quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Nova direcção da Real Associação do Ribatejo organiza festa no 5 de Outubro

A Real Associação do Ribatejo, com sede em Santarém, tem nova direcção, agora liderada pelo advogado Jorge Costa Rosa, que já tinha desempenhado esse cargo. O presidente cessante, José Carlos Ramalho, vai agora assumir as funções de vice-presidente da agremiação monárquica. O tesoureiro é Mário Mendes Dias, para secretário foi eleito José Ricardo Vinagre e como vogais estão José Abílio Martins, Fernanda Maria Ângelo e Norberto Cordeiro Figueiredo.

A nova direcção tem já marcados três eventos para Santarém no dia 5 de Outubro. No feriado nacional em que se assinala a implantação da República, a Real Associação do Ribatejo celebra os 870 anos da fundação de Portugal (assinatura do Tratado de Zamora) com a realização do 1º Congresso da Juventude Monárquica Nacional, na Casa do Brasil; o XIX Congresso da Causa Real, no Teatro Sá da Bandeira; e o "aReal" uma festa popular no Jardim da Liberdade com música, stands de produtos regionais e degustação de porco no espeto, pão e sopa da pedra, oferecidos à população.



Fonte: O Mirante


EÇA DE QUEIROZ E FERNANDO PESSOA – CONVICTAMENTE MONÁRQUICOS

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Os nossos mais internacionalmente conhecidos Príncipes das Letras, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, eram monárquicos convictos, e não pouparam, o primeiro o incipiente Partido republicano, e, o segundo a implantada I.ª República assim como os políticos cleptocratas que passaram a saciar-se nos cargos de relevo do nosso País. Desta forma como para eles rir era uma filosofia, ficaram para a posteridade as suas “boutades” sobre política à republicana que mais contemporâneas não podiam ser, pois atravessaram os quase 103 anos de desatino republicano com uma actualidade compressora.

1.- EÇA É QUE É EÇA:

“(…) O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa.
Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como Partido Republicano, lhe cumpriria reclamar já foram realizadas pelo liberalismo monárquico”.
“ (…) E sem desejar ser descortês para com personalidades somos forçados a constatar que os actuais chefes republicanos, como tais, como chefes, fazem sorrir toda a parte séria da nação.
Mas ainda, mesmo sem direcção, ou com uma direcção impotente por incompetente, o Partido Republicano existe, exibe-se, fala, escreve, vota […]
[…] a República não pode deixar de inquietar o espírito de todos os patriotas. Ela seria a confusão, a anarquia, a bancarrota.”
Eça de Queiroz, Novos Factores da Política Portuguesa, in Revista de Portugal, Abril 1890

“[...] o Partido Republicano tem-se alastrado, não porque aos espíritos democratizados aparecesse a necessidade de implantar entre nos as instituições republicanas, como as únicas capazes de realizar certos progressos sociais – mas porque esses espíritos sentem todos os dias uma aversão maior pela política parlamentar, tal como ela se tem manifestado, com o seu cortejo de males, nestes derradeiros tempos.”
Eça de Queiroz, “Novos Factores da Política portuguesa”, in Revista de Portugal, 1891

“[...] sobre esse furúnculo revolucionário que rebentou no Porto, como sintoma de doença geral [...], a opinião geral é que esse é o começo da débâcle. O Governo ainda poderia afastar a hora má por algum tempo, se aproveitasse a ocasião para desorganizar inteiramente, à maneira sumária do excelente Constans, o partido republicano.
Eça de Queiroz, Carta a Oliveira Martins, 5 Fev. 1891

“O Que Verdadeiramente Mata Portugal. O que Verdadeiramente nos mata, o que torna esta conjuntura inquietadora, cheia de angústia, estrelada de luzes negras, quase lutuosa, é a desconfiança. O povo simples e bom, não confia nos homens que hoje espectaculosamente, estão meneando a púrpura de ministros; os ministros não confiam no parlamento, apesar de o trazerem amaciado, acalentado com todas as doces cantigas de empregos, rendosas conezias, pingues sinecuras; os eleitores não confiam nos seus mandatários, porque lhes bradam em vão: «Sede honrados», e vêem-nos apesar disso adormecidos no seio ministerial; os homens da oposição não confiam uns nos outros e vão para o ataque, deitando uns aos outros, combatentes amigos, um turvo olhar de ameaça. Esta desconfiança perpétua leva à confusão e à indiferença. O estado de expectativa e de demora cansa os espíritos. Não se pressentem soluções nem resultados definitivos: grandes torneios de palavras, discussões aparatosas e sonoras; o país, vendo os mesmos homens pisarem o solo político, os mesmos ameaços de fisco, a mesma gradativa decadência. A política, sem actos, sem factos, sem resultados, é estéril e adormecedora.”
Eça de Queiroz, in Distrito de Évora

