21 de junho de 2013

SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança na Marcha pela Defesa do Instituto de Odivelas


Antigo aluno do Colégio Militar, D. Duarte de Bragança, também apoia a luta pela continuação do Instituto de Odivelas em Odivelas



















Hoje (14 de Junho) senti um pouco do espírito do Instituto de Odivelas. Um mar de gente, munidos com rosas brancas e vermelhas, inundou o percurso entre o Mosteiro dos Jerónimos e o Ministério da Defesa Nacional. Tudo pela não extinção de uma instituição com mais de 113 anos de História. Desde o cidadão anónimo, a personalidades públicas como D. Duarte de Bragança (entre outros), todos marcaram presença de forma ordeira e pacífica, unidos por um só fim.
Fizeram-se representar oficialmente associações de Oficiais, Sargentos e Praças, Associações de Pais, de antigas e actuais Alunas, representantes das Forças Armadas, da população de Odivelas, etc., etc., etc.
Como alguns sabem, a minha filha está inscrita no 5º ano do Instituto de Odivelas, no entanto, devido a este Despacho, as inscrições foram canceladas, (ou deverei dizer suspensas). Ela nunca frequentou o Instituto, a não ser nas visitas que fizemos em dia aberto. Pois posso dizer que tal não foi impedimento para que fosse acolhida de igual forma por todas as actuais e antigas alunas. De forma espontânea foi-nos “raptada”, e levada para o meio delas. No final já vinha a cantar o hino do IO, e a perguntar porque não pode ela frequentar esta escola, porque é que tinha de acontecer no ano dela, e a contar as novas amizades que fez em poucas horas. Se, em poucas horas fez amigas, estou certo que nos anos que ali passam fazem “irmãs”. Amizades que perduram para uma vida, tal como pude constatar nos vários encontros espontâneos de antigas alunas, que ocorriam durante o trajecto. Tratavam-se como se família fosse, ou será que se tornaram mesmo?
Uma cumplicidade que apenas vivendo se compreende, e com a qual querem terminar administrativamente. “Se perguntarem quanto custa o Instituto, perguntem também quanto vale”, ouvi esta frase de entre o povo, e subscrevo na íntegra. Existem valores que não se quantificam, que não estão em folhas de excel, mas que fazem a diferença na sociedade em que vivemos.
Apesar de só me juntar a esta realidade este ano, dou o tempo por bem empregue, e só tenho pena se se terminar com 113 de história e de excelência, em nome de números. Números contra os quais se apresentam alternativas viáveis e economicamente vantajosas para todos.
Como fundador desta página apresento aqui mais uma vez a minha disponibilidade por continuar a lutar por uma instituição que dignifica Portugal, que dignifica o futuro das nossas filhas e da nossa sociedade.
Obrigado a todos, e até breve. . .

Leonel Madaíl dos Santos


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