sábado, 10 de outubro de 2026

Duque de Bragança na inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real"

No passado dia 6 de Outubro, a Igreja da Misericórdia da Ericeira acolheu a inauguração da exposição "D. Manuel II e a última viagem Real", assinalando a reabertura do renovado Arquivo-Museu da instituição. Organizado com o apoio do Núcleo do Oeste da Real Associação de Lisboa, o evento contou com a presença de S.A.R. o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, acompanhado por D. Francisco e D. Teresa de Bragança Van Uden. 

A sessão incluiu uma conferência proferida pelo Provedor João Pedro da Silva Henriques Gil, Pedro Avillez, António Eduardo Pereira Coutinho Barbosa e pelo curador João Caramês Simões. Focada na biografia do monarca e na importância histórica da Ericeira — de onde a Família Real partiu para o exílio a 5 de Outubro de 1910 —, a mostra exibe peças cedidas por empréstimo, como a maquete do iate Amélia do Museu de Marinha, além de fotografias e vídeos inéditos em Portugal que retratam o seu reinado e o quotidiano em Inglaterra. 

A exposição estará patente ao público durante os próximos meses no renovado espaço museológico.


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

O povo é soberano...

«O povo é soberano – dizem – a sua vontade é a suprema lei, os seus direitos a mais sagrada de todas as coisas sagradas, a sua realeza a mais legítima e justificada, a sua autoridade o centro de toda a acção política, o seu poder o princípio de onde todos os outros derivam».
O povo é soberano... Mas o certo é que, quando o povo se levanta em Paris, em Barcelona, em Turim, é bombardeado e metralhado impiedosamente.
O povo é soberano; mas esmagam-no com tributos, contribuições, exigências de toda a sorte.
O povo é soberano; mas o egoísmo e ambição das nações arranca-lhe dos braços os filhos estremecidos, privando o lar doméstico dos mais doces de seus sorrisos, e a agricultura dos mais robustos e activos trabalhadores, para imolá-los desapiedada e inutilmente na carnificina feroz de um campo de batalha.
O povo é soberano; mas deixam-no vegetar idiota na inconsciência da estupidez e da ignorância religiosa e moral.
O povo é soberano; mas escasseiam-lhe os géneros de primeira necessidade; os que pode haver à mão, só lhe são fornecidos por preços exorbitantes e irrazoáveis, e esses mesmos são adulterados, falsificados, corrompidos, nocivos à saúde.
O povo é soberano; mas soberano desmoralizado, que pôs a consciência em almoeda, vendendo-se, a troco do mais pequeno favor, ao primeiro aventureiro que se apresente à boca da urna eleitoral.
Dantes o povo não era soberano; mas pagava menos tributos, não era comido com pesadas contribuições, tinha o direito – que hoje lhe contestam, ou de que não o deixam fruir em paz – de viver pobre mas honradamente do fruto de seu trabalho; não era soberano, mas não morria à míngua, pois nas portarias dos conventos achou sempre socorro pronto à miséria, nem lhe escasseava o pão do espírito, porque os frades lhe abriam escolas gratuitas, e lhe patenteavam os tesouros riquíssimos de suas opulentíssimas bibliotecas; não era soberano, mas era assistido cuidadosa e desveladamente de todos os socorros da religião, tinha a consoladora fé numa vida futura, alentava-a a esperança do Céu.
Hoje... fizeram-no soberano, mas tudo isso lhe roubaram!
Um dia, o bom Jesus foi entregue, por um discípulo ingrato, aos mais encarniçados de seus inimigos; estes arrancaram-lhe ignominiosamente os seus vestidos, vergastaram-no desapiedados, retalharam-lhe as carnes a pungentes açoites, deram-lhe bofetadas, cuspiram-lhe no rosto, vendaram-lhe a face divina; e depois puseram-lhe aos ombros – à guisa de manto real – um farrapo de púrpura velha e gasta, por diadema de realeza enterraram-lhe na cabeça uma coroa tecida de espinhos, e deram-lhe por ceptro uma cana. E, passando ante ele, ajoelhavam e diziam: Salve, Rei dos Judeus!
Se fosse lícito o paralelo, eu não duvidaria afirmar que a cena dolorosa do Pretório é reproduzida em nossos dias pelos modernos liberais revolucionários e demagogos, que proclamam a soberania do povo do mesmo modo que os fariseus de então proclamavam a do Filho de Deus. Tiram-lhe o pão, tiram-lhe os haveres, tiram-lhe a paz, tiram-lhe a consciência, tiram-lhe a crença em Deus, tiram-lhe a fé numa vida futura, tiram-lhe a esperança do Céu, e depois bradam-lhe:
– Levanta-te, povo, que és rei!...
Ironia pungente! Supremo escárnio! Impudência e desvergonha inauditas!...

