REVOLUÇÃO LIBERAL
É em 1834, que pela última vez se fez uso da delegação concelhia, para a nomeação dos representantes municipais em Cortes. Contudo, todo este processo, que desde a constituição do Reino, sempre decorreu de uma forma natural, onde a voz das comunidades se elevava para conselho do Rei, é propositadamente manchado pelo Absolutismo liberal.
É nas palavras do insuspeito José Valdez, que encontramos os indícios da habitual mentira liberal, que se arrasta até aos dias de hoje:“… imprensa sob censura, os prefeitos e subprefeitos,(nomeados pelo governo), usaram de suborno e violência para a vitória das listas governamentais… “.
18 de Julho de 1835 é a data que marca a destruição do Municipalismo.
O seu Carrasco, Mouzinho da Silveira, impõe um modelo importado da França revolucionária, profundamente centralista e burocrático, com um único objectivo: - a centralização do poder para um controlo total e efectivo das comunidades, baseado em três linhas essenciais:
- Destruição das liberdades municipais
- Desmembramento da organização municipal, através da criação de uma nova administração com poucas províncias, cujos responsáveis pelos distritos e municípios são nomeados directamente pelo governo: - os Governadores Civis.
- Criação de uma estrutura legislativa pesada, ininteligível, alimentada por uma torrente incessante de novas leis, decretos e normas, garante de uma centralização total do poder.
Mouzinho da Silveira, mais não faz do que recuperar as lições nefastas de Marquês de Pombal: o capitalismo e industrialismo; o absolutismo do “o quero, posso e mando”, agora justificado pelo engano do sufrágio universal e a proibição como norma, sempre em nome da liberdade, empurrando Portugal para o malfadado “individualismo económico”.
Como Almeida Garret dirá, já no final da sua vida, “Assim se reformou esta desgraçada terra a machado!”
DESAMORTIZAÇÃO LIBERAL
A desamortização liberal consistiu na nacionalização dos bens da Igreja e sua revenda a uma burguesia endinheirada e cosmopolita; o fim das liberdades forais e dos terrenos de cultivo comunitário teve um efeito desastroso que ainda hoje ecoa:
- Ao transformar em assalariados, as famílias de agricultores que trabalhavam essas terras em seu proveito, privou-os de um rendimento gerado pela sua actividade, lançando-os numa espiral de fome e miséria ao serem vítimas de exíguos salários.
- Inicio de outro conhecido “problema estrutural”, o dos baixos salários
Perante as dificuldades, reforça-se o êxodo para as cidades, com alguma expressão no sec. XIX e bem mais acentuada no sec. XX, ao qual se junta o flagelo da emigração, que na segunda metade desse século era, primeiro, dirigida para o Brasil e EUA e depois para a Europa, só sofrendo uma interrupção no período correspondente à 1ª grande guerra.
Este abandono da terra e êxodo exponencial para as grandes cidades estão na origem de outro, modernamente chamado, “problema estrutural”…
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
É em 1834, que pela última vez se fez uso da delegação concelhia, para a nomeação dos representantes municipais em Cortes. Contudo, todo este processo, que desde a constituição do Reino, sempre decorreu de uma forma natural, onde a voz das comunidades se elevava para conselho do Rei, é propositadamente manchado pelo Absolutismo liberal.
É nas palavras do insuspeito José Valdez, que encontramos os indícios da habitual mentira liberal, que se arrasta até aos dias de hoje:“… imprensa sob censura, os prefeitos e subprefeitos,(nomeados pelo governo), usaram de suborno e violência para a vitória das listas governamentais… “.
18 de Julho de 1835 é a data que marca a destruição do Municipalismo.
O seu Carrasco, Mouzinho da Silveira, impõe um modelo importado da França revolucionária, profundamente centralista e burocrático, com um único objectivo: - a centralização do poder para um controlo total e efectivo das comunidades, baseado em três linhas essenciais:
- Destruição das liberdades municipais
- Desmembramento da organização municipal, através da criação de uma nova administração com poucas províncias, cujos responsáveis pelos distritos e municípios são nomeados directamente pelo governo: - os Governadores Civis.
- Criação de uma estrutura legislativa pesada, ininteligível, alimentada por uma torrente incessante de novas leis, decretos e normas, garante de uma centralização total do poder.
Mouzinho da Silveira, mais não faz do que recuperar as lições nefastas de Marquês de Pombal: o capitalismo e industrialismo; o absolutismo do “o quero, posso e mando”, agora justificado pelo engano do sufrágio universal e a proibição como norma, sempre em nome da liberdade, empurrando Portugal para o malfadado “individualismo económico”.
Como Almeida Garret dirá, já no final da sua vida, “Assim se reformou esta desgraçada terra a machado!”
DESAMORTIZAÇÃO LIBERAL
A desamortização liberal consistiu na nacionalização dos bens da Igreja e sua revenda a uma burguesia endinheirada e cosmopolita; o fim das liberdades forais e dos terrenos de cultivo comunitário teve um efeito desastroso que ainda hoje ecoa:
- Ao transformar em assalariados, as famílias de agricultores que trabalhavam essas terras em seu proveito, privou-os de um rendimento gerado pela sua actividade, lançando-os numa espiral de fome e miséria ao serem vítimas de exíguos salários.
- Inicio de outro conhecido “problema estrutural”, o dos baixos salários
Perante as dificuldades, reforça-se o êxodo para as cidades, com alguma expressão no sec. XIX e bem mais acentuada no sec. XX, ao qual se junta o flagelo da emigração, que na segunda metade desse século era, primeiro, dirigida para o Brasil e EUA e depois para a Europa, só sofrendo uma interrupção no período correspondente à 1ª grande guerra.
Este abandono da terra e êxodo exponencial para as grandes cidades estão na origem de outro, modernamente chamado, “problema estrutural”…
Por Deus, Pátria e Rei!
Valentim Rodrigues
Fonte: Causa Tradicionalista
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