quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Crítica XXI . NÚMERO 16 . VERÃO 2026

Este número 16 da Crítica XXI, com que completamos o quarto ano de publicação da revista, abre com “Ulisses, o eterno assediado”, um ensaio de Jaime Nogueira Pinto sobre o clássico herói de Homero que, ao longo dos tempos, tem vindo a suportar todas, ou quase todas, as leituras. Leituras que nos esclarecem também sobre o tempo e o modo do leitor, como a do recente filme de Christopher Nolan, A Odisseia, que transforma o “homem dos muitos caminhos, ardis e ofícios” num ex-combatente traumatizado pelas guerras que travou e pela “ordem internacional” que quebrou.

Em “O Macaco de Darwin”, José Maria Cortes escreve sobre a deriva gnóstica moderna. Seguindo uma pista de Eric Voegelin, Cortes faz notar que os gnósticos contemporâneos procuraram imputar a entidades ou causas do nosso tempo as funções do maligno Demiurgo dos pais-fundadores da seita herética. Também outros gnósticos enveredam pela moderna desconfiança em relação ao corpo e as suas funções, vistos como inferiores ou desviantes, ou como algo que nos escraviza e “bestializa”, quais “macacos de Darwin”.

Pedro Lomba, em “Religião e Tecnologia nas distopias do século XX”, passa um olhar crítico pelos grandes autores de futurologia e ficção científica do século XX – Huxley, Orwell, Jünger, Bradbury, Herbert, Philip K. Dick – em que as “maravilhas da técnica” confrontam e tentam resolver ou dispensar o mistério da Religião. Um exercício importante, nestes tempos de Inteligência Artificial.

Eduardo Paz Barroso faz uma evocação da vida e obra de Paulo Tunhas (1960-2023), que intitula “Acreditar e duvidar com Paulo Tunhas – Crónica, política e filosofia”. O autor de O Coração do Assunto deixa aqui uma comparação crítica entre Tunhas e Vasco Pulido Valente, sublinhando a liberdade que têm em comum, bem como a convergência de muitos temas e referências. De certo modo, ambos se popularizaram precisamente por essa independência crítica, livre de tutelas ideológicas e partidárias. O que é, infelizmente, singular no tempo e no modo da análise política local.

Em “Alternativa à Europa”, Nuno Cardoso da Silva insiste na necessidade de Portugal e de os portugueses procurarem uma alternativa a uma confederação político-económica em crise como é a Comunidade Europeia que, para sair da crise que ela própria criou, foge cada vez mais para a frente. Como muitos da sua geração que viveram e defenderam o projecto do país intercontinental que o 25 de Abril e a sua deriva esquerdista comprometeram, Cardoso da Silva sugere o aprofundamento das relações com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, num triângulo Angola/Brasil/Portugal.

Alexandre Franco de Sá parte para uma análise actual da “crise da democracia” e respectivas instituições, num ensaio intitulado “O populismo e a crítica das instituições democráticas”. As crescentes denúncias do perigo de a “democracia liberal”, por derivas várias, se transformar em “democracia iliberal”, leva-o a analisar sucessivamente os “populismos” de esquerda e de direita. Pretendendo uma “tutela das ciências sociais como tutela da massa do povo e do seu senso comum, marcado sempre pelo conservadorismo de valores e princípios”, o populismo de esquerda legitima o alarme contra a onda de vitórias eleitorais da direita popular, vista como “iliberal”. Mas o conservadorismo popular – em formas de defesa da religião, da identidade nacional, da família tradicional – parece ser a resposta à democracia radical da Esquerda.

Carlos Maria Bobone formula uma pergunta – “Porque é que a Antiguidade ainda nos interessa?” É um tema perene da Filosofia e da História políticas, discussão de um “ponto de partida” sobre o que, simplificando, chamamos Direita e Esquerda. A Direita, considerando a continuidade da natureza humana e dos próprios princípios básicos de comunidade política; a Esquerda, admitindo a transformação individual e colectiva dos homens e das sociedades. Estes mesmos temas foram discutidos pelos autores gregos e romanos e retomados pelos clássicos que lhes sucederam, de Maquiavel a Kant. Por isso importam.

