sábado, 28 de fevereiro de 2026

INTERVENÇÃO DE S.A.R. O SENHOR D. DUARTE PIO DE BRAGANÇA, DUQUE DE BRAGANÇA NO ALMOÇO DE REIS


No dia 31 de Janeiro de 2026, a Real Associação do Porto, mantendo uma tradição que iniciou há já alguns anos, tendo como Patrono SAR o Senhor Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira, realizou o Almoço de Reis. Esteve também presente SAR o Senhor Duque de Bragança. Este ano, também cumprindo o hábito de realizar este Almoço com outra Real Associação e no seu território de actuação, fizemo-lo com a Real Associação da Beira Litoral, no Castelo de Santa Maria da Feira, espaço patrimonial de referência e valor, construído, inicialmente, ao tempo da Reconquista e da Fundação de Portugal, e bem conservado e adequado ao evento. Neste Almoço de convívio e festa, tivemos a actuação do harpista João Carlos Soares do Conservatório de Aveiro e as janeiras foram dançadas (e não cantadas) pelo Grupo Folclórico da Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto. À chegada SSAARR foram recebidos pela Direcção da Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira.

Seguir a História...


A sociedade é uma criação, não é uma construção, não é um mecanismo... por «Tradição» nós temos que entender necessariamente o conjunto de hábitos e tendências que procuram manter a sociedade no equilíbrio das forças que lhe deram origem e pelo respeito das quais continua durando…

Se, por exemplo, se fala no municipalismo português, ninguém pensa em voltar aos forais, tal como a Idade Média os concebeu, nem aos procuradores das vilas, recebidos em Cortes por procuração passada em termos imperativos. O que se pretende é conservar esse apreciável instinto localista que assegura de per si a realização de mais saudáveis medidas descentralizadoras no interesse do Estado e no aproveitamento das diversas representações regionais e provinciais. Deste modo, a política é para nós uma realidade, como que uma experiência, garantida e comprovada pela História.

A História – e não as nossas predilecções doutrinárias – é que nos deve guiar na determinação do regime que mais convém aos destinos de uma nacionalidade…

Ser-se tradicionalista – que é o oposto de ser-se conservador – é aceitar do Passado o impulso dinâmico, a sua força vivificadora... tudo o que é repousa naquilo que foi.

António Sardinha em “Na Feira dos Mitos”

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Via-Sacra nas Sextas-Feiras da Quaresma

A Igreja recomenda que se reze a Via-Sacra em todas as Sextas-Feiras da Quaresma.

O CAMINHO DA CRUZ

Ajoelhai-vos ante o altar, fazei um Acto de Contrição, e fazei a intenção de ganhar as indulgências para vosso bem, ou para as almas no purgatório. Depois dizei: 

Senhor meu Jesus Cristo, Vós percorrestes com tão grande amor este caminho para morrer por mim, e eu Vos tenho ofendido tantas vezes apartando-me de Vós pelo pecado. Mas agora amo-vos com todo meu o coração, e, porque vos amo, arrependo-me sinceramente de todas as ofensas que vos tenho feito. 

Perdoai-me, Senhor, e permitais-me que vos acompanhe nesta viagem. Vais morrer por meu amor, pois eu também quero viver e morrer pelo vosso, amado Redentor meu. Sim, Jesus meu, quero viver sempre e morrer unido a Vós. 

1ª ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de haver sido açoitado e coroado de espinhos, foi injustamente sentenciado por Pilatos a morrer crucificado.

(Aqui faz-se uma pequena pausa para considerar brevemente o mistério, e o mesmo nas demais estações)

Adorado Jesus meu: os meus pecados foram maiores dos que de Pilatos, dos que vos sentenciaram a morte. Pelos méritos deste doloroso passo, suplico-vos que me assistais no caminho que vai recorrendo a minha alma para a eternidade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

2ª ESTAÇÃO: JESUS LEVANDO A CRUZ ÀS COSTAS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, andando neste caminho com a cruz às costas, ia pensando em vós e oferecendo ao seu Pai pela vossa salvação a morte que ia padecer.

PAUSA

Amabilíssimo Jesus meu: abraço todas as tribulações que me tens destinadas até a morte, e vos rogo, pelos méritos da pena que sofrestes levando a vossa Cruz, me deis força para levar a minha com perfeita paciência e resignação.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

3ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera esta primeira queda de Jesus debaixo da Cruz.

