quinta-feira, 8 de novembro de 2012

S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE PRESENTE NO LANÇAMENTO DE "AUTO-DE-FÉ"

 
 
 
 
 
 
 
 
O livro o “Auto de Fé – A Igreja na inquisição da opinião pública”, da editora Aletheia, foi lançado esta terça-feira, no Palácio da Independência.

São mais de 300 páginas com perguntas sobre Deus, fé e Igreja. Trata-se de um diálogo entre Zita Seabra e o Padre Gonçalo Portocarrero – uma dupla que olha para a Igreja de modo pouco habitual.

“Os autos de fé eram os processos que a Inquisição movia às pessoas tidas como menos ortodoxas no seu pensamento. De facto, hoje em dia, não é a Igreja que julga ou condena, mas é ela que é julgada e condenada num tribunal até mais impiedoso, que é o da opinião pública”, explica o Padre Gonçalo Portocarrero, acrescentando que este “livro também procura ser uma resposta às perguntas que a opinião pública lança em relação à Igreja”.

A conversa entre os dois fluiu numa linguagem arejada e cheia de perguntas que muitos - crentes e não crentes – gostariam de colocar a um padre.

“Num período difícil do país como este que estamos - de crise de valores, de crise financeira e económica, de crise –, voltar ao essencial talvez importante. É esse o esforço deste livro”, sublinha Zita Seabra. 
 

Conferência "Hospital Dona Estefânia - 150 anos de História" no Palácio da Independência

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Bandeira de Portugal na Câmara Municipal da Marinha Grande

 
Fonte: CM

Protecção ao nosso Rei, sempre!

Um Rei protector...Um Rei protegido! Um Rei entre os seus...um Rei entre nós!

Todos unidos em volta de um bom ideal para o País, somos cada vez mais e o Rei de Portugal conta e contará sempre com a nossa incondicional protecção!

A todos aqueles que acreditam no futuro de Portugal pela recuperação de uma moderna e nova Monarquia, muitas das vezes pagando o preço da concomitante e ignorante incompreensão de outros, injustamente adjectivados, àqueles que tiram tempo do seu tempo para fazer valer este seu ideal, que trabalham desinteressadamente a favor do seu Rei, a todos esses bravos...um sentido e reconhecido bem haja!

O resultado já espreita...estamos, feliz e paulatinamente, em numero deveras crescendo!
Manter o hino mas voltar às verdadeiras cores e bandeira de Portugal é um caminho mais congruente no sentido daquela recuperação.

Sejamos ouvidos também lá fora! Vamos ser Nós novamente!

Todos unidos em volta de um ideal bom para o País. Somos cada vez mais e o Rei de Portugal conta e contará sempre com a nossa incondicional protecção!

Em razão da forte crise e, sobretudo, da descrença dos portugueses em Portugal, é necessário dar uma convicta resposta. Proactiva, positiva e moderna para recuperar o País pela Liberdade e pela Democracia. Para isso há que acreditar numa união de muitos que leve à mudança da Constituição e possibilite um referendo que melhore o regime actual.

“Proteger o Rei” era uma expressão usualmente utilizada em cenários militares, adversos, quando, por regra, estava em causa a integridade do Monarca. Contudo, ela também sempre foi sinónimo (maior) da confiança, da necessidade, da lealdade, da afeição e do interesse que recaia sobre o Representante do País pelos seus representados. Por exemplo os ingleses, descomplexadamente, ainda hoje aplicam esse princípio em cenários normais e comuns do dia-a-dia. Eles ainda hoje honram-no.

Nós devemos fazer o mesmo: “Protect the King”…Protege o Rei! Nunca esquecer que foram os ingleses que, durante séculos, foram os mais leais aliados em defesa dos nossos interesses.
Alguns pretendem que o Rei seja esquecido, que seja alguém que pertenceu ao passado... Mutatis mutandis e por outras palavras: posto em causa. Para mim ele não é posto em causa! É uma boa certeza!

Num momento de crise como aquele que vivemos, não existe melhor momento para aplicar aqui que foi aqui referido. Vamo-nos todos propor a iniciar o regresso ao bom caminho. O caminho da aliança que nunca devíamos ter quebrado em prol de outras. Outras que hoje descomprometeram e desacreditaram os cidadãos com o seu chefe de Estado e com o seu País.

Vamos voltar a acreditar no Portugal e no português do Quinto Império, ideal pro-activo que nos fez maiores dentro dos moldes descritos pelo grande filósofo Pe. António Vieira. Vamos acreditar na melhoria de Portugal segundo o modelo preconizado pelo Prof. Agostinho da Silva. Vamos modernizar Portugal à semelhança das consciências colectivas que assentam no modelo da maioria dos países que compõem o top 10 do Índice de Desenvolvimento Humano.

Neste terrífico tabuleiro de xadrez preto e branco que é hoje Portugal, compete-nos proteger o nosso melhor representante.

«A Monarquia em Portugal…já foi uma ilusão maior!»

Protegei o Rei!

O nosso Rei conta e contará sempre com a minha protecção. E com a tua?

