sábado, 16 de maio de 2026

Aniversário da Real Associação de Lisboa


Este ano, a Real Associação de Lisboa vai celebrar o seu aniversário no próximo dia 30, um Sábado, às 10:00hs. com uma visita ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, na vila de Queijas, concelho de Oeiras. Este é um local de profunda devoção onde a política e a religião se cruzaram intensamente nas primeiras décadas do século XIX, e cujo museu raramente abre ao público.

A visita será guiada pelo Reitor do Santuário seguindo-se o habitual almoço de confraternização.

Para mais esclarecimentos e inscrições, contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115, ou presencialmente na nossa sede, de segunda a sexta-feira, entre as 14:00 e as 17:00.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

81º ANIVERSÁRIO DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA

O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.

Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.

Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.

Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstancias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.

Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.

Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.

Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.

Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para o despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território. O parlamento de Timor-Leste atribuiu-lhe, em 2011, a nacionalidade timorense, por voto unânime, pelos “altos serviços prestados à Pátria”.

É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.

Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.

Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma, Loewenstein etc.

Visita regularmente países com estreita relação histórica a Portugal frequentemente a convite dos respectivos Governos ou Chefes de Estado com quem mantém laços de amizade, como por exemplo o Brasil, Arábia Saudita, os Emiratos Árabes Unidos, Japão, China, Marrocos, Rússia, Estados Unidos, etc.

Casou a 13 de Maio de 1995, com a Senhora Dona Isabel de Herédia, e é pai de:
Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, nascido a 25 de Março de 1996 e baptizado em Braga a 1 de Junho de 1996,
Dona Maria Francisca nascida a 3 de Março de 1997 e baptizada em Vila Viçosa em 31 de Maio de 1997
Dom Dinis nascido a 25 de Novembro de 1999 e baptizado no Porto em 19 de Fevereiro de 2000.

 Hoje, S.A.R., O Senhor Dom Duarte Pio de Bragança celebra o seu aniversário.


Os nossos desejos de que esta data seja abençoada por Deus, que a repita por muitos e longos anos na companhia da Família que ama e que a todos nos enche de alegria.

Que Deus O ajude a fazer da Pátria o Reino que todos sonhamos.


VIVA O REI!

VIVA PORTUGAL!

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Quinta-Feira da Ascensão ou Dia da Espiga

Em Portugal, nesta Quinta-Feira da Ascensão, as pessoas iam para os campos em busca dos vários constituintes do Ramo da Espiga. Ramo que segundo reza a tradição será colocado atrás da porta principal de casa, local onde fica até ser substituído no ano seguinte. 

As Espigas devem ser sempre em número ímpar, e são a parte mais importante do ramo. Podem ser de trigo, centeio, aveia, ou qualquer outro cereal. Representam o pão, como a base do sustento da família, e a fecundidade. 

A Papoila, com a sua cor vibrante e quente, significa neste ramo o amor, e a vida. Sendo a parte mais garrida do ramo acaba por ser também aquele que mais se decai com o ano a passar, ao escurecer e secar. 

O Malmequer simboliza no ramo a riqueza e os bens terrenos. Isto pelo seu branco simbolizar a Prata, e ao mesmo tempo o amarelo simbolizar o Ouro. 

A Oliveira acaba por ter um duplo significado no Ramo da Espiga. Em parte significa a Paz, sendo que é um dos símbolos da Paz desde a antiguidade. Ao mesmo tempo é o símbolo da Luz, visto do seu óleo, azeite, se encherem as lâmpadas que alumiavam as casas. Sendo que esta Luz pode ser interpretada como o sentido divido da mesma, significando a sabedoria divina. 

O Alecrim, tal como a Oliveira é uma presença constante pelo mediterrâneo. Com o seu cheiro forte e duradouro, e sendo uma planta que resiste a quase tudo, simboliza no ramo a força e a resistência. Ao contrário da Papoila avançando no ano o seu cheiro vai-se aguentando, e a sua presença torna-se cada vez mais notada no ramo. 

A Videira é a representação do vinho, tão importante para a nossa cultura e tradição.

in Jornal de Mafra


quarta-feira, 13 de maio de 2026

31º ANIVERSÁRIO DO MATRIMÓNIO DE SS. AA. RR., OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA

Hoje, dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, comemora-se o aniversário de Matrimónio de SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança, Dom Duarte Pio e Dona Isabel.

