sexta-feira, 20 de março de 2015

Dom Duarte, Duque de Bragança, em Rio Maior

Dom Duarte, Duque de Bragança, vai assinar um protocolo de cooperação entre a Fundação D. Manuel II e o Município De Rio Maior


Duque de Bragança

Sob o tema “El Rei em Rio Maior”, de 27 a 29 de Março a Casa Senhorial d’El Rei D Miguel vai oferecer ao público uma importante exposição alusiva ao monarca que dá nome a este espaço museológico.
No dia 29, na presença de Sua Alteza Real o Duque de Bragança, será assinado um protocolo de cooperação entre a Fundação D. Manuel II e o Município De Rio Maior.
Segundo avança o arqueólogo Carlos Pereira, “este será o primeiro passo para futuras iniciativas, que, julgamos ser, uma importante mais valia para a Casa Senhorial, a nossa cidade e mesmo para o concelho de Rio Maior”.
Fica aqui o convite a todos para, entre os dias 27 e 29 de Março, virem conhecer um pouco mais da Casa Senhorial e do monarca que lhe dá nome, D. Miguel I de Portugal.
Quem é o Duque de Bragança
O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio João Miguel Gabriel Rafael de Bragança é filho dos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno, Neto de D. Miguel I, Rei de Portugal e Dona Maria Francisca de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, trineta do Imperador D. Pedro I do Brasil, também conhecido como D. Pedro IV de Portugal.
Em período de exílio que atingiu a Família Real, nasceu na Suíça mas em território português: na Embaixada de Portugal em Berna, a 15 de Maio de 1945. Teve por padrinhos Sua Santidade o Papa Pio XII e por madrinha a Rainha Dona Amélia de Orleans e Bragança, então viúva de D. Carlos I, Rei de Portugal.
Permitido o regresso a Portugal da Família Real nos anos 50, estudou no Colégio Nuno Álvares (Caldas da Saúde) em Santo Tirso entre 1957 e 1959.
Em 1960 ingressou no Colégio Militar, prosseguindo, posteriormente, os Seus estudos no Instituto Superior de Agronomia e ainda no Instituto para o Desenvolvimento na Universidade de Genebra.
Cumpre o serviço militar em Angola como Tenente Piloto Aviador da Força Aérea entre 1968 e 1971. Durante esse período conheceu em profundidade as populações das então Províncias Ultramarinas, estabelecendo relações de amizade, em particular, com chefes tradicionais e lideres espirituais das várias religiões, circunstâncias essas que lhe criaram dificuldades acrescidas com as autoridades em Lisboa.
Como Presidente da Campanha “Timor 87”, desenvolveu actividades de apoio a Timor e aos Timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.
Sob a presidência do Senhor Dom Duarte participaram dessa campanha numerosas personalidades notáveis de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa da altura, conseguindo-se a construção de um bairro para Timorenses desalojados.
Através da Fundação Dom Manuel II, instituição que preside, deu continuidade a esse empenho através de ajudas financeiras para a concretização de projectos nos domínios da educação, cultura e promoção do desenvolvimento humano em Timor e noutros países lusófonos.
Encetou contactos a vários níveis incluindo uma visita aos Governantes Indonésios, e a Timor Sob ocupação, que contribuiu decisivamente para uma mudança da atitude do Governo Indonésio e para O despertar de consciências em relação ao processo de independência daquele território.
É Presidente Honorário e membro de diversas instituições, sendo actualmente membro do Conselho Supremo dos Antigos Alunos do Colégio Militar e Presidente Honorário do Prémio Infante D. Henrique, programa vocacionado para jovens e que tem como Presidente Internacional S.A.R. o Duque de Edimburgo.
Desde muito jovem dedicou a sua atenção á defesa do ambiente, pertencendo desde os dez anos à Liga para a Protecção da Natureza.
Manifestando um profundo interesse e amor por Portugal e por toda a presença de Portugal no mundo, só ou acompanhado da sua Família percorre anualmente várias regiões do País, países lusófonos e comunidades portuguesas no mundo inteiro a convite dos responsáveis locais.