«Voz de S. António: Revista Mensal Ilustrada», 6º Ano, Nº 15, Março de 1900


Fonte: Veritatis

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A necessidade de resistir

“Resistir firmemente na luta contra o mal. Não admitir jamais compromissos. Preferir perder tudo, vida, salário, condição de existência, antes que sacrificar a própria consciência”.

Alexander Soljenitsin


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Lepanto: quando Nossa Senhora derrotou o Império Otomano

A 7 de Outubro de 1571, a Armada Católica, composta de aproximadamente 200 galeras, concentrou-se no golfo de Lepanto, onde D. João d’Áustria mandou hastear o estandarte enviado pelo Papa e bradou: “Aqui venceremos ou morremos” e deu a ordem de batalha contra os muçulmanos, seguidores de Maomé, os quais, liderados pelo Pachá Ali, pareciam, a princípio, levar a melhor, por serem em maior número e pela estratégia adoptada. 

Após 10 horas de batalha, houve o prodigioso evento: de repente e de maneira inexplicável, tendo em vista a situação de quase vitória dos inimigos de Cristo, da Igreja e do Ocidente, os muçulmanos, apavorados, bateram em retirada... Mais tarde, alguns muçulmanos, prisioneiros de guerra, confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora aparecera no céu, ameaçando-os e incutindo-lhes tanto medo, que entraram em pânico e começaram a fugir. Ao verem os muçulmanos em fuga, os Cristão renovaram as forças e reverteram o resultado da batalha.

Enquanto isto, a Cristandade em peso rogava o auxílio da Rainha do Santíssimo Rosário. O Papa São Pio V, em Roma, pedia aos Católicos que redobrassem as preces e foi atendido. Formaram-se Confrarias do Rosário que promoviam procissões e orações nas igrejas, suplicando a vitória da Armada Católica. O Pontífice, grande devoto do Rosário, teve, no momento em que a batalha chegava ao seu desfecho milagroso, uma visão sobrenatural, em que viu a vitória da Armada Católica e, imediatamente, exultando de alegria, voltou-se para quem estava com ele e exclamou: “Vamos agradecer a Jesus Cristo a vitória que acaba de conceder à nossa esquadra”. 

A confirmação da visão chegou apenas na noite do dia 21 de Outubro, quando o aviso escrito chegou a Roma. Em memória da estupenda intervenção de Maria Santíssima, o Papa dirigiu-se em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou o Te Deum e introduziu a invocação 'Auxílio dos Cristãos' na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa extraordinária vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora da Vitória, que, dois anos mais tarde, tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário. 

Com o objectivo que se recordasse para sempre que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o Senado Veneziano mandou pintar um quadro representando a batalha naval com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).

