sexta-feira, 3 de julho de 2015

SAR, O Senhor D.Duarte de Bragança visitou o Torrão, em Alcácer do Sal




































O último dia da V edição da Feira Renascentista do Torrão - Torrão ao tempo de Bernardim Ribeiro ficou indelevelmente marcado pela visita do Herdeiro da Coroa Portuguesa, S.A.R. D. Duarte de Bragança.

Para além da visita Real, o dia dia ficou ainda marcado pelo tradicional espectáculo de encerramento.

Recorde-se que o certame decorreu durante três dias, entre 22 e 24 de Maio e contou com a participação de centenas de visitantes e imensos torranenses que vivem fora da freguesia.










Fonte: Blog Real

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Viagem do Príncipe Real


Em época de Verão e de viagens, importa recordar a importantíssima viagem do Príncipe Real às, então, colónias africanas. Mas antes disso, recorde-se: o Príncipe Dom Luís Filipe de Bragança, Príncipe Real e Duque de Bragança era o herdeiro do trono de Portugal e a promessa de continuidade da Casa Real Portuguesa.
El-Rei Dom Carlos I foi atribuindo, ao Duque de Bragança, postos honorários do exército no Esquadrão de Lanceiros do Rei, Regimento de Cavalaria nº 2 e nomeou-o ainda Comandante honorário do Colégio Militar e, ainda, durante a Sua adolescência começou o Príncipe Real a ser integrado gradualmente nas funções oficiais, tendo amiúde participado nas cerimónias das visitas oficiais de monarcas estrangeiros, como a de Eduardo VII, em Abril de 1902 ou a do Presidente Francês Loubet.
Tal-qualmente, o Príncipe Real viajou várias vezes para o estrangeiro, nomeadamente representar o Rei português, em Westminster, na Coroação do primo Eduardo VII, em Junho de 1902. Aí em Londres foi investido como Cavaleiro da Ordem da Jarreteira, o penúltimo português a ter essa honra – o último seria o irmão El-Rei Dom Manuel II.
Em 1902 acompanhado pela mãe e irmão cruza o Mediterrâneo num prolongado cruzeiro.
Quando SS.MM. os Reis se deslocaram a Paris, entre 20 de Novembro e 20 de Dezembro de 1905, e também a Madrid, entre 11 e 16 de Março, coube a Dom Luís Filipe assumir a regência do Reino, funções que cumpriu com grande presteza e competência facto pelo qual lhe foram tecidos enormes elogios.
Dom Luís Filipe viajou, também, para Madrid, ainda nesse ano, para assistir ao casamento do primo o Rei Afonso XIII, com a princesa Vitória de Battenberg, onde escapou a um atentado à bomba perpetrado por um anarquista, contra o monarca espanhol.
Nos termos do art.º 112.º da Carta Constitucional em 13 de Abril de 1906 – Constituição que havia jurado em 1901 -, o Príncipe Real tomou assento no Conselho de Estado, a posse de um lugar que era seu por inerência aos 18 anos.
Ora estavam reunidas as condições para a mais importante viagem que o Príncipe Real ia fazer até àquela data: o périplo pelas colónias africanas.
A viagem do Príncipe Real aos domínios portugueses em África foi o acontecimento político mais importante da jovem vida de Dom Luís Filipe, até porque era o primeiro membro da família real a fazer tal viagem.
Foi uma despedida emocionada a que a Família Real proporcionou ao garboso e jovem Príncipe Real e o Povo não quis perder nenhum momento.
Embarcou a 1 de Julho de 1907 a bordo do paquete África da Companhia Nacional de Navegação e visitou S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, e ainda as colónias inglesas da Rodésia e da África do Sul, quando regressava passou por Cabo Verde.
Com uma parca comitiva, mas sem precedentes, o jovem Príncipe Real foi aclamado por todo o lado que passou. Em Viagem do Príncipe Real, escreveu o Conselheiro Ayres de Ornellas – que acompanhou Dom Luís Filipe na viagem: ‘Exercia a sua insinuante figura, a um tempo tão moça quão varonil uma atracção indefinível, por todos experimentada. Acrescia a um amor pela sua terra, um fervor pelo sentimento patriótico que a todos também se comunicava, enquanto que uma educação primorosamente cuidada servida por uma inteligência claríssima e auxiliada pela prodigiosa memória da sua Casa. Contribuía prodigiosamente para o êxito triunfal da viagem, destinada a marcar apenas os derradeiros lampejos de glória de um Reinado a que ia em breve pôr termo a mais atroz tragédia da nossa História.’
Em S. Tomé deliciou-se com a vegetação tropical e foi recebido numa colónia engalanada e em festa. Em Angola os Sobas, na sua Presença, e perante expressivos arranjos musicais dos instrumentos locais, prestaram-lhe as sentidas homenagens e juraram-lhe fidelidade. Depois, em Lourenço Marques, foi recebido, a 29 de Julho, com vivas ao Príncipe e à Pátria Portuguesa e desfilou nas ruas por entre arcos enfeitados a rigor e perante uma entusiástica população que aplaudia o seu Príncipe Real. Depois foi à Rodésia e por fim à África do Sul, onde teve um acolhimento singular da comunidade local que lhe rendeu diversas homenagens.
Depois do Cabo regressou a Angola e no regresso a Portugal passou por Cabo Verde. Chegou a Portugal em 27 de Setembro de 1907, onde encontrou uma Nação em efervescência política.
Em todos os locais que visitou causou Dom Luís Filipe de Bragança a mais distinta impressão, facto pelo qual já na metrópole foi elogiado pelo seu desempenho pelo Rei, seu pai, e pelo Conselho.
‘Saudades!’ do Seu Príncipe, diria depois o Povo, daquele Rei a Ser cuja jovem vida, ainda nos primeiros capítulos, o terror republicano ceifou a 1 de Fevereiro de 1908.
Miguel Villas-Boas

