sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Solenidades da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal

 
 
6 de Dezembro, Quinta-feira
14:30
Encontro das crianças de Vila Viçosa com N.ª Senhora

21:00
Celebração penitencial

7 de Dezembro, Sexta-feira
18:00
Terço e Eucaristia
Acolhimento aos peregrinos

21:00
Encerramento da novena
Procissão de velas à volta das muralhas do castelo
Vigília

8 de Dezembro, Sábado
Dia da Padroeira

09:30
Acolhimento dos peregrinos e recitação do terço a cargo das Confrarias de N.ª Senhora

11:00
Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição

14:30
Terço solenizado a cargo da Ordem do Carmo

15:00
Procissão em Honra de N.ª Senhora da Conceição pelas ruas de Vila Viçosa

17:00
Eucaristia da tarde
Acto de consagração e encerramento

Nota: Está previsto um serviço de apoio aos peregrinos, em tendas apropriadas, no adro do Santuário. Para mais informações: 268980399 | 969801082 | 969801028.
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

As « Padeiras de Aljubarrota » de 1640


"Dizia-se que as mulheres representarão mui digno papel nesta revolução ( ... ) D. Filippa de Vilhena, fidalga ilustre de Lisboa, armou ela própria os seus dous filhos, e empunhando a espada de seu marido, que militara na India, lhes disse: «Sois cavalleiros. Ganhae um throno para el-rei, e a liberdade para a patria.» Outra fidalga, de appelido Lancastre, praticava iguaes feitos na mesma manhã, e muitas mais tinhão no centro d'alma identico pensamento. ( ... ) A duqueza de Bragança, D. Luiza Francisca de Gusmão foi quem mais decidiu o duque a actuar."

M. Fernando Denis, «Descripção Historica D'este Reino».

Cristina Ribeiro

Fonte: Estado Sentido

SAR, Dom Duarte de Bragança presente nas celebrações do dia nacional do Qatart

 
O vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) mostrou-se, esta terça-feira, disponível para ajudar o Catar a organizar o Campeonato do Mundo de 2022.

«[O Catar] é um país empenhado em fazer um bom Mundial. Portugal pode ajudar tendo em conta a experiência que já tem do Euro 2004», disse Humberto Coelho a A BOLA, durante as celebrações do dia nacional do Catar, num banquete oferecido pela embaixada daquele país, no Hotel Ritz, em Lisboa.

Centenas de diplomatas estiveram presentes no evento e congratularam o embaixador do Catar em Lisboa, Adel Al Khal, e o sheikh Jassim Althani.

Entre os convidados estiveram o ex-presidente do Sporting, José de Sousa Cintra, o ministro da Educação, Nuno Crato, o Duque de Bragança, D. Duarte Pio, e a deputada socialista Maria de Belém.
 
Fonte: A Bola

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Hino da Restauração: Jantar dos Conjurados Ponte de Lima 2012

Encerramento do "Jantar dos Conjurados" 2012.
 

 
Cantado por todos os participantes presentes, que se despediram assim deste evento.

Foto-Reportagem do 1º de Dezembro de 2012


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como acontece todos os anos, a Real Associação de Lisboa participou nas comemorações oficiais do 1º de Dezembro. Em sua representação, o presidente Nuno Pombo acompanhado pelo Infante D. Afonso, Príncipe da Beira, num acto pleno de simbolismo, depositaram no monumento uma coroa de flores em homenagem aos restauradores da independência nacional.
Fonte: Causa Real

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DISCURSO DO PRESIDENTE DA CAUSA REAL NO JANTAR DOS CONJURADOS

Altezas Reais
Minhas senhoras e meus senhores

Temos vindo a celebrar o Dia da Restauração, todos os anos e ininterruptamente, com aquilo a que apelidamos de Jantar dos Conjurados. O ponto alto desta noite tem sido, e foi-o hoje mais uma vez, a Mensagem aos Portugueses com que S.A.R. o Senhor Dom Duarte nos tem brindado.

Achei por bem começar por relembrar a importância desta noite, desta data, a razão pela qual S.A.R. e seu augusto Pai a escolheram para falar aos portugueses. Pois, como já temos vindo a assistir, se não avivarmos essa memória, esta data passará à história como apenas mais um fait divers, embora com um jantar simpático de véspera onde temos o privilégio de contar com a presença da Família Real. Se assim for, arriscamo-nos a que daqui a uns anos o “Dia da Restauração” seja mais conotado com a palavra “jantar” e com a nossa gastronomia do que com a nossa independência!