in farfalline.blogspot.pt


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

5 de Outubro de 1143 – Independência de Portugal

Em 5 de Outubro de 1143 foi realizada a Conferência de Zamora, na cidade leonesa homónima.
Tratou-se de uma conferência de paz organizada pelo Arcebispo de Braga Dom João Peculiar e que teve como intervenientes Dom Afonso Henriques e o seu primo D. Afonso VII de Leão e Castela, sob os auspícios do enviado papal, o Cardeal Guido de Vivo.
Desta Reunião, vulgarmente conhecida por Tratado de Zamora, resultou a INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL!
De facto e de direito, Portugal faz 875 anos e como tal não começou há 108 anos, isso foi a república portuguesa! Antes, durante 771 anos existiu o Reino de Portugal e dos Algarves. Portugal, País forjado à espadada e valentia por Reis e heróis extraordinários. O Reino de Portugal e depois, também, dos Algarves, e depois, também, d’Aquém e d’Além-Mar, com o seu desejo oceânico fruiu o Mundo e esses tempos de Glória de Portugal, não podem ser encarados como meras recordações, ecos ensurdecidos, pois em Monarquia ultrapassamos sempre as crises: granjeamos a Nação Portucalense, expulsamos os sarracenos, sobrevivemos à ocupação castelhana, às Invasões Napoleónicas com a sua política de delapidação e terra-queimada, sobrevivemos a Ultimatos e guerrilhas
Por isso, hoje, 5 de Outubro, os Monárquicos, e os Portugueses em geral, celebram o nascimento do Reino de Portugal, em 1143.
Neste Acordo de Zamora, ficou assente que Afonso VII de Castela e Leão concordava com a transformação do Condado Portucalense em Reino de Portugal com Dom Afonso Henriques com o título de ‘Rex Portucalensis’– Rei de Portugal, embora continuasse, apesar do reconhecimento da Independência, como vassalo do Rei de Castela e Leão, que se intitulava Imperador da Hispânia. Porém, caso único entre todos os Reis da Ibéria, Dom Afonso Henriques nunca prestou essa vassalagem. A partir desta data, Dom Afonso Henriques passou a enviar ao Papa remissórias declarando-se vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia em ouro, pelo que, em 1179, o Papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, reconheceu Dom Afonso Henriques como Rex.
Alexandre Herculano escreveu que “o imperador reconheceu o título de rei que seu primo tomara, e que este recebeu dele o senhorio de Astorga, considerando-se por essa tenência seu vassalo. Não é menos provável que, ainda como rei de Portugal ficasse numa espécie de dependência política de Afonso VII, o imperador das Espanhas ou de toda a Espanha, como ele se intitulava nos seus diplomas”. Todavia, na Bula acima referida, o Papa ao aceitar que Dom Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece não só, definitivamente, a independência do Reino de Portugal, como o Rei de Portugal fica livre de prestar vassalagem ao Rei de Leão e Castela, imperador de toda a Espanha, porque nenhum vassalo podia ter dois senhores directos.

Viv’ó Rei! Viv’á Monarquia!
VIVA PORTUGAL Independente e Soberano!

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

domingo, 4 de outubro de 2026

São Francisco de Assis

Hoje é dia do grande Francisco de Assis, que está bem longe do hippie pacifista que nos é apresentado hoje em dia. São Francisco encontrou em Jesus Cristo o único Amor que, nesta Terra, merece ser amado. Viveu a pobreza de forma radical e levou a penitência a sério.

Foi o primeiro santo a receber os estigmas. De nenhum outro vieram tantas ordens e comunidades como de São Francisco. Foi diácono permanente (celibatário, como todos eram) por julgar não ter dignidade para ser sacerdote. Sobre eles, escreveu:

«Devíamos também jejuar e abster-nos dos vícios e pecados e da quantidade exagerada de comida e bebida e ser Católicos. Devíamos também ir às Igrejas com mais frequência e reverenciar os sacerdotes não por eles mesmos, se forem pecadores, mas por causa do seu trabalho e administração do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que eles oferecem no altar e recebem e administram a outros.

E saibamos todos também que ninguém pode ser salvo a não ser pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelas santas palavras do Senhor que os sacerdotes dizem e anunciam e distribuem e que só eles podem administrar e não outros.» (Epistola ad Fideles II)

sábado, 3 de outubro de 2026

SAR O Duque de Bragança em entrevista ao podcast Geração 40

Entrevista concedida por S.A.R. o Duque de Bragança ao jornalista Júlio Isidro, no âmbito do podcast Geração 40.

SAR D. Duarte Pio de Bragança nasceu no exílio, mas construiu em Portugal uma vida marcada pela tradição, pelo serviço militar e pela defesa de causas como a autodeterminação de Timor e a protecção do ambiente. Este é o seu percurso, contado na primeira pessoa no Geração 40, podcast de Júlio Isidro.


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

883.º ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL em Coimbra - 5 de Outubro, às 11h00 - Na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

883.º ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL

 

 

EM 5 DE OUTUBRO DE 1143 NASCEU PORTUGAL!

 

         É em 5 de Outubro de 1143, com o Tratado de Zamora e na presença do Legado Pontifício, Cardeal Guido de Vico, que D. Afonso VII de Leão reconhece a existência de um novo Estado, PORTUGAL.

 

Esta declaração de PORTUGAL como REINO INDEPENDENTE infelizmente não é comemorada oficialmente no próprio País.

 

PORTUGAL deve ser o único País do Mundo que não celebra oficialmente a data da sua INDEPENDÊNCIA.

