sexta-feira, 8 de julho de 2011

Era uma vez …

No republicaníssimo Portugal não houve serviço noticioso, durante os últimos dias, que não dedicasse algum tempo ao casamento do Príncipe do Mónaco. Mesmo dias depois a temática continua a estar ‘em alta’. No dia do casamento (religioso), pelo menos duas televisões fizeram directos com direito a ‘comentadores’, enviados especiais, etc. No fundo fizeram a festa como se Nacional fosse. Mais uma vez se verificou algo parecido (mas felizmente com um pouco mais de contenção) ao que aconteceu aquando do casamento real do Reino Unido. Esta situação terá surpreendido até alguns monárquicos. A ideia que fica é que, se calhar, Portugal não é assim tão republicano como querem fazer passar.

Se as pessoas se interessam pelos aspectos mais superficiais das Monarquias (como vai vestida a Rainha ou Princesa tal, que condecorações leva o Rei, etc), será que não era altura de serem informadas também dos aspectos mais profundos e sérios da Monarquia (poder de Representatividade, o seu significado, a estabilidade que proporciona, etc)? Não terão esse direito?

Se existe este nível de interesse perante eventos de Monarquias Estrangeiras, como seria a reacção a uma Monarquia Portuguesa? É que gostar destes eventos monárquicos, vivê-los como se do seu País fossem e depois recusar uma Monarquia na sua Pátria não faz qualquer sentido e só mostra falta de informação. Talvez fosse altura dos serviços noticiosos, em vez darem ‘noticias’ estilo ‘revista cor-de-rosa’, aproveitarem a oportunidade para esclarecer a população, como deve ser seu objectivo (e obrigação). Ou será que a manutenção desta falta de informação interessa a alguém?

S.A.R., A SENHORA DONA ISABEL DE BRAGANÇA PRESTOU A ÚLTIMA HOMENAGEM A MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO.


Fonte: Família Real Portuguesa

Último texto de Maria José Nogueira Pinto, no DN

Nada me faltará

MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO
DN 2011-07-07

Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou - mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi-a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati-me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.
Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Fonte: Povo

quinta-feira, 7 de julho de 2011

GOVERNO ESPANHOL DEIXA O CASTELO DE ALMOUROL NOVAMENTE A "SECO" E SEM CAUDAL

Hoje (4 de Julho), o rio Tejo "secou" novamente na ilha do Castelo de Almourol, tal como aconteceu no ano anterior, como denunciámos aqui, e se pronuncia que continuará a acontecer nos anos vindouros, facto que destrói a paisagem natural e as infraestruturas de apoio às actividades fluviais, e coloca em causa a conservação dos ecossistemas aquáticos, factos dos quais juntamos registo fotográfico.


Ano após ano verifica-se uma maior diminuição do caudal do rio Tejo nos meses de Julho a Setembro apesar dos anos de 2010 e 2011 terem sido fartos em água no inverno e terem permitido um armazenamento de água na bacia do Tejo em Espanha muito superior ao registado na última década, sendo inaceitável e indecorosa qualquer argumentação relacionada com a falta de água, nem o apelo às excepções de indicadores de seca ou de precipitação incluídas na Convenção de Albufeira.

O armazenamento de água em Espanha encontra-se a 79% da sua capacidade total, sendo na bacia do Tejo de 71% e do Segura de 69%, estando respectivamente a 10% e 42% acima do volume de armazenamento médio dos últimos 10 anos.

Apesar desta “fartura”, tendo como referência a última década, o rio Tejo em Portugal continua a apresentar diariamente caudais manifestamente insuficientes em termos ambientais, económicos e sociais, enquanto são diariamente transvasados para a Bacia do Segura 16 m3 de água por segundo.

Reafirmamos que a ausência em Portugal de medição automática (online) de caudais em tempo real, bem como no Médio e Baixo Tejo em Espanha, obriga ao recurso à sua medição em tempo real no Sistema Automático de Informação Hidrológica da Bacia do Tejo (SAHI), mas que apenas disponibiliza dados na Cabeceira e Alto Tejo em Espanha.

Esta situação é ainda mais gravosa pela indisponibilidade de dados em tempo real e online na barragem de Cedilho que serve de referência para controlo do cumprimento dos caudais ecológicos semanais, trimestrais e anuais previstos na Convenção de Albufeira.

O Tejo está assim entregue à exploração económica das actividades agrícolas e hidroeléctricas que não se preocupam com a conservação do ambiente, a vivência social e cultural do rio, mas sim unicamente com a maximização do lucro facto que colocou o rio Tejo como o 7º rio europeu com maior nível de sobre exploração como apurado pelo indicador WISE da Agência Europeia do Ambiente.

A responsabilidade desta situação repassa os governos que ao longo dos tempos têm gerido a bacia do Tejo em conjunto com Espanha e a inadequação da Convenção de Albufeira que deixa a gestão da região hidrográfica do Tejo completamente à discricionariedade do Governo espanhol e, portanto, não serve Portugal.