Continuando as suas reflexões, aqui na Crítica XXI, sobre a História contemporânea de Portugal, Rui Ramos trata da malograda revolta de 31 de Janeiro de 1891 em “O Verbo que encarnou mal – A revolta republicana do Porto, em Janeiro de 1891”. O Ultimato inglês de 1890 esteve na raiz dos primeiros êxitos do Partido Republicano Português, também porque os monárquicos “progressistas”, cujo governo caiu por causa da crise do Ultimato, apelaram discretamente ao voto nos republicanos contra os seus inimigos “regeneradores”.

O choque do Ultimato levou a uma radicalização entre os opositores, e o Porto centralizou essa oposição por via de um levantamento, inspirado por jornalistas republicanos, que acabou por ser um golpe militar localizado, de sargentos, com alguns episódios caricatos. Na manhã de 31 de Janeiro, os revoltosos, ao subirem pela rua de Santo António (hoje 31 de Janeiro), foram alvejados pela Guarda Municipal e fugiram ou renderam-se. A repressão não foi excessiva – 3 oficiais, 23 sargentos e uns 230 cabos e soldados. Dois anos depois, tirando os três oficiais, todos foram amnistiados.

As Notas Críticas incluem crónicas de Miguel Freitas da Costa sobre o filme “Batalha atrás de Batalha”, uma exaltação nostálgica da violência revolucionária na América e a crítica ao livro de Rémi Brague “O Reino do Homem”, por Jorge Costa Braga. Também, em “Setembro”, Miguel Freitas da Costa lembra os 25 anos do 11 de Setembro e o ataque macro-terrorista nos Estados Unidos. Numa nota final, Jaime Nogueira Pinto evoca Vítor Luís Rodrigues, um militante nacionalista que fez parte do núcleo fundacional do Futuro Presente e que morreu em Lisboa neste fim de Agosto de 2026.

DIRECÇÃO JAIME NOGUEIRA PINTO E RUI RAMOS

terça-feira, 3 de novembro de 2026

São Martinho de Porres


São Martinho de Porres nasceu em Lima, Peru em 9 de Dezembro de 1579. Era filho ilegítmo de João de Porres, nobre espanhol pertencente à Ordem de Alcântara e de Ana Velásquez, negra alforriada.

Ainda na infância foi reconhecido pelo pai, bem como a sua irmã Joana, tendo ambos siso levados para Guayaquil, onde ocupava um cargo na administração local. Quatro anos depois, foi o seu pai nomeado governador do Panamá, pelo que enviou o filho à mãe, em Lima (actual Peru), deixando a filha sob os cuidados de outros parentes.

Martinho de Porres tornou-se aprendiz de Mateo Pastor, que exercia o ofício de cirurgião, dentista e barbeiro. Foi ali que o jovem mestiço aprendeu os rudimentos de medicina, que depois lhe seriam tão úteis no convento.

Aos 15 anos, resolveu dedicar-se à vida religiosa, tentando entrar num convento da Ordem de São Domingos, o que não foi fácil dada a sua condição de pobre e mestiço. Foi no convento de Nossa Senhora do Rosário que Martinho quis entrar na qualidade de doado, isto é, quase escravo, aceitando servir, não como frade, mas como irmãos cooperador, o lugar mais baixo na hierarquia da Ordem. Comprometeu-se a servir toda a vida, sem nenhum vínculo com a comunidade, e com o único benefício de vestir o hábito religioso.

Após o primeiro ano de prova, recebeu o hábito de cooperador. Mas isso não agradou ao orgulhoso pai, de quem levava o sobrenome. Dom João pediu aos superiores dominicanos que recebessem Martinho, de tão ilustre estirpe pelo lado paterno, ao menos na qualidade de irmão leigo. Ora, isso era contra as constituições da época, que não permitiam receber na Ordem pessoas de cor. O Superior quis que o próprio Martinho decidisse. “Eu estou contente neste estado – respondeu ele – porque no serviço de Deus não há inferiores nem superiores, e é meu desejo imitar o mais possível a Nosso Senhor, que se fez servo por nós”. Tal atitude encerrou a questão.

A santidade estava impregnada nele, que além do talento especial para a medicina foi agraciado com dons místicos. Possuía muitos dons, como da profecia, da inteligência infusa, da cura, do poder sobre os animais e de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Segundo a tradição, embora nunca tenha saído de Lima, há relatos de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na África, no Japão e até na China. Como são Francisco de Assis, dominava, influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os ratos, que o seguiam a um simples chamado.

A fama de sua santidade ganhou tanta força que as pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste epidémica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé, e com o toque das mãos curou cada um deles.