 

A REAL ASSOCIAÇÃO DE COIMBRA tem comemorado todos os anos, em cada dia “5 de OUTUBRO”, o ANIVERSÁRIO da FUNDAÇÃO da NACIONALIDADE, mandando celebrar no Mosteiro de SANTA CRUZ, em Coimbra, MISSA sufragando a alma de D. Afonso Henriques e dos seus descendentes e prestando homenagem junto ao túmulo do Rei Fundador.


Neste ano de 2026, a Missa celebrar-se-á pelas 11:00 horas, na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.    

 

Na mesma Cerimónia será igualmente sufragada a alma de todos os associados e simpatizantes da Real Associação de Coimbra falecidos no último ano.

 

       Após a Eucaristia, pelas 12h00 realizar-se-á a evocação da efeméride junto aos túmulos dos Reis Fundadores (D. Afonso Henriques e D. Sancho I).

 

Convidam-se todos os Portugueses a participar nas Comemorações do 883.º ANIVERSÁRIO da INDEPENDÊNCIA de PORTUGAL, em Coimbra.

 

FAÇAMOS DO ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL uma data que UNA OS PORTUGUESES!

 

VIVA PORTUGAL! 


O Presidente da Real Associação de Coimbra,

Manuel Barata Tovar

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Comunicado da Casa Real Portuguesa sobre a morte de Nuno Albuquerque Gaspar

SAR D. Duarte de Bragança, Duque de Bragança e chefe da Casa Real Portuguesa, fez um comunicado sobre a morte de Nuno Albuquerque Gaspar.


Foi com grande tristeza que recebemos a notícia da morte prematura do Nuno Albuquerque Gaspar.

O Nuno Albuquerque era um monárquico convicto e amigo da nossa família, tendo estado sempre presente nos principais momentos.

Um grande fotógrafo, registou inúmeras fotografias nossas ao longo de muitos anos sempre com enorme simpatia e disponibilidade.

Guardaremos com muita amizade a sua memória.

As nossas orações estão com o Nuno e com a sua família neste momento tão difícil.

D. Duarte de Bragança


Fonte: Casa Real Portuguesa

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Exorcismo de São Miguel Arcanjo escrito pelo Papa Leão XIII

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

Ó gloriosíssimo Príncipe da milícia celeste, Arcanjo S. Miguel, defendei-nos na nossa luta e nosso combate contra os principados e as potestades, contra os governantes deste mundo tenebroso, contra a perversidade espiritual em lugares elevados.

Vinde em auxilio do homem, que Deus criou imortal, à sua imagem e semelhança, e resgatou por grande preço da tirania do diabo. Combatei neste dia a batalha do Senhor, junto com os santos anjos, como já haveis combatido o líder dos anjos orgulhosos, Lúcifer, e o seu exército apóstata, que não tinham poder para vos resistir, nem tinham mais lugar no Céu. Mas aquela antiga e cruel serpente, chamada de demónio ou Satanás, que seduz todo a orbe, foi mandada para o abismo com todos os seus anjos.

Eis que o primordial inimigo e assassino do homem se ergueu veementemente. Transformado em anjo da luz, ele vagueia com toda a multitude de espíritos malignos, invadindo a terra em ordem a extirpar dela o nome de Deus e do Seu Cristo, para, deleitando-se, matar e atirar para a perdição eterna as almas destinadas à coroa da eterna glória.

Este malvado dragão derrama, como torrente imunda, o veneno da sua malícia sobre o homem de mente depravada e coração corrompido; o espirito da mentira, da impiedade e da blasfémia; o odor pestilento da luxúria e de todo o vício e iniquidade.

Estes astutos inimigos encheram e inebriaram com ódio e amargura a Igreja, a esposa do Cordeiro Imaculado, e deitaram as suas mãos impiedosas sobre as suas posses mais sagradas. Onde se encontra a Sede do Santo Apóstolo Pedro e Cátedra da Verdade para ser luz do mundo, eles elevaram um trono da sua abominável impiedade, com o desígnio iníquo de que quando o Pastor é abatido, as ovelhas se dispersam.

Erguei-vos então, ó General invencível, auxiliai o povo de Deus contra os ataques que irrompem dos espíritos perdidos e trazei-nos a vitória.

