terça-feira, 21 de julho de 2026
segunda-feira, 20 de julho de 2026
8 anos de traição aos Católicos Chineses
domingo, 19 de julho de 2026
CRITICA XXI . NÚMERO 15 . PRIMAVERA 2026
Este número 15 da Crítica XXI, referente à Primavera de 2026, abre com um artigo de Jaime Nogueira Pinto, “Os Iliberais de há 100 anos”, que historia a vaga de movimentos e regimes iliberais que, nos anos vinte, surgiram na Europa em resposta à crise do parlamentarismo liberal e à ameaça comunista. Nele sublinha a importância de distinguir estes autoritarismos nacionais-conservadores do fascismo italiano e do nacional-socialismo alemão.
Também numa linha de História do pensamento e dos movimentos políticos, Miguel Morgado, em “O Fascismo nasceu na Sabóia? O pensamento político de Joseph de Maistre”, argumentando contra Isaiah Berlin, que aponta De Maistre como “fascista”, esclarece a diferença abissal entre o anti-liberalismo e anti-democratismo de Joseph de Maistre, – um católico contra-revolucionário e tradicionalista – e o pensamento e instituições do Fascismo, ideologia e movimento que pertence à chamada “direita revolucionária”.
“Tu que fumas” é um ensaio de Carlos Maria Bobone que, a propósito do “vício” do tabaco e da sua interdição e condenações globais, faz uma reflexão sobre as sociedades contemporâneas e a determinação ético-legal, dos seus interditos e das suas liberdades.
Em “Preste João das Índias — Entre a profecia e a geopolítica“, José Cortez de Lobão ocupa-se da resenha histórica e literária de um velho mito cristão europeu – o Preste João – muito familiar às narrativas da expansão portuguesa. Vinda das profundas da Idade Média, a narrativa sobre um Reino de um Rei cristão no Oriente, que resistira às forças do Islão e queria aliar-se com a Europa cristã contra os muçulmanos, é muito comum na história da Expansão Portuguesa. Nos tempos de D. João II e D. Manuel I, os extraordinários viajantes e nossos compatriotas, Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, para lá viajaram. E Covilhã lá ficou e morreu na corte da Etiópia.
Em “Churchill e os Socialismos”, Nuno Sanches de Baena Ennes aborda a figura de Winston Churchill na perspectiva dos seus anos de formação política e no papel que o confronto com “os socialismos” acabou por ter na formação dos seus valores de conservadorismo liberal. Foi na Índia, no seu serviço militar como jovem oficial, que Churchill se entusiasmou e dedicou à leitura e à cultura, desde a Origem das Espécies de Darwin que o familiarizou e entusiasmou pelo “darwinismo social”, até ao clássico inglês de Gibbon da História de Roma e da Decadência do Império Romano. Depois veio a paixão pela História de Inglaterra e a descoberta da harmonia do “mistério britânico”, a harmonia entre Tradição e Modernidade.
No centenário do 28 de Maio, evocando a revolução militar de há um século (piedosa e intencionalmente esquecida no presente), Rui Ramos parte em “ A Revolução do 28 de Maio de 1926 e as origens do Salazarismo” para uma análise do papel dos militares na origem e vigência do Estado Novo. E conclui que o sucesso da revolução de Maio esteve, paradoxalmente, no papel central dos militares na formação e no apoio ao Estado Novo e em se terem afastado do exercício directo do poder. Mas também em se terem mantido como os garantes – unidos e na sombra. E quando deixaram de o apoiar, o regime caiu.
Na habitual secção final de “Notas Críticas”, Eurico de Barros e Jaime Nogueira Pinto fazem a crítica de dois filmes políticos recentes: Projecto Global de Ivo M. Ferreira, sobre o terrorismo das FP-25 de Abril, e Lavagante, de Mário Barroso. O primeiro é uma obra política e moralmente ambígua sobre um grupo terrorista de extrema-esquerda, que existiu, contra a ideia de que só há terroristas na extrema-direita. Lavagante é uma história mais composta sobre o Estado Novo, com Pides “ feios, porcos e maus” e oposicionistas esclarecidos e bondosos.
Miguel Freitas da Costa faz uma recensão crítica ao livro de José Luís Andrade, Breve História do 28 de Maio e da Ditadura Militar, uma obra de síntese, muito interessante e importante no centenário do movimento militar.
