quinta-feira, 30 de abril de 2026
Santíssimo Milagre de Santarém
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Estado e Nação
O Estado pode improvisar-se por uma revolução que emancipa uma colónia ou desanexa uma província. Uma Nação jamais se improvisa, constrói-se através dos séculos.
Para se formar um Estado chega a colaboração das armas e a sorte, uma Nação precisa de tempo para nascer. (…)
Uma Nação subsiste dividida em vários estados e mesmo que um só perca a independência subjugado por outro, subsiste. Por isso passa, da pluralidade política imposta pela força ou formada por pactos, ou pelas duas simultaneamente, de um Estado federativo a um Estado centralizador, sem que, nessas mudanças de soberania, nessas trocas e transmutações de Estados deixe de existir o todo moral e a unidade histórica que a forma. (…)
Sendo a Nação e o Estado coisas tão diferentes, deduz-se qual é a relação fundamental: O Estado depende da Nação e não a Nação do Estado. O Estado deve subordinar-se à Nação e não a Nação ao Estado. O espírito nacional deve imperar sobre a vontade do poder e não o poder sobre o espírito nacional. O Estado não pode mudar e modelar, consoante planos ideais, o carácter da Nação; o carácter da Nação é que tem o direito de ser refletido pelo Estado..."
Juan Vázquez de Mella. Obras Completas. “La Nación, la voluntad nacional y las tradiciones fundamentales”
terça-feira, 28 de abril de 2026
segunda-feira, 27 de abril de 2026
25 de Abril de 1828: O povo pede a aclamação do infante D. Miguel como rei de Portugal
domingo, 26 de abril de 2026
SA D. Dinis de Bragança no jantar-conferência promovido pela Real Irmandade de Santa Cruz e Passos da Graça
S.A. o Infante D. Dinis, Duque do Porto, esteve presente no jantar-conferência promovido pela Real Irmandade de Santa Cruz e Passos da Graça, realizado no dia 17 de Abril, no Grémio Literário.
O evento contou com a intervenção de S.E. Reverendíssima D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa e Aio do Senhor dos Passos, que proferiu uma reflexão subordinada ao tema “A paz desarmada e desarmante: critérios hermenêuticos para compreender o mundo de hoje”.
Entre os presentes estiveram também o Presidente do Grémio Literário, António Pinto Marques, e o Juiz da Irmandade de São Nicolau, Nuno Pinto de Magalhães, além de numerosos irmãos do Senhor dos Passos, que se associaram a este momento de reflexão e convívio.
sábado, 25 de abril de 2026
Dia de São Marcos, Apóstolo e Evangelista
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Pio XII sobre a gesta portuguesa
quinta-feira, 23 de abril de 2026
O Estado Tradicional é orgânico e não totalitário
Segundo Walter Heinrich, o Estado autêntico é "omnia potens", não "omnia facens", pois detém no centro um poder absoluto que pode e deve fazer valer sem entraves em caso de necessidade ou de decisões últimas e que vai além do fetichismo do chamado “Estado de direito”. Não intervém em tudo, não impõe a vida de caserna (no sentido negativo), nem conformismo nivelador em lugar de reconhecimento livre e lealdade, como não procede a intervenções impertinentes e imbecis do domínio público ou estatal no domínio privado. A imagem tradicional corresponde à gravitação natural de sectores e unidades parciais em redor de um centro que governa sem constrangimentos que actua por prestígio de uma autoridade que certamente pode recorrer à força, mas da qual se abstém o mais possível. A prova da força efectiva do Estado é dada pela margem concedida à descentralização parcial e racional. A ingerência sistemática do Estado não pode ser um princípio, a não ser que se trate de socialismo de Estado tecnocrático e materialista.
Por contraste, a missão essencial do Estado autêntico é criar um determinado clima geral, em certo sentido imaterial, como foi próprio a todos os regimes da época precedente. É a condição necessária para que tal sistema, onde a liberdade é sempre o factor fundamental, tome forma de modo praticamente espontâneo e funcione de maneira justa, com um mínimo de intervenções rectificadoras.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
terça-feira, 21 de abril de 2026
CRITICA XXI . NÚMERO 14 . INVERNO 2026
segunda-feira, 20 de abril de 2026
domingo, 19 de abril de 2026
Como rezar o Regina Caeli
Português:
Latim:
sábado, 18 de abril de 2026
Uma mudança força sempre a novas alterações
O homem ao ignorar as leis do Universo e do seu Criador, desencadeou forças que não domina e, ao não ter uma consciência clara dos seus desígnios, proporcionou a catástrofe actual e está a preparar uma muito pior para o futuro.
