segunda-feira, 29 de junho de 2026
Dia de São Pedro e São Paulo
domingo, 28 de junho de 2026
O rei que deu praias a todos
D. Luís assinou o decreto que declarou públicos os areais portugueses, popularizou as idas ao mar dentro da alta sociedade e transformou Cascais num retiro real de veraneio.
Se hoje há quem questione a legitimidade de colocar um chapéu de sol à frente de uma área concessionada, ponha dificuldades no acesso às praias de Grândola ou recorra aos tribunais para reclamar que cinco praias da Arrábida são privadas, para a monarquia a questão de saber a quem pertenciam as praias resolveu-se de forma bem mais simples.” Em 1864, D. Luís I decretou que “são do domínio público, imprescritível, os portos de mar e praias, os rios navegáveis e flutuáveis com as suas margens, os canais e valas, portos artificiais e docas existentes ou que de futuro se construam”. Arrumou-se assim a discussão: as praias tornaram-se públicas.
É certo que na altura ir à praia não era uma actividade massificada como hoje. Tomar banhos de mar era uma actividade maioritariamente reservada às camadas mais endinheiradas da sociedade. Ia-se à praia vestido da cabeça aos pés, para mitigar a exposição solar, numa actividade exclusivamente matutina e vespertina, de forma a evitar os períodos de maior calor. Mas não havia dúvidas sobre a quem pertenciam as praias. Eram de todos.
O destino predilecto da casa de Bragança para ir a banhos era a vila de Cascais, que se começou a desenvolver para satisfazer as necessidades dos banhistas que ali chegavam vindos da capital. O período de maior desenvolvimento da vila deu-se a partir de 1867, com a primeira visita da Rainha D. Maria Pia a Cascais, mas foi apenas a partir de 1870 que a localidade passou a ser o destino predilecto de veraneio da família real, que se acomodava no Paço Real de Cascais, substituindo as habituais idas a Sintra.
D. Luís, apelidado o Popular, foi o responsável por cultivar os hábitos balneares da família. Era um homem de vários interesses: tocava violoncelo, fazia traduções de Shakespeare e tinha um imenso fascínio pelo mar, daí ter dedicado tanta atenção à oceanografia, o estudo dos oceanos, paixão que o seu filho mais velho, o futuro rei D. Carlos, partilhava.
A exposição Memórias da Praia da Corte, com curadoria do historiador João Miguel Henriques, conta que D. Luís e D. Maria se banhavam na praia da Ribeira, enquanto os filhos preferiam a antiga Boca do Asno (atual praia da Rainha), por ser mais resguardada do vento. Os dias de praia passavam, além das óbvias idas ao mar pela manhã, por passeios até ao Guincho e ao Estoril, onde a realeza e a corte faziam piqueniques, praticavam vela, remo e pesca.
Quando os hábitos balneares da família real se popularizaram, a restante elite da sociedade, como os duques de Loulé e os duques de Palmela, passou a acompanhar os reis nas idas ao mar. O escritor Ramalho Ortigão descreveu no seu guia para banhistas As Praias de Portugal, de 1876, que a ida ideal de Lisboa para Cascais, “o mais belo dos passeios permitido ao habitante de Lisboa”, devia ser feita de madrugada: acordar “às cinco horas da manhã” de um domingo em Setembro e entrar no “vapor” que fazia a ligação da capital à vila, que custava “dez tostões”, partir no comboio das 7h e admirar as paisagens do comboio com o “binóculo” que se levava de casa. A ligação ferroviária entre Cascais e o Cais do Sodré, ainda hoje em exploração, só foi completada em 1895.
A morte do Rei
Depois da morte de D. Luís, aos 50 anos, em 1889, precisamente em Cascais, a Rainha acabou por abandonar a residência cascalense e passou a ir para um pequeno palácio no Monte Estoril. Já para D. Carlos, as tradicionais visitas a Cascais continuaram. Fez obras no Paço da Cidadela e mandou construir o primeiro laboratório português de biologia marinha, inaugurado em 1896. Uma das vistas habituais na enseada de Cascais era o seu iate – Amélia, nomeado em homenagem à rainha. Foi também D. Carlos que impulsionou o desenvolvimento das atividades desportivas na vila, como a vela, o ténis e o remo.
