segunda-feira, 6 de julho de 2026

O Circo


Ainda só passaram três meses da tomada de posse do actual presidente e já conta no seu currículo, sete viagens de Estado, uma delas para assistir a um inútil jogo de bola onde, para gáudio de multidão alucinada e cretinizada, sobressaem os novos heróis nacionais, o que comprova a sua admiração pelo Sr Rebelo de Sousa.

Já tinhamos assistido estupefactos as exibições do que, como alguns lhe chamam, o único e queira Deus o último, “presidente monárquico” desta república.

Na altura cantou vivamente, de perna traçada, “A nossa alegre casinha”, num lugar mítico para a república, a Bela Vista, eterno símbolo do Portugal republicano e da sua curta História.

O populismo quase primário destes presidentes, leva-os a saltitar de estádios de futebol, a algumas Casas Brancas e destas a concertos, num agoniante miserabilismo.

Outro enorme presidente desta sedenta republica, o principal promotor do alcatrão, declara agora que Portugal não precisa de mais auto-estradas, ou estádios de futebol mas de crianças…

Estas são as novas com que nos brindam na intensa e diária orgia jornalística.

Mas é isto que queremos para Portugal?

Claro que não.

O que nos separa deste miserável regime liberal em que vivemos é o dar a possibilidade de atribuir a dignidade que o trabalho deve merecer.

É o dizer que as famílias, através da sua intervenção orgânica, decidam o que é melhor para si em cada Município.

É que um Rei, aquele que verdadeiramente detém a Soberania terrena, governe.

As verdadeiras soluções sempre foram simples, alegres e derrubam facilmente os pretensos e intencionalmente eternos problemas, a que eles gostam de chamar estruturais.

A solução tem três palavras.

Deus, Pátria e Rei.

Valentim Rodrigues

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