sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

MISSA DE SUFRÁGIO POR EL-REI D.CARLOS I E PELO PRÍNCIPE REAL D.LUIZ FILIPE - Coimbra

A Real Associação de Coimbra informa que no próximo Domingo, dia 1 de Fevereiro, pelas 19,00 horas, será celebrada na Igreja do Centro Pastoral Irmã Lúcia, ao Loreto, em Coimbra, Missa de Sufrágio por Sua Majestade, El-Rei Dom Carlos I, e Sua Alteza Real, o Príncipe Real Dom Luiz Filipe.


Convidam-se todos os Portugueses a estarem presentes neste piedoso acto em memória do Soberano e do Herdeiro da Coroa de Portugal.

Que Deus guarde Portugal e a Família Real!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Da importância da abstenção

A elevada taxa de abstenção nas eleições presidenciais de 18 de Janeiro, que atingiu 48%, revela uma preocupante falta de adesão dos portugueses ao modelo de Chefia de Estado vigente. Acrescente-se ainda que mais de 3% dos votos foram brancos ou nulos, indicando que a maioria dos cidadãos não se sente representada por este sistema, onde o Chefe de Estado é tradicionalmente escolhido entre líderes partidários. Estes números não surgem do nada, reflectem uma tendência de distanciamento crescente entre eleitores e instituições políticas nacionais.

Pela minha parte estou vivamente empenhado que o número de votos brancos e nulos suba substancialmente na segunda volta, reforçando e explicitando essa posição passiva.

No entanto não coloco as expectativas demasiado altas, pois sei que demasiada gente vive inebriada na contenda eleitoral do próximo dia 8. É natural, pois há décadas que se habituaram ao nosso sistema político que tudo reduz a disputas sectárias entre “nós e eles”. Nasceram e cresceram na guerra fratricida entre “direita” vs “esquerda”, um jogo viciante que entre nós tudo envenena, um jogo fácil a que tantos portugueses reduzem a sua participação cívica nos destinos da Pátria, perpetuando a fractura social que desincentiva o envolvimento dos cidadãos nas causas públicas. Curiosamente, é nos países mais desenvolvidos, onde não se perde tempo com esta coisa de eleições presidenciais, que a população mais intervém, através dos organismos e instituições dos seus países. Por exemplo, na Suécia e na Noruega, onde não há eleições presidenciais, a participação cívica é incentivada por meio de conselhos locais e associações comunitárias, resultando em níveis de envolvimento superiores a 70% segundo dados da OCDE.

Talvez fosse conveniente promover debates públicos sobre modelos diferentes de Chefia de Estado e colocar à consideração popular reformas que permitam outra solução.

Torna-se necessário enviar um sinal, a coerência é um assunto importante.

João Távora


Fonte: Real Associação de Lisboa

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Missa de sufrágio pelas almas de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luiz Filipe - Porto

Estimados Associados e amigos,
Uma vez mais, na passagem de mais um ano sobre o trágico regicídio, a Real Associação do Porto cumpre o doloroso dever de mandar celebrar uma missa de sufrágio pelas almas de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luiz Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro (Domingo), pelas 19:00, na Igreja de São João da Foz, Porto.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Soluções e desilusões

Tenho uma profunda aversão a revoluções. Na minha experiência pessoal, presenciei uma revolução e toda a instabilidade que dela resultou, quase originando um regime ainda mais opressivo do que o Estado Novo. A História mostra que este é um padrão recorrente: sem recorrer ao exemplo extremo da Revolução Francesa, basta recordar o impacto negativo da acção revolucionária do Marquês de Pombal, das revoluções liberais e da consequente guerra civil, culminando décadas depois na revolução republicana. Na minha família correm histórias terríveis sobre todos esses períodos conturbados.

Analisando o último caso, é evidente que a revolução republicana prosperou, sobretudo nas duas últimas décadas da monarquia, graças a uma estratégia populista e nacionalista implacável aplicada nos meios urbanos, alimentando sistematicamente o ressentimento e provocando emoções básicas, como o medo e a revolta. O contexto português favorecia este cenário: incapacidade de reformar instituições e processos leva invariavelmente a mudanças abruptas, frequentemente violentas, que acabam por manter tudo igual ou, por vezes, agravar os erros e os vícios, apenas trocando clientelas e mascarando as instituições. Assim aconteceu no final da monarquia: a propaganda republicana explorava a miséria do povo, atacava duramente o rei, acusava os jesuítas de raptarem crianças e os padres de manterem o povo no obscurantismo. Os muitos jornais populares amplificavam denúncias contra as velhas elites e a Igreja, promovendo rancores e ideias nacionalistas.

