terça-feira, 18 de agosto de 2026

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança na nova coroação de Nossa Senhora Aparecida, em Balugães

SS.AA.RR. os Duques de Bragança participaram no dia 15 de Agosto, e o Senhor Dom Duarte foi protagonista, na nova coroação de Nossa Senhora Aparecida, em Balugães, Barcelos.

Conta a lenda que João Mudo voltou a falar após lhe ter aparecido Nossa Senhora, em Balugães, onde pastoreava gado. Dom Pedro II, impressionado com o milagre, ofereceu a Nossa Senhora Aparecida um Coroa de prata, coroa esta que foi roubada em 1986 e recuperada apenas em 2025.

Hoje, S.A.R. o Duque de Bragança entregou ao Arcebispo de Braga a Coroa que volta a coroar Nossa Senhora Aparecida.

A cerimónia contou ainda com Direcção da Real Associação do Porto, as 40 paróquias do arcebispado de Braga e da diocese de Viana do Castelo, bem como com a Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a Ordem de Malta e a Ordem do Santo Sepulcro, e milhares de peregrinos e crentes em Nossa Senhora Aparecida.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A Cruz e o Rei


Sempre fomos um povo religioso e monárquico, em cada uma das nossas grandes glórias está gravada uma cruz e há um Rei.

Desde os que se levantaram em Ourique, passando pelos que lutaram em Aljubarrota, até aos que caíram em Asseiceira e foram obrigados a assinar a Convenção de Evoramonte, sempre os nossos levaram consigo a cruz e a sombra do estandarte dos nossos reis.
Como se pode esquecer e condenar estas recordações do nosso legado?

Lembremo-nos que a vida terrena é um momento e que muito em breve enfrentaremos uma inexorável realidade: hoje existimos, amanhã desaparecemos!

Desaparecidos da vista, longe da lembrança, levemos a vida e conduzamos toda a nossa acção e pensamento, como se hoje fosse o nosso último dia.
Só assim poderemos entrar na galeria dos que ficam para a posteridade.

sábado, 15 de agosto de 2026

Assumpta est Maria in Caelum

 Imagens da proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora aos Céus, pelo Papa Pio XII na Praça de São Pedro, no Vaticano:


"...declaramus et definimus divinitus revelatum dogma esse : Immaculatam Deiparam semper Virginem Mariam, expleto terrestris vitae cursu, fuisse corpore et anima ad caelestem gloriam assumptam."

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Batalha de Aljubarrota – 14 de Agosto de 1385

Falecido D. Fernando I de Portugal, iniciou-se a Crise de 1383-85, pois os filhos varões do Rei, com D. Leonor Telles de Menezes, haviam morrido; e D. Beatriz (1372 – 1410), Infanta de Portugal, havia casado com D. João I, Rei de Castela, pelo que, sob pena de anexação de Portugal pelo Reino de Leão e Castela, a fidalguia portuguesa pretendia mantê-la afastada da sucessão. E era fortíssima a ameaça da união – que soava a integração – de Portugal com Castela e Leão, resultado do Tratado de Salvaterra de Magos, de 1383. Também, a burguesia mostrava-se desagradada com a regência da Rainha D. Leonor Telles e do seu amante, o Conde D’Andeiro e com a ordem da sucessão.

Estava por essa altura o país fragmentado em três facções que reclamavam a legitimidade à sucessão:

De um lado estava o partido legitimista, fiel a Castela, que defendia a causa da Infanta D. Beatriz, mulher do rei de Castela, a quem consideravam a única herdeira legítima do Rei de cujus, e entendiam vigorar plenamente o Tratado de Salvaterra de Magos, uma escritura antenupcial que defendia, a união dos dois reinos ibéricos, e ainda a regência da Rainha-viúva D. Leonor Telles, consorte do rei decesso.