 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

INAUGURAÇÃO DA ESTÁTUA DE SÃO NUNO EM BARCELOS




O Arcebispo Primaz afirmou ontem, em Barcelos, que os portugueses devem assumir o estatuto de intervenientes nos problemas do país, dando o exemplo de S. Nuno de Santa Maria, cuja santidade e heroicidade o ajudaram a «colocar-se à frente, pensar estratégias e prosseguir até à vitória». Na missa celebrada em honra do Santo, D. Jorge Ortiga lembrou que as motivações do Santo Condestável continuam a questionar o país». À tarde, no decorrer da inauguração da estátua de S. Nuno de Santa Maria, o provedor da Misericórdia de Barcelos afirmou que a crise que o país atravessa só poderá ser vencida com a partilha de que S. Nuno foi exemplo.
 

Diário do Minho, 3 de Novembro de 2012
 
Fonte: Família Real Portuguesa
 
 

São Nuno de Santa Maria


 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Dom Manuel II e a Cultura Portuguesa



No âmbito das iniciativas que a Real Associação de Lisboa vem promovendo por ocasião do 80º aniversário da morte de S.M. El-Rei Dom Manuel II, terá lugar no próximo dia 13 de Novembro, pelas 17h30, no Auditório da Biblioteca Nacional, uma evocação de D. Manuel II como homem de cultura, laborioso investigador e respeitado bibliógrafo, que contará com uma comunicação do Senhor Prof. Doutor Artur Anselmo.
A entrada é livre.

Para mais informações contacte-nos de Segunda a Quinta-feira, das 15H às 18H, pelo telefone 213 428 115
Ou a qualquer hora pelo Email secretariado@reallisboa.pt.

Contamos com a sua presença!

Fonte: Real Associação de Lisboa

sábado, 3 de novembro de 2012

Grandezas pretéritas: já ninguém lembra o boticário de Dom Manuel I


 

Passaram este ano 500 anos sobre o início da redacção da Suma Oriental, de Tomé Pires (c.1468- c.1540). Infelizmente, tão importante acontecimento passou quase despercebido pela nossa academia e pelo movimento editorial, marca do alheamento e incúria que nos vão lentamente alienando das referências, dos homens, dos factos, circunstâncias e ideias que fizeram outrora a grandeza de Portugal no mundo. Que eu saiba, só a Biblioteca Nacional lembrou a efeméride. Com os poucos meios disponíveis, organizou-se uma mostra. Tomé Pires merecia um congresso, mas parece haver coisas mais importantes para quem detém o sim e o não das coisas da cultura. Lembrando tardiamente a passagem desse acontecimento, aqui transcrevo passagens do texto que então escrevi sobre o boticário do Rei Dom Manuel.

Mandado à Índia em 1511 como “feitor e vedor das drogarias”, passou sucessivamente por Cochin (1511-1512) e Malaca (1512-1513), onde inquiriu, com descrição minuciosa, sem adornos de estilo, mas incontida inclinação para o humor – e até para a revelação de coisas escabrosas para a sensibilidade do tempo – a origem e atributos das drogas e especiarias que faziam a fortuna da Coroa. Missão cumprida e cabedais amealhados, foi-lhe negado o regresso ao Reino por Lopo Soares de Albergaria, que o mandatou para encabeçar uma embaixada à China por ser o “mais hábil e apto que podia ser, para além de ter pessoa, e natural discrição com letras, segundo sua faculdade, e largo de condição, e aprazível em negócios, era curioso de inquirir, e saber as cousas, e tinha um espírito vivo para tudo” (João de Barros). Nas Lendas da Índia, Gaspar Correia dele informava tratar-se de homem “muito prudente e muito curioso em saber todas as coisas da Índia”. Porém, a missão à China foi um clamoroso fracasso, pois no Império do Meio perdeu-se-lhe o rasto, após execução dos seus companheiros por ordem dos mandarins, e ali terá placidamente morrido, já entrado nos anos, deixando como filha uma Inês de Leiria, que Mendes Pinto encontraria em 1543 no decurso da sua Peregrinação.

Giovanni Battista Ramusio dera conta da existência da Suma no seu Navegazione e Viaggi. Em meados do século XIX, o texto foi referido pelo Visconde de Santarém nos seus Estudos sobre Cartografia Antiga, sem contudo a ter podido consultar nem indicar o seu paradeiro, pelo que a obra só ressuscitou para os vivos pela mão de Armando Cortesão em finais da década de 1930, quando o manuscrito há muito perdido foi finalmente identificado na Biblioteca da Assembleia Nacional de França. Tão surpreendente como a descoberta do manuscrito, foi a aventura e deambulações por que passou até chegar à biblioteca onde actualmente repousa. Da biblioteca de Dom Jerónimo Osório, bispo de Silves e figura proeminente do Humanismo português de Quinhentos, fora parar às mãos de um corsário inglês – talvez em finais do século XVI – e depois vendido a um bibliófilo francês que o arrematou em Londres . O exemplar terá sido confiscado e nacionalizado por alturas da Revolução em França. Armando Cortesão dispôs-se e publicá-lo, mas e primeira edição foi publicada em língua inglesa em 1945. Em Portugal só conheceria a letra de forma em 1976.
 
Miguel Castelo-Branco
 
Fonte: Combustões