quinta-feira, 17 de maio de 2018

O Dia em que o Rei faz anos

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Quis o destino que o chefe da Casa Real Portuguesa, o senhor Dom Duarte de Bragança nascesse naquele que é hoje oficialmente o Dia Internacional da Família. Por sinal, a Família Real Portuguesa constituiu a melhor propaganda para o modelo familiar tal como eu o usufrui: um projecto perene, crivo cultural com história própria, território protector do grande monstro igualitário da cultura dominante para a formação de seres críticos e livres.

De facto a família assim entendida atravessa uma profunda crise: cada vez há menos casamentos, no sentido da formação de novas “casas”. Segundo a Pordata, no ano passado, das poucas crianças nascidas, mais de metade terão sido fora do casamento. Também no meu círculo noto que são cada vez mais frequentes as relações amorosas “liberais” prolongadas, assumidas com um pé dentro e com outro fora da casa dos pais. Ironicamente são as famílias sobreviventes o porto de abrigo desses deambulantes jovens adultos, eternos filhos pródigos que adiam compromissos, por troca dum prato de lentilhas ou um smartphone de última geração, símbolo da sua “liberdade individual”. Toda a precariedade dos vínculos dos dias de hoje convida a uma sociedade de indivíduos isolados e frágeis com pertenças difusas, efémeras. 

É também em virtude da minha profunda crença num modelo de sociedade fundada em famílias livres e orgulhosas da sua história que eu sou tão convictamente monárquico. Nesse sentido os meus votos de parabéns ao senhor Dom Duarte é reforçado pelo orgulho que tenho na Família Real e que tão bem reflecte o modelo das minhas mais profundas convicções. Longa vida ao rei dos portugueses! 

João Távora

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Arrogância mundialista e humildade da Portugalidade

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, céu, nuvem, atividades ao ar livre e água


Não há códigos sociais e institucionais universais. Só quem desconhece ou despreza os códigos dos outros se pode surpreender com coisas destas. O Ocidente tem de reaprender a viver com as diferenças civilizacionais e não ousar ensinar os outros a macaquear fórmulas nossas, importantes para nós, mas que para outros não passam de ofensas. Certamente que na aldeia global dos propagandistas da pseudoformose exigida pelos mundialistas - com bombas e corpos expedicionários, se necessário - um aperto de mão, um afago na cabeça de uma criança, umas patorras em cima de uma mesa, um beijo, uma conversa sobre doenças ou dinheiro; tudo isso faz parte da civilização. Ora, para os outros que não são como nós, coisas dessas são tidas como exibição de grosseria. Durante muito tempo - demasiado tempo - não nos preocupamos e eles fingiam, calavam ou disfarçavam o mal-estar. Agora, isso acabou.

Ao longo dos anos em que vivi na Ásia, apercebi-me que os europeus (pomposamente chamados expatriados, pois recusam a palavra imigrante) ali faziam tudo, sem nunca se preocuparem em abrir um vulgar dos and dont's. No fundo, esses insignificantes sátrapas julgam que estar num país é conhecer um outro mundo: o inglês que leva como prenda uma garrafa de vinho ao casal marroquino amigo, o "expatriado" que no Irão exige que os seus convidados comam a chouriçada na brasa, o europeu que obriga o chinês a comer o coelho à caçadora, ou aquele outro - vi com os olhos que a terra há-de comer - que insistia em falar sobre as intimidades da família real aos tailandeses; tudo isso faz parte do reportório infindo de patetices que acaba por sair caro à nossa imagem de ocidentais. Já nem falo, claro, da imposição dos horários e dos regimes laborais, do dia de descanso, do tipo de regime político, da exigência de leis sobre o divórcio, da contracepção, das regras de urbanismo, dos modelos de ensino, da ideia de natureza, da maioridade legal, do "trabalho infantil", da "idade legal para o casamento", dos prémios de produtividade e dos 13.º e 14.º vencimentos, dos "rendimentos mínimos garantidos", das objecções de consciência... uma lista que nos ocuparia em fastidioso elencar de diktats.

Num desses debates descabelados que bem podiam ser substituídos por uma hora de música clássica, um dos vociferadores terminou o estendal canoro falando dos "países civilizados", referindo-se à Europa e aos EUA, contraponto de "países bárbaros" como o Irão, a Índia, a China e, porque não, à Rússia. Esquecia-se o bípede que o Irão carrega 4000 anos de civilização às costas, a China 5000 e a Índia para mais de 8000.

Como foi diferente a construção da Portugalidade. O seu sucesso, plasmado neste sentimento de pertença ao mundo, mas profundamente vinculado a uma forma precisa de pensar e de agir, permitiu que esta civilização se fizesse com materiais diversos e que do Brasil a Goa, de Bombaim a Macau, homens e mulheres comuns, com percursos culturais e civilizacionais diferentes, construíssem algo de absolutamente novo que foi, e sê-lo-á cada vez mais no futuro, a solução mais inteligente e humana aos problemas do mundo.

MCB


terça-feira, 15 de maio de 2018

73º ANIVERSÁRIO DE S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA

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Sua Alteza Real, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.

