sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Jantar Tertúlia com Jaime Nogueira Pinto, sobre os 100 anos do 28 de Maio

A Real Associação de Lisboa regressa aos Jantares Tertúlia "Conversas Reais" já no próximo dia 29 de Outubro, quinta-feira, pelas 20:00hs, no restaurante “O Cantinho da Amizade” em Lisboa na Rua Cruz da Carreira, 36 (junto ao Campo Santana), tendo como convidado especial o Professor Jaime Nogueira Pinto que nos virá falar sobre o tema dos 100 anos do 28 de Maio - Da Ditadura Militar ao Estado Novo “(1926-1933).

O preço do jantar será de 30,00€ por pessoa e poderá reservar o seu lugar através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115, ou presencialmente na nossa sede, de segunda a sexta-feira das 11:00hs às 14:00hs.

As inscrições, limitadas à capacidade da sala, estarão abertas até terça-feira dia 27 de Outubro!
Junte-se a nós!

PS.: Ajude a nossa Causa visitando a loja online da Real Associação de Lisboa AQUI e conheça as novidades que temos para si, faça a sua encomenda e receba comodamente em casa um presente diferente...

A Direcção,
Real Associação de Lisboa
Praça Luís de Camões, 46 2° Dto
1200-243 Lisboa
Tlf.: (+351) 21 342 81 15
http://www.reallisboa.pt/

Nota - a Inscrição só é válida após o pagamento, não sendo possível o reembolso em caso de desistência.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Portugal velho

E é possível que uma tal contaminação viesse fazer tais estragos no meio dos Portugueses! Nenhuma Nação se mostrava no Mundo de carácter mais seguro, de costumes não só os mais graves, porém os mais austeros, sempre impetuosos na vingança das injúrias, não feitas a cada um deles em particular, mas à Pátria, fiéis e atenciosos por natureza, modestos em sua grandeza e glória; nunca encarecidos, e ostentadores em suas proezas; grandes e imperturbáveis em sua adversa fortuna, escravos de sua palavra, amando mais a honra que a vida; enfim um homem honrado sempre teve em Portugal, não um sinónimo, ou equivalente, mas um exemplar, ou, o que é mais ainda, uma prova – Portugal velho –. Trouxe o Maçonismo a revolução, e de quão poucos se pode dizer – é Portugal velho! – Parece de pouco momento este desgraçado fim, que teve a revolução; pois não é assim; para este Reino um Português degenerado é a maior de todas as nossas desgraças. Os tesouros roubados e levados a estranhos Países; as Colónias as mais extensas e opulentas perdidas, a Representação Política quase acabada por acinte ou vingança; tudo isto são males muito menores, que um Português sem vergonha, que professa o liberalismo.

Pe. José Agostinho de Macedo in «O Desengano: periódico político e moral», Nº7, 1830


Fonte: Veritatis

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

SAR O Duque de Bragança na inauguração do Santuário Eucarístico de Balasar

Presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança na inauguração do Santuário Eucarístico de Balasar, que reuniu milhares de fiéis.

O Santuário Eucarístico de Balasar foi inaugurado no dia 11 de Outubro, perante milhares de fiéis, peregrinos e visitantes de vários pontos do país e do estrangeiro.

A celebração foi presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, Andrés Carrascosa Coso, representante de S.S. o Papa Leão XIV, na presença da Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, de S.A.R. o Senhor D. Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança, do Presidente da Assembleia Municipal, Aires Pereira, e do Presidente da Junta de Freguesia de Balasar, Marco Silva, em destaque entre as várias entidades civis e religiosas presentes neste momento de celebração da nova casa da Beata Alexandrina Maria da Costa.

Na homilia, o representante da Santa Sé destacou a vida e o testemunho da Beata Alexandrina Maria da Costa, ao sublinhar que a doença e a fragilidade nunca impediram a sua participação activa na missão da Igreja, valorizando o seu legado espiritual e coração universal. 

Nascida a 30 de Março de 1904, em Balasar, Alexandrina Maria da Costa foi beatificada por São João Paulo II, no dia 25 de Abril, de 2004.  A nota biográfica da beatificação refere que “depois de 27 de Março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia”.