Desejamos a Vossas Altezas as maiores felicidades e que Deus Vos Abençoe.

Que Nossa Senhora de Fátima esteja sempre presente no Amor, na Alegria e na Caridade dos Nossos Reis e Infantes.

VIVA O REI! VIVA A RAINHA!
VIVA A FAMÍLIA REAL!

3 acontecimentos marcantes no dia 13 de Maio de 1917

Há 109 anos, em lugares diferentes do Mundo, decorriam eventos que viriam a influenciar de modo decisivo o futuro da Humanidade: 

1 - 13 de Maio de 1917: Lenine, após o assassinato de uma professora de catequese e dos seus alunos, redige o "credo ateu" afirmando: "Já não há Céu, já não há Deus!"

2 - 13 de Maio de 1917: Nossa Senhora aparece pela primeira vez em Fátima aos três pastorinhos. No segundo segredo relevado pela Santíssima Virgem em Fátima está prometida a conversão da Rússia comunista.

3 - 13 de Maio de 1917: O Pe. Eugenio Pacelli é sagrado Arcebispo in partibus de Sardes, pelo Papa Bento XV, na Capela Sistina. 22 anos mais tarde foi eleito Papa e escolheu o nome Pio XII. Foi o primeiro Papa a ter uma ligação forte às aparições de Fátima, sendo conhecido nessa época como "Papa de Fátima". O Papa Pio XII viu o milagre do sol nos jardins do Vaticano no dia 30 de Outubro de 1950 às 16h.


terça-feira, 12 de maio de 2026

A proibição da Missa Tradicional é um abuso de poder

A liturgia romana tradicional da Missa foi a liturgia dos nossos antepassados. Foi a forma da Missa com que a maioria das nações europeias (excepto alguns países da Europa de Leste e os ritos ambrosiano e moçárabe), todas as nações americanas e a maioria das nações africanas, asiáticas e oceânicas foram evangelizadas.

«O que as gerações anteriores consideraram sagrado, permanece sagrado e grande para nós também» (Papa Bento XVI).

«O problema do novo Missal está em ter sido abandonada uma história sempre contínua, antes e depois de São Pio V, e na criação de um livro totalmente novo (embora compilado a partir de material antigo)» (Cardeal Joseph Ratzinger).

A «publicação [do novo Missal] foi acompanhada por uma espécie de proibição de tudo o que a precedeu, o que é inédito na história da liturgia e do direito eclesiásticos» (Cardeal Joseph Ratzinger).

«Posso afirmar com certeza, com base no meu conhecimento dos debates conciliares e da minha leitura repetida dos discursos dos Padres Conciliares, que isto [ou seja, a reforma tal como está agora no novo Missal] não corresponde às intenções do Concílio Vaticano II» (Cardeal Joseph Ratzinger).

A liturgia romana tradicional da Missa foi a liturgia de todos os Santos do rito latino que conhecemos pelo menos durante todo o último milénio; daí a sua antiguidade milenar. Embora comumente chamada Missa «Tridentina», a forma exacta da Missa já estava em uso vários séculos antes do Concílio de Trento, e esse Concílio pediu apenas que se canonizasse essa forma venerável e doutrinalmente segura da liturgia da Igreja Romana.

A liturgia romana tradicional da Missa tem a maior afinidade com os ritos orientais ao dar testemunho da lei litúrgica universal e ininterrupta da Igreja: «No Missal Romano de São Pio V, como em várias liturgias orientais, há orações muito belas através das quais o sacerdote expressa o mais profundo sentido de humildade e reverência perante os Mistérios Sagrados: elas revelam a própria substância da Liturgia» (Papa João Paulo II).

O Papa e os Bispos não têm, portanto, autoridade para proibir ou limitar tal forma venerável da Santa Missa, oferecida pelos Santos durante mais de mil anos, da mesma forma que o Papa ou os Bispos não teriam autoridade para proibir ou reformar significativamente a forma venerável do Credo Apostólico ou Niceno-Constantinopolitano, precisamente por causa do seu uso venerável, contínuo e milenar.

