terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Charlie e eu

Todo o cristão deve estar disposto a morrer pela liberdade de consciência de todos os homens, sem excluir a dos que o querem matar. Nem sempre foi assim, é certo, mas quero crer que aprendemos a lição.


Logo após os atentados contra o Charlie Hebdo, muitos franceses tomaram a peito a agressão e ergueram a sua voz num único grito: Eu sou Charlie! Contudo, algumas pessoas mais escrupulosas, não só não assumiram essa identidade, que entenderam incompatível com as suas convicções morais e religiosas, como fizeram gala em proclamar a sua contrária: Eu não sou Charlie!
Houve mesmo quem introduzisse uma inédita distinção entre os ‘mártires’ e as ‘vítimas’ dos atentados, como se houvesse vidas humanas de primeira e segunda categoria. Os primeiros, a bem dizer, só seriam os inocentes, porque entre os segundos seria preciso incluir aqueles que, pelos seus actos, foram, se não merecedores da selvática retaliação, pelo menos destinatários prováveis do trágico desenlace.
Curiosa esta pretensão de julgar as consciências alheias, em nome não se sabe bem de que oculta divindade, que não a cristã, que a ninguém permite tal tipo de juízos. Pelos vistos, para ser mártir mesmo a sério é preciso ser bonzinho (ou seja, como nós), porque os maus (isto é, os outros) só podem ser, no melhor dos casos, vítimas. Quer isto dizer que, se um terrorista mata um agnóstico, um ateu, um herege ou um irreverente, não faz um mártir, mas apenas uma vítima?! Sim, porque para ser mártir é preciso ser dos nossos. Estranho, não é? Até porque não é propriamente um discurso inédito: um fundamentalista islâmico não pensaria de outra forma … nem o diria melhor!
Quando, a 26 de Junho de 1963, John Fitzgerald Kennedy disse: «Ich bin ein Berliner!», não distinguiu os bons dos maus cidadãos da cidade alemã sitiada. Não se propôs apenas a defesa dos munícipes que tinham os impostos em dia, que eram responsáveis pais e mães de família, que eram impolutos funcionários e exemplares patriotas. Pelo contrário, identificou-se também com todos os outros berlinenses, fossem eles delinquentes, marginais, antigos nazis ou, até, anti-americanos, porque todos estavam ameaçados na sua liberdade e a todos importava defender, fazendo própria a sua identidade.
Quem só se revê nos que pensam do mesmo modo, não ama a liberdade, porque a reduz a um reflexo narcisista da sua própria vontade. Os ditadores também actuam politicamente em função deste enviesamento da liberdade e, por isso, consideram como traidores todos os que não se identificam com a sua ideologia. A cultura da liberdade e da democracia afere-se pela aceitação do outro na sua diferença política, cultural, religiosa e social, sobretudo quando contradiz o que pensamos e somos.
Não sou Charlie, porque não me revejo no seu posicionamento ideológico, na sua intolerância, nem na sua agressividade verbal contra a liberdade religiosa. Não subscrevo o seu fanatismo laicista, nem me agrada a sua linguagem abjecta. Mas também não aceito que haja que optar entre ser Charlie ou não ser Charlie. Essa dicotomia obedece a uma lógica totalitária: também os comunistas e fascistas entendem que todos os seus adversários são, respectivamente, fascistas e comunistas. Porém, não posso ignorar que doze homens perderam a vida num infame atentado. Não me compete ajuizar se os caídos eram santos ou pecadores; basta-me saber que eram seres humanos e, portanto, meus irmãos. E que foram traiçoeiramente assassinados.
Se amanhã alguém metralhar uma sinagoga judia, eu serei, com eles e por eles, judeu. Se uma milícia massacrar os alunos de uma escola palestiniana, norte-americana ou paquistanesa, eu serei um desses estudantes. Se algum fanático matar, em nome de qualquer ideologia ou religião, uma prostituta, um toxicodependente, um sem-abrigo, um travesti, um pagão ou um fiel de outra religião, eu serei tudo isso, sem deixar de ser cristão.
O que diferencia um cristão de um terrorista muçulmano não é que nós somos bons e eles são maus. Isso é o que, pelo contrário, nos assemelha porque, para eles, também nós somos os maus e eles são os bons. E há cristãos maus e bons muçulmanos. O que distingue o autêntico cristão dos terroristas, islâmicos ou não, é que eles são capazes de matar todos os que não pensam do mesmo modo, mesmo sendo seus irmãos na fé em Alá e no seu profeta, enquanto qualquer cristão deve estar disposto a morrer pela liberdade das consciências de todos os homens, sem excluir a de aqueles que o querem matar. Nem sempre foi assim, é certo, mas quero crer que já aprendemos essa lição.
É só isto e nada mais. Não faço minhas as declarações dos católicos que, por se considerarem justos, dão graças a Deus por … não serem Charlie. Eu também não o sou, mas estaria disposto a sê-lo, para defender a liberdade das vítimas, sejam ou não mártires. Não apesar de ser cristão mas, precisamente, porque o sou.
P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Fonte: Observador