“O país não tem dinheiro; os espíritos não têm instrução; as estradas derretem; a frequência das escolas diminui; o movimento da roda dos expostos aumenta; a agricultura paralisa-se; as nossas possessões revoltam-se; … Em Lisboa fazem-se leilões…”
Eça de Queiroz in Farpas, pág. 63, Janeiro de 1872

“… Nós temos por el-rei a mais sincera simpatia, e consagramos a sua majestade a rainha o respeito mais profundo. Se a nossa palavra não basta, e se a esta homenagem dos nossos sentimentos é preciso acrescentar o sacrifício das nossas vidas – tenham a bondade de as mandar buscar.”
Eça de Queiroz in As Farpas, pág. 65, Janeiro de 1872

2.- FERNANDO PESSOA “DA I.ª REPÚBLICA”

“(…) A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres-diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos (…)”
“(…) É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. (…)”

“(…) Os partidos políticos, em determinado país e determinada época, têm todos a mesma mentalidade, têm todos virtualmente o mesmo grau, pouco ou muito, de corrupção. Há uma ressalva, que propriamente o não é, a fazer. Os partidos do governo – isto é, os partidos que frequentemente governam, e por isso, em geral, os maiores – agregam mais videirinhos e mais interesseiros, pela simples razão de que os videirinhos e os interesseiros buscam naturalmente os partidos que os podem empregar e recompensar (…). Por outro lado, os partidos da oposição – isto é, os que não vão ao poder, ou não podem ir, ou dificilmente podem ir – agregam, mais que os outros, os elementos perturbadores e anti-sociais, e fazem-no na proporção em que são extremistas (da direita ou da esquerda). (…) Os independentes podem propor-se, e algumas vezes se propõem à eleição. Mas as eleições, nas condições modernas, são a tal ponto matéria de organização e mecanismo que é com grande desigualdade que um independente se pode bater contra os candidatos nomeados pelos partidos. O triunfo de uma candidatura independente é a coisa mais rara deste mundo. (…)”
“(…) Os partidos, ainda, como têm que ter a aparência de se basear na opinião pública, buscam «orientá-la» no sentido que desejam, e assim a pervertem; e, para sua própria segurança, buscam servir-se dela, em vez de a servir a ela, e assim a sofismam. (…)”
“(…) A mais antiga tradição de qualquer país é ele não existir. (…)”
“(…) Um país unânime numa opinião de hábito não seria país – seria gado. Um país concorde numa opinião de intuição não seria país – seria sombras. O progresso consiste na média entre o que a opinião de hábito deseja e o que a opinião de intuição sonha. Figurou Camões, nos Lusíadas, em o Velho do Restelo a opinião de hábito, em o Gama a opinião de intuição. Mas o Império Português nem foi a ausência de império que o primeiro desejara, nem a plenitude de império que o segundo sonharia. Por isso, por mal ou por bem, o Império Português pôde ser. (…)”
“(…) Já acima esboçámos, em simples exemplo ocasional, qual seja a situação presente de Portugal quanto à sua opinião pública. Concentrados dos Filipes ao liberalismo, numa estreita tradição familial, provincial e religiosa; animalizados, nas classes médias, pela educação fradesca, e, nas classes baixas, bestializados pelo analfabetismo que distingue as nações católicas, onde não é mister conhecer a Bíblia para se ser cristão; desenvolvemos, nas classes superiores, a onde principalmente se forma a opinião de intuição, a violenta reacção correspondente a essa acção violenta. Desnacionalizámos a nossa política, desnacionalizámos a nossa administração, desnacionalizámos a nossa cultura. A desnacionalização explodiu no constitucionalismo, dádiva que, em reacção, recebemos da Igreja Católica. Com o constitucionalismo deu-se a desnacionalização quase total das esferas superiores da Nação. Produziu-se a reacção contrária, e, do mesmo modo que na Rússia de hoje, se bem que em menor grau, a opinião de hábito recuou muito além da província, para além da religião, em muitos casos para além da família. Surgiu a contra-reacção: veio a República e, com ela, o estrangeiramento completo. Tornou a haver o movimento contrário; estamos hoje sem vida provincial definida, com a religião convertida em superstição e moda, com a família em plena dissolução. Se dermos mais um passo neste jogo de acções e reacções estaremos no comunismo e em comer raízes – aliás o término natural desse sistema humanitário. (…)”
«(…) As qualidades mentais e morais necessárias para a conquista do poder político, ou tendentes a essa conquista, são inteiramente diferentes daquelas necessárias para governar o Estado. Pode dizer-se, até, que mais se podem ter por opostas que por sequer análogas. Pode haver, é certo, um ou outro homem que ambas reúna, como pode haver quem seja, ao mesmo tempo, filósofo e atleta; mas em ambos os casos se trata de uma excepção, e os dois tipos ou grupos de qualidades permanecem diferentes e até opostos. São três as maneiras de conquistar o poder: a astúcia e a intriga, nos regimes autoritários, como a monarquia absoluta; a eloquência e a capacidade de persuasão, com a concomitante capacidade de mentir, até a si mesmo, para melhor mentir aos outros, como nos sistemas democráticos; e a violência, nos regimes impostos revolucionariamente, sejam eles de que tipo forem. (…)”.
“(…) Se a revolução é só da superfície, feita por uma minoria organizada num país desorganizado, e, por desorganizado, apático e servil, então os organizadores da revolução algumas qualidades têm que há que ter o homem de governo: são, pelo menos, chefes e organizadores. Tal foi, em ponto pequeno, a nossa Revolução de 5 de Outubro; tal foi, em ponto grande, a Revolução Bolchevista. Em ambos os casos, a maioria do país era monárquica, sendo apenas, republicana num caso, comunista no outro, a minoria mais bem organizada. (…)”
“(…) A hipnose do estrangeiro é um dos característicos distintivos das nações que não são senão províncias. A hipnose das cidades é outro sintoma de provincianismo. Tudo o que se faz em Paris, por estúpido que seja, é motivo de gesto igual para os macacos da Europa. (…)”

