terça-feira, 9 de setembro de 2025

SS. AA. RR. Os Senhores Duques de Bragança na Consagração de Portugal a São Miguel Arcanjo


SS.AA.RR. os Duques de Bragança estiveram presentes na Consagração de Portugal a São Miguel Arcanjo, que se realizou na Basílica dos Mártires, em Lisboa. A cerimónia que foi presidida pelo Cónego Armando Duarte foi promovida pelas irmãs do Instituto Hesed e pela Irmandade de São Miguel e Almas. A iniciativa teve a Basílica dos Mártires repleta de fiéis,

O Instituto Hesed é uma organização religiosa católica fundada em 1997 em Fortaleza, Ceará, por Kelly Patrícia e Jane Madeleine. Focado em espiritualidade, promove atividades como oração contínua, eventos religiosos, missões e catequeses, com destaque para a Quaresma de São Miguel, que reúne muitos participantes.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Festa da Natividade da Virgem Santíssima. Onde nasceu Nossa Senhora?

Para entender a escassez de informações nos primeiros séculos da Igreja, sobre a vida de Nossa Senhora, convém levar em conta as particularidades daquela época.

O mundo pagão, por efeito da decadência em que se encontrava, era politeísta, ou seja, os homens adoravam simultaneamente vários deuses. Os pagãos não achavam ilógico nem absurdo que existissem várias divindades, ou que elas não fossem perfeitas. Pior ainda. Consideravam normal que os deuses dessem exemplo de devassidão moral, sendo, por exemplo, adúlteros, ladrões ou bêbados. Obviamente, nem todos os deuses eram apresentados como subjugados por esses vícios, mas o facto de haver vários deles nessas condições dificultava que os pagãos entendessem a noção católica do verdadeiro e único Deus, de perfeição infinita.

Por isso a primitiva Igreja teve muito cuidado ao apresentar Nossa Senhora como Mãe de Deus, pois aqueles povos, com forte influência do paganismo, rapidamente tenderiam a transformá-la numa deusa. Apenas após a queda do Império Romano do Ocidente e a sucessiva cristianização dos povos começou a Igreja – que nunca negou a importância fundamental da Virgem Santíssima na história da salvação – a colocar Nossa Senhora na evidência que lhe compete e a exaltar as suas maravilhas. E com isso, a fazer um bem indescritível às almas dos fiéis.

É fácil compreender por que nesse longo período, cerca de 400 anos, muitas informações a respeito da Santíssima Virgem se tenham perdido e outras se encontrem em fontes não inteiramente confiáveis. Não obstante, a Tradição da Igreja conservou fielmente aqueles atributos d’Ela que eram necessários para a integridade da fé dos católicos. O essencial foi transmitido, e, para um filho que ama a sua Mãe, qualquer dado a respeito d’Ela é importante.

Entre esses dados, sobre os quais um véu de mistério permaneceu, está o local em que nasceu Nossa Senhora.

Belém, Seforis, ou Jerusalém

Três cidades disputam a honra de ter sido o local de nascimento da Mãe de Deus.(1)

A primeira é Belém. Deve-se essa tradição ao facto de Nossa Senhora ser de estirpe real, da casa de David. Sendo Belém a cidade de David, foi essa a razão pela qual São José e a Virgem Santíssima – ambos descendentes do Profeta-Rei – dirigiram-se àquela localidade, por ocasião do censo romano que ordenava que todos se registrassem no lugar originário das suas famílias. Por isso, o Menino Jesus nasceu em Belém, e é aclamado, no Evangelho, como Filho de David. O principal argumento dos que sustentam a tese de que Nossa Senhora nasceu em Belém encontra-se num documento intitulado 'De Nativitate S. Mariae', incluído na continuação das obras de São Jerónimo.

Outra tradição assinala a pequena localidade de Seforis, poucos quilómetros ao norte de Belém, como o local do nascimento da Virgem. Tal opinião tem como base que já na época do Imperador Constantino, no início do século IV, foi construída uma igreja nessa localidade para celebrar o facto de ali terem residido São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora. Santo Epifânio menciona tal santuário. Os defensores de outras hipóteses assinalam que o facto de os genitores da Virgem Santíssima terem morado lá não indica necessariamente que Nossa Senhora tenha nascido naquela localidade.

