segunda-feira, 6 de abril de 2015

Visita de SAR, D. Duarte de Bragança a Rio Maior - fotos


Visita de D. Duarte Pio a Rio Maior no âmbito da assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Rio Maior e a Fundação D. Manuel II, em memória de El Rei D. Miguel I.





































domingo, 5 de abril de 2015

São Judas Iscariotes?

Há quem pretenda a desculpabilização de Judas, que não teria sido o mau da fita, mas um instrumento da providência divina, o executante de uma inevitabilidade histórica

São Judas Tadeu, um dos doze apóstolos de Jesus, muito tem sofrido, desde há dois mil anos, à conta da homonomia com o infame Iscariotes, o Judas que traiu Jesus com um beijo. Com efeito, quem se atreve a rezar ao Tadeu se, afinal de contas, é um Judas?! Mais vale ir pelo seguro e recorrer a algum santo menos ambíguo e, se possível, de nome arrevesado – como Santa Agatónica, São Guilhebaldo ou São Zoilo – porque, sendo menos solicitados, é de supor que sejam mais solícitos do que os bem-aventurados de grande nomeada, sempre assoberbados por inúmeras petições.

Se é verdade que o Judas bom muito tem padecido por causa do Judas mau (aonde é que eu já ouvi isto do bom e do mau?!), também é certo que, de alguns anos a esta parte, têm-se feito grandes esforços para reabilitar o Iscariotes. Se não, vejamos.

Por um lado, ele era um dos doze apóstolos escolhidos por Cristo. Não sendo crível que o divino Mestre se enganasse na escolha, um tal chamamento parece garantir, a priori, o seu bom desempenho.

Jesus disse, pelo menos três vezes, que iria ser crucificado, depois de traído por um dos seus mais próximos discípulos. Se o Iscariotes foi o instrumento para a concretização desse plano divino, vendendo o seu Mestre por trinta dinheiros, poderá ser responsabilizado por isso?! Poder-se-á condenar alguém por ter realizado um desígnio providencial?!

Por último, os Evangelhos narram o suicídio do Iscariotes, que parece manifestar algum arrependimento pela sua colaboração na paixão e morte de Jesus. Portanto, não seria tão mau como o pintam …

Há até quem atribua a Judas uma boa intenção, se a sua acção tivesse sido apenas um meio para precipitar a manifestação gloriosa do Messias, que o Iscariotes e os outros apóstolos impacientemente esperavam e na qual Cristo não parecia muito interessado. Quem sabe se Jesus – pensaria ele – posto entre a espada e a parede, não apelaria aos seus poderes divinos, tantas vezes evidenciados nos seus milagres, e instauraria, por fim, o tão desejado reino messiânico?!

Resulta assim a desculpabilização de Judas Iscariotes que, afinal, não teria sido o mau da fita, mas apenas um instrumento da providência divina, o executante, entre outros, de uma inevitabilidade histórica. Alguém teria que fazer aquele papel e, por azar, foi a Judas que coube aquela tarefa ingrata, embora ele, por si próprio, não fosse pior do que os outros apóstolos, que a Igreja venera sobre os altares.

É verdade que a vocação do Iscariotes não foi menos sobrenatural do que a de qualquer outro dos doze, mas a sua infidelidade não decorreu de um erro de casting de quem o escolheu. Também é certo que ele colaborou na realização da profecia da paixão e morte de Jesus Cristo, mas a sua participação não foi inocente, mas consciente e voluntária. Mesmo que, depois de ter comprovado o terrível resultado da sua deslealdade, tenha posto termo à sua vida, nada permite crer que tal gesto tenha brotado de uma verdadeira contrição, como foram, pelo contrário, as lágrimas de Pedro, depois de consumada a sua tripla negação, mas de desesperação, que acrescenta uma nova culpa à culpa da traição.

Com Cristo foram crucificados dois ladrões: um mau e um bom (outra vez a mesma história!), a quem Jesus prometeu, naquele mesmo dia, a glória do céu. A salvação, in extremis, deste último, que a Igreja venera como santo, não converte em boas as suas anteriores acções, pelas quais o próprio se considerava merecedor da morte. Outra coisa seria cair no relativismo e afirmar que não há actos bons nem maus em si mesmos. É evidente que uma moral tão amoral seria arbitrária, porque poder-se-ia sempre invocar, para legitimar qualquer acção, boas intenções, contrárias à sua objectiva maldade. O mal, feito por bem, seria bom e, portanto, a moralidade da acção dependeria sobretudo do sujeito e das circunstâncias, em vez do seu próprio objecto.

Não é inocente a devoção a “São” Judas Iscariotes: a ética relativista tudo reduz à ambiguidade do propósito do sujeito e, neste sentido, até a traição de Judas se justificaria. Pelo contrário, a moral cristã está fundada na lei de Deus, que Cristo não veio abolir, nem alterar, mas dar pleno cumprimento, na expressão misericordiosa do mandamento novo do seu amor.

Jesus disse, de Judas Iscariotes, que mais lhe valia não ter nascido, o que parece indiciar a sua condenação. É possível, como possível teria sido a sua salvação, até ao último instante da sua vida, pela graça da paixão, morte e ressurreição de Cristo. E, já agora, de uma especial intervenção do seu homónimo Tadeu, que não em vão é o intercessor das causas impossíveis. Feliz Páscoa!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Fonte: Povo

Páscoa do Senhor


sábado, 4 de abril de 2015

O sentido social da monarquia foi e é, desde sempre, para o desenvolvimento humano e social



O rei sempre foi a última instância de apelo para que Justiça fosse feita, sempre os monarcas edificaram instituições para o desenvolvimento humano, hospitais, escolas, universidades, academias, o parlamento, a constituição, a democracia... De onde nos chegaram estas instituições senão da monarquia? 