Sob o pretexto de libertar o homem das suas velhas amarras, para o conseguir e à medida que lhe dá forma, o Estado absorve todas as instituições, tirando o poder às formas de vida prestáveis, impondo uma condição social em que todos os membros da ordem da estrutura fluem de cima para baixo, partindo do centro estatal.
Destruída a construção que vai de baixo para cima, desapareceram para o Estado as limitações que, desde baixo e conforme a ordem da natureza, lhe eram impostas pelas autonomias dos corpos sociais com as suas liberdades e franquias jurídico-políticas.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
IV Prémio Marquês de Rio Maior para a Agricultura
quinta-feira, 16 de abril de 2026
O homem do futuro
Os conceitos de bem e mal estão deteriorados, os valores são decretados pela lei positiva. Um exemplo apelativo é-nos dado quando se legaliza o aborto e por isso é bem.
Somos testemunhas da clara vitória do legalismo sobre a ética. As raízes não estão no que é permanente, mas num suposto futuro onde, em breve, se espera que desponte um novo tipo humano. Um homem estandardizado que tenha assimilado completamente o direito positivo, objecto de manipulação sociológica, com todas as suas mudanças subsequentes”.
Thomas Molnar em “O Direito Natural e o Direito Positivo no Mundo Anglo-Saxão”. Conferência pronunciada na “II Jornadas Hispânicas de Direito Natural”, Córdoba, Set./1998
Fonte: Causa Tradicionalista
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Apresentação do livro “Coimbra Isabelina: Memórias da Rainha Santa Isabel"
No próximo dia 19 de Abril de 2026, pelas 17 horas, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, será apresentada a obra “Compêndio Histórico –_Coimbra Isabelina: Memórias da Rainha Santa Isabel_", da autoria do Confrade Doutor Francisco Manuel Relva Pereira.
A obra está prefaciada pela Confreira Doutora Carlota Miranda Urbano, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que fará a respectiva apresentação.
A Confraria da Rainha Santa Isabel e a Liga dos Amigos da Confraria da Rainha Santa Isabel associam-se ao lançamento desta obra sobre a Padroeira da cidade de Coimbra, obra que é da autoria de um Confrade desta Irmandade, convidando todos os Irmãos e Irmãs da Confraria, bem como todos os devotos da Rainha Santa Isabel a participarem nesta apresentação.
A entrada é livre!
terça-feira, 14 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
domingo, 12 de abril de 2026
A Páscoa das três Encíclicas
Pio XI, octogenário e convalescente depois de uma longa doença que o tinha imobilizado durante meses, enfrentava três graves desafios postos à Igreja pelas ideologias anticristãs do seu tempo: o neopaganismo da Alemanha hitleriana, com a Mit brennender Sorge; o comunismo da Rússia soviética, com a Divini Redemptoris; o anticristianismo do México laicista e maçónico, com a Firmissimam constantiam. A saída destas três encíclicas no espaço de duas semanas foi um facto único na história da Igreja.
A primeira encíclica, a Mit brennender Sorge, estava datada do Domingo da Paixão, 14 de Março de 1937. Pio XI afirmava: «Se é verdade que a raça ou o povo, se o Estado ou uma sua determinada forma, se os representantes do poder estatal ou outros elementos fundamentais da sociedade humana têm na ordem natural um lugar essencial e digno de respeito; todavia quem os destaca desta escala de valores terrenos, elevando-os a suprema norma de tudo, mesmo dos valores religiosos, e os diviniza com culto idolátrico, perverte e falsifica a ordem criada e imposta por Deus, está longe da verdadeira fé em Deus e de uma concepção da vida conforme a ela. (…)
Sobre a fé em Deus genuína e pura se funda a moralidade do género humano. Todas as tentativas de destacar a doutrina da ordem moral da base granítica da fé, para a reconstruir sobre a areia movediça de normas humanas, levam, cedo ou tarde, indivíduos e nações ao decaimento moral. O insensato que diz no seu coração: “não há Deus”, encaminhar-se-á para a corrupção moral. E estes insensatos, que presumem separar a moral da religião, tornaram-se hoje legião».