Assim, continuaremos a requerer ao Governo português:

1. Uma adequada repartição da água disponível na Bacia do Tejo e que seja assegurada informação em tempo real e online sobre o volume de circulação de caudais ambientais semanais e trimestrais;

2. O exercício do direito a recursos hídricos partilhados e a oposição à gestão unilateral do Governo espanhol, contrária ao princípio da unidade da gestão da bacia hidrográfica estabelecido na Directiva Quadro da Água;

3. Que defenda uma definição de caudais ambientais integrados nos planos de gestão da região hidrográfica do Tejo ao longo de toda a sua bacia em Portugal e Espanha.
Fonte: proTejo

CONVITE PARA A EXPOSIÇÃO DE NUNO CASTELO BRANCO “ANJOS E DEMÓNIOS”

Entrevista do Dr. Luís Lavradio, Presidente da Causa Real, ao Jornal Novo Panorama (6 de Julho de 2011)

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Fonte: Real Associação de Viana do Castelo

S.A.R., O SENHOR DOM DUARTE SAUDOU O PRÍNCIPE ALBERTO EM "ZULU"

(Clique para ler)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Palácio da Brejoeira - Real Confraria do Vinho Alvarinho entroniza S.A.R O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança

A Cúria Báquica da Real Confraria do Vinho Alvarinho, tem a honra de convidar Vª Exª a assistir à Solene Entronização de novos Confrades. A cerimónia realizar-se-á às 18:00 horas do dia 9 de Julho de 2011 no Palácio da Brejoeira, em Monção.
Serão entronizados como Cavaleiros desta Confraria, S.A.R. D. Duarte Pio, Duque de Bragança e o Exmo. Dr. Paulo Portas, Presidente do Partido Político CDS-PP, além de mestres, Oficiais e Enófilos.
Pela Cúria Báquica
O Grão Mestre
José Afonso Pinheiro

NOTA: Seguir-se-á um Jantar Volante servido nos jardins do Palácio e um Concerto de Música Clássica por uma Orquestra Sinfónica.

PROGRAMA DO CONCERTO
I Parte
Johann Strauss (1804-1849)
Die Fledermaus Overture
(Abertura da Opereta O Morcego)
Franz Liszt (1811-1886)
Rapsódia Húngara Nº2
Emmanuel Chabrier (1841-1894)
Espanha

II Parte
Joly Braga Santos (1924-1988)
Encruzilhada
George Gershwin (1898-1937)
Rhapsody in Blue)
Arturo Márquez (n. 1950)
Danzón N0. 2
 
Orquestra Sinfónica EPMVC
António Rosado, piano
Ernst Schelle, maestro

Fonte: PPM Braga

Marrocos tão próximo e Portugal tão longe …



Enquanto 70% votou a favor o Referendo à Constituição e ao Rei de Marrocos … cá 21% dos eleitores votou em Cavaco

‎21% para ser preciso foi o resultado do vencedor nas eleições presidenciais do Centenário da República Portuguesa
9,5 milhões de votantes portugueses – 100%
5,7 milhões -» 59,75% Abstenção+votos nulos+votos brancos
3,8 milhões -» 41% -» universo que votou em candidatos
3,8 milhões –» 100%
2,01 milhões –» 53,14% -» quanto obteve Cavaco
9,5 milhões de eleitores portugueses -» 100%
2,01 milhões -» 21% -» só 21% dos eleitores votou em Cavaco

Marrocos, aqui tão perto

Como aqui dizíamos, urge uma maior atenção do Palácio das Necessidades, passando a olhar o Reino de Marrocos como a excepção num Magrebe cujo futuro é incerto.
Ontem (1 de Julho), a população votou sim no referendo convocado pelo Rei Mohamed VI. Não houve lugar a votos de defuntos, a sufrágios viajantes de urna em urna ou pelo contrário, qualquer proibição ou cerceamento da liberdade de escolha. Quem esta manhã lesse o Expresso, ficaria na incerteza acerca do porvir daquele país, pois o artigo que desfia os acontecimentos marroquinos, pinta de tons sombrios as possibilidades de sucesso da iniciativa, evocando ranger de dentes salafitas ou a "esquerda" mais radical. O resultado está à vista. A proposta da Coroa colheu uma preferência de tal forma esmagadora que nos faz recordar as fantasiosas "eleições" de a Coreia dos Kim, da China ou do desaparecido bloco de Leste. Mas ali mais a sul, não houve lugar para qualquer fraude e como podemos ler no Morocco News, verificou-se uma total liberdade para todos exprimirem os seus pontos de vista. O próprio texto é disso uma clara prova.
Nem sequer se cumpriu a sugestão de "falta de legitimidade" do referendo, pois tendo o Expresso sugerido participações eleitorais rondando 40% do eleitorado, os marroquinos excederam qualquer expectativa, fazendo corar de vergonha uma certa república não assim tão fisicamente distante. Há quanto tempo 70% dos portugueses se dignam em acorrer às urnas? O Sr. Cavaco Silva que o diga. Mais ainda, as cidades bem povoadas de gente nova e de estudantes ansiosamente aguardados pelas canhotas sapiências como potenciais contestatários, mobilizaram-se maciçamente e o sim foi arrasador. É certo o esbracejar de alguns círculos ocidentais sempre muito exigentes em estabelecer os "padrões da democracia" e assim, já se antevê uma nova táctica que encontra nos poderes que o monarca conserva quanto às Forças Armadas e assuntos religiosos, um artificial casus belli. Pouco lhes interessará a "presidencialização" do 1º Ministro, o primado do Partido vencedor, a liberdade de expressão, reunião, organização e heresia das heresias, a igualdade legal entre homens e mulheres. Nem sequer nos poderemos admirar, se se gizar uma santa aliança entre os esquerdistas do costume e os mais radicais convivas de saguão da mesquita. Os progressistas europeus aplaudirão.
Um Marrocos reformista, mais próspero e estável, é um tranquilizante que a Península Ibérica ansiosamente aguarda.

Nuno Castelo-Branco