Encarregado da enfermaria do convento, auxiliava todos quantos se lhe dirigiam, fossem seus irmãos da comunidade, fosse pessoas da cidade. Além de cuidar da enfermaria, varria todo o convento, cuidava da rouparia, cortava o cabelo dos duzentos frades, e era o sineiro, dispensando ainda de seis a oito horas por dia à oração.

Quando uma epidemia atingiu Lima, no convento do Rosário sessenta religiosos ficaram enfermos e muitos estavam numa seção fechada do convento. São Martinho teria passado a portas fechadas para cuidar deles, um fenómeno que encontraria residência. Martinho levava doentes para o convento, até que o Superior provincial, alarmado com o contágio, proibiu-o de continuar a fazê-lo. Sua irmã, que morava no país, ofereceu sua casa para alojar todos aqueles que a residência do religioso não poderia. Um dia ele encontrou na rua um pobre índio, sangrando até a morte por uma punhalada, e levou-o ao seu próprio quarto. O Superior, quando soube tudo isto, o repreendeu por desobediência. O Superior foi extremamente edificado pela sua resposta: “Perdoa meu erro, e por favor me instrui, porque eu não sabia que o preceito da obediência se sobrepõe ao da caridade.” Então o Superior deu-lhe liberdade para seguir as suas inspirações posteriormente no exercício da misericórdia.

Tinha uma horta na qual ele mesmo cultivava as plantas que utilizava para suas medicinas. Estando doente o Bispo de La Paz, de passagem por Lima mandou que chamassem Frei Martinho para que o curasse. O simples contacto da mão do doado em seu peito o livrou de grave moléstia que o levava ao túmulo. Foi um precioso amigo e colaborador de Santa Rosa de Lima e de Juan Macias, igualmente dominicanos.

Além de todas essas actividades, Martinho saía também do convento para pedir esmolas para os mais necessitados. Martinho, com o corpo gasto pelo excesso de trabalho, jejum contínuo e penitência, faleceu aos 60 anos de idade, em 1639. Martinho foi beatificado em 1837 pelo Papa Gregório XVI e canonizado pelo Papa João XXIII em 1962. A sua festa litúrgica celebra-se a 3 de Novembro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

História do Dia dos Fiéis Defuntos

A Igreja Católica celebra o “Dia dos Fiéis Defuntos” neste dia 2 de Novembro. Hoje as Missas são celebradas por intenção dos falecidos. É um dia propício para rezar pelos fiéis defuntos e também para meditar sobre os novíssimos do homem: Morte, Juízo, Inferno, Paraíso. 

O costume de rezar pelos mortos existe desde os primórdios do Cristianismo, e foi conservado pelas comunidades Cristãs. A criação da data deve-se a Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny (França). Em 998 d.C., o monge supôs que, do mesmo modo que havia um dia para a celebração de "Todos os Santos" (1 de Novembro), deveria haver também um dia dedicado à celebração de todos os fiéis falecidos que não estavam colocados na lista dos Santos canonizados pela Igreja. Então, determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Três séculos depois o Papa adoptou o dia 2 de Novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos.

A Igreja oficializou a celebração em 1311, e, em 1915, o Papa Bento XV estendeu a solenidade a toda a Igreja. Mas desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos outros cristãos para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva.

Santo Isidório de Sevilha chegou a afirmar que o facto de se oferecer sufrágios e orações pelos mortos é um costume tão antigo na Igreja que pode ter sido ensinado pelos Apóstolos. 

A Doutrina Católica evoca algumas passagens bíblicas que fundamentam a celebração (cf. Tobias 12,12; Job 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e apoia-se numa prática de quase dois mil anos.

Dia dos Fiéis Defuntos e Purgatório.

O Purgatório faz parte da doutrina escatológica da Igreja e é a condição de purificação pela qual as almas devem passar para apresentarem-se sem mancha diante de Deus. Trata-se de uma intervenção da misericórdia de Deus. A doutrina do Purgatório veio definida no segundo Concílio de Lião, em 1274.

Mas, desde o primeiro século, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos Mártires nas Catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século IV já encontramos a “Memória dos Mortos” na celebração da Missa (no Canon). Desde o século V a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) determinam que se deve dedicar um dia por ano aos mortos. 

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia dos Fiéis Defuntos celebra todos os que morreram não estando em estado de graça total, mais precisamente os que se encontram em estado de purificação de suas faltas e, assim, necessitam de nossas orações.