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SAR, O Senhor D. Duarte apela à participação de todos na defesa do bem comum


Estimular e proteger aquilo que é nosso. O apelo foi deixado ontem por D. Duarte Pio, Duque de Bragança, aquando da visita às instalações do Presépio ao Vivo de Priscos.
Numa alusão à causa dos Bombeiros Voluntários de Braga, cujo proveito material do Jantar de Reis de Braga reverte a favor dos soldados da paz, D. Duarte enalteceu o importante papel dos bombeiros, mas sublinhou que esta é uma missão de todos.

“É fundamental porque os incêndios só podem ser controlados por nós todos, não é um pequeno grupo de voluntários ou de profissionais que consegue controlar os incêndios, tem que ser uma movimentação de toda a população. As pessoas devem participar na prevenção”, afirmou o Chefe da Casa Real portuguesa, deixando um forte apelo à população portuguesa “temos que estimular cada vez mais a participação de todos nós naquilo que é o bem comum, seja nos incêndios, seja na protecção da produção portuguesa, seja na defesa dos nossos monumentos e na beleza da nossa paisagem, na defesa da nossa produção. Em suma, daquilo que fazemos de bom em Portugal e, por isso, devemos proteger e estimular. Não devemos comprar produtos estrangeiros porque custam menos cinco cêntimos”.

D.Duarte visitou as instalações do Presépio de Priscos, que encerrou no passado fim-de-semana. À chegada o Duque de Bragança foi recebido pelos soldados romanos do presépio e numa curta visita, dirigiu-se à gruta, onde o esperavam José, Maria e o menino Jesus, um momento que contou com a actuação do cantar de Reis.

No final, o Duque de Bragança ficou muito agradado com o que viu, manifestando o desejo de poder estar presente na inauguração do presépio em Dezembro. “Um trabalho extraordinário, com grande qualidade, muito pedagógico que ajuda a que a população perceba o que é o Natal.
Porque hoje infelizmente com a propaganda comercial, com o facto de haver câmaras municipais, nomeadamente da de Lisboa, em que as decorações de Natal não fazem nenhuma referência a quem faz anos, ao tema de Natal. Acho belíssimo este tipo de iniciativas”
, realçou D. Duarte, lembrando que o “o Natal não só é uma manifestação espiritual, é também uma manifestação da cultura portuguesa, tradicional, que ninguém tem o direito que querer apagar e há muita gente que o quer fazer. E ilustrou com um exemplo: “Nós devemos ser o único país do mundo ocidental que há muitos anos não tem selos de correio com o tema de Natal”, lamentou.



sábado, 17 de janeiro de 2015

JANTAR DA REAL ASSOCIAÇÃO DO RIBATEJO COM A PRESENÇA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA

Foto: JANTAR REAL RIBATEJO _ 23 Janeiro de 2015, 20 horas 
com a presença de SS.AA.RR. Os Duques de Bragança 

INSCRIÇÕES 
realribatejo.pt@gmail.com
919394319

As inscrições são consideradas confirmadas após recepção pela RAR do comprovativo de pagamento prévio devidamente identificado

TRANSFERÊNCIAS MULTIBANCO
NIB: 0045.5441.4006.6946.3483.1
30€ (associados: donativo inclui quota de 2015) 

18,00h MISSA DE SUFRÁGIO PELOS ASSOCIADOS FALECIDOS.

http://www.casalbranco.com/

Caros associados e amigos, 

temos a honra de vos convidar a participar neste evento com a presença de SS.AA.RR. Os Duques de Bragança , no dia 23 Janeiro de 2015, promovido pela Real Associação do Ribatejo.

