“Economizar, pôr na reserva, é uma exigência central da natureza humana, e entender estas palavras no único sentido de acumulação de bens materiais é limitar o problema e desnaturá-lo arbitrariamente.
Um senhor medieval, um santo, um artista, um simples camponês encerrado no torrão paterno e de família numerosa, não acumulavam certamente dinheiro.
Mas acumulavam outra coisa: um capital de virtudes, de tradições, de bons costumes, sem falar de outras reservas materiais, mas vitais, como as terras, as casas com seus mobiliários…
Estas gentes sabiam negar-se à chamada do atractivo imediato. Sabiam privar-se de algo hoje em função de um porvir que tinham que defender e fecundar. O espírito de economia, no sentido mais alto da palavra, confunde-se com o espírito de fidelidade e de sacrifício”.
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