Não é por acaso que eu vos falo em português.

Não é por acaso que Portugal, contra muitas expectativas e face às turbulências do século passado, e muitos e pesados interesses contrários, continua a ser um País independente.

Não é por acaso que a Família Real que veio abrilhantar uma vez mais esta nossa celebração é a da Casa de Bragança, do mesmo sangue do nosso primeiro Rei.

Não é por acaso que continua a existir uma rica, diversa e viva comunidade lusófona integrada na CPLP, apesar da forma vergonhosa como foi tratada em 1975.

As consequências do 1º de Dezembro foram estruturantes. Foi uma data fulcral para a história de Portugal e para todos os países que partilham dessa história, restituindo à Nação a sua continuidade histórica e a Coroa ao nosso Rei. Como portugueses, não podemos deixar cair a memória desta data. Seja feriado ou não, a Causa Real continuará a promover este encontro, sempre.

Dito isto, não me posso esquecer de saudar aqueles que, sob a égide da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, cujo presidente temos a sorte de ter entre nós, amanhã farão uma reconstituição histórica dos acontecimentos do 1º de Dezembro.

No entanto, mais do que a efeméride, é o espírito, o exemplo de quem a proporcionou que eu gostaria de realçar, pois julgo ser esse exemplo muito actual e muito necessário.

A palavra “crise” que temo ouvido incessantemente tem as suas origens na krisis do grego antigo. Era um termo médico, bastante específico, que descrevia o ponto de viragem de uma doença. O ponto a partir do qual o doente começava a recuperar. Entretanto, “crise” tomou um sentido bastante mais lato, mas será krisis o termo apropriado para aquilo que estamos a viver? Sendo o doente o nosso Portugal, (não exclusivamente, pois a doença que nos assola tem-se alastrado por grande parte do mundo ocidental), será que aquilo que vivemos é um verdadeiro ponto de viragem?

Em 1640 houve uma crise em Portugal, no sentido etimológico da palavra. Houve, de facto, um ponto de viragem, proporcionado por quarenta homens. Os Conjurados. Arriscando tudo, as suas posses, a sua posição, a sua família, a sua própria vida, enfrentaram um contingente de 6 mil soldados castelhanos e parte da sua armada, então ancorada no Tejo. Este grupo de quarenta, armados apenas com a suas próprias espadas e pistolas, conquistou o povo de Lisboa que saiu de imediato em seu auxílio sem grande armamento mas com uma firmeza de espírito notável. Em menos de uma semana, do Minho ao Algarve, Portugal inteiro tinha já aclamado D. João IV como Rei.

Teríamos ainda quase 30 anos de guerra pela frente, uma geração inteira. Mas uma geração determinada em vencer.

A crise que actualmente atravessamos é oportuna, pois veio abalar a passividade e a miopia que nos tem mantido presos à mediocridade, e ao conforto do colo do Estado. Há que exigir mais. Mais de nós próprios.

Os portugueses em 1640 tomaram uma atitude. Uma atitude com consequências assustadoras, mas absolutamente necessária. E é com o mesmo espírito, seguindo este exemplo de coragem, de determinação, de convicção e de união á volta de uma causa maior do que cada um de nós que devemos enfrentar o presente para construir o nosso próprio futuro. Precisamos, isso sim, de uma mudança de atitude. É preciso não esquecer que também nós podemos contar com um Duque de Bragança!

Dentro desta lógica também a Causa Real tem procurado levar para a frente essa mudança de atitude, passando aos portugueses um mensagem de esperança num novo futuro.

