terça-feira, 31 de março de 2026

A Eternidade da Pátria

“As Nações só valem pela firmeza moral que as leva à consciência da dignidade colectiva e de uma finalidade comum. Fortalecer e moralizar a família, é fortalecer e moralizar a Nação.
Só as famílias fortes e duradoiras fazem fortes as nações. A Terra de Portugal é o sagrado património de avoenga da Família Portuguesa: conservemo-lo inalienável, intangível e eterno se quisermos que eterna seja também a nossa Pátria.”

Adriano Xavier Cordeiro

segunda-feira, 30 de março de 2026

28 de Março: São João de Capistrano

S. João, nascido em Capistrano (Abruzos) a 24 de Junho de 1385, entrou na Ordem de S. Francisco, na idade de 39 anos. Foi escolhido por Deus para libertar a Europa do Islão que ameaçava invadi-la, no século XV. Maomé II apoderava-se de Constantinopla, capital do Império do Oriente e marchava contra Belgrado. O Papa Calisto III decretou a Cruzada. S. João pregou-a na Panónia e noutras províncias. Ajudado pelo nobre húngaro João Hunyadi, alistou setenta mil cristãos. Esses soldados improvisados, só tinham, para combater, forquilhas e flagelos. João, de quem «o Senhor era a força», «obteve com eles a vitória depois de rude combate», assegurando assim o triunfo da Cruz sobre o Crescente. Nessa mesma tarde, 120.000 turcos jaziam sobre o solo, ou haviam fugido, ao passo que Maomé II, ferido, renunciava aos seus projectos contra a Europa cristã. Morreu em 1456. Recorramos à sua protecção e à penitência para repelir os ataques do espírito maligno.

«Missal Quotidiano e Vesperal», 1940


Fonte: Veritatis

domingo, 29 de março de 2026

Semana Santa, a semana mais importante do ano


Num dia como o Domingo de Ramos, Jesus Cristo entrou em Jerusalém, onde foi recebido com honras de Rei e aclamado como O enviado por Deus. Mas o clima de festa não durou muito; 5 dias depois, essa multidão que tanto o louvara foi a mesma que gritou em uníssono: "Crucifica-O!" e que não descansou enquanto isso não aconteceu. Sobre este pequeno episódio diria o seguinte:

1. Não nos devemos preocupar com o que as pessoas pensam ou dizem de nós: num dia somos óptimos, no dia seguinte somos péssimos; para uns somos os melhores, para outros somos os piores. Apenas interessa o que Deus pensa de nós. Viver com essa consciência dá-nos uma grande liberdade. Foi assim que viveu Jesus.

2. As multidões podem ser manipuladas. Jesus foi recebido em festa e com pompa porque tinha feito bastantes milagres - alguns testemunhados por muitos dos presentes - e tinha ensinado como alguém com autoridade para o fazer, e não como os que ensinam uma coisa e fazem outra. Ainda assim, um pequeno grupo conseguiu influenciar essa multidão de maneira a que esquecesse o que sabia ser verdade e exigisse a maior injustiça do mundo: a morte de cruz a um homem que passou fazendo o bem.

3. Nosso Senhor aceita ser aclamado sabendo que uns dias mais tarde seria desprezado, insultado, agredido, açoitado, flagelado, crucificado e assassinado. Tudo aceitou sem se revoltar, com uma mansidão que faz corar a nossa revolta ao mínimo insulto ou correcção que nos fazem. Fez isso para nos salvar; e também para nos ensinar.

Santa Semana Santa a todos.


sábado, 28 de março de 2026

Entrevista de SAR Dom Afonso de Bragança à revista "Sábado"

O futuro rei de Portugal (sem trono) faz 30 anos! mas não vai fazer grandes festas por respeito às tragédias que afectaram o país. O sucessor de SAR D. Duarte Pio, herdeiro do trono de Portugal, é apaixonado pelo mar, pratica vela, surf e mergulho e não tem namorada.

Esta quarta-feira, 25, é dia de festa em casa dos Duques de Bragança. SAR D. Afonso, o primogénito de SS. AA. RR. D. Duarte e D. Isabel, faz 30 anos. Mas apesar de ser uma idade marcante, o príncipe da Beira não vai fazer grandes comemorações. “Este ano, tendo em conta todos os desastres que aconteceram em Portugal, não me faz sentido organizar uma grande festa. Haverá certamente outras oportunidades”, revela à SÁBADO.