A Santa Igreja venera-vos como protector e patrono; glorifica-vos como a sua defesa contra os poderes malignos deste mundo e do inferno; a vós Deus confiou as almas do homem para serem estabelecidas na beatitude celeste. Intercedei junto do Deus da paz para que Ele esmague Satanás sob os nossos pés, tão conquistado que não consiga mais prender os homens em cativeiro e magoar a Igreja.

Oferecei as nossas orações à vista do Altíssimo, para que elas possam rapidamente alcançar-nos as misericórdias do Senhor; e derrubando o dragão, a antiga serpente, que é o demónio e Satanás, tornai-o novamente cativo no abismo, para que ele não possa mais seduzir as gentes. Ámen

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Dia de São Miguel Arcanjo

Normalmente é representado a espezinhar o cornudo. Como é de conhecimento geral, o pecado de Satanás foi o da soberba: recusou aceitar o domínio de Deus sobre ele, quis fazer a sua vontade e não a Sua vontade.

Deus designou um Arcanjo - 2º a contar de baixo na hierarquia dos Coros Angélicos (ou Ordens Angélicas) - para derrotar o inimigo, que pertencia ao Coro mais elevado (Serafins). A humilhação de Satanás é deste modo ainda maior, porque é esmagado por quem lhe é ontologicamente inferior.

Ao "Não servirei" (a Deus) com que se revoltou o pai da soberba responde São Miguel com o seu próprio nome, que significa "Quem como Deus" (que é como quem diz: Deus é o maior).

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O socialismo domina muitos círculos ditos católicos

“É muito frequente a afirmação de que a Igreja fracassou perante o problema social, a acção dos católicos neste terreno tem sido estéril que este é o motivo pelo qual as massas trabalhadoras se tem descristianizado e tem seguido doutrinas aparentemente mais favoráveis aos seus interesses e aos seus programas reivindicatórios.
Em primeiro lugar é necessário advertir que todos aqueles sistemas que apresentam uma ordem social distinta da cristã são errados e utópicos.
Hoje o mundo tem experimentado a dolorosa realidade destes regimes socialistas e comunistas que, longe melhorar a condição social dos trabalhadores, submeteram os povos à escravidão e à barbárie. E nestes erros não há atenuantes, todos são igualmente condenáveis: comunismo, socialismo, socialismo de Estado, socialismo democrático...”
Miguel Fagoaga em Revista “Trilingue Reconquista”


domingo, 27 de setembro de 2026

RIP Nuno de Albuquerque Gaspar


A Causa Real lamenta profundamente a morte do Nuno de Albuquerque Gaspar. A juventude, a frescura da juventude, devia ser prenúncio de um horizonte a perder de vista. Sinal de caminho largo e longo… Mas os desígnios da vida são insondáveis. Vemos desaparecer um monárquico militante, um artista talentoso, mas acima de tudo um amigo leal, inteiro. Era membro da Direção da Causa Real. Um companheiro que nunca fugiu ao trabalho e que pode agora descansar. Condolências aos seus pais, aos irmãos e aos seus muitos, muitos amigos!

sábado, 26 de setembro de 2026

Os Mártires Santos Cosme e Damião

Cosme e Damião eram irmãos gémeos e cristãos. Nasceram na Arábia e viveram na Ásia Menor, Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a profissão de médico com muita competência e dignidade. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a Fé aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, os seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da morte, eram vistos como verdadeiros milagres.

Deixavam pasmos os mais cépticos dos pagãos, pois não cobravam absolutamente nada por isso. A riqueza que mais os atraía era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos pagãos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais.

Isso despertou a ira do Imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos nas suas curas.

Mandou que fossem barbaramente torturados por se negarem a aceitar os deuses pagãos. Em seguida, foram decapitados, no séc. IV. Isto aconteceu em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. 

Quando o Imperador Oriental Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos dois irmãos. A fama dos dois correu também rapidamente pelo Ocidente. Entre os anos 526 e 530, o Papa Félix IV mandou construir uma Basílica que lhes foi dedicada.