Agraciado por múltiplas ordens honoríficas, o Duque De Bragança está ligado por laços familiares a várias Casas Reais da Europa, nomeadamente: Luxemburgo, Áustria-Hungria, Bélgica, Liechenstein, Itália, Espanha, Roménia, Sérvia, Bulgária Thurn e Taxis, Bourbom Parma e Loewenstein.

Fonte: RM notícias

quinta-feira, 19 de março de 2015

D. MANUEL II – Aclamação Popular no Porto



No dia 09 de Novembro de 1908, El-Rei Dom Manuel II de Portugal visita a Invicta Cidade do Porto - onde o jovem Monarca é aclamado entusiasticamente - dando mostras da sua enorme popularidade entre o Povo, que é justo e bom.

‘Portuenses e amigos: Na vossa casa e perante vós, Eu, Rei de Portugal: Juro manter a Monarquia Constitucional; juro concorrer quanto em mim caiba para o desenvolvimento harmónico das liberdades civis e políticas, que sirvam de base ao levantamento moral e material da nossa querida Pátria!’, declarou El-Rei Dom Manuel II diante do Seu Povo.

O Rei do Povo é independente e livre de estranhas tutelas!

O Rei traduz a vontade nacional, sentindo com o Seu Povo, fazendo seus os problemas deste e transmitindo as suas ânsias aos políticos.

O Rei acima de tramas partidárias, independente de um calendário político, terá a tranquilidade e a legitimidade para actuar como moderador entre as várias facções políticas ou demais grupos da sociedade civil evitando conflitos e efervescência social. Fonte de travões e contrapesos contra políticos eleitos que poderiam procurar obter poderes maiores aos atribuídos pela Constituição, El-Rei será, assim, em último caso, uma ressalva contra a ditadura.

O Rei assume-se como um funcionário da Nação e do Povo!

Miguel Villas-Boas

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

Dia de São José, Dia do Pai


terça-feira, 17 de março de 2015

MONARQUIA – Projectar o Passado no Futuro



O Presente tão efémero é, que nem damos pelo seu curtíssimo momento! É tão breve quanto fátuo, porque nada subsiste deste instante republicano. Outros tempos sim, marcaram! Aqueles tempos em que os nossos velhos Reis pela Espada demarcaram Portugal e pelo Astrolábio dilataram o Império, em que pelo seu engenho e dos seus súbditos foi aberta toda a Terra e todo o Mar.

Lembremos Agostinho da Silva: ’Mas, foram os portugueses que viram, nitidamente, o país desenhado no mapa da península, e depois lhe traçaram os limites. E que aconteceu? Aconteceu que realizaram o único país estável do mundo. Todos os outros têm mudado, todo o jogo de fronteiras tem sido no mundo, excepto para Portugal. E foram para o mar. E que Mar resultou das viagens dos portugueses? O Mar que há. O Mar que toda a gente teve que aceitar. Não havia outro possível. (…) O Império Romano ter nascido como nasceu, e se ter estendido até onde se estendeu, e de repente encontrar um muro tremendo, o muro líquido do Atlântico, que impedia a sua expansão ao resto do globo. Esse muro do Atlântico que travou o Império Romano, quem o foi derrubar? Foi um pequeno povo, quase esquecido, no Ocidente da Península que conseguiu que o muro se derrubasse e que o Império Romano, já com outras características, se estendesse efectivamente a todo o mundo.’

Tamanha obra consumada foi feito da Realeza, da Monarquia Portuguesa, pois como sabiamente escreveu o 2.º Conde de Alvellos: ‘Os Reis foram a Ideia e a Espada, neste Império que ainda hoje espanta; a República, tem discursos e mais nada… Como direi? O Império da garganta!’

Boquiaberto, o Povo olha em volta procurando uma resposta e, mais do que isso, um recurso que possa tirar o País do confrangimento em que o mergulharam. Logicamente, a RESPOSTA ao presente impasse será um regime como a MONARQUIA, com o REI e com os indivíduos diferentes e transparentes que o possam acompanhar. O regime de MONARQUIA evidencia-se como a RESPOSTA certa para o tempo incerto, é o único que funciona, como símbolo de estabilidade e coesão nacionais e é autónomo das mudanças na política partidária.