Outro partido era o legitimista-nacionalista, a quem repugnava a ideia da perda da independência nacional – o que excluía D. Beatriz – e que era constituído pelos irmãos de D. Inês de Castro, D. Álvaro Pires de Castro e D. Fernando de Castro, e que defendiam a legitimidade da pretensão dos seus sobrinhos, o Infante D. João e o Infante D. Diniz, filhos do Rei D. Pedro I e D. Inês, e que portanto eram meios-irmãos do finado el-rei D. Fernando, e que o rei Cru, havia legitimado por casamento clandestino.

O terceiro partido, estritamente nacionalista, pugnava por um Rei português e colocava a supremacia e independência nacional acima de qualquer legitimidade, o que excluía a Infanta D. Beatriz, rainha de Castela e os filhos de D. Inês de Castro que viviam em Castela e, inclusive, já haviam combatido por esse Reino. Para estes últimos partidários, nos quais se incluíam o fervoroso D. Nuno Álvares Pereira, não restava então outra solução do que esquecer as habituais regras de sucessão e considerar o trono vago, como forma de salvaguardar a soberania nacional, elegendo como Rex Portucalensis D. João, Mestre de Avis, ainda que filho bastardo de D. Pedro.

O exercício de retórica para convencer a elite de Portugal congregada nos Três Estados, reunidos nas Cortes em Coimbra, a 06 de Abril de 1385, coube a João das Regras, que demonstrou que quer D. Beatriz quer os Infantes não eram filhos legítimos, a primeira porque o casamento entre D. Fernando e D. Leonor Telles de Menezes era inválido uma vez que o 1.º casamento da rainha não havia sido dissolvido legalmente, e que quanto ao filhos de Pedro e Inês o rei e os seus cortesãos havia prestado falsas declarações no que ao concerne ao casamento secreto de D. Pedro e D. Inês, embuste com a qual pretendeu legitimar os filhos. Todos os ali reunidos renderam-se ao exercício de oratória empolada de João das Regras e D. João foi eleito e Aclamado Rei pelas Cortes. Rei de Portugal, não por “direito próprio”, mas por eleição unânime e instado pelos Três Estados o que de acordo pela Lei medieval correspondia a um sinal da vontade Divina. D. João I consolidou definitivamente a sua posição e a de Portugal ao ser proclamado Rei de Portugal pelas Cortes reunidas em Coimbra.

Apesar das sucessivas derrotas militares, como em Lisboa e nos Atoleiros, o rei D. João I de Castela não desistira da coroa de Portugal, que entendia advir-lhe ius uxoris pelo casamento e opondo-se a tal resolução, responde invadindo Portugal, pela Beira-Alta, em Junho de 1385, e desta vez à frente da totalidade do seu exército e auxiliado por um forte contingente de cavalaria francesa. Quando as notícias da invasão chegaram, João I encontrava-se em Tomar na companhia de D. Nuno Álvares Pereira, o condestável do reino, e do seu exército, e mais uma vez, o chicote de Portugal, D. Nuno Álvares Pereira resolve tomar rédeas à situação e sitia as cidades que entretanto se converteram fiéis a Castela. Avança e a decisão tomada foi a de enfrentar os castelhanos antes que pudessem levantar novo cerco a Lisboa. Com os aliados ingleses, o exército português interceptou os invasores perto de Leiria. Dada a lentidão com que os castelhanos avançavam, D. Nuno Álvares Pereira teve tempo para escolher o terreno favorável para a batalha e a 14 de Agosto de 1385 tem a oportunidade de exibir toda a sua mestria e génio militar em Batalha.

A opção para a Batalha recaiu sobre uma pequena colina de topo plano rodeada por ribeiros, no Campo de São Jorge, Calvaria de Cima, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre Leiria e Alcobaça. Contudo o exército Português não se apresentou ao Castelhano nesse sítio, inicialmente formou as suas linhas noutra vertente da colina, tendo depois, já em presença das hostes castelhanas mudado para o sítio predefinido, isto provocou bastante confusão nas tropas de Castela. Assim pelas dez horas da manhã do dia 14 de Agosto, o exército português e os aliados ingleses comandados por El-Rei de Portugal D. João I e o Condestável do Reino tomaram a sua posição na vertente norte desta colina, de frente para a estrada por onde o exército castelhano e seus aliados franceses liderados por D. Juan I de Castela e Leão, eram esperados.