Estamos a finalizar as bases para uma nova constituição portuguesa, destituída de ideologias políticas. Estamos a analisar e adaptar a doutrina monárquica para que seja facilmente entendida por todos como uma alternativa a ter em conta para o Portugal do futuro. Estamos finalmente a implementar o Projecto Educar, indo ao encontro das escolas e liceus com uma postura actual, desempoeirada e divertida, demonstrando as vantagens da Instituição Real e combatendo a história oficial da 1ª República com factos. Para além das associações que vão crescendo no nosso país, e esperamos a curto prazo poder integrar mais duas no seio da Causa Real, temos avançado para além-mar ajudando grupos de portugueses, que acreditam nos benefícios de um regime monárquico, a desenvolver novas Reais Associações para disseminar a nossa mensagem junto das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Podemos dar as boas-vindas à recém-criada Real Associação de Nova Iorque que já faz parte da nossa família, e outras seguirão. A nível cultural, firmámos um acordo com a State of the Art, consultores no mundo das artes, nos termos do qual a Causa Real responsabiliza-se a divulgar obras de arte de novos e conceituados autores portugueses. Os quadros serão leiloados por email e a Causa terá direito a participar no lucro, uma ajuda importante para o financiamento das nossas actividades. Temos podemos mostrar-vos o primeiro destes quadros, de Dom Sebastião, e temos connosco também o seu autor, João Figueiredo, cujas obras se encontram espalhadas pelo mundo inteiro, e os responsáveis da empresa State of the Art.

Aqueles que precisam de ajuda também requerem a nossa atenção. Seguindo o exemplo da Família Real, patronos de um número importante de causas e associações neste domínio, no ano passado entregámos ao Banco do Bebé um cheque de €750. Este ano a receita do jantar será repartida com a Associação Vale de Acór, que tem desenvolvido um trabalho sem igual na recuperação e reabilitação de toxicodependentes

Resta-me agradecer a Va comparência e, muito especialmente a de SS.AA.RR. que têm sido uma exemplo constante neste mar de incertezas, e ao Senhor Dom Afonso, ao Senhor Dom Diniz a à Senhora Dona Maria Francisca, Príncipes e Infantes de Portugal, cuja presença é tão importante para todos nós, pois prefiguram a continuidade da Casa Real, símbolo da nossa independência e do futuro da nossa Nação.

Peço que se levantem para juntos brindarmos a Família Real de Portugal, gritando Viva Portugal!

 
Fonte: Causa Real

SAR D. Duarte: «Há muitos privilegiados a beneficiar das gorduras»

Herdeiro do trono português defende a criminalização da gestão pública danosa
 
Duarte Pio
 
O Herdeiro do Trono Português, Dom Duarte Pio, defendeu, nesta sexta-feira, a «criminalização por actos públicos de gestão danosa», numa mensagem em que também considerou que «sucessivos aumentos de impostos já não contribuem significativamente para aumentar a receita do Estado».

«Hoje, atingimos aquele limite em que Portugal tem uma economia em recessão e se esgotou a capacidade do Estado se financiar. Os sucessivos aumentos de impostos já não contribuem significativamente para aumentar a receita do Estado, porque as famílias e as empresas já não conseguem o suficiente para os comportar», referiu, na mensagem de 1.º de Dezembro que irá proferir no jantar dos conjurados que se realiza no Estoril.

Na mensagem, que assinala a restauração da independência de Portugal, no chamado «jantar dos conjurados», que decorre na véspera do último feriado nacional a assinalar a ocasião, Dom Duarte Pio afirmou que «o 1.º de Dezembro acontecerá sempre».

«Na crise presente, é justo que peçamos contas a quem nos colocou nesta situação de pré-falência e que se tentem recuperar fundos fraudulentamente desviados. Apoio os que pedem a criminalização por actos públicos de gestão danosa», defendeu Dom Duarte Pio.

Para o herdeiro do trono de Portugal, hoje vive-se «um 1.º de Dezembro diferente», expressando solidariedade com os portugueses, que em cada vez maior número, «enfrentam a angústia de não saber como cumprir os seus compromissos financeiros, e mesmo como irão pagar as despesas básicas das suas famílias».

Dom Duarte Pio afirmou que «hoje, tal como em 1640, mas devido à irresponsabilidade de alguns governantes da III República», a política portuguesa «depende da vontade de estrangeiros».

«A população tem dado provas de grande civismo. Por isso, a todos os que se manifestam de forma cívica em favor de um Portugal mais justo e mais independente, quero manifestar o meu apoio», declarou.

Segundo o Duque de Bragança, «existem muitos privilegiados a beneficiar das chamadas gorduras de Estado», «muitos fornecimentos, contratações, parcerias público privadas e ajustes diretos» que «deveriam ser reavaliados à luz do interesse público, tal como revelado por auditorias do Tribunal de Contas».