Desejamos a Vossa Alteza muitas Felicidades, Saúde, Paz e Longa Vida. Que Deus continue a Guarda-lo, a Protege-lo e Iluminá-lo. Agradecemos toda a dedicação para com Portugal e os Portugueses.

Feliz aniversário para o nosso Rei Bem-Amado junto da nossa Querida Família Real.

Que Deus O ajude a fazer da Pátria o Reino que todos sonhamos.


VIVA O REI!
VIVA A FAMÍLIA REAL!
VIVA PORTUGAL!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O precedente do Intendente

A principal riqueza de uma nação não está nos seus bens patrimoniais, mas no aprumo e dignidade moral dos titulares dos órgãos de soberania e de todos os seus cidadãos.

Diogo Inácio de Pina Manique teve azar. Apesar de mecenas da pintura e da escultura, como promotor de um colégio de Belas Artes, em Roma; de excelente e caridoso protector da infância desvalida, como fundador da benemérita Casa Pia; de espírito culto e científico, no dizer insuspeito da Academia das Ciências; ficou para a História, principalmente para a História de cunho liberal, como um vulgar e cruel esbirro. Atribui-se ao Intendente Geral da Polícia da Corte e Reino a repressão brutal das sociedades secretas, nomeadamente a maçonaria; dos vates libertinos, como Bocage; e dos costumes licenciosos, que certamente perseguiu, mas esquece-se que, entre outras obras, deve-se-lhe a iluminação de Lisboa, os primeiros censos populacionais, a construção – recorrendo ao mecenato e em apenas seis meses! – do Teatro de São Carlos, as escolas de cirurgia que fundou em Londres e Edimburgo, o urbanismo moderno da povoação que, em sua honra, se passou a chamar Manique do Intendente, etc.
Não obstante o seu talante autoritário, que é certamente criticável, foi um raro exemplo de rectidão no desempenho dos seus inúmeros cargos na administração do Estado: juiz desembargador do Paço, administrador geral da Alfândega de Lisboa e feitor-mor de todas as alfândegas de Portugal, Intendente Geral da Polícia da Corte e Reino, Chanceler-Mor do Reino, etc.
Desta sua ignorada virtude pública dão conta duas cartas que constam no seu processo pessoal, no Arquivo Histórico Militar.
A primeira, subscrita por um tal Francisco José da Costa, reza assim: «Ilustríssimo Senhor Diogo Inácio de Pina Manique: Vossa Senhoria, por uma condição particular do seu génio, tem dispensado comigo urbanas demonstrações, que me têm empenhado muito (…). Tive ocasião de ter uma carruagem de quatro rodas, sem a prevenção de cómoda cocheira para o seu reguardo [sic]. Roguei ao criado de Vossa Senhoria e meu companheiro que a quisesse meter na cocheira das suas casas: isto consegui por bondade do mesmo criado (…). Eis aqui porque eu vou suplicar a Vossa Senhoria (…) o desvanecimento de que a mesma carruagem possa ter o préstimo de servir para os criados de Vossa Senhoria e sua nobre família (…)».
Ou seja, o incauto autor desta epístola, entre muitos salamaleques e untuosas cortesias, à conta de uma inverosímil falta de estacionamento para uma sua «carruagem de quatro rodas», introduziu-a sub-repticiamente, com a cumplicidade de um criado do Intendente, nas cocheiras de Pina Manique, para uso deste, dos seus serviçais e da «sua nobre família»! Na realidade, procurava deste modo conquistar a benevolência do Intendente pois, aceitando Diogo Inácio o empréstimo, a título gratuito, da carruagem que Francisco José da Costa punha à sua inteira disposição, para seu serviço pessoal e de seus familiares e servidores, o Intendente ficaria de algum modo obrigado a retribuir-lhe a amabilidade, talvez decidindo a seu favor alguma questão de que Costa fosse parte e que Pina Manique devesse resolver.
É provável que Francisco José da Costa, sabendo da rectidão moral do Intendente, por demais conhecida, pensasse que a astúcia de o não fazer destinatário de uma escandalosa oferta, mas apenas beneficiário do uso de uma carruagem, para si e sua família, seria suficiente para ultrapassar os escrúpulos morais do Intendente, que não era corruptível por preço algum. Mas, nem assim, logrou perverter o impoluto magistrado. A resposta do Intendente não se fez esperar: não conhece tibiezas, nem cobardes condescendências, porque fulmina, com polida violência – maça de ferro com punhos de renda! – o atrevimento do venal capitalista que, com tão interesseiro préstimo, procurava corromper a imaculada folha de serviços do Intendente.
Ei-la: «Snr. Francisco José da Costa: Não posso deixar de estranhar a Vossa Mercê a lembrança que teve de, por este meio, querer macular-me, pois há 32 anos que tenho a honra de servir a Sua Majestade e, pela misericórdia de Deus, ainda não tive a baixeza de aceitar oferta alguma, e fico sumamente sentido desta sua lembrança, que é supor de mim ser de um génio baixo, e capaz de ser ganhado [sic] por este meio; e assim logo Vossa Mercê mandará conduzir a carruagem sem a menor perda de tempo, nem demora alguma, que do contrário me obrigará a praticar algum excesso desagradável, e menos vantajoso a Vossa Mercê. Desejo, que Vossa Mercê chegasse das Caldas restabelecido, e me permita muitas ocasiões de agradar-lhe, a) Diogo Inácio de Pina Manique».
Note-se que, na medida em que não se tratava de uma oferta, mas apenas de um empréstimo, o Intendente poderia ter aceite a liberalidade do sujeito, sem incorrer em nenhum ilícito criminal. Contudo, em termos éticos – nem sempre o que é legal é moral! – não era aceitável tal prática. Também não é eticamente admissível, mesmo que seja juridicamente lícito, que um banqueiro receba, a título pessoal, presentes de alguém que é devedor à entidade que gere; que um ministro aceite favores de um banqueiro ou empresário cuja acção deve fiscalizar, ou de um clube desportivo que não cumpre as suas obrigações fiscais; que um deputado aufira dois subsídios pela mesma razão, ou indique como sua uma casa em que não reside, para poder receber o subsídio de deslocação correspondente a essa falsa morada …
A resposta de Diogo Inácio de Pina Manique é uma boa lição para todos os que exercem funções governativas ou legislativas, têm a seu cargo a administração da justiça ou especiais responsabilidades sociais, sejam eles ministros, deputados, juízes, autarcas, banqueiros ou empresários. Portugal é um país de inúmeras riquezas, mas o principal tesouro de uma nação não está nos seus bens patrimoniais, mas no aprumo e dignidade moral dos titulares dos seus órgãos de soberania e de todos os seus cidadãos.
Fonte: Observador

