A sociedade é uma criação, não é uma construção, não é um mecanismo... por «Tradição» nós temos que entender necessariamente o conjunto de hábitos e tendências que procuram manter a sociedade no equilíbrio das forças que lhe deram origem e pelo respeito das quais continua durando…
Se, por exemplo, se fala no municipalismo português, ninguém pensa em voltar aos forais, tal como a Idade Média os concebeu, nem aos procuradores das vilas, recebidos em Cortes por procuração passada em termos imperativos. O que se pretende é conservar esse apreciável instinto localista que assegura de per si a realização de mais saudáveis medidas descentralizadoras no interesse do Estado e no aproveitamento das diversas representações regionais e provinciais. Deste modo, a política é para nós uma realidade, como que uma experiência, garantida e comprovada pela História.
A História – e não as nossas predilecções doutrinárias – é que nos deve guiar na determinação do regime que mais convém aos destinos de uma nacionalidade…
Ser-se tradicionalista – que é o oposto de ser-se conservador – é aceitar do Passado o impulso dinâmico, a sua força vivificadora... tudo o que é repousa naquilo que foi.
António Sardinha em “Na Feira dos Mitos”
Se, por exemplo, se fala no municipalismo português, ninguém pensa em voltar aos forais, tal como a Idade Média os concebeu, nem aos procuradores das vilas, recebidos em Cortes por procuração passada em termos imperativos. O que se pretende é conservar esse apreciável instinto localista que assegura de per si a realização de mais saudáveis medidas descentralizadoras no interesse do Estado e no aproveitamento das diversas representações regionais e provinciais. Deste modo, a política é para nós uma realidade, como que uma experiência, garantida e comprovada pela História.
A História – e não as nossas predilecções doutrinárias – é que nos deve guiar na determinação do regime que mais convém aos destinos de uma nacionalidade…
Ser-se tradicionalista – que é o oposto de ser-se conservador – é aceitar do Passado o impulso dinâmico, a sua força vivificadora... tudo o que é repousa naquilo que foi.
António Sardinha em “Na Feira dos Mitos”
Fonte: Causa Tradicionalista
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