Na sua mensagem, Dom Duarte Pio abordou a «baixa natalidade» do país, afirmando que «o Estado português não favorece fiscalmente as famílias que têm filhos, não toma medidas eficazes que ajudem as mães solteiras, não facilita a adopção de crianças».

Reiterando a sua oposição à prática da interrupção voluntária da gravidez, Dom Duarte Pio referiu-se ao que considera serem as «noventa mil vítimas legais em Portugal nos últimos cinco anos», de uma lei que considera «insustentável».

Dom Duarte Pio disse ainda não esquecer «que, nas redes sociais, muitos defendem a instituição real», apelando a «que passem do virtual ao real, colaborando com a Causa [Real] e que mais associações e pessoas se juntem a quem trabalha no campo cívico e humanitário com eficácia e generosidade».
 
Fonte: TVI24

domingo, 2 de dezembro de 2012

Mensagem do Chefe da Casa Real portuguesa, Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança no 1º de Dezembro de 2012




Portugueses:

 Estamos a viver mais um 1º de Dezembro, o dia em que se afirmou a vontade de independência nacional e os portugueses disseram “Nós somos livres e o nosso Rei é livre”. Para nós, o 1º de Dezembro aconteceu uma vez e o 1º de Dezembro acontecerá sempre.

 Mas hoje, vivemos um 1º de Dezembro diferente.

 Cada vez mais portugueses enfrentam a angústia de não saber como cumprir os seus compromissos financeiros, e mesmo como irão pagar as despesas básicas das suas famílias.

 A todos eles, quero manifestar a minha solidariedade.

 Hoje, atingimos aquele limite em que Portugal tem uma economia em recessão e se esgotou a capacidade do Estado se financiar. Os sucessivos aumentos de impostos já não contribuem significativamente para aumentar a receita do Estado, porque as famílias e as empresas já não conseguem o suficiente para os comportar.

 Hoje, tal como em 1640, mas devido à irresponsabilidade de alguns governantes da III República, a nossa política depende da vontade de estrangeiros. A população tem dado provas de grande civismo. Por isso, a todos os que se manifestam de forma cívica em favor de um Portugal mais justo e mais independente, quero manifestar o meu apoio.

 Na crise presente, é justo que peçamos contas a quem nos colocou nesta situação de pré-falência e que se tentem recuperar fundos fraudulentamente desviados . Apoio os que pedem a criminalização por actos públicos de gestão danosa.

 O princípio do estado de direito democrático é a base da nossa ordem pública. E esse princípio baseia-se na dignidade da pessoa humana e na afirmação de que o cidadão deve estar ao serviço do Estado e o Estado ao serviço da pessoa.

 Mas, hoje, existem muitos privilegiados a beneficiar das chamadas “gorduras de Estado”. Muitos fornecimentos, contratações, parcerias público privadas e ajustes directos deveriam ser reavaliados à luz do interesse público, tal como revelado por auditorias do Tribunal de Contas.

 Por isso, a todos os que exigem que o Estado respeite o direito, eu digo: a Instituição Real está convosco.

 No estado democrático, os partidos políticos têm uma missão essencial a desempenhar. Mas seria útil que as pessoas de boa vontade se unam aqueles partidos que melhor defendam os seus ideais, para que melhor possam servir o País.

 No entanto o exercício da cidadania não se limita à actividade partidária.

 São, felizmente, muitas as Associações Cívicas que têm mobilizado as boas vontades com acções eficazes de solidariedade e caridade. São fundamentais para um futuro melhor. Deixemo-las trabalhar, em vez de perder tempo com críticas e insultos que nada ajudam a minorar o sofrimento de quem delas precisa.

 Por seu lado a Causa Real e as dezenas de associações reunidas na Plataforma Activa da Sociedade Civil, criam sinergias entre milhares de pessoas dedicadas a implementar soluções para os problemas nacionais.

 Quero declarar-lhes o meu pleno empenho nas causas que defendem. Não esqueço que, nas redes sociais, muitos defendem a Instituição Real. E lanço um apelo para que passem do virtual ao real, colaborando com a Causa e que mais associações e pessoas se juntem a quem trabalha no campo cívico e humanitário com eficácia e generosidade.

 Uma das razões que comprometem o nosso futuro é a baixa natalidade. O Estado português não favorece fiscalmente as famílias que têm filhos, não toma medidas eficazes que ajudem as mães solteiras, não facilita a adopção de crianças.