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Numismatique de l’euro : l’empire maritime portugais

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La pièce commémorative portugaise qui sera mise en circulation le 15 juillet prochain célèbre le 500e anniversaire du premier contact entre le Portugal et le Timor. Une pièce qui doit avoir un sens particulier pour le Duc de Bragance.
La famille royale portugaise a toujours été impliquée dans les découvertes outre-mer. Il suffit de penser à Henri le Navigateur, Infant de Portugal (frère de Dom Duarte, Roi de Portugal de 1433 à 1438) ou à la branche de Bragance qui a régné sur le Brésil. Les bateaux portugais sont partis dans toutes les directions, et le résultat est que longtemps le soleil ne se couchait pas davantage sur le royaume de João V qu’il ne se couchait sur l’empire britannique ou sur celui de Charles Quint.
Ceci dit, c’est uniquement vers l’Orient que font voile les deux bateaux qu’on trouve sur des pièces en euros.
En 1515, les premiers navires portugais ont accosté au Timor. La pièce d’ouverture, qui commémore cet événement, fait figurer la date ainsi qu’un navire portugais du XVIe siècle et, à l’avant-plan, un toit de chaume et de bois sculpté, caractéristique des habitations locales. Devenu indépendant dans des conditions violentes en 2002, du moins dans sa partie orientale, le Timor est un des ultimes confettis lusophones dans cette partie du monde, avec Macao et quelques communautés des anciens comptoirs de l’Inde.
Une autre pièce évoque l’empire maritime portugais : celle qui avait été frappée en 2011 pour célébrer le 500e anniversaire de la naissance du navigateur Fernão Mendes Pinto.
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Fernão Mendes Pinto n’était de loin pas le sujet le plus recommandable du Roi de Portugal : trafiquant, pirate, familier des milieux criminels, mercenaire – mais aussi membre pendant quelques années de la Compagnie de Jésus et ambassadeur. Il avait parcouru de nombreux territoires orientaux et avait consigné ses observations dans son livre « Peregrinação ». On retrouve le titre de cette œuvre sur la pièce, à plusieurs reprises sur les vagues qui portent le bateau, ainsi que l’indication des territoires parcourus : Malaca, Índia, Moçambique, China, Ormuz, Camboia, Birmânia, Japão (il était entré au Japon par Tanegashima, dont le nom est aussi inscrit sur la pièce, et c’est lui qui y aurait introduit les armes à feu), etc.
Personnellement, je trouve magnifiques ces deux pièces portugaises.
Je reviens un instant sur la première d’entre elles, dont je disais qu’elle doit avoir un sens particulier pour le Duc de Bragance. Dom Duarte est en effet président de l’association « Timor 87 », qui vient en aide au Timor et à ses exilés, et le Parlement du Timor Oriental lui en a décerné la nationalité en 2012.
À ce propos, une opinion personnelle pour terminer, si Régine le permet. Que signifie le Timor dans l’opinion publique ? À de rares exceptions près, pas grand-chose. Donc, j’exprime ma satisfaction de voir que le Portugal utilise sa visibilité numismatique pour rappeler qu’il existe encore un petit territoire lusophone en Extrême-Orient, et mon respect pour Dom Duarte qui s’investit pour aider ceux qui y vivent ou qui ont dû y abandonner leur terre ou leur bateau.