Cumprir a proibição abusiva dessa forma venerável da Missa dos Santos, emitida infelizmente por eclesiásticos, neste tempo de crise eclesial sem precedentes, constituiria uma falsa obediência.

O incumprimento das proibições da Missa Tradicional não torna, por esse facto, alguém cismático, desde que se continue a reconhecer o Papa e os Bispos, a respeitá-los e a rezar por eles.

Ao desobedecer formalmente a tal proibição inédita de um património inalienável da Igreja Romana, obedece-se de facto à Igreja Católica de todos os tempos e a todos os Papas que celebraram diligentemente e ordenaram a preservação dessa forma venerável e canonizada da Missa.

A proibição actual do rito tradicional da Missa é um fenómeno temporário e cessará. A Igreja Romana vive hoje uma espécie de exílio litúrgico, i. é., a Missa Tradicional foi exilada de Roma; no entanto, o exílio terminará, com certeza, um dia.

Como a Missa Tradicional tem sido usada de forma ininterrupta há mais de um milénio, santificada pela recepção universal ao longo do tempo, pelos Santos e pelos Pontífices Romanos, pertence ao património inalienável da Igreja Romana. Consequentemente, no futuro, os Pontífices Romanos reconhecerão sem dúvida uma vez mais e restabelecerão o uso dessa liturgia tradicional da Missa.

Os futuros Papas agradecerão a todos os sacerdotes e fiéis que, em tempos difíceis, apesar de todas as pressões e falsas acusações de desobediência, e num espírito de sincero amor pela Igreja e pela honra da Santa Sé, mantiveram e transmitiram o grande tesouro litúrgico da Missa tradicional às gerações futuras.

D. Athanasius Schneider in One Peter Five


domingo, 10 de maio de 2026

A conspiração do silêncio

No entanto, são mal conhecidos de grande público muitos dos nossos contra-revolucionários, como o Marquês de Penalva, D. Fr. Fortunato de S. Boaventura, Faustino José da Madre de Deus, e tantos mais [como o Pe. José Agostinho de Macedo]. De outros, só se tornaram divulgados aqueles escritos que ao Maçonismo triunfante parecia não defenderem doutrinas prejudiciais aos seus intentos, como sucedeu, por exemplo, com Oliveira Martins, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão. As obras desses autores, que, em oposição à corrente do século, combateram com ardor a desordem revolucionária e as suas consequências no nosso País, foram escrupulosamente atabafadas pelos corifeus da Soberania Popular. E assim, à volta de grandes nomes da nossa história e das letras pátrias, se fazia a conspiração do silêncio, no objectivo evidente de fugir a um debate que se afigurava de resultados pouco vantajosos, e também com o fim de que as gerações vindouras os viessem a ignorar.

Fernando Campos in prefácio a «Os Nossos Mestres, ou Breviário da Contra-Revolução», 1924


Fonte: Veritatis

sábado, 9 de maio de 2026

O caminho para o Plutocratismo


Enganam-se os humildes se nas promessas falaciosas do erro democrático supõem encontrar a realização das suas reivindicações justíssimas!

Um século inteiro de experiências dolorosas mostra-nos que nunca a sorte das classes pobres pode ser tratada e minorada pelos governos saídos do voto que são estruturalmente governos sujeitos, por defeito de origem, à venalidade e à corrupção.

A Propriedade e o Trabalho, constituindo a pedra angular da Família, constituem os alicerces inalienáveis da Nacionalidade.

Cosmopolita, mais fácil de se furtar às suas responsabilidades sociais, o Capital precisa de se restringir aos seus defeitos de relação entre a terra e o homem. Os desaforos do cambismo, envolvendo e universalizando a sociedade por meio da judiaria argentária, empurram-nos fatalmente para a dissolução do conceito supremo da Pátria. Impossibilitam por outro lado o operário de se hierarquizar como uma energia positiva e autónoma.

As democracias resultam daqui, agora e sempre, como as formas de governo mais aptas à supremacia da alta finança... A instabilidade do poder nos governos electivos e a sua conquista pela corrupção eleitoral torna-os por natureza regimes abertos como nenhuns outros às imposições do Plutocratismo.

António Sardinha em "Durante a Fogueira"