18.00 h MISSA DE SUFRÁGIO PELOS ASSOCIADOS FALECIDOS
19.30 h RECEPÇÃO NA LOJA DE VINHOS E VISITA À ADEGA
20.00 h JANTAR REAL RIBATEJO

INSCRIÇÕES PARA JANTAR
realribatejo.pt@gmail.com
919394319
 
As inscrições são consideradas confirmadas após recepção pela RAR do comprovativo de pagamento prévio devidamente identificado

TRANSFERÊNCIAS MULTIBANCO
NIB: 0045.5441.4006.6946.3483.1
30€ (associados: donativo inclui quota de 2015)

http://www.casalbranco.com/

Nossos melhores cumprimentos

Real Associação do Ribatejo
Sede: Rua Dr. Guilherme Azevedo nº 8 - 1 º
2005 – 245 Santarém
Apartado 523, 2001-906 SANTARÉM
Tel. 919394319
Correio electrónico: realribatejo.pt@gmail.com
Facebook: https://www.facebook.com/realassociacaoribatejo.santarem

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SOBRE… A MONARQUIA



Nos nossos dias existem 44 monarquias no Mundo, e, a maioria delas, são Monarquias Constitucionais.
As Monarquias Constitucionais contemporâneas incluem: Andorra, Antígua e Barbuda, Arábia Saudita, Austrália, Bahamas, Barbados, Bélgica, Belize, Butão, Bahrain, Camboja, Canadá, Dinamarca, Granada, Jamaica, Japão, Jordânia, Kuwait, Liechtenstein, Lesoto, Luxemburgo, Malásia, Mónaco, Marrocos, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão, Espanha, Suécia, Tailândia, Tonga, Tuvalu, Emirados Árabes Unidos e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
As Monarquias Constitucionais mais populosas do mundo estão na Ásia: Tailândia e Japão.
Na Monarquia Constitucional da Tailândia, o Monarca é reconhecido como o Chefe de Estado, Chefe das Forças Armadas, defensor da fé e da religião budista. Bhumibol Adulyadej, o actual Rei, é o mais antigo Monarca reinante ano mundo e em toda a história da Tailândia.
Mais de um quarto das Monarquias Constitucionais são países da Europa Ocidental, incluindo o Reino Unido, Holanda, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Mónaco, Liechtenstein e Suécia, com 144 milhões de habitantes a viverem felizes debaixo de uma Coroa.
Nestes países europeus, o primeiro-ministro detém os poderes do dia-a-dia do governo, enquanto o Rei ou Rainha (ou outro Monarca, como um Grão-Duque, no caso do Luxemburgo, ou Príncipe, no caso de Mónaco e Liechtenstein) mantém poderes residuais, o que não pressupões que seja insignificante.
O Monarca é um de diferentes órgãos do Estado e exerce exclusivamente os poderes que lhe estão consagrados na Constituição, a Lei Suprema e Fundamental de um País.
Cabe ao Parlamento e ao Governo - principalmente ao primeiro-ministro – exercer, respectivamente os poderes legislativo e executivo sob Prerrogativa Real, isto é, em nome do Rei e com os poderes ainda formalmente havidos pelo Monarca, porque a Monarquia Constitucional será sobre a forma de governo de uma Monarquia Parlamentar, que assenta na legitimidade democrática, pois os órgãos que efectivamente exercem o poder político conquistam a sua legalidade e/ou legitimidade das eleições por sufrágio directo e universal. Assim sendo, originariamente, o poder reside no Povo, contudo exerce-se sob a forma de governo monárquico.
Em quase todos os casos, o monarca continua a ser o chefe-executivo nominal, mas é obrigado pela Constituição a actuar no conselho do Gabinete. Apenas algumas monarquias, nomeadamente Japão e Suécia, alteraram suas constituições para que o Monarca já não seja mesmo o titular executivo.
Um grande grupo de monarquias constitucionais compreende os dezasseis reinos da Commonwealth com Sua Majestade a Rainha Elizabeth II como Soberana. Ao contrário de alguns dos seus homólogos da Europa continental, a Monarca e seus governadores-gerais do Reino Commonwealth detêm significativos poderes de "reserva" e a famosa "prerrogativa", a serem exercidos em tempos de extrema emergência ou crises constitucionais, geralmente para defender o governo parlamentar.
Dentro das Monarquias Constitucionais com um sistema parlamentar o Monarca pode ter funções estritamente cerimoniais ou possuir poderes de reserva, o chamado Poder Moderador, de acordo com a Constituição. Também existem hoje várias Monarquias Constitucionais federais. Nesses países, cada subdivisão tem um governo distinto e chefe de governo, mas todas as subdivisões compartilham um Monarca que é o Chefe de Estado da federação como um todo unido.
Assim, existem pelo menos dois tipos diferentes de Monarquias Constitucionais no mundo contemporâneo: Executiva e Cerimonial.
Em Monarquias executivas, o monarca exerce o poder executivo de forma significativa, embora não absoluta. A monarquia sob esse sistema de governo é uma poderosa instituição política e social. Por outro lado, nas Monarquias cerimoniais, o monarca tem pouco poder real ou influência política directa.
As Monarquias Executivas que ainda subsistem são a Arábia Saudita, Butão, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Liechtenstein, Mónaco, Marrocos, Tonga e os Emirados Árabes Unidos.
As Monarquias Cerimoniais são: Andorra, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Bélgica, Belize, do Camboja, Canadá, Dinamarca, Grenada, Jamaica, Japão, Lesoto, Luxemburgo, Malásia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão, Espanha, Suécia, Tailândia, Tuvalu, e Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Monarquia Cerimonial e Executiva, não deve ser confundida com os sistemas monárquicos democráticos e não democráticos. Por exemplo, Mónaco e Liechtenstein são Estados democráticos, e, no entanto, os Monarcas reinantes nesses países exercem o poder executivo efectivo.
Em breve, o número de Estados que adoptam o regímen monárquico pode aumentar uma vez que em vários países se encetou a discussão sobre se não haverá mais vantagens na restauração da Monarquia. Urge começar o mesmo debate em Portugal, assim haja liberdade de expressão!

Miguel Villas-Boas

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Jantar de Reis ajuda bombeiros voluntários a adquirir ambulâncias



Dom Duarte de Bragança e Dona Isabel de Bragança voltam a marcar presença no Jantar de Reis Braga 2015 que realiza a sua 6.ª edição no próximo dia 17, no Hotel Meliá.
A apresentação do evento teve lugar ontem, no salão nobre do Bombeiros Voluntários de Braga, instituição para a qual revertem este ano os proveitos deste jantar solidário. Na lista de maiores carências dos Bombeiros Voluntários de Braga, António Machado, presidente da direcção da corporação bracarense elencou a aquisição de duas ambulâncias para prestar o melhor socorro aos bracarenses.

“Neste momento precisamos de ter connosco ambulâncias e viaturas próprias para levar os nossos utentes a fazer tratamentos, nomeadamente fisioterapia e hemodiálise”, disse ontem António Machado, acrescentando que a corporação vive tempos difíceis. “Temos de continuar a lutar porque ainda não temos o apoio suficiente do município de Braga, por isso, temos que nos socorrer de todas as alternativas”.

O presidente dos voluntários lamentou ainda que a sociedade só se lembra dos bombeiros quando precisa deles e quando não é necessário quase se esquece deles. Não podemos dizer que hoje ou amanhã não podemos precisar dos serviços dos Bombeiros Voluntários de Braga. Os nossos bombeiros estão bem preparados e, portanto, estamos ao dispor dos nossos concidadãos”.

Na apresentação do evento, Manuel Beninger, da comissão organizadora traçou dois objectivos: “a promoção da cultura portuguesa, nos seus saberes e fazeres mais tradicionais aos seus saberes e fazeres mais empreendedores, nele promovemos os produtos portugueses locais com a presença das Confrarias Portuguesas, tanto gastronómicas como báquicas, para além de outras de cariz muito diversificado. Neste contexto de elevação de Portugal, dos portugueses, da sua produção e dos seus produtos temos sempre como convidado de honra Dom Duarte de Bragança como símbolo nacional da nossa história, cultura, tradições, língua e fronteiras, diríamos da nossa identidade. Também porque o momento histórico que vivemos há uns anos para cá nos tem pedido mais união e cooperação, o jantar tem um propósito solidário, apoiando este ano os Bombeiros Voluntários de Braga, com todo o proveito material do mesmo”.

