quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

UM DEBATE CINZENTO

A expectativa não era grande. Do confronto de dois demagogos poder-se-ia esperar um debate mais acalorado, mas o relativismo desta partidocracia, acorrentou-os a lugares-comuns, à defesa do regime, à manutenção ou maquilhagem de uma constituição, sobre a qual pesa a quase total impossibilidade de acção presidencial; ao uníssono de ambos, na definição liberal de nação e no tratamento a dar aos futuros infiéis que entrarão pelas nossas fronteiras, ou relativa aos que ilegalmente já cá estão, pouco mais se constou.
A discussão centrou-se depois, no significado dos apoios que cada um tem, do porquê da “direita caniche”, apoiar um candidato socialista e desdenhar o outro, em nome da falsidade humanista e adivinhação progressista, outro, que seguiu o curto e eficaz caminho dos ciganos e infiéis, na sua escalada ao poder, chocando-se com seu elevado custo para o erário público. Às massas cretinizadas só lhes resta, portanto, o aplauso, ou o insulto.
Um debate cinzento, de dois populistas, desprovidos de ideias, incondicionais adeptos da partidocracia e cujos valores e princípios não ultrapassam o relativismo de fundamento democrático em que vivemos. Sobre a família, a moral da sociedade, sua condução para o Bem, ou no mínimo, para a aristotélica e imanente felicidade, nem uma palavra. Ambos como bons liberais, abraçam a velha máxima liberal de Kant, “discutam quanto quiserem e sobre o que quiserem, mas obedeçam! “.
Recordando as palavras de Alberto Ruiz Galarreta, ambos não passam de hipóteses.
Como tal e porque uma hipótese, só consegue abranger do bem menor ao mal maior, exige da nossa parte o uso da inteligência e da razão para sairmos deste vicioso círculo do mal menor, impele-nos ao retomar do Estado confessional, obriga como solução, a saída urgente desta república partidocrata, para que se possa abraçar a Tese, essa sim, perfeitamente coincidente com o Bem.
E o primeiro passo passa por rejeitar este sufrágio, da mentira da soberania popular, falsidades absolutas do culto partidocrático. O resto do caminho, cabe-nos a nós e ao vigor de gerações vindouras que já se aprumam para o combate.
Por Deus, Pátria e Rei
Valentim Rodrigues

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