Pessoa chega, então, a conclusão:

“(…) O que é preciso, pois, é estabelecer uma fórmula de transição que sirva de declive natural para a MONARQUIA FUTURA, mas esteja em certa continuidade com o regímen actual. Essa fórmula de transição, já tentada instintivamente por Sidónio Pais, é a república presidencialista, que, por ser república, não perde continuidade com o actual regímen (…). A tradição não se reata: reconstrói-se. (…)”

Bibliografia:
1.- Eça de Queiroz – Novos Factores da Política Portuguesa, in Revista de Portugal, Abril 1890 e 1891; Carta a Oliveira Martins, 5 Fev. 1891; in Distrito de Évora; As Farpas, págs. 63 e 65, Janeiro de 1872
2.- Fernando Pessoa – Textos dispersos e publicados, escritos entre 1910 e 1935.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Jantar-conferência em Bruxelas




É já no próximo Sábado, dia 28, que a Real Associação Portuguesa para a Europa organiza um jantar-conferência para assinalar o 150.º aniversário do nascimento de Sua Magestade, o Rei D. Carlos. É sem dúvida uma boa oportunidade para que os monárquicos portugueses moradores na Bélgica se reúnam. Imperdível é também o orador: S. Exa. o Embaixador José Cutileiro! 


Será às 20h, no restaurante português "O Profeta", Rue Général Leman, 5, Bruxelas (Etterbeek).

Preço: 25 euros.

Inscrições ou perguntas: real.associacao.europa@gmail.com.


Fonte: Real Associação de Lisboa

GRANDE EVENTO CULTURAL DA REAL ASSOCIAÇÃO DE VISEU





segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A monarquia, escola de moderação



Anteontem, no avião, li um texto da autoria de um desses auto-proclamados "intelectuais" que tanta confusão têm semeado ao longo destas tristes décadas de desnorte. Afirmava que a raiz da actual crise se deve à "manutenção do espírito monárquico", Engana-se redondamente o confuso escriba. Sou um realista e aquilo que destaco na monarquia é a continuidade: a monarquia é continuidade.

Sou um funcionalista e aquilo que destaco na democracia é o facto de ser um dado de civilização e a melhor resposta à conflitualidade inerente à vida política. Quem da democracia tem um entendimento diferente são os intolerantes da tolerância e parece haver mais rabos-de-palha nos totalitários que o negam que entre os velhos e empedernidos liberticidas. Contudo, a democracia manifesta perigosas tendências que importa controlar: a tendência oligárquica, a confiscação da vida política por grupos de interesses, a demagogia, o populismo e a incapacidade de consenso.

