segunda-feira, 14 de setembro de 2026
domingo, 13 de setembro de 2026
Aparição de Nossa Senhora de Fátima a 13 de Setembro
sábado, 12 de setembro de 2026
Festa do Santíssimo Nome de Maria
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
O MUNICIPALISMO - Declínio e Morte (parte IV e última)
É a trágica crueza do fogo que, no seu crepitar, para além de destruir vidas e de reduzir sonhos a cinzas, também faz rebentar a máscara deste modernismo revolucionário, que transformou homens em escravos nómadas, destruiu o património familiar pela quebra dos vínculos e que no seu frio combate a Deus, transformou uma Sociedade viva, forte e dirigida para o Absoluto, num somatório de indivíduos, assimilados em massas cretinizadas, indiferentes a tudo e todos, perdidos em florestas de betão.
Contudo, essa estrutura fundiária que antecedeu e serviu de braseiro ao nascimento de Portugal, ainda existe.
A rede composta pelas pequenas propriedades de exploração familiar, apesar de suja e coberta por um matagal, fruto do seu abandono, recusa-se a desaparecer. E é do próprio modernismo revolucionário na admissão do seu eterno erro original, que vão surgindo as vozes que apontam o abandono das terras, como mais um dos seus inúmeros pecados originais.
Tomemos, por isso, como missão, o rasgar das fontes que saciarão essa “sede insensata pelo Absoluto” que a todos sempre nos dominou. Sejamos aquele pequeno grupo de homens, que indiferentes à marcha dos tempos, levam a Sociedade ao caminho que nunca deveria ter abandonado.
Retomemos a alegria e a pujança do Municipalismo. Retomemos Portugal!
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Natividade de Nossa Senhora
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
SAR D. Afonso de Bragança na cerimónia que assinalou os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa, iniciada pelo Rei D. Carlos I
O Príncipe da Beira esteve presente na cerimónia que assinalou os 130 anos da primeira campanha oceanográfica portuguesa, iniciada pelo Rei D. Carlos I, em 1896.
A cerimónia, promovida pelo IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, realizou-se no dia 1 de Setembro, a bordo do Navio de Investigação Mário Ruivo, em Lisboa, e marcou também o início de uma nova campanha oceanográfica no âmbito da Directiva-Quadro Estratégia Marinha.
Durante o evento foi realizada, ao largo de Oeiras, a primeira estação de amostragem da nova campanha. O navio Mário Ruivo foi recentemente alvo de um investimento de cerca de sete milhões de euros, destinado ao reforço das suas capacidades científicas e operacionais.
A celebração contou ainda com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, do Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, entre outras entidades ligadas ao mar e à investigação científica.
130 anos depois, o legado de D. Carlos I continua vivo, através da ciência, da monitorização e da conservação do oceano português.
Fotografias: IPMA
domingo, 6 de setembro de 2026
O MUNICIPALISMO - Declínio e Morte (parte III)
Sem surpresa, mantem-se na peugada centralizadora da revolução liberal de 1834, sem qualquer evolução de nota, vítima que é do caos político, da guerra que assolou a Europa e porque no fundo, ela mais não é que o corolário lógico da “República Coroada” derrubada pela força, em 1910.
A nota a salientar, é a forte “governamentalização” da administração local. Os governadores civis estavam na base de pactos clientelares que asseguravam a vitória do partido democrático – que venceu, nas zonas rurais, quase todas as eleições de 1910 a 1926. (Manuel Baiôa – Elites e Poder a crise do sistema liberal em Portugal e Espanha 1918-1931).
Este “ocupar de cadeiras” tinha como primeira marca, não a qualidade, nem o serviço prestado às comunidades, mas a cor política de republicanos hierarquizados, em função da subserviência ao cacique local, ou à sua actividade revolucionária.
ESTADO NOVO
Apesar de querer recuperar as corporações e recusar o sufrágio universal como forma predilecta da electividade municipal, o certo é que não se afasta do modelo liberal.
As corporações não se assumem como corpos de base da sociedade, com o objectivo de subsidiariedade Cristã, de enriquecimento das comunidades promovendo o seu caminho para o Bem Comum, mas como meras organizações mercantis marcadas pela plutocracia que as dominava.
Assim todos os lugares de relevo nas freguesias, câmaras e distritos eram nomeados pelo governo, vincando a organização herdada da revolução liberal.
É mantida assim, em toda a estrutura municipal, o controlo e a absoluta centralização do poder, nascidos da revolução liberal e da I República.
III REPÚBLICA
Com a Revolução de 74 retoma-se a elegibilidade dos cargos municipais e de freguesias, muito embora a nomeação dos candidatos sujeitos a eleição dependa, não da vontade das populações, mas em exclusivo das cúpulas partidárias, reforçando o Absolutismo, como imagem de marca destes “Estados de Direito Democrático”.
Permanece uma organização política, não muito diferente da República coroada e da I República: baseia-se numa forte plutocracia partidária, onde os cargos de topo de institutos do estado e de empresas satélite, são distribuídos em função da voracidade das suas hostes. Um novo facto assume particular importância, o poder económico passa a ser determinante e influente na vida e decisões do próprio governo.
Nos municípios, o papel do governador civil vai sendo reduzido até ao seu completo desaparecimento e as freguesias prosseguem o seu calvário de desvirtuamento e de retirada de poder, numa total dependência e subordinação às câmaras municipais e estas em relação ao poder central.
Confirma-se a total destruição dos governos e liberdades comunitárias, que no seu labor concorriam para um Bem comum. Agora é o governo central, quem se sobrepõe e controla até à exaustão todas as comunidades, num esmagador centralismo e com governos de poder ilimitado.
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues