sábado, 24 de janeiro de 2026
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
O Pensamento Intemporal D’El-Rei D. Pedro V
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Missa de sufrágio por o Rei D. Carlos I e o Príncipe D. Luís Filipe - Lisboa
Uma vez mais a Real Associação de Lisboa cumpre o doloroso dever de mandar celebrar uma missa de sufrágio pelas almas de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luiz Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro (Domingo), pelas 19:00, na Igreja de São Vicente de Fora, com a Celebração Eucarística a cargo do Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada.
Como é da tradição, terminada a Missa terá lugar a romagem ao Panteão Real, onde Suas Altezas Reais deporão uma coroa de flores junto aos túmulos reais. A cerimónia encerrará com uma sessão de cumprimentos, junto à sacristia
Para mais esclarecimentos contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115 ou presencialmente na nossa sede de segunda a sexta-feira das 14:00hs às 17:00hs.
Muito importante será a presença de todos nesta afirmação de lealdade à Instituição Real.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
21 de Janeiro de 2026 - Celebração dos 470 anos do Breve do Papa Paulo IV, que aprovou o culto litúrgico à Rainha Santa Isabel em todo o Reino de Portugal
A Confraria da Rainha Santa Isabel pretende assinalar os 470 anos do Breve pontifício, do Papa Paulo IV, que aprovou o culto litúrgico à Rainha Santa Isabel em todo o Reino de Portugal., comemorando esta efeméride, dia 21 de Janeiro.
Contexto histórico
- Procissão Real: Em 1554, a Rainha Catarina de Áustria organizou uma grande procissão ao túmulo da beata em Coimbra, coincidindo com o nascimento do futuro D. Sebastião, o que impulsionou a devoção.
- Pedido Real: O sucesso desta manifestação levou D. João III a pedir à Santa Sé a aprovação do culto para todo o reino.
- Decreto Papal: Em resposta, o Papa Paulo IV emitiu um Breve em 1556, autorizando e confirmando o culto à Rainha Santa Isabel em todo o Reino de Portugal.
- Impacto: Este acto papal foi fundamental para a disseminação e consolidação da devoção à Rainha Santa Isabel em Portugal, tornando-a uma das santas mais populares do país, culminando na sua canonização solene pelo Papa Urbano VIII em 1625.
Neste ano, dadas as profundas obras de restauro que estão a ser realizadas na Igreja da Rainha Santa Isabel, que envolvem a instalação de andaimes em parte significativa da igreja, o programa da evocação desta efeméride será estritamente religioso.
Assim, está previsto o seguinte programa:
No dia 21 de Janeiro, às 18h00, na Igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra, celebrar-se-á Missa de acção de graças pela exemplar vida acontecida de Santa Isabel de Portugal.
Mantêm-se as celebrações religiosas habituais na Igreja da Rainha Santa Isabel.
Com os melhores cumprimentos,
Pel'A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel,
Joaquim Costa e Nora
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
O puritanismo da Lei Seca
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Das Ordens de Cristo, Avis e Santiago
domingo, 18 de janeiro de 2026
sábado, 17 de janeiro de 2026
As leis injustas não são leis...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Uma breve história da violência budista contra os cristãos
Fonte: Senza Pagare
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Temos aquilo que merecemos (já vos tinha dito)
"Sabemos, por instinto, que isto não chega. Que é preciso haver alguém. Um agente. Um procurador. Alguém que, em nome do “nós”, esteja diante dos outros. Um “nós” feito dos que estão vivos, dos que estão mortos e dos que ainda estão para vir. Exactamente onde todo o acto político devia começar. Na obrigação para com quem não pode responder.
A campanha para as eleições presidenciais está mais acesa do que nunca, destacando-se pela imprevisibilidade do resultado, algo pouco comum nas últimas décadas. O clima de competição acirra a vaidade dos candidatos, pois trata-se de uma eleição uninominal, onde cada um luta pela sua própria figura. Este contexto tem proporcionado um espectáculo pouco edificante, especialmente se considerarmos que o cargo em disputa é o de Chefe de Estado, cuja função deveria ser representar toda a nação. Para qualquer observador atento, esta realidade deveria causar perplexidade. Dir-me-ão os leitores que me repito, e eu dou-lhes razão: é inevitável passados tantos anos e várias eleições presidenciais que me repita, facto que só comprova a minha coerência.
O que distingue esta eleição das anteriores é a intensidade do confronto, resultado do elevado número de candidaturas que se encontram empatadas nas sondagens. Apesar dos conflitos e das acusações mútuas, há a convicção de que, com o tempo, tudo será esquecido e o eleito acabará por ser visto como “presidente de todos os portugueses”. A população, por sua vez, tende a conformar-se, desde que a sua rotina permaneça inalterada “a vida como habitualmente”, perpetuando o sentimento de marasmo que parece adiar continuamente o desenvolvimento do país. Este conformismo só é possível porque (ainda) não existe um problema de nacionalidade: o território, as fronteiras e a língua estão há muito estabelecidas – estamos solidamente incrustados no ocidente da Europa, e do mar que um dia foi porta para o mundo, ainda aproveitamos a vista. A religião, um factor em tempos de estabilização social, veio perdendo importância na definição da identidade. E não foi por culpa dos árabes, paquistaneses ou hindus, muito menos por culpa dos brasileiros ou africanos.
Não sei se é sorte ou maldição o país (todos nós) em que nascemos. Só os portugueses para aguentar e pactuar com a mais chocante falta de institucionalismo que foi a marca de Marcelo Rebelo de Sousa. Marcelo esforçou-se por todo o mandato a provar-nos que o seu cargo era inútil, uma supérflua redundância, a querer-se um igual aos outros, com as liberdades de todos, fosse a mudar de roupa em público na Baia de Cascais ou a debitar banalidades e inconfidências entre copos de ginjinhas perante o embaraço dos compatriotas. Mas o que não precisamos certamente é de um Chefe de Estado que se reclame progressista, reaccionário, socialista ou liberal. O país dispensa um chefe de facção disposto a envergonhar-nos com ideologias a promessas de amanhãs que cantam.
Falta ainda à sociedade portuguesa a consciência do poder individual que cada de nós possui para ser protagonista da própria vida, agindo com generosidade e ambição. Não é sensato depositar esperança em “homens providenciais” que se reclamam capazes de transformar o país ou libertar a economia a partir de Belém ou de São Bento. Esse papel deveria caber a cada português, consciente da sua liberdade e responsabilidade. Só uma rede de comunidades autónomas e empreendedoras, famílias, concelhos e cidades, com organismos intermédios feitos por homens livres e comprometidos, seria merecedora de um Estado verdadeiramente neutral.
João Távora
Fonte: Real Associação de Lisboa