Para um País com quase 900 anos de História e que nunca se deixou submeter ao jugo estrangeiro o REGRESSO DA MONARQUIA, é o melhor caminho, o único, não só para aqueles que nasceram e viveram sempre na esperança da nossa MONARQUIA NATURAL, mas como para todos os Portugueses.

Assim, não tememos, ainda hoje resta uma Esperança: o Rei da Dinastia de Bragança!

Miguel Villas-Boas 

Fonte: Plataforma de Cidadania Monárquica

domingo, 15 de março de 2015

O 212º ANIVERSÁRIO DO COLÉGIO MILITAR

“É assim que, por mais que espíritos desorientados tenham querido obliterar as tradições d’honra do Exército, a profissão entre todas, nobre, foi, é, há - de ser sempre, a militar…”
Mouzinho de Albuquerque
Caso não tivéssemos presenciado, teríamos percebido pelo silêncio da Comunicação Social, de que as cerimónias comemorativas do aniversário, em título, tinham corrido bem.
Mas fomos a algumas das muitas iniciativas levadas a cabo, com as quais a Direcção do Colégio e a Associação dos ex-alunos fazem gala em comemorar o evento.
De facto no passado dia 8 de Março (apesar do aniversário ser a 3) entendi ir vivificar o corpo e retemperar o espírito: fui visitar outro país que ainda existe dentro do meu país.
Um “país” que não passa a vida a fazer greves; que não exige direitos, sem os deveres correspondentes; que não se dilacera partidariamente numa “guerra civil” permanente; onde as recomendações da Comissão Nacional da Educação ainda não se aplicam; onde não existem “direitas” nem “esquerdas”, onde a corrupção não impera, etc., e onde se trabalha naturalmente, tentando fazer melhor amanhã do que hoje.
Apesar - é de realçar - dos disparates ministeriais avulsos, acompanhados da aparente demissão de algumas chefias militares, relativamente à defesa institucional dos Colégios Militares, cujo exemplo mais grave tem a ver com o criminoso encerramento do centenário Instituto de Odivelas.
Chefias militares que se olvidaram de que são os descendentes e herdeiros dos antigos Condestáveis da Nação.
A estas cerimónias, sobretudo ao desfile do Batalhão Colegial, na Avenida da Liberdade e à Missa, em S. Domingos, deveria assistir todo o Parlamento.
Só lhes fazia bem lobrigarem o garbo imperturbável daquele “Corpo de Alunos”, desfilando avenida da Liberdade abaixo – eles que são um garante da nossa liberdade, presente e futura; a camaradagem esfuziante dos ex-alunos, saudosos dos tempos passados; o entusiasmo das famílias e amigos e à alegria de todos - até os turistas que passam ganham um bónus extra, ficando de olhos esbugalhados a olharem para o que se passa!
Seguramente que a maioria dos nossos deputados não entenderia muito do que, por graça de Deus, lhes seria dado ver, mas estou certo que não se lhes negaria a caridade das explicações necessárias.
Talvez ganhassem uma nova postura quando regressassem ao Parlamento…
Verificariam que a cerimónia começou a horas, que o cerimonial é tradicionalmente mantido segundo das regras da ordenança, e também vislumbrariam aqui e ali, cidadãos que apanhados no meio dos eventos, não se sabem comportar perante uma formatura militar nem respeitam os símbolos nacionais, neste caso a bandeira e o hino, não mantendo uma atitude respeitosa em face deles.
Ora respeitar os símbolos nacionais é dever de todos, onde não se aplica o livre alvedrio e que deve estar sujeito a sanções adequadas. Um âmbito que devia constituir especial interesse para a agora chamada “Casa da Democracia”.
E é o Estandarte Nacional com a divisa camoniana “Esta é a ditosa Pátria minha amada”, à guarda do Colégio Militar – por sinal um dos mais condecorados do país – que rompe a marcha aos ombros do aluno nº198/2007, José Pedro Ribeiro Gomes, a quem foi confiada essa Honra.