terça-feira, 30 de junho de 2015

XXVI Aniversário da Real Associação de Lisboa - Passeio pela Costa do Estoril

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No âmbito da celebração do seu XXVI aniversário, e como é tradição nesta altura do ano, a Real Associação de Lisboa realizou no passado Sábado dia 20 de Junho um convívio entre os seus associados, constituído este ano por um passeio pela Costa do Estoril. A jornada incluiu uma visita à Real Quinta de Caxias e ao Forte de S. Bruno, a que se seguiu um almoço no Restaurante Terra Batida no Clube de Ténis do Estoril honrado com a presença de S. A. R. o Senhor Dom Duarte, ocasião para empossar a nova direcção do Núcleo da Costa do Estoril representada pela associada Aline Gallasch-Hall de Beuvink. Seguiu-se uma vista ao Palácio da Cidadela em Cascais e a deposição de uma coroa de flores na estátua do Rei Dom Carlos pelo presidente da Real Associação de Lisboa João Távora e Carminho Pinheiro Torres em representação da Juventude Monárquica Portuguesa, naquela que constituiu uma emotiva homenagem de todos os associados presentes.





































































domingo, 28 de junho de 2015

Festas da Rainha Santa 2015

Rainha Santa

Embora, como é hábito nos anos ímpares, não se realizem as procissões em 2015, nem por isso deixaremos de solenizar com todo o esplendor a festividade da nossa Excelsa Padroeira. O programa será o seguinte:

  • Dia 20 de Junho, na Igreja da Rainha Santa Isabel: 
    • às 14h30: assinatura de um acordo de parceria entre a Confraria da Rainha Santa e a União das Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas.
    • às 15h00: distribuição de bens alimentares a 300 famílias carenciadas de Coimbra

  • Dia 26 de Junho, às 18h30, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova: inauguração da exposição "Presença Franciscana no Caminho Português de Santiago”.

  • Dias 1, 2 e 3 de Julho, às 21h30, na Igreja da Rainha Santa Isabel: tríduo solene na Sua igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, com pregação a cargo do Revº Pe. Carlos Noronha, pároco de Buarcos.