O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele. Neste dia, as igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

O que acontece segundo as Escrituras com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9, 27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16, 19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14, 13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7, 13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair. 

adaptado de Pale Ideas

domingo, 1 de novembro de 2026

Hoje é dia dos que viveram assim:

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.

Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. 


quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Casa Real anuncia a data do casamento do SA O Infante D. Dinis e da Condessa Anna Schaffgotsch


Os Duques de Bragança anunciaram que Sua Alteza o Infante D. Dinis, Duque do Porto, e a Senhora Condessa Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, Baronesa de Trachenberg, vão celebrar o seu casamento no próximo dia 16 de Outubro de 2027, em Lisboa.


domingo, 25 de outubro de 2026

Duques de Coimbra apoiam inscrição da Corrida de Toiros no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

Os Duques de Coimbra, a Infanta Dona Maria Francisca de Bragança e seu marido, Dr. Duarte de Sousa Araújo Martins, vão expressar publicamente o seu apoio à inscrição da Corrida de Toiros no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial durante um Jantar Tauromáquico que vai ter lugar no próximo dia 6 de Novembro na Quinta de S. Pedro da Pousada, em Cernache, Coimbra (fotos em baixo).

Este jantar, que contará também com a presença do Padre Vitor Melícias e de outras figuras do mundo tauromáquico, é promovido por um grupo informal de aficionados de Coimbra numa altura em que decorre (até dia 13 de Novembro, e não dia 2, como erradamente chegou a ser noticiado) a consulta pública sobre esta inscrição.

O jantar contará com apontamentos musicais de Fado de Coimbra e intervenções de personalidades do mundo tauromáquico e aficionados, destacando-se, como atrás referimos, Sua Alteza a Duquesa de Coimbra, o Duque de Coimbra e o Padre Vítor Melícias.


As inscrições deverão ser feitas até 2 de Novembro através do telefone 935 266 825 ou por email: tauromaquiacoimbra@gmail.com



sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Jantar Tertúlia com Jaime Nogueira Pinto, sobre os 100 anos do 28 de Maio

A Real Associação de Lisboa regressa aos Jantares Tertúlia "Conversas Reais" já no próximo dia 29 de Outubro, quinta-feira, pelas 20:00hs, no restaurante “O Cantinho da Amizade” em Lisboa na Rua Cruz da Carreira, 36 (junto ao Campo Santana), tendo como convidado especial o Professor Jaime Nogueira Pinto que nos virá falar sobre o tema dos 100 anos do 28 de Maio - Da Ditadura Militar ao Estado Novo “(1926-1933).

O preço do jantar será de 30,00€ por pessoa e poderá reservar o seu lugar através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115, ou presencialmente na nossa sede, de segunda a sexta-feira das 11:00hs às 14:00hs.

As inscrições, limitadas à capacidade da sala, estarão abertas até terça-feira dia 27 de Outubro!
Junte-se a nós!

PS.: Ajude a nossa Causa visitando a loja online da Real Associação de Lisboa AQUI e conheça as novidades que temos para si, faça a sua encomenda e receba comodamente em casa um presente diferente...

A Direcção,
Real Associação de Lisboa
Praça Luís de Camões, 46 2° Dto
1200-243 Lisboa
Tlf.: (+351) 21 342 81 15
http://www.reallisboa.pt/

Nota - a Inscrição só é válida após o pagamento, não sendo possível o reembolso em caso de desistência.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Portugal velho

E é possível que uma tal contaminação viesse fazer tais estragos no meio dos Portugueses! Nenhuma Nação se mostrava no Mundo de carácter mais seguro, de costumes não só os mais graves, porém os mais austeros, sempre impetuosos na vingança das injúrias, não feitas a cada um deles em particular, mas à Pátria, fiéis e atenciosos por natureza, modestos em sua grandeza e glória; nunca encarecidos, e ostentadores em suas proezas; grandes e imperturbáveis em sua adversa fortuna, escravos de sua palavra, amando mais a honra que a vida; enfim um homem honrado sempre teve em Portugal, não um sinónimo, ou equivalente, mas um exemplar, ou, o que é mais ainda, uma prova – Portugal velho –. Trouxe o Maçonismo a revolução, e de quão poucos se pode dizer – é Portugal velho! – Parece de pouco momento este desgraçado fim, que teve a revolução; pois não é assim; para este Reino um Português degenerado é a maior de todas as nossas desgraças. Os tesouros roubados e levados a estranhos Países; as Colónias as mais extensas e opulentas perdidas, a Representação Política quase acabada por acinte ou vingança; tudo isto são males muito menores, que um Português sem vergonha, que professa o liberalismo.