 Perante o já chamado “inverno demográfico” da falta de natalidade, para mim, que acredito no direito à vida, é difícil aceitar que o Estado, com o dinheiro dos nossos impostos, subsidie o “aborto a pedido”.

 Após mais de noventa mil “vítimas legais” em Portugal nos últimos cinco anos , é altura de percebermos que a lei actual é insustentável!

 “ Uma Nação que mata os seus filhos não tem futuro “ disse a Madre Teresa de Calcutá.

 Peço que se lembrem que sem renovação das gerações, o Estado não conseguirá honrar os compromissos financeiros, em particular as reformas de quem descontou para a Segurança Social.

 Há muitos anos que venho denunciando o nosso modelo errado de “desenvolvimento sem progresso”, sem uma visão global do futuro.

 Por todo o País, tenho encontrado exemplos de pequenos e grandes empresários de sucesso, alguns reconhecidos internacionalmente.

 A burocracia estatal e a lentidão da justiça têm provocado graves entraves a quem quer produzir. Temos que exigir mais ao Estado. Mais responsabilidade, mais respeito pelos governados que o sustentam, e, acima de tudo, mais dignidade.

 Precisamos urgentemente de um Estado moderno e eficiente, que assegure a nossa soberania e a ordem interna, garantindo a oferta de bens públicos em sectores essenciais e a regulação e estímulo à actividade económica nos restantes, de forma a propiciar o crescimento das empresas e a oferta de emprego, Precisamos de um Estado que seja o primeiro a dar o exemplo, pagando a tempo e horas, bem como assegurando que os investimentos e gastos públicos sejam racionais.

 O Estado moderno não se pode substituir ao sector privado na criação de riqueza e não pode ceder à tentação de intervir em tudo.

 O Estado social moderno deve dar apoio aos mais desfavorecidos. Quanto menores forem os desperdícios, maior será a proporção da riqueza que chegará a quem precisa.

 Para isso, não podemos ter uma sociedade toda subsidiada; não podemos ter um sector empresarial subsídio-dependente.

 Como representante e chefe da Casa Real Portuguesa, é esta a reforma de Estado que preconizo. Um Estado que siga e imponha o direito, um Estado que apoie os mais desfavorecidos, um Estado eficaz,, um Estado que fomente o desenvolvimento, um Estado que olhe o futuro, um Estado de e para todos os portugueses.

 Se as monarquias democráticas actuais existem e têm um papel fundamental é porque nelas o exemplo vem de cima.

 Importa prestar atenção à clara demonstração das nossas verdadeiras capacidades que é dada pelo sucesso que os portugueses obtêm no estrangeiro !

 Sem qualquer ajuda do Estado, e no cumprimento dos desígnios da Instituição Real, eu e minha mulher Isabel temo-nos deslocado a países da Europa e da Lusofonia para promover Portugal.

 Foi assim no Grão–Ducado do Luxemburgo onde 25% da população activa é portuguesa. Na Galiza, encontrei um vivo interesse pela língua portuguesa e pelas relações económicas e culturais connosco. A tão interessante e antiga fala de lá também é conhecida como “o português da Galiza”. Em Roma, tivemos ocasião de homenagear personalidades das Casas Reais europeias empenhadas em acções de solidariedade. E nos Estados Unidos convivemos novamente com a dinâmica comunidade portuguesa de Nova Jersey e Nova York.

 Tive, ainda, a oportunidade de escutar do Sr. Presidente da República de Cabo Verde, palavras de encorajamento para que a CPLP possa evoluir politicamente no sentido de uma Confederação, ou de uma União, aproximando as nações irmanadas pela língua de Camões.

 Encontrei a mesma disposição entre os governantes de vários países da CPLP, incluindo o Brasil.

 Cada dia são mais os que perfilham a visão de que, juntos, os países de língua portuguesa podem e devem construir um destino comum que será melhor do que o que actualmente se configura em separado.

 Neste 1º de Dezembro, aproxima-se a data em que celebramos o Natal. Não deixemos que esta data seja desvirtuada publicamente por apelos ao consumismo.

 Façamos desta data um estímulo à nossa tradição de solidariedade e caridade, apoiando as instituições que organizadamente trabalham nesse sentido, como eu e a minha Família procuramos fazer.

