sábado, 5 de setembro de 2026
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
O MUNICIPALISMO - Declínio e Morte (parte II)
É em 1834, que pela última vez se fez uso da delegação concelhia, para a nomeação dos representantes municipais em Cortes. Contudo, todo este processo, que desde a constituição do Reino, sempre decorreu de uma forma natural, onde a voz das comunidades se elevava para conselho do Rei, é propositadamente manchado pelo Absolutismo liberal.
É nas palavras do insuspeito José Valdez, que encontramos os indícios da habitual mentira liberal, que se arrasta até aos dias de hoje:“… imprensa sob censura, os prefeitos e subprefeitos,(nomeados pelo governo), usaram de suborno e violência para a vitória das listas governamentais… “.
18 de Julho de 1835 é a data que marca a destruição do Municipalismo.
O seu Carrasco, Mouzinho da Silveira, impõe um modelo importado da França revolucionária, profundamente centralista e burocrático, com um único objectivo: - a centralização do poder para um controlo total e efectivo das comunidades, baseado em três linhas essenciais:
- Destruição das liberdades municipais
- Desmembramento da organização municipal, através da criação de uma nova administração com poucas províncias, cujos responsáveis pelos distritos e municípios são nomeados directamente pelo governo: - os Governadores Civis.
- Criação de uma estrutura legislativa pesada, ininteligível, alimentada por uma torrente incessante de novas leis, decretos e normas, garante de uma centralização total do poder.
Mouzinho da Silveira, mais não faz do que recuperar as lições nefastas de Marquês de Pombal: o capitalismo e industrialismo; o absolutismo do “o quero, posso e mando”, agora justificado pelo engano do sufrágio universal e a proibição como norma, sempre em nome da liberdade, empurrando Portugal para o malfadado “individualismo económico”.
Como Almeida Garret dirá, já no final da sua vida, “Assim se reformou esta desgraçada terra a machado!”
DESAMORTIZAÇÃO LIBERAL
A desamortização liberal consistiu na nacionalização dos bens da Igreja e sua revenda a uma burguesia endinheirada e cosmopolita; o fim das liberdades forais e dos terrenos de cultivo comunitário teve um efeito desastroso que ainda hoje ecoa:
- Ao transformar em assalariados, as famílias de agricultores que trabalhavam essas terras em seu proveito, privou-os de um rendimento gerado pela sua actividade, lançando-os numa espiral de fome e miséria ao serem vítimas de exíguos salários.
- Inicio de outro conhecido “problema estrutural”, o dos baixos salários
Perante as dificuldades, reforça-se o êxodo para as cidades, com alguma expressão no sec. XIX e bem mais acentuada no sec. XX, ao qual se junta o flagelo da emigração, que na segunda metade desse século era, primeiro, dirigida para o Brasil e EUA e depois para a Europa, só sofrendo uma interrupção no período correspondente à 1ª grande guerra.
Este abandono da terra e êxodo exponencial para as grandes cidades estão na origem de outro, modernamente chamado, “problema estrutural”…
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Duques de Coimbra visitaram a Região do Douro
29 e 30 de Agosto de 2026:
Os Duques de Coimbra estiveram este fim de semana na Região do Douro, a convite da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro, numa visita que incluiu momentos de cultura, tradição e património da região.
No sábado de manhã, os Duques de Coimbra participaram num passeio de barco pelo Douro, organizado pela Real Associação, seguindo-se uma prova de vinhos na Quinta do Vallado. Foram recebidos por Francisco Ferreira, trineto da célebre D. Antónia Ferreira e responsável pela quinta, que lhes deu a conhecer a história e a tradição desta emblemática casa duriense.
Os Duques de Coimbra estiveram também presentes na festa e no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, onde assistiram à Santa Missa e foram recebidos pelo Reitor do Santuário.
A visita incluiu ainda as Caves Raposeira, onde foram recebidos pelo administrador e sócio, Prof. Orlando Lourenço, e uma recepção nos Paços do Concelho de Lamego pelo Presidente da Câmara Municipal, Eng. Francisco Lopes.
Fotografias: Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Da relativização do Mal
terça-feira, 1 de setembro de 2026
O MUNICIPALISMO - Declínio e morte (parte I)
Contudo, é Adriano Xavier Cordeiro quem nos indicia o provável início do declínio do Municipalismo em Portugal, na sua conferência sobre “o Direito e as Instituições”, no âmbito da Questão Ibérica e que teve lugar na Liga Naval a 11 de Maio de 1915.
Xavier Cordeiro, que tratou sobretudo temas jurídicos sobressaindo, a defesa do poder do rei limitado pelos costumes e tradições, pelas liberdades e regalias dos foros dos concelhos rurais e o repúdio da influência dos direitos estrangeiros no direito português, atribui esse início ao inequívoco retomar do romanismo na letra da Lei, quando os ventos da modernidade renascentista chegaram às cristalinas areias, deste oceano onde o astro-rei adormece.