Pedro Correia

Sábado Santo

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Rio Maior recebeu visita de SAR, O Senhor D. Duarte de Bragança

A Casa Senhorial D’El Rei D. Miguel, recebeu, ontem, 29 de março, a visita do Duque de Bragança, D. Duarte Pio, no âmbito da assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Rio Maior e a Fundação D. Manuel II.




D. Duarte foi recebido pela presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais e pelos membros do seu executivo, na Casa Senhorial D’el Rei D. Miguel, tendo de seguida assinado o protocolo entre a Câmara Municipal de Rio Maior e a Fundação D Manuel II que visa o desenvolvimento de actividades promocionais, tais como exposições, conferências ou estudos. A Fundação compromete-se ainda a colaborar na realização de exposições temporárias na Casa Senhorial D. Miguel. O protocolo foi assinado por D. Duarte Pio de Bragança, presidente da Fundação D. Manuel II e por Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.

Após a assinatura do protocolo foi ainda atribuída a Medalha de Mérito da Casa Real Portuguesa ao responsável da Casa Senhorial D’el Rei D. Miguel, Carlos Pereira seguindo-se uma vista à Casa Senhorial e à exposição patente no local.

A visita de D. Duarte a Rio Maior prosseguiu com uma romagem ao Cemitério Municipal, onde, acompanhado por Isaura Morais, colocou uma coroa de flores no túmulo da acordeonista Eugénia Lima, seguindo daí para a Igreja Paroquial onde assistiu à Missa de Domingo de Ramos.

Durante a tarde, e após um almoço convívio no restaurante Fortaleza, o Duque de Bragança teve ainda oportunidade de participar na reinauguração do renovado espaço museológico Eugénia Lima “O Recanto” e assistir ao espectáculo de apresentação do último trabalho discográfico da acordeonista “Nem 8 nem 80”, no Cineteatro Municipal de Rio Maior.


Fonte: Município de Rio Maior

Sexta-Feira Santa

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Quinta-feira Santa

INFANTA MARIA FRANCISCA DE BRAGANÇA COMEMORA 18.º ANIVERSÁRIO EM FESTA TEMÁTICA


A infanta Maria Francisca de Bragança celebrou a sua entrada na maioridade numa festa que teve como tema ‘A Volta ao Mundo em 80 Dias’. Ao longo desta noite de celebração, a única filha dos duques de Bragança divertiu-se ao lado dos seus amigos e colegas de escola. 


Maria Francisca de Bragança celebrou no dia 3 de Março o seu 18.º aniversário. Para assinalar a data, a infanta e os pais, D. Isabel e D. Duarte de Bragança, organizaram, dias depois, uma festa que teve como tema A Volta ao Mundo em 80 Dias, inspirada no livro de Júlio Verne publicado em 1873. “Foram os portugueses que há 500 anos começaram a primeira globalização e foi um português que deu a primeira volta ao mundo”, justifica o duque de Bragança, que, à semelhança dos outros convidados, familiares, amigos e colegas de escola da infanta, respeitou o dress code da festa e levou um traje que evocava uma das “regiões atravessadas pelos heróis deste conhecido romance.” Além das máscaras, também a própria Estufa Real, espaço onde se realizou a festa e que foi decorado pelo primo da aniversariante, Francisco Herédia, levou os presentes a entrarem nos cenários mágicos desta volta ao mundo.
Profundamente católicos, os duques e a infanta aproveitaram a tradição de celebrar o Domingo da Alegria para organizarem esta festa, respeitando simultaneamente o espírito do tempo quaresmal. Aliás, transmitir aos convidados uma vivência profunda da Quaresma foi uma das preocupações da infanta e dos seus pais, como adiantou D. Isabel: “Combinámos com a Francisca que 20 por cento do presente que recebeu é para a obra de caridade Vale de Acór. É também mais uma forma de podermos ajudar o próximo.”Mãe orgulhosa, a duquesa de Bragança revelou o quão realizada se sente por ver a filha tornar-se uma mulher: “Estamos muito contentes por festejar esta data. A Francisca é uma pessoa feliz e completa.”


Raquel e Jorge de Herédia



D. Duarte com as princesas Margarethe e Maria Imaculada de Liechtenstein



Vasco Pereira Coutinho, D. Duarte de Bragança e Francisco van Uden



D. Miguel de Bragança, Diana de Cadaval, Charles-Philippe d'Orléans, Elizabeth Martorell, Rosina Espírito Santo, Nuria Martorell e D. Henrique de Bragança



Guiomar Machaz Herédia e os duques de Bragança


Fonte: Caras

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Semana Santa 2015 - Sardoal



As Solenidades da Semana Santa e Páscoa no Concelho de Sardoal assumem-se como património intrínseco da personalidade concelhia, representando um elo inabalável da ligação entre gerações do Passado, do Presente e do Futuro. A preparação e a celebração desta quadra passam as fronteiras do religioso, unindo, em seu torno, pessoas de todas as convicções e idades. As profundas tradições de Fé e Religiosidade deste Concelho remontam a um passado longíquo, ganhando especial relevo nesta época. Para além das manifestações religiosas, próprias da quadra, um vasto conjunto de atividades são promovidas. Exposições, Percursos Pedestres ou Espetáculos de Música e Teatro são alguns exemplos da vasta oferta religiosa e cultural que o Concelho oferece. Ponto alto da Semana Santa em Sardoal são as Capelas e Igrejas decoradas com tapetes de flores naturais.

Entre Quinta-feira Santa e Domingo de Páscoa o chão das Capelas e Igrejas ostentam verdadeiras obras de arte popular, numa tradição que se julga única no país e que, desde 2014, se estendeu a todo o Concelho.