Para a família real, a partir do reinado de D. Carlos, a temporada balnear abria a 28 de Setembro, no dia do seu aniversário e estendia-se pelo mês de Outubro, até à abertura da temporada no Teatro S. Carlos. O jornal Sol descreve as idas do rei a Cascais: “A bandeira nacional era hasteada no mastro da praia, anunciando a presença do monarca. O fato de banho às riscas que lhe cobria os ombros e chegava aos joelhos era vestido e despido na barraca real aí instalada.”
A partir dos anos 30 do século XX, Cascais começou a perder importância para o Estoril, devido aos projetos do empresário Fausto de Figueiredo, como a construção do Palace Hotel e do Casino Estoril. Mas o País nunca mais deixou de ir à praia.
Com Ana Taborda
Fonte: Monarquia Portuguesa
sábado, 27 de junho de 2026
Centralização e representação
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Família Real Portuguesa no concerto de encerramento do Festival de Sintra
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Gala das Rosas da Confraria da Rainha Santa Isabel - 27 de Junho, 21 horas, no auditório do Colégio da Rainha Santa Isabel, Coimbra
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Nascimento João Baptista descrito maravilhosamente por Santo Agostinho
terça-feira, 23 de junho de 2026
24 de Junho de 1128: Batalha de São Mamede
segunda-feira, 22 de junho de 2026
PRIMEIRO PROTESTO DE D MIGUEL I NO EXILIO - 20 de Junho de 1834
«(…) Em consequencia dos acontecimentos que Me obrigaram a sair de Portugal e abandonar temporariamente o exercicio do Meu poder; a honra da Minha Pessoa, o interesse dos meus Vassallos e finalmente todos os motivos de justiça e de decoro exigem que Eu proteste, como por este faço, à face da Europa, a respeito dos sobreditos acontecimentos e contra quaesquer innovações que o governo que ora existe em Lisboa possa ter introduzido, ou para o futuro procurar introduzir contrarias às Leis fundamentaes do Reino.
D’esta exposição pode-se concluir que o Meu assentimento a todas as condições que Me foram impostas pelas forças preponderantes, confiadas nos generaes dos dois governos de presente existentes em Madrid e Lisboa, de accordo com duas grandes Potencias, foi da Minha parte um mero acto provisorio, com as vistas de salvar os Meus Vassallos de Portugal das desgraças que a justa resistencia que poderia ter feito, lhes não teria poupado, havendo sido surprehendido por um inesperado e indesculpavel ataque de uma Potencia amiga e alliada.
Por todos estes motivos tinha Eu firmemente resolvido, apenas tivesse liberdade de o praticar, como cumpria à Minha honra e dever, fazer constar a todas as Potencias da Europa a injustiça da aggressão contra Meus direitos e contra a Minha Pessoa; e protestar e declarar, como por este protesto e declaro, agora que me acho livre de coação, contra a capitulação de 26 de maio passado, que Me foi imposta pelo governo ora existente em Lisboa; auto que fui obrigado a assignar, a fim de evitar maiores desgraças e poupar o sangue de Meus Fieis Vassallos. Em consequencia do que deve considerar se a dita capitulação como nulla e de nenhum valor."
Génova, 20 de Junho de 1834.
D. Miguel I, Rei de Portugal.»
domingo, 21 de junho de 2026
Jantar comemorativo dos 35 anos da Real Associação de Viseu
S.A.R. o Duque de Bragança e S.A.I.R. Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, estiveram presentes no jantar comemorativo dos 35 anos da Real Associação de Viseu.
No jantar estiveram presentes o presidente da RAV, Eng. Amadeu Fernandes, e os seus dois últimos presidentes, o Dr. José de Morais de Sarmento Moniz e o Dr. Álvaro Barba de Meneses. Estiveram presentes mais de 80 associados e amigos.
sábado, 20 de junho de 2026
Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Mais escândalos demo-republicanos
quinta-feira, 18 de junho de 2026
quarta-feira, 17 de junho de 2026
terça-feira, 16 de junho de 2026
Igualdade ou Desigualdade?
Vivemos num status em que os povos exigem igualdade que não passa de uma quimera, e se têm de contentar com a igualdade relativa: todos são iguais em face da lei.
A Revolução Francesa convenceu os povos que tinham vivido séculos e séculos em pura escravidão, confundindo propositadamente este termo com "hierarquia" e criando-lhes a esperança de um mundo de felicidade e igualdade.