O novo santuário abre agora as suas portas para acolher peregrinos de todo o mundo, que procuram conhecer mais de perto o legado de fé, sofrimento e esperança deixado pela Beata Alexandrina Maria da Costa. O templo assume-se como um marco da arquitectura religiosa contemporânea e como o primeiro santuário construído de raiz em Portugal no século XXI.


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança na apresentação do livro “A Igreja e a Sociedade - Doutrina Social da Igreja - As Encíclicas Papais”

SS.AA.RR. os Duques de Bragança estiveram presentes, no passado dia 14 de Outubro, na sessão de apresentação do livro “A Igreja e a Sociedade - Doutrina Social da Igreja - As Encíclicas Papais”, uma edição do IDL - Instituto Amaro da Costa.

O Duque de Bragança foi um dos oradores da sessão, que contou também com a presença do Patriarca de Lisboa, do Patriarca Emérito de Lisboa, do Núncio Apostólico, do Ministro da Defesa Nacional, Dr. Nuno Melo, e do Presidente do IDL, Dr. Manuel Monteiro.

Uma iniciativa dedicada à reflexão sobre a Doutrina Social da Igreja e o seu contributo para a sociedade contemporânea.


domingo, 18 de outubro de 2026

São Lucas Evangelista visto de perto

São Lucas, o evangelista (do grego antigo Λουκᾶς, Lukás) é, segundo, a tradição, o autor do Evangelho de São Lucas e dos Actos dos Apóstolos - o terceiro e quinto livros do Novo Testamento. A sua festa é celebrada no dia 18 de Outubro. É o santo padroeiro de médicos e pintores. 

Chamado por Paulo de "O Médico Amado"(Colossenses 4, 14), pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos. A primeira referência a Lucas encontra-se na Epístola a Filemon de Paulo de Tarso, no versículo 24. É mencionado também na epístola aos Colossenses (4, 14), bem como na segunda epístola a Timóteo (4, 11).

Lucas foi o primeiro iconógrafo, pintou a Virgem Maria, Pedro e Paulo. E por isso é que as guildas medievais de São Lucas, na Flandres, ou a Accademia di San Luca ("Academia de São Lucas") em Roma - associações imitadas noutras cidades europeias durante o século XVI - reuniam e protegiam os pintores.

O que diz a Bíblia sobre Lucas

Lucas foi o companheiro de Paulo, e segundo a quase unânime crença da antiga igreja, escreveu o evangelho que é designado pelo seu nome, e também os Actos dos Apóstolos. É mencionado apenas três vezes pelo seu nome no N.T. (Cl 4, 14 - 2 Tm 4, 11 - Fm 24). 

Pouco se sabe a respeito da sua vida. Têm alguns julgado que ele foi do número dos setenta discípulos, mandados por Jesus a evangelizar (Lc 10, 1) - outros pensam que foi um daqueles gregos que desejavam vê-lo (Jo 12, 20) - e também considerando que Lucas é uma abreviação de Lucanos, já têm querido identificá-lo com Lúcio de Cirene (At 13, 1).

Dois dos Padre da igreja dizem que era sírio, natural de Antioquia. Na verdade não parece ter sido de nascimento judaico (Cl 4, 11). Era médico (Cl 4,14). Não foi testemunha ocular dos acontecimentos que narra no Evangelho (Lc 1, 2), embora isso não exclua a possibilidade de ter estado com os que seguiam a Jesus Cristo. 

Parece que Lucas se juntou a Paulo em Trôade (At 16, 10), e foi com ele até à Macedónia - depois viajou com o mesmo Apóstolo até Filipos, onde tinha amigos, ficando provavelmente ali durante algum tempo (At 17, 1).

Cerca de 7 anos mais tarde, quando Paulo, dirigindo-se a Jerusalém, visitou Filipos, Lucas juntou-se novamente a ele (At 20, 5). 

Se Lucas era aquele ‘irmão’, de que se fala em 2Co 8, 18, o intervalo devia ter sido preenchido com o activo ministério.