Os nomes de São Cosme e São Damião são pronunciados inúmeras vezes, todos os dias, no Mundo inteiro, porque, a partir do século VI, foram incluídos no cânone da Santa Missa, fechando o elenco dos mártires citados. Os santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

in ofielcatolico.com.br


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Entrevista de SAR O Senhor D. Duarte de Bragança à Rádio Campanário

 “Vila Viçosa tem mais motivos para ser Património Mundial do que outras localidades”, defende SAR D. Duarte Pio de Bragança

SAR D. Duarte Pio de Bragança esteve em Vila Viçosa, numa visita marcada pela recepção oficial nos Paços do Concelho e pelo interesse demonstrado no projecto da futura Biblioteca Municipal. À margem da visita, o Duque de Bragança abordou também o processo de candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO, sublinhando a importância histórica e cultural da vila.

Nas declarações prestadas durante a visita, SAR D. Duarte Pio de Bragança defendeu que “Vila Viçosa tem mais motivos para ser classificada como Património Mundial da UNESCO do que outras localidades”, destacando o conjunto patrimonial existente no concelho e a sua relevância para o país.

O Duque de Bragança acrescentou ainda que “Vila Viçosa é uma das localidades portuguesas com maior interesse cultural para Portugal e para a Europa”, considerando que o reconhecimento internacional poderá valorizar ainda mais o património histórico e cultural da vila.

SAR D. Duarte Pio de Bragança foi recebido pelo Executivo da Câmara Municipal de Vila Viçosa no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Na visita esteve acompanhado pela sua esposa, SAR D. Isabel de Bragança. Durante a recepção, o Duque de Bragança manifestou também o seu entusiasmo relativamente ao projecto da futura Biblioteca Municipal e a intenção de contribuir para a concretização deste equipamento cultural no concelho.

A presença de SAR D. Duarte Pio de Bragança em Vila Viçosa ficou, assim, associada não só à valorização do património histórico da vila, mas também ao apoio a novos projectos de natureza cultural que estão a ser desenvolvidos pelo Município.

A candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO encontra-se num processo decisivo. De acordo com declarações anteriormente prestadas pelo presidente da Câmara Municipal, a decisão sobre a passagem à etapa final da candidatura deverá ser conhecida até ao final deste ano. A candidatura envolve várias entidades, entre as quais a Câmara Municipal de Vila Viçosa e a Fundação Casa de Bragança, proprietária de importantes elementos do património da vila, nomeadamente o Paço Ducal.

O processo pretende valorizar e dar reconhecimento internacional ao conjunto patrimonial, histórico e cultural de Vila Viçosa, vila cuja identidade está profundamente ligada à história da Casa de Bragança e à monarquia portuguesa. A eventual classificação como Património Mundial da UNESCO poderá representar um importante reconhecimento internacional do património de Vila Viçosa, reforçando igualmente a sua projeção cultural e turística.

A 49.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO está prevista para decorrer em Istambul, na Turquia, entre 27 de Junho e 7 de Julho de 2027, estando a candidatura de Vila Viçosa a desenvolver-se tendo em vista as diferentes etapas do processo de avaliação.

Fonte: Rádio Campanário

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dia do Padre Pio

Hoje é dia de S. Pio de Pietrelcina, mais conhecido por Padre Pio. Este grande santo do século XX tinha multidões à sua procura, mas apesar disso foi sempre muito humilde. Foi incompreendido e injustamente perseguido pelos próprios superiores, mas apesar disso foi sempre muito obediente.

Era um grande místico, foi muitas vezes atacado pelo demónio. Tinha os estigmas (as chagas do crucificado), que sangravam constantemente. Tinha também o dom da ubiquidade (ou bilocação), sendo visto por testemunhas em sítios diferentes à mesma hora. Além disso tinha o dom de saber os pecados das pessoas, alertando quando se esqueciam de confessar algum pecado e tendo confessado o próprio Pai no leito de morte dizendo os seus pecados quando este já não o conseguia fazer.

Passava horas a fio no confessionário e vinham pessoas de muito longe para se confessarem ao Santo, cuja fama ultrapassara há muito as fronteiras italianas. Um dia foi lá o próprio demónio, e eis como o Padre Pio conta o episódio:

"Um dia, estava eu a ouvir confissões, um homem veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto, esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável. Começou a confessar os seus pecados, que eram de todo tipo: contra Deus, contra os homens e contra a moral. Todos os pecados eram aberrantes!

Por cada acusação, depois da minha correcção fazendo uso da Palavra de Deus, o Magistério da Igreja e a moral dos santos, este enigmático penitente opunha-se às minhas palavras justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo de pecado. E isto não só para os pecados contra Deus, Nossa Senhora e os santos, que indicava de forma irreverente sem nunca dizer os seus nomes, mas também para os pecados que eram os mais sujos que é possível imaginar.