PAUSA

As suas carnes estavam despedaçadas pelos açoites; a sua cabeça coroada de espinhos, e havia já derramado muito sangue, pelo qual estava tão frágil, que apenas podia caminhar; Levava ao mesmo tempo aquele enorme peso sobre os seus ombros e os soldados empurravam-n'O; de modo que muitas vezes desfaleceu e caiu neste caminho.

Amado Jesus meu: mais do que o peso da Cruz, são os meus pecados que Vos fazem sofrer tantas penas. Pelos méritos desta primeira queda, livrai-me de cair em pecado mortal.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

4ª ESTAÇÃO: ENCONTRO DE JESUS COM SUA MÃE SANTÍSSIMA.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera o encontro do Filho com a sua Mãe neste caminho.

PAUSA

Olharam-se mutuamente Jesus e Maria, e os seus olhares foram outras tantas flechas que trespassaram os seus amantes corações.

Amantíssimo Jesus meu: pela pena que experimentasteis neste encontro, concedei-me a graça de ser verdadeiro devoto de vossa Santíssima Mãe.

E Vós, minha aflita Rainha, que fostes abrumada de dor, alcançai-me com a vossa intercessão uma contínua e amorosa memoria da Paixão de vosso Filho.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

5ª ESTAÇÃO: JESUS AJUDADO POR SIMÃO CIRINEU A LEVAR A CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os judeus, ao ver que Jesus ia desfalecendo cada vez mais, temeram que Ele morresse no caminho e, como desejavam vê-Lo morrer da morte infame de Cruz, obrigaram Simão, o Cirineu, a que O ajudasse a levar aquele pesado madero.

PAUSA

Dulcíssimo Jesus meu: não quero recusar a Cruz, como o fez o Cirineu, antes bem a aceito e a abraço; aceito em particular a morte que tenhais destinada para mim, com todas as penas que a irão acompanhar. Vós haveis querido morrer pelo meu amor, eu quero morrer pelo vosso; ajudai-me com a vossa graça.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

6ª ESTAÇÃO: A PIEDOSA VERÓNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como a devota mulher Verónica, ao ver a Jesus tão fatigado e com o rosto banhado em suor e sangue, lhe ofereceu um lenço.

PAUSA

E limpando-se com ele nosso Senhor, deixou impresso nele a sua santa imagem.

Amado Jesus meu: em outro tempo vosso rosto era lindíssimo; mas nesta dolorosa viagem, as feridas e o sangue mudaram a sua beleza. Ah! Senhor meu, também a minha alma ficou bela aos vossos olhos quando recebi a graça do baptismo, mas tenho-a desfigurado desde aí, com os meus pecados. Vós apenas, Oh! Redentor meu!, podeis restituir-lhe a beleza passada: fazendo-o pelos méritos da vossa Paixão.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

7ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a segunda queda de Jesus debaixo da Cruz, na qual se lhe renova a dor das feridas da sua cabeça e de todo o seu corpo ao aflito Senhor.

PAUSA

Oh! pacientíssimo Jesus meu: tantas vezes me haveis perdoado e eu tenho voltado a cair e a ofender-vos. Ajudai-me, pelos méritos desta nova queda, a perseverar na vossa graça até a morte. Fazei que em todas as tentações que me assaltem, sempre e prontamente me encomende a Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

8ª ESTAÇÃO: JESUS CONSOLANDO AS FILHAS DE JERUSALÉM.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como algumas piedosas mulheres, vendo a Jesus em tão lastimoso estado, que ia derramando sangue pelo caminho, choravam de compaixão; mas Jesus disse-lhes: não choreis por mim, mas sim por vós mesmas e pelos vossos filhos.

PAUSA

Aflito Jesus meu: choro as ofensas que Vos tenho feito, pelos castigos que tenho merecido, mas muito mais pelo desgosto que tenho dado a Vós, que tão ardentemente me haveis amado. Não é tanto o Inferno que me faz chorar os meus pecados, mas ter ofendido o vosso amor imenso.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

9ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ DEBAIXO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a terceira queda de Jesus Cristo.