Lucas acompanhou Paulo a Jerusalém (At 21.18) e com ele fez viagem para Roma (At 21, 1). Nesta cidade esteve com o Apóstolo durante a sua primeira prisão (Cl 4, 14 - Fm 24) - e achava-se aí também durante o segundo encarceramento, precisamente pouco antes da morte de Paulo (2Tm 4, 11). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia". Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.

Lucas, o pintor 

Lucas conversou muito com a mãe de Jesus e com São João. De acordo com a Igreja Católica Grega, São Lucas andava sempre com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e essa foi o instrumento de varias conversões. 

São Lucas foi um grande artista e grande escritor, e as suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte. A pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que se encontra na Basílica de Santa Maria Maior em Roma, terá sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de São Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.

Embora alguns afirmem que ele sofreu o martírio, a opinião mais aceite é a de que faleceu de morte natural aos 84 anos de idade, na Bitínia. Mas, como enfrentou muitos perigos pela fé de Cristo, é considerado por muitos como mártir.

As suas relíquias, que no século IV se achavam em Tebas da Beócia (Grécia), foram trasladadas para Constantinopla em 357, a pedido do Imperador Constâncio, filho de Constantino, tendo sido depositadas na igreja dos Santos Apóstolos com as de Santo André e São Timóteo.

O Cardeal Barónio diz que São Gregório Magno levou para Roma a cabeça de São Lucas, quando voltou da Nunciatura em Constantinopla, e a depositou na igreja do mosteiro de Santo André, que ele tinha fundado no Monte Célio. Hoje em dia, o corpo deste Evangelista é venerado na cidade de Pavia, em Itália.

Se se aplicam aos quatro evangelistas as representações simbólicas mencionadas pelo profeta Ezequiel, São Lucas é representado pelo boi, como emblema dos sacrifícios, pois ele é o evangelista que mais insiste no sacerdócio de Jesus Cristo.

adaptado de santossanctorum.blogspot.com


sábado, 17 de outubro de 2026

SS. AA. RR. Os Duques de Bragança nas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Outubro 2026

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança estiveram presentes, no Santuário de Fátima, nas celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Outubro.

As celebrações, que evocam a última aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, foram presididas por Sua Excelência Reverendíssima D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga.

Neste dia de especial significado para os peregrinos de Fátima, os Duques de Bragança associaram-se à oração e às celebrações em honra de Nossa Senhora de Fátima.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Espanhol - MREC

SAR O Duque de Bragança na entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança

Sua Alteza Real o Duque de Bragança, esteve na Universidade Católica Portuguesa para a entrega do Prémio de Mérito Duque de Bragança, uma distinção destinada a reconhecer a excelência académica e o mérito dos estudantes da Faculdade de Medicina.

A iniciativa traduz o compromisso de valorizar o esforço, a dedicação e a excelência dos jovens que se distinguem no seu percurso académico, incentivando-os a colocar o conhecimento e a sua formação ao serviço da sociedade.

A atribuição deste prémio representa também uma forma de aproximar a tradição e os valores da Casa Real Portuguesa das novas gerações, reconhecendo na educação, no mérito e na responsabilidade pessoal alguns dos pilares fundamentais para a construção do futuro.

Foi com particular satisfação que o Duque de Bragança participou nesta cerimónia, felicitando todos aqueles que, através do seu trabalho e dedicação, contribuem diariamente para uma Universidade de excelência.


sábado, 10 de outubro de 2026

Duque de Bragança na inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real"

No passado dia 6 de Outubro, a Igreja da Misericórdia da Ericeira acolheu a inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real", assinalando a reabertura do renovado Arquivo-Museu da instituição. Organizado com o apoio do Núcleo do Oeste da Real Associação de Lisboa, o evento contou com a presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, acompanhado por D. Francisco e D. Teresa de Bragança Van Uden. 

A sessão incluiu uma conferência proferida pelo Provedor João Pedro da Silva Henriques Gil, Pedro Avillez, António Eduardo Pereira Coutinho Barbosa e pelo curador João Caramês Simões. Focada na biografia do monarca e na importância histórica da Ericeira — de onde a Família Real partiu para o exílio a 5 de Outubro de 1910 —, a mostra exibe peças cedidas por empréstimo, como a maquete do iate Amélia do Museu de Marinha, além de fotografias e vídeos inéditos em Portugal que retratam o seu reinado e o quotidiano em Inglaterra. 