A disposição portuguesa era a seguinte: infantaria no centro da linha, uma vanguarda de besteiros com os 200 archeiros ingleses, 2 alas nos flancos, com mais besteiros, cavalaria e infantaria. Na retaguarda, aguardavam os reforços e a cavalaria comandados por D. João I de Portugal em pessoa. Desta posição altamente defensiva, os portugueses observaram a chegada do exército castelhano protegidos pela vertente da colina. A vanguarda do exército de Castela chegou ao teatro da batalha pela hora do almoço, sob o sol escaldante de Agosto. Ao ver a posição defensiva ocupada por aquilo que considerava os rebeldes, o Rei de Castela tomou a esperada decisão de evitar o combate nestes termos. Lentamente, devido aos 30.000 soldados que constituíam o seu efectivo, o exército castelhano começou a contornar a colina pela estrada a nascente. A vertente sul da colina tinha um desnível mais suave e era por aí que, como D. Nuno Álvares previra, pretendiam atacar. O exército português inverteu então a sua disposição e dirigiu-se à vertente sul da colina, onde o terreno tinha sido preparado previamente. Uma vez que era muito menos numeroso e tinha um percurso mais pequeno pela frente, o contingente português atingiu a sua posição final muito antes do exército castelhano se ter posicionado. D. Nuno Álvares Pereira havia ordenado a construção de um conjunto de paliçadas e outras defesas em frente à linha de infantaria, protegendo esta e os besteiros. Este tipo de táctica defensiva, muito típica das legiões romanas, ressurgia na Europa nessa altura. Pelas seis da tarde, os castelhanos ainda não completamente instalados decidem, precipitadamente, ou temendo ter de combater de noite, começar o ataque. É discutível se de facto houve a tão famosa táctica do “quadrado” ou se simplesmente esta é uma visão imaginativa de Fernão Lopes de umas alas reforçadas. No entanto tradicionalmente foi assim que a Batalha acabou por seguir para a história. O ataque começou com uma carga da cavalaria francesa a toda a brida e em força, de forma a romper a linha de infantaria adversária. Contudo as linhas defensivas portuguesas repeliram o ataque. A pequena largura do campo de batalha, que dificultava a manobra da cavalaria, as paliçadas (feitas com troncos erguidos na vertical separados entre si apenas pela distancia necessária à passagem de um homem, o que não permitia a passagem de cavalos) e a chuva de virotes lançada pelos besteiros (auxiliados por 2 centenas de arqueiros ingleses) fizeram com que, muito antes de entrar em contacto com a infantaria portuguesa, já a cavalaria se encontrar desorganizada e confusa. As baixas da cavalaria foram pesadas e o efeito do ataque nulo. Ainda não perfilada no terreno, a retaguarda castelhana demorou a prestar auxílio e, em consequência, os cavaleiros que não morreram foram feitos prisioneiros pelos portugueses. Depois deste revés, a restante e mais substancial parte do exército castelhano atacou entraram em confronto com a infantaria portuguesa: “Castyla! Sant’iago!” ao que os portugueses replicaram bradando “Portugal! São Jorge!”. A linha castelhana era bastante extensa, pelo elevado número de soldados. Ao avançar em direcção aos portugueses, os castelhanos foram forçados a apertar-se (o que desorganizou as suas fileiras) de modo a caber no espaço situado entre os ribeiros. Enquanto os castelhanos se desorganizavam, os portugueses predispuseram as suas forças dividindo a vanguarda de D. Nuno em dois sectores, de modo a enfrentar a nova ameaça e onde se destacou com especial bravura a famosa Ala dos Namorados.