Logo, concebo a monarquia como um sistema não-democrático que permite caucionar a mudança. A prová-lo, o facto da totalidade das monarquias existentes constituírem no seu respectivo quadro geográfico exemplos de adesão às cartas internacionais, modelos de tolerância e abertura à mudança; contrastando com as repúblicas que são, têm sido desde a revolução francesa, escolas de tirania e imposição.
A monarquia, ao contrário das ditaduras, melhor serve a mudança, pois limita o apetite pelo poder nu daqueles que encaram a acção política como arte (os revolucionários ou engenheiros sociais). Ora, em política, os homens não devem submeter-se a teses; devem viver em sociedade.

Nas monarquias, ao contrário do que dizem os seus detratores, não se colocam as estafadas superstições dicotómicas de razão/ sentimento, progresso/reacção, ciência/fé, luzes/ supesrtição; em suma, a monarquia é espelho da cultura, de progresso e estabilização. É uma escola de moderação e uma força conjuntiva.

Miguel Castelo-Branco

Fonte: Combustões

domingo, 22 de setembro de 2013

S.A.R. Dom Duarte de Bragança na entrega do Prémio Infante D. Henrique

 

PRÉMIO INFANTE D. HENRIQUE DEVE ESTAR EM TODAS AS ESCOLAS

A ideia foi defendida hoje por Dom Duarte de Bragança na entrega dos galardões.
Dom Duarte Pio de Bragança participou na cerimónia de entrega das medalhas do Prémio Infante Dom Henrique evento que decorreu no salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal.
38 jovens da Madeira terminaram com êxito o Prémio Infante Dom Henrique na categoria de Bronze 22, Prata 14 e ouro 2, alunos da Escola da APEL e Escola Básica de 2º e 3º Ciclo dos Louros.


 


Na ocasião, Dom Duarte de Bragança, lembrou que tem alertado para que o prémio seja cada vez mais parte integrante da formação actual de todos os jovens e que esteja acessível a todas as escolas e lamentou que o prémio ainda não tenha arrancado nas escolas do Porto Santo.




A atribuição das medalhas significa que os jovens durante um ano, voluntariamente, prestaram serviço à comunidade em várias instituições particulares de solidariedade social, desenvolveram uma actividade desportiva com evolução positiva, desenvolveram talentos e por último executaram uma actividade de aventura onde foram avaliados as suas capacidades de sobrevivência.




O Prémio Infante Dom Henrique é um Programa Internacional de Desenvolvimento Pessoal e Social, dirigido a todos os jovens dos 14 aos 25 anos de idade, que os encoraja a desenvolverem-se como cidadãos activos, participativos e solidários.




O Prémio é um desafio pessoal individual, não competitivo e que promove nos jovens a autoconfiança, auto-estima, perseverança, sentido de responsabilidade, cidadania activa, trabalho em equipa e o desenvolvimento de talentos.




O programa teve início no Funchal em finais de 2010 com a formação de 30 professores das várias escolas secundárias do Funchal , com o objectivo de dinamizarem , acompanharem e avaliarem os jovens no decurso do programa. Já participaram neste programa desde 2010, 124 jovens.


Publicado por: PPM Braga
Fonte: Diário Cidade

Duque de Bragança entrega medalhas “Prémio Infante D. Henrique” no Funchal


D. Duarte, Duque de Bragança presidiu, nesta tarde de quarta (18 de Setembro), à cerimónia de entrega de medalhas “Prémio Infante D. Henrique”, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal onde sublinhou que este galardão «é um passaporte para o emprego» porque «acrescenta valor ao currículo» e deixou um desafio para que seja alargado a outros concelhos da Madeira.

Foram distinguidos 38 alunos da Escola da APEL e da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclo dos Louros, no Funchal, que durante um ano prestaram serviço voluntário em várias Instituições Particulares de Solidariedade Social, desenvolveram uma actividade desportiva com evolução positiva, desenvolveram talentos e executaram uma actividade de aventura onde foram avaliadas as suas capacidades de sobrevivência.