A exposição estará patente ao público durante os próximos meses no renovado espaço museológico.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O povo é soberano...

«O povo é soberano – dizem – a sua vontade é a suprema lei, os seus direitos a mais sagrada de todas as coisas sagradas, a sua realeza a mais legítima e justificada, a sua autoridade o centro de toda a acção política, o seu poder o princípio de onde todos os outros derivam».
O povo é soberano... Mas o certo é que, quando o povo se levanta em Paris, em Barcelona, em Turim, é bombardeado e metralhado impiedosamente.
O povo é soberano; mas esmagam-no com tributos, contribuições, exigências de toda a sorte.
O povo é soberano; mas o egoísmo e ambição das nações arranca-lhe dos braços os filhos estremecidos, privando o lar doméstico dos mais doces de seus sorrisos, e a agricultura dos mais robustos e activos trabalhadores, para imolá-los desapiedada e inutilmente na carnificina feroz de um campo de batalha.
O povo é soberano; mas deixam-no vegetar idiota na inconsciência da estupidez e da ignorância religiosa e moral.
O povo é soberano; mas escasseiam-lhe os géneros de primeira necessidade; os que pode haver à mão, só lhe são fornecidos por preços exorbitantes e irrazoáveis, e esses mesmos são adulterados, falsificados, corrompidos, nocivos à saúde.
O povo é soberano; mas soberano desmoralizado, que pôs a consciência em almoeda, vendendo-se, a troco do mais pequeno favor, ao primeiro aventureiro que se apresente à boca da urna eleitoral.
Dantes o povo não era soberano; mas pagava menos tributos, não era comido com pesadas contribuições, tinha o direito – que hoje lhe contestam, ou de que não o deixam fruir em paz – de viver pobre mas honradamente do fruto de seu trabalho; não era soberano, mas não morria à míngua, pois nas portarias dos conventos achou sempre socorro pronto à miséria, nem lhe escasseava o pão do espírito, porque os frades lhe abriam escolas gratuitas, e lhe patenteavam os tesouros riquíssimos de suas opulentíssimas bibliotecas; não era soberano, mas era assistido cuidadosa e desveladamente de todos os socorros da religião, tinha a consoladora fé numa vida futura, alentava-a a esperança do Céu.
Hoje... fizeram-no soberano, mas tudo isso lhe roubaram!
Um dia, o bom Jesus foi entregue, por um discípulo ingrato, aos mais encarniçados de seus inimigos; estes arrancaram-lhe ignominiosamente os seus vestidos, vergastaram-no desapiedados, retalharam-lhe as carnes a pungentes açoites, deram-lhe bofetadas, cuspiram-lhe no rosto, vendaram-lhe a face divina; e depois puseram-lhe aos ombros – à guisa de manto real – um farrapo de púrpura velha e gasta, por diadema de realeza enterraram-lhe na cabeça uma coroa tecida de espinhos, e deram-lhe por ceptro uma cana. E, passando ante ele, ajoelhavam e diziam: Salve, Rei dos Judeus!
Se fosse lícito o paralelo, eu não duvidaria afirmar que a cena dolorosa do Pretório é reproduzida em nossos dias pelos modernos liberais revolucionários e demagogos, que proclamam a soberania do povo do mesmo modo que os fariseus de então proclamavam a do Filho de Deus. Tiram-lhe o pão, tiram-lhe os haveres, tiram-lhe a paz, tiram-lhe a consciência, tiram-lhe a crença em Deus, tiram-lhe a fé numa vida futura, tiram-lhe a esperança do Céu, e depois bradam-lhe:
– Levanta-te, povo, que és rei!...
Ironia pungente! Supremo escárnio! Impudência e desvergonha inauditas!...

«Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 6º Ano, Nº 15, Março de 1900


Fonte: Veritatis

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A necessidade de resistir

“Resistir firmemente na luta contra o mal. Não admitir jamais compromissos. Preferir perder tudo, vida, salário, condição de existência, antes que sacrificar a própria consciência”.