Em reacção à humilhação da crise do Mapa Cor de Rosa, um dos momentos mais baixos do constitucionalismo monárquico, os republicanos criaram uma Comissão de Subscrição Nacional para financiar a aquisição de um navio de guerra, com o objectivo de enfrentar o Império Britânico – uma ideia inusitada! Os muitos jornais republicanos que circulavam, tal como hoje acontece nas “redes sociais”, difundiam mentiras sobre a Família Real, usando termos insultuosos para se referirem a Dom Carlos, como “déspota insensível”, “parasita do erário” ou “inimigo do povo”, reforçando uma imagem negativa da Casa Real. A Rainha D. Amélia era alvo de críticas pelos seus supostos gastos e vida privada promíscua (imagine-se!), enquanto se explorava a Questão dos Adiantamentos, polémica sobre despesas de representação da Coroa sempre muito acima do orçamentado, valor que nunca fora actualizado desde o reinado de D. João VI, sendo o défice coberto por “adiantamentos” autorizados por um ministro, sem aprovação do Parlamento. Curiosamente, tudo isto acontecia num dos países mais livres da Europa, que, mesmo assim, não era dos mais pobres. O populismo é receita de sucesso por cá.

Todos sabemos como terminou esse processo. Como afirmava recentemente Pedro Gomes Sanches, “as sociedades avançam quando as suas elites são responsáveis; colapsam quando enlouquecem, se infantilizam ou se demitem”. Esta tendência é visível em vários países e, em particular, em Portugal, que considero um ecossistema especialmente vulnerável à histeria e à irracionalidade.

Como podemos alterar o rumo dos acontecimentos sem que tudo descambe numa completa ingovernabilidade? Ao contrário do que muitos pensam, nem tudo está errado no nosso país. Grande parte das nossas elites, mesmo que por vezes afastadas da realidade, não deve ser menosprezada – pelo contrário, merece ser valorizada. Muitos avanços importantes foram alcançados desde o 25 de Abril; foram décadas valiosas para aprendermos a viver em liberdade. Aprendemos lentamente, é certo. Já o século XIX parece ter sido um tempo perdido, se olharmos para o desfecho de 5 de Outubro.

Quanto a mim, enquanto monárquico, sinto-me desobrigado de legitimar com o meu voto uma Chefia de Estado que nos foi imposta à força, uma fórmula na qual não acredito. Assim evito desilusões. No próximo dia 8 de Fevereiro, data de nascimento do meu saudoso pai, terei o privilégio de escapar a um grande dilema anulando o meu voto. Mas continuarei a empenhar-me sem descanso por um país que se desenvolva aprazível para lá das inevitáveis divisões e dos conflitos. Um lugar onde os meus netos possam crescer, de forma prospera e cristã.

João Távora


Fonte: Real Associação de Lisboa

domingo, 25 de janeiro de 2026

Patriarcas da Terra Santa contra o "Sionismo Cristão"


Os Patriarcas e Chefes das Igrejas na Terra Santa afirmam perante os fiéis e perante o Mundo que o rebanho de Cristo nesta terra está confiado às Igrejas Apostólicas, que têm suportado o seu ministério sagrado ao longo dos séculos com devoção inabalável.

Actividades recentes levadas a cabo por indivíduos locais que promovem ideologias nocivas, como o sionismo cristão, extraviam o público, semeiam confusão e prejudicam a unidade do nosso rebanho. Estas empreendimentos têm encontrado favor junto de certos actores políticos em Israel e para além, que procuram impor uma agenda política que poderá lesar a presença cristã na Terra Santa e no Médio Oriente.

A Sagrada Escritura ensina-nos que «nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros» (Rom 12, 5). Pretender uma autoridade fora da comunhão da Igreja é ferir a unidade dos fiéis e sobrecarregar a missão pastoral confiada às Igrejas históricas precisamente na terra onde o nosso Senhor viveu, ensinou, padeceu e ressuscitou dos mortos.

Os Patriarcas e Chefes das Igrejas tomam ainda nota, com preocupação, que estes indivíduos têm sido acolhidos a nível oficial, tanto local como internacionalmente. Tais acções constituem uma intromissão na vida interna das Igrejas e um desrespeito pela responsabilidade pastoral confiada aos Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém.

Os Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém reiteram que só eles representam as Igrejas e o seu rebanho em matérias relativas à vida religiosa, comunitária e pastoral dos cristãos na Terra Santa.

Que o Senhor, Pastor e Guardião das almas, conceda sabedoria para a protecção do Seu povo e a salvaguarda do Seu testemunho nesta terra sagrada.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O Pensamento Intemporal D’El-Rei D. Pedro V

‘Se os governos quiserem hoje ser úteis à sociedade, se eles não quiserem adiantar a época do terrível cataclismo que espera um estado de coisas factício em que o dolo e imoralidade e o ludibrio do povo ocupa uma parte tão considerável, eles terão que olhar mais pelo povo que padecia em silêncio sem se queixar porque já nem mesmo se sabe queixar.’
 