Quando o referem como “um dos solteiros mais cobiçados da realeza”, o também Duque de Barcelos diz que encara isso “com humor e naturalidade”: “Não dou grande importância. Até porque, nas revistas de social, já me ‘casaram’ com várias pessoas”. Mas acha “lisonjeiro” quando lhe dizem que é parecido com D. Pedro II, o último imperador do Brasil. “Como descendo dele através da minha avó materna, é natural que tenha herdado alguns traços. Existe até uma fotografia curiosa que circula nas redes sociais em que aparecemos ambos de perfil e onde se notam de facto algumas semelhanças”, explica.

O principal papel de um herdeiro de uma casa real é garantir descendência, mas D. Afonso assume que ainda não será para já: “O casamento é algo importante na vida de qualquer pessoa. Acredito, no entanto, que essas decisões devem surgir no momento certo e de forma natural. Por agora, continuo a minha vida de solteiro”. O pai, SAR D. Duarte, de 80 anos, casou-se com SAR D. Isabel de Herédia aos 49.

Talvez por desde que nasceu estar a ser preparado para suceder ao pai como chefe da Casa Real Portuguesa, o discreto D. Afonso é dos três irmãos (D. Maria Francisca e D. Dinis), o mais reservado. Embora tenha cada vez mais uma vida pública, evita a exposição e concordou falar com a SÁBADO por e-mail. Mas o que tem andado a fazer e quais os projectos de D. Afonso, que é o primeiro na linha de sucessão ao trono de Portugal? Depois de ter frequentado o St. Julian’s, em Carcavelos, e a The Oratory School, em Inglaterra (um colégio interno católico com uma forte componente de formação militar), o príncipe da Beira, licenciou-se em Ciências Políticas e Relações Internacionais, na Universidade Católica. Apaixonado pelo mar e pela biologia marinha, escolheu o mestrado em Direito e Economia do Mar e prepara-se agora para defender a tese sobre protecção do meio marinho em Portugal.

Sem protocolos

No ano passado, D. Afonso conta que esteve envolvido num projecto de circum-navegação pela Antárctida, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul: “Foi uma expedição marítima que durou cerca de três meses, em que tive a oportunidade de visitar várias estações científicas, estudar a fauna local e conhecer cientistas e biólogos de várias partes do mundo”. Ao mesmo tempo, diz que está a desenvolver um trabalho com a Marinha na área do Direito e Economia do Mar, “em matérias relacionadas com o ordenamento do espaço marítimo, actividades marítimas, projectos e instrumentos de gestão e fiscalização”. Paralelamente, conta que tem colaborado em “projectos ligados ao património familiar, à cultura e a iniciativas associativas, nomeadamente na nossa casa em Sintra, que estará parcialmente aberta a visitas num futuro próximo”.

Praticante de vela desde pequeno, D. Afonso também é adepto de outros desportos aquáticos, como surf, mergulho e caça submarina. Pela forte ligação ao mar, diz ter como referências alguns monarcas portugueses: “D. João II, pela forma como impulsionou as descobertas que permitiram a expansão do império português, e o Rei D. Carlos, que promoveu várias campanhas de oceanografia com o objectivo de desenvolver o conhecimento científico sobre o Atlântico”.

O filho mais velho do herdeiro do trono de Portugal passou pelos três ramos das Forças Armadas, que afirma ter sido uma “experiência extraordinária”, e onde construiu “boas amizades”. Uma das vantagens de ser membro da realeza em Portugal é poder fazer uma vida normal, sem ter de obedecer a protocolos rígidos ou andar com guarda-costas. D. Afonso – que não é muito activo nas redes sociais – costuma fazer “programas simples” com o seu grupo de amigos: “Gostamos de explorar o interior do país e também vamos muito para a Caparica ou para o Algarve”. Visitam museus, vão a concertos e ao cinema – Hamnet foi o último filme que viu e que considera “muito bem interpretado”.

