metade da fortuna, com a diferença de que essa faculdade legal se volta, na maioria dos casos, contra os interesses familiares, enquanto no Vinculo, como instituição de previdência, só a família tinha que aproveitar.(…)”
(António Sardinha, Ao Ritmo da Ampulheta)
Por Deus, Pátria e Rei
Valentim Rodrigues
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Cerimónia de Investidura e Jantar da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel
S.A. a Duquesa de Coimbra e o Duque de Coimbra presidiram à Cerimónia de Investidura e ao Jantar da Real Irmandade da Ordem do Arcanjo São Miguel, da Arquidiocese dos Serviços Militares dos EUA, que se realizou em Filadélfia. Os Duques de Coimbra estiveram ainda presentes no Jantar dos Benfeitores da Associação Americana de Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa, que se realizou na mesma cidade americana.
Depois do Príncipe Herdeiro, S.A.R. D. Afonso de Bragança, Chanceler-Mor da Ordem, e do Infante D. Dinis, Duque do Porto e Chanceler da Ordem, presidirem as investiduras nos EUA, foi a vez da Infanta D. Maria Francisca, Duquesa de Coimbra e Vice-Chanceler da Ordem, presidir a uma cerimónia em representação de seu pai, S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança, Grão-Mestre da Ordem e Juiz Honorário da Real Irmandade.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Vivemos num estado servil
Tudo começou com o desmoronamento da sociedade orgânica tradicional por acção do Estado Liberal que instituiu a sociedade de massas dirigida por plutocratas ao serviço dos seus interesses. Vivemos num «Estado Servil», onde as liberdades política e económica não passam de um sonho.
É hora de rompermos com os paradigmas do neoliberalismo em que nos encontramos, como se estivéssemos num cativeiro.
G. K.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Aniversário da canonização da Rainha Santa Isabel de Portugal - Final da comemoração dos 400 anos da canonização
No próximo dia 25 de Maio, assinala-se mais um aniversário da canonização de Santa Isabel, Infanta de Aragão, Rainha de Portugal e Padroeira da cidade de Coimbra.
Com efeito, foi em 25 de Maio de 1625 que o Papa Urbano VIII decretou a canonização da Rainha Santa Isabel, em cerimónia solene ocorrida em Roma.
A devoção à Rainha Santa Isabel passou a ser universal.
Na sua tradição de comemorar as datas mais significativas da história da devoção a Santa Isabel de Portugal, a Confraria da Rainha Santa Isabel manda celebrar às 18 horas do dia 25 de Maio de 2026, na igreja dedicada à sua excelsa padroeira, a igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra, Missa de acção de graças pela exemplar vida acontecida de Santa Isabel de Portugal.
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Neste ano de 2026 completam-se 401 anos da proclamação urbi et orbe como Santa da excelsa Padroeira da cidade de Coimbra.
Por esse motivo, na véspera, no próximo dia 24 de Maio, um Domingo, a Confraria encerrará as comemorações que organizou para registar este IV centenário, com a apresentação pública da gravação, audio e video, do concerto de comemoração dos 400 anos da canonização, sendo também apresentado um livro editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, com as partituras da obra musical apresentada no concerto do centenário da canonização, executada em 24/05/2025 na Igreja da Rainha Santa Isabel, obra intitulada "Divina Flore Perfusa - Cantica Sanctae Regina” e composta pelo maestro e compositor Paulo Bernardino, a pedido da Confraria, para assinalar a efeméride.
Este concerto do centenário da canonização foi o último de um Ciclo Coral e Instrumental "São Rosas, Senhores!" que, sob a curadoria e coordenação do maestro Paulo Bernardino, mensalmente e durante o ano que antecedeu a data em que se completaram os quatro centenários da canonização, em 11 concertos musicais trouxe aos espaços do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova que pertencem à Confraria a participação graciosa de 21 coros e 4 grupos instrumentais, num total de aproximadamente 614 intérpretes — entre cantores e instrumentistas -, com a apresentação de, entre outras, 5 novas peças musicais dedicadas à padroeira da cidade de Coimbra.
É este concerto do centenário da canonização que vai ser recordado no próximo dia 24 de Maio, às 18h30 na Igreja da Rainha Santa Isabel em Coimbra.
Um momento musical a não perder:
A entrada é gratuita mas, dada a limitação do espaço, sujeita a inscrição prévia para os telefones 239 441 674 e 918 048 310, ou para os e-mails <secretario@
A Confraria da Rainha Santa Isabel conta com a presença de todos!
segunda-feira, 18 de maio de 2026
A SOBERANIA DA FOME
Tais são as virtudes da afamada “livre-concorrência”, que deixa o humilde, desprotegido na sua insignificante resistência ao custo de vida enquanto favorece o desenvolvimento de monopólios omnipotentes, a cuja voracidade nada farta no alastramento crescente das suas bastas tentaculares. Entre outros defeitos graves, porque representam defeitos de constituição, as democracias manifestam-se sempre de natureza plutocrática. (…)
E eu poderia demonstrar que o proletário moderno é filho da Revolução Francesa e que ao longo da história, tanto na antiguidade romana como na própria idade contemporânea, somente as monarquias se nos apresentam aptas a resolver com duração os problemas difíceis da economia do pobre.(…)
Os pelourinhos, símbolos da jurisdição municipal, evocam-nos as penas que os magistrados concelhios aplicavam aos que, contra a ordenação régia ou contra a postura da terra, falseavam o preço do pão e da carne.(…) Era uma instituição destinada ao bem-comum, que subsistiu vantajosamente através dos séculos para morrer com o advento da Liberdade no aportar dos Imortais-Princípios às areias infortunadas de Portugal.
Bastante havia que contar igualmente da acção dos nossos reis nas fomes bíblicas que ameaçaram por vezes devastar-lhes o reino. Do caluniado D. João V sei eu, por exemplo, que na esterilidade de 1745, em que nem a semente se tirou da colheita, mandou distribuir pelos lavradores do Alentejo sete mil moios de trigo. Jà na epidemia de 1723 que assolara Lisboa em 1723 o soberano despendera grossas somas em roupas e em subsistências para a pobreza da capital. O tesouro dos reis foi sempre a caixa económica dos pobres. Hoje o tesouro do estado é o tesouro que conhecemos. Mas enfim, desaparecem as roupetas e as coroas, inimigas do progresso e da ventura da sociedade.
A fraternidade é que reina, embora empoçada em sangue, embora seguida dum cortejo sinistro de mortes e prisões.
A fraternidade! A fraternidade! Já lá dizia há cem anos o príncipe Metternich que, com tal descrédito da palavra, se tivesse um irmão lhe chamaria primo!"
António Sardinha, A Prol do Comum
Por Deus, Pátria e Rei
domingo, 17 de maio de 2026
Os 'Pastores Sinodais' atacam as Ovelhas
sábado, 16 de maio de 2026
Aniversário da Real Associação de Lisboa
A visita será guiada pelo Reitor do Santuário seguindo-se o habitual almoço de confraternização.
Para mais esclarecimentos e inscrições, contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115, ou presencialmente na nossa sede, de segunda a sexta-feira, entre as 14:00 e as 17:00.