Alexander Soljenitsin


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Lepanto: quando Nossa Senhora derrotou o Império Otomano

A 7 de Outubro de 1571, a Armada Católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto, onde D. João d’Áustria mandou hastear o estandarte enviado pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos” e deu a ordem de batalha contra os muçulmanos, seguidores de Maomé, os quais, liderados pelo Pachá Ali, pareciam, a princípio, levar a melhor, por serem em maior número e pela estratégia adoptada. 

Após 10 horas de batalha, houve o prodigioso evento: de repente e de maneira inexplicável, tendo em vista a situação de quase vitória dos inimigos de Cristo, da Igreja e do Ocidente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada... Mais tarde, alguns muçulmanos, prisioneiros de guerra, confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir. Ao verem os muçulmanos em fuga, os Cristão renovaram as forças e reverteram o resultado da batalha.

Enquanto isto, a Cristandade em peso rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. O Papa São Pio V, em Roma, pedia aos Católicos que redobrassem as preces e foi atendido. Formaram-se Confrarias do Rosário que promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da Armada Católica. O Pontífice, grande devoto do Rosário, teve, no momento em que a batalha chegava ao seu desfecho milagroso, uma visão sobrenatural, em que viu a vitória da Armada Católica e, imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para quem estava com ele e exclamou: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”. 

A confirmação da visão chegou apenas na noite do dia 21 de Outubro, quando o aviso escrito chegou a Roma. Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum e introduziu a invocação 'Auxílio dos Cristãos' na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário. 

Com o objectivo que se recordasse para sempre que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o Senado Veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).

in farfalline.blogspot.pt


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

5 de Outubro de 1143 – Independência de Portugal

Em 5 de Outubro de 1143 foi realizada a Conferência de Zamora, na cidade leonesa homónima.
Tratou-se de uma conferência de paz organizada pelo Arcebispo de Braga Dom João Peculiar e que teve como intervenientes Dom Afonso Henriques e o seu primo D. Afonso VII de Leão e Castela, sob os auspícios do enviado papal, o Cardeal Guido de Vivo.
Desta Reunião, vulgarmente conhecida por Tratado de Zamora, resultou a INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL!
De facto e de direito, Portugal faz 875 anos e como tal não começou há 108 anos, isso foi a república portuguesa! Antes, durante 771 anos existiu o Reino de Portugal e dos Algarves. Portugal, País forjado à espadada e valentia por Reis e heróis extraordinários. O Reino de Portugal e depois, também, dos Algarves, e depois, também, d’Aquém e d’Além-Mar, com o seu desejo oceânico fruiu o Mundo e esses tempos de Glória de Portugal, não podem ser encarados como meras recordações, ecos ensurdecidos, pois em Monarquia ultrapassamos sempre as crises: granjeamos a Nação Portucalense, expulsamos os sarracenos, sobrevivemos à ocupação castelhana, às Invasões Napoleónicas com a sua política de delapidação e terra-queimada, sobrevivemos a Ultimatos e guerrilhas
Por isso, hoje, 5 de Outubro, os Monárquicos, e os Portugueses em geral, celebram o nascimento do Reino de Portugal, em 1143.
Neste Acordo de Zamora, ficou assente que Afonso VII de Castela e Leão concordava com a transformação do Condado Portucalense em Reino de Portugal com Dom Afonso Henriques com o título de ‘Rex Portucalensis’– Rei de Portugal, embora continuasse, apesar do reconhecimento da Independência, como vassalo do Rei de Castela e Leão, que se intitulava Imperador da Hispânia. Porém, caso único entre todos os Reis da Ibéria, Dom Afonso Henriques nunca prestou essa vassalagem. A partir desta data, Dom Afonso Henriques passou a enviar ao Papa remissórias declarando-se vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia em ouro, pelo que, em 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconheceu Dom Afonso Henriques como Rex.
Alexandre Herculano escreveu que “o imperador reconheceu o título de rei que seu primo tomara, e que este recebeu dele o senhorio de Astorga, considerando-se por essa tenência seu vassalo. Não é menos provável que, ainda como rei de Portugal ficasse numa espécie de dependência política de Afonso VII, o imperador das Espanhas ou de toda a Espanha, como ele se intitulava nos seus diplomas”. Todavia, na Bula acima referida, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica livre de prestar vassalagem ao Rei de Leão e Castela, imperador de toda a Espanha, porque nenhum vassalo podia ter dois senhores directos.