Esta iniciativa, já com tradição na cidade de Braga, assenta numa vontade transversal a muitos actores locais, designadamente a Associação Industrial do Minho (AIMinho) e Associação Comercial de Braga (ACB).

Para António Marques, presidente da AIMinho “este é um acontecimento que valoriza a região, o comércio, a indústria, mas, sobretudo, o que é tradicional. Para além do sentido de solidariedade que este ano apoia os Bombeiros Voluntários de Braga”.

Domingos Macedo Barbosa, presidente da ACB sublinhou, por sua vez, “ a notoriedade e a visibilidade que este evento traz para a cidade que quer cada vez mais afirmar-se como uma cidade de eventos”.
O contributo solidário para o Jantar de Reis Braga 2015 é de 25 euros, por pessoa.

Fonte: Correio do Minho

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

BRAGA RECEBE ENCONTRO DE MONÁRQUICOS ESTE FIM-DE-SEMANA

Foto: facebook ppm
 Foto: facebook ppm

A 6ª Edição do Jantar de Reis vai realizar-se no próximo fim-de-semana em Braga, e volta a ter como convidado especial D. Duarte de Bragança.

O tema deste ano é a Lusofonia, e segundo Manuel Beninguer, do Partido Popular Monárquico (PPM) o encontro irá “promover a cultura portuguesa nos seus saberes e fazeres mais tradicionais e nos mais empreendedores”.

A Associação Comercial de Braga (ACB) e a Associação Industrial do Minho (AIMinho) estão na organização deste encontro.

O evento decorre no próximo sábado no Hotel Meliã, em Braga, e para além de D. Duarte de Bragança vão marcar presença a Duquesa do Cadaval e o cunhado do Rei de Espanha.

O Jantar vai reverter a favor dos Bombeiros Voluntários de Braga (BVB).

domingo, 11 de janeiro de 2015

Da blasfémia ao terrorismo: um caminho sem retorno?

Nenhum insulto pode legitimar um crime contra a liberdade e os direitos humanos, por muito censurável que seja a blasfémia, do ponto de vista ético, pelo seu carácter essencialmente ofensivo.