A finalizar, mais uma recensão de Eurico de Barros, Fanfulla, de Hugo Pratt e Mino Milani) e outra de Miguel Freitas da Costa, Um Português na China, de André Macedo.
DIRECÇÃO JAIME NOGUEIRA PINTO E RUI RAMOS
Fonte: Critica XXI
sábado, 18 de julho de 2026
Presidencialistas são republicanos monarquizados
sexta-feira, 17 de julho de 2026
O Estado liberal
O secularismo avançou até às novas correntes de pensamento – o laicismo, o naturalismo liberal, o socialismo, o fascismo – e contra esta nova ordem, pensada e concretizada pela maçonaria, como ela mesmo assumiu, combateu a Igreja Católica.
A razão deixou de ser um juízo equilibrado, para se tornar uma crítica ousada.
Desenvolve-se uma política sem Direito divino, uma religião sem mistério, uma moral sem dogmas.
A consciência europeia entra em crise, talvez a mais importante na história das ideias. À civilização alicerçada na ideia do dever – deveres para com Deus e com o Rei – a nova ordem contrapõe uma nova civilização construída na ideia do direito – direitos da consciência individual, direitos da crítica, direitos da razão, direitos do homem e do cidadão.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
A promessa de Nossa Senhora do Carmo
Clicar aqui para saber como receber e usar o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo
in Evangelho Quotidiano
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Origem dos Guardas Florestais
Foi nos bons tempos da Monarquia Portuguesa que surgiram os elementos dedicados à conservação do Pinhal do Rei e das florestas portuguesas. Inicialmente, tratavam-se de simples couteiros que com o passar do tempo viram as suas funções ampliadas, atingindo, em 1605, o número de 24.
Mas foi no reinado do bom Rei João VI de Portugal, cognominado ‘O Clemente’, que efectivamente foi criada a carreira de guarda-florestal, integrada no quadro da Administração Geral das Matas, e foi em 1856, no reinado do Bem-Amado e pragmático El-Rei Dom Pedro V, que começaram a usar o uniforme específico que duraria até 1905, data da sua substituição por novo fardamento.
De entre as funções dos guardas-florestais destacavam-se: evitar incêndios criminosos, deter pirómanos, observar as florestas para evitar incêndios ou a sua progressão, zelar pela não realização de queimadas, fiscalização do abate autorizado e da madeira que saía da mata, medições de lenhas e madeiras, assim como proceder a sementeiras das espécies arvoráceas, arbustivas, herbáceas e graminosas autóctones, limpezas, autos de marca e, tal-qualmente, algum trabalho administrativo.
Foram extintos, durante a república, pelo Decreto-Lei 22/2006 de 22 de Fevereiro!
Miguel Villas-Boas
terça-feira, 14 de julho de 2026
O Rei e o Tirano
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Canonista diz que excomunhão da FSSPX é uma "confusão canónica"
domingo, 12 de julho de 2026
“A democracia é uma crendice muito difundida, um abuso da estatística.”
Mas porque razão não é a democracia parlamentar representativa? Porque o parlamento falha como tal em dois níveis da sua existência:
- Na sua relação com o Estado como órgão representativo que nele se integra:
Como órgão do Estado, como "poder legislativo", desempenha funções que são alheias e incompatíveis com a função de representação. Esta implica um contexto relacional: representa-se alguém frente a alguém, diante de um poder independente. Quando este poder é o "executivo" que provém precisamente do "legislativo", é completamente impossível haver representação entre dois entes que não são independentes um do outro. Ao não haver, quando se elege, um vínculo de mandato imperativo, pelo qual os eleitores traçam uma linha de conduta que delimita a actuação do eleito e que este não poderá ultrapassar, tornando-se assim porta voz dos interesses de quem elegeu, o que sucede é que no momento da votação se torna independente dos eleitores. o mais "democrático" a que pode aspirar uma democracia parlamentar é ter uma certa transparência nas suas decisões.
- Na sua relação com o homem, com a pessoa que diz representar:
Na relação do votante com o deputado o parlamento falha como representativo da sociedade ao tomar em consideração o homem individualizado, abstracto, desprovido de todos os atributos e circunstâncias naturais que o configuram como pessoa. Na prática actual, fica evidente que o homem não pode fazer-se representar por um deputado, pois a figura do partido político coloca-se como intermediário, de tal forma que apenas se elege uma cor, uma tendência ideológica, mas a ideologia só supõe uma pequena parte da circunstância vital do homem que é a que menos interessa ao Estado. Assim esquece-se de o fazer ouvir como trabalhador, como vizinho, como membro de uma família, sob a ilusão de que tudo está abrangido pela tendência política. Mas nem sequer é possível a representação na mais pura teoria liberal, sem modificações do constitucionalismo, pois não existe o mandato imperativo que mantém o vínculo entre o representado e o representante que garante que este último leve avante as tarefas que lhe foram encomendadas.