PAUSA

Extremada era a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos soldados, que queriam fazer-lhe apressar o passo, quando apenas lhe restava forças para mover-se lentamente.

Atormentado Jesus meu: pelos méritos da debilidade que quisesteis padecer no vosso caminho até ao Calvario, dai-me a fortaleza necessária para vencer os respeitos humanos e todos os meus desordenados e perversos apetites, que me tem feito desprezar a vossa amizade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

10ª ESTAÇÃO: JESUS NO ATO DE O DESPIREM E DE LHE DAREM O FEL A BEBER.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como ao ser despojado, Jesus, das suas vestes pelos soldados, estando a túnica interior pregada as carnes descoladas pelos açoites, lhe arrancaram também com ela a pele do seu sagrado corpo.

PAUSA

Inocente Jesus meu: Pelos méritos da dor que sofrestes, ajudai-me a desnudar-me de todos os afectos às coisas terrenas, para que possa eu pôr todo o meu amor em Vós, que tão digno sois de ser amado.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

11ª ESTAÇÃO: JESUS PREGADO NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, extendido sobre a Cruz, abre os seus pés e mãos e oferece ao Eterno Pai o sacrificio da sua vida por nossa salvação; cravado por aqueles bárbaros soldados, que depois levantam a Cruz ao alto, deixando-O morrer de dor, sobre aquele patíbulo infame.

PAUSA

Oh! desprezado Jesus meu: Cravai o meu coração a vossos pés para que permaneça sempre ali amando-vos e não vos deixe mais.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

12ª ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de três horas de agonia, consumido de dores e exausto, inclina a cabeça e expira na Cruz.

PAUSA

Oh! morto Jesus meu: Beijo enternecido essa Cruz em que por mim haveis morrido. Eu, por causa dos meus pecados, teria merecido uma má morte, mas a vossa é a minha esperança. Eis, pois Senhor, pelos méritos da vossa Santíssima morte, concedei-me a graça de morrer abraçado aos vossos pés e consumido pelo vosso amor. Em vossas mãos encomendo minha alma.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

13ª ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como, havendo expirado o Senhor, foi baixado da Cruz por dois dos seus discípulos.

PAUSA

José e Nicodemos depositaram-nO nos braços da sua dolorosíssima Mãe, Maria, que O recebeu com ternura e O apertou contra o seu peito trespassado de dor.

Oh! Mãe dolorosíssima: Pelo amor desse Filho, admiti-me como vosso servo e rogai-Lhe por mim.

E Vós, Redentor meu, já que haveis querido morrer por mim, recebei-me no número dos que vos amam mais, pois eu não quero amar nada fora de Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

14ª ESTAÇÃO: JESUS É COLOCADO NO SEPULCRO.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os discípulos levaram a enterrar Jesus, acompanhando-O também a sua Santíssima Mãe, que O depositou no sepulcro com as suas próprias mãos.

PAUSA

Depois cerraram a porta do sepulcro e se retiraram.

Oh! Jesus meu sepultado : Beijo essa pedra que vos encerra. Vos ressuscitasteis depois de três dias; por vossa ressurreição vos peço e vos suplico me façais ressuscitar glorioso no dia do juízo final para estar eternamente convosco na glória, amando-vos e bendizendo-vos.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

ACTO DE CONTRIÇÃO

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós Quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o Inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Santo Afonso Maria de Ligório

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O centralismo

"Centralização significa a absorção de toda a actividade dos corpos intermediários e mesmo dos indivíduos pelo Estado. Esta absorção cresce desde a famosa francesada de 1789 até hoje, de modo que é possível dizer que hoje todos os Estados são tiranias.
O maior ladrão de qualquer Estado é o Governo. O publicista Bertrand de Jouvenel, no seu denso tratado "O Poder", compreende que essa absorção é inevitável no Estado, que o crescer é essencial ao Estado. Deveria ter acrescentado a condicionante: a menos que outro não o impeça.
Com efeito, a função natural dos poderes parciais e relativos - Família, Município, Grémio, Dinheiro, Universidade, Exército - é limitar o poder, em si açambarcador, do Poder Central.
Hoje em dia o Estado faz de tudo excepto muitas vezes o que deveria fazer. De sapateiro a construtor de casas, o Estado mete-se em tudo."
Leonardo Castellani no prólogo do livro "Nociones de comunismo para católicos", de Enrique Elizalde


domingo, 22 de fevereiro de 2026

Roteiros Reais - Visita ao Museu da Cidade de Lisboa, no Palácio Pimenta

A Real Associação de Lisboa retoma os seus Roteiros Reais no próximo dia 28 de Fevereiro (Sábado) pelas 10:30hs para uma visita ao Museu da Cidade de Lisboa, no Palácio Pimenta.