As respostas que este desconhecido dava à minha argumentação, com hábil subtileza e fina malícia impressionaram-me. Comecei a perguntar-me “Quem é este? De que mundo vem? Quem será? E tentei olhar bem para ele, ler alguma coisa na sua face; ao mesmo tempo concentrei-me em cada palavra para dar-lhe o juízo correcto que merecia.

Mas de repente através de uma luz interna vívida e brilhante eu reconheci claramente quem ali estava. Com voz forte e imperiosa ordenei-lhe: "Diga Viva Jesus, Viva Maria" Assim que pronunciei estes doces e poderosos nomes, Satanás desapareceu imediatamente numa nuvem de fogo, deixando um fedor insuportável."


terça-feira, 22 de setembro de 2026

“O fundamento mais sagrado e indestrutível da civilização humana são o altar e a família” - Glatlfelder


“Nem sequer os próprios membros da família suspeitam que nesse círculo, tão pequeno e frequentemente tão despretensioso, se encerra a felicidade e a paz e que nele se encontra a raiz da nação, do Estado e de toda a humanidade.
Representa por isso a maior riqueza de todo o mundo. Basta a decadência da família para que se gerem autênticas e terríveis revoluções e quando se apaga o fogo sagrado do lar, a humanidade precipita-se nas mais profundas trevas da barbárie, ao anularem-se os mais firmes fundamentos da vida.”

Cardeal Mindszenty em “A Mãe”, 2ª ed., Lisboa, Aster

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Dia São Mateus: Apóstolo e Evangelista

Banhada pelas águas do lago Genesaré, cortada pelas principais estradas do país, sede das casas comerciais as mais importantes, assim era Cafarnaum,  uma das cidades mais florescentes da Palestina. No tempo de Jesus Cristo a Palestina era uma província romana, e onerosos eram os impostos e direitos aduaneiros que pesavam sobre os judeus.  A cobrança destas contribuições obrigatórias era feita geralmente por rendeiros públicos, homens especuladores, verdadeiros esfoladores e sanguessugas do povo, e por isto mal vistos e odiados. Já o nome de Publicano, isto é, pecador público, excomungado, que se lhes dava, não deixava dúvida sobre a má fama de que tais homens gozavam.

Vivia em Cafarnaum Levi, filho de Alfeu, que mais tarde mudou o nome em Mateus, dom de Deus. Cafarnaum era a cidade pela qual Jesus Cristo mostrava grande simpatia, tanto que os santos Evangelhos chamam-na a Sua cidade. Na sinagoga ou na praia do lago, doutrinou frequentemente e curou muitos doentes.

Foi numa dessas ocasiões que Jesus, tendo pregado na praia, passou perto do telónio de Levi, parou e disse: "Segue-me". Levi levantou-se imediatamente, abandonou o rendoso negócio, mudou de nome e de vida. Não é provável que esta mudança tão radical tenha sido fruto de um entusiasmo espontâneo. É antes, de se supor, que Levi tenha tomado essa resolução devido ao que vira e ouvira, de modo que o convite positivo do divino Mestre lhe tenha pôsto têrmo às últimas dúvidas sobre a orientação da sua vida futura. Diz São Jerónimo que Levi,  vendo Nosso Senhor, ficou atraído pela divina majestade que fulgurava nos olhos de Jesus Cristo. Converteu-se Levi, diz Beda o Venerável,  porque Aquele que o chamou pela palavra, lhe dispôs o coração pela graça divina.

Mateus deu em seguida um grande banquete de despedida aos amigos e colegas, e convidou também Jesus e os discípulos. Os fariseus e escribas que, com olhos de lince observavam todos os gestos do Mestre, vendo que este aceitara o convite, acusaram-no dizendo: "Este homem anda com publicanos e pecadores e banqueteia-se com eles!". Também os discípulos de Jesus tiveram de ouvir repreensões: "Como é que o vosso Mestre se senta à mesa com os pecadores?".  Jesus, porém, respondeu-lhes:  "Não são os sãos, mas sim os doentes, que necessitam do médico. Não vim para chamar os justos, senão os pecadores".  Daí em diante Mateus foi um dos discípulos mais dedicados ao divino Mestre, e seguiu-o por toda a parte. 