Pe. José Agostinho de Macedo in «O Desengano: periódico político e moral», Nº7, 1830


Fonte: Veritatis

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

SAR O Duque de Bragança na inauguração do Santuário Eucarístico de Balasar

Presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança na inauguração do Santuário Eucarístico de Balasar, que reuniu milhares de fiéis.

O Santuário Eucarístico de Balasar foi inaugurado no dia 11 de Outubro, perante milhares de fiéis, peregrinos e visitantes de vários pontos do país e do estrangeiro.

A celebração foi presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, Andrés Carrascosa Coso, representante de S.S. o Papa Leão XIV, na presença da Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, de S.A.R. o Senhor D. Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança, do Presidente da Assembleia Municipal, Aires Pereira, e do Presidente da Junta de Freguesia de Balasar, Marco Silva, em destaque entre as várias entidades civis e religiosas presentes neste momento de celebração da nova casa da Beata Alexandrina Maria da Costa.

Na homilia, o representante da Santa Sé destacou a vida e o testemunho da Beata Alexandrina Maria da Costa, ao sublinhar que a doença e a fragilidade nunca impediram a sua participação activa na missão da Igreja, valorizando o seu legado espiritual e coração universal. 

Nascida a 30 de Março de 1904, em Balasar, Alexandrina Maria da Costa foi beatificada por São João Paulo II, no dia 25 de Abril, de 2004.  A nota biográfica da beatificação refere que “depois de 27 de Março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia”.

O novo santuário abre agora as suas portas para acolher peregrinos de todo o mundo, que procuram conhecer mais de perto o legado de fé, sofrimento e esperança deixado pela Beata Alexandrina Maria da Costa. O templo assume-se como um marco da arquitectura religiosa contemporânea e como o primeiro santuário construído de raiz em Portugal no século XXI.


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança na apresentação do livro “A Igreja e a Sociedade - Doutrina Social da Igreja - As Encíclicas Papais”

SS.AA.RR. os Duques de Bragança estiveram presentes, no passado dia 14 de Outubro, na sessão de apresentação do livro “A Igreja e a Sociedade - Doutrina Social da Igreja - As Encíclicas Papais”, uma edição do IDL - Instituto Amaro da Costa.

O Duque de Bragança foi um dos oradores da sessão, que contou também com a presença do Patriarca de Lisboa, do Patriarca Emérito de Lisboa, do Núncio Apostólico, do Ministro da Defesa Nacional, Dr. Nuno Melo, e do Presidente do IDL, Dr. Manuel Monteiro.

Uma iniciativa dedicada à reflexão sobre a Doutrina Social da Igreja e o seu contributo para a sociedade contemporânea.


domingo, 18 de outubro de 2026

São Lucas Evangelista visto de perto

São Lucas, o evangelista (do grego antigo Λουκᾶς, Lukás) é, segundo, a tradição, o autor do Evangelho de São Lucas e dos Actos dos Apóstolos - o terceiro e quinto livros do Novo Testamento. A sua festa é celebrada no dia 18 de Outubro. É o santo padroeiro de médicos e pintores. 

Chamado por Paulo de "O Médico Amado"(Colossenses 4, 14), pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos. A primeira referência a Lucas encontra-se na Epístola a Filemon de Paulo de Tarso, no versículo 24. É mencionado também na epístola aos Colossenses (4, 14), bem como na segunda epístola a Timóteo (4, 11).

Lucas foi o primeiro iconógrafo, pintou a Virgem Maria, Pedro e Paulo. E por isso é que as guildas medievais de São Lucas, na Flandres, ou a Accademia di San Luca ("Academia de São Lucas") em Roma - associações imitadas noutras cidades europeias durante o século XVI - reuniam e protegiam os pintores.

O que diz a Bíblia sobre Lucas

Lucas foi o companheiro de Paulo, e segundo a quase unânime crença da antiga igreja, escreveu o evangelho que é designado pelo seu nome, e também os Actos dos Apóstolos. É mencionado apenas três vezes pelo seu nome no N.T. (Cl 4, 14 - 2 Tm 4, 11 - Fm 24). 

Pouco se sabe a respeito da sua vida. Têm alguns julgado que ele foi do número dos setenta discípulos, mandados por Jesus a evangelizar (Lc 10, 1) - outros pensam que foi um daqueles gregos que desejavam vê-lo (Jo 12, 20) - e também considerando que Lucas é uma abreviação de Lucanos, já têm querido identificá-lo com Lúcio de Cirene (At 13, 1).

