30 de julho de 2016

Sucesso na 1ª Conferência das Comunidades Luso-Asiáticas, Fundação Dom Manuel II foi convidada de honra

Malaca1


Entre os dias 27 e 30 de Junho de 2016, decorreu em Malaca a 1ª Conferência das Comunidades Luso Asiáticas. Um evento organizado pela comunidade luso-descendente do famoso Bairro Português, que procurou juntar os representantes das diversas comunidades dispersas pelo continente asiático e que têm como denominador comum uma ascendência que remonta aos antigos marinheiros e soldados portugueses do séc. XVI.

Assim, presentes estiveram personalidades como Xanana Gusmão, ex-Presidente da República e Primeiro-Ministro de Timor-Leste, actual Ministro do Planeamento e Investimento Estratégico daquele país, mas também Fernando Nobre, Fundador e Presidente da Fundação AMI. Em representação do Estado Português esteve o Embaixador de Portugal em Jacarta, Joaquim Moreira de Lemos, e o Embaixador de Portugal em Banguecoque, Francisco Vaz Patto, este último, portador de uma mensagem do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, destinada à ocasião.

Entre as diversas comunidades luso-descendentes em presença estiveram os burghers, do Sri Lanka, a comunidade de Tugu, da Indonésia, a anterior Presidente de Pangim, Goa, Sra. Carolina Pó, a comunidade euro-asiática de Singapura e uma representação da comunidade macaense e Hong Kong.  

Entre os convidados de honra destacou-se a Fundação Dom Manuel II, que, na impossibilidade da presença do seu Presidente, S.A.R. o Senhor Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, assegurou a devida representação ao longo de todo o programa do evento. A Fundação Dom Manuel II vem, desde já dois anos, acompanhando a comunidade do Bairro Português, particularmente na dimensão cultural e na preservação e promoção da sua matriz identitária, numa colaboração que se pretende cada vez mais intensa. S.A.R., o Senhor Dom Duarte Pio, esteve presente junto daquela comunidade em 2015, onde teve a oportunidade de oferecer um novo sino de bronze, há muito desejado pelo bairro, e que se encontra na praça principal. A Fundação está, ainda, a envidar esforços conjuntamente com a Presidência da Região Autónoma da Madeira, com vista ao apetrechamento de um dos grupos folclóricos do bairro com os trajes típicos daquela região lusa.

O evento contou com uma ampla participação da comunidade local, bem como de alguns académicos convidados, que apresentaram comunicações sobre o crioulo e a preservação dos seus aspectos linguísticos, bem como sobre a cultura musical e a história daquela comunidade.

O responsável pela organização, Joseph de Santa Maria, aproveitou a ocasião para apelar a Portugal para “assumir a sua responsabilidade moral” para com estas comunidades, reconhecendo a sua existência e pugnando junto da CPLP para que seja equacionada a criação de uma fundação, a ser gerida pela própria CPLP, que assegure um esforço por parte dos países membros para se evitar a desintegração da “herança cultural portuguesa-asiática e dos idiomas portugueses-asiáticos”, em extinção acelerada.
 A Conferência das Comunidades Luso Asiáticas pretende firmar-se como um evento bienal, que venha a aumentar o leque de participação destas comunidades e alternando o seu local em cada edição, tendo ficado em aberto a possibilidade da mesma se vir a realizar em Timor-Leste, em 2018.

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