Logo depois da Ascensão de Jesus Cristo e da vinda do Espírito Santo, Mateus, junto com os outros Apóstolos, pregou o Santo Evangelho nas províncias da Palestina e, com os demais Apóstolos, julgou-se feliz em poder sofrer injúria por amor de Jesus. Foi São Mateus, de entre os Apóstolos, o primeiro que escreveu um relatório da vida e morte de Jesus Cristo, dando a este livro o título de "Evangelho", que significa: "boa nova". Este Evangelho foi escrito em sírio-caldaico, para o uso dos primeiros cristãos da Palestina. São Bartolomeu levou consigo uma cópia para as Índias.

Quando os Apóstolos se espalharam por todo o mundo, São Mateus dirigiu-se para a Arábia e Pérsia, onde sofreu cruéis perseguições pelos sacerdotes indígenas. São Clemente de Alexandria diz que São Mateus era homem de mortificação e penitência, e alimentava-se só de ervas, raízes e frutas. Sofreu maus tratos na cidade de Mirmene.

Os pagãos arrancaram-lhe os olhos e, preso com algemas, esperou no cárcere o dia em que devia ser sacrificado aos deuses, por ocasião da grande festa idólatra. Deus, porém,  não abandonou o seu servo;  mandou-lhe um Anjo que lhe curou a vista e o libertou da prisão. São Mateus seguiu então para a Etiópia. Também lá o demónio quis tolher-lhe os passos.  Dois feiticeiros de grande fama opuseram-se-lhe,  mas São Mateus venceu-os pela força esmagadora dos argumentos e pelos milagres que fazia, em nome de Jesus Cristo.  Removido este obstáculo,  o povo aceitou a religião de Deus humanado.

Foi por intermédio do eunuco da rainha Candace, o mesmo que São Filipe baptizou, que São Mateus obteve entrada no palácio real. Lá havia grande luto pela morte do jovem príncipe herdeiro Eufranon. São Mateus, tendo sido chamado ao palácio, fez o defunto ressurgir, milagre este que encheu a todos de admiração.  O Rei, em sinal de alegria e gratidão, mandou arautos por todo o país deitarem pregão da seguinte ordem: "Súbditos! Vinde todos à capital ver um deus, que apareceu entre nós, em forma humana!"

Afluíram aos milhares os súbditos de todas as partes do reino, trazendo perfumes e incenso, para serem oferecidos ao deus que tinha aparecido. Mateus, porém, esclareceu-os dizendo:"Eu não sou Deus, como julgais que seja, mas servo de Jesus Cristo, Filho de Deus vivo;  foi em Seu Nome que fiz o filho do vosso Rei ressuscitar; foi Ele que me enviou a vós, para vos pregar a Sua doutrina e vos trazer a Sua graça e salvação".  Essas palavras tiveram bom acolhimento e a maior parte do povo converteu-se à religião de Jesus Cristo.  A Igreja da Etiópia chegou a ser uma das mais florescentes dos tempos apostólicos. O rei Egipto e família eram cristãos fervorosíssimos, tanto que Efigénia, a filha mais velha, fez voto de castidade perpétua e a seu exemplo, muitas filhas das famílias mais ilustres consagraram-se a Deus, numa vida de perfeição cristã.

Com a morte do Rei subiu ao trono o seu sobrinho Hírtaco, o qual, para estabelecer o governo sobre bases mais sólidas, pediu Efigénia em casamento. Esta recusou, alegando o voto feito a Deus. Hírtaco, não se conformando com esta resposta, exigiu que São Mateus fizesse valer a autoridade de Bispo, para que se realizasse o enlace desejado. São Mateus declarou ao Príncipe não ter competência Para envolver-se no caso. 

Vendo-se assim profundamente contrariado nos seus planos, Hírtaco deu ordem aos soldados de fazer desaparecer o Apóstolo. Esta ordem foi executada na igreja onde São Mateus celebrava a Missa. Pondo de lado o respeito devido ao lugar e à pessoa do santo Apóstolo, os sicários do Rei mataram-no no próprio altar. 

O corpo do Santo Mártir foi durante muito tempo objecto de grata veneração do povo cristão da capital. No ano de 930, foi transportado para Salerno (Itália) onde São Mateus até hoje é festejado como padroeiro da cidade.      

in Página do Oriente