A segunda encíclica, a Divini Redemptoris, foi publicada a 19 de Março de 1937, festa de S. José, padroeiro da Igreja e dos trabalhadores cristãos. Denunciando o comunismo mundial e ateu que da Rússia se difundia pelo mundo, Pio XI dizia: «Pela primeira vez na história estamos a assistir a uma luta friamente querida e cuidadosamente preparada do homem contra “tudo aquilo que é divino” (…)
Procurai, Veneráveis Irmãos, que os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em nenhum campo a colaboração com ele da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E se alguns iludidos cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, cairão os primeiros como vítimas do seu erro, e quanto mais as regiões onde o comunismo consegue penetrar se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã, tanto mais devastador aí se manifestará o ódio dos “sem Deus”».
Pio XI lançava um «apelo a quantos creem em Deus»: «Mas a esta luta travada pelo “poder das trevas” contra a própria ideia da Divindade, é-nos grato esperar que, além de todos quantos se gloriam do nome de Cristo, se oponham também validamente quantos (e são a grande maioria da humanidade) creem ainda em Deus e O adoram. Renovamos portanto o apelo que já lançámos há cinco anos na Nossa Encíclica Caritate Christi a fim de que eles também lealmente e cordialmente concorram da sua parte “para afastar da humanidade o grande perigo que ameaça todos”.
Pois – como então dizíamos – visto que “o crer em Deus é o fundamento inabalável de toda a ordem social e de toda a responsabilidade sobre a terra, por isso todos quantos não querem a anarquia e o terror devem energicamente esforçar-se para que os inimigos da religião não alcancem o fim por eles tão abertamente proclamado”».
O Papa acrescentava: «Onde o comunismo pôde afirmar-se e dominar – e aqui pensamos com singular afecto paternal nos povos da Rússia e do México –, aí se esforçou por todos os meios de destruir (e proclama-o abertamente) desde as suas bases a civilização e a religião cristã, extinguindo no coração dos homens, especialmente da juventude, toda a recordação. Bispos e sacerdotes foram banidos, condenados aos trabalhos forçados, fuzilados e mortos de maneira desumana; simples leigos, por terem defendido a religião, foram suspeitados, vexados, perseguidos e arrastados para as prisões e perante os tribunais».
Precisamente ao México era dedicada a terceira encíclica, Firmissimam constantiam, emanada no dia de Páscoa, 28 de Março de 1937. Nela o Papa afirmava que «quando as mais elementares liberdades religiosas e civis são atacadas, os cidadãos católicos não se resignem logo a renunciar a elas». Caso os poderes constituídos «se insurgissem contra a justiça e a verdade ao ponto de destruir os próprios fundamentos da autoridade, não se veria como dever condenar aqueles cidadãos que se unissem para defender com meios lícitos e adequados a si mesmos e a Nação, contra quem se serve do poder público para a arruinar».
Pio XI não convidava à rendição, mas recordava aos católicos mexicanos que tivessem «aquela visão sobrenatural da vida, aquela educação religiosa e moral e aquele zelo ardente pela dilatação do Reino de Cristo que a Acção Católica se propõe dar. Perante uma feliz coligação de consciências que não entendem renunciar à liberdade reivindicada por Cristo (Gal. 4, 31) qual poder ou força humana poderia subjugá-las ao pecado? Quais perigos, quais perseguições, quais provas poderiam separar almas assim temperadas da caridade de Cristo? (cf. Rm 8, 35)».
Os cristeros mexicanos tinham empunhado as armas em nome de Cristo Rei. Pio XI, dirigindo-se aos católicos mexicanos, recordava a sua encíclica Quas primas de 11 de Dezembro de 1925 na qual proclamava Cristo Rei do universo. Uma verdade que se opunha às ideologias anticristãs que, à vigília da Segunda Guerra Mundial, ameaçavam o mundo. Mas também nas horas mais sombrias a virtude da esperança alimenta a fé dos cristãos.
Assim, na Divini Redemptoris, Pio XI afirmava: «Com os olhos voltados para o alto, a nossa fé vê os “novos céus” e a “nova terra”, de que fala o nosso primeiro Antecessor, São Pedro (II Petr. III, 13). Enquanto as promessas dos falsos profetas nesta terra se extinguem no sangue e nas lágrimas, resplandece de beleza celestial a grande profecia apocalíptica do Redentor do mundo: Eis que Eu faço novas todas as coisas (Apoc. 21, 5)».
Roberto de Mattei in 'Corrispondenza Romana'
Fonte: Senza Pagare