Dom Pedro V de Portugal | Escritos d’El Rei D. Pedro V


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Missa de sufrágio por o Rei D. Carlos I e o Príncipe D. Luís Filipe - Lisboa

Uma vez mais a Real Associação de Lisboa cumpre o doloroso dever de mandar celebrar uma missa de sufrágio pelas almas de Sua Majestade El-Rei Dom Carlos e de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luiz Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro (Domingo), pelas 19:00, na Igreja de São Vicente de Fora, com a Celebração Eucarística a cargo do Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada. 

Como é da tradição, terminada a Missa terá lugar a romagem ao Panteão Real, onde Suas Altezas Reais deporão uma coroa de flores junto aos túmulos reais. A cerimónia encerrará com uma sessão de cumprimentos, junto à sacristia

Para mais esclarecimentos contacte-nos através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 213 428 115 ou presencialmente na nossa sede de segunda a sexta-feira das 14:00hs às 17:00hs. 

Muito importante será a presença de todos nesta afirmação de lealdade à Instituição Real.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

21 de Janeiro de 2026 - Celebração dos 470 anos do Breve do Papa Paulo IV, que aprovou o culto litúrgico à Rainha Santa Isabel em todo o Reino de Portugal

 


A Confraria da Rainha Santa Isabel pretende assinalar os 470 anos do Breve pontifício, do Papa Paulo IV, que aprovou o culto litúrgico à Rainha Santa Isabel em todo o Reino de Portugal., comemorando esta efeméride, dia 21 de Janeiro.

 

Contexto histórico

O Papa Paulo IV, a pedido de D. João III e após uma marcante procissão real em 1554, estendeu o culto litúrgico à Rainha Santa Isabel ( Santa Isabel de Portugal) a todo o reino português em 1556, com um Breve papal, oficializando a sua veneração e promovendo a sua devoção popular em Portugal, um passo crucial antes da sua canonização.

  • Procissão Real: Em 1554, a Rainha Catarina de Áustria organizou uma grande procissão ao túmulo da beata em Coimbra, coincidindo com o nascimento do futuro D. Sebastião, o que impulsionou a devoção.
  • Pedido Real: O sucesso desta manifestação levou D. João III a pedir à Santa Sé a aprovação do culto para todo o reino.
  • Decreto Papal: Em resposta, o Papa Paulo IV emitiu um Breve em 1556, autorizando e confirmando o culto à Rainha Santa Isabel em todo o Reino de Portugal.
  • Impacto: Este acto papal foi fundamental para a disseminação e consolidação da devoção à Rainha Santa Isabel em Portugal, tornando-a uma das santas mais populares do país, culminando na sua canonização solene pelo Papa Urbano VIII em 1625. 

 

Neste ano, dadas as profundas obras de restauro que estão a ser realizadas na Igreja da Rainha Santa Isabel, que envolvem a instalação de andaimes em parte significativa da igreja, o programa da evocação desta efeméride será estritamente religioso.

Assim, está previsto o seguinte programa:

No dia 21 de Janeiro, às 18h00, na Igreja da Rainha Santa Isabel, em Coimbra, celebrar-se-á Missa de acção de graças pela exemplar vida acontecida de Santa Isabel de Portugal.

  

Mantêm-se as celebrações religiosas habituais na Igreja da Rainha Santa Isabel.

Com os melhores cumprimentos,

Pel'A Mesa Administrativa da Confraria da Rainha Santa Isabel,

Joaquim Costa e Nora

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O puritanismo da Lei Seca


Há 106 anos, nos Estados Unidos, entrava em vigor a “Lei Seca”, isto é a proibição da produção, venda, transporte, importação e exportação de bebidas alcoólicas. Esta lei é um reflexo da influência de certas correntes protestantes que não conseguem ver a justa medida das coisas e por isso vêem o mal onde ele não existe.

Beber um copo de vinho ou uma cerveja, à refeição por exemplo, não é errado, a não ser que se tenha feito algum voto de não consumir bebidas alcoólicas ou que aquela bebida influencie decisivamente a pessoa a perder a recta razão.

O abuso do álcool traz consequências graves para a própria pessoa e para o bem-comum. Mas esse abuso combate-se com a educação, desde pequeno, na virtude da temperança, que neste caso nos ajuda a decidir o que comer e beber na justa medida, e não tudo o que nos aparece à frente.

Claro que vai existir sempre quem se recuse a fazer o esforço de ser virtuoso, e enfie pela goela abaixo qualquer coisa que tenha o menor (ou o maior) teor alcoólico. Mas é impossível acabar com isso por decreto. É caso para dizer: “bêbados sempre os tereis”.