Mas, vendo que o pior da investida castelhana ainda estava para chegar, o Rei de Portugal ordenou a retirada dos besteiros e archeiros ingleses e o avanço da retaguarda através do espaço aberto na linha da frente. Desorganizados, sem espaço de manobra e finalmente esmagados entre os flancos portugueses e a retaguarda avançada, os castelhanos pouco puderam fazer senão morrer.

Ao entardecer a batalha estava já perdida para Castela. Precipitadamente, D. João de Castela ordenou uma retirada geral sem organizar uma cobertura. Os castelhanos debandaram então desordenadamente do campo de batalha. A cavalaria Portuguesa lançou-se então em perseguição dos fugitivos, dizimando-os sem piedade. Alguns fugitivos procuraram esconder-se nas redondezas, apenas para acabarem mortos às mãos do povo. Surge aqui um mito português em torno da batalha: uma mulher, de seu nome Brites de Almeida, recordada como a Padeira de Aljubarrota, iludiu, emboscou e matou, pelas próprias mãos, alguns castelhanos em fuga. A história é por certo uma lenda da época! De qualquer forma, pouco depois, D. Nuno Álvares Pereira ordenou a suspensão da perseguição e deu trégua às tropas fugitivas. Ao amanhecer do dia seguinte, a catástrofe sofrida pelos castelhanos ficou bem à vista: os cadáveres eram tantos que chegaram para barrar o curso dos ribeiros que flanqueavam a colina e o barulho ensurdecedor do crocitar dos corvos contribuía para o cenário de terror. Para além de soldados de infantaria, morreram também muitos nobres castelhanos, o que causou luto em Castela.

A Batalha de Aljubarrota representa uma das raras grandes batalhas campais da Idade Média entre dois exércitos régios e um dos acontecimentos mais decisivos da História de Portugal. No campo militar significou a inovação de uma táctica, onde os homens de armas apeados foram capazes de vencer a poderosa cavalaria medieval. No campo diplomático, permitiu a aliança entre Portugal e a Inglaterra, que perdura até aos dias de hoje, pois no ano seguinte foi assinado o Tratado de Windsor, aliança consolidada em 1387 pelo casamento de D. João I com a Princesa Inglesa Dona Filipa de Lencastre (Lady Phillippa of Lancaster), filha de John Gant, Duque de Lancaster, e neta do então monarca inglês Eduardo III, de cujo consórcio matrimonial nasceria a Ínclita Geração. No aspecto político, resolveu a disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Leão e Castela, permitindo a afirmação de Portugal como Reino Independente.

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Uma época sem fundamentação


“A época contemporânea é uma época que carece de fundamentação. Isso se deve "à perda da realidade". É uma época amorfa, incapaz de produzir um estilo e um tipo humano característicos. É também uma época ocasionalista caracterizada por produzir toda espécie de substituições inspiradas na boa nova da religião secular da modernidade herdada do humanismo. A substituição principal que abre a porta para todas as demais, é a do princípio de transcendência pelo de imanência. Isto tira fundamento à anterior visão da realidade sem, no entanto, ter sido capaz de estabelecer uma nova fundamentação. Dai que seja também uma época niilista. O impulso veio, efectivamente, do humanismo, cuja fé na capacidade de conhecer e de fazer do homem, suscitou a esperança em conseguir, por fim, o estabelecimento da Cidade Perfeita. Seria uma Cidade do Homem constituída por homens novos nos quais a virtude da solidariedade, virtude do homem exterior, substitui a caridade, virtude do homem interior.
Esta religião veio à luz na Revolução Francesa, competindo desde então com o cristianismo: a fé no homem substitui a fé em Deus, a fé no homem novo substitui a fé em Cristo, e o Reino do Homem substitui o Reino de Deus. A moral desta religião do homem emancipado é o humanismo e a sua igreja o Estado-Nação, um Estado Moral."