No entanto nenhum povo que se deixou tomar pelos ideais revolucionários, ficou favorecido e todos continuam a ser vítimas daqueles que, com as suas astúcias, os tornam os alvos de todas as suas ambições e alimento das mais diversas tiranias.
Sempre os povos adoraram os homens com palavras bonitas, mas jamais e em qualquer lugar conseguiram o que lhes foi prometido. Desde tempos remotos que hipocritamente se repete que os homens são todos iguais, mas, cada vez mais, a desigualdade mais vil e repugnante cai de forma agressiva sobre a espécie humana.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
SAR O Senhor Dom Duarte de Bragança distinguido como Membro Honorário da APCA
SAR o Dom Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, foi anunciado como Membro Honorário da Associação das Comunidades Portuguesas na Ásia (APCA). A distinção surge em reconhecimento do seu trabalho de décadas na preservação do património histórico e cultural do mundo lusófono.
O papel activo de Dom Duarte de Bragança na defesa das comunidades luso-asiáticas — marcado por visitas frequentes, incentivos e doações de cariz cultural e religioso — foi um dos principais motivos para a atribuição do título. Na nota recebida, é ainda destacado o seu histórico apoio humanitário, com especial relevo para a luta pela autodeterminação de Timor-Leste, bem como o seu entusiasmo no processo que culminou na fundação da própria APCA.
Fonte: Monarquia Portuguesa
domingo, 14 de junho de 2026
O poderoso Lema de Santo António
Este é o original, em latim:
Fugite partes adversae!
Vicit Leo de tribu Juda,
Radix David! Alleluia!
Fugi forças inimigas!
Venceu o Leão da tribo de Judá,
A raiz de David! Aleluia!
sábado, 13 de junho de 2026
10 sugestões de Santo António para fazer penitência pelos pecados
Santo António de Lisboa in Sermão do Domingo de Pentecostes, 1§7
sexta-feira, 12 de junho de 2026
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Recepção pelo Presidente da Câmara Municipal de Viseu por ocasião do Bicentenário da Morte do Rei D. João VI
S.A.R. o Duque de Bragança e S.A.I.R. D. Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, estiveram nos Paços do Concelho de Viseu, recebidos pelo Presidente da Câmara de Viseu, Dr. João Azevedo, por ocasião do Bicentenário da Morte do Rei D. João VI. A organização foi da Real Associação de Viseu, e envolveu figuras de relevo da história e diplomacia lusófona.
A presença dos dois Chefes de Casa de Portugal e do Brasil, e do Embaixador do Brasil em Portugal, Dr. Raimundo Carreiro, constituiu um momento de particular significado para o concelho, uma vez que permitiu reforçar os laços históricos, culturais e institucionais que unem Portugal e Brasil.
Em Viseu, onde a comunidade brasileira ganha destaque, a Câmara tenta fortalecer, diariamente, relações humanas, empresariais e económicas entre os dois países.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
10 de Junho: Santo Anjo Custódio de Portugal
terça-feira, 9 de junho de 2026
segunda-feira, 8 de junho de 2026
O distributismo e a liberdade
O capitalismo faz concentrar a propriedade nuns poucos através da monopolização do mercado e o socialismo faz o mesmo concentrando a propriedade no Estado. Na prática os dois sistemas acabam por controlar os recursos mais importantes do país, pelas mãos de meia dúzia de burocratas em representação dos interesses dos verdadeiros proprietários, sejam accionistas ou o público em geral, mas que naquele momento controlam os recursos em seu próprio benefício.
Além disso, ao concentrarem o poder económico, acabam por concentrar também o poder político e obter inúmeros benefícios e subsídios como temos visto nesta crise que nos assola. Metido entre o estado gigantesco e a corporação imponente, o indivíduo fica reduzido a uma situação de escravatura.
Embora se neguem a admitir que o poder vem da propriedade acumulada, estes sistemas pretendem criar liberdade concentrando capital, mas como este também concentra o poder, o que fica para as massas é o empobrecimento. Pelo contrário, o distributismo procura construir uma sociedade de homens e mulheres, proprietários livres e conscientes dos seus direitos, com os seus meios de defesa contra a centralização tanto do estado como das corporações.”
Retirado e adaptado de "Club Chesterton"