Esta será uma oportunidade de visitar o Palácio Pimenta, um solar do séc. XVIII situado no Campo Grande, e conhecer a evolução da cidade desde a pré-história até ao séc. XX. Os pontos principais da exposição incluem uma maqueta de Lisboa anterior ao terramoto de 1755, os jardins com cerâmicas de Bordallo Pinheiro e uma rica colecção de azulejos, pintura e arqueologia.

Esta visita tem lugares limitados e terá um custo de 10,00€ por pessoa. Para mais esclarecimentos e inscrições, contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115 ou presencialmente na nossa sede de 2ª a 6ª feira no NOVO HORÁRIO entre as 14:00hs e as 17:00hs.

Contamos consigo!

Fonte: Real Associação de Lisboa

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Das sagradas Quinas

Em algumas memórias antigas e particularmente no livro das Armas composto por António Soares de Albergaria, se acha que as Armas antigas do Reino de Portugal eram uma Cidade branca em campo azul, sobre ondas verdes e douradas, em memória do Porto de Gale que lhe deu princípio, junto da foz do Rio Douro. Cessaram estas Armas tanto quando o Conde D. Henrique entrou no Senhorio de Portugal, porque este Príncipe usou algum tempo de um escudo branco somente, sem figura nem divisa alguma. Depois assentou no escudo uma Cruz azul, daquele feitio a que na frase de Armaria chamam Potetea. Destas mesmas Armas usou seu filho el-Rei D. Afonso Henriques, até que Cristo Senhor nosso, querendo fundar no Reino de Portugal uma Monarquia singularmente Sua, no ano de mil cento e trinta e nove do Seu Nascimento, estando o dito Príncipe recolhido na sua tenda, na noite antecedente à batalha em que venceu cinco Reis Mouros e lhes tomou cinco bandeiras e cinco escudos, lhe apareceu cercado de resplendores, e depois de lhe prometer grandes vitórias contra os infiéis, lhe deu com o título de Rei suas cinco Chagas por Armas, e os trinta dinheiros porque foi vendido aos Judeus. Seguiu-se ao outro dia a vitória e foi aclamado Rei de Portugal o Príncipe D. Afonso Henriques, não só pelo exército, mas pelos povos nas Cortes que logo celebrou em Lamego; e fazendo solene juramento em Coimbra deste sucesso a vinte e nove de Outubro, ano de mil cento cinquenta e dois, mandou a seus descendentes que trouxessem por Armas cinco escudos postos em Cruz, e em cada um deles os trinta dinheiros; Timbre a Serpente de Moisés, por ser figura de Cristo. Por diferentes modos organizaram este escudo das Armas os Reis antigos de Portugal, até que ultimamente el-Rei D. João II o formou pela ordem com que hoje o vemos, e em campo de prata cinco escudos azuis postos em Cruz; e em cada escudo cinco dinheiros de prata em aspa. Representam os cinco escudos as cinco Chagas, e estes contados segunda vez com os vinte e cinco dinheiros, fazem trinta, porque foi vendido Cristo aos Judeus. El-Rei D. Afonso III lhe acrescentou por orla sete castelos de prata em campo de sangue, que são as Armas do Reino do Algarve.

Pe. D. Rafael Bluteau in «Vocabulário Português e Latino», Tomo VII, 1720


Fonte: Veritatis

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Santa Jacinta Marto

Há 106 anos, no dia 20 de Fevereiro de 1920, foi para o Céu Jacinta Marto, a mais nova dos Pastorinhos de Fátima:

“Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo. Quando Lho digo muitas vezes, parece que tenho um lume no peito, mas não me queimo.

Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro no peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria.”

Santa Jacinta Marto (Memórias da Irmã Lúcia)


Quaresma

O Dilúvio durou 40 dias e 40 noites...
foi a preparação para uma nova humanidade.