Dois dos Padre da igreja dizem que era sírio, natural de Antioquia. Na verdade não parece ter sido de nascimento judaico (Cl 4, 11). Era médico (Cl 4,14). Não foi testemunha ocular dos acontecimentos que narra no Evangelho (Lc 1, 2), embora isso não exclua a possibilidade de ter estado com os que seguiam a Jesus Cristo. 

Parece que Lucas se juntou a Paulo em Trôade (At 16, 10), e foi com ele até à Macedónia - depois viajou com o mesmo Apóstolo até Filipos, onde tinha amigos, ficando provavelmente ali durante algum tempo (At 17, 1).

Cerca de 7 anos mais tarde, quando Paulo, dirigindo-se a Jerusalém, visitou Filipos, Lucas juntou-se novamente a ele (At 20, 5). 

Se Lucas era aquele ‘irmão’, de que se fala em 2Co 8, 18, o intervalo devia ter sido preenchido com o activo ministério.

Lucas acompanhou Paulo a Jerusalém (At 21.18) e com ele fez viagem para Roma (At 21, 1). Nesta cidade esteve com o Apóstolo durante a sua primeira prisão (Cl 4, 14 - Fm 24) - e achava-se aí também durante o segundo encarceramento, precisamente pouco antes da morte de Paulo (2Tm 4, 11). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia". Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.

Lucas, o pintor 

Lucas conversou muito com a mãe de Jesus e com São João. De acordo com a Igreja Católica Grega, São Lucas andava sempre com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e essa foi o instrumento de varias conversões. 

São Lucas foi um grande artista e grande escritor, e as suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte. A pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que se encontra na Basílica de Santa Maria Maior em Roma, terá sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de São Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.

Embora alguns afirmem que ele sofreu o martírio, a opinião mais aceite é a de que faleceu de morte natural aos 84 anos de idade, na Bitínia. Mas, como enfrentou muitos perigos pela fé de Cristo, é considerado por muitos como mártir.

As suas relíquias, que no século IV se achavam em Tebas da Beócia (Grécia), foram trasladadas para Constantinopla em 357, a pedido do Imperador Constâncio, filho de Constantino, tendo sido depositadas na igreja dos Santos Apóstolos com as de Santo André e São Timóteo.

O Cardeal Barónio diz que São Gregório Magno levou para Roma a cabeça de São Lucas, quando voltou da Nunciatura em Constantinopla, e a depositou na igreja do mosteiro de Santo André, que ele tinha fundado no Monte Célio. Hoje em dia, o corpo deste Evangelista é venerado na cidade de Pavia, em Itália.

Se se aplicam aos quatro evangelistas as representações simbólicas mencionadas pelo profeta Ezequiel, São Lucas é representado pelo boi, como emblema dos sacrifícios, pois ele é o evangelista que mais insiste no sacerdócio de Jesus Cristo.

adaptado de santossanctorum.blogspot.com


sábado, 17 de outubro de 2026

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança nas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Outubro 2026

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança estiveram presentes, no Santuário de Fátima, nas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Outubro.

As celebrações, que evocam a última aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, foram presididas por Sua Excelência Reverendíssima D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga.

Neste dia de especial significado para os peregrinos de Fátima, os Duques de Bragança associaram-se à oração e às celebrações em honra de Nossa Senhora de Fátima.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Espanhol - MREC

SAR O Duque de Bragança na entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança

Sua Alteza Real o Duque de Bragança, esteve na Universidade Católica Portuguesa para a entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança, uma distinção destinada a reconhecer a excelência académica e o mérito dos estudantes da Faculdade de Medicina.

A iniciativa traduz o compromisso de valorizar o esforço, a dedicação e a excelência dos jovens que se distinguem no seu percurso académico, incentivando-os a colocar o conhecimento e a sua formação ao serviço da sociedade.

A atribuição deste prémio representa também uma forma de aproximar a tradição e os valores da Casa Real Portuguesa das novas gerações, reconhecendo na educação, no mérito e na responsabilidade pessoal alguns dos pilares fundamentais para a construção do futuro.

Foi com particular satisfação que o Duque de Bragança participou nesta cerimónia, felicitando todos aqueles que, através do seu trabalho e dedicação, contribuem diariamente para uma Universidade de excelência.