 Os atentados perpetrados esta semana, em Paris, contra o Charlie Hebdo e não só, deixaram a França e o mundo inteiro em estado de choque. Com razão, porque todos os cidadãos, quaisquer que sejam as suas crenças ou a sua ideologia política, são, para além dos vários mortos que há a lamentar, vítimas do terrorismo.
Seria abjecto justificar estes crimes à conta da situação económica ou da recorrente irreverência daquela publicação para com o profeta do Islão. Legitimar um homicídio é, em termos jurídicos e morais, ser seu cúmplice. Os crimes não se justificam, nem se explicam: condenam-se. Não se dialoga com a sem-razão de um atentado.
O primeiro destes ataques terroristas foi um acto de retaliação a supostas blasfémias publicadas nas páginas do Charlie Hebdo. Por este motivo, há quem pretenda, senão justificar os doze nefandos assassinatos, pelo menos atenuar a responsabilidade dos criminosos que, neste sentido, teriam agido ao abrigo de uma legítima defesa dos seus interesses religiosos e culturais. Nada mais falso do que esta suposição que, de algum modo, condescende com o terrorismo. Uma sociedade que, de alguma forma, compreende qualquer crime contra a liberdade e os direitos humanos é uma sociedade refém do medo.
Mas, não é verdade que, nas páginas desse semanário, foram publicados textos e ‘cartoons’ pouco abonatórios para os seguidores de Maomé? Aliás, as suas peças eram também muito críticas de outras religiões, nomeadamente a cristã, cujos fiéis, pela mesma razão, poder-se-iam sentir igualmente ofendidos na sua fé. Sim, é certo, mas mais vale a liberdade de pensamento e de expressão, do que a censura ou a repressão. Não se combate o abuso da liberdade com a sua supressão.
Quer isto dizer que a sociedade democrática é impotente em relação às ofensas de natureza religiosa? De modo nenhum, mas a resposta a dar não deve ser outra do que a institucional, ou seja, a que decorre do normal funcionamento das instituições. Se alguém injuria uma pessoa, a vítima tem direito a recorrer aos tribunais, para defender a sua honra e o seu bom nome. Todas as individualidades físicas e entidades morais têm direito a que a sua dignidade seja respeitada publicamente.
Um ‘cartoon’ alusivo a um líder religioso pode não ser ofensivo e, em geral, é até um salutar exercício de humor. Mas também os há que são, objectivamente, caluniosos. Não compete ao poder executivo, nem às comunidades religiosas, determinar, numa sociedade plural e laica, o que seja ou não ofensivo, porque essa é uma atribuição exclusiva do poder judicial. Se é gratuitamente posta em causa a dignidade de pessoas e instituições, sejam ou não religiosas, qualquer cidadão ou entidade tem o direito fundamental de recorrer à justiça.
Todos os temas religiosos podem e devem ser discutidos em liberdade e ninguém deve ser obrigado a professar nenhum credo. Em caso algum deve haver lugar para o delito de opinião, nem qualquer censura ou limite à liberdade de pensamento e de expressão.
Mas o exercício livre e responsável da liberdade de crer, ou não-crer, e até de criticar quem crê, ou não crê, não legitima a gratuita agressão religiosa ou ideológica. Todas as ideias são discutíveis, mesmo as mais sagradas, mas todas as pessoas, salvo prova em contrário, são respeitáveis. Ora, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, a blasfémia é «um dito considerado ofensivo, ultrajante em relação à divindade ou à religião», ou um «dito ou comportamento gravemente ofensivo para com uma pessoa ou coisa digna de muito respeito» (vol I, pág. 540).
Um acto terrorista não pode ser branqueado de jeito nenhum. Não há justificação para um crime hediondo, que não pode ser instrumentalizado politicamente pelos que pretendem implementar políticas xenófobas e racistas. Nenhum insulto pode legitimar um crime contra a liberdade e os direitos humanos, por muito censurável que seja a blasfémia, do ponto de vista ético, pelo seu carácter essencialmente ofensivo. Não se vence o terrorismo com terrorismo de sentido contrário, mas com a defesa intransigente da liberdade, de acordo com os princípios e práticas do estado de direito.
A blasfémia não é a causa do crime, nem a sua ocasião, apenas o seu pretexto. Dê-se a todos os crentes de todas as religiões, que entendem ameaçada a sua liberdade religiosa, a possibilidade de accionar as correspondentes garantias do Estado democrático. Mas não se admita a perda da liberdade de pensamento e de expressão, nem se consinta que os terroristas legitimem as suas acções em nome da religião. O crime não admite nenhuma justificação.  
P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Fonte: Observador

sábado, 10 de janeiro de 2015


"A monarquia que queremos não é um conceito abstrato, nem é apenas a substituição de um residente do Palácio de Belém por outro. É muito mais, e muito mais disruptivo! É a consequência natural da construção de um Estado mais livre, mais representativo, mais transparente, mais funcional. Que outra instituição congrega a independência, a estabilidade, o peso histórico para assegurar o bom funcionamento das instituições do Estado em benefício da Nação? Não é por acaso que os países mais desenvolvidos do mundo são aqueles que conseguiram desenvolver a sua democracia a partir dos alicerces da Instituição Real"

Luis Lavradio, Presidente da Causa Real

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Candidatos para aqui e para ali...


Ultimamente ouço falar de candidatos presidenciais para as eleições de 2016. Será o próximo presidente da república (não de Portugal, não de todos os Portugueses) Marcelo? Será Santana? Será Guterres? Será o número 44 de Évora? Será outro qualquer? Não sei... O que sei é que se for alguém do partido que esteja no governo não vai impedir o que deve, se for da oposição vai proibir o que não deve... O que sei é que, seja quem for, vai servir os interesses do partido de onde venha e não os interesses dos portugueses. O que sei é que, seja quem for, terá muita sorte se for aprovado por 20% do total de eleitores (e ainda menos do total de portugueses)... O que sei é que, seja quem for, vai ter a pátria como prioridade secundária (se calhar nem isso) e os seus interesses, o do seu partido e os dos seus amigos como primária.



O que sei é que, seja quem for, não me vai representar a mim, a quem nele não votar e a todos os (muitos) monárquicos que aí andam. Talvez um dia a nossa democracia cresça o suficiente para se referendar, para dar voz aos monárquicos. Até lá, posso afirmar que não vivo numa, vivo num regime que nos foi imposto, nos calou, nos "lavou a cabeça",  se declara permanente e não nos dá voz.