Durante 40 anos esteve Israel no deserto...
a caminho da Terra Prometida.

Durante 40 dias fizeram penitência os Ninivitas...
antes de receberem o perdão de Deus.

Durante 40 dias e 40 noites caminhou Elias...
até chegar à Montanha de Deus.

Durante 40 dias e 40 noites Moisés e Jesus jejuaram...
no início da Missão.

Assim os 40 dia da Quaresma,
são também um tempo especial
de conversão e renovação,
de preparação para a Páscoa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

SAR O Duque de Bragança foi recebido na Quinta da Vigia pelo Presidente do Governo Regional, Dr. Miguel Albuquerque

S.A.R. o Duque de Bragança foi recebido na Quinta da Vigia pelo Presidente do Governo Regional, Dr. Miguel Albuquerque.

O Senhor D. Duarte encontra-se na Região Autónoma da Madeira por ocasião das cerimónias de distinção de jovens madeirenses com o The Duke of Edinburgh’s International Award Portugal.

Fonte: Casa Real Portuguesa

SAR O Duque de Bragança foi recebido em audiência pela Presidente Assembleia Legislativa da Madeira, Dra. Rubina Leal

S.A.R. O Duque de Bragança foi recebido ontem em audiência pela Presidente Assembleia Legislativa da Madeira, Dra. Rubina Leal.

Durante o encontro foi sublinhada a relevância do programa do The Duke of Edinburgh’s International Award, que há mais de seis décadas desafia e capacita jovens em todo o mundo.

Na Região Autónoma da Madeira, o Prémio mantém-se ativo e em crescimento desde 2010, um exemplo concreto de aposta na formação integral e no potencial das novas gerações.

O The Duke of Edinburgh’s Award (ou Prémio Internacional do Duque de Edimburgo em Portugal) é um programa mundial de desenvolvimento pessoal e juvenil, fundado em 1956 pelo Príncipe Philip do Reino Unido, que desafia jovens de 14 a 24 anos a completarem atividades voluntárias, físicas, de competências e de aventura para ganharem autoconfiança, resiliência e competências para a vida.  Em Portugal, o Duque de Bragança é o seu presidente.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

São Teotónio, o primeiro santo português


18 de Fevereiro é dia de São Teotónio, o santo que ajudou a fundar Portugal. São Teotónio nasceu em Valença, em 1082, tendo sido criado pelo seu tio-avô e Bispo de Coimbra, D. Crescónio. Formado em Teologia e Filosofia em Coimbra e Viseu, tornar-se-ia Prior da Sé desta cidade em 1112.

Peregrinou por duas vezes à Terra Santa. Quando regressou da primeira, foi-lhe oferecido o Bispado de Viseu, que recusou. Ao voltar da segunda, em 1131, fundou com outros dez homens de grande virtude o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, tornando-se o seu primeiro prior, revelando-se um membro eminente e muito admirado, nomeadamente por São Bernardo de Claraval.

Em 1153 o Papa Adriano IV quis fazer de São Teotónio Bispo de Coimbra, seguindo o legado do seu tio-avô, mas o santo recusou.

São Teotónio assumir-se-ia desde cedo como um fervoroso apoiante da independência portuguesa, inclusive como conselheiro de D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal. Tido como homem muito respeitado e de grande valor, terá sido ele a convencer o Rei a libertar milhares de moçárabes que tinham sido feitos cativos na sequência da guerra de Reconquista realizada pelas tropas portuguesas.

São Teotónio foi um importante participante no processo político-religioso que culminaria com o reconhecimento da independência de Portugal pelo Papa Alexandre III em 1179, com a bula “Manifestis Probatum”.

Falecido a 18 de Fevereiro de 1162, não chegaria a assistir a tal momento marcante da História portuguesa, tendo sido sepultado numa capela do Mosteiro de Santa Cruz, junto do túmulo de D. Afonso Henriques.

Em 1163, um ano após a sua morte, o Papa Alexandre III canonizou-o, fazendo de São Teotónio o primeiro santo português. O seu culto foi espalhado pelos agostinianos um pouco por todo o mundo, sendo até aos dias de hoje o santo padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva diocese. É ainda padroeiro da sua terra natal, Valença.