 Há mais de um século que a minha Família se encontra impedida de exercer a missão que desempenhou desde que Afonso Henriques foi aclamado “Rex Portugalorum“, Rei dos Portugueses.

 No passado 5 de Outubro tive ocasião de me dirigir aos portugueses, celebrando a independência alcançada nesse dia de 1143, com o Tratado de Zamora.

 Precisamos de regressar a esse nosso futuro. De agir como sempre soubemos fazer após os desastres do passado: regenerando Portugal mas em bases mais sólidas, aprendendo com os erros cometidos.

 Apelo aos portugueses para que se unem e actuem noutro projecto, para um Portugal melhor.

 Apelo aos jovens, nomeadamente os que se ausentaram, e a todos, lá como aqui, para que continuem a acreditar em Portugal.

 Para essa nova etapa da História, aqui declaro que eu e a minha família estamos disponíveis e dispostos a servir Portugal nos cargos para que os portugueses nos desejarem.

 Viva Portugal!

sábado, 1 de dezembro de 2012

1 DEZEMBRO DE 1640

 
Em 1 de Dezembro de 1640, termina o período de 60 anos em que o Reino de Portugal, foi governado pela dinastia de origem austríaca dos Habsburgos, com o fim do reinado de D.Filipe III (conhecido como Felipe IV em Espanha).
Na realidade, a dinastia do ramo hispânico dos Habsburgos, ficou em Portugal conhecida como Filipina, por todos os monarcas se chamarem Filipe.

Quando em 1578 sob o comando do rei D. Sebastião, Portugal foi derrotado na batalha de Alcácer Quibir, ficou sem rei ou sucessor ao trono.
Durante dois anos o trono foi ainda ocupado pelo Cardeal-Rei D. Henrique, mas os direitos de Filipe-II de Castela (o monarca Habsburgo era primo de D. Sebastião e portanto neto de D. João III) por um lado e o seu dinheiro por outro, levaram a que grande parte da nobreza portuguesa aceitasse o domínio de um rei estrangeiro.

É importante realçar que não deixa de ser verdade que Portugal continuou separado dos restantes reinos da família Habsburgo, como também não é absolutamente verdade que tivesse existido na península ibérica uma monarquia dual, como alguns historiadores a chamam. A monarquia dos Habsburgo controlava inúmeros estados, todos eles separados entre si. Portugal não era diferente da Catalunha, da Flandres, de Castela, de Navarra, de Nápoles ou de Valência, mas cada um desses países era independente dos outros.

A monarquia dos Habsburgo, era provavelmente mais parecida com uma União Europeia, que efectivamente com um país.

Essa completa separação de estados alinhavados uns aos outros por ténues laços, era considerada o grande calcanhar de Aquiles da monarquia, e acabaria por ser a principal razão da sua decadência.

Para evitar a continua fricção entre os vários reinos, principados, e regiões, a solução passava pela submissão de todos eles a um único rei com um único governo. Isso levou a que se iniciasse uma politica de centralização administrativa, que entrava em conflito com os direitos jurados pelo monarca em cada um dos reinos da coroa.

No caso português, nas corte de Tomar em 1581, D. Filipe I, (Felipe-II em Castela) prestou juramento como rei de Portugal, mas o seu neto, Filipe-III (Felipe-IV de Castela) fez letra morta dos juramento do seu avô.

Do ponto de vista jurídico, ao violar o juramento que Filipe-I tinha feito em 1581 perante as cortes de Tomar, Filipe-III perdeu a legitimidade para governar Portugal, legitimidade essa que dependia do cumprimento das obrigações a que se tinha obrigado por juramento.

O ano de 1640

Quando em 1640 os nobres portugueses, muitos deles desiludidos com o não cumprimento das promessas dos monarcas decidem revoltar-se, eles não tomam uma decisão original.Na verdade, nesse mesmo ano de 1640, durante o Verão, um outro país da península ibérica decidiu revoltar-se contra exactamente o mesmo estado de coisas e expulsar a família real dos Habsburgo.