Fonte: Causa Tradicionalista
sábado, 11 de julho de 2026
sexta-feira, 10 de julho de 2026
FSSPX responde ao Decreto de Excomunhão
“Entre vós, se um filho pedir pão ao pai, dar-lhe-á uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem?” (Lc XI, 11-13)
Santíssimo Padre,
Chegou até nós a notificação da decisão tomada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, assinada por Sua Eminência o Cardeal Fernández, que é já do conhecimento público.
Parece-nos que esta decisão traz novamente à luz o contexto profundamente trágico em que a Igreja universal se encontra. O que a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X fez e continuará a fazer não é senão uma iniciativa extraordinária para a salvação das almas, no meio da confusão doutrinal e moral em que a Igreja se vê mergulhada. De modo nenhum pretendemos substituir-nos à Igreja, e não temos outra ambição senão a de permanecermos fiéis a Ela.
Em consciência, não julgámos poder esquivar-nos ao dever moral que devemos às almas, como já explicámos, tanto em privado como em público, a Vossa Santidade.
Pedimos pão, isto é, uma medida de compreensão para um caso sincero de consciência — um acto de paternidade dirigido não tanto à Sociedade São Pio X como às almas, prometendo-Vos formá-las em verdadeiros filhos da Igreja romana; infelizmente, recebemos uma pedra.
Pedimos um peixe, isto é, a possibilidade de obter temporariamente os meios necessários para continuar a formar bons sacerdotes, a fim de que possam prosseguir na sua missão de dar a conhecer Nosso Senhor às almas; infelizmente, recebemos uma serpente.
Pedimos um ovo, prometendo devolvê-lo assim que possível. Com efeito, a santa Tradição que preservamos nas almas pertence à Igreja, nossa Mãe — e não à Fraternidade São Pio X —, e estamos certos de que um dia um Papa desejará empregá-la para o bem da Igreja universal; infelizmente, recebemos um escorpião.
Pedimos que nos instruíssem e confirmassem na fé de todos os tempos; em vez disso, fomos declarados cismáticos pela segunda vez.
Apesar das sanções que contra nós foram decretadas, a Fraternidade de São Pio X renova sinceramente a promessa já expressa a Vossa Santidade. Permiti-me, a este respeito, reiterar livremente o que anteriormente afirmei:
«A Sociedade promete-Vos […] consagrar todas as suas energias à preservação da Tradição e a colocá-la ao serviço da Igreja. Ao fazê-lo, a Sociedade São Pio X não se limita a manter costumes antigos; fomenta e preserva vocações sacerdotais, vocações religiosas e famílias numerosas e profundamente cristãs — numa palavra, tudo o que manifesta a vitalidade da Igreja, da graça e da fé católica. A nossa intenção não é oferecer à Igreja um museu de antiguidades, mas sim o conjunto da Tradição: fecunda, fonte de vida espiritual, encarnada e vivida nas almas.
[…] Estou certo de que um dia Vós mesmo, ou um dos Vossos sucessores, poderá e quererá utilizar este serviço, cuja oferta, no seio da Igreja e para a Igreja, constitui a única razão de ser da Sociedade.» (Carta pessoal dirigida a Sua Santidade em 21 de Novembro de 2025)
Mas, sobretudo, a Sociedade São Pio X promete-Vos hoje que não acolherá estas novas sanções — objectivamente injustas e inválidas — com amargura ou revolta.
Estas recentes condenações, como as do passado, ferem o que mais caro nos é: o nosso apego à nossa Mãe, a Igreja romana. No entanto, mesmo nesta provação, todas as coisas devem concorrer para o bem das almas e da própria Igreja. Por isso, estas condenações obrigam-nos a amar ainda mais a Santa Igreja e a prover às suas necessidades com todas as nossas forças, agora mais do que nunca. É precisamente por esta razão que a Fraternidade de São Pio X oferece de bom grado o sofrimento causado por estas novas sanções pelo bem da Igreja universal e de Vossa Santidade.