  • Dia 4 de Julho, na Sua igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova:
    • às 8h00, missa presidida pelo Revº Capelão da Confraria da Rainha Santa Isabel;
    • às 11h00, missa solene presidida por S. E. Revª D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra;
    • às 16h30, missa da Real Ordem da Rainha Santa Isabel, com a participação de Suas Altezas Reais, os Senhores Duques de Bragança.
    • 18h00 – II Vésperas

No dia 3, depois da celebração das vésperas e pregação, a porta da igreja manter-se-á aberta até às 24.00 horas. Durante a missa solene do dia 4 de Julho, tomarão posse os novos órgãos sociais da Confraria, recentemente eleitos.

sábado, 27 de junho de 2015

Feira Afonsina 2015

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Corre o mês de Abril do ano da graça de 1128 e as tropas de Castela, comandadas por Afonso VII, haviam levantado o cerco às terras de Guimarães. O burgo volta paulatinamente ao seu quotidiano onde o clima de paz estimula a população a retomar as suas actividades habituais. 
De forma a agradecer às suas gentes, que com ele haviam passado male et pena, e garantir a continuação desse mesmo auxílio, D. Afonso Henriques confirma o foral outorgado por seu pai (1096) e concede novas regalias aos moradores de Guimarães. Tais regalias, embora questionadas, são bem recebidas pelo povo que rejubila e festeja e pelos senhores que viriam a apoiar o Infante naquela decisiva tarde de 24 de Junho, nos campos de S. Mamede...

Espectáculo / Momentos de Recriação
Sexta-feira - 26 | 17H30, 19H30, 21H30 e 22H30
Sábado - 27 | 11H30, 15H00, 18H00, 21H30 e 22H30
Domingo - 28 | 11H30, 15H00, 18H00, 21H30

Confirmação do Foram de Guimarães - Tribunal da Relação de Guimarães
Após o cerco a Guimarães, o príncipe Afonso Henriques acompanha seu primo, Afonso VII, a Santiago de Compostela, deixando para trás um burgo e uma população que tão bravamente tinham resistido aos intentos do imperador.
Regressando ao Condado, o jovem príncipe sente que tem uma dívida de gratidão para com Guimarães e o seu povo. Decide, então, confirmar-lhes o foral outorgado pelo conde D. Henrique, seu pai, concedendo-lhes novos privilégios e antecipando, até, a lealdade que lhes seria pedida em futuras quezílias com Dª Teresa.
*. Entrada limitada à lotação do espaço. Admissão por ordem de chegada.

Anúncio público do foral 
Confirmado que fora o foral, urge que a sua nova redacção seja tornada pública. Pelo burgo, o arauto empenha-se em dar a conhecer a todos as novas disposições acrescentadas pelo príncipe Afonso Henriques a um foral que já não era novo.
Mas se há quem receba com agrado os novos preceitos agora anunciados, outros há que os questionam e que se perguntam sobre os motivos de tais disposições.

Horários:
Sexta-feira 
18h30 – Praça da Oliveira
20h00 – Largo da Misericórdia
21h30 – Estátua Afonso Henriques
23h00 – Largo Cónego José Maria Gomes

Sábado 
13h30 – Largo da Misericórdia
16h00 – Praça da Oliveira
19h00 – Largo Condessa do Juncal
22h00 – Estátua D. Afonso Henriques
23h00 – Largo Cónego José Maria Gomes
Domingo
13h30 – Largo da Misericórdia
16h00 – Largo da Oliveira
19h00 – Largo Condessa do Juncal
21h30 – Estátua D. Afonso Henriques

Áreas temáticas
Acampamento rurall (Ruris vivendi) (Junto ao Castelo de Guimarães)
Naquela encosta, ali bem perto das muralhas, pode-se avistar um acampamento onde as pessoas sobrevivem do que a terra e os  animais lhes dão. É um ambiente rural onde a vivência e os costumes relacionados com a agricultura, criação de gado e a caça estão bem presentes.