A monarquia hispânica está envolvida na chamada guerra dos trinta anos e se não tem na altura meios eficazes para esmagar a revolta na Catalunha, muito menos os tem, para debelar a revolta em Portugal.
O que aconteceu em 1640 ?
O aumento da tensão entre a coroa dos Habsburgos em Madrid e a burguesia catalã de Barcelona, que tinha vindo a crescer desde havia uma década, levou a uma revolta que conduziu à separação do condado da Catalunha (parte da Coroa de Aragão) no Verão de 1640. A Catalunha pede auxilio ao rei de França para lutar contra os castelhanos, que eram o núcleo e o principal poder na peninsula ibérica.
Para debelar a revolta da Catalunha, o monarca manda que se mobilize a nobreza dos restantes reinos, especialmente a portuguesa, com o objectivo de atacar os catalães.

A ordem de mobilização chega em 24 de Agosto, e todos, mesmo D.João II, Duque de Bragança deveriam comparecer perante o rei.
Em Portugal os nobres recusam-se e pressionam o mais rico e influente representante da nobreza portuguesa - exactamente o Duque de Bragança - para que aceite chefiar uma revolta para voltar a colocar uma monarca português no trono em Lisboa, terminando assim o período de União Ibérica. A revolta deveria impedir que com os planos de unificação forçada do Primeiro Ministro Conde-Duque de Olivares o país e a sua autonomia perante a coroa em Madrid fossem destruídos.

A nobreza pressionou o Duque de Bragança, o neto de Catarina de Bragança (a pretendente ao trono que em 1580 tinha mais legitimidade), quando Filipe II de Castela tomou o lugar de rei, após ter subornado grande parte da nobreza portuguesa.

O Duque, de 36 anos de idade, tinha assumido o lugar do pai, havia apenas dez anos e vivia em Vila Viçosa. Os nobres chegaram a ameaça-lo com a implantação de uma república de nobres, à imagem de Veneza, o que colocaria em causa as suas propriedades por todo o país.

Na verdade o Duque tinha pouco a ganhar com uma revolta contra Filipe III, pois afinal era o homem mais rico de toda a península ibérica e muita da sua riqueza e poder tinha sido conseguida com o apoio do rei em Madrid, que pretendia controlar qualquer veleidade do Duque. Pode-se mesmo afirmar que Filipe III (Felipe IV de Castela) tinha confiança no Duque de Bragança, ao ponto de o ter nomeado comandante militar de Portugal.
Esta nomeação, foi igualmente determinante para o sucesso da revolução.

Os nobres tiveram também todas as cautelas para não transformar a revolução de 1640 numa revolução de cariz popular. O golpe teria que ser dado, e só depois disso se deveria informar o povo de Lisboa, quando a situação já estivesse sob controlo.

Em Lisboa, quem garantia o poder real, era a duquesa de Mântua que tinha o cargo de Vice-Rainha, e era prima de Filipe III, tendo sido designada para o lugar, em completa contravenção com o compromisso assinado 60 anos antes por Filipe I.
Quem protegia militarmente a administração, eram mercenários católicos de origem alemã, que eram um dos principais esteios do poder militar da decadente coroa dos Habsburgos.
O dia 1 de Dezembro

Ao despontar do dia 1 de Dezembro de 1640, o que deve ter acontecido por volta das 07:00 horas entram no palácio real cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos pelos «conjurados», que rapidamente controlam a guarda tudesca. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos cuja morte tinha sido inicialmente determinada. Executam-no, e obrigam pela força a duquesa de Mântua a ordenar a rendição das forças fieis ao monarca Habsburgo no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo, a torre de Almada e a torre de Belém.
Miguel Vasconcelos é atirado pela janela do paço. A expressão defenestrado ou atirado pela janela é normalmente utilizada para referir traidores favoráveis a Espanha, embora noutros países também encontremos a expressão, como forma de matar usurpadores.
 
Só por volta das 10:00 horas da manhã é que o povo de Lisboa tem conhecimento do sucedido, já o duque de Bragança é Rei de Portugal.

Embora guiada e conduzida pela nobreza portuguesa, a revolução tem uma aceitação total. Em todo o país quando se conhece a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. As várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV em poucos dias. No dia seguinte pela manhã, 2 de Dezembro, a notícia chega a Setúbal, onde a população cerca a fortaleza de São Filipe, onde se encontrava uma guarnição de italianos e alemães e é tomada a fortaleza do Outão, garantindo assim a protecção de Lisboa contra eventuais desembarques.

O duque de Bragança só chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei, com o título de D.João IV. Nas duas semanas que se seguem - todo o país - nobres e municípios, se declara por D. João IV, sem que seja disparado um único tiro.