“ (…) Os homens-bons dos concelhos cedem a palavra a Acúrsio e a Bartolo. A antiguidade clássica ressurge como uma obsessão colectiva, viciando as virtudes ancestrais da Grei.
Sob o fluxo romanista, reforma-se a Ordenação do Reino e reformam-se os forais. (…)”.
D Manuel I, expoente máximo dos Forais em Portugal, poderá assim ser e talvez inadvertidamente, o responsável pela sua longa agonia, ao impor a normalização das cartas de foral, contrariando assim, a construção natural da Lei.
DESPOTISMO ESCLARECIDO
Se até ao séc. XVIII esta era a organização territorial, é a partir de Sebastião José de Carvalho e Melo que a Comarca ganha força, em detrimento dos pequenos governos comunitários, sendo reforçado o papel do corregedor e dos magistrados régios, nomeados directamente pelo Rei, o que gerou um terramoto na estrutura agrícola e comunitária.
A inspiração é clara e resulta da concepção protestante, maçónica e germânica. Pombal quis impor, de uma forma desastrada, o molde capitalista e industrial. “O quero, posso e mando”, contra “a decisão (na sucessão e questões externas-alienação territórios; guerra e paz), a deliberação (em todas as demais questões) e administração pela moderação por leis sábias”, da Monarquia Portuguesa.
Se por um lado o papel do corregedor passa a ser a uniformidade legal e administrativa do município, o certo é que se lança deste modo o embrião da centralização do poder, ao ser ele quem conduz os problemas e petições concelhias até ao Rei e tribunais superiores, cortando o vínculo, até então existente, entre o Rei e as comunidades.
As justiças, concelhos e corporações, são subjugados à acção discricionária do nefasto Marquês.
É promovida a integração dos concelhos com juízes ordinários nos de juízes de fora, como forma de acentuar a tutela dos concelhos régios sobre os restantes, em especial os eclesiásticos, e atribuídos largos privilégios aos grandes concelhos dos centros urbanos. Foi dado, então, o sinal de partida para um dos mais conhecidos “problemas estruturais” da actualidade liberal democrática: - a concentração demográfica nas grandes urbes.
Contudo, nota-se a incapacidade do déspota pombalino, em dominar esta ancestral rede agrária, cimentada nas freguesias/paróquias e seus pequenos concelhos, forais, confrarias, irmandades e corporações, que cientes da sua liberdade e do valor dos seus pequenos governos, opunham uma forte resistência às tentações centralizadoras do poder.
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Um retrato cheio de história
domingo, 30 de agosto de 2026
A IMPORTÂNCIA DO BEM COMUM
Eis porque a Cruz e a Espada são os admiráveis sustentáculos da nossa independência, alcançada a poder de tantíssimo sangue. Nós morreríamos nos torcicolos da longada, se o concurso dessas duas forças tradicionais não nos ajudasse a estabelecer o nosso lugarzinho ao sol, - se entregues apenas à espontaneidade do génio da Raça, nos não resguardassem de emboscadas e de inadvertências, dum lado, a ambição pessoal dos nossos Príncipes, do outro, os ditamos vindos de Trás-os-Montes, da claridade augustíssima de Roma.
A virtude primacial do Luso reside, pois, na sua predileção localista. O Concelho é assim a célula-mãe da Pátria. Mas a liberdade só se efectiva quando ponderada pela autoridade. Sem um valor de acentuado conteúdo concentrador, jamais se viabilizaria a perequação dos nossos diversos egoísmos institucionais, de cujo entrelaçamento os tecidos nervosos da nacionalidade se haviam fiado. (…)
Os municípios exprimiam as tendências ingénitas da Raça. Não caímos em erro se os classificarmos entre nós como formações absolutamente naturais. Por um processo associativo, frequentíssimo no mundo biológico, umas células pegaram a juntar-se às outras. E por força das circunstâncias do Meio e da Etnia. Portugal se constituiu como soma normal de tantas parcelas pequenas, em tudo idênticas e concordes.
Até o nome lhe adveio dum castro a cavaleiro do Douro, para que em nada padecesse dúvida a sua genealogia de terra livre.”
(António Sardinha, O Valor da Raça)
sábado, 29 de agosto de 2026
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Santo Agostinho de Hipona, Doutor da Igreja
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Santa Mónica
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
SAR Dom Duarte de Bragança: ‘Uso relógio, até para não perder os transportes’
Visitar familiares no estrangeiro e reencontrar amigos são duas tradições que procura não falhar nas suas férias grandes. Já quanto a amores de verão, se os teve, não confessa. ‘Não me convém responder’, diz com humor. E não gosta de bolas de Berlim.
Qual é o seu maior vício em férias?
Ler livros ou documentários interessantes.
Qual a tradição em férias de que nunca prescinde?
Visitar a Família no estrangeiro e encontrar amigos que já não vejo há um ano.
Qual foi a viagem da sua vida? Com quem?
De comboio transsiberiano até Irkutsk, parando em várias povoações muitos interessantes. Fiquei em casa do antigo ministro das religiões e do ambiente, Elias Rasputin, ao lado do lago Baical.