Honra extensiva a todos os Alferes Porta-Estandarte, das Forças Armadas Portuguesas e que representam a “reencarnação” actual de Duarte de Almeida, “o decepado”, porta - bandeira na Batalha de Toro, em 1 de Março de 1476, que golpeado sucessivamente, lutou heroicamente, para evitar que o sagrado símbolo lhe fosse sacado ou derrubado.
Desde então que, aos sucessores na função, lhes é relembrado este exemplo. Assim deve continuar a suceder.
Exemplo que, aos deputados da Nação, que supostamente representam o povo português, deve merecer, também, ponderada meditação.
É certo que o alinhamento das diferentes companhias de alunos não foi perfeito, quiçá milimétrico, como nas paradas orientais. Mas tem que se ter em conta que não estamos a falar de profissionais, nem tão pouco aqueles marcham em fileiras abertas com frente de seis…
Concedo que não conseguia ver refletida a minha cara no lustro de todos os sapatos dos uniformes, mas levo isso à conta da cada vez mais diminuta verba distribuída às FA, o que já se deve refletir na falta de escovas e na graxa; mas já me preocupa o ter vislumbrado alguma ferrugem em muitas baionetas. Afinal nós nunca sabemos quando vamos precisar delas!
Enfim, e numa palavra, continua a ser a unidade militar que melhor desfila em Portugal (bom, a Academia Militar, no meu tempo, fazia-lhes concorrência…)!
Encerra a formatura a “Escolta” a cavalo, em galope curto – o clímax do evento.
Salienta-se que esta “Escolta”, juntamente com a “Reprise” de Mafra, o ensino de equitação na Academia Militar e o Ex - Regimento de Cavalaria (recuso-me a soletrar o novo nome que lhe deram), da GNR, são o que resta de todas as tradições equestres do Exército Português…
Muitas mentes questionam-se se lidar com armas é próprio para menores.
Poderia responder simplesmente que, sendo o Colégio Militar, uma unidade militar, não faria sentido algum que o uso de armamento estivesse afastado do seu quotidiano; mas não quero deixar de defender que tal “convívio” só lhes faz bem, pois desde novos aprendem a usar e a respeitar uma arma, tendo o enquadramento, a disciplina e a instrução adequada para tal.
Por último, aprendem a utilizar as armas no sentido do Bem, pois as armas não são em si, boas ou más: a mão que as manuseia é que o pode ser!
O batalhão destroça no Largo de São Domingos e, enquanto os acompanhantes se quedam em algazarra, confraternização, gritos de “zacatrás” e alguma ginjinha, as cerimónias prosseguem na nunca reconstruída, mas lotada, Igreja de S. Domingos, onde casaram reis e de onde se contempla Lisboa desde há sete séculos.
Presidiu o novo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda, a quem saúdo, nesta primeira aparição pública que presenciei e em que esteve feliz, por abordar na sua homilia temas importantes de forma equilibrada. Também, por seguramente ter tido uma agradável surpresa com o que, por mercê do Senhor, lhe foi dado presenciar.
A missa acaba por ser uma mistura de cerimónia religiosa, de acção de graças, adornada de todo o cerimonial militar correspondente, à mistura com um toque distintivo da matriz cultural da grande família colegial.
De tudo resultando o encontro de gerações, a renovação com a perenidade; a plenitude da alma, a unidade telúrica de um todo.
O Colégio Militar – os colégios militares – são pois Instituições verdadeiramente nacionais, que formam portugueses, nos diferentes níveis do seu ser.
São seiva da Nação e, se não estiver enganado, poderemos vê-los sempre na linha da frente, ou na derradeira linha da Defesa e desenvolvimento do País.
Não é pois de estranhar, que os queiram deitar abaixo…
Parabéns por mais um aniversário. E contem muitos, pois enquanto existirem Portugal vai ter alguma dificuldade em desaparecer.