Viv’ó Rei! Viv’á Monarquia!
VIVA PORTUGAL Independente e Soberano!

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

domingo, 4 de outubro de 2026

São Francisco de Assis

Hoje é dia do grande Francisco de Assis, que está bem longe do hippie pacifista que nos é apresentado hoje em dia. São Francisco encontrou em Jesus Cristo o único Amor que, nesta Terra, merece ser amado. Viveu a pobreza de forma radical e levou a penitência a sério.

Foi o primeiro santo a receber os estigmas. De nenhum outro vieram tantas ordens e comunidades como de São Francisco. Foi diácono permanente (celibatário, como todos eram) por julgar não ter dignidade para ser sacerdote. Sobre eles, escreveu:

«Devíamos também jejuar e abster-nos dos vícios e pecados e da quantidade exagerada de comida e bebida e ser Católicos. Devíamos também ir às Igrejas com mais frequência e reverenciar os sacerdotes não por eles mesmos, se forem pecadores, mas por causa do seu trabalho e administração do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que eles oferecem no altar e recebem e administram a outros.

E saibamos todos também que ninguém pode ser salvo a não ser pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelas santas palavras do Senhor que os sacerdotes dizem e anunciam e distribuem e que só eles podem administrar e não outros.» (Epistola ad Fideles II)

sábado, 3 de outubro de 2026

SAR O Duque de Bragança em entrevista ao podcast Geração 40

Entrevista concedida por S.A.R. o Duque de Bragança ao jornalista Júlio Isidro, no âmbito do podcast Geração 40.

SAR D. Duarte Pio de Bragança nasceu no exílio, mas construiu em Portugal uma vida marcada pela tradição, pelo serviço militar e pela defesa de causas como a autodeterminação de Timor e a protecção do ambiente. Este é o seu percurso, contado na primeira pessoa no Geração 40, podcast de Júlio Isidro.


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

883.º ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL em Coimbra - 5 de Outubro, às 11h00 - Na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

883.º ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL

 

 

EM 5 DE OUTUBRO DE 1143 NASCEU PORTUGAL!

 

         É em 5 de Outubro de 1143, com o Tratado de Zamora e na presença do Legado Pontifício, Cardeal Guido de Vico, que D. Afonso VII de Leão reconhece a existência de um novo Estado, PORTUGAL.

 

Esta declaração de PORTUGAL como REINO INDEPENDENTE infelizmente não é comemorada oficialmente no próprio País.

 

PORTUGAL deve ser o único País do Mundo que não celebra oficialmente a data da sua INDEPENDÊNCIA.

 

A REAL ASSOCIAÇÃO DE COIMBRA tem comemorado todos os anos, em cada dia “5 de OUTUBRO”, o ANIVERSÁRIO da FUNDAÇÃO da NACIONALIDADE, mandando celebrar no Mosteiro de SANTA CRUZ, em Coimbra, MISSA sufragando a alma de D. Afonso Henriques e dos seus descendentes e prestando homenagem junto ao túmulo do Rei Fundador.


Neste ano de 2026, a Missa celebrar-se-á pelas 11:00 horas, na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.    

 

Na mesma Cerimónia será igualmente sufragada a alma de todos os associados e simpatizantes da Real Associação de Coimbra falecidos no último ano.

 

       Após a Eucaristia, pelas 12h00 realizar-se-á a evocação da efeméride junto aos túmulos dos Reis Fundadores (D. Afonso Henriques e D. Sancho I).

 

Convidam-se todos os Portugueses a participar nas Comemorações do 883.º ANIVERSÁRIO da INDEPENDÊNCIA de PORTUGAL, em Coimbra.

 

FAÇAMOS DO ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL uma data que UNA OS PORTUGUESES!

 

VIVA PORTUGAL! 


O Presidente da Real Associação de Coimbra,

Manuel Barata Tovar