Se tivesse possibilidades financeiras, para onde levaria a família e os amigos mais próximos para passarem umas férias juntos?
Para a lua.
Qual foi a pior experiência que teve?
Houve várias. Em particular, ser roubado ou a mala da viagem não chegar ao destino.
O que acha dos amores de verão? Viveu algum?
Não me convém responder…
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Festas Religiosas
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
SAR D. Afonso e SA D. Dinis no casamento do 6.º Marquês da Graciosa em Anadia
O histórico Paço da Graciosa, em Anadia, foi palco, no passado sábado, dia 15 de Agosto, do casamento do 6.º Marquês da Graciosa, Fernando Afonso de Andrade Santos e Pereira de Figueiredo, com Maria do Rosário de Noronha e Corte-Real da Cunha Coutinho, filha mais nova dos Barões de Nossa Senhora da Oliveira.
A cerimónia religiosa decorreu na Capela do Paço da Graciosa, seguindo-se a recepção aos convidados e as celebrações nos jardins da propriedade.
Entre os convidados estiveram SAR D. Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, e o irmão, SA D. Dinis de Bragança, Duque do Porto.
Fonte: Monarquia Portuguesa
domingo, 23 de agosto de 2026
Os heróis
Este era o comum denominador dos grandes personagens bíblicos…, dos heróis pagãos… e dos heróis cristãos, quer se tratasse de mártires, de virgens enamoradas de Deus, de grandes servidores dos pobres; quer de modelos de cavaleiro cristão…, ou os heróis lendários… e o louco e genial Dom Quixote de la Mancha.
O espelho da grandeza era a virtude. E a virtude não só tolerava, mas exigia o sofrimento heroico, paciente e o sacrifício desinteressado, até chegar à entrega, sem um arrepio da própria vida."
Padre Francisco Faus, em “A sabedoria da Cruz”
sábado, 22 de agosto de 2026
Ladainha ao Imaculado Coração de Maria
Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós
Cristo, olhai-nos.
Cristo, escutai-nos
Pai do Céu, que sois Deus, tende misericórdia de nós.
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende misericórdia de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende misericórdia de nós.
Santa Trindade que sois um só Deus, tende misericórdia de nós.
Santa Maria, Coração Imaculado de Maria, rogai por nós
Coração de Maria, cheio de graça, rogai por nós
Coração de Maria, vaso do amor mais puro, rogai por nós
Coração de Maria, consagrado íntegro a Deus, rogai por nós
Coração de Maria, preservado de todo pecado, rogai por nós
Coração de Maria, morada da Santíssima Trindade, rogai por nós
Coração de Maria, delícia do Pai na Criação, rogai por nós
Coração de Maria, instrumento do Filho na Redenção, rogai por nós
Coração de Maria, a esposa do Espírito Santo, rogai por nós
Coração de Maria, abismo e prodígio de humildade, rogai por nós
Coração de Maria, medianeiro de todas as graças, rogai por nós
Coração de Maria, batendo em uníssono com o Coração de Jesus, rogai por nós
Coração de Maria, gozando sempre da visão beatífica, rogai por nós
Coração de Maria, holocausto do amor divino, rogai por nós
Coração de Maria, advogado ante a justiça divina, rogai por nós
Coração de Maria, transpassado por uma espada, rogai por nós
Coração de Maria, Coroado de espinhos por nossos pecados, rogai por nós
Coração de Maria, agonizando na paixão de teu Filho, rogai por nós
Coração de Maria, exultando na Ressurreição de teu Filho, rogai por nós
Coração de Maria, triunfando eternamente com Jesus, rogai por nós
Coração de Maria, fortaleza dos cristãos, rogai por nós
Coração de Maria, refúgio dos perseguidos, rogai por nós
Coração de Maria, esperança dos pecadores, rogai por nós
Coração de Maria, consolo dos moribundos, rogai por nós
Coração de Maria, alívio dos que sofrem, rogai por nós
Coração de Maria, laço de união com Cristo, rogai por nós
Coração de Maria, caminho seguro ao Céu, rogai por nós
Coração de Maria, prenda de paz e santidade, rogai por nós
Coração de Maria, vencedora das heresias, rogai por nós
Coração de Maria, da Rainha dos Céus e Terra, rogai por nós
Coração de Maria, da Mãe de Deus e da Igreja, rogai por nós
Coração de Maria, que por fim triunfarás, rogai por nós
Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Escutai-nos Senhor
Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo, Tem misericórdia de nós.
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus
R. Para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo
Oremos
Vós que nos tens preparado no Coração Imaculado de Maria uma digna morada do teu Filho Jesus Cristo, concedei-nos a graça de viver sempre conforme a sua vontade e de cumprir os seus desejos.
Por Cristo teu Filho, Nosso Senhor. Ámen
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Ressentimento e inveja
Padre. Leonardo Castellani em "Comentarios en la Suma de Teología de Santo Tomás", tomo V