Arraial (Junto ao Castelo de Guimarães)
Como forma de protecção e de preparação para as batalhas, os militares juntam-se nas imediações do castelo montando Arraial. O quotidiano das tropas de D. Afonso Henriques é de intenso treino. Uma série de talentosos artífices acompanham a coluna fornecendo as mais diversas necessidades: armas, roupa, comida…

O Jardim dos Infantes (Colina Sagrada)
No jardim do Largo Martins Sarmento, um espaço lúdico para os infantes e seus acompanhantes se divertirem. Os mais pequenos irão treinar a sua bravura e destreza em jogos e brincadeiras fundamentais para o desenvolvimento das futuras damas e cavaleiros.

Largo do oculto (Largo dos Laranjais)
Ensombrados pelas flores e folhas de laranjeira, escondem-se aqueles que da sociedade procuram retiro. Os seus produtos e crenças pertencem ao oculto. Para além dos conselhos e consultas existem pedras com poderes especiais, ervas medicinais, amuletos, mezinhas e outros produtos místicos.

Quelho das desgraças (Rua João Lopes de Faria)
Este é o habitat dos larápios, dos pedintes, das meretrizes, dos loucos e dos empestados. Vivendo em comunidade, são obrigados a interagir pois este é o local onde todos podem sobreviver. A esterqueira, os objectos de tortura, o pequeno altar dos renegados, as padiolas, o carro dos cadáveres, os baldes da água de lavar feridas, entre outros, são elementos fortes deste quadro vivo.
Praça de mercar (Rua de Santa Maria)
Chega a caravana de mercadores mas a sua passagem é marcada pela sonoridade dos chocalhos e aromas dos produtos frescos. Ouvem-se pregões das bocas dos mercadores a chamar a clientela madrugadora. A vida no burgo aquece à medida que o sol ilumina as praças, ainda cobertas por um manto de nevoeiro das fogueiras da noite passada.
Chegada dos mercadores: todos os dias às 10h30
Partida dos mercadores: todos os dias às 21h30

Largo do Duques (Largo da Misericórdia)
Aqui brinca-se à época..., acompanhados de seus pais ou ao cuidado atento das Amas do reino; pequenos Cavaleiros aprendem a
defender as suas Damas, juntos intentam as danças da corte, declamam com os jograis, sonham ser trovadores, enfeitam os seus cabelos com flores, e pintam seus amores.

Estalagem Ti-Berna (Largo Condessa do Juncal)
Diz-se que é na Estalagem Ti-berna que se bebe o melhor vinho e se comem as mais apreciadas iguarias da região. Esta fama traz clientela das mais distantes terras, forasteiros à procura de descanso e diversão, mas nem todos com as melhores intenções... Entre uma e outra confusão, bêbados, Taberneiros, homens e mulheres do povo, protagonizam as histórias mais incrédulas, num espírito de festa e confraternização.

Zona das iguarias (junto à estátua de D. Afonso Henriques, Largo José Maria Gomes, Rua D. Nuno Álvares Pereira e Largo Condessa do Juncal).
Área dedicada ao repasto de toda a população. À volta de uma mesa as conversas jorram como o vinho das pipas
e por entre os pregões e o fumo das brasas, vão se partilhando os mais diversos petiscos e iguarias, confeccionados segundo as técnicas mais antigas.

B - Zona de mercadores (Largo Maetins Sarmento, Praça de S. Tiago, Largo João Franco, Largo da Misericórdia, Largo Condessa do Juncal e Largo da Oliveira).
Era o comércio uma das principais actividades económicas nos tempos Afonsinos. E como tal, todos aqueles que eram dotados da arte de criar objectos e utensílios de trabalho ou ócio, reuniam-se para mostrar e vender seus produtos.