Estamos certos de que um dia Vós mesmo, ou um dos Vossos sucessores, desejará adoptar o programa de São Pio X: «Restaurar todas as coisas em Cristo», Instaurare omnia in Christo. Nesse dia, o Santo Padre descobrirá na Sociedade São Pio X não um ninho de serpentes e escorpiões, mas um pequeno exército de filhos leais, prontos a tudo para O sustentar na restauração de todas as coisas em Nosso Senhor e para reivindicar perante toda a humanidade os direitos imprescriptíveis de Cristo Rei sobre todas as almas e sobre todas as nações.
Nesse dia, o Santo Padre descobrirá, com grande alegria e profundo consolo, almas autenticamente católicas cujo vínculo com a Igreja nunca se fundou sobre as areias movediças de um diálogo ambíguo, mas sobre a rocha da fé de Pedro.
Pedimos à Santíssima Virgem Maria que apresse o despontar desse dia e rezamos, sobretudo, para que Vossa Santidade possa experimentar esta alegria e este consolo o mais brevemente possível.
Entretanto, se puderdes, apesar da Vossa recente decisão, abençoai-nos como Vossos filhos. Para nós, nada mudou e nada mudará jamais.
Confiante na Divina Providência, de quem nada se esconde e que lê no mais profundo do coração de cada homem,
Permaneço, Santíssimo Padre, o vosso devotadíssimo filho no Senhor.
Padre Davide Pagliarani
Fonte: Senza Pagare
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Vivemos numa sociedade plutocrata
Os desaforos do cambismo, envolvendo e universalizando a sociedade por meio da judiaria argentária, empurram-nos fatalmente para a dissolução do conceito supremo da Pátria. Impossibilitam por outro lado o operário de se hierarquizar como uma energia positiva e autónoma.
As democracias resultam daqui, agora e sempre, como as formas de governo mais aptas à supremacia da alta finança. São «Le pays de cocâgne rêvê par des financiers sans scrupules» como Georges Sorel as define.
A instabilidade do poder nos governos electivos e a sua conquista pela corrupção eleitoral torna-os por natureza regimes abertos, como nenhuns outros, às imposições do Plutocratismo."
António Sardinha em "Durante a Fogueira"
quarta-feira, 8 de julho de 2026
A Soberania do Povo
terça-feira, 7 de julho de 2026
Família Real Portuguesa na Missa da Real Ordem de Santa Isabel
Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Sua Alteza o Duque do Porto, Sua Alteza a Duquesa de Coimbra e o Senhor Duque de Coimbra assinalaram no dia 4 de Julho, a festa da Rainha Santa Isabel, Padroeira da Cidade de Coimbra.
Durante a tarde, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, foi celebrada a Missa da Real Ordem de Santa Isabel, ordem dinástica feminina da Casa Real Portuguesa, da qual Sua Alteza a Senhora Dona Isabel de Bragança é a Grã-Mestra.
Na fotografia, Suas Altezas encontram-se acompanhadas pelo Doutor Francisco Relvas Pereira, membro da Direcção da Confraria da Rainha Santa Isabel.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
O Circo
Já tinhamos assistido estupefactos as exibições do que, como alguns lhe chamam, o único e queira Deus o último, “presidente monárquico” desta república.
Na altura cantou vivamente, de perna traçada, “A nossa alegre casinha”, num lugar mítico para a república, a Bela Vista, eterno símbolo do Portugal republicano e da sua curta História.
O populismo quase primário destes presidentes, leva-os a saltitar de estádios de futebol, a algumas Casas Brancas e destas a concertos, num agoniante miserabilismo.
Outro enorme presidente desta sedenta republica, o principal promotor do alcatrão, declara agora que Portugal não precisa de mais auto-estradas, ou estádios de futebol mas de crianças…
Estas são as novas com que nos brindam na intensa e diária orgia jornalística.
Mas é isto que queremos para Portugal?
Claro que não.
O que nos separa deste miserável regime liberal em que vivemos é o dar a possibilidade de atribuir a dignidade que o trabalho deve merecer.
É o dizer que as famílias, através da sua intervenção orgânica, decidam o que é melhor para si em cada Município.
É que um Rei, aquele que verdadeiramente detém a Soberania terrena, governe.
As verdadeiras soluções sempre foram simples, alegres e derrubam facilmente os pretensos e intencionalmente eternos problemas, a que eles gostam de chamar estruturais.
A solução tem três palavras.
Deus, Pátria e Rei.
Valentim Rodrigues