No concelho de Odemira, uma extensa freguesia foi também baptizada com o nome do santo, que é também seu padroeiro. A Igreja Católica celebra-o no dia da sua morte, 18 de Fevereiro.

Miguel Louro in 'Nova Portugalidade'


Quarta-feira de Cinzas: o dia em que tudo muda

O mundo estava ontem ocupado com os seus prazeres, enquanto os verdadeiros filhos de Deus tomavam uma alegre despedida dos regozijos: mas nesta manhã tudo muda. O solene anúncio feito pelo profeta foi proclamado em Sião: o solene jejum da Quaresma, um tempo de expiação, a aproximação do grande aniversário de Nosso Redentor. Animemo-nos, pois, e nos preparemos para o combate espiritual.

Mas neste combate do espírito contra a carne precisamos de uma boa couraça. A Santa Igreja sabe o quanto precisamos disto; e por isso ela nos convoca a entrar ao templo de Nosso Senhor, para que ela possa nos armar para este santo embate. O que esta couraça é, sabemo-lo de São Paulo, que a descreve: “Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos rins com a verdade, vestindo a couraça da justiça, tendo os pés calçados de zelo para ir anunciar o Evangelho da paz; sobretudo tomai o escudo da Fé, para que possais apagar todos os dardos inflamados do (espirito) maligno; tomai também o elmo da salvação e a espada do espírito, que é a palavra de Deus”. 

O próprio príncipe dos apóstolos também nos endereça estas palavras solenes: “Tendo, pois, Cristo sofrido (por nós) na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento: aquele que sofreu na carne, deixou de pecar”. Entramos hoje numa longa campanha de guerra sobre a qual os apóstolos nos falaram: quarenta dias de batalha, quarenta dias de penitência. Não haveremos de retornar cobardemente, uma vez que as nossas almas sejam impressionadas com a convicção de que a batalha e a penitência haverão de passar. Demos ouvidos à eloquência do rito solene que abre a nossa Quaresma. Deixemo-nos ir para onde nossa Santa Madre Igreja nos guia.

Os inimigos com os quais devemos lutar são de duas espécies: interno e externo. O primeiro são as nossas paixões; o segundo são os demónios. Ambos foram trazidos a nós pelo orgulho, e o orgulho do homem teve início no momento em que se recusou a obedecer a Deus. Deus perdoou os pecados do homem mas puniu-o por eles. A punição era a morte e esta foi a forma da sentença divina: “porque tu és pó e ao pó hás-de tornar”. Que nós nos lembremos disto! A lembrança do que nós somos e do que nos haveremos de tornar teria controlado esta altiva rebelião que tantas vezes nos fez romper com a lei de Deus. 

E se, pelo tempo que ainda nos resta perseverarmos na fidelidade a Nosso Senhor, devemos humilhar-nos, aceitar a sentença e olhar para a vida presente como um caminho para o túmulo. O caminho pode ser longo ou curto; mas haverá de nos levar ao túmulo. Lembrando-nos disto, haveremos de ver todas as coisas na sua verdadeira luz. Haveremos, pois, de amar Deus, que Se dignou de colocar o Seu Coração sobre nós, apesar de sermos criaturas de morte: iremos odiar, com profunda contrição, a insolência e a ingratidão, por meio das quais passamos grande parte de nossos dias, isto é, pecando contra o nosso Pai Eterno: e nós não apenas desejaremos, mas estaremos ansiosos a passar esses dias de penitência, que Nosso Senhor tão misericordiosamente nos dá para repararmos a Sua justiça ultrajada.

Este foi o motivo pelo qual a Igreja teve em enriquecer a sua liturgia com este rito solene, no qual tomamos assistência nesta Quarta. Quando, há mais de mil anos, a Igreja decretou a antecipação do início da Quaresma para os últimos quatro dias da semana da Quinquagésima, instituiu esta cerimônia impressionante onde marca a fronte dos seus filhos com cinzas, enquanto lhes estas terríveis palavras, com as quais Deus nos sentenciou à morte: “Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó hás-de voltar”.