domingo, 13 de maio de 2018

23º ANIVERSÁRIO DO MATRIMÓNIO DE SS. AA. RR., OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA

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Hoje, dia 13 de Maio, comemora-se o aniversário de Matrimónio de SS.AA.RR., Os Senhores Duques de Bragança, Dom Duarte Pio e Dona Isabel.


Desejamos a Vossas Altezas as maiores felicidades e que Deus Vos Abençoe e acompanhe na dedicação a Portugal e a todos os Portugueses.


Que Nossa Senhora de Fátima esteja sempre presente no Amor, na Alegria e na Caridade dos Nossos Reis e Infantes.


VIVA O REI! VIVA A RAINHA!
VIVA A FAMÍLIA REAL!

Nossa Senhora de Fátima

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sábado, 12 de maio de 2018

Vamos ganhar esta batalha: contra os difamadores, o Museu dos Descobrimentos, da Expansão e da Portugalidade



Chamava em 1994 Vitorino Magalhães Godinho a atenção para “alguns historiadores e pensadores europeus que receiam ser acusados de advogados do imperialismo, e assim acentuam assim uma visão negra da expansão europeia. (...) Esta peregrina perspectiva fez escola; e todo um movimento, por vezes virulento, que se empenhou em demolir o conceito de Grandes Descobrimentos - da abertura do globo graças às navegações de Portugueses e Castelhanos". 

Praia, vinho e sardinhas à parte, os turistas só vêm a Portugal porque aqui se situou em tempos a cabeça de um império que mudou o destino do mundo. Tudo ou quase tudo nesta terra lembra o mundo que os portugueses descobriram (Descobrimentos) e dominaram (Expansão). Tudo o mais são vergonhas, complexos e pequenezes indignas do nosso passado e do presente dos Estados nascidos da nossa Expansão. Chega de auto-mutilação e da tirania dos desconstrutores. Curioso, são muito mundialistas para umas coisas, desde que o mundialismo se exprima em anti-portuguesismo primário. Comboio fantasma, sala de horrores e parque temático da anti-Expansão, não!

O importante é que o percurso do museu inclua todas as facetas, grandiosas como as menos simpáticas à sensibilidade actual, mas que não se transforme num exercício masoquista de "culpas" e "pagamento de dívidas" que pecariam por "recentismo" e anacronismo. O desafio que coloca um tal Museu deve evitar o critério das "exposições cívicas" do século XIX, com as máquinas de tortura, bonecas de agulhas e os potros da "inquisição". Deve apartar-se da busca das vítimas e dos tribunais da História. Poderá ter mitos, Mar, ciência, tentativas e fracassos, escravos, naufrágios, guerras e pazes, especiarias, missionários, vitórias e derrotas, criação de identidades, supressão de outras identidades, um grande afresco que não massacre a credulidade comum.

O importante, contudo, é que sendo um museu português, dê expressão ao amor familiar e ao orgulho desta comunidade cheia de defeitos e de qualidades, ou seja, um percurso que eleve e robusteça o patriotismo encarado como seiva da cidadania. Não, não podemos aceitar uma Disney anti-portuguesa.

Lembrava Esopo, numa das suas fábulas que "muitos, por medo, não hesitam em beneficiar aqueles que os odeiam”. Nós não o faremos, e vamos dar luta rija e teimosa até que Lisboa tenha o seu Museu dos Descobrimentos, da Expansão e da Portugalidade.

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Princesa Santa Joana

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sexta-feira, 11 de maio de 2018