“A época contemporânea é uma época que carece de fundamentação. Isso se deve "à perda da realidade". É uma época amorfa, incapaz de produzir um estilo e um tipo humano característicos. É também uma época ocasionalista caracterizada por produzir toda espécie de substituições inspiradas na boa nova da religião secular da modernidade herdada do humanismo. A substituição principal que abre a porta para todas as demais, é a do princípio de transcendência pelo de imanência. Isto tira fundamento à anterior visão da realidade sem, no entanto, ter sido capaz de estabelecer uma nova fundamentação. Dai que seja também uma época niilista. O impulso veio, efectivamente, do humanismo, cuja fé na capacidade de conhecer e de fazer do homem, suscitou a esperança em conseguir, por fim, o estabelecimento da Cidade Perfeita. Seria uma Cidade do Homem constituída por homens novos nos quais a virtude da solidariedade, virtude do homem exterior, substitui a caridade, virtude do homem interior.
Esta religião veio à luz na Revolução Francesa, competindo desde então com o cristianismo: a fé no homem substitui a fé em Deus, a fé no homem novo substitui a fé em Cristo, e o Reino do Homem substitui o Reino de Deus. A moral desta religião do homem emancipado é o humanismo e a sua igreja o Estado-Nação, um Estado Moral."
Dalmácio Negro Pavón em "Política y facciones: la guerra de todos contra todos". Revista Verbo
Esta religião veio à luz na Revolução Francesa, competindo desde então com o cristianismo: a fé no homem substitui a fé em Deus, a fé no homem novo substitui a fé em Cristo, e o Reino do Homem substitui o Reino de Deus. A moral desta religião do homem emancipado é o humanismo e a sua igreja o Estado-Nação, um Estado Moral."
Dalmácio Negro Pavón em "Política y facciones: la guerra de todos contra todos". Revista Verbo
Fonte: Causa Tradicionalista
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