Mas o uso de cinzas como um símbolo de humilhação e penitência é de um tempo muito anterior à instituição a qual aludimos. Encontramos referências frequentes disto no Antigo Testamento. Job, apesar de gentio, aspergiu a sua carne com cinzas, que, pois, humilhado, poderia propiciar a misericórdia divina: e isto ocorreu dois mil anos antes da vinda de Nosso Senhor. O profeta real (Sofonias), falando de si mesmo, relata que misturou cinzas com o seu pão, por conta da ira e indignação divina. Muitos exemplos similares se podem encontrar nas Sagradas Escrituras; mas é tão óbvia a analogia entre o pecador que assim demonstra sua contrição e o objeto através do qual ele o demonstra, que lemos tais casos sem surpresa. 

Quando um homem decaído se humilha diante da justiça divina, que sentenciou o seu corpo a retornar ao pó, como poderia ele mais apropriadamente expressar a sua contrita aceitação da sentença do que aspergindo a si próprio ou à sua comida com cinzas de madeira consumida pelo fogo? Este fervoroso reconhecimento de si próprio como pós e cinzas é um acto de humildade e a humildade dá confiança em Deus, que resiste aos orgulhosos e perdoa os humildes.

É provável que, quando a Igreja instituiu a cerimônia da Quarta-feira na semana da Quinquagésima, não a tenha intencionado para todos os fiéis, mas apenas para aqueles que cometeram alguns daqueles crimes que a Igreja infligia penitência pública. Antes da Missa do dia iniciar, eles apresentavam-se na Igreja onde todos os fiéis se encontravam. O sacerdote recebia a confissão dos seus pecados e vestia-os com vestes de saco e colocava a cinza nas suas cabeças. Após esta cerimónia, o clero e os fiéis prostravam-se e recitavam em voz alta os sete Salmos Penitenciais. 

Seguia, então, uma procissão na qual os penitentes tomavam parte descalços; e, por sua vez, o Bispo endereçava estas palavras aos penitentes: “Olhai! Nós vos banimos das portas da Igreja em razão dos vossos crimes e pecados, assim como Adão, o primeiro homem, foi banido do Paraíso em razão das suas transgressões”. O clero cantava, então, diversos responsórios tirados do livro do Génesis, nas partes em que se menciona a sentença pronunciada por Deus, quando condenou o homem a comer o pão do suor de seu trabalho, pois a Terra estava condenada por causa do pecado. As portas eram, então, fechadas e os penitentes não tinham permissão de ultrapassar os limites até a Quinta-Feira Santa, quando podiam se aproximar e receber a absolvição.

Datando do século XI, a disciplina de penitências públicas caiu em desuso e o sagrado rito de impor as cinzas na cabeça de todos os fiéis se tornou tão comum que, por extensão, foi considerado como uma parte essencial da liturgia Romana. Antigamente era prática aproximar-se descalço para receber este solene ‘memento’ da nossa insignificância. No século XII, até mesmo o Papa, ao passar da Igreja de Santa Anastácia para a Igreja de Santa Sabina, onde se fazia a cerimónia, percorria toda a distância descalço, assim como faziam os cardeais que o acompanhavam. A Igreja já mais exige essa penitência exterior; mas está tão ansiosa como nunca para que esta santa cerimónia, a qual estamos para tomar assistência, produza em nós os sentimentos de penitência e arrependimento.

Dom Prosper Guéranger


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Lançamento do Livro "No terramoto de 1975" de Tomás A. Moreira


A todos os Associados da Real Associação do Porto, nossos Simpatizantes e Amigos, comunicamos o lançamento e apresentação, a 26Fev, deste Livro do nosso Associado e Fundador, Tomás Moreira.

 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

SA A Infanta D. Maria Francisca na apresentação oficial da 22.ª temporada do Festival Terras sem Sombra

S.A. a Infanta D. Maria Francisca de Bragança, Duquesa de Coimbra esteve presente na apresentação oficial da 22.ª temporada do Festival Terras sem Sombra, que decorreu na Embaixada da República da Polónia, em Lisboa.

A apresentação decorreu perante mais de oito dezenas de convidados, entre diplomatas, autarcas, jornalistas e representantes das artes e da sociedade civil. Durante o evento foi dado a conhecer o calendário de actividades deste importante festival alentejano, que se estende de Fevereiro a Dezembro de 2026.

A sessão incluiu ainda um momento musical de diálogo luso-polaco e uma degustação de gastronomia polaca, evocando o espírito de partilha cultural que marca esta nova temporada.