Oficinas para todos 
Actividades para o público (Actividades de inscrição obrigatória, e limitadas a lotação máxima. Inscrições no posto de informação)

Almoço  / Jantar no arraial
Uma refeição diferente, confeccionada com as técnicas e ingredientes da época.
Duração: 90 minutos
M/6
Preço
: 6,00:€
Horário: todos os dias às 13h00 e 20h30
Inscrições: Até 60 minutos antes da hora pretendida
Limite de 8 pessoas

Visita ao acampamento dos arqueiros
Uma visita guiada ao mundo dos arqueiros. O processo de fabrico do arco e flecha, algumas das técnicas de combate e alguns
ofícios do quotidiano são componentes desta visita.
Duração: 30 min
M/6
Horários
: todos os dias às 15h00 e 18h00
Inscrições: Até 30 minutos antes do inicio da actividade
Limite de 10 pessoas

Na pele de um guerreiro
Os visitantes poderão tomar parte de um treino militar. Desde o experimentar de algumas vestes e armas às técnicas mais básicas do treino com espada e/ou lança.
Duração: 30 minutos
Horário: todos os dias às 16h e 19h
M/12
Inscrições
: Até 30 minutos antes do inicio da actividade
Limite de 10 pessoas


O Bem-Fazer da Rainha D. Amélia



Em época de Estio lembremos que foi a nossa Rainha Senhora Dona Amélia a fundar oInstituto dos Socorros a Náufragos, em 1892, o que fez depois de ter socorrido um pescador cujo barco tinha naufragado e que se encontrava em sérias dificuldades no mar. Dona Amélia, senhora de uma forte compleição física – sem que isso resultasse em qualquer perda de graciosidade -, ao ver o pescador em apuros não hesitou em lançar-se à água e salvar o náufrago.
Como escreveria Eça de Queiroz, a Rainha era de uma ‘grácil e natural beleza que se debruça, espalha perfume, dispersa frescura, e logo, formosamente, retoma a sua elevação natural.’
A imprensa da época deu grande repercussão à notícia do salvamento e o Augusto marido da Rainha, El-Rei Dom Carlos I de Portugal quis condecora-La pelo feito, mas a Rainha recusou qualquer homenagem. Não obstante essa negativa a uma distinção, Dona Maria Amélia Luísa Helena de Bourbon-Orleães e Bragança, princesa de França, Rainha de Portugal, viria a ser agraciada com comendas por parte do Imperador Guilherme II da Alemanha e Rei Carlos V da Suécia, pois o Corpo Diplomático estrangeiro presente em Portugal fez da notícia da coragem e abnegação de Sua Majestade a Rainha um caso de repercussão positiva internacional.
Recorde-se ainda que a Rainha Dona Amélia durante todo o reinado de Dom Carlos I se interessou sempre pela erradicação dos males da época, como a pobreza e a tuberculose, fundando ainda, em 11 de Junho de 1899 o Instituto Nacional de Assistência aos Tuberculosos, a Assistência Nacional aos Tuberculosos, assim como dispensários, sanatórios como o Sanatório para a Assistência Nacional aos Tuberculosos, em 18 de Maio de 1907; além de lactários populares, cozinhas económicas e muitas creches, assim como fundou oInstituto Pasteur em Portugal.
Dona Amélia viu mesmo o seu trabalho com os necessitados ser reconhecido recebendo aRosa de Ouro, atribuída pelo Papa Leão XIII a 4 de Julho ano de 1892, Dia de Pentecostes.
Como ainda escreveria Eça de Queiroz:
‘Neste século, porém, mesmo sem aludir à triunfal soberana que o enche e que, como Augusto, criou uma era, a era vitoriana, abundam rainhas estimáveis pelo carácter, pela inteligência, pela compreensão da dignidade real, pelo fecundo emprego da existência. A Rainha de Portugal pertence a essas soberanas bem louvadas, que, por lhes faltarem já tantos direitos e, não desejando definhar na inutilidade através das frias salas dos paços, se impõem muitos e graves e laboriosos deveres. E a dois desses deveres se aplica a rainha com tocante atenção, ao dever íntimo e teologal, como lhe chamaria um padre da Igreja, do aperfeiçoamento próprio, e ao dever público, nacional, da educação dos príncipes.’
Miguel Villas-Boas