Como futuro Chefe da Casa Real portuguesa, SAR D. Afonso tem acompanhado cada vez mais o pai e representado a Casa Real com maior frequência, o que diz ser um “trabalho intenso, embora muitas vezes discreto”. Uma das últimas viagens que fizeram foi ao Bangladesh, a convite da Fundação London Tea Exchange, em Novembro.

Fonte: Sábado

quinta-feira, 26 de março de 2026

Economia e sacrifício

“Economizar, pôr na reserva, é uma exigência central da natureza humana, e entender estas palavras no único sentido de acumulação de bens materiais é limitar o problema e desnaturá-lo arbitrariamente.
Um senhor medieval, um santo, um artista, um simples camponês encerrado no torrão paterno e de família numerosa, não acumulavam certamente dinheiro.
Mas acumulavam outra coisa: um capital de virtudes, de tradições, de bons costumes, sem falar de outras reservas materiais, mas vitais, como as terras, as casas com seus mobiliários…
Estas gentes sabiam negar-se à chamada do atractivo imediato. Sabiam privar-se de algo hoje em função de um porvir que tinham que defender e fecundar. O espírito de economia, no sentido mais alto da palavra, confunde-se com o espírito de fidelidade e de sacrifício”.
Gustavo Thibon em Diagnósticos de fisiología social

quarta-feira, 25 de março de 2026

A importância Universal do dia 25 de Março

O dia da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora - 25 de Março - é uma das festas mais antigas na Igreja. Segundo a Tradição, este dia 25 terá sido também o dia em que Jesus foi crucificado e morreu na Cruz: a Sexta-Feira Santa original. Por isso é o dia de São Dimas, o bom ladrão, a quem Jesus prometeu o Paraíso quando estavam na cruz. É ainda apontado como o dia da Criação do Mundo.

Em Florença, o próprio ano civil só mudava neste dia (e.g. 24/Mar/2021, 25/Mar/2022). Em Inglaterra, mesmo já sendo dominada pelos protestantes, era conhecido como "Lady Day". Foi este o dia escolhido por Tolkien, na sua obra "O Senhor dos Anéis", para a destruição do Anel e a consequente derrota de Sauron, que simboliza a derrota do mal.

Ave, Maria, gratia plena; Dominus tecum: benedicta tu in mulieribus.

30º Aniversário de SAR, O Senhor D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira


S.A.R. o Senhor D. Afonso de Santa Maria Miguel Gabriel Rafael de Bragança nasceu no dia 25 de Março de 1996 em Lisboa. É o filho mais velho dos Duques de Bragança. Como herdeiro de seu pai tem o título de Príncipe da Beira. D. Afonso, foi baptizado na Sé Catedral de Braga no dia 1 de Junho de 1996, numa cerimónia celebrada pelo Arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira. Teve como padrinhos, D. Afonso de Herédia, irmão da Duquesa de Bragança e a Princesa Elena Sofia de Bourbon Duas-Sicilias. No dia seguinte, foi Consagrado à Senhora da Oliveira, na Igreja de Santa Maria da Oliveira, em Guimarães, cerimónia celebrada por Monsenhor José Pinto de Carvalho.

No ensino pré-universitário, o Princípe da Beira estudou na Escola St. Julian’s, no Colégio Planalto, em Lisboa, e na The Oratory School, uma escola pública católica em Inglaterra. Obteve uma licenciatura em Ciências Políticas e Relações Internacionais na Universidade Católica Portuguesa, e está a terminar o seu mestrado em Economia do Mar, na Universidade Nova de Lisboa.

No seu percurso, o Princípe da Beira ingressou nos Bombeiros Voluntários de Lisboa, tendo participado em algumas importantes acções no terreno (o Infante D. Afonso, Duque do Porto, foi Comandante Honorário da mesma brigada). Posteriormente, realizou um período de treino nas Forças Armadas Portuguesas, tendo passado por todos os ramos (Exército, Força Aérea e Marinha).

Em termos profissionais, D. Afonso realizou estágios na Câmara de Comércio Luso- Americana, na EDP e na Accenture. Actualmente, está a viver em Genebra e trabalha numa importante casa de gestão de activos, a Pury Pictet Turrenttini.

