27 de novembro de 2011

500 anos Portugal-Tailândia: mais um borra-botismo republicano

Estes intérpretes de gente que se arrogam em representantes de um país quase milenar, preparam-se para cometer uma desfaçatez que apenas os tipifica segundo o padrão há muito estabelecido: o de anormais, incompetentes, arrogantes na ignorância e sobretudo, malcriados ajuramentados por lojinhas.
Estava prevista uma espectacular inauguração da exposição comemorativa das relações entre Portugal e o Reino da Tailândia. Um catering cuidado e oferecido - ponto importante para esses ruminantes sempre à espera de pinga e de manjedoura -, na tradição daquilo que de melhor os tailandeses sabem fazer. Uma importante lista de convidados nacionais e estrangeiros, dando a necessária dignidade ao evento. Centenas de horas de preparativos e o primoroso catálogo executado após aturado estudo. Um staff preparado e bem ao contrário das "altas individualidades" semi-analfabetas, conhecedor desta realidade histórica que para nós e em termos de relações internacionais e de aliança, apenas se pode comparar à nossa ligação com a Grã-Bretanha. Tudo isto para nada!
Não se sabe bem porquê e por apetite de não se sabe que batráquio decisor, a dita inauguração foi anulada. Nada de burros ajaezados de cavalos vindos de Belém, nada de gulosos beneditinos e pior ainda, nada de secretaria cultural sita na Ajuda. Nada, nada, nada! Os tais intérpretes de gente, "acharam" que era coisa de pouca monta, pois não se tratando de "Europas", não podem perder tempo com um banho e uma borrifadela de desodorizante, deslocando-se para mais uma maçada. No entanto, "acham" que vão lá dar um pulo no próximo dia 7 de Dezembro, talvez para verem as modas com que jamais sequer sonharam. Pois vão bater com o nariz na porta, ficando sós para a apetecida foto. Para eles, a Tailândia fica-se por umas férias de dez dias num resort qualquer, umas compritas em Patpong e uma visita ao Wat Phra Keaw.
Enfim, a ralé que aturamos em forma de gajame. Isto é definitivamente, uma República de triste sina.

Nuno Castelo-Branco
 

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