O Prémio Infante D. Henrique é a versão portuguesa do Prémio Duque de Edimburgo. Este programa internacional de desenvolvimento pessoal e social é dirigido a todos os jovens entre os 14 e os 25 anos. Teve início no Funchal em 2010 tendo participado 124 jovens no programa.

sábado, 21 de setembro de 2013

Hospitalidade Real

Visita de Sua Alteza Real, Dom Duarte de Bragança

S.A.R. , O Senhor D. Duarte de Bragança visitou a Escola da APEL na manhã de quarta-feira, 18 de Setembro.
Fez-se acompanhar pela Dra. Rubina Leal, Vereadora da Câmara Municipal do Funchal, pelas responsáveis nacionais e regionais do Prémio Infante D. Henrique e pelo Presidente da Real Associação da Madeira, Arq. João Paredes e outros convidados.
Falou a uma plateia de alunos e deixou uma mensagem escrita no livro de honra da Escola:
"A vossa Obra é um exemplo a seguir por todos os portugueses!
Grato pela hospitalidade."
Dom Duarte de Bragança
18/9/2013



















sexta-feira, 20 de setembro de 2013

OS MONARCOFÓBICOS


Aparentemente será um termo que não existe no léxico da Língua Portuguesa, mas será que não pode existir? É o que vamos ver nesta reflexão.
Que definição pode ter um MONARCOFÓBICO?
Monarcofóbico pode ser alguém que tenha aversão à Monarquia, aos Monárquicos, à Instituição Real, etc. É alguém que recusa ter na sua presença e no seu meio alguém que defenda a Monarquia. Trata-se também de alguém que está disposto a defender a República, encarando-a como a única forma democrática de governo, querendo por isso discriminar os monárquicos, incluíndo todos aqueles que defendam também a forma democrática de governo.
Teremos indícios de MONARCOFOBIA na Sociedade Portuguesa?
Se pensarmos que só pelo facto de na Lei Fundamental do país, temos um artigo 288-b que consagra a forma republicana de governo como inalterável, certamente será a base para discutir se tal situação, não seja a primeirissíma razão para não só os portugueses não poderem escolher a Monarquia Democrática como forma de governo, como também acabe de algum modo por “legalizar” possíveis atitudes monarcofóbicas contra os Monárquicos.
Além da Constituição da República Portuguesa, onde poderemos, eventualmente, encontrar outros indícios de monarcofobia?
Por exemplo, na Comunicação Social. Não deixará de ser curioso sublinhar que esta não acompanha, nem as actividades das organizações monárquicas ou intimamente ligadas à Casa Real Portuguesa, nem a própria Família Real Portuguesa, salvo situações muito pontuais. Já para não falar em situações no mínimo estranhas, como por exemplo, ainda recentemente, aquando da entronização do Rei Willem-Alexander dos Países Baixos uma reportagem de um canal de televisão português dizer que a Monarquia nesse país é pouco popular, quando precisamente noutro canal estrangeiro, se dizia exactamente o contrário.
Já para não falar, obviamente, no quanto a Monarquia deve incomodar relativamente a certos assuntos a Comunicação Social. É óbvio que não convém pôr em causa o status quo, consagrado ainda por cima na Constituição!
É importante aqui sublinhar que muitos republicanos não fazem ideia que muitos monárquicos lutaram contra a Ditadura, que se aprontaram logo nas primeiras horas a defender os princípios vindos com o 25 de Abril de 1974, como aliás o próprio Senhor Dom Duarte de Bragança deu seu total apoio ao Movimento das Forças Armadas – tal situação está devidamente documentada!
Pelo que, em nome de uma sociedade verdadeiramente igualitária, entre todos os Portugueses, não faz sentido esta monarcofobia, que discrimina politicamente os cidadãos portugueses monárquicos. Mesmo que as organizações monárquicos existam legalmente, como o PPM ou a Causa Real, é importante referir que mesmo assim, o tratamento que é dado aos monárquicos não é justo nem respeitador. Nós também somos Portugueses!
Como combater a Monarcofobia?
Dizendo claramente que somos Portugueses, que somos Democratas, que defendemos a Liberdade e a Igualdade de todos perante a Lei e que mesmo com a Monarquia Democrática podemos viver sem discriminação nenhuma, até porque aquando da Monarquia Constitucional os republicanos faziam os seus comícios, concorriam a eleições e nunca ninguém os discriminou!
Os nossos argumentos são válidos. A vitória será dos Portugueses, quando acabarmos com a Monarcofobia!
David Garcia

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Alvalade Medieval - 20, 21 e 22 de Setembro



Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013 - Data da atribuição do Foral a Alvalade


18h00 Abertura da Feira
Chegada do Foral à Praça do Burgo pelas mãos de um representante do Rei e seus Cavaleiros…

19h00 O Arauto lê a postura que decreta 3 dias de festa e de feira com isenção de portagens; o rabi lê a Carta de Privilégios que El-Rei concedeu aos moradores da comunidade judaica reconhecendo-lhes o direito de manterem os seus costumes e tradições.