Quando a notícia começa a chegar ao reino de Castela os estudantes portugueses da universidade de Salamanca abandonam a cidade e voltam a Portugal para se alistarem no exército.
Já os nobres portugueses que se encontravam em Madrid dividem-se em dois grupos.
Enquanto uma parte junta os seus haveres e volta para Portugal, outra parte acabará por preferir as vantagens e o dinheiro que a sua presença na corte madrilena lhes davam, não retornando a Portugal e mesmo lutando contra a independência do seu próprio país.
País em pé-de-guerra
A seguir a 1 de Dezembro são tomadas medidas para por o país em pé-de-guerra. Grande parte da economia encontra-se completamente destruída. As guerras e os impostos lançados pela monarquia da casa de Áustria tinham destruído ou arruinado sectores inteiros da economia, especialmente aqueles que viviam das exportações para a Inglaterra e para a Flandres.

A situação de Portugal em 1640, era de absoluta miséria. O dinheiro que 60 anos antes se esperava viesse de Madrid para ajudar a recuperar uma economia mal gerida e infestada pela administração corrupta no tempo de D. Sebastião e seus antecessores nunca se materializou e o «Hispanismo» deixara o país numa crise sem precedentes.

Mesmo os mais férteis campos portugueses, estavam tomados por urzes e ervas daninhas. O país estava decrépito e decadente e à beira da ruína. O primeiro-ministro do rei castelhano - o Conde-Duque de Olivares - tinha estudado bem a questão, e Portugal estava numa situação de decadência tal, que deveria aceitar a absorção pela coroa castelhana sem grandes dificuldades.

Capacidade de recuperação e resistência

No entanto, contra todas as expectativas, contra muitas previsões e contra a própria lógica, o país resistiu e ainda hoje é difícil entender como o conseguiu fazer.

Embora a historiografia espanhola tenha criado o mito do apoio dos ingleses a Portugal, esse apoio nunca passou de um mito.

Portugal encontrava-se completamente sozinho, com os países católicos a apoiarem o governo de Madrid, com o Papa a não reconhecer Portugal, e com os países protestantes nada interessados na paz com Portugal, estando muito mais interessados em atacar as possessões que ainda eram legalmente portuguesas.

Mesmo arruinado, esfomeado, decadente, o país conseguiu reunir forças para enfrentar exércitos que sabia haviam de chegar, e que sabia serem inevitavelmente muito superiores.

Em 1641 foi votado um imposto extraordinário chamado a décima militar, em que cada cidadão tinha que contribuir com 10% de todos os seus bens, para se levantar a defesa do país.

A contribuição para a defesa do país, foi muito mais pesada que a exigida durante o período dos monarcas Habsburgo. No entanto não existem notícias de quaisquer protestos contra este imposto.

Todos os territórios portugueses se declaram ao lado de D. João IV.

Significativo é também o facto de, logo que foram enviados emissários a todos os territórios da coroa portuguesa, todos eles, com excepção da cidade de Ceuta, cujo governador era castelhano, voltam a hastear a bandeira de Portugal.

Do Brasil, partirão expedições destinadas a expulsar os holandeses de Angola. O Brasil continuará a guerra contra a Holanda, no norte do território.
De Goa, partem militares para posições nas costas de África.

Custos da revolução

No entanto, a debilidade demográfica implicava a absoluta necessidade de algum reconhecimento internacional, que permitisse a Portugal negociar a Paz com as potências que faziam guerra contra a Espanha.

Essa Paz não foi apenas negociada, ela foi também comprada. Cidades como Bombaim ou Tanger, são cedidas em nome dessa necessidade. Também no Brasil, muitos territórios são negociados com a Holanda, que estando apenas interessada no lucro e não na colonização de territórios, concluiu que o dinheiro proposto por Portugal, era mais que o que a Holanda poderia lucrar com o nordeste brasileiro, tendo assim facilitado a retoma daqueles territórios.

A revolução de 1 de Dezembro, continua ainda hoje a ser um símbolo não só da firme vontade dos portugueses de manter a sua independência, como um símbolo da catastrófica tentativa de União Ibérica, que inicialmente parecia um negócio interessante para as elites subsidiárias portuguesas, mas que quase levou à destruição total do país.

A expressão «de Espanha nem bom vento nem bom casamento» ainda hoje lembra aos portugueses as desvantagens das uniões com o seu poderoso vizinho.