A hipótese que congrega maior número de adeptos é a de que Ela nasceu em Jerusalém. São Sofrónio, Patriarca de Jerusalém (634-638), escrevendo no ano 603, afirma claramente ser aquela a cidade natal de Maria Santíssima.(2) São João Damasceno defende a mesma posição.

A festa da Natividade

Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Ocorre que não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a da sua morte — correspondendo ao dia da entrada dele na vida eterna. Apenas em três casos comemoram-se as festas no dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Baptista; e a natividade da Santíssima Virgem.

A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, tal festa teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em consequência de uma revelação, no ano 430. Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de Setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão da sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia.(3)

Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração de tal festa. O Papa Sérgio tornou-a solene, mediante uma grande procissão.

Posteriormente, Fulberto, Bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade a toda a Igreja.

Comemoração na actualidade

Por uma série de motivos curiosos, a festa da Natividade é celebrada muito especialmente em Itália e em Malta. Sendo o povo italiano muito vivo e propenso a celebrações familiares, isso não surpreende.

Em Malta, a principal comemoração da festa consiste numa solene procissão na localidade de Xaghra.(4)

Na cidade de Florença, no dia da festa, numerosas crianças dirigem-se ao rio Arno levando pequenas lanternas, que são colocadas na água e lentamente vão atravessando a cidade.

Na Sicília, na localidade de Mistretta, a população celebra a festa representando um baile entre dois gigantes. À primeira vista, pareceria que isto nada tem a ver com a natividade. Mas corresponde a uma tradição: foi encontrada uma imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ainda menina. Levada à cidade, a imagem misteriosamente retornou ao local onde havia sido achada, e os habitantes julgaram que só poderia ter sido levada por gigantes. Proveio daí esse costume.

Em Moliterno, ao contrário, existe o lindo e pitoresco costume de as meninas da localidade fixarem pequenas candeias nos chapéus de seus trajes típicos. Em determinado momento desaparecem as outras luzes e só permanecem as das meninas, que executam uma dança regional.

Curiosamente, em muitas localidades as luzes desempenham papel determinante na festa. Podemos conjecturar uma razão: a Natividade de Nossa Senhora representou o prenúncio da chegada ao mundo da Luz de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Valdis Grinsteins in catolicismo.com.br

Notas:

2. Nuevo Diccionario de Mariologia, Ediciones Paulinas.
3. La fête angevine N.D. de France, IV, Paris, 1864, 188.

Fonte: Senza Pagare

domingo, 7 de setembro de 2025

Concerto 11 de Setembro, às 21h00, na igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra

Comemorações centenárias da Padroeira da cidade de Coimbra


na Igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra


Festival “À Corda Cello Festival



De 5 a 28 de Setembro, Coimbra acolhe a 5.ª edição do Festival de Violoncelo à Corda, organizado pela Associação Momentos à Corda, com o apoio da Câmara Municipal e pretende divulgar a música barroca e o instrumento musical na cidade de Coimbra.

     O evento propõe concertos, masterclasses e workshops em vários espaços culturais e patrimoniais da cidade, entre eles o Conservatório de Música de Coimbra, a Sé Velha, a escadaria do Quebra-Costas, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (igreja da Rainha Santa Isabel), o Teatro Académico Gil Vicente, a Biblioteca Joanina e o Convento São Francisco.

     Em 11 de Setembro, às 21h, na igreja da Rainha Santa Isabel, o solista internacional finlandês, Martti Rousi, faz a sua estreia em Coimbra, acompanhado pelo quarteto de violoncelos “Quarteto Chiado”, composto por violoncelistas do Teatro Nacional São Carlos.

     O programa a apresentar inclui obras de Tchaikovsky e Schumann

     Em destaque neste recital está a interpretação do Concerto em Lá menor de R. Schumann, arranjo para solista e quarteto de violoncelos.