No dia 21 de Junho de 2014, O Princípe da Beira foi investido como Cavaleiro Grã-Cruz de Honra e Devoção na Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta. Posteriormente, em Julho de 2014, o Duque de Castro concedeu ao Princípe a Grã-Cruz de Justiça da Sacra e Militar Ordem Constantiniana de São Jorge.

No dia 9 de Novembro de 2014, S.A.R. o Senhor D. Afonso e S.A. a Senhora D. Maria Francisca foram admitidos como irmãos de Honra na Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça.

O Princípe da Beira é ainda Cavaleiro Grã-Cruz da Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Real Ordem do Arcanjo São Miguel, as duas ordens dinásticas da Casa Real Portuguesa.

Em consequência do prestígio que a Família Real tem em Timor, o Princípe D. Afonso foi nomeado Liurai honorário em Setembro de 2014. A cerimónia decorreu durante uma visita dos Duques de Bragança para participarem na segunda sessão do Senado da Associação Liurais (que representa os descendentes dos reis tribais da ilha).

O Príncípe da Beira é também o patrono do Prémio Príncipe da Beira. Este prémio científico para Ciências Biomédicas foi criado para ajudar, motivar e desenvolver jovens cientistas, com menos de 40 anos e a estudar biomedicina, com o vencedor a obter reconhecimento nacional e internacional e um prémio monetário.

Desejamos ao nosso Príncipe Real, Saúde, Paz, Harmonia e muito Amor com toda a Nossa Querida Família Real, no mais belo exemplo de União e Tradição.


 Que Deus o guie e ilumine naquela que desejamos seja uma longa vida cheia de sucesso.


VIVA SUA ALTEZA REAL DOM AFONSO, PRÍNCIPE REAL!

VIVA A FAMÍLIA REAL!

VIVA PORTUGAL!

terça-feira, 24 de março de 2026

SAR O Duque de Bragança e SAR D. Afonso de Bragança nas Festas da Cidade de Santarém

A visita de Suas Altezas Reais, o Senhor Dom Duarte de Bragança, e do seu filho, Dom Afonso, Príncipe da Beira às Festas da Cidade de Santarém, constituiu um momento de grande relevo institucional e simbólico, marcado pela cordialidade e pelo espírito de celebração das tradições ribatejanas.

À sua chegada, foram recebidos com elevada cortesia pelo Presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, bem como por toda a sua vereação, que os acompanharam ao recinto das festividades. Este gesto de acolhimento reflectiu o respeito e a consideração institucional, num ambiente de proximidade e apreço mútuo.

Durante a visita ao recinto, tiveram a oportunidade de contactar de perto com as diversas expressões culturais e populares que caracterizam as festas, sendo calorosamente saudados pela população e pelos participantes. A presença de Dom Duarte Pio e de Dom Afonso conferiu especial dignidade ao evento, reforçando a ligação entre a tradição histórica e a vivência contemporânea da cidade.

A visita decorreu no âmbito de um almoço organizado pela nova direcção da Real Associação do Ribatejo, agora liderada pelo Dr. João Saldanha, proporcionando um ambiente de convívio e partilha entre os presentes. Esta ocasião permitiu um contacto próximo e cordial com os ilustres convidados, num momento marcado pela valorização das tradições e pelo reforço dos laços institucionais e culturais.


segunda-feira, 23 de março de 2026

A farsa dos direitos humanos


“É o humanismo o responsável pela nossa falsa noção sobre os direitos do homem, desses direitos do homem que, na verdade, medimos mal.

Eu respeito por mim, espiritualmente, a dignidade infinita da pessoa humana e igualmente de cada indivíduo. Mas quando se trata de deduzir dali direitos fantásticos da pessoa humana – seja como na época liberal, direito ilimitado de propriedade, seja como hoje direitos utópicos de cada um à cultura, à saúde e ao conforto -, tudo o que se tem chamado de direitos subjectivos do homem, então isso parece-me que é extrapolar e que é transportar para o direito uma linguagem que lhe é imprópria. Cada de um de nós não tem direito – em sentido estrito – senão a partes de bens estritamente limitados”

Michel Villey (1914-1988) em "Los Fundadores de la Escuela Moderna del Derecho Natural"; Buenos Aires