19h00 Comeres e Beberes nas Tabernas

19h30 Jogos renascentistas entre os gaiatos com apuramento dos mais afoitos e destros.

20h00 A comunidade judaica: Durante os festejos, há orações e observam-se os rituais alimentares koshers. O rabi menor julga um diferendo entre dois judeus que lhe trazem um contencioso de terras e duas testemunhas. Todos juram sobre os cinco livros de Moisés a que chamam Tora. Aplicada a justiça, segundo a lei mosaica, pelo rabi, os judeus cantam e dançam, segundo as tradições sefarditas da península hispânica.

21h00 Assalto ao burgo por uma mesnada de malfeitores e seu rechaçamento pela milícia da Vila

22h00 Arraial, danças à desgarrada e espectáculo de malabares de fogo: o sarau do sultão

02h00 Encerramento da Feira



Sábado, 21 de Setembro de 2013


12h00 Abertura da Feira
Mercadores e artesãos iniciam as suas actividades

15h00 Cortejo Régio pelas ruas do burgo e Bênção da Feira, pela entidade religiosa; Convocatória dos homens bons do concelho; Animação no terreiro – danças renascentistas.

16h00 Anúncio do Esposamento Sefardita e assinatura do Contrato entre os familiares da Rebeca da casa de Isaque Cohen e Leví da casa de Jacob Zaboca em Alvalade.

17h00 Torneio de Armas a Cavalo: Zaragata entre Fidalgos por danos de amor e como da rixa se invoca um Juízo de Deus traçando-se armas no ajuste da honra ferida.

18h00 Visita do Almotacem e do Meirinho à Feira e aferição dos pesos e medidas nos tendeiros, almocreves e carroças de bufarinheiros.

19h00 Comeres e Beberes nas Tabernas

20h00 Um grupo de judeus sefarditas recém-chegados de Espanha, apresentam-se a El-Rei e rogam-lhe protecção. Dois mouriscos suplicam ao Rei pelas suas vidas.

22h00 Cerimónia do casamento no seio da comunidade judaica. Parentes e amigos dão as bênçãos aos noivos. Irrompem no terreiro saltimbancos e histriões.
Ao som das gaitas de foles e dos pandeiros baila o povo folgazão.

23h00 Espectáculo de malabares de fogo: A lenda do milagre das rosas

24h00 Autos de encerramento da feira e lavagem dos Cestos e Almotolias.

02h00 Encerramento da Feira



Domingo, 22 de Setembro de 2013


12h00 Abertura do arraial e arruada pelas ruas do burgo e visita do Meirinho e Mesteirais; Comeres e beberes nas tabernas e casas de pasto.

15h00 Cortejo Régio pelas ruas do burgo; Os judeus de Alvalade assinam o contrato de casamento entre Rebeca da casa de Isaque Cohen e Leví da casa de Jacob Zaboca em Alvalade. O Gabay Sedahah, tesoureiro encarregado das obras de assistência e educação, o Hazan, leitor da sinagoga, encarregado da liturgia durante a oração da Minh'ah, o Shamash que cuida da iluminação da sinagoga e cobra donativos serão as testemunhas do matrimónio realizado pelo H'erem.

17h00 Torneio de Armas a Cavalo na Liça para adubamento de cavaleiros

18h00 Danças e folias com saltimbancos e menestréis.

19h00 Jogos tradicionais e comeres e beberes nas locandas do mercado

20h00 Em 5 de Dezembro de 1496, Dom Manuel assinou o decreto de expulsão dos hereges, concedendo-lhes prazo até 31 de Outubro de 1497 para que deixassem o país.

21h00 Toque a rebate no terreiro; O arauto da corte lê o edital que obriga os judeus a converter-se ao cristianismo ou a abandonar o reino; e do que então se fez e como se baptizaram os cristãos-novos e se obrou assentamento dos bens daqueles que partiram.

22h00 Encerramento da Feira.


Fonte: Alvalade Medieval