    O concerto é no dia 11 de Setembro, pelas 21h, na igreja da Rainha Santa Isabel, com bilhete gratuito, mas sujeito a reserva antecipada pelos meios oficiais do festival “À Corda Cello Festival”.


     A Confraria da Rainha Santa Isabel conta com a presença atenta de todos.



Pela Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel,

Joaquim Leandro Costa e Nora

sábado, 6 de setembro de 2025

SS. AA. RR. estiveram presentes na Missa pelas vítimas mortais do acidente do Elevador da Glória e pela recuperação dos feridos


SS.AA.RR. os Duques de Bragança e o Príncipe da Beira, estiveram presentes na Missa pelas vítimas mortais do acidente do Elevador da Glória e pela recuperação dos feridos, que se realizou na Igreja de São Domingos e foi presidida por S.E.R. o Patriarca de Lisboa.
"Não cessamos de orar por aqueles que partiram de forma tão repentina, pelos que sofrem nos hospitais, pelas famílias que choram, e por todos os que, no meio desta provação, procuram sentido e força para continuar", disse o Patriarca durante a homilia que proferiu.

Fotografias: Patriarcado de Lisboa

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Em 1913, Casava El-Rei D. Manuel II

Neste dia 4 de Setembro, mas de 1913, após um curto noivado de 4 meses, Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Manuel II de Portugal casava-se com a Princesa Augusta Victória von Hohenzollern-Sigmaringen, na capela do Castelo de Sigmaringen. A Princesa germânica era filha do Príncipe Guilherme de Hohenzollern-Sigmaringen (ramo católico e não reinante dos Hohenzollern) e da Princesa Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias. Com este matrimónio era cimentado meio século de aliança entre a Sereníssima Casa de Bragança e a Casa de Hohenzollern.

À cerimónia religiosa assistiram cerca de 200 convidados, entre os quais a convalescente Rainha Dona Amélia, David, Príncipe de Gales e futuro Eduard VIII (Duque de Windsor após abdicação), a Duquesa de Aosta, os Príncipes Franz Joseph e Frederik Victor, irmãos da noiva, o Marquês de Soveral e várias senhoras da aristocracia e damas portuguesas e oficiais ingleses que faziam a guarda a El-Rei – por especial deferência do primo e Rei britânico, George V.

Dom Manuel II fez questão de casar permanecendo de pé sobre um caixote carregado de terra portuguesa, e trajou casaca, complementada com o calção da Ordem da Jarreteira de que era simultaneamente o mais jovem cavaleiro de sempre e o último português a ser agraciado com a mais distinta das Ordens Honoríficas britânica e mundiais. No calção distinguia-se a liga azul-escuro com rebordo e letras a dourado colocada no joelho esquerdo com a divisa da Ordem, ‘Honni soit qui mal y pense’. Da mesma Ordem usava a Estrela, presa ao peito esquerdo, com uma representação colorida esmaltada do escudo heráldico da Cruz de São Jorge, rodeado da Ordem da Jarreteira, cercada por um emblema de prata de oito pontos. Ao pescoço, El-Rei usava a Ordem do Tosão de Ouro, e para além de mais Ordens usava a Banda com a Placa das Três Ordens Militares Portuguesas, colocada debaixo da casaca, para o lado da anca esquerda. Já Dona Augusta Victória usou um vestido de noiva matizado a azul e branco, prestigiando as cores da Bandeira do Reino de Portugal e da Monarquia Portuguesa. Na cabeça segurando o véu que fora usado pela sua avó a Infanta Dona Antónia de Bragança quando casara com o Príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen, um diadema com motivos de flor-de-lis.

Dona Augusta Vitória tornava-se Rainha consorte, mas não Rainha de Portugal, pois o Rei já se encontrava exilado. O casamento feliz durou até à trágica morte de Sua Majestade o Rei, em 1932.

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Sinais da crise

A profunda crise em que se encontra a Igreja Católica pode resumir-se no seguinte: A Missa que foi celebrada durante mais de 1700 anos - desde o início do Rito Romano até 1970 - é hoje menosprezada, criticada, perseguida e proibida por grande parte da hierarquia da Igreja.

(Saint-Germain-en-Laye, Missa à porta da igreja)