Ten. Cor. João Brandão Ferreira

Fonte: O Adamastor

sábado, 14 de março de 2015

O Lugar da História: D. Manuel II, o último Rei de Portugal (1997)


D.Manuel Segundo Margery (1997)

Margery conta-nos como foram os dias de D.Manuel II vividos em Fulwell Park, perto de Londres
D.Manuel II foi o último soberano a reinar em Portugal.
Partiu para o exílio em Inglaterra quando a República foi declarada, em 1910, e lá morreu com 42 anos sem nunca mais ter pisado solo pátrio.
Na sua vida inglesa, D.Manuel de Bragança dedicou-se aos livros antigos.
Nessa tarefa teve a acompanhá-lo uma jovem inglesa que lhe fora recomendada por amigos livreiros: Margery Withers.
Miss Withers sobreviveu-lhe muitos anos e concluiu as tarefas que a morte precoce do último rei português não deixou acabar.
É Margery que nos conta como foram os dias de D.Manuel vividos em Fulwell Park, perto de Londres.

sexta-feira, 13 de março de 2015

O REINO DE PORTUGAL NA VANGUARDA SOCIAL



Em Portugal, os representantes dos municípios («homens-bons» das vilas e cidades, provenientes do «terceiro-estado» e escolhidos autarquicamente pelo povo dos concelhos) passaram a ter prioridade na elaboração das leis, em 1254, a partir das Cortes de Leiria, no reinado de D. Afonso III. Só no ano seguinte foi implementada em Inglaterra a Câmara dos Comuns, durante o reinado de Henrique III, dando assim semelhante voz à população. Remate-se a questão recordando que em França apenas com Filipe Augusto, em 1303, foram convocados os equivalentes representantes populares. 

Estes dados, que os interessados poderão confirmar e aprofundar nos manuais históricos, servem para recordar a matriz da Monarquia Portuguesa: o Bem Comum e a Justiça Social. Tendo estes dois altos desígnios nacionais em mente, Portugal criou a representação orgânica, corporativa e municipalista, expressa em Cortes Gerais com poderes legislativos. Desta forma, será para sempre o primeiro Estado da Europa a lançar o povo na construção das leis.


JOÃO MARCHANTE

quinta-feira, 12 de março de 2015

O candidato de Cavaco Silva

mh-e501-06g.jpg


Cavaco Silva defende que Portugal precisa de órgãos de soberania que actuem coordenada e concertadamente na defesa daqueles que são interesses nacionais e que “só podem ser eficazmente defendidos” por  alguém com experiência em política externa. Cavaco Silva lembra que o seu sucessor é a “porta-voz do país” e que deve estar “acima das divergências de opinião”. “Face à situação de emergência económica e financeira a que Portugal tinha chegado, houve que mobilizar toda a nossa capacidade diplomática (…) para explicar, junto das mais variadas geografias, instituições internacionais e líderes políticos, a execução do programa de assistência financeira, em ordem a suscitar a confiança dos nossos parceiros e investidores, ganhar credibilidade no plano externo e conseguir apoios para as posições portuguesas". Cavaco Silva escreveu ainda que (…) deve “estar preparado” para analisar a conformidade das propostas que lhe são apresentadas pelo Governo e Chefe de Estado Maior das Forças Armadas e para defender as posições portuguesas nos contactos com entidades externas (…) deve ser capaz de dominar as relações bilaterais “em toda a sua complexidade” e abordar “com conhecimento de causa” os assuntos políticos, económicos, sociais, militares, científicos, culturais, ambientais e de política europeia, bem como saber identificar aquelas que são as mensagens relevantes.

Em resumo, Cavaco Silva desejaria ser sucedido pelo Rei D. Carlos I. Não sendo tal hipótese a considerar, resta-nos quem seja completamente apartidário, conheça muito bem Portugal e o mundo lusófono, possua excelentes contactos internacionais e já tenha prestado valiosos serviços diplomáticos ao país. 

Nuno Castelo-Branco