Dalmácio Negro Pavón em "Política y facciones: la guerra de todos contra todos". Revista Verbo

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

São Lourenço, o príncipes dos mártires

São Lourenço nasceu em Huesca (Espanha) por volta do ano 225. Segundo Santo Agostinho, o desejo que Lourenço tinha de unir-se a Jesus era tanto que esqueceu dor da tortura quando foi martirizado.

No ano 257, o imperador romano Valeriano ordenou uma perseguição contra os cristãos. No início, parecia mais branda do que a imposta por Décio. Proibia as reuniões dos cristãos, fechava os acessos às catacumbas, exilava os bispos e exigia respeito aos ritos pagãos. Mas não obrigava a renegar a fé publicamente. Entretanto, no ano seguinte, Valeriano ordenou que os bispos e padres fossem todos mortos. 

Lourenço era o arcediácono do Papa Xisto II, isto é, o primeiro dos sete diáconos ao serviço da Igreja de Roma. Depois do Papa, era Lourenço o responsável pela Igreja. Isto quer dizer que era o assistente do Papa nas celebrações. Mas, além disso, administrava os bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos, viúvas e doentes.

A partir do decreto de Valeriano, os bispos começaram a ser executados e um dos primeiros foi Cipriano de Cartago, que morreu em 258. Logo em seguida foi à vez do Papa Xisto II ser executado, juntamente com os outros seis diáconos.

O diácono Lourenço foi preso e levado à presença do Prefeito Romano para entregar todos os bens que a Igreja possuía. Lourenço pediu um prazo de três dias, pois, como confessou, a riqueza era grande e tinha de fazer o balanço completo. Obteve o consentimento.

Tratou de reunir um grupo de cegos, órfãos, mendigos e doentes, colocou-os à frente do Prefeito, e disse: "Pronto, aqui estão os tesouros da Igreja". Irado, o governador mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo, e lentamente. O suplício cruel não demoveu Lourenço da sua Fé. Segundo uma narrativa de Santo Ambrósio, Lourenço teria ainda encontrado disposição e muita coragem para dizer ao seu carrasco: "Podes virar-me...já estou bem assado deste lado".

Lourenço morreu no dia 10 de Agosto de 258, rezando pela cidade de Roma. A população mostrou-se muito grata a São Lourenço, que, pelo seu feito, é chamado de "príncipe dos mártires". Os romanos ergueram, ao longo do tempo, tantas igrejas em sua homenagem que nem mesmo São Pedro e São Paulo, os padroeiros de Roma, possuem igual devoção.

Oração a São Lourenço: Ó Deus, o vosso diácono Lourenço, inflamado de amor por Vós, brilhou pela fidelidade no vosso serviço e pela glória do martírio; concedei-nos amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

adaptado de 'Catequese Cristã Católica'


domingo, 9 de agosto de 2026

Da lenda negra da Inquisição

Os historiadores folhetinescos, por um lado, e os energúmenos da história, por outro, criaram à Inquisição católica uma fama terrível, convencendo o pobre público ignorante e irreflectido de que, por obra dela, o Espírito viveu aferrolhado e encadeado, não podendo expandir-se... E, todavia, nada mais falso. A ciência foi livre. Livre foi a erudição. Livre a especulação filosófica. Livre foi a arte. O que não foi livre foi o denegrir da fé, o corromper a teologia, o envenenar as almas, semeando nelas erros e maldades.

Alfredo Pimenta citado por José Hermano Saraiva in «História de Portugal», 1993


Fonte: Veritatis

sábado, 8 de agosto de 2026

A democracia


 “Uma democracia não se organiza, porque a ideia de organização em qualquer grau que seja, exclui também em qualquer grau a ideia de igualdade: organizar é diferenciar e é, em consequência, estabelecer graus e hierarquias…

O fim natural de uma República democrática é o socialismo de Estado democrático, a obra fundamental da centralização e do funcionarismo